<script data-pm-proxy="intercept"></script><?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[Bafos & Desabafos]]></title><description><![CDATA[Histórias baseadas em fatos reais. E um pouco de ficção...]]></description><link>https://chyramirez.substack.com</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!rcT1!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7734e3a0-aa49-48c3-baa6-642ac266662b_1254x1254.png</url><title>Bafos &amp; Desabafos</title><link>https://chyramirez.substack.com</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Tue, 01 Sep 2026 13:23:37 GMT</lastBuildDate><atom:link href="/__u/chyramirez.substack.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Chy Ramirez]]></copyright><language><![CDATA[pt]]></language><webMaster><![CDATA[chyramirez@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[chyramirez@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Chy Ramirez]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Chy Ramirez]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[chyramirez@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[chyramirez@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Chy Ramirez]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Safra de Autoria 003: Seu cliente ideal já existe na sua história]]></title><description><![CDATA[Colheita exclusiva sobre branding autoral]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/safra-de-autoria-003-seu-cliente</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/safra-de-autoria-003-seu-cliente</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 16:10:07 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/11006b77-0bed-4981-81f6-0d349916ce3f_736x946.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p><span>Ol&#225;, Sommeliers!</span></p><p><span>Na Safra de hoje, temos uma colheita muito especial sobre </span><strong><span>como encontrar seu cliente ideal sem inventar personagem nenhum</span></strong><span>.</span></p><h2><span>Nesta colheita, voc&#234; vai encontrar:</span></h2><p><span>&#127815; </span><strong><span>Um brinde antes de come&#231;ar</span></strong><span> &#8212; o problema da persona imagin&#225;ria</span></p><p><span>&#127863; </span><strong><span>O terroir do seu p&#250;blico</span></strong><span> &#8212; por que sua persona &#233; voc&#234; no passado</span></p><p><span>&#127916; </span><strong><span>Degusta&#231;&#227;o visual</span></strong><span> &#8212; um filme sobre revisitar quem voc&#234; j&#225; foi</span></p><p><span>&#129346; </span><strong><span>A prova final</span></strong><span> &#8212; o t&#250;nel do tempo: as perguntas que revelam seu cliente ideal </span><em><span>(exclusivo assinantes)</span></em></p><p><span>&#127863; </span><strong><span>Mais uma ta&#231;a, por favor</span></strong><span> &#8212; montando seu posicionamento a partir disso</span></p><p><span>&#129751; </span><strong><span>Um chorinho</span></strong><span> &#8212; como usar tudo isso na pr&#225;tica do dia a dia</span></p><h2><span>&#127815; Um brinde antes de come&#231;ar</span></h2><p><span>Voc&#234; j&#225; deve ter visto esse exerc&#237;cio em algum curso de marketing: crie sua persona. D&#234; um nome pra ela &#8212; vamos dizer, Maria. Carioca, 35 anos, casada, dois filhos, ama cachorro, escuta MPB, trabalha demais, se compara no Instagram, est&#225; frustrada com a vida.</span></p><p><span>Bonitinho no papel. Mas &#233; fic&#231;&#227;o. E fic&#231;&#227;o n&#227;o compra nada &#8212; n&#227;o sente dor de verdade, n&#227;o tem uma hist&#243;ria de verdade, n&#227;o vai se identificar com uma marca de verdade.</span></p><p><span>Enquanto voc&#234; est&#225; tentando adivinhar como &#233; a vida da Maria, existe uma pessoa cuja dor, rotina, medo e desejo voc&#234; j&#225; conhece com uma profundidade que nenhuma pesquisa de mercado chegaria perto de alcan&#231;ar.</span></p><p><span>Essa pessoa &#233; voc&#234;. Numa vers&#227;o mais antiga.</span></p><h2><span>&#127863; O terroir do seu p&#250;blico</span></h2><p><span>Esque&#231;a a persona inventada. Foque no nicho que voc&#234; vive </span><strong><span>hoje</span></strong><span> &#8212; e no que voc&#234; sentiu quando come&#231;ou nele.</span></p><p><span>A ideia &#233; simples de enunciar e poderosa na pr&#225;tica: seu cliente ideal n&#227;o &#233; uma inven&#231;&#227;o estat&#237;stica, &#233; </span><strong><span>voc&#234; antes de ter o que voc&#234; tem agora.</span></strong><span> As dores que voc&#234; j&#225; superou, as buscas que voc&#234; j&#225; fez sem sucesso, as solu&#231;&#245;es que voc&#234; teria adorado encontrar &#8212; tudo isso j&#225; est&#225; mapeado dentro de voc&#234;, s&#243; precisa ser puxado &#224; superf&#237;cie com as perguntas certas.</span></p><p><span>Existe um exerc&#237;cio pra isso &#8212; eu chamo de </span><strong><span>t&#250;nel do tempo</span></strong><span> &#8212; uma sequ&#234;ncia de perguntas que te leva de volta &#224; sua pr&#243;pria vida pessoal antes de voc&#234; saber o que sabe hoje. E o resultado desse mergulho n&#227;o &#233; s&#243; autoconhecimento: &#233; o mapa mais preciso que voc&#234; jamais teria pra saber exatamente quem confia em voc&#234;, o que essa pessoa busca, e como ela quer ser tratada.</span></p><h2><span>&#127916; Degusta&#231;&#227;o visual</span></h2><p><span>Assista (ou reassista) </span><strong><span>&#8220;Divertida Mente&#8221;</span></strong><span> (</span><em><span>Inside Out</span></em><span>, da Pixar). O filme mostra como algumas mem&#243;rias centrais &#8212; momentos espec&#237;ficos, carregados de emo&#231;&#227;o &#8212; se tornam as &#8220;ilhas de personalidade&#8221; que sustentam quem a Riley &#233;. Quando essas mem&#243;rias s&#227;o esquecidas ou negligenciadas, a pr&#243;pria identidade da menina come&#231;a a desmoronar.</span></p><p><span>&#201; exatamente essa a l&#243;gica do t&#250;nel do tempo: voc&#234; n&#227;o precisa inventar quem &#233; seu p&#250;blico. Precisa voltar &#224;s suas pr&#243;prias mem&#243;rias centrais &#8212; os momentos de dor, busca e virada &#8212; porque s&#227;o elas que sustentam, com uma precis&#227;o que nenhuma persona fict&#237;cia teria, quem &#233; a pessoa que mais se beneficia do que voc&#234; oferece hoje.</span></p><h2><span>&#129346; A prova final: o t&#250;nel do tempo</span></h2><p><span>Volte para a &#233;poca em que voc&#234; estava come&#231;ando no seu nicho atual &#8212; antes de ter a clareza, a t&#233;cnica ou a transforma&#231;&#227;o que voc&#234; vende hoje. E responda com honestidade:</span></p><p><strong><span>1. Quais eram minhas maiores dores e desafios quando comecei?</span></strong><span> Se voc&#234; vende uma transforma&#231;&#227;o, pense nos problemas que ningu&#233;m parecia conseguir resolver naquela &#233;poca. Descreva n&#227;o s&#243; o problema, mas como voc&#234; se sentia em rela&#231;&#227;o a ele.</span></p><p><strong><span>2. O que eu mais desejava ou buscava, mas n&#227;o encontrava facilmente?</span></strong><span> Reflita sobre o que voc&#234; ansiava e como tentava alcan&#231;ar isso sem sucesso &#8212; inclusive quanto dinheiro ou tempo voc&#234; j&#225; colocou fora tentando resolver isso sozinha.</span></p><p><strong><span>3. Que solu&#231;&#245;es ou ferramentas eu teria adorado ter acesso naqueles dias?</span></strong><span> Imagine o que teria feito diferen&#231;a real na sua realidade daquele momento. O que voc&#234; precisava ter recebido ou acessado, e ningu&#233;m te ofereceu?