<script data-pm-proxy="intercept"></script><?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></title><description><![CDATA[Cadernos de Linguística is a Diamond Open Access journal funded by the Brazilian Linguistics Association (Abralin). It publishes articles in all areas of Linguistics, with open editorial practices and transparent peer review.]]></description><link>https://cadlin.substack.com</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!eAhE!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb179b139-d1af-4fa1-9384-bf260af652f4_1080x1080.png</url><title>Cadernos de Linguística</title><link>https://cadlin.substack.com</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Tue, 01 Sep 2026 18:45:38 GMT</lastBuildDate><atom:link href="/__u/cadlin.substack.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></copyright><language><![CDATA[pt-br]]></language><webMaster><![CDATA[cadlin@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[cadlin@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[cadlin@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[cadlin@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Uma revista feita em diálogo: acesso aberto, voz, educação e tecnologia]]></title><description><![CDATA[English Version]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/uma-revista-feita-em-dialogo-acesso</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/uma-revista-feita-em-dialogo-acesso</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Mon, 20 Jul 2026 16:40:49 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!eAhE!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb179b139-d1af-4fa1-9384-bf260af652f4_1080x1080.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="/__u/cadlin.substack.com/p/a-journal-built-through-dialogue">English Version</a></strong></p><p>O que um artigo leva consigo depois de publicado? Al&#233;m dos resultados da pesquisa e das escolhas de quem o escreveu, permanecem nele as perguntas dos pareceristas, as revis&#245;es suscitadas pelo di&#225;logo editorial, o trabalho de tornar gr&#225;ficos e imagens acess&#237;veis e as decis&#245;es que permitem ao texto chegar livremente a seus leitores.</p><p>Esta edi&#231;&#227;o da <em>newsletter</em> come&#231;a por esse percurso, contado por tr&#234;s autores que publicaram recentemente em Cadernos de Lingu&#237;stica. Suas experi&#234;ncias ajudam a compreender, a partir de dentro, alguns dos compromissos que orientam a revista. Elas tamb&#233;m d&#227;o sentido a uma not&#237;cia institucional importante: <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/84">a entrada de Cadernos de Lingu&#237;stica no Open Journals Collective</a>, rede internacional dedicada &#224; sustentabilidade do Acesso Aberto Diamante.</p><p>Depois, voltamos a aten&#231;&#227;o para seis novas publica&#231;&#245;es: a entoa&#231;&#227;o da fala sint&#233;tica comparada &#224; humana, a expressividade vocal de professores, o projeto de um corpus de fala gaguejada, a hist&#243;ria do ensino de portugu&#234;s na Lingu&#237;stica brasileira, a atua&#231;&#227;o discursiva da ANTRA e o dossi&#234; dedicado a m&#237;dias, tecnologias e intelig&#234;ncia artificial.</p><h2>O percurso de um artigo, contado por quem o viveu</h2><p>Convidamos tr&#234;s autores que publicaram recentemente na revista a contar como vivenciaram o caminho entre a submiss&#227;o e a vers&#227;o final de seus artigos. Ramon de Almeida Miranda assina, com Ana Maria S&#225; Martins, o relato de pesquisa <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id947">A representa&#231;&#227;o discursiva de Ygl&#233;sio Moyses (PRTB) no podcast &#8220;Abrindo o Verbo&#8221;</a>, que integra o dossi&#234; sobre o qual falaremos mais adiante nesta edi&#231;&#227;o. Neuda Lago &#233; autora de <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/893">Literaturas de L&#237;ngua Inglesa e Justi&#231;a Social: perspectivas cr&#237;ticas, descoloniais e praxiol&#243;gicas</a>. Leandro Silveira de Araujo publicou <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n5.id955">A emerg&#234;ncia da gram&#225;tica brasileira de portugu&#234;s para estrangeiros e a contribui&#231;&#227;o de Hermine W. Topker (1942)</a>, sobre a obra pioneira no ensino de portugu&#234;s a estrangeiros no Brasil.</p><p>Ramon chama aten&#231;&#227;o para o car&#225;ter colaborativo da avalia&#231;&#227;o por pares. Ao comentar a leitura realizada por Iran Ferreira de Melo e Lilian Noemia Guimar&#227;es, ele reconhece que as contribui&#231;&#245;es dos pareceristas passaram a integrar a pr&#243;pria hist&#243;ria do artigo:</p><blockquote><p>Ao publicar na Cadernos de Lingu&#237;stica, percebo que o compromisso e a aten&#231;&#227;o tanto com o artigo quanto com os autores &#233; um diferencial da revista. Desde a avalia&#231;&#227;o at&#233; a etapa final de editora&#231;&#227;o, cada detalhe foi tratado com muito cuidado. A princ&#237;pio, destaco que as contribui&#231;&#245;es dos pareceristas Iran Ferreira de Melo e Lilian Noemia Guimar&#227;es foram criteriosas e contribu&#237;ram de forma significativa para o amadurecimento da pesquisa. Sendo assim, a riqueza do trabalho tamb&#233;m tem um pouco de cada um deles.</p></blockquote><p>Outro aspecto mencionado por Ramon &#233; a acessibilidade. Para ele, pensar a produ&#231;&#227;o cient&#237;fica para diferentes p&#250;blicos integra o compromisso com a democratiza&#231;&#227;o do conhecimento:</p><blockquote><p>Al&#233;m disso, me chamou aten&#231;&#227;o a preocupa&#231;&#227;o da revista com a acessibilidade dos textos, o que refor&#231;a que a produ&#231;&#227;o cient&#237;fica deve ser pensada para todos, em uma perspectiva de inclus&#227;o, diversidade e democratiza&#231;&#227;o do conhecimento. Afinal, um texto cient&#237;fico que n&#227;o consegue dialogar com diferentes p&#250;blicos perde parte do seu potencial transformador.</p></blockquote><p>Ao final, ele relaciona publica&#231;&#227;o e circula&#231;&#227;o social da pesquisa:</p><blockquote><p>&#201; muito gratificante ver uma pesquisa desenvolvida na universidade alcan&#231;ar maior visibilidade por meio de um peri&#243;dico comprometido com a qualidade cient&#237;fica e com a divulga&#231;&#227;o do conhecimento. Assim, expresso minha alegria pela oportunidade de publicar na Cadernos de Lingu&#237;stica e poder ampliar discuss&#245;es sobre o discurso, despertar olhares cr&#237;ticos e, quem sabe, contribuir para a transforma&#231;&#227;o das pr&#225;ticas sociais que nos cercam.</p></blockquote><p>Neuda Lago descreve a revista a partir de uma dupla experi&#234;ncia, como leitora e como autora, e destaca a possibilidade de aproximar literatura, linguagem, educa&#231;&#227;o e justi&#231;a social:</p><blockquote><p>Minha experi&#234;ncia com a Cadernos de Lingu&#237;stica tem sido muito positiva, tanto como leitora quanto como autora. Foi especialmente significativa a publica&#231;&#227;o do artigo &#8220;Literaturas de L&#237;ngua Inglesa e Justi&#231;a Social: perspectivas cr&#237;ticas, descoloniais e praxiol&#243;gicas&#8221;, um trabalho que re&#250;ne quest&#245;es centrais de minha trajet&#243;ria como pesquisadora e professora. Nele, penso na educa&#231;&#227;o liter&#225;ria como uma pr&#225;tica de leitura e interpreta&#231;&#227;o, mas tamb&#233;m como um espa&#231;o de escuta, reflex&#227;o cr&#237;tica e enfrentamento das diferentes formas de desigualdade e exclus&#227;o. Encontrar, na revista, um espa&#231;o aberto ao di&#225;logo entre literatura, linguagem, educa&#231;&#227;o e justi&#231;a social foi muito importante para mim. Destaco tamb&#233;m o cuidado, a cordialidade e a clareza da equipe editorial ao longo de todo o processo. Sinto-me honrada por integrar uma publica&#231;&#227;o comprometida com o rigor acad&#234;mico e, ao mesmo tempo, com a circula&#231;&#227;o de perspectivas cr&#237;ticas e socialmente relevantes.</p></blockquote><p>Leandro Silveira de Araujo observa como as diferentes etapas do fluxo editorial se articulam em torno do aprimoramento do trabalho:</p><blockquote><p>Publicar na Cadernos de Lingu&#237;stica foi uma experi&#234;ncia marcante. Vivenciei um processo editorial muito diferente daquele a que estamos habituados na &#225;rea de Lingu&#237;stica, tanto no Brasil quanto no exterior. Embora o fluxo conste de m&#250;ltiplas etapas, fica evidente que cada uma delas visa a conferir maior qualidade final ao trabalho cient&#237;fico. A aten&#231;&#227;o e o cuidado de toda a equipe editorial se destacam por uma condu&#231;&#227;o precisa, &#225;gil e atenta a cada detalhe.</p></blockquote><p>Os tr&#234;s relatos descrevem um processo de interlocu&#231;&#227;o. Pareceristas participam do amadurecimento da pesquisa, autores encontram espa&#231;o para explicitar a dimens&#227;o social de seus trabalhos e as decis&#245;es de editora&#231;&#227;o procuram ampliar as possibilidades de leitura e uso dos textos.</p><h2>Do cuidado editorial a uma infraestrutura coletiva</h2><p>A rela&#231;&#227;o entre cuidado editorial e infraestrutura aparece tamb&#233;m na entrada de Cadernos de Lingu&#237;stica no <a href="https://www.openjournalscollective.org/">Open Journals Collective (OJC)</a>. A iniciativa re&#250;ne pesquisadores, bibliotecas, editoras universit&#225;rias e organiza&#231;&#245;es acad&#234;micas sem fins lucrativos empenhadas em construir formas mais sustent&#225;veis e equitativas de comunica&#231;&#227;o cient&#237;fica.</p><p>No Acesso Aberto Diamante, autores n&#227;o pagam para publicar e leitores n&#227;o encontram barreiras financeiras para acessar os trabalhos. Mesmo sem cobrar taxas, a revista precisa custear plataformas, preserva&#231;&#227;o, registro de DOI, prepara&#231;&#227;o de arquivos, produ&#231;&#227;o de metadados, acessibilidade e divulga&#231;&#227;o, atividades que exigem infraestrutura e trabalho cont&#237;nuos. O OJC busca justamente fortalecer peri&#243;dicos que realizam essas atividades sem transferir os custos para autores ou leitores.</p><p>A entrada no coletivo projeta internacionalmente um modelo que a revista pratica desde sua cria&#231;&#227;o. Publicada pela Associa&#231;&#227;o Brasileira de Lingu&#237;stica (Abralin), Cadernos de Lingu&#237;stica mant&#233;m independ&#234;ncia editorial, governan&#231;a acad&#234;mica e acesso integralmente aberto, sem receitas provenientes de APCs ou assinaturas. A revista j&#225; pode ser consultada em <a href="https://www.openjournalscollective.org/catalogue/journal/499/">sua p&#225;gina no cat&#225;logo do OJC</a>, que re&#250;ne informa&#231;&#245;es sobre financiamento, idiomas de publica&#231;&#227;o, pol&#237;tica de acesso e v&#237;nculo institucional.</p><p>Ao participar da rede, a revista passa a compartilhar desafios, solu&#231;&#245;es e responsabilidades com outras iniciativas conduzidas pela comunidade acad&#234;mica. O cuidado mencionado pelos autores depende de condi&#231;&#245;es institucionais capazes de sustent&#225;-lo no longo prazo.</p><h2>Onde a fala humana ainda se distingue da fala sint&#233;tica</h2><p>Em <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n7.id976">Exploring Intonational Contours in Human and Synthetic Speech: An F0-Based Study of Venezuelan Spanish</a>, Jo&#227;o Paulo Moraes Lima dos Santos (IF Sert&#227;o Pernambucano) e Eugenia San Segundo (CSIC) investigam uma dimens&#227;o que medidas ac&#250;sticas globais nem sempre conseguem captar: a maneira como a frequ&#234;ncia fundamental se organiza ao longo do tempo.</p><p>O estudo compara senten&#231;as declarativas e interrogativas produzidas por falantes humanos com realiza&#231;&#245;es sint&#233;ticas constru&#237;das a partir do mesmo material lingu&#237;stico. As vozes geradas por sistemas de s&#237;ntese reproduzem as configura&#231;&#245;es entoacionais mais gerais associadas &#224;s modalidades frasais. A diferen&#231;a surge nos detalhes do percurso: a fala humana apresenta mudan&#231;as mais localizadas e maior diferencia&#231;&#227;o interna, sobretudo nas regi&#245;es finais das senten&#231;as; a sint&#233;tica tende a regularizar os movimentos e a produzir contornos mais suaves.</p><p>Essa diverg&#234;ncia n&#227;o aparece com a mesma nitidez em medidas como extens&#227;o global de F0 ou variabilidade do enunciado inteiro. Os resultados indicam que a avalia&#231;&#227;o da naturalidade da fala sint&#233;tica deve incluir, ao lado das medidas ac&#250;sticas agregadas, a forma do contorno e seu desenvolvimento temporal.</p><h2>A voz de quem ensina</h2><p>A voz tamb&#233;m &#233; examinada como instrumento profissional em <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n7.id1010">Perceptual Analysis of Teachers&#8217; Speech Expressiveness After Speech-Language Intervention</a>, de Patricia Brianne da Costa Penha, B&#225;rbara Tayn&#225; Santos Eug&#234;nio da Silva Dantas, Giordanna Emanuelle Ramos Nascimento e Maria Fabiana Bonfim de Lima-Silva (UFPB).</p><p>Quatro professores de uma escola p&#250;blica da Para&#237;ba participaram de oficinas semanais sobre respira&#231;&#227;o, articula&#231;&#227;o, modula&#231;&#227;o de frequ&#234;ncia e intensidade, resson&#226;ncia e aquecimento vocal. Antes e depois da interven&#231;&#227;o, foram registradas amostras de leitura e de fala em sala de aula, posteriormente examinadas por tr&#234;s avaliadores com o protocolo VPA-PB.</p><p>Os resultados preliminares apontam redu&#231;&#227;o de ajustes hiperfuncionais e da aspereza, aumento da varia&#231;&#227;o de frequ&#234;ncia e intensidade e melhora do suporte respirat&#243;rio. No estudo, a sa&#250;de vocal &#233; examinada em rela&#231;&#227;o &#224; expressividade, &#224; flexibilidade pros&#243;dica e ao esfor&#231;o fonat&#243;rio, dimens&#245;es que afetam a comunica&#231;&#227;o pedag&#243;gica e a rela&#231;&#227;o dos professores com sua atividade cotidiana.</p><h2>Compreender a gagueira como processo r&#237;tmico</h2><p>Sandra Merlo (IBF) e Luciana Lucente (UFMG) apresentam, em <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/973">Building a Corpus to Analyze Stuttering According to a Dynamic Model of Speech Rhythm Production</a>, o projeto de um corpus de fala gaguejada em portugu&#234;s brasileiro.</p><p>O artigo apresenta o desenho do corpus, suas hip&#243;teses e as decis&#245;es que orientar&#227;o a coleta e a anota&#231;&#227;o; nesta etapa, ainda n&#227;o s&#227;o apresentados resultados emp&#237;ricos. O projeto dever&#225; reunir dados de crian&#231;as, adolescentes e adultos, contemplando graus e perfis distintos de gagueira, coexist&#234;ncia com taquifemia e produ&#231;&#245;es registradas antes e depois de tratamento comportamental.</p><p>No modelo adotado, as disflu&#234;ncias s&#227;o analisadas junto ao restante da fala, e n&#227;o como um fen&#244;meno &#224; parte. Com base no Modelo Din&#226;mico do Ritmo da Fala, intervalos gaguejados e n&#227;o gaguejados ser&#227;o examinados como partes de um processo temporal cont&#237;nuo. Dura&#231;&#227;o de unidades vogal a vogal, variabilidade r&#237;tmica, organiza&#231;&#227;o de grupos acentuais e vari&#225;veis cl&#237;nicas poder&#227;o, desse modo, ser analisadas conjuntamente.</p><h2>Como a Lingu&#237;stica passou a pensar o ensino de portugu&#234;s</h2><p>Em <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n5.id1003">O ensino de L&#237;ngua Portuguesa na Hist&#243;ria da Lingu&#237;stica brasileira</a>, Leonardo Gueiros (UFPB) reconstr&#243;i quatro d&#233;cadas de debates, da institucionaliza&#231;&#227;o da Lingu&#237;stica no Brasil, nos anos 1960, &#224; consolida&#231;&#227;o e diversifica&#231;&#227;o da &#225;rea no final dos anos 1990.</p><p>O artigo mostra que a presen&#231;a universit&#225;ria da disciplina criou condi&#231;&#245;es para o desenvolvimento de pesquisas orientadas a problemas de ensino. A partir da segunda metade da d&#233;cada de 1970, discuss&#245;es sobre gram&#225;tica, leitura e produ&#231;&#227;o escrita passaram a incorporar uma concep&#231;&#227;o da linguagem como pr&#225;tica sociodiscursiva. Sociolingu&#237;stica, Lingu&#237;stica Textual e An&#225;lise do Discurso contribu&#237;ram para questionar a identifica&#231;&#227;o entre ensino de portugu&#234;s e transmiss&#227;o de regras normativas e para situar a diversidade lingu&#237;stica no centro do debate educacional.</p><p>A hist&#243;ria reconstitu&#237;da ali acompanha, al&#233;m das teorias, as institui&#231;&#245;es, associa&#231;&#245;es, peri&#243;dicos, projetos coletivos e agentes que criaram as condi&#231;&#245;es para que novas ideias sobre l&#237;ngua e ensino fossem produzidas e circulassem no pa&#237;s.</p><h2>Quando uma cartilha se torna forma de a&#231;&#227;o</h2><p>A linguagem aparece de maneira ainda mais expl&#237;cita como interven&#231;&#227;o social em <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n4.id894">A&#231;&#227;o social e discursiva da Cartilha &#8220;N&#227;o existe cadeia humanizada!&#8221; da Associa&#231;&#227;o Nacional de Travestis e Transexuais no combate &#224; transfobia (ANTRA)</a>, de Marcos Antonio Rodrigues Nascimento, Priscilla Ara&#250;jo de Figueiredo Freitas e Viviane Cristina Vieira (UnB).</p><p>Com base nos Estudos Cr&#237;ticos do Discurso em perspectiva decolonial, os autores analisam uma publica&#231;&#227;o da ANTRA sobre pessoas LGBTQIA+ privadas de liberdade. A an&#225;lise considera, al&#233;m do texto final, o planejamento, a produ&#231;&#227;o, os recursos multissemi&#243;ticos, as formas de distribui&#231;&#227;o, os interlocutores e as condi&#231;&#245;es sociais de circula&#231;&#227;o.</p><p>A cartilha identifica pr&#225;ticas e agentes que sustentam a transfobia institucionalizada, denuncia o desrespeito &#224; legisla&#231;&#227;o no sistema prisional e reivindica mudan&#231;as estruturais. Produzir e distribuir esse material faz parte, portanto, da pr&#243;pria a&#231;&#227;o pol&#237;tica da associa&#231;&#227;o: uma maneira de documentar viola&#231;&#245;es e de disputar sentidos no enfrentamento da exclus&#227;o.</p><h2>Pol&#237;tica e produ&#231;&#227;o de sentidos em ambientes tecnol&#243;gicos</h2><p>Esta edi&#231;&#227;o tamb&#233;m marca a publica&#231;&#227;o da <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id939">apresenta&#231;&#227;o do dossi&#234;</a> M&#237;dias, tecnologias, intelig&#234;ncia artificial: an&#225;lises de pr&#225;ticas pol&#237;tico-discursivas, organizado por Evandra Grigoletto (UFPE), Silmara Dela Silva (UFF) e Solange Maria Leda Gallo (Unisul).</p><p>Originada de um simp&#243;sio tem&#225;tico realizado no 14&#186; Congresso Internacional da Abralin, a colet&#226;nea re&#250;ne oito contribui&#231;&#245;es de pesquisadores de diferentes regi&#245;es, institui&#231;&#245;es e etapas da carreira. Seus objetos incluem modera&#231;&#227;o de coment&#225;rios em redes sociais, representa&#231;&#227;o pol&#237;tica em podcasts, modelos generativos, o Plano Brasileiro de Intelig&#234;ncia Artificial, sujeitos e avatares, pr&#225;ticas de navega&#231;&#227;o, arquivos no X e v&#237;deos pol&#237;ticos produzidos por IA.</p><p>Os trabalhos examinam a participa&#231;&#227;o das tecnologias na produ&#231;&#227;o e na circula&#231;&#227;o dos discursos. Plataformas, navegadores, bases de dados e sistemas de intelig&#234;ncia artificial regulam visibilidades, distribuem posi&#231;&#245;es de sujeito, reproduzem desigualdades e tamb&#233;m abrem espa&#231;os para resist&#234;ncia e disputa pol&#237;tica.</p><h2>O trabalho que continua depois da publica&#231;&#227;o</h2><p>Os textos desta edi&#231;&#227;o seguem agendas pr&#243;prias. Alguns se concentram na materialidade ac&#250;stica da fala; outros interrogam pr&#225;ticas educacionais, constroem infraestrutura de pesquisa, reconstituem a hist&#243;ria disciplinar ou acompanham formas de a&#231;&#227;o pol&#237;tica. Essa variedade &#233; parte do que uma revista de Lingu&#237;stica deve tornar poss&#237;vel.</p><p>Os depoimentos que abrem esta newsletter lembram, por fim, que nenhum desses trabalhos chega sozinho a seus leitores. Depois de publicado, o artigo come&#231;a a circular entre novos leitores, e com ele o di&#225;logo entre autores, pareceristas e editores que o aprimorou.</p><p>Cadernos de Lingu&#237;stica adota o modelo de Acesso Aberto Diamante: autoras e autores n&#227;o pagam para submeter ou publicar, e leitoras e leitores n&#227;o pagam para acessar os artigos.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A journal built through dialogue: open access, voice, education, and technology]]></title><description><![CDATA[What does an article carry with it after publication?]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/a-journal-built-through-dialogue</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/a-journal-built-through-dialogue</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Mon, 20 Jul 2026 15:59:48 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!eAhE!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb179b139-d1af-4fa1-9384-bf260af652f4_1080x1080.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>What does an article carry with it after publication? Beyond the research findings and the choices made by whoever wrote it, an article retains the reviewers&#8217; questions, the revisions prompted by editorial dialogue, the work of making graphs and images accessible, and the decisions that allow the text to reach its readers freely.</p><p>This issue of the newsletter opens with that journey, told by three authors who recently published in Cadernos de Lingu&#237;stica. Their experiences help show, from the inside, some of the commitments that guide the journal. They also set the stage for an important institutional announcement: Cadernos de Lingu&#237;stica&#8217;s entry into the Open Journals Collective, an international network dedicated to the sustainability of Diamond Open Access.</p><p>We then turn to six new publications: the intonation of synthetic speech compared to human speech, the vocal expressiveness of teachers, a project for a corpus of stuttered speech, the history of Portuguese-language teaching in Brazilian Linguistics, the discursive action of ANTRA, and the dossier on media, technologies, and artificial intelligence.</p><h2>An article&#8217;s journey, told by those who lived it</h2><p>We invited three authors who recently published in the journal to share how they experienced the path from submission to final version. Ramon de Almeida Miranda, with Ana Maria S&#225; Martins, is the author of the research report <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id947">The discursive representation of Ygl&#233;sio Moyses (PRTB) on the &#8220;Abrindo o Verbo&#8221; podcast</a>, part of the dossier presented later in this issue. Neuda Lago wrote <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/893">English-Language Literatures and Social Justice: critical, decolonial, and praxeological perspectives</a>. Leandro Silveira de Araujo published <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n5.id955">The Emergence of Brazilian Grammar for Portuguese as a Foreign Language and the Contribution of Hermine W. Topker (1942)</a>, on the pioneering work in teaching Portuguese to foreigners in Brazil.</p><p>Ramon draws attention to the collaborative nature of peer review. Commenting on the reading done by Iran Ferreira de Melo and Lilian Noemia Guimar&#227;es, he recognizes that the reviewers&#8217; contributions became part of the article&#8217;s own history:</p><blockquote><p>Publishing in Cadernos de Lingu&#237;stica, I noticed that the commitment and attention given to both the article and the authors is a hallmark of the journal. From review to the final editing stage, every detail was handled with great care. First, I want to highlight that the contributions of reviewers Iran Ferreira de Melo and Lilian Noemia Guimar&#227;es were rigorous and significantly helped the research mature. So the richness of the work also carries a bit of each of them.</p></blockquote><p>Another aspect Ramon mentions is accessibility. For him, thinking about scientific production for different audiences integrates the commitment to democratizing knowledge:</p><blockquote><p>I was also struck by the journal&#8217;s concern with the accessibility of texts, which reinforces that scientific production should be designed for everyone, from a perspective of inclusion, diversity, and the democratization of knowledge. After all, a scientific text that cannot speak to different audiences loses part of its transformative potential.</p></blockquote><p>He closes by linking publication to the social circulation of research:</p><blockquote><p>It is very rewarding to see research developed at the university reach greater visibility through a journal committed to scientific quality and the dissemination of knowledge. So I want to express my joy at the opportunity to publish in Cadernos de Lingu&#237;stica and to help broaden discussions about discourse, spark critical perspectives, and perhaps contribute to transforming the social practices around us.</p></blockquote><p>Neuda Lago describes the journal from a double vantage point, as both reader and author, and highlights the chance to bring together literature, language, education, and social justice:</p><blockquote><p>My experience with Cadernos de Lingu&#237;stica has been very positive, both as a reader and as an author. The publication of the article &#8220;English-Language Literatures and Social Justice: critical, decolonial, and praxeological perspectives&#8221; was especially meaningful, as it brings together central threads of my trajectory as a researcher and teacher. In it, I think of literary education as a practice of reading and interpretation, but also as a space for listening, critical reflection, and confronting different forms of inequality and exclusion. Finding, in the journal, a space open to dialogue among literature, language, education, and social justice mattered a great deal to me. I also want to highlight the care, warmth, and clarity of the editorial team throughout the whole process. I feel honored to be part of a publication committed to academic rigor while also circulating critical, socially relevant perspectives.</p></blockquote><p>Leandro Silveira de Araujo observes how the different stages of the editorial workflow work together toward improving the manuscript:</p><blockquote><p>Publishing in Cadernos de Lingu&#237;stica was a memorable experience. I went through an editorial process quite different from what we&#8217;re used to in Linguistics, both in Brazil and abroad. Although the workflow has multiple stages, it&#8217;s clear that each one aims to give the final scientific work greater quality. The attention and care of the whole editorial team stand out for a precise, agile process that attends to every detail.</p></blockquote><p>The three accounts describe a process of interlocution. Reviewers take part in the maturing of the research, authors find room to spell out the social dimension of their work, and editorial decisions work to broaden the possibilities for reading and using the texts.</p><h2>From editorial care to a shared infrastructure</h2><p>The relationship between editorial care and infrastructure also shows up in Cadernos de Lingu&#237;stica&#8217;s entry into the Open Journals Collective (OJC). The initiative brings together researchers, libraries, university presses, and nonprofit academic organizations working to build more sustainable and equitable forms of scholarly communication.</p><p>Under Diamond Open Access, authors don&#8217;t pay to publish and readers face no financial barriers to accessing the work. Even without charging fees, the journal still has to cover platforms, preservation, DOI registration, file preparation, metadata production, accessibility, and outreach, activities that require ongoing infrastructure and labor. The OJC aims precisely to strengthen journals that carry out this work without passing the costs on to authors or readers.</p><p>Joining the collective gives international visibility to a model the journal has practiced since its founding. Published by the Brazilian Linguistics Association (Abralin), Cadernos de Lingu&#237;stica maintains editorial independence, academic governance, and fully open access, with no revenue from APCs or subscriptions. Read the <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/84">full announcement on the journal&#8217;s site</a>, and see the journal&#8217;s <a href="https://www.openjournalscollective.org/catalogue/journal/499/">dedicated page in the OJC catalogue</a>, which gathers information on funding, publication languages, access policy, and institutional affiliation.</p><p>By joining the network, the journal comes to share challenges, solutions, and responsibilities with other community-led initiatives. The care described by the authors depends on institutional conditions able to sustain it over the long run.</p><h2>Where human speech still stands apart from synthetic speech</h2><p>In <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n7.id976">Exploring Intonational Contours in Human and Synthetic Speech: An F0-Based Study of Venezuelan Spanish</a>, Jo&#227;o Paulo Moraes Lima dos Santos (IF Sert&#227;o Pernambucano) and Eugenia San Segundo (CSIC) investigate a dimension that global acoustic measures don&#8217;t always capture: how fundamental frequency unfolds over time.</p><p>The study compares declarative and interrogative sentences produced by human speakers with synthetic renderings built from the same linguistic material. The voices generated by synthesis systems reproduce the broad intonational patterns associated with sentence type. The difference shows up in the details of the trajectory: human speech shows more localized shifts and greater internal variation, especially toward the end of sentences, while synthetic speech tends to smooth out the movement and produce gentler contours.</p><p>That divergence doesn&#8217;t show up as clearly in measures like overall F0 range or whole-utterance variability. The results indicate that assessing the naturalness of synthetic speech should include, alongside aggregate acoustic measures, the shape of the contour and how it develops over time.</p><h2>The voice of those who teach</h2><p>Voice is also examined as a professional instrument in <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n7.id1010">Perceptual Analysis of Teachers&#8217; Speech Expressiveness After Speech-Language Intervention</a>, by Patricia Brianne da Costa Penha, B&#225;rbara Tayn&#225; Santos Eug&#234;nio da Silva Dantas, Giordanna Emanuelle Ramos Nascimento, and Maria Fabiana Bonfim de Lima-Silva (UFPB).</p><p>Four teachers from a public school in Para&#237;ba took part in weekly workshops on breathing, articulation, frequency and intensity modulation, resonance, and vocal warm-up. Before and after the intervention, samples of reading and classroom speech were recorded and later assessed by three evaluators using the VPA-PB protocol.