</span></p><p><strong><span>4. Quem eu confiava para me ajudar a resolver esses problemas?</span></strong><span> Pense nas pessoas ou marcas que voc&#234; procurava e com quem se identificava &#8212; e por qu&#234;. O que elas tinham que te fazia confiar?</span></p><p><strong><span>5. Como eu gostaria de ter sido tratada ou ouvida naqueles momentos?</span></strong><span> Pense em como voc&#234; desejava ser compreendida &#8212; de forma mais emp&#225;tica, mais personalizada, mais r&#225;pida, mais pr&#243;xima?</span></p><p><span>Depois de responder, aprofunde com esses seis pontos, sempre olhando pra essa vers&#227;o mais antiga de voc&#234;:</span></p><ul><li><p><strong><span>Adjetivo principal</span></strong><span> &#8212; qual palavra voc&#234; usaria pra se descrever naquela &#233;poca? E qual palavra as outras pessoas usariam?</span></p></li><li><p><strong><span>Recursos</span></strong><span> &#8212; voc&#234; j&#225; era experiente no assunto ou totalmente iniciante? J&#225; pesquisava a solu&#231;&#227;o ou nem sabia que ela existia?</span></p></li><li><p><strong><span>Emo&#231;&#245;es</span></strong><span> &#8212; como era sua rotina pessoal? Que desafios emocionais atrapalhavam seu dia a dia?</span></p></li><li><p><strong><span>Objetivos</span></strong><span> &#8212; o que voc&#234; buscava, sonhava, ou desejava alcan&#231;ar naquele momento &#8212; e por qu&#234; precisava disso?</span></p></li><li><p><strong><span>Cen&#225;rio</span></strong><span> &#8212; como voc&#234; se sentiu quando finalmente encontrou a solu&#231;&#227;o ou pessoa certa? O que confirmou que era aquilo mesmo?</span></p></li><li><p><strong><span>Mudan&#231;a</span></strong><span> &#8212; de que forma isso transformou sua vida pessoal? E profissionalmente?</span></p></li></ul><p><span>Essa vers&#227;o do passado &#8212; sem achismo, sem imagina&#231;&#227;o &#8212; </span><strong><span>&#233; a sua persona real.</span></strong><span> E a partir dela, seu p&#250;blico-alvo se torna simples de definir: s&#227;o as pessoas que precisam hoje do que voc&#234; precisava ontem.</span></p><h2><span>&#127863; Mais uma ta&#231;a, por favor: montando seu posicionamento a partir disso</span></h2><p><span>Com o mapa do t&#250;nel do tempo em m&#227;os, a pergunta natural &#233;: como comunico tudo isso? A resposta tem uma &#250;nica f&#243;rmula, e ela n&#227;o &#233; sobre t&#233;cnica &#8212; &#233; sobre repeti&#231;&#227;o:</span></p><p><strong><span>Imagem que voc&#234; deseja tornar p&#250;blica + repeti&#231;&#227;o + const&#226;ncia = conex&#227;o que gera venda.</span></strong></p><p><span>Quanto mais voc&#234; fala sobre o destino pra onde est&#225; indo, mais pessoas v&#227;o querer seguir essa jornada com voc&#234;. Quanto mais voc&#234; fala dos seus valores, mais vai atrair quem compartilha desses mesmos valores. As pessoas gostam de estar onde se sentem vistas e confort&#225;veis com quem s&#227;o &#8212; e &#233; isso que o seu posicionamento precisa entregar, edi&#231;&#227;o ap&#243;s edi&#231;&#227;o, post ap&#243;s post, sem cansar de repetir.</span></p><h2><span>&#129751; Um chorinho: como usar tudo isso na pr&#225;tica</span></h2><p><span>Cada resposta do t&#250;nel do tempo vira mat&#233;ria-prima de conte&#250;do. Uma dor que voc&#234; identificou pode virar um storytelling; uma busca sem sucesso pode virar uma curiosidade (&#8221;o erro que quase todo mundo comete quando busca X&#8221;); uma mudan&#231;a de vida pode virar prova social da sua pr&#243;pria jornada. A diferen&#231;a entre um conte&#250;do gen&#233;rico e um que gera vendas de verdade n&#227;o est&#225; na t&#233;cnica de copywriting &#8212; est&#225; em quanto da sua pr&#243;pria hist&#243;ria pessoal, mapeada aqui, voc&#234; tem coragem de colocar dentro dele.</span></p><h2><span>&#127870; Sobre as pr&#243;ximas safras</span></h2><p><span>Vai ter muito conte&#250;do gratuito de mentoria para voc&#234; aplicar no seu neg&#243;cio e se diferenciar neste mundo de IA.</span></p><p><span>Se voc&#234; n&#227;o quer perder nenhuma edi&#231;&#227;o, </span><strong><span>inscreva-se gratuitamente e fa&#231;a parte do vinhedo</span></strong><span> &#8212; &#233; de gra&#231;a, e garante que voc&#234; receba todo m&#234;s os Bafos &amp; Desabafos da vida e o aviso de cada nova Safra.</span></p><p><span>Tim-tim, </span><strong><span>Chy</span></strong></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Safra de Autoria 002: As 10 histórias que só você pode contar]]></title><description><![CDATA[Colheita exclusiva sobre branding autoral]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/safra-de-autoria-002-as-10-historias</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/safra-de-autoria-002-as-10-historias</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 16:00:21 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/13cc0a8d-694e-48f7-91b6-a26b9b2343e9_1200x630.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p><span>Ol&#225;, Sommeliers!</span></p><p><span>Na Safra de hoje, temos uma colheita muito especial sobre </span><strong><span>narrativas pessoais que geram autoridade</span></strong><span>, e por que a maioria das hist&#243;rias que voc&#234; v&#234; por a&#237; parecem exatamente iguais.</span></p><h2><span>Nesta colheita, voc&#234; vai encontrar:</span></h2><p><span>&#127815; </span><strong><span>Um brinde antes de come&#231;ar</span></strong><span> &#8212; o problema da &#8220;Alice gen&#233;rica&#8221;</span></p><p><span>&#127863; </span><strong><span>O terroir da autenticidade</span></strong><span> &#8212; os 10 tipos de hist&#243;ria que s&#243; voc&#234; pode contar</span></p><p><span>&#127916; </span><strong><span>Degusta&#231;&#227;o visual</span></strong><span> &#8212; um filme sobre escolher qual hist&#243;ria contar</span></p><p><span>&#129346; </span><strong><span>A prova final</span></strong><span> &#8212; como aplicar cada um dos 10 tipos, com exemplos </span><em><span>(exclusivo assinantes)</span></em></p><p><span>&#127863; </span><strong><span>Mais uma ta&#231;a, por favor</span></strong><span> &#8212; o formato pra escrever sua primeira narrativa</span></p><p><span>&#129751; </span><strong><span>Um chorinho</span></strong><span> &#8212; o que fazer com essas hist&#243;rias depois de escritas</span></p><h2><span>&#127815; Um brinde antes de come&#231;ar</span></h2><p><span>Outro dia fiz um teste. Pedi para uma IA criar a &#8220;hist&#243;ria de marca&#8221; de uma empreendedora fict&#237;cia &#8212; vou chamar de Alice. Veja o que saiu:</span></p><p><em><span>&#8220;Conhe&#231;a a Alice, uma mulher incr&#237;vel que est&#225; transformando vidas atrav&#233;s do seu curso online de mentalidade e empreendedorismo. Alice &#233; apaixonada por ajudar pessoas a alcan&#231;arem seu potencial m&#225;ximo. Mas nem sempre foi f&#225;cil &#8212; ela come&#231;ou trabalhando numa empresa, presa na rotina CLT. Decidida a buscar sua realiza&#231;&#227;o, tomou coragem e decidiu empreender. A jornada n&#227;o foi f&#225;cil, mas Alice n&#227;o desistiu... Nunca subestime o poder da mentalidade! Se a Alice conseguiu, voc&#234; tamb&#233;m pode!&#8221;</span></em></p><p><span>Bonito, n&#227;o &#233;? Fluido, motivacional, redondinho. E tamb&#233;m: completamente vazio.</span></p><p><span>Voc&#234; consegue imaginar o rosto da Alice? A voz dela? Um cheiro, um lugar, uma data? N&#227;o. Porque falta exatamente uma coisa nessa hist&#243;ria.</span></p><p><strong><span>Falta voc&#234;.</span></strong></p><p><span>&#201; isso que quero destrinchar com voc&#234; nessa Safra: quais s&#227;o os tipos de hist&#243;ria que, quando contadas por voc&#234; e s&#243; por voc&#234;, transformam um texto gen&#233;rico em algo que ningu&#233;m mais no mundo poderia ter escrito.</span></p><h2><span>&#127863; O terroir da autenticidade</span></h2><p><span>Percep&#231;&#227;o de valor n&#227;o &#233; tang&#237;vel, &#233; sentida. E antes de contar qualquer hist&#243;ria, existe uma pergunta que poucas pessoas param pra fazer: </span><strong><span>seu p&#250;blico &#233; voc&#234; em qual per&#237;odo da sua vida?</span></strong><span> Pensa na transforma&#231;&#227;o que voc&#234; vende hoje, como voc&#234; era antes dela acontecer? &#201; a&#237; que mora o material bruto da sua marca.</span></p><p><span>Existem 10 tipos de hist&#243;ria que carregam esse &#8220;terroir&#8221; pessoal &#8212; cada uma puxando um fio diferente da sua trajet&#243;ria, mas todas com o mesmo efeito: gerar verdade, credibilidade e autoridade de um jeito que nenhuma IA, nenhum concorrente e nenhuma f&#243;rmula pronta consegue copiar.</span></p><p><span>Aqui est&#225; a lista completa:</span></p><ol><li><p><strong><span>Hist&#243;ria de inf&#226;ncia</span></strong><span> &#8212; quem voc&#234; era antes do mundo te ensinar a ter medo</span></p></li><li><p><strong><span>Hist&#243;ria de relacionamento</span></strong><span> &#8212; o que sua vida pessoal ensina sobre conex&#227;o</span></p></li><li><p><strong><span>Perrengues e desafios</span></strong><span> &#8212; o que voc&#234; superou e como isso te preparou</span></p></li><li><p><strong><span>Primeiros clientes</span></strong><span> &#8212; o in&#237;cio real, sem filtro, do seu trabalho</span></p></li><li><p><strong><span>Hist&#243;rias de outras pessoas</span></strong><span> &#8212; usar a jornada de algu&#233;m para ensinar algo seu</span></p></li><li><p><strong><span>Pauta quente do seu nicho</span></strong><span> &#8212; se posicionar sobre o que est&#225; em alta</span></p></li><li><p><strong><span>A origem</span></strong><span> &#8212; por que voc&#234; n&#227;o segue f&#243;rmulas de outra pessoa</span></p></li><li><p><strong><span>Rotinas</span></strong><span> &#8212; os pequenos rituais que sustentam quem voc&#234; &#233;</span></p></li><li><p><strong><span>Pesquisas</span></strong><span> &#8212; dados que validam o que voc&#234; j&#225; sente na pr&#225;tica</span></p></li><li><p><strong><span>Mentalidade</span></strong><span> &#8212; o padr&#227;o de pensamento que voc&#234; j&#225; rompeu</span></p></li></ol><p><span>Cada um desses tipos puxa uma dor, uma virada ou uma cren&#231;a diferente &#8212; e juntos, formam um mapa completo de tudo que voc&#234; pode contar sobre si mesma sem nunca se repetir.</span></p><h2><span>&#127916; Degusta&#231;&#227;o visual</span></h2><p><span>Assista (ou reassista) </span><strong><span>&#8220;As Aventuras de Pi&#8221;</span></strong><span> (</span><em><span>Life of Pi</span></em><span>, de Ang Lee). No fim do filme, Pi conta duas vers&#245;es completamente diferentes da mesma trag&#233;dia &#8212; uma fant&#225;stica, cheia de simbolismo, e outra crua, dura, realista. E ent&#227;o ele pergunta ao investigador: </span><em><span>qual das duas voc&#234; prefere?</span></em></p><p><span>&#201; a met&#225;fora perfeita pro que estamos falando aqui. Os fatos da sua vida s&#227;o s&#243; mat&#233;ria-prima &#8212; a hist&#243;ria que voc&#234; escolhe contar sobre eles &#233; que constr&#243;i quem voc&#234; &#233; aos olhos de quem te ouve. Pi n&#227;o mente sobre o que aconteceu. Ele escolhe qual verdade contar. Essa &#233; exatamente a liberdade (e a responsabilidade) que voc&#234; tem com as suas pr&#243;prias hist&#243;rias.</span></p><p><strong><span>A partir daqui, a colheita fica reservada para assinantes</span></strong><span> &#8212; porque &#233; exatamente aqui que mora o trabalho de verdade: n&#227;o s&#243; saber quais s&#227;o os 10 tipos, mas </span><em><span>como</span></em><span> transformar cada um deles numa narrativa que vende sem parecer que est&#225; vendendo.</span></p><h2><span>&#129346; A prova final: como aplicar cada um dos 10 tipos</span></h2><p><strong><span>1. Hist&#243;ria de inf&#226;ncia</span></strong><span> A pergunta que abre essa porta: </span><em><span>quando crian&#231;a, o que voc&#234; sonhava ser?</span></em><span> N&#227;o busque s&#243; o sonho em si &#8212; busque o que voc&#234; j&#225; era antes de aprender a ter medo do julgamento. Uma boa hist&#243;ria de inf&#226;ncia sempre tem duas partes: quem voc&#234; era livremente, e o momento em que essa liberdade foi silenciada. &#201; esse contraste que gera identifica&#231;&#227;o.</span></p><p><strong><span>2. Hist&#243;ria de relacionamento</span></strong><span> N&#227;o precisa ser sobre romance necessariamente &#8212; mas se for, use com cuidado e verdade. O objetivo aqui n&#227;o &#233; expor a vida pessoal, &#233; usar um momento real de conex&#227;o (ou desconex&#227;o) pra ensinar algo sobre como voc&#234; enxerga v&#237;nculos, aten&#231;&#227;o ao outro, ou a import&#226;ncia de &#8220;ler&#8221; quem est&#225; na sua frente &#8212; seja parceiro, seja cliente.</span></p><p><strong><span>3. Perrengues e desafios</span></strong><span> Toda supera&#231;&#227;o tem duas vers&#245;es poss&#237;veis de ser contada: a que s&#243; mostra a bagagem (&#8221;olha o que eu passei&#8221;) e a que mostra o caminho (&#8221;foi assim que eu sa&#237; disso &#8212; e posso te ajudar a sair tamb&#233;m&#8221;). Escolha a segunda quando o objetivo for vender; a primeira quando o objetivo for s&#243; gerar autoridade.</span></p><p><strong><span>4. Primeiros clientes</span></strong><span> Conte como foi fechar seu primeiro contrato de verdade &#8212; o nervosismo, a inseguran&#231;a, o que voc&#234; n&#227;o sabia ainda. Esse tipo de hist&#243;ria eleva a r&#233;gua de quem se identifica com voc&#234; hoje: pessoas no come&#231;o da pr&#243;pria jornada se veem em voc&#234;, e pessoas mais avan&#231;adas admiram a trajet&#243;ria.</span></p><p><strong><span>5. Hist&#243;rias de outras pessoas</span></strong><span> Aqui mora uma armadilha: contar a hist&#243;ria de algu&#233;m (real ou como estudo de caso) sem pitada de emo&#231;&#227;o real vira propaganda gen&#233;rica &#8212; exatamente como a Alice do in&#237;cio desta carta. A diferen&#231;a entre inspirador e vazio est&#225; nos detalhes sensoriais e na sua pr&#243;pria voz guiando a narrativa, n&#227;o s&#243; nos fatos da trajet&#243;ria do outro.</span></p><p><strong><span>6. Pauta quente do seu nicho</span></strong><span> S&#243; funciona se fizer sentido pro seu p&#250;blico e for dito na linguagem dele. N&#227;o adianta comentar uma novidade que sua audi&#234;ncia nem acompanha. Pergunte sempre: como essa novidade impacta o meu trabalho, ou o trabalho de quem me acompanha?</span></p><p><strong><span>7. A origem</span></strong><span> Esse tipo de hist&#243;ria nasce de uma provoca&#231;&#227;o: por que voc&#234; n&#227;o segue as f&#243;rmulas prontas que todo mundo est&#225; vendendo? Onde est&#225; o &#8220;use esse prompt&#8221; e o &#8220;copia e cola&#8221; te fazendo perder justamente o &#250;nico ativo que ningu&#233;m pode copiar de voc&#234;?</span></p><p><strong><span>8. Rotinas</span></strong><span> Pelo menos uma vez por m&#234;s, conte o porqu&#234; por tr&#225;s de um h&#225;bito seu &#8212; o caf&#233; da manh&#227;, o sil&#234;ncio antes de trabalhar, o exerc&#237;cio f&#237;sico. Rotina sem prop&#243;sito contado vira s&#243; est&#233;tica. Rotina com prop&#243;sito contado vira identidade de marca.