</p><p>The preliminary results point to a reduction in hyperfunctional adjustments and roughness, an increase in frequency and intensity variation, and improved breath support. The study looks at vocal health in relation to expressiveness, prosodic flexibility, and phonatory effort, dimensions that affect classroom communication and how teachers relate to their daily work.</p><h2>Understanding stuttering as a rhythmic process</h2><p>Sandra Merlo (Unicamp) and Luciana Lucente (UFMG) present, in <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/973">Building a Corpus to Analyze Stuttering According to a Dynamic Model of Speech Rhythm Production</a>, the design for a corpus of stuttered speech in Brazilian Portuguese.</p><p>The article lays out the corpus design, its hypotheses, and the decisions that will guide data collection and annotation; at this stage, no empirical results are yet presented. The project is meant to gather data from children, adolescents, and adults, covering different degrees and profiles of stuttering, coexistence with cluttering, and recordings made before and after behavioral treatment.</p><p>Its key shift in perspective lies in not separating disfluencies from the rest of speech, and not treating them as a separate phenomenon. Drawing on the Dynamic Model of Speech Rhythm, stuttered and non-stuttered intervals will be examined as parts of a single, continuous temporal process. Vowel-to-vowel unit duration, rhythmic variability, the organization of stress groups, and clinical variables can then be analyzed together.</p><h2>How Linguistics came to think about teaching Portuguese</h2><p>In O ensino de L&#237;ngua Portuguesa na Hist&#243;ria da Lingu&#237;stica brasileira (&#8221;The teaching of Portuguese in the history of Brazilian Linguistics&#8221;), Leonardo Gueiros (UFPB) traces four decades of debate, from the institutionalization of Linguistics in Brazil in the 1960s to the field&#8217;s consolidation and diversification by the late 1990s.</p><p>The article shows that the discipline&#8217;s presence in universities created the conditions for research oriented toward problems in teaching. From the second half of the 1970s on, discussions of grammar, reading, and writing began to incorporate a view of language as a socio-discursive practice. Sociolinguistics, Text Linguistics, and Discourse Analysis helped challenge the equation of Portuguese-language teaching with the transmission of normative rules, and put linguistic diversity at the center of the educational debate.</p><p>The history reconstructed there traces, beyond the theories themselves, the institutions, associations, journals, collective projects, and people who created the conditions for new ideas about language and teaching to be produced and to circulate across the country.</p><h2>When a pamphlet becomes a form of action</h2><p>Language appears in an even more explicitly interventionist role in A&#231;&#227;o social e discursiva da Cartilha &#8220;N&#227;o existe cadeia humanizada!&#8221; da Associa&#231;&#227;o Nacional de Travestis e Transexuais no combate &#224; transfobia (ANTRA) (&#8221;The social and discursive action of the pamphlet &#8216;There is no humanized prison!&#8217; by the National Association of Travestis and Transsexuals in the fight against transphobia&#8221;), by Marcos Antonio Rodrigues Nascimento, Priscilla Ara&#250;jo de Figueiredo Freitas, and Viviane Cristina Vieira (UnB).</p><p>Drawing on Critical Discourse Studies from a decolonial perspective, the authors analyze a publication by ANTRA about LGBTQIA+ people deprived of liberty. The analysis considers, beyond the final text, the planning, production, multisemiotic resources, distribution methods, interlocutors, and social conditions of circulation.</p><p>The pamphlet identifies the practices and agents that sustain institutionalized transphobia, denounces the disregard for the law within the prison system, and calls for structural change. Producing and distributing this material is thus part of the association&#8217;s own political action: a way of documenting violations and disputing meanings in the fight against exclusion.</p><h2>Politics and meaning-making in technological environments</h2><p>This issue also marks the publication of the introduction to the dossier Media, Technologies, Artificial Intelligence: Analyses of Political-Discursive Practices, edited by Evandra Grigoletto (UFPE), Silmara Dela Silva (UFF), and Solange Maria Leda Gallo (Unisul), which opens with an essay by the guest editors, <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id939">&#8220;IA para o bem de todos&#8221;? Discurso, sujeito, contradi&#231;&#227;o</a>.</p><p>Born out of a thematic symposium held at Abralin&#8217;s 14th International Congress, the collection brings together eight contributions from researchers across different regions, institutions, and career stages. Its objects range from comment moderation on social media to political representation in podcasts, generative models, Brazil&#8217;s National AI Plan, subject-avatars, browsing practices, archives on X, and AI-generated political videos.</p><p>The papers examine how technologies take part in producing and circulating discourse. Platforms, browsers, databases, and artificial intelligence systems regulate visibility, distribute subject positions, reproduce inequalities, and also open space for resistance and political contest.</p><h2>The work that continues after publication</h2><p>The pieces in this issue follow their own separate agendas. Some focus on the acoustic materiality of speech; others interrogate educational practices, build research infrastructure, reconstruct disciplinary history, or trace forms of political action. That variety is part of what a Linguistics journal should make possible.</p><p>The testimonials that open this newsletter are a reminder, in the end, that none of this work reaches its readers alone. Once published, an article begins to circulate among new readers, carrying with it the dialogue among authors, reviewers, and editors that helped shape it.</p><p>Cadernos de Lingu&#237;stica follows the Diamond Open Access model: authors don&#8217;t pay to submit or publish, and readers don&#8217;t pay to access the articles.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[SciELO, Discurso Político, Memória e Justiça Social]]></title><description><![CDATA[English Version]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/scielo-discurso-politico-memoria</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/scielo-discurso-politico-memoria</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 21:40:37 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!eAhE!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb179b139-d1af-4fa1-9384-bf260af652f4_1080x1080.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="/__u/cadlin.substack.com/p/scielo-political-discourse-memory">English Version</a></strong></p><p>As novas publica&#231;&#245;es de <strong>Cadernos de Lingu&#237;stica</strong> chegam em tr&#234;s frentes. A primeira examina as rela&#231;&#245;es entre linguagem, pol&#237;tica e ambientes digitais: a interpreta&#231;&#227;o ideologicamente orientada de usos meton&#237;micos de &#8220;Brasil&#8221;, a produ&#231;&#227;o de efeitos de verdade em v&#237;deos pol&#237;ticos gerados por intelig&#234;ncia artificial e as transforma&#231;&#245;es da l&#237;ngua e do sujeito nas plataformas digitais.</p><p>A segunda se volta &#224; hist&#243;ria, &#224; descri&#231;&#227;o e &#224; preserva&#231;&#227;o do conhecimento lingu&#237;stico. Os trabalhos investigam a forma&#231;&#227;o da gramaticografia brasileira de portugu&#234;s para estrangeiros, mapeiam 25 anos de pesquisas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o sobre a descri&#231;&#227;o do portugu&#234;s e discutem museus, arquivos e cole&#231;&#245;es como infraestruturas que tamb&#233;m participam da constru&#231;&#227;o da mem&#243;ria disciplinar.</p><p>A terceira re&#250;ne perspectivas cr&#237;ticas sobre corpo, literatura, colonialidade e justi&#231;a social. Em outro plano, a aprova&#231;&#227;o da revista para integrar a Cole&#231;&#227;o SciELO Brasil marca uma nova etapa institucional. Em conjunto, os textos e a not&#237;cia colocam em discuss&#227;o diferentes formas de produzir, interpretar, preservar e fazer circular conhecimentos sobre linguagem.</p><h2>Cadernos de Lingu&#237;stica aprovada para integrar a SciELO Brasil</h2><p>Em 24 de junho, <strong>Cadernos de Lingu&#237;stica</strong> <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/83">anunciou sua aprova&#231;&#227;o para integrar a Cole&#231;&#227;o SciELO Brasil</a>. Entre os <strong>tr&#234;s peri&#243;dicos aprovados em 2026</strong> at&#233; a presente data, a revista &#233; o <strong>&#250;nico da &#225;rea de Lingu&#237;stica</strong>.</p><p>A decis&#227;o reconhece a qualidade cient&#237;fica das pesquisas publicadas e a consist&#234;ncia do trabalho editorial desenvolvido pela revista, incluindo a regularidade da publica&#231;&#227;o, a transpar&#234;ncia dos processos de avalia&#231;&#227;o, a ado&#231;&#227;o de pr&#225;ticas de ci&#234;ncia aberta e a adequa&#231;&#227;o a padr&#245;es t&#233;cnicos internacionais.</p><p>A aprova&#231;&#227;o inicia agora o processo t&#233;cnico de integra&#231;&#227;o &#224; plataforma. A entrada na SciELO dever&#225; <strong>ampliar a visibilidade e a circula&#231;&#227;o internacional dos artigos</strong>, fortalecer a preserva&#231;&#227;o de longo prazo, aprimorar a interoperabilidade dos metadados e aproximar ainda mais a revista dos padr&#245;es internacionais de comunica&#231;&#227;o cient&#237;fica aberta.</p><p>Trata-se de uma <strong>conquista coletiva</strong>, constru&#237;da pelo trabalho de autoras e autores, avaliadoras e avaliadores, editoras e editores, institui&#231;&#245;es parceiras e pela comunidade que l&#234;, utiliza e faz circular as pesquisas publicadas pela revista.</p><h2>Linguagem, pol&#237;tica e circula&#231;&#227;o digital</h2><p>Vin&#237;cius da Rosa da Silva Tavares e Maity Siqueira (UFRGS) investigam como a orienta&#231;&#227;o pol&#237;tica pode influenciar a compreens&#227;o da linguagem figurada em <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n6.id959">Brasil, mostra a tua cara: uma an&#225;lise cognitivo-discursiva das interpreta&#231;&#245;es meton&#237;micas a partir de diferentes orienta&#231;&#245;es pol&#237;ticas</a>. O estudo apresenta a 194 participantes trechos do programa <em>Brasil Urgente</em> nos quais a palavra &#8220;Brasil&#8221; pode designar territ&#243;rio, popula&#231;&#227;o, institui&#231;&#245;es pol&#237;ticas ou outros referentes. Embora &#8220;institui&#231;&#245;es pol&#237;ticas&#8221; tenha sido a interpreta&#231;&#227;o mais frequente nos dois grupos analisados, participantes identificados com a esquerda selecionaram esse referente com maior frequ&#234;ncia em parte dos contextos meton&#237;micos. Os resultados indicam que a orienta&#231;&#227;o ideol&#243;gica pode participar da interpreta&#231;&#227;o de usos linguisticamente subespecificados.</p><p>Juliana da Silveira (UNISUL), em <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id999">Efeito-rumor em tempos de IA: agora &#233; a vez do povo?</a>, analisa v&#237;deos pol&#237;ticos e sat&#237;ricos produzidos com intelig&#234;ncia artificial generativa. O corpus re&#250;ne a campanha &#8220;Taxa&#231;&#227;o BBB&#8221;, divulgada pelo Partido dos Trabalhadores, e conte&#250;dos do perfil &#8220;Brasil S&#225;tira do Poder&#8221;. A autora prop&#245;e repensar o efeito-rumor como uma opera&#231;&#227;o atravessada pela materialidade t&#233;cnica do digital: a simula&#231;&#227;o de corpos e vozes modifica os regimes de evid&#234;ncia, credibilidade e circula&#231;&#227;o do discurso pol&#237;tico, tornando mais inst&#225;veis as fronteiras entre propaganda, s&#225;tira, informa&#231;&#227;o e desinforma&#231;&#227;o.</p><p>Monica Ferreira Cassana (UFRGS) discute as transforma&#231;&#245;es da linguagem e do sujeito no digital em <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id942">An&#225;lise de Discurso Digital e a l&#237;ngua de bruma</a>. A partir da An&#225;lise de Discurso materialista, o artigo examina tend&#234;ncias de cortes de palavras no TikTok e pol&#237;ticas que regulam a circula&#231;&#227;o da linguagem em plataformas como o YouTube. O conceito de &#8220;l&#237;ngua de neblina&#8221; procura descrever formas de dizer fluidas, inst&#225;veis e abertas a deslocamentos de sentido, produzidas na rela&#231;&#227;o entre sujeitos, m&#225;quinas, plataformas e as exig&#234;ncias contempor&#226;neas de velocidade, produtividade e efemeridade.</p><p>Os tr&#234;s estudos mostram que a circula&#231;&#227;o digital n&#227;o constitui apenas um novo suporte para discursos previamente existentes. Plataformas, algoritmos, sistemas de gera&#231;&#227;o de imagens e normas t&#233;cnicas interferem nas condi&#231;&#245;es de produ&#231;&#227;o da linguagem, nos modos de interpreta&#231;&#227;o e na constitui&#231;&#227;o dos pr&#243;prios sujeitos que falam, leem e compartilham conte&#250;dos.</p><h2>Hist&#243;ria, descri&#231;&#227;o e mem&#243;ria lingu&#237;stica</h2><p>Leandro Silveira de Araujo (UFU) reconstr&#243;i um cap&#237;tulo pouco estudado da hist&#243;ria do ensino de portugu&#234;s em <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n5.id955">A emerg&#234;ncia da gram&#225;tica brasileira de portugu&#234;s para estrangeiros e a contribui&#231;&#227;o de Hermine W. Topker (1942)</a>. O artigo situa a obra <em>A l&#237;ngua portuguesa para estrangeiros</em>, publicada por Topker em 1942, no contexto hist&#243;rico, cient&#237;fico e pedag&#243;gico de sua produ&#231;&#227;o. A an&#225;lise mostra que a obra inaugurou uma sistematiza&#231;&#227;o brasileira da gram&#225;tica destinada a estrangeiros, combinando a tradi&#231;&#227;o normativa com a incorpora&#231;&#227;o ocasional de caracter&#237;sticas do portugu&#234;s brasileiro e com demandas pr&#225;ticas de ensino.</p><p>Jefferson Evaristo, Cynthia Vila&#231;a e Cl&#225;udia Moura da Rocha (UERJ) apresentam um estado da arte em <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n5.id1002">Panoramas lingu&#237;sticos do portugu&#234;s brasileiro: a &#8220;descri&#231;&#227;o do portugu&#234;s&#8221; realizada na P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o brasileira (2000-2024)</a>. Com base no Cat&#225;logo de Teses e Disserta&#231;&#245;es da CAPES, o estudo identifica 176 pesquisas associadas &#224; express&#227;o &#8220;descri&#231;&#227;o do portugu&#234;s&#8221; e as distribui em sete macrogrupos. O mapeamento permite reconhecer tend&#234;ncias, prioridades e lacunas do campo, com aten&#231;&#227;o especial aos estudos de orienta&#231;&#227;o historicista. Uma das tend&#234;ncias identificadas &#233; a presen&#231;a expressiva de pesquisas sobre portugu&#234;s como l&#237;ngua estrangeira ou segunda l&#237;ngua.</p><p>Gissele Chapanski e coautoras e coautores de diferentes institui&#231;&#245;es brasileiras ampliam o debate sobre arquivos em <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n5.id1001">Museus e acervos lingu&#237;sticos: entre a mem&#243;ria e a experi&#234;ncia</a>. O ensaio analisa seis iniciativas brasileiras, entre centros de documenta&#231;&#227;o, cat&#225;logos, cole&#231;&#245;es, museus f&#237;sicos e museus digitais. Em vez de tratar os acervos como dep&#243;sitos passivos de documentos, o texto os compreende como constru&#231;&#245;es din&#226;micas de conhecimento. Decidir o que preservar, classificar, expor ou tornar acess&#237;vel interfere na forma&#231;&#227;o de c&#226;nones, na exclus&#227;o de determinadas tradi&#231;&#245;es e nas condi&#231;&#245;es futuras da pesquisa lingu&#237;stica.</p><p>Os tr&#234;s trabalhos aproximam gram&#225;ticas, teses, disserta&#231;&#245;es, museus e arquivos como objetos e, simultaneamente, como infraestruturas da hist&#243;ria da Lingu&#237;stica. Eles mostram que descrever e preservar n&#227;o s&#227;o opera&#231;&#245;es neutras: envolvem escolhas sobre quais l&#237;nguas, variedades, autores, documentos e tradi&#231;&#245;es ser&#227;o reconhecidos e transmitidos.</p><h2>Corpo, literatura e justi&#231;a social</h2><p>Ricardo Regis de Almeida (UFPA) apresenta, em <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n4.id879">Corpoviv&#234;ncias no enfrentamento &#224; colonialidade: desdobramentos do construto na Lingu&#237;stica Aplicada Cr&#237;tica</a>, uma reflex&#227;o sobre as rela&#231;&#245;es entre corpo, linguagem, experi&#234;ncia e resist&#234;ncia. O artigo acompanha a apropria&#231;&#227;o do conceito de corpoviv&#234;ncias por pesquisas da Lingu&#237;stica Aplicada Cr&#237;tica e mostra como ele permite questionar formas de apagamento produzidas pela colonialidade. As an&#225;lises articulam corpo, subjetividade, escrita, experi&#234;ncia vivida, resist&#234;ncia e reexist&#234;ncia, dentro e fora da sala de aula de l&#237;ngua inglesa.</p><p>Neuda Lago (UFG), em <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n4.id893">Literaturas de L&#237;ngua Inglesa e Justi&#231;a Social: perspectivas cr&#237;ticas, descoloniais e praxiol&#243;gicas</a>, trata a leitura liter&#225;ria como pr&#225;tica social capaz de desestabilizar desigualdades hist&#243;ricas e reeducar a aten&#231;&#227;o para a diferen&#231;a. A partir de obras de Toni Morrison, Chinua Achebe, Seiko Tanabe, H. Melt e Ntozake Shange, o ensaio discute racismo, colonialismo, defici&#234;ncia e g&#234;nero. Ambiguidade, voz narrativa, temporalidade, tradu&#231;&#227;o e performance s&#227;o examinadas n&#227;o como ornamentos formais, mas como procedimentos de cr&#237;tica. O texto tamb&#233;m apresenta quest&#245;es cr&#237;tico-reflexivas que aproximam an&#225;lise liter&#225;ria, forma&#231;&#227;o de leitores e pr&#225;xis pedag&#243;gica.</p><p>Nos dois artigos, a experi&#234;ncia deixa de ocupar uma posi&#231;&#227;o perif&#233;rica na produ&#231;&#227;o de conhecimento. Corpo, leitura, escuta e subjetividade tornam-se dimens&#245;es centrais para compreender como a linguagem pode reproduzir desigualdades, mas tamb&#233;m abrir possibilidades de resist&#234;ncia, reconhecimento e transforma&#231;&#227;o social.</p><h2>Produzir, preservar e fazer circular o conhecimento lingu&#237;stico</h2><p>Em diferentes escalas, os trabalhos reunidos nesta edi&#231;&#227;o mostram que a linguagem nunca circula em condi&#231;&#245;es neutras. Ideologias, plataformas digitais, tecnologias de intelig&#234;ncia artificial, tradi&#231;&#245;es disciplinares, arquivos, corpos e pr&#225;ticas de leitura interferem nos modos como sentidos s&#227;o produzidos, legitimados, preservados e contestados.</p><p>Essa perspectiva tamb&#233;m permite aproximar os artigos da nova etapa institucional de <strong>Cadernos de Lingu&#237;stica</strong>. A integra&#231;&#227;o &#224; Cole&#231;&#227;o SciELO Brasil amplia as condi&#231;&#245;es de visibilidade, preserva&#231;&#227;o, interoperabilidade e acesso &#224;s pesquisas publicadas, mas tamb&#233;m refor&#231;a um compromisso editorial mais amplo: garantir que diferentes objetos, abordagens, tradi&#231;&#245;es e experi&#234;ncias encontrem espa&#231;o em uma infraestrutura cient&#237;fica aberta, rigorosa e socialmente relevante.</p><p>Ao reunir estudos sobre discurso pol&#237;tico, ambientes digitais, hist&#243;ria da Lingu&#237;stica, acervos, colonialidade e justi&#231;a social, esta edi&#231;&#227;o reafirma que produzir conhecimento sobre a linguagem implica tamb&#233;m refletir sobre quem produz esse conhecimento, por quais meios ele circula, quais mem&#243;rias preserva e quais possibilidades de transforma&#231;&#227;o ajuda a construir.</p><div><hr></div><p><strong>CadLin adota o modelo de Acesso Aberto Diamante:</strong> autoras e autores n&#227;o pagam para submeter ou publicar, e leitoras e leitores n&#227;o pagam para acessar os artigos.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[SciELO, Political Discourse, Memory, and Social Justice]]></title><description><![CDATA[The latest publications in Cadernos de Lingu&#237;stica develop along three main lines of inquiry.]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/scielo-political-discourse-memory</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/scielo-political-discourse-memory</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 21:24:28 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!eAhE!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb179b139-d1af-4fa1-9384-bf260af652f4_1080x1080.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>The latest publications in <strong>Cadernos de Lingu&#237;stica</strong> develop along three main lines of inquiry. The first examines the relationships among language, politics, and digital environments: ideologically oriented interpretations of metonymic uses of &#8220;Brazil,&#8221; the production of truth effects in political videos generated with artificial intelligence, and transformations of language and subjectivity on digital platforms.</p><p>The second turns to the history, description, and preservation of linguistic knowledge. The articles investigate the emergence of Brazilian Portuguese grammars for foreign learners, map twenty-five years of postgraduate research on the description of Portuguese, and discuss museums, archives, and collections as infrastructures that also participate in the construction of disciplinary memory.</p><p>The third brings together critical perspectives on the body, literature, coloniality, and social justice. On another level, the journal&#8217;s approval for inclusion in the SciELO Brazil Collection marks a new institutional stage. Taken together, the articles and this announcement invite reflection on different ways of producing, interpreting, preserving, and circulating knowledge about language.</p><h2>Cadernos de Lingu&#237;stica Approved for Inclusion in SciELO Brazil</h2><p>On June 24, <strong>Cadernos de Lingu&#237;stica</strong> <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/83">announced its approval for inclusion in the SciELO Brazil Collection</a>. Among the three journals approved in 2026 up to that date, it was the only one in the field of Linguistics.</p><p>The decision recognizes both the scientific quality of the research published by the journal and the consistency of its editorial work, including publication regularity, transparent peer-review procedures, the adoption of open science practices, and compliance with international technical standards.</p><p>The approval now initiates the technical process of integration into the platform. Inclusion in SciELO is expected to expand the visibility and international circulation of the journal&#8217;s articles, strengthen long-term preservation, improve metadata interoperability, and bring the journal into even closer alignment with international standards for open scholarly communication.</p><p>This is a collective achievement, made possible by the work of authors, reviewers, editors, partner institutions, and the broader community that reads, uses, and circulates the research published by the journal.</p><h2>Language, Politics, and Digital Circulation</h2><p>Vin&#237;cius da Rosa da Silva Tavares and Maity Siqueira, from the Federal University of Rio Grande do Sul, investigate how political orientation may influence the interpretation of figurative language in <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n6.id959">&#8220;Brazil, Show Us Your Face&#8221;: A Cognitive-Discursive Analysis of Metonymic Interpretations across Different Political Orientations</a>. The study presented 194 participants with excerpts from the television program <em>Brasil Urgente</em> in which the word &#8220;Brazil&#8221; could refer to the territory, the population, political institutions, or other entities. Although &#8220;political institutions&#8221; was the most frequent interpretation in both groups, participants who identified with the political left selected this referent more frequently in some of the metonymic contexts. The findings indicate that ideological orientation may influence the interpretation of linguistically underspecified expressions.</p><p>In <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id999">The Rumor Effect in the Age of Artificial Intelligence: A Voice of the People?</a>, Juliana da Silveira, from the University of Southern Santa Catarina, analyzes political and satirical videos produced with generative artificial intelligence. The corpus includes the &#8220;Taxa&#231;&#227;o BBB&#8221; campaign released by the Workers&#8217; Party and content published by the profile &#8220;Brasil S&#225;tira do Poder.&#8221; The author proposes reconsidering the rumor effect as an operation shaped by the technical materiality of digital media: the simulation of bodies and voices modifies regimes of evidence, credibility, and political discourse circulation, making the boundaries among propaganda, satire, information, and disinformation increasingly unstable.</p><p>Monica Ferreira Cassana, from the Federal University of Rio Grande do Sul, discusses transformations of language and subjectivity in digital environments in <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id942">Digital Discourse Analysis and the Language of Fog</a>. Drawing on materialist Discourse Analysis, the article examines word-cutting trends on TikTok and policies that regulate linguistic circulation on platforms such as YouTube. The concept of a &#8220;language of fog&#8221; seeks to describe fluid, unstable forms of expression that remain open to shifts in meaning and are produced through the relations among subjects, machines, platforms, and contemporary demands for speed, productivity, and ephemerality.</p><p>Together, these three studies demonstrate that digital circulation is not merely a new medium for pre-existing forms of discourse. Platforms, algorithms, image-generation systems, and technical rules intervene in the conditions under which language is produced, in interpretive processes, and in the constitution of the subjects who speak, read, and share content.</p><h2>Linguistic History, Description, and Memory</h2><p>Leandro Silveira de Araujo, from the Federal University of Uberl&#226;ndia, reconstructs a little-studied chapter in the history of Portuguese language teaching in <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n5.id955">The Emergence of Brazilian Portuguese Grammar for Foreign Learners and the Contribution of Hermine W. Topker (1942)</a>. The article situates Topker&#8217;s <em>A l&#237;ngua portuguesa para estrangeiros</em>, published in 1942, within the historical, scientific, and pedagogical context of its production. The analysis shows that the work inaugurated a Brazilian systematization of grammar designed for foreign learners, combining the normative tradition with the occasional incorporation of features of Brazilian Portuguese and with the practical demands of language teaching.</p><p>Jefferson Evaristo, Cynthia Vila&#231;a, and Cl&#225;udia Moura da Rocha, from Rio de Janeiro State University, present a state-of-the-art review in <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n5.id1002">Linguistic Panoramas of Brazilian Portuguese: The &#8220;Description of Portuguese&#8221; in Brazilian Postgraduate Research, 2000&#8211;2024</a>. Drawing on the CAPES Catalogue of Theses and Dissertations, the study identifies 176 research projects associated with the expression &#8220;description of Portuguese&#8221; and distributes them across seven major groups. The mapping makes it possible to identify trends, priorities, and gaps in the field, with particular attention to historically oriented studies. One of the tendencies identified is the significant presence of research on Portuguese as a foreign or second language.</p><p>Gissele Chapanski and co-authors from several Brazilian institutions broaden the discussion of archives in <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n5.id1001">Linguistic Museums and Collections: Between Memory and Experience</a>. The essay analyzes six Brazilian initiatives, including documentation centers, catalogues, collections, physical museums, and digital museums. Rather than treating collections as passive repositories of documents, the article understands them as dynamic constructions of knowledge. Decisions about what to preserve, classify, display, or make accessible affect the formation of canons, the exclusion of particular traditions, and the future conditions of linguistic research.</p><p>These three articles bring grammars, theses, dissertations, museums, and archives together as both objects and infrastructures of linguistic history. They show that description and preservation are not neutral operations: both involve decisions about which languages, varieties, authors, documents, and intellectual traditions will be recognized and transmitted.</p><h2>Body, Literature, and Social Justice</h2><p>In <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n4.id879">Corporeal Experiences in Confronting Coloniality: Developments of the Concept in Critical Applied Linguistics</a>, Ricardo Regis de Almeida, from the Federal University of Par&#225;, reflects on the relationships among body, language, experience, and resistance. The article traces the appropriation of the concept of <em>corpoviv&#234;ncias</em> by research in Critical Applied Linguistics and shows how it can be used to challenge forms of erasure produced by coloniality. The analyses connect the body, subjectivity, writing, lived experience, resistance, and re-existence, both within and beyond the English-language classroom.</p><p>In <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n4.id893">English-Language Literatures and Social Justice: Critical, Decolonial, and Praxis-Oriented Perspectives</a>, Neuda Lago, from the Federal University of Goi&#225;s, approaches literary reading as a social practice capable of destabilizing historical inequalities and re-educating attention toward difference. Through works by Toni Morrison, Chinua Achebe, Seiko Tanabe, H. Melt, and Ntozake Shange, the essay discusses racism, colonialism, disability, and gender. Ambiguity, narrative voice, temporality, translation, and performance are examined not as merely formal features, but as critical procedures. The article also presents reflective questions that connect literary analysis, reader education, and pedagogical praxis.</p><p>In both articles, experience ceases to occupy a peripheral position in the production of knowledge. The body, reading, listening, and subjectivity become central dimensions for understanding how language can reproduce inequalities while also opening possibilities for resistance, recognition, and social transformation.