</span></p><p><strong><span>9. Pesquisas</span></strong><span> Dados validam o que voc&#234; j&#225; sente na pr&#225;tica. O neuromarketing, por exemplo, mostra que as decis&#245;es de compra s&#227;o muito mais guiadas por emo&#231;&#227;o do que por l&#243;gica ou pre&#231;o &#8212; e que emo&#231;&#245;es positivas (alegria, entusiasmo) pesam ainda mais na decis&#227;o do que emo&#231;&#245;es negativas. Trazer esse tipo de dado d&#225; lastro cient&#237;fico ao que voc&#234; j&#225; defende de forma intuitiva.</span></p><p><strong><span>10. Mentalidade</span></strong><span> Fale sobre um padr&#227;o de pensamento que voc&#234; j&#225; rompeu &#8212; a procrastina&#231;&#227;o, a autossabotagem, o medo de come&#231;ar. Mostre que voc&#234; j&#225; foi essa pessoa, e o que mudou quando voc&#234; teve direcionamento. Esse tipo de hist&#243;ria &#233; ouro para quem se sente travado exatamente onde voc&#234; j&#225; esteve.</span></p><h2><span>&#127863; Mais uma ta&#231;a, por favor: o formato pra escrever sua primeira narrativa</span></h2><p><span>Escolha </span><strong><span>um</span></strong><span> dos 10 tipos acima &#8212; n&#227;o tente usar todos de uma vez &#8212; e escreva sua primeira narrativa emocional seguindo essa estrutura:</span></p><ol><li><p><strong><span>O gancho</span></strong><span> &#8212; uma frase ou pergunta que j&#225; entrega o clima da hist&#243;ria</span></p></li><li><p><strong><span>O contexto</span></strong><span> &#8212; onde, quando, quem voc&#234; era naquele momento</span></p></li><li><p><strong><span>O conflito</span></strong><span> &#8212; o que doeu, confundiu ou te travou</span></p></li><li><p><strong><span>A virada</span></strong><span> &#8212; o momento exato em que algo mudou</span></p></li><li><p><strong><span>O aprendizado</span></strong><span> &#8212; o que essa hist&#243;ria te ensinou sobre voc&#234; mesma</span></p></li><li><p><strong><span>A ponte</span></strong><span> &#8212; como isso se conecta com quem est&#225; te ouvindo hoje</span></p></li></ol><h2><span>&#129751; Um chorinho: o que fazer com essas hist&#243;rias depois de escritas</span></h2><p><span>Cada narrativa que voc&#234; escreve usando esses 10 tipos n&#227;o &#233; s&#243; um post &#8212; &#233; um tijolo da sua identidade de marca. Guarde cada uma num arquivo (pode ser o seu &#8220;Di&#225;rio de Autoria&#8221; ou uma pasta simples) e reaproveite: uma boa hist&#243;ria de inf&#226;ncia pode virar destaque no Instagram, abertura de um Reels, trecho de um e-mail de vendas ou at&#233; a primeira p&#225;gina de um material seu. A mesma dor, contada de &#226;ngulos diferentes, &#233; o que constr&#243;i repeti&#231;&#227;o &#8212; e repeti&#231;&#227;o, como j&#225; vimos, &#233; o que faz o c&#233;rebro do seu p&#250;blico aprender quem voc&#234; &#233;.</span></p><h2><span>&#127870; Sobre as pr&#243;ximas safras</span></h2><p><span>Teremos duas colheitas mensais da Safra de Autoria.</span></p><p><span>Assim como um bom vinho, nossa identidade n&#227;o amadurece da noite pro dia &#8212; ela vai se apurando com o tempo, safra ap&#243;s safra. E agora &#233; tempo de colheita.</span></p><p><span>Se voc&#234; n&#227;o quer perder nenhuma edi&#231;&#227;o, </span><strong><span>inscreva-se gratuitamente e fa&#231;a parte do vinhedo</span></strong><span> &#8212; &#233; de gra&#231;a, e garante que voc&#234; receba todo m&#234;s os Bafos &amp; Desabafos da vida e o aviso de cada nova Safra.</span></p><p><span>Tim-tim, </span><strong><span>Chy</span></strong></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Desabafo de quem sofreu um embargo de Deus na obra.]]></title><description><![CDATA[Eu estava falando sobre ambi&#231;&#227;o feminina e, de repente, me senti uma fraude.]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/desabafo-de-quem-sofreu-um-embargo</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/desabafo-de-quem-sofreu-um-embargo</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 18:04:54 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/03e54c85-4308-49e6-9887-98f73a091b1b_500x399.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Sentei o dedo no flow para te contar isso.</p><p>Eu acredito em ambi&#231;&#227;o. Por&#233;m, ainda enxergava ambi&#231;&#227;o apenas como independ&#234;ncia financeira. Eu n&#227;o conseguia ver que ambi&#231;&#227;o tamb&#233;m pode ser ter paz, ter uma rotina leve e mais tempo com a fam&#237;lia.</p><p>E que ambi&#231;&#227;o &#233; diferente para cada uma de n&#243;s.</p><p>Existia uma motiva&#231;&#227;o genu&#237;na por tr&#225;s de tudo. Por anos, eu vi mulheres sem independ&#234;ncia financeira e sem autonomia emocional sendo prisioneiras de rela&#231;&#245;es pessoais ou familiares. Vi como elas tinham se apagado, como n&#227;o enxergavam seu brilho e seu valor. Do&#237;a-me ver mulheres t&#227;o incr&#237;veis se sentindo invis&#237;veis.</p><p>Era como se eu quisesse salv&#225;-las de alguma forma.</p><p>De fato, a independ&#234;ncia financeira &#233; um fator importante para essa liberdade. Por&#233;m, mesmo com dinheiro, a autonomia come&#231;a dentro. A conta pode estar recheada de dinheiro, mas a autoestima est&#225; vazia.</p><p>Ent&#227;o, por que eu me sentia uma fraude?</p><p>Eu n&#227;o estava vivendo a realidade delas. Muito pelo contr&#225;rio.</p><p>Eu tive um relacionamento t&#243;xico aos 25 anos, com o pai da minha filha. Eu me matava de trabalhar, chorava por deix&#225;-la na creche com apenas tr&#234;s meses de vida e pagava todas as contas de casa enquanto ele se preocupava em manter o carro bonito, ter caixas de som, roupas de marca etc.</p><p>Eu me sentia sozinha, desamparada, cansada e triste. E ainda vivia o puerp&#233;rio.</p><p>Mas a verdade &#233; que, quando minha filha fez dois anos, eu sa&#237; de casa com ela no colo, algumas malas e esperan&#231;a.</p><p>At&#233; esse dia chegar, foram diversos dias de terror e medo. Depois daquele dia tamb&#233;m: uma persegui&#231;&#227;o doentia.</p><p>E a&#237;, quando minha filha tinha tr&#234;s anos, conheci o amor da minha vida, o homem que hoje tenho a sorte de chamar de marido.</p><p>Desde ent&#227;o, eu tive ambi&#231;&#227;o profissional, mas, principalmente, tive a ambi&#231;&#227;o de continuarmos vivendo uma vida cheia de amor e felicidade.</p><p>Eu j&#225; estive no lugar dessas mulheres que tentei salvar, mas n&#227;o estou mais nessa realidade h&#225; muitos anos.</p><p>Quando nossa vida toma outro caminho, nossa mensagem perde for&#231;a?</p><p>Ainda acredito que precisamos ter ambi&#231;&#227;o. E, depois que me aproximei mais de Deus, a minha ficou ainda mais clara. Quero me tornar cada vez mais uma pessoa melhor: por mim, pela minha fam&#237;lia, mas, principalmente, por Ele.</p><p>Eu desejava tantas coisas que agora nem fazem mais sentido.</p><p>Percebi que n&#227;o quero ter coisas para mostrar na internet e usar isso como desejo de venda. Quero uma vida rica em simplicidade, presen&#231;a, amor e fam&#237;lia.</p><p>Quase decidi colocar meu filho na escola em per&#237;odo integral para ter mais tempo para o trabalho. Para tentar salvar outras mulheres, acabei me perdendo de mim mesma.</p><p>Levei anos para conquistar esse turno em casa com os meus filhos. N&#227;o quero abrir m&#227;o dele por nada.