</p><h2>Producing, Preserving, and Circulating Linguistic Knowledge</h2><p>Across different scales, the articles gathered in this issue demonstrate that language never circulates under neutral conditions. Ideologies, digital platforms, artificial intelligence technologies, disciplinary traditions, archives, bodies, and reading practices all intervene in the ways meanings are produced, legitimized, preserved, and contested.</p><p>This perspective also makes it possible to connect the articles with the new institutional stage of <strong>Cadernos de Lingu&#237;stica</strong>. Inclusion in the SciELO Brazil Collection expands the conditions for the visibility, preservation, interoperability, and accessibility of the research published by the journal. At the same time, it reinforces a broader editorial commitment: ensuring that different objects, approaches, intellectual traditions, and experiences can find a place within a rigorous, open, and socially relevant scholarly infrastructure.</p><p>By bringing together studies on political discourse, digital environments, the history of Linguistics, archival collections, coloniality, and social justice, this issue reaffirms that producing knowledge about language also requires reflection on who produces that knowledge, through which means it circulates, which memories it preserves, and which possibilities for transformation it helps to create.</p><div><hr></div><p><strong>CadLin follows the Diamond Open Access model:</strong> authors do not pay to submit or publish, and readers do not pay to access the journal&#8217;s articles.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Todo navegador tem uma opinião sobre você]]></title><description><![CDATA[O navegador que voc&#234; usa n&#227;o &#233; uma ferramenta neutra: ele define como plataformas digitais enxergam voc&#234; e o que podem fazer com essa informa&#231;&#227;o.]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/todo-navegador-tem-uma-opiniao-sobre</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/todo-navegador-tem-uma-opiniao-sobre</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:53:34 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/200881068/95715d0e32612dff6466e3d74ef8733d.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O navegador que voc&#234; usa n&#227;o &#233; uma ferramenta neutra: ele define como plataformas digitais enxergam voc&#234; e o que podem fazer com essa informa&#231;&#227;o. O Chrome constr&#243;i um perfil est&#225;vel a partir dos seus cliques e hist&#243;rico; o Tor distribui a conex&#227;o por servidores an&#244;nimos, tornando esse perfil provis&#243;rio a cada sess&#227;o. Para ler o artigo que fundamenta este epis&#243;dio, acesse: <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.V7.N3.ID980">https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.V7.N3.ID980</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O Truque do Mágico]]></title><description><![CDATA[Palavras Como Armas Pol&#237;ticas]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/o-truque-do-magico</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/o-truque-do-magico</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Thu, 04 Jun 2026 13:41:47 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/200614505/4fb215c2da2f4f4c2726ffd949b54c7c.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>A pol&#237;tica funciona como um truque de m&#225;gico: enquanto voc&#234; presta aten&#231;&#227;o em r&#243;tulos como &#8220;comunista&#8221; e &#8220;ideologia de g&#234;nero&#8221;, as propostas reais desaparecem de vista. Neste epis&#243;dio, descubra como as palavras operam menos como comunica&#231;&#227;o e mais como ferramentas de controle eleitoral. Leia a an&#225;lise completa de Ramon Miranda e Ana Maria S&#225; Martins: <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.V7.N3.ID947">https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.V7.N3.ID947</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Os Primeiros Verbos da Infância]]></title><description><![CDATA[Uma crian&#231;a diz &#8220;ch&#244;&#8221;, &#8220;qu&#233;&#8221; e &#8220;t&#244; veno&#8221;.]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/os-primeiros-verbos-da-infancia</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/os-primeiros-verbos-da-infancia</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 16:36:26 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/200323857/406b6f1943bdb3bf1382bbca62584c25.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Uma crian&#231;a diz &#8220;ch&#244;&#8221;, &#8220;qu&#233;&#8221; e &#8220;t&#244; veno&#8221;.<br>Este epis&#243;dio acompanha 21 meses de conversas familiares para mostrar como os verbos aparecem na fala infantil.<br>Leia o artigo completo em <em>Cadernos de Lingu&#237;stica</em>: <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.V7.N2.ID872">https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.V7.N2.ID872</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O Espelho Distorcido da Inteligência Artificial]]></title><description><![CDATA[Voc&#234; acha que o Google &#233; um vidro transparente que reflete a realidade, mas &#233; na verdade um espelho distorcido que reproduz preconceitos hist&#243;ricos em alta velocidade.]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/o-espelho-distorcido-da-inteligencia</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/o-espelho-distorcido-da-inteligencia</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Sun, 31 May 2026 12:17:34 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/199971885/74a66300e7aea4fb1fe971811ee2a788.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Voc&#234; acha que o Google &#233; um vidro transparente que reflete a realidade, mas &#233; na verdade um espelho distorcido que reproduz preconceitos hist&#243;ricos em alta velocidade. Neste epis&#243;dio, exploramos como algoritmos aprendem a discriminar: desde buscas enviesadas at&#233; pris&#245;es injustas por reconhecimento facial no Brasil. Uma conversa sobre quem de verdade est&#225; moldando o futuro que a tecnologia constr&#243;i.</p><p>Leia o artigo: https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n4.id882</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Migrantes e Máquinas]]></title><description><![CDATA[Medindo o Sotaque que Muda Sem a Gente Perceber]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/migrantes-e-maquinas</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/migrantes-e-maquinas</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Fri, 29 May 2026 13:01:37 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/199738199/e0f18a21c880a02e2f818229bb3dbc29.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Quando a gente se muda para uma nova cidade, nosso sotaque muda &#8212; mas a gente jura que n&#227;o. Como a ci&#234;ncia consegue medir algo t&#227;o sutil?</p><p>Neste epis&#243;dio, conversamos sobre um artigo que investiga exatamente isso: como pesquisadores est&#227;o usando intelig&#234;ncia artificial para rastrear mudan&#231;as de pron&#250;ncia em migrantes nordestinos em S&#227;o Paulo.</p><p>Durante d&#233;cadas, linguistas precisavam analisar manualmente cada som de uma grava&#231;&#227;o &#8212; uma hora de &#225;udio podia render semanas de trabalho. Agora, um software chamado Montreal Forced Aligner promete fazer o mesmo em minutos. Mas ser&#225; que funciona? E mais importante: o que ela consegue captar sobre n&#243;s quando consegue medir nossos sotaques automaticamente?</p><p>Exploraremos como a idade de migra&#231;&#227;o importa mais que o tempo de perman&#234;ncia, por que a adapta&#231;&#227;o nem sempre &#233; sim&#233;trica (voc&#234; muda um som, n&#227;o outro), e o que tudo isso revela sobre como nos adequamos socialmente &#8212; mesmo sem perceber.</p><p><strong>Artigo:</strong> Rean&#225;lise de vogais m&#233;dias pret&#244;nicas com o alinhador for&#231;ado MFA &#8212; Livia Oushiro (Universidade de S&#227;o Paulo)<br><a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.V7.N1.ID905">https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.V7.N1.ID905</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A falsa praça pública]]></title><description><![CDATA[Quem controla os coment&#225;rios que vemos online?]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/a-falsa-praca-publica</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/a-falsa-praca-publica</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Tue, 26 May 2026 23:52:50 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/199398208/5827f4c2bd5d20e71b3bc2c2196185c3.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Este epis&#243;dio discute como os coment&#225;rios em redes sociais est&#227;o longe de formar uma pra&#231;a p&#250;blica totalmente livre. A partir do artigo <em>R&#233;seaux socio-num&#233;riques et fronti&#232;res du lire/&#233;crire dans la mod&#233;ration des commentaires</em>, de Aude Seurrat e Mar&#237;a In&#233;s Laitano, publicado em <em>Cadernos de Lingu&#237;stica</em>, o podcast mostra como plataformas como YouTube, Twitch, X e Instagram podem apagar, esconder, ordenar, fixar ou desacelerar coment&#225;rios pol&#237;ticos. A conversa explica, em linguagem acess&#237;vel, como decis&#245;es autom&#225;ticas e humanas interferem no que as pessoas conseguem ler e escrever online, tomando como exemplos coment&#225;rios das elei&#231;&#245;es francesas de 2022, o desaparecimento de mensagens cr&#237;ticas no YouTube, a ordena&#231;&#227;o pouco transparente de coment&#225;rios &#8220;populares&#8221; e o uso do modo lento em chats da Twitch. O epis&#243;dio termina com uma pergunta atual: o que acontece com o debate p&#250;blico quando sistemas de IA passam a produzir e moderar coment&#225;rios ao mesmo tempo?</p><p>Leia o artigo completo: https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id935</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O Espelho que Cobra Pedágio]]></title><description><![CDATA[IA, Dados Pessoais e a Comodifica&#231;&#227;o do Sujeito Digital]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/o-espelho-que-cobra-pedagio</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/o-espelho-que-cobra-pedagio</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Mon, 25 May 2026 11:30:11 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/199173516/1e03fff5aaf32174ec54b2223e8b7cb5.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Um pesquisador fez uma pergunta ao Grok &#8212; &#8220;O que &#233; ditadura?&#8221; &#8212; em quatro condi&#231;&#245;es diferentes: seu perfil (pago e gratuito) e um perfil de pesquisa (pago e gratuito). As respostas mudavam de formato, mas traziam o mesmo conte&#250;do. A vers&#227;o paga oferecia listas. A gratuita, par&#225;grafos. Nada de novo, s&#243; par&#225;frase reorganizada.</p><p>O epis&#243;dio explora como isso funciona: seus dados s&#227;o coletados, processados, e revendidos para voc&#234; como &#8220;conhecimento personalizado&#8221;. Mas tamb&#233;m aponta que algo resiste. O fato de pesquisadores publicarem isso prova que o sentido humano n&#227;o fica totalmente encapsulado no algoritmo.</p><p>Artigo completo: <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id944">https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id944</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[IA, Reprodutibilidade e Dados Linguísticos]]></title><description><![CDATA[English Version]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/ia-reprodutibilidade-e-dados-linguisticos</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/ia-reprodutibilidade-e-dados-linguisticos</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Sun, 24 May 2026 16:25:10 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!eAhE!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb179b139-d1af-4fa1-9384-bf260af652f4_1080x1080.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="/__u/cadlin.substack.com/p/platforms-protocols-and-open-data">English Version</a></strong></p><p>As novas publica&#231;&#245;es de Cadernos de Lingu&#237;stica chegam em tr&#234;s frentes. A primeira examina a linguagem em ambientes digitais: plataformas, navegadores, modera&#231;&#227;o de coment&#225;rios, podcasts, intelig&#234;ncia artificial generativa e discursos p&#250;blicos sobre tecnologia. A segunda entra no terreno metodol&#243;gico, com um protocolo de Relato Registrado que testa o Montreal Forced Aligner em dados do portugu&#234;s brasileiro. A terceira trata da circula&#231;&#227;o dos dados, com a apresenta&#231;&#227;o do dossi&#234; sobre compartilhamento de dados lingu&#237;sticos e a publica&#231;&#227;o de um corpus in&#233;dito de fala infantil em acesso aberto.</p><p>A assinatura da Declara&#231;&#227;o de Estocolmo e a nova chamada tem&#225;tica com endosso do CIPL completam essa atualiza&#231;&#227;o em outro plano: o das pol&#237;ticas editoriais e institucionais. Em conjunto, as not&#237;cias apontam para uma mesma quest&#227;o: como produzir, avaliar, compartilhar e publicar conhecimento sobre linguagem em um cen&#225;rio marcado por plataformas digitais, automa&#231;&#227;o e novas exig&#234;ncias de abertura cient&#237;fica.</p><h2>Plataformas digitais como objeto de an&#225;lise</h2><p>Thiago C&#233;sar da Costa Carneiro (UFPE) faz um experimento direto em <em><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/944">Quanto vale ser sujeito? Efeitos de sujeito na constitui&#231;&#227;o do arquivo do/no X</a></em>: pergunta ao Grok &#8220;o que &#233; ditadura?&#8221; a partir de perfis distintos no X e nas vers&#245;es gr&#225;tis e paga da plataforma. As respostas variam. O texto examina o que essa varia&#231;&#227;o diz sobre o sujeito-usu&#225;rio que a plataforma constr&#243;i, mostrando que o arquivo que o X constitui n&#227;o &#233; neutro nem uniforme.</p><p>Thomas Falconi e Lucas Alves Selhorst (UNISUL) tomam os pr&#243;prios navegadores como objeto em <em><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/980">Sujeito-avatar em espa&#231;os enunciativos informatizados: entre normatiza&#231;&#245;es t&#233;cnicas e pr&#225;ticas de resist&#234;ncia</a></em>. Chrome e Tor s&#227;o comparados como espa&#231;os enunciativos com regimes distintos de individua&#231;&#227;o: o Chrome opera dentro de uma l&#243;gica extrativista que o Tor permite contornar, e essa diferen&#231;a t&#233;cnica tem consequ&#234;ncias discursivas concretas.</p><p>Aude Seurrat (Universit&#233; Paris-Est Cr&#233;teil) e Mar&#237;a In&#233;s Laitano (Universit&#233; Paris 8) publicam em franc&#234;s <em><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/935">R&#233;seaux socio-num&#233;riques et fronti&#232;res du lire/&#233;crire dans la mod&#233;ration des commentaires</a></em>, an&#225;lise comparativa da modera&#231;&#227;o em X, YouTube, Twitch e Instagram. Para as autoras, moderar coment&#225;rios &#233; regular o ler e o escrever, e cada plataforma o faz de maneira diferente, combinando automa&#231;&#227;o algor&#237;tmica e decis&#227;o humana em propor&#231;&#245;es que variam conforme o contexto.</p><p>Let&#237;cia Moraes (UFPB) e Silvia Maria de Sousa (UFF) aproximam a semi&#243;tica discursiva do problema da datafica&#231;&#227;o em <em><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/925">IA generativa e constru&#231;&#227;o de sentido: abordagem semi&#243;tica a partir do Sul Global</a></em>. O texto examina como modelos de IA generativa participam da produ&#231;&#227;o de sentido e prop&#245;e que esse exame seja feito a partir de uma posi&#231;&#227;o enunciativa pr&#243;pria, n&#227;o derivada dos centros hegem&#244;nicos de produ&#231;&#227;o te&#243;rica.