</p><p>Ali&#225;s, neste momento, abri m&#227;o de muitos trabalhos para estar quase 100% focada na nossa fam&#237;lia. Sinto-me aben&#231;oada por ter um marido que me deixa tranquila para tomar essa decis&#227;o.</p><p>Por anos, eu disse que iria priorizar minha sa&#250;de. Mesmo assim, nunca baixava dos 100 kg, porque o trabalho acabava sendo minha prioridade.</p><p>Em maio deste ano, decidi desativar meu Instagram profissional. Foi a melhor decis&#227;o que tomei nos &#250;ltimos tempos.</p><p>Eliminando os ru&#237;dos externos, pude voltar a me ouvir. Ao me ouvir, entendi que, se eu n&#227;o priorizasse de verdade a minha sa&#250;de, meu corpo faria dela uma prioridade por meio de algo mais s&#233;rio.</p><p>Nesse tempo, tamb&#233;m percebi a diferen&#231;a que a minha presen&#231;a faz na educa&#231;&#227;o dos meus filhos. S&#243; eu posso ensinar sobre valores, amor, autoestima e autoconfian&#231;a.</p><p>Escola nenhuma formar&#225; car&#225;ter.</p><p>A gente quer tanto servir ao pr&#243;ximo que acaba servindo menos &#224; nossa pr&#243;pria fam&#237;lia.</p><p>Eu pausei tudo.</p><p>Pausei a nova empresa, pausei alguns atendimentos da terapia, pausei muitos novos projetos, pausei amizades, pausei cobran&#231;as, compara&#231;&#245;es e expectativas.</p><p>Sei que nem todo mundo pode fazer essa pausa. Existem formas de pausar mesmo no meio do caos, mas entendi que eu poderia me permitir isso.</p><p>E foi t&#227;o dif&#237;cil assumir que eu precisava dessa pausa &#8212; e que eu tinha um marido para me apoiar nessa decis&#227;o.</p><p>A gente n&#227;o se permite tanta coisa...</p><p>N&#243;s, mulheres, temos uma cren&#231;a enraizada de que precisamos dar conta de tudo e de todos, como se a vida fosse uma maratona e tivesse um trof&#233;u no final.</p><p>Eu tinha uma dor invis&#237;vel nesse medo de pausar. N&#227;o queria ser vista como a &#8220;dona de casa&#8221;, como se isso diminu&#237;sse quem eu sou.</p><p>Eu cresci com uma m&#227;e forte e bem-sucedida. Era como se eu estivesse traindo-a, mesmo sem ela me exigir nada.</p><p>Afinal, os pais s&#243; querem nos ver felizes.</p><p>Mas como algu&#233;m com tantas forma&#231;&#245;es, tantos diplomas, tantos cursos e tanta bagagem decide pausar por um tempo a sua vida profissional?</p><p>Algu&#233;m que entendeu o que realmente importa para si mesma, independentemente do que o mundo dita ser o certo.</p><p>De nada adianta eu chegar ao fim da vida cheia de bens se eu n&#227;o estiver mais parecida com Cristo.</p><p>Os bens n&#227;o seguir&#227;o comigo, mas o que habita o meu cora&#231;&#227;o, sim.</p><p>Mas n&#227;o se engane: eu ainda tenho muita ambi&#231;&#227;o.</p><p>A casa no mato que eu sonho n&#227;o custa barato. A rotina que eu desejo viver ter&#225; um custo. E, mesmo assim, eu j&#225; a visualizo como uma realidade um dia.</p><p>Por&#233;m, nada disso estar&#225; acima de quem eu desejo me tornar ou de quem eu desejo ser para as pessoas que amo.</p><p>Por um tempo, tive medo de mudar. Medo de as pessoas acharem que eu era inconstante, que mudava de opini&#227;o muitas vezes.</p><p>Como se a vida fosse escrita em pedra.</p><p>At&#233; que ouvi uma hist&#243;ria que me fez enxergar:</p><p>A gente pode passar por uma mesma obra todos os dias. No come&#231;o, vemos muitas mudan&#231;as, mas, de repente, a obra parece estagnar. Todo dia parece estar no mesmo lugar. Nunca fica pronta.</p><p>A gente come&#231;a a questionar o que ser&#225; que pode ter acontecido e at&#233; a pensar coisas ruins.</p><p>&#201; nesse momento que a parte interna est&#225; sendo constru&#237;da.</p><p>A fia&#231;&#227;o, os canos, os acabamentos...</p><p>A gente n&#227;o consegue ver, mas a obra segue a todo vapor.</p><p>Somos essa obra de Deus.</p><p>De fora, pode ser que as pessoas n&#227;o percebam nossa evolu&#231;&#227;o, ou pensem que estamos estagnadas ou at&#233; mesmo inconstantes. Mas &#233; porque estamos trabalhando na parte interna.</p><p>De fora, ningu&#233;m v&#234;.</p><p>Mas Deus v&#234;.</p><p>Ele conhece nosso cora&#231;&#227;o e tudo o que estamos transformando em nossas vidas.</p><p>S&#227;o esses acabamentos que tornam o lar mais bonito. Afinal, quando a obra est&#225; pronta, a gente passa mais tempo contemplando o interior da nossa casa do que admirando a fachada do pr&#233;dio.</p><p>Estou nessa fase da obra.</p><p>J&#225; constru&#237; tanto do lado de fora. Ainda posso construir mais depois, mas a parte interna precisava ser decorada, porque eu moro dentro dela.</p><p>Nesta pausa, tenho me sentido uma m&#227;e melhor, uma esposa melhor e at&#233; uma dona de casa melhor &#8212; o que, confesso, nunca foi o meu forte.</p><p>Tenho criado tantas coisas legais tamb&#233;m, que ir&#227;o nascer no tempo certo. N&#227;o agora.</p><p>Sem ansiedade. De forma leve. Com funda&#231;&#227;o, clareza e prop&#243;sito.</p><p>Nunca mais senti culpa por nada.</p><p>S&#243; quem &#233; mulher tamb&#233;m sabe como nascemos com uma culpa enraizada na alma. Se &#233; m&#227;e, ent&#227;o, essa culpa se multiplica.</p><p>Estou emagrecendo aos poucos, com sa&#250;de, sem desespero e do jeito certo &#8212; de um jeito que se perpetue depois.</p><p>Sinto-me mais leve no corpo e na alma.</p><p>Percebi que tenho sorrido mais, me estressado menos, estou com mais paci&#234;ncia e mais alegre.</p><p>Eu n&#227;o posso te dar cinco passos em um Reels sobre como voc&#234; tamb&#233;m pode se sentir assim.</p><p>Por isso, decidi manter meu Instagram como pessoal.</p><p>Vou compartilhar apenas a poesia de uma rotina simples e feliz.</p><p>Sem press&#227;o. Sem chamada para a&#231;&#227;o.</p><p>Apenas um ref&#250;gio digital do seu caos.</p><p>Talvez a terapeuta ainda esteja nas legendas. N&#227;o trazendo respostas, mas trazendo reflex&#245;es, porque as perguntas certas importam mais do que respostas prontas.</p><p>E, se voc&#234; tamb&#233;m quer trabalhar na parte interna da obra, continua por aqui.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/chyramirez.substack.com/subscribe"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>Quem sabe voc&#234; tamb&#233;m encontra o seu caminho?</p><p>Tr&#234;s beijinhos,</p><p>Chy</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Bafo: Quase virei comida de Águia. ]]></title><description><![CDATA[Baseado em fatos reais]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/bafo-quase-virei-comida-de-aguia</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/bafo-quase-virei-comida-de-aguia</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 20:04:37 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!NlJy!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fead19dfb-d45d-474b-8157-b51b62dc6c5a_1200x2141.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Uma &#225;guia se grudou no meu cabelo.</p><p>Mas o pior veio depois.</p><p>Eu tinha quatorze anos, uns quarenta quilos de puro osso, cabelo natural daquela cor indefinida que a gen&#233;tica &#224;s vezes resolve inventar, tipo &#8220;burro quando foge&#8221;. Era recreio. Daqueles recreios barulhentos, cheiro de salgadinho de pacote misturado com suor de educa&#231;&#227;o f&#237;sica, Sol batendo forte no vidro das janelas </p><p>E foi nesse cen&#225;rio banal, sem nenhum aviso de que a vida estava prestes a virar anedota, que uma &#225;guia fugiu do zool&#243;gico da cidade.</p><p>Ela sobrevoou o bairro inteiro, cansada, faminta, e decidiu descer bem ali, no topo da minha escola. Ca&#231;ando.</p><p>De todas as crian&#231;as naquele p&#225;tio, de todos os corpos gritando e correndo atr&#225;s de bola, ela me escolheu. Aos olhos dela, imagino, eu devia parecer um bicho pequeno e suculento tentando se camuflar no meio da multid&#227;o. Um fil&#233; mignon disfar&#231;ado de aluna do oitavo ano.</p><p>Veio num voo rasante. Silencioso, daqueles que s&#243; se percebe quando j&#225; &#233; tarde demais. Grudou no meu cabelo, cravou as garras direto na minha testa, e me ergueu uns cinquenta cent&#237;metros do ch&#227;o com uma for&#231;a bruta de quem realmente achava que tinha fisgado o almo&#231;o. Eu, pendurada pelo pr&#243;prio couro cabeludo, sentindo o bicho bater as asas contra a minha cabe&#231;a, enquanto o p&#225;tio inteiro parava pra assistir a cena mais bizarra que aquela escola cat&#243;lica j&#225; tinha visto.</p><p>Os bombeiros vieram. Conseguiram fazer ela me soltar.</p><p>E foi a&#237;, exatamente a&#237;, que come&#231;ou a parte que mais me marcou naquele dia. N&#227;o a &#225;guia, nem as garras, nem o susto.</p><p>Eu fui vista.</p><p>Todo mundo viu. A escola inteira comentou, riu, repetiu a hist&#243;ria feito lenda urbana nos dias seguintes. E eu, que passava a vida inteira treinando pra ser invis&#237;vel, que gaguejava se juntassem mais de cinco pessoas na mesma sala, me vi jogada, literalmente pelos ares, no centro exato daquilo que eu mais temia no mundo.</p><p>Fiquei uns dois meses indo pra escola de bon&#233;. A testa ficou marcada, uns arranh&#245;es teimosos que demoravam pra sarar, e o bon&#233; virou meu escudo particular contra os olhares, minha armadura de menina que tinha aprendido, cedo demais, que ser notada d&#243;i.</p><p>Porque o que ficou de verdade daquele dia n&#227;o foi o bicho. Foi a certeza, quase um lema gravado sem que eu percebesse, de que ser vista significava perigo. N&#227;o sei bem quando aprendi isso. Talvez seja algo que aprendemos sem querer, de forma intr&#237;nseca de uma &#233;poca em que discri&#231;&#227;o ainda era sin&#244;nimo de comportamento correto, em que aparecer demais, ocupar espa&#231;o demais, ter opini&#227;o demais, virava motivo de repreens&#227;o em algum canto da vida. N&#227;o foi um &#250;nico epis&#243;dio que me ensinou isso. Foi uma soma de pequenas coisas, um sistema inteiro sussurrando, desde cedo, que ser discreta &#233; papel de mulher direita.</p><p>Ent&#227;o cresci me escondendo. Faltando aula mesmo com boas notas, s&#243; pra n&#227;o precisar estar ali, exposta. Encolhendo a voz nas reuni&#245;es, encolhendo o corpo nas fotos, encolhendo os sonhos nas gavetas. Adiando projetos, adiando o &#8220;eu quero isso pra mim&#8221;, porque em algum lugar da minha cabe&#231;a ainda ecoava aquele dia na escola, com uma &#225;guia cravada na testa e o mundo inteiro olhando.</p><p>Demorei anos pra entender que a vida que eu sonhava n&#227;o cabia dentro do esconderijo que eu tinha constru&#237;do com tanto cuidado. Ter a vida que eu queria exigia exatamente aquilo que eu mais temia, ser vista, ser reconhecida, aceitar que tenho voz e que atrav&#233;s dela posso ajudar muitas pessoas. </p><p>Se voc&#234; tamb&#233;m anda se escondendo, se adia aparecer, se some antes mesmo de tentar, fica aqui um convite. Pergunta pra voc&#234; mesma por que esse medo existe. O que, exatamente, voc&#234; acha que vai acontecer se as pessoas te virem de verdade? Algu&#233;m vai te julgar? Vai te criticar? E se acontecer, isso te destr&#243;i ou s&#243; te incomoda por um tempo?</p><p>&#192;s vezes o perigo que a gente sente &#233; t&#227;o antigo que nem &#233; mais nosso. J&#225; n&#227;o faz sentido, s&#243; ficou guardado.</p><p>Vale a pena checar se ainda faz sentido se esconder.</p><p>Porque o pior esconderijo &#233; se esconder de si mesma e de tudo que pode conquistar quando se permitir ser vista. E ouvida. </p><p>Ser&#225; que algu&#233;m ainda lembra dessa hist&#243;ria ou ficou marcada apenas na minha mem&#243;ria? </p><p>E como n&#227;o resisto, meu lado terapeuta precisa te fazer refletir: </p><p>Quando voc&#234; se esconde, de quem voc&#234; se esconde de fato? </p><p>J&#225; assina para receber mais bafos &amp; desabafos e para n&#227;o perder a Safra de Curadoria. </p><p>Tr&#234;s beijinhos, </p><p>Chy </p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/subscribe?utm_source=email&r=&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscribe&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/chyramirez.substack.com/subscribe?utm_source=email&amp;r="><span>Subscribe</span></a></p><p></p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!NlJy!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fead19dfb-d45d-474b-8157-b51b62dc6c5a_1200x2141.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!NlJy!, /__u/chyramirez.substack.com/w_424, /__u/chyramirez.substack.com/c_limit, /__u/chyramirez.substack.com/f_webp, /__u/chyramirez.substack.com/q_auto:good, /__u/chyramirez.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fead19dfb-d45d-474b-8157-b51b62dc6c5a_1200x2141.jpeg 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!NlJy!, /__u/chyramirez.substack.com/w_848, /__u/chyramirez.substack.com/c_limit, /__u/chyramirez.substack.com/f_webp, /__u/chyramirez.substack.com/q_auto:good, 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src="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!NlJy!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fead19dfb-d45d-474b-8157-b51b62dc6c5a_1200x2141.jpeg" width="1200" height="2141" data-attrs="{&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/ead19dfb-d45d-474b-8157-b51b62dc6c5a_1200x2141.jpeg&quot;,&quot;srcNoWatermark&quot;:null,&quot;fullscreen&quot;:null,&quot;imageSize&quot;:&quot;normal&quot;,&quot;height&quot;:2141,&quot;width&quot;:1200,&quot;resizeWidth&quot;:null,&quot;bytes&quot;:0,&quot;alt&quot;:null,&quot;title&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;&quot;,&quot;href&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:true,&quot;topImage&quot;:false,&quot;internalRedirect&quot;:null,&quot;isProcessing&quot;:false,&quot;align&quot;:null,&quot;offset&quot;:false}" class="sizing-normal" alt="" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!NlJy!, /__u/chyramirez.substack.com/w_424, 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come&#231;ar</strong> &#8212; por que estou destilando esse conte&#250;do agora</p><p>&#127863; <strong>O terroir da sua marca</strong> &#8212; o que &#233; macro narrativa e por que toda marca aut&#234;ntica nasce de uma dor</p><p>&#127916; <strong>Degusta&#231;&#227;o visual</strong> &#8212; um filme que traduz isso em imagem para voc&#234; se inspirar</p><p>&#129346; <strong>A prova final</strong> &#8212; o passo a passo pr&#225;tico pra voc&#234; encontrar a sua</p><p>&#127863; <strong>Mais uma ta&#231;a, por favor</strong> &#8212; 10 prompts pra encontrar suas micro narrativas</p><p>&#129751; <strong>Um &#8220;chorinho&#8221;</strong> &#8212; como transformar tudo isso em produto</p><div><hr></div><h2>&#127815; Um brinde antes de come&#231;ar</h2><p>Por um bom tempo, ensinar branding autoral foi literalmente o que eu mais amava fazer. Eu tinha um curso chamado <strong>&#8220;A f&#243;rmula da sua marca&#8221;</strong>, onde eu ajudava mulheres empreendedoras a construir posicionamento a partir da pr&#243;pria hist&#243;ria.</p><p>Em cada mentoria, ouvir as hist&#243;rias, as dores por tr&#225;s de cada decis&#227;o e as travas que impediam cada uma delas de avan&#231;ar, me ativou um click. Todas as dificuldades vinham de um conflito emocional que precisava ser curado. Sem isso, todo conhecimento que elas adquiriam barrava em padr&#245;es emocionais.