</p><p>Evandra Grigoletto (UFPE), Silmara Dela Silva (UFF) e Solange Maria Leda Gallo (UNISUL) analisam, pela An&#225;lise de Discurso pecheutiana, a proposta do governo federal brasileiro de julho de 2024 em <em><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/939">&#8220;IA para o bem de todos&#8221;? Discurso, sujeito, contradi&#231;&#227;o</a></em>. A formula&#231;&#227;o &#8220;IA para o bem de todos&#8221; &#233; tratada como uma tomada de posi&#231;&#227;o discursiva que carrega contradi&#231;&#245;es internas ligadas ao modo como o sujeito se constitui no discurso sobre tecnologia.</p><p>Ramon Miranda e Ana Maria S&#225; Martins (UEMA), em <em><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/947">A representa&#231;&#227;o discursiva de Ygl&#233;sio Moyses (PRTB) no podcast &#8220;Abrindo o Verbo&#8221;: uma an&#225;lise sob a &#243;tica da ADC</a></em>, aplicam a An&#225;lise de Discurso Cr&#237;tica a um podcast de entrevistas pol&#237;ticas. O recorte regional, um pol&#237;tico maranhense, ilumina como representa&#231;&#245;es discursivas se constroem em circuitos que escapam ao escrut&#237;nio da grande imprensa.</p><p>Esses seis textos comp&#245;em o dossi&#234; <strong><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/issue/view/27">M&#237;dias, Tecnologias e Intelig&#234;ncia Artificial</a></strong>, organizado por Silmara Dela Silva, Evandra Grigoletto e Solange Maria Leda Gallo, que segue aberto a novas contribui&#231;&#245;es. </p><p>J&#225; no dossi&#234; tem&#225;tico <strong><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/issue/view/28">Linguagens, Ra&#231;a, G&#234;nero e Interseccionalidade em Luta por Direitos</a></strong>, o ensaio de J&#250;lio Ara&#250;jo (UFC) prop&#245;e um conceito com o qual todo o conjunto anterior dialoga: em <em><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/882">Textualidade algor&#237;tmica e necroalgoritmiza&#231;&#227;o</a></em>, Ara&#250;jo argumenta que as exclus&#245;es produzidas por sistemas de IA em torno de ra&#231;a, g&#234;nero e sexualidade s&#227;o constitutivas do funcionamento desses sistemas. Para dar conta delas, prop&#245;e o Tri&#226;ngulo Discursivo da Textualidade Algor&#237;tmica, que distingue texto-prompt, texto-algoritmo e texto-resposta como inst&#226;ncias com regimes pr&#243;prios de produ&#231;&#227;o e leitura.</p><h2>Vogais pret&#244;nicas no portugu&#234;s brasileiro: protocolo registrado</h2><p>Livia Oushiro (UNICAMP) publica <em><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/905">Rean&#225;lise de vogais m&#233;dias pret&#244;nicas com o alinhador for&#231;ado MFA</a></em>, terceiro protocolo de Relato Registrado do dossi&#234; <strong><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/issue/view/25">Reprodutibilidade em Lingu&#237;stica</a></strong>, depois dos protocolos de Godoy, Ananias e Sidhu sobre <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/898">iconicidade lexical</a> e de Alves et al. sobre <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/912">segmenta&#231;&#227;o pros&#243;dica autom&#225;tica com aprendizado de m&#225;quina</a>. O estudo vai replicar an&#225;lises sobre a realiza&#231;&#227;o das vogais /e/ e /o/ pret&#244;nicas na fala de migrantes nordestinos em S&#227;o Paulo, usando o Montreal Forced Aligner em substitui&#231;&#227;o &#224; segmenta&#231;&#227;o manual. O protocolo est&#225; registrado publicamente desde o in&#237;cio; os resultados e a an&#225;lise completa ser&#227;o publicados na sequ&#234;ncia.</p><h2>Compartilhamento de dados lingu&#237;sticos como projeto coletivo</h2><p>O dossi&#234; <strong><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/issue/view/24">Compartilhamento de Dados Lingu&#237;sticos</a></strong>, organizado por Juliana Bertucci Barbosa, Marcia dos Santos Machado Vieira e Raquel Meister Ko Freitag, ganha sua <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/1012">apresenta&#231;&#227;o</a>. O texto prop&#245;e que o compartilhamento de dados deixe de ser tratado como pr&#225;tica individual e passe a ser pensado como decis&#227;o coletiva de infraestrutura: quais metadados, que licen&#231;as, como garantir que os dados permane&#231;am acess&#237;veis e reutiliz&#225;veis ao longo do tempo.</p><p>Pedro Perini-Santos (UFVJM) contribui para o dossi&#234; com <em><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/872">Linha Verbal Infantil: 21 meses de express&#227;o verbal de uma crian&#231;a brasileira</a></em>. O corpus, desenvolvido no &#226;mbito do CIL (Corpus Infantil Longitudinal), registra 587 ocorr&#234;ncias verbais em 210 excertos de intera&#231;&#227;o entre uma crian&#231;a, sua m&#227;e e sua av&#243;, numa cidade do nordeste de Minas Gerais, de mar&#231;o de 2016 a fevereiro de 2018. Cada ocorr&#234;ncia &#233; categorizada segundo uma taxonomia das di&#225;teses verbais do portugu&#234;s brasileiro. Os dados est&#227;o dispon&#237;veis com <a href="https://doi.org/10.5281/zenodo.19699288">licen&#231;a aberta no Zenodo</a>.</p><h2>CadLin assina a Declara&#231;&#227;o de Estocolmo</h2><p>A revista <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/news">passou a integrar</a> o grupo de peri&#243;dicos que endossam a <strong><a href="https://royalsocietypublishing.org/doi/10.1098/rsos.250673">Stockholm Declaration</a></strong>, publicada por Bernhard Sabel e Dan Larhammar na <em>Royal Society Open Science</em>. O documento prop&#245;e a&#231;&#245;es em quatro frentes: devolver o controle da publica&#231;&#227;o cient&#237;fica &#224; academia, valorizar qualidade em vez de quantidade, criar mecanismos independentes de detec&#231;&#227;o de fraudes e fortalecer pol&#237;ticas de integridade cient&#237;fica. CadLin j&#225; opera com acesso aberto diamante, revis&#227;o por pares aberta, dep&#243;sito de preprints e exig&#234;ncia de declara&#231;&#245;es sobre dados, materiais e c&#243;digo.</p><h2>Uma chamada para contar a hist&#243;ria das associa&#231;&#245;es</h2><p>Est&#225; aberta a chamada <em><strong><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/associations">Associa&#231;&#245;es Cient&#237;ficas em Lingu&#237;stica: hist&#243;ria, impacto e perspectivas atuais</a></strong></em>, organizada com o endosso do <strong>CIPL (Comit&#233; International Permanent des Linguistes)</strong>. O dossi&#234; convida presidentes, ex-presidentes e outros representantes formais de associa&#231;&#245;es, sociedades, academias, comit&#234;s e redes de pesquisa a produzir, em formato de <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/perspective">Perspectiva Cr&#237;tica</a>, reflex&#245;es anal&#237;ticas sobre a hist&#243;ria dessas organiza&#231;&#245;es, suas formas de atua&#231;&#227;o e os desafios que enfrentam hoje. Submiss&#245;es at&#233; <strong>30 de outubro de 2026</strong> em <a href="https://cadernos.abralin.org">cadernos.abralin.org</a>.</p><h2>Chamadas em aberto</h2><p>Seguem recebendo submiss&#245;es:</p><ul><li><p><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos">Gram&#225;tica de Constru&#231;&#245;es Diacr&#244;nica</a></p></li><li><p><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos">Lingu&#237;stica Cognitiva no Mundo Real</a></p></li><li><p><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos">Das Ra&#237;zes aos Novos Rumos: A Trajet&#243;ria da Dialetologia Brasileira</a></p></li><li><p><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos">M&#237;dias, Tecnologias e Intelig&#234;ncia Artificial</a></p></li><li><p><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos">Historiografias Contempor&#226;neas dos Estudos Lingu&#237;sticos e do Ensino de L&#237;nguas</a></p></li></ul><p>Prazos e diretrizes em <a href="https://cadernos.abralin.org">cadernos.abralin.org</a>.</p><div><hr></div><p><em>CadLin adota o modelo de <strong>Acesso Aberto Diamante</strong>: autores n&#227;o pagam para submeter ou publicar, e leitores n&#227;o pagam para acessar os artigos. <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/about/submissions">Saiba como submeter</a>.</em></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Platforms, protocols, and open data]]></title><description><![CDATA[CadLin&#8217;s latest publications arrive on three fronts.]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/platforms-protocols-and-open-data</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/platforms-protocols-and-open-data</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Sun, 24 May 2026 16:13:14 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!eAhE!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb179b139-d1af-4fa1-9384-bf260af652f4_1080x1080.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>CadLin&#8217;s latest publications arrive on three fronts. One group of articles examines language in digital environments: platforms, browsers, comment moderation, podcasts, generative artificial intelligence, and public discourse on technology. Another moves into methodology, with a Registered Report protocol testing the Montreal Forced Aligner on Brazilian Portuguese data. A third turns to data circulation, with the presentation of the dossier on the sharing of linguistic data and the publication of an open-access corpus of child speech. These materials meet around a shared concern: the conditions under which language research is carried out today. </p><p>CadLin&#8217;s endorsement of the Stockholm Declaration and the new theme issue call supported by CIPL add an editorial and institutional dimension to this update. Together, these items raise a common question: how should knowledge about language be produced, evaluated, shared, and published in a research environment marked by digital platforms, automation, and new demands for scientific openness?</p><h2>Digital platforms as objects of analysis</h2><p>Thiago C&#233;sar da Costa Carneiro (UFPE) opens one path into this debate in <em><a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id944">How much is it worth to be a subject? Subject effects in the constitution of the archive of/on X</a></em>. The article compares answers given by Grok to the question &#8220;what is a dictatorship?&#8221; across different X profiles and across the free and paid versions of the platform. The variation is not treated simply as a matter of bias. It becomes a way of examining the subject-user produced by the platform and the non-neutral archive constituted by X.</p><p>Thomas Falconi and Lucas Alves Selhorst (UNISUL) take browsers themselves as objects of analysis in <em><a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id980">Subject-avatar in computerized enunciative spaces: between technical normalizations and resistance practices</a></em>. Chrome and Tor are compared as enunciative spaces with distinct regimes of individuation. Chrome is associated with an extractivist logic of data circulation; Tor makes possible other forms of technical individuation, with discursive consequences.</p><p>Aude Seurrat (Universit&#233; Paris-Est Cr&#233;teil) and Mar&#237;a In&#233;s Laitano (Universit&#233; Paris 8) publish, in French, <em><a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id935">R&#233;seaux socio-num&#233;riques et fronti&#232;res du lire/&#233;crire dans la mod&#233;ration des commentaires</a></em>, a comparative study of comment moderation on X, YouTube, Twitch, and Instagram. The article treats moderation as a way of regulating reading and writing. Each platform combines algorithmic automation and human judgment differently, producing its own conditions for online interaction.</p><p>Let&#237;cia Moraes (UFPB) and Silvia Maria de Sousa (UFF) bring discursive semiotics to the problem of datafication in <em><a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id925">Generative AI and meaning-making: a semiotic approach from the Global South</a></em>. The article examines how generative AI models participate in meaning production and argues for an analysis grounded in an enunciative position from the Global South, rather than one derived from dominant centres of theoretical production.</p><p>Evandra Grigoletto (UFPE), Silmara Dela Silva (UFF), and Solange Maria Leda Gallo (UNISUL) analyse the Brazilian federal government&#8217;s July 2024 proposal on artificial intelligence in <em><a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id939">&#8220;AI for the good of all&#8221;? Discourse, subject, contradiction</a></em>. From the perspective of Pecheutian Discourse Analysis, the phrase &#8220;AI for the good of all&#8221; is read as a discursive formulation marked by contradictions in the relation between technology, subject, and public interest.</p><p>Ramon Miranda and Ana Maria S&#225; Martins (UEMA), in <em><a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n3.id947">The discursive representation of Ygl&#233;sio Moyses (PRTB) in the podcast &#8220;Abrindo o Verbo&#8221;: an analysis through CDA</a></em>, apply Critical Discourse Analysis to a political interview podcast. The regional focus &#8212; a politician from Maranh&#227;o &#8212; shows how public images and political representations are built in media circuits outside the traditional press.</p><p>These six articles form part of the theme issue <strong><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/issue/view/27">Media, Technologies, and Artificial Intelligence</a></strong>, organized by Silmara Dela Silva, Evandra Grigoletto, and Solange Maria Leda Gallo, which remains open to new submissions. </p><p>A related discussion appears in the journal&#8217;s next theme issue, <strong><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/issue/view/28">Languages, Race, Gender, and Intersectionality in the Struggle for Rights</a></strong>. In <em><a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n4.id882">Algorithmic textuality and necroalgorithmization</a></em>, J&#250;lio Ara&#250;jo (UFC) argues that exclusions produced by AI systems around race, gender, and sexuality are part of how those systems operate. To analyse them, he proposes the Discursive Triangle of Algorithmic Textuality, distinguishing text-prompt, text-algorithm, and text-response as instances with their own regimes of production and reading.</p><h2>Pretonic mid vowels in Brazilian Portuguese: a registered protocol</h2><p>Livia Oushiro (UNICAMP) publishes <em><a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n1.id905">Reanalysis of mid pretonic vowels with the MFA forced aligner</a></em>, the third Registered Report protocol in the dossier <strong>Reproducibility in Linguistics</strong>. It follows the protocols by Godoy, Ananias, and Sidhu on lexical iconicity and by Alves et al. on automatic prosodic segmentation with machine learning.</p><p>The study will replicate earlier analyses of pretonic /e/ and /o/ in the speech of Northeastern migrants in S&#227;o Paulo, using the Montreal Forced Aligner instead of manual segmentation. The protocol is registered publicly from the start. The full analysis and results will be published in the next stage.