</p><p>Foi diante dessa percep&#231;&#227;o que meu trabalho mudou de endere&#231;o. Virei terapeuta, e minha entrega principal passou a ser o Protocolo &#194;mago &#8212; um formato de terapia breve que acessa a raiz emocional que causa todas as principais travas no seu posicionamento hoje. Mas o material que constru&#237; ao longo desses anos sobre narrativa, ess&#234;ncia e posicionamento continua essencial, ainda mais agora em mundo de IA onde se diferenciar nunca foi t&#227;o urgente. Por isso decidi abrir minha adega particular e te convidar para degustarmos juntas essa Safra.</p><p>A Safra de Autoria &#233; uma colheita quinzenal do que tenho de mais estruturado sobre construir uma marca que carrega a sua alma, num mundo que &#8212; cada dia mais &#8212; est&#225; cheio de gente (e de intelig&#234;ncia artificial) falando exatamente igual.</p><p>E &#233; sobre isso que quero conversar hoje: <strong>Como ser &#250;nica quando qualquer um pode gerar um texto bonito em tr&#234;s segundos?</strong></p><p><em><strong>Sirva-se:</strong></em></p><h2>&#127863; O terroir da sua marca: o que &#233; macro narrativa</h2><p>Todo vinho tem um terroir &#8212; o solo, o clima, a altitude que d&#227;o a ele um sabor que nenhuma outra vin&#237;cola do mundo consegue copiar, mesmo plantando a mesma uva. Sua marca tem o equivalente disso: &#233; a sua hist&#243;ria pessoal.</p><p>Nenhuma intelig&#234;ncia artificial viveu a sua vida. Ela n&#227;o sentiu as suas emo&#231;&#245;es, n&#227;o aprendeu com suas dificuldades. Mas ent&#227;o, como usar esse terroir &#250;nico na sua marca?</p><p>Todo prop&#243;sito nasce de uma dor. Tudo o que voc&#234; defende hoje, com convic&#231;&#227;o, nasceu de algo que um dia te feriu, te confundiu, te frustrou ou te acordou. Sua macro narrativa &#233; essa dor destilada em dire&#231;&#227;o, a frase que sintetiza o que voc&#234; defenderia mesmo sem querer, mesmo sem perceber.</p><p>&#201; por isso que a IA, sozinha, nunca vai conseguir imitar sua marca de verdade. Ela pode replicar seu tom de voz, sua paleta de cores, at&#233; seu jeito de escrever. O que ela n&#227;o tem &#233; uma dor real, vivida, que a fez acreditar em alguma coisa com o corpo inteiro. Como resume bem <strong>Donald Miller</strong>, criador do m&#233;todo StoryBrand: <em>&#8220;pessoas n&#227;o se conectam com produtos, se conectam com hist&#243;rias&#8221; </em>&#8212; e hist&#243;ria se vive.</p><p><strong>Simon Sinek</strong>, autor de <em>Comece pelo Porqu&#234;</em>, costuma dizer que <em>as pessoas n&#227;o compram o que voc&#234; faz &#8212; compram o porqu&#234; voc&#234; faz</em>. Sua macro narrativa &#233; exatamente esse &#8220;porqu&#234;&#8221; destilado numa frase s&#243;.</p><p>Alguns exemplos de como essa transforma&#231;&#227;o de dor em dire&#231;&#227;o acontece na pr&#225;tica:</p><ul><li><p><em>&#8220;Ningu&#233;m nunca me viu de verdade&#8221;</em> &#8594; macro narrativa: <strong>&#8220;Toda mulher merece ser vista.&#8221;</strong></p></li><li><p><em>&#8220;Sempre duvidei da minha capacidade&#8221;</em> &#8594; macro narrativa: <strong>&#8220;Sua hist&#243;ria &#233; sua autoridade.&#8221;</strong></p></li><li><p><em>&#8220;Sempre tive medo de dizer o que penso, ou nunca me deixaram falar&#8221;</em> &#8594; macro narrativa: <strong>&#8220;Vou recuperar minha voz e ajudar outras mulheres a recuperarem a delas.&#8221;</strong></p></li></ul><p>E eu acredito que <strong>&#8220;Ningu&#233;m pode vestir a sua hist&#243;ria.&#8221;</strong></p><p>Mas a macro narrativa sozinha n&#227;o sustenta uma marca &#8212; ela precisa ser refor&#231;ada por micro narrativas, que s&#227;o as pequenas hist&#243;rias reais do seu dia a dia que provam, na pr&#225;tica, aquilo que voc&#234; defende. A neuroci&#234;ncia nos mostra que o c&#233;rebro aprende por repeti&#231;&#227;o e emo&#231;&#227;o. Uma frase de prop&#243;sito bonita, sem hist&#243;rias que a sustentem, vira s&#243; um slogan vazio. Com hist&#243;rias reais por tr&#225;s, vira identidade.</p><h2>&#127916; Degusta&#231;&#227;o visual</h2><p>Quero que voc&#234; assista (ou reassista) o filme <strong>&#8220;Peixe Grande&#8221;</strong> (<em>Big Fish</em>, de Tim Burton). N&#227;o &#233; um filme sobre marketing, &#233; um filme sobre um homem que passou a vida inteira contando hist&#243;rias exageradas, quase mitol&#243;gicas, sobre si mesmo. E o filho, c&#233;tico, s&#243; entende o pai de verdade quando percebe que cada uma daquelas hist&#243;rias absurdas era uma micro narrativa carregando a mesma macro narrativa por tr&#225;s: a de um homem que se recusou a viver uma vida pequena.</p><p>&#201; uma aula visual perfeita sobre o que estamos falando aqui: como pequenas hist&#243;rias, contadas e recontadas, v&#227;o construindo &#8212; camada sobre camada, como um vinho envelhecendo em barril &#8212; uma identidade maior que qualquer uma delas sozinha.</p><h2>&#129346; A prova final: passo a passo pra encontrar a sua macro narrativa</h2><p>Aqui vai um exerc&#237;cio que eu entregava em mentoria. Respondendo com honestidade, ele quase sempre revela a raiz:</p><p><strong>1. Qual &#233; a dor que te acompanha h&#225; mais tempo?</strong> Pensa em algo presente desde a inf&#226;ncia, algo que voc&#234; sempre percebe nos outros tamb&#233;m, algo que voc&#234; tenta resolver, prevenir ou proteger.</p><p><strong>2. O que voc&#234; defende todos os dias, sem perceber?</strong> &#201; aquela frase que voc&#234; repete pra amigas, clientes, filhos, seguidoras &#8212; a frase que voc&#234; mesma precisou ouvir um dia.</p><p><strong>3. Se voc&#234; tivesse que ensinar uma coisa ao mundo antes de partir, o que seria?</strong> Essa resposta costuma revelar sua miss&#227;o mais profunda.</p><p><strong>4. O que voc&#234; nunca tolera ver acontecendo com outra pessoa?</strong> Humilha&#231;&#227;o, abandono emocional, falta de reconhecimento, compara&#231;&#227;o, medo de ocupar espa&#231;o &#8212; a rea&#231;&#227;o emocional mais forte revela seu eixo.</p><p>Pra sintetizar, complete com o cora&#231;&#227;o: <em>&#8220;Eu acredito profundamente que...&#8221;</em> &#8212; e depois reduza isso a uma frase s&#243;. Essa frase &#233; a sua macro narrativa.</p><h2>&#127863; Mais uma ta&#231;a, por favor: 10 prompts para encontrar micro narrativas</h2><ol><li><p>Uma mem&#243;ria de inf&#226;ncia que te ensinou algo sobre o que voc&#234; defende.</p></li><li><p>Algo que voc&#234; aprendeu com algu&#233;m pr&#243;ximo da sua fam&#237;lia.</p></li><li><p>Um momento de virada aos 20, 30, 40+ que mudou como voc&#234; se v&#234;.</p></li><li><p>Uma situa&#231;&#227;o em que voc&#234; se sentiu invis&#237;vel e o que isso te disse sobre voc&#234;.</p></li><li><p>O dia em que sua voz tremeu, mas voc&#234; falou mesmo assim.</p></li><li><p>Um fracasso que virou for&#231;a.</p></li><li><p>Um elogio que voc&#234; recebeu e nunca esqueceu (isso revela ess&#234;ncia).</p></li><li><p>Um momento em que voc&#234; se traiu para agradar algu&#233;m e o que prometeu a si mesma depois.</p></li><li><p>Uma decis&#227;o que te reposicionou na vida ou no trabalho.</p></li><li><p>Algo que voc&#234; gostaria que seus filhos (ou o mundo) soubessem sobre voc&#234;.</p></li></ol><p>Cada uma delas deve responder: <em>&#8220;Como essa hist&#243;ria refor&#231;a a minha macro narrativa?