</p><h2>Sharing linguistic data as collective infrastructure</h2><p>The theme issue <strong><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/issue/view/24">Sharing of Linguistic Data</a></strong>, organized by Juliana Bertucci Barbosa, Marcia dos Santos Machado Vieira, and Raquel Meister Ko Freitag, now has its <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2025.v7.n2.id1012">editorial presentation</a>. The text treats data sharing as a matter of scientific infrastructure: metadata, licensing, documentation, long-term access, and reuse.</p><p>Pedro Perini-Santos (UFVJM) contributes to the dossier with <em><a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n2.id872">Child Verb Timeline: 21 months of verbal expression from a Brazilian child</a></em>. The corpus, developed within the CIL project &#8212; Longitudinal Child Corpus &#8212; records 587 verbal occurrences across 210 excerpts of interaction among a child, her mother, and her grandmother in a city in northeastern Minas Gerais, from March 2016 to February 2018. Each occurrence is categorized according to a taxonomy of verbal diatheses in Brazilian Portuguese. The data are available under an open licence on Zenodo.</p><h2>CadLin signs the Stockholm Declaration</h2><p>CadLin has joined the group of journals <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/82">endorsing the </a><strong><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/82">Stockholm Declaration</a></strong>, published by Bernhard Sabel and Dan Larhammar in <em>Royal Society Open Science</em>. The document proposes action on four fronts: returning control of scientific publishing to academia, valuing quality over quantity, creating independent mechanisms for detecting fraud, and strengthening scientific integrity policies.</p><p>These principles are aligned with practices already adopted by CadLin: diamond open access, open peer review, preprint deposit, and mandatory statements on data, materials, and code.</p><h2>A call to document the history of scientific associations</h2><p>The call <strong><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/81">Scientific Associations in Linguistics: history, impact, and current perspective</a>s</strong> is open, with the endorsement of <strong>CIPL &#8212; Comit&#233; International Permanent des Linguistes</strong>.</p><p>The theme issue invites presidents, former presidents, and other formal representatives of associations, societies, academies, committees, and research networks to submit texts in the <strong>Critical Perspective</strong> format. Contributions should offer analytical accounts of these organizations&#8217; histories, forms of action, and present-day difficulties.</p><p>Submissions are open until <strong>October 30, 2026</strong>, at cadernos.abralin.org.</p><h2>Open calls</h2><p>CadLin is also receiving submissions for the following calls:</p><ul><li><p><strong>Diachronic Construction Grammar</strong></p></li><li><p><strong>Cognitive Linguistics in the Real World</strong></p></li><li><p><strong>From the Roots to New Directions: The Trajectory of Brazilian Dialectology</strong></p></li><li><p><strong>Media, Technologies, and Artificial Intelligence</strong></p></li><li><p><strong>Contemporary Historiographies of Linguistic Studies and Language Teaching</strong></p></li></ul><p>Deadlines and guidelines are available at cadernos.abralin.org.</p><div><hr></div><p>CadLin follows the <strong>Diamond Open Access</strong> model: authors do not pay to submit or publish, and readers do not pay to access articles. Learn how to submit.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[IA apaga o Brasil: o que muage revela sobre dados, poder e colonialismo digital]]></title><description><![CDATA[Uma an&#225;lise em semi&#243;tica e tecnologia que come&#231;a com uma pergunta simples a um chatbot e exp&#245;e quest&#245;es de justi&#231;a epist&#234;mica.]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/ia-apaga-o-brasil-o-que-muage-revela</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/ia-apaga-o-brasil-o-que-muage-revela</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Sat, 23 May 2026 17:08:30 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/198982523/9a3aaf9af5315e77fbf1c11fb7b1b82a.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Uma an&#225;lise em semi&#243;tica e tecnologia que come&#231;a com uma pergunta simples a um chatbot e exp&#245;e quest&#245;es de justi&#231;a epist&#234;mica. Os apresentadores exploram o artigo cient&#237;fico de Let&#237;cia Moraes e Silvia Maria de Sousa (Cadernos de Lingu&#237;stica, 2026), comparando como o ChatGPT e o Sabi&#225; (IA brasileira) respondem a g&#237;rias regionais. O epis&#243;dio desvenda como dados de treino n&#227;o neutros replicam hierarquias culturais, por que a "confian&#231;a" excessiva de IAs globais mascara ignor&#226;ncia, e o que a postura modal de cada m&#225;quina revela sobre quem construiu o conhecimento que ela "possui". Sem jarg&#227;o t&#233;cnico in&#250;til &#8212; apenas um convite &#224; vigil&#226;ncia sobre quem decide o que a m&#225;quina esquece.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Reprodutibilidade, Premiação e Presença no InterAb]]></title><description><![CDATA[English Version]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/reprodutibilidade-premiacao-e-presenca</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/reprodutibilidade-premiacao-e-presenca</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Sat, 14 Mar 2026 20:18:45 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!eAhE!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb179b139-d1af-4fa1-9384-bf260af652f4_1080x1080.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="/__u/cadlin.substack.com/p/reproducibility-recognition-and-interab">English Version</a></strong></p><p>Nesta edi&#231;&#227;o, trazemos not&#237;cias que marcam um momento importante para os Cadernos de Lingu&#237;stica: os <strong>primeiros protocolos de Relatos Registrados</strong> do n&#250;mero tem&#225;tico sobre reprodutibilidade chegam ao ar, junto com um relato de pesquisa que coloca o portugu&#234;s no centro do debate sobre modelos de linguagem. Celebramos tamb&#233;m o <strong>Pr&#234;mio Abralin de Melhor Artigo</strong>, conquistado por um trabalho publicado em nossa revista, e compartilhamos os destaques da participa&#231;&#227;o de CadLin no <strong>InterAb 2026</strong>. Confira ainda as chamadas abertas para n&#250;meros tem&#225;ticos.</p><div><hr></div><h2>Os primeiros protocolos do n&#250;mero de reprodutibilidade</h2><p>O n&#250;mero tem&#225;tico <strong>Reprodutibilidade em Pesquisas Lingu&#237;sticas</strong> come&#231;a a ganhar forma com a publica&#231;&#227;o dos tr&#234;s primeiros trabalhos. Dois deles s&#227;o Protocolos de Relatos Registrados &#8212; o formato em que o projeto de pesquisa passa por avalia&#231;&#227;o e aprova&#231;&#227;o <em>antes</em> da coleta de dados, garantindo que hip&#243;teses, m&#233;todos e plano de an&#225;lise fiquem registrados publicamente desde o in&#237;cio.</p><p>O que torna esse formato t&#227;o importante para a ci&#234;ncia aberta? Ao separar o plano de pesquisa de seus resultados, os Relatos Registrados reduzem incentivos para ajustes p&#243;s-hoc e tornam o processo cient&#237;fico mais transparente e rastre&#225;vel. O registro pr&#233;vio n&#227;o &#233; uma burocracia a mais: &#233; uma forma de mostrar, com clareza, de onde v&#234;m as perguntas e como elas ser&#227;o respondidas. Fique atento &#224;s pr&#243;ximas publica&#231;&#245;es desse n&#250;mero &#8212; os relatos finais, com os dados coletados e analisados, vir&#227;o na sequ&#234;ncia.</p><h3>Iconicidade e reconhecimento de palavras no portugu&#234;s brasileiro</h3><p>O artigo <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n1.id898">Replicating the Effects of Iconicity in Lexical Decision Task: A Study in Brazilian Portuguese</a>, de Mahayana C. Godoy, Thayn&#225; C. Ananias e David M. Sidhu, prop&#245;e replicar, com falantes do portugu&#234;s brasileiro, um experimento cl&#225;ssico sobre iconicidade lexical. Palavras ic&#244;nicas &#8212; como <em>sussurro</em>, <em>chiado</em> ou <em>zanzar</em> &#8212; t&#234;m uma rela&#231;&#227;o de semelhan&#231;a entre forma e significado que, segundo estudos anteriores em ingl&#234;s, facilita o reconhecimento visual de palavras. A quest&#227;o agora &#233; saber se esse efeito se mant&#233;m em outra l&#237;ngua. O protocolo detalha o plano de sele&#231;&#227;o de est&#237;mulos, o procedimento experimental e a estrat&#233;gia de an&#225;lise estat&#237;stica que guiar&#227;o o estudo.</p><h3>Segmenta&#231;&#227;o pros&#243;dica autom&#225;tica com aprendizado de m&#225;quina</h3><p>Alves et al., da Universidade de S&#227;o Paulo, apresentam o protocolo <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n1.id912">Testando a efici&#234;ncia de um m&#233;todo de segmenta&#231;&#227;o pros&#243;dica autom&#225;tica baseado em aprendizado de m&#225;quina para o portugu&#234;s brasileiro</a>. O objetivo &#233; replicar, em um novo corpus de fala espont&#226;nea, um classificador Random Forest desenvolvido para identificar fronteiras pros&#243;dicas terminais em PB. Ao testar o modelo em dados diferentes dos usados no treinamento original &#8212; o NURC-Corpus M&#237;nimo, com 17 horas de grava&#231;&#245;es da d&#233;cada de 1970 &#8212; o estudo avalia tanto a robustez do m&#233;todo quanto seu comportamento em condi&#231;&#245;es de &#225;udio variadas.</p><h3>Probabilidade de palavras em portugu&#234;s: humanos versus modelos de linguagem</h3><p>O relato de pesquisa <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n2.id865">Word Predictability in Portuguese: Cloze Norming Study vs. LLMs</a>, de Jane Aristia (Universit&#233; Paris Nanterre), compara os resultados de um estudo de cloze tradicional &#8212; em que participantes completam senten&#231;as &#8212; com as previs&#245;es de dois modelos de linguagem treinados em portugu&#234;s: Grev&#225;sio e Tucano. Os resultados mostram correla&#231;&#245;es fracas a moderadas entre as probabilidades humanas e as dos modelos, sugerindo que, para o portugu&#234;s, os LLMs ainda n&#227;o est&#227;o prontos para substituir participantes humanos nesse tipo de tarefa &#8212; embora possam funcionar como dados complementares.</p><div><hr></div><h2>Pr&#234;mio Abralin de Melhor Artigo</h2><p>Cadernos de Lingu&#237;stica celebra a conquista do <strong>Pr&#234;mio Abralin de Melhor Artigo</strong> pelo trabalho <em><a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2025.v6.n1.id792">Exploring variation and change in the distant past: /s/-variation and its implications for the reconstruction of Ancient Babylonian</a></em>, de Rodrigo Hern&#225;iz. O resultado foi anunciado pela ABRALIN durante o InterAb 14, no &#226;mbito da 2&#170; edi&#231;&#227;o do pr&#234;mio.</p><p>O artigo examina a varia&#231;&#227;o na representa&#231;&#227;o escrita de /s/ no babil&#244;nio antigo e mostra que essa varia&#231;&#227;o n&#227;o &#233; aleat&#243;ria: ela apresenta correla&#231;&#245;es estat&#237;sticas com fatores geogr&#225;ficos e temporais, sugere um processo hist&#243;rico de difus&#227;o e oferece elementos relevantes para a reconstru&#231;&#227;o lingu&#237;stica de uma das tradi&#231;&#245;es escritas mais antigas do mundo. Segundo a ABRALIN, o trabalho se destacou pela originalidade, pela consist&#234;ncia anal&#237;tica e pela articula&#231;&#227;o entre varia&#231;&#227;o e mudan&#231;a, reconstru&#231;&#227;o hist&#243;rica e suporte computacional &#8212; uma combina&#231;&#227;o que aproxima quest&#245;es cl&#225;ssicas da Lingu&#237;stica Hist&#243;rica e da Sociolingu&#237;stica de m&#233;todos quantitativos contempor&#226;neos.</p><p><a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/80">Leia a not&#237;cia completa no site de Cadernos de Lingu&#237;stica.</a></p><div><hr></div><h2>CadLin no InterAb 2026</h2><p>A revista esteve presente no <strong><a href="https://14interab.abralin.org">InterAb 2026</a></strong> com participa&#231;&#227;o em duas mesas redondas que tocaram em quest&#245;es centrais para a pesquisa e a divulga&#231;&#227;o lingu&#237;stica no Brasil.</p><p>Na mesa <strong>Reprodutibilidade e m&#233;todos quantitativos na lingu&#237;stica</strong>, CadLin teve a oportunidade de apresentar sua experi&#234;ncia com o formato de Relatos Registrados e debater os desafios pr&#225;ticos de implementar pr&#225;ticas de ci&#234;ncia aberta em uma &#225;rea ainda em processo de familiariza&#231;&#227;o com esses modelos.</p><p>Na mesa <strong>Pol&#237;ticas de avalia&#231;&#227;o, circula&#231;&#227;o do conhecimento e desafios para os Estudos da Linguagem</strong>, que contou com a participa&#231;&#227;o do Dr. Ant&#244;nio Gomes de Souza Filho, Diretor de Avalia&#231;&#227;o da P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o da CAPES, foram discutidas pr&#225;ticas editoriais, crit&#233;rios de avalia&#231;&#227;o e a ado&#231;&#227;o do modelo de ci&#234;ncia aberta no contexto brasileiro. A conversa colocou em relevo as tens&#245;es entre sistemas de avalia&#231;&#227;o tradicionais e as novas demandas por transpar&#234;ncia, compartilhamento de dados e reprodutibilidade.</p><div><hr></div><h2>Chamadas em aberto</h2><p>As chamadas abertas de Cadernos de Lingu&#237;stica s&#227;o convites &#224; comunidade acad&#234;mica para co-construir o debate em torno de temas centrais da &#225;rea. Confira as que est&#227;o em andamento:</p><p><strong>Gram&#225;tica de Constru&#231;&#245;es Diacr&#244;nica</strong> &#8212; mudan&#231;a lingu&#237;stica, cogni&#231;&#227;o e uso em perspectiva construcional. <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/79">Saiba mais.</a></p><p><strong>Lingu&#237;stica Cognitiva no Mundo Real</strong> &#8212; pesquisas que analisam aspectos centrais da linguagem em uso. <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/60">Saiba mais.</a></p><p><strong>Das Ra&#237;zes aos Novos Rumos: A Trajet&#243;ria da Dialetologia Brasileira</strong> &#8212; contribui&#231;&#245;es que se engajam com as diferentes abordagens da Dialetologia no Brasil. <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/59">Saiba mais.</a></p><p><strong>M&#237;dias, Tecnologias e Intelig&#234;ncia Artificial</strong> &#8212; pesquisas sobre m&#237;dia, tecnologias e IA em processos pol&#237;tico-discursivos. <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/58">Saiba mais.</a></p><p><strong>Historiografias Contempor&#226;neas dos Estudos Lingu&#237;sticos e do Ensino de L&#237;nguas</strong> &#8212; trajet&#243;rias do conhecimento e das pr&#225;ticas em linguagem e ensino. <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/57">Saiba mais.</a></p><p>Acesse todas as chamadas em <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement">cadernos.abralin.org</a>.</p><div><hr></div><h2>Uma nota sobre nosso trabalho editorial</h2><p>Cadernos de Lingu&#237;stica tem um papel que vai al&#233;m da publica&#231;&#227;o: temos um compromisso com a <strong>forma&#231;&#227;o da comunidade</strong> em torno das pr&#225;ticas de ci&#234;ncia aberta e reprodut&#237;vel. Reconhecemos que esse modelo ainda &#233; relativamente recente na lingu&#237;stica &#8212; o que significa que muitos pesquisadores chegam &#224; revista sem familiaridade com seus formatos e exig&#234;ncias.</p><p>Por isso, a equipe editorial dedica aten&#231;&#227;o cuidadosa a cada submiss&#227;o, mostrando passo a passo como adequar os manuscritos dentro desse modelo. N&#227;o se trata de rejeitar de imediato por n&#227;o conformidade, mas de acompanhar os autores no processo de aprendizagem.</p><p>Vale lembrar que CadLin aceita exclusivamente <strong>Relatos Registrados</strong> (Protocolos e Relatos Registrados propriamente ditos), <strong>relatos de reprodutibilidade</strong>, <strong>perspectivas cr&#237;ticas</strong> e <strong>trabalhos submetidos a n&#250;meros tem&#225;ticos</strong>. Consulte nossas <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/about/submissions">diretrizes de submiss&#227;o</a> antes de enviar seu manuscrito.</p><div><hr></div><p><em>Cadernos de Lingu&#237;stica apoia integralmente a pol&#237;tica de submiss&#227;o sem formata&#231;&#227;o obrigat&#243;ria. Saiba como submeter seu manuscrito <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/about/submissions">aqui</a>.</em></p><p>Entre no nosso grupo de <strong><a href="https://chat.whatsapp.com/I0ZhvMMyEjREqw4eGweBar">WhatsApp</a></strong> e compartilhe conhecimento lingu&#237;stico com estudantes e professores.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Reproducibility, Recognition, and InterAb 2026]]></title><description><![CDATA[This edition marks a meaningful moment for Cadernos de Lingu&#237;stica.]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/reproducibility-recognition-and-interab</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/reproducibility-recognition-and-interab</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Sat, 14 Mar 2026 20:15:11 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!eAhE!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb179b139-d1af-4fa1-9384-bf260af652f4_1080x1080.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>This edition marks a meaningful moment for Cadernos de Lingu&#237;stica. The <strong>first Registered Report protocols</strong> from our reproducibility theme issue are now online, alongside a research report that brings Portuguese into the heart of the debate on large language models. We also celebrate the <strong>Abralin Award for Best Article</strong>, won by a paper published in our journal, and share highlights from CadLin&#8217;s participation at <strong>InterAb 2026</strong>. Open calls for theme issues are listed at the end.</p><div><hr></div><h2>The first protocols from the reproducibility issue</h2><p>The theme issue <strong>Reproducibility in Linguistic Research</strong> is taking shape with the publication of its first three papers. Two are Registered Report Protocols &#8212; a format in which the research project is peer-reviewed and approved <em>before</em> data collection begins, with hypotheses, methods, and the analysis plan on public record from the start.</p><p>Why does this matter for open science? Registered Reports separate the research plan from its results, which reduces the incentive for post-hoc adjustments and makes the scientific process easier to trace and evaluate. Pre-registration is not a formality: it is a public commitment to answering specific questions in a specific way, independent of what the data turn out to show. The final reports &#8212; with collected and analysed data &#8212; will follow. Stay tuned.</p><h3>Iconicity and word recognition in Brazilian Portuguese</h3><p><a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n1.id898">Replicating the Effects of Iconicity in Lexical Decision Task: A Study in Brazilian Portuguese</a>, by Mahayana C. Godoy, Thayn&#225; C. Ananias, and David M. Sidhu, sets out to replicate a classic experiment on lexical iconicity with Brazilian Portuguese speakers. Iconic words &#8212; such as <em>sussurro</em> (&#8221;whisper&#8221;), <em>chiado</em> (&#8221;hiss&#8221;), or <em>zanzar</em> (&#8221;to wander&#8221;) &#8212; bear a resemblance between sound and meaning that, in English, has been shown to speed up visual word recognition. Whether this holds for Portuguese remains an open question. The protocol lays out the stimulus selection criteria, experimental procedure, and statistical analysis plan that will guide the study.</p><h3>Automatic prosodic segmentation with machine learning</h3><p>Alves et al., from the University of S&#227;o Paulo, present the protocol <a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n1.id912">Testing the Efficiency of a Machine Learning-Based Automatic Prosodic Segmentation Method for Brazilian Portuguese</a>. The study replicates, on a new corpus of spontaneous speech, a Random Forest classifier trained to identify terminal prosodic boundaries in Brazilian Portuguese. Testing the model on data outside its original training set &#8212; the NURC Minimal Corpus, with over 17 hours of recordings from the 1970s &#8212; allows the authors to assess how well the method holds up across different speakers and audio conditions.</p><h3>Word predictability in Portuguese: humans versus language models</h3><p><a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2026.v7.n2.id865">Word Predictability in Portuguese: Cloze Norming Study vs. LLMs</a>, by Jane Aristia (Universit&#233; Paris Nanterre), compares a traditional cloze study &#8212; in which participants complete sentences &#8212; with the predictions of two Portuguese language models, Grev&#225;sio and Tucano. The correlations between human and model probabilities are weak to moderate, suggesting that, at least for Portuguese, LLMs are not yet a substitute for human participants in this kind of task. They may, however, be useful as complementary data.</p><div><hr></div><h2>Abralin Award for Best Article</h2><p>Cadernos de Lingu&#237;stica is proud to share that the <strong>Abralin Award for Best Article</strong> has been awarded to <em><a href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2025.v6.n1.id792">Exploring variation and change in the distant past: /s/-variation and its implications for the reconstruction of Ancient Babylonian</a></em>, by Rodrigo Hern&#225;iz. The announcement was made by ABRALIN at InterAb 14, in the award&#8217;s second edition.</p><p>The paper examines variation in the written representation of /s/ in Ancient Babylonian, demonstrating that the variation is not random: it correlates statistically with geographical and temporal factors, points to a historical process of diffusion, and sheds light on the reconstruction of one of the oldest writing traditions in the world. ABRALIN singled out the work for its originality, analytical consistency, and the way it brings together variation and change, historical reconstruction, and computational analysis &#8212; connecting longstanding questions in Historical Linguistics and Sociolinguistics with contemporary quantitative methods.</p><p><a href="https://cadernos.abralin.org/">Read the full announcement on the Cadernos de Lingu&#237;stica website.</a></p><div><hr></div><h2>CadLin at InterAb 2026</h2><p>CadLin participated in two roundtables at <strong>InterAb 2026</strong> that addressed questions central to linguistic research and academic publishing in Brazil.</p><p>The roundtable <strong>Reproducibility and quantitative methods in linguistics</strong> gave us the opportunity to discuss CadLin&#8217;s experience with the Registered Reports format and the practical challenges of building open science practices in a field still working through what those practices mean.</p><p>The roundtable <strong>Evaluation policies, knowledge circulation, and challenges for Language Studies</strong> brought together a broader set of voices, including Dr. Ant&#244;nio Gomes de Souza Filho, Director of Postgraduate Evaluation at CAPES. The conversation ranged across editorial practices, assessment criteria, and the place of the open science model in the Brazilian academic context &#8212; and kept returning to the tensions between established evaluation systems and the demands for greater transparency, data sharing, and reproducibility.</p><div><hr></div><h2>Open calls</h2><p>CadLin&#8217;s open calls are standing invitations for the academic community to shape the field&#8217;s conversations. The following are currently open:</p><p><strong>Diachronic Construction Grammar</strong> &#8212; language change, cognition, and usage in a constructional perspective. <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/79">Learn more.</a></p><p><strong>Cognitive Linguistics in the Real World</strong> &#8212; research on language as it is actually used. <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/60">Learn more.</a></p><p><strong>Roots to New Directions: The Trajectory of Brazilian Dialectology</strong> &#8212; contributions engaging with the different approaches to Dialectology in Brazil. <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/59">Learn more.</a></p><p><strong>Media, Technologies, and Artificial Intelligence</strong> &#8212; research on media, technologies, and AI in political-discursive processes. <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/58">Learn more.</a></p><p><strong>Contemporary Historiographies of Linguistic Studies and Language Teaching</strong> &#8212; trajectories of knowledge and practice in language and teaching. <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement/view/57">Learn more.</a></p><p>Browse all open calls at <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/announcement">cadernos.abralin.org</a>.</p><div><hr></div><h2>A note on our editorial work</h2><p>CadLin&#8217;s work goes beyond publishing papers. We have a genuine commitment to <strong>helping the community learn</strong> what open and reproducible science looks like in practice &#8212; because we know that for many researchers, these models and formats are still new territory.</p><p>When a submission does not yet meet our requirements, the editorial team does not simply turn it away. We work through the issues with authors, showing them concretely what needs to change and why. The goal is to bring good research into a framework that makes it more transparent, more reusable, and easier for others to build on.</p><p>A reminder about what we publish: CadLin exclusively accepts <strong>Registered Reports</strong> (Protocols and full Registered Reports), <strong>reproducibility reports</strong>, <strong>critical perspectives</strong>, and <strong>papers submitted to theme issues</strong>. Please read our <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/about/submissions">submission guidelines</a> before submitting.</p><div><hr></div><p><em>CadLin supports format-free submission &#8212; no house style required at the submission stage. Find out how to submit your manuscript <a href="https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/about/submissions">here</a>.</em></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O Poder Secreto das Palavras Pequenas na Publicidade]]></title><description><![CDATA[Palavras como "mas" e "at&#233;" parecem invis&#237;veis, mas s&#227;o ferramentas poderosas que a publicidade usa para guiar nosso pensamento sem percebermos.]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/o-poder-secreto-das-palavras-pequenas</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/o-poder-secreto-das-palavras-pequenas</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Wed, 11 Feb 2026 21:21:33 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/187678261/f0bfb0eb189d6cc9310570d4d119cf2d.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Palavras como "mas" e "at&#233;" parecem invis&#237;veis, mas s&#227;o ferramentas poderosas que a publicidade usa para guiar nosso pensamento sem percebermos. Este epis&#243;dio revela como essas pequenas palavras constroem argumentos sutis que nos convencem a comprar e acreditar em marcas. Descubra a engenharia da persuas&#227;o escondida na linguagem do dia a dia.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://doi.org/10.25189/2675-4916.2025.v6.n5.id842&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Leia o Artigo&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2025.v6.n5.id842"><span>Leia o Artigo</span></a></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Você fala "não quero" ou "não quero não"?]]></title><description><![CDATA[Neste epis&#243;dio, conversamos sobre as v&#225;rias formas de dizer &#8220;n&#227;o&#8221; no portugu&#234;s do dia a dia.]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/voce-fala-nao-quero-ou-nao-quero</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/voce-fala-nao-quero-ou-nao-quero</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Wed, 21 Jan 2026 11:56:29 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/185288901/ebec7ffa8bddad2e39e61bee9df3b91b.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&#243;dio, conversamos sobre as v&#225;rias formas de dizer &#8220;n&#227;o&#8221; no portugu&#234;s do dia a dia.<br>A partir de uma pesquisa ampla, mostramos o que realmente influencia essa escolha &#8212; e o resultado surpreende.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://doi.org/10.25189/2675-4916.2025.v6.n4.id858&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Leia o Artigo&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2025.v6.n4.id858"><span>Leia o Artigo</span></a></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O Poder Invisível das Conjunções]]></title><description><![CDATA[Descubra como termos comuns, como "mas" e "logo", direcionam totalmente o sentido do texto.]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/o-poder-invisivel-das-conjuncoes</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/o-poder-invisivel-das-conjuncoes</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Sat, 10 Jan 2026 17:14:09 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/184135701/1fdb2f296a7e639e0b6695289b31ea29.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Descubra como termos comuns, como "mas" e "logo", direcionam totalmente o sentido do texto. Entenda como o c&#233;rebro usa atalhos gramaticais para resolver d&#250;vidas em frases amb&#237;guas com rapidez. Veja como essas instru&#231;&#245;es de leitura moldam sua interpreta&#231;&#227;o do mundo sem voc&#234; perceber.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A palavra some? A língua mãe dá um jeito]]></title><description><![CDATA[Quando a palavra em portugu&#234;s n&#227;o vem, pessoas muito avan&#231;adas ainda improvisam &#8212; &#224;s vezes inventando termos que &#8220;soam&#8221; naturais.]]></description><link>https://cadlin.substack.com/p/a-palavra-some-a-lingua-mae-da-um</link><guid isPermaLink="false">https://cadlin.substack.com/p/a-palavra-some-a-lingua-mae-da-um</guid><dc:creator><![CDATA[Cadernos de Linguística]]></dc:creator><pubDate>Fri, 02 Jan 2026 15:41:06 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/183250401/7831ff24345f0d1995ac256338aa7c5f.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Quando a palavra em portugu&#234;s n&#227;o vem, pessoas muito avan&#231;adas ainda improvisam &#8212; &#224;s vezes inventando termos que &#8220;soam&#8221; naturais. Neste epis&#243;dio, um estudo com italianos escrevendo em portugu&#234;s mostra que, em vez de recorrer ao espanhol, a base mais usada &#233; o italiano, a l&#237;ngua de origem.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://doi.org/10.25189/2675-4916.2025.v6.n5.id816&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Leia o Artigo&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://doi.org/10.25189/2675-4916.2025.v6.n5.id816"><span>Leia o Artigo</span></a></p><p></p>]]></content:encoded></item></channel></rss>