&#8221;</em></p><h2>&#129751; Um &#8220;chorinho&#8221;: agora voc&#234; pode criar um produto (ou mais) para transbordar sua mensagem no mundo</h2><p>Depois de descobrir sua macro narrativa e definir no m&#237;nimo 10 micro narrativas para refor&#231;ar sua mensagem, construa produtos que reforcem o mesmo eixo. Aqui v&#227;o 3 perguntas para criar produtos coerentes:</p><p><strong>Produto 1: O que minha macro narrativa resolve de imediato na vida da pessoa?</strong> Ex: &#8220;Sua hist&#243;ria &#233; sua autoridade.&#8221; Resolve: Posicionamento. Como posso entregar isso? &#8594; Curso curto, workshop, sess&#227;o &#250;nica, diagn&#243;stico, manual de marca. O que &#233; poss&#237;vel voc&#234; fazer no momento, com as condi&#231;&#245;es que voc&#234; tem? &#8594; Ex.: Eu criei a consultoria Autoria. Tr&#234;s encontros comigo para encontrar a macro narrativa da sua marca e as micro narrativas que voc&#234; constantemente precisa repetir na comunica&#231;&#227;o.</p><p><strong>Produto 2: O que minha macro narrativa expande a m&#233;dio prazo?</strong> Voc&#234; pode criar: &#8594; Mentoria, programa de 6 a 12 semanas, grupo de transforma&#231;&#227;o, sess&#245;es, etc. Algo que ir&#225; aprofundar a transforma&#231;&#227;o. &#8594; Ex.: Eu irei ofertar as sess&#245;es de terapia breve para ajudar a transformar esse conflito em for&#231;a, curando os traumas e cren&#231;as que impedem essa autoridade interna se tornar uma autoridade externa.</p><p><strong>Produto 3: O que minha macro narrativa eterniza?</strong> &#8594; Livro, di&#225;rio, planner, assinatura, comunidade, programa de fideliza&#231;&#227;o, etc. &#8594; Ex.: Eu criei o Livro Minhas Mem&#243;rias e o Di&#225;rio de Autoria para eternizar o autoconhecimento e criar um legado.</p><div><hr></div><h2>&#127870; Sobre as pr&#243;ximas safras</h2><p>A partir de agora, teremos <strong>duas colheitas mensais da Safra de Autoria</strong> &#8212; e a pr&#243;xima, assim como as seguintes, ser&#225; exclusiva para assinantes.</p><p>Assim como um bom vinho, nossa identidade n&#227;o amadurece da noite pro dia &#8212; ela vai se apurando com o tempo, safra ap&#243;s safra. E agora &#233; tempo de colheita.</p><p>Se voc&#234; n&#227;o quer perder nenhuma edi&#231;&#227;o, <strong>inscreva-se gratuitamente e fa&#231;a parte do vinhedo</strong> &#8212; &#233; de gra&#231;a, e garante que voc&#234; receba todo m&#234;s os Bafos &amp; Desabafos da vida e o aviso de cada nova Safra.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/chyramirez.substack.com/subscribe"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>Tim-tim, </p><p><strong>Chy</strong></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Ensinando meu filho a conhecer o coração de Jesus]]></title><description><![CDATA[(e aprendendo no caminho)]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/ensinando-meu-filho-a-conhecer-o</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/ensinando-meu-filho-a-conhecer-o</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 19:16:50 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/491d2f80-a665-41c5-9a36-6d1fbe6c9c4e_480x480.gif" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Ol&#225; autora, </p><p>Todas as noites, rezo com o Lucas antes de dormir. &#192;s vezes &#233; s&#243; eu e ele, outras vezes meu marido se junta e rezamos os tr&#234;s juntos, aquele ritual simples quando a casa j&#225; est&#225; silenciosa e s&#243; sobra a gente. </p><p>Meu filho estuda em uma escola cat&#243;lica, ent&#227;o l&#225; ele ouve falar de Jesus quase todos os dias. Mas eu sentia, l&#225; no fundo, que saber quem Jesus foi n&#227;o era suficiente. Ele precisava de mais do que isso. Ele precisava conhecer o cora&#231;&#227;o de Jesus.</p><p>Confesso que sei pouco sobre a b&#237;blia. Li ela inteira uma &#250;nica vez na vida e demorei muito pra terminar. Foi uma leitura dif&#237;cil, eu parava o tempo todo pra pesquisar, pra tentar entender o contexto, o significado por tr&#225;s de cada trecho. Jamais decorei prov&#233;rbios pra citar em conversas, e admiro de verdade quem consegue fazer isso com naturalidade. Mas neste ano resolvi voltar a estudar a b&#237;blia, e n&#227;o foi por acaso.</p><p>A gente vive uma guerra espiritual, e ultimamente tenho sentido o mal vencendo mais rodadas do que eu gostaria de admitir. Vejo pouca empatia, pouca compaix&#227;o, pouco amor circulando pelo mundo. Eu acredito na bondade das pessoas, sempre acreditei, mas andava perdida na minha f&#233;. Conheci gente ruim demais nos &#250;ltimos anos e isso come&#231;ou a corroer essa vontade de acreditar. Talvez tenha sido isso que deixou meus olhos cegos pro que realmente importa. <em><strong>Mas independente do que as pessoas fazem com a gente, a gente n&#227;o pode deixar que isso mude quem a gente &#233;.</strong></em></p><p>Foi nessa busca que voltei a pensar sobre o cora&#231;&#227;o de Jesus, e a&#237; caiu a ficha: <em>saber a hist&#243;ria de algu&#233;m n&#227;o &#233; a mesma coisa que conhecer essa pessoa de verdade.</em> Assim como tem gente que sabe detalhes da nossa vida e n&#227;o nos conhece em nada que importa. Foi a&#237; que tive uma ideia. Eu ia relembrar o cora&#231;&#227;o de Jesus ensinando meu filho.</p><p>Listei v&#225;rias hist&#243;rias da b&#237;blia, o bom samaritano, a cerim&#244;nia do lava-p&#233;s, a casa constru&#237;da sobre a rocha, a multiplica&#231;&#227;o dos p&#227;es, a par&#225;bola do filho pr&#243;digo, a hist&#243;ria de Zaqueu subindo na &#225;rvore pra ver Jesus passar. De forma did&#225;tica, em formato de literatura infantil curta, l&#250;dica e objetiva, escrevi cada uma dessas hist&#243;rias do meu jeito, numa linguagem que um menino de seis anos entende, atual, pr&#243;xima, que a gente consegue conversar depois sem soar distante ou enfadonha. No final de cada hist&#243;ria, fa&#231;o sempre tr&#234;s perguntas, e a gente para pra refletir junto.</p><p>Estou muito feliz, porque tenho percebido mudan&#231;as no Lucas e em mim tamb&#233;m. E nem falo s&#243; das hist&#243;rias em si, falo das perguntas, que estreitaram nosso relacionamento de um jeito que eu n&#227;o esperava. Conhe&#231;o mais o meu filho, criamos mem&#243;rias que v&#227;o durar pra sempre, e entendi uma coisa que parece &#243;bvia mas n&#227;o &#233;, de nada adianta dar ordens sobre o que &#233; certo se a gente n&#227;o &#233; exemplo daquilo que ensina. De nada adianta contar quem foi Jesus se a gente n&#227;o mostra como ele age na nossa pr&#243;pria vida.</p><p>Tem uma noite que eu n&#227;o esque&#231;o e sempre me faz sorrir ao lembrar&#8230; Contei pro Lucas a hist&#243;ria do bom samaritano e perguntei pra ele quem tinha sido o amigo de verdade naquela hist&#243;ria. Ele pensou um pouco e respondeu: <em>&#8220;a pessoa que ajudou, n&#233; mam&#227;e&#8221;.</em> Eu disse que sim, que isso &#233; ser amigo de verdade. Perguntei ent&#227;o, se na escola algu&#233;m cai, se machuca ou fica triste, o que ele acha que precisa fazer. Ele respondeu sem hesitar: &#8220;<em>eu preciso ajudar&#8221;.</em> E completei perguntando o que ele achava que Jesus teria feito se tivesse visto aquele homem machucado na estrada. <em>&#8220;Ele teria ajudado, n&#233; mam&#227;e&#8221;</em>, ele me disse, com aquela certeza que s&#243; as crian&#231;as t&#234;m. Foi numa conversa de cinco minutos, sentados na cama dele, que meu filho aprendeu sobre bondade, sobre amor ao pr&#243;ximo, sobre servir o outro sem esperar nada em troca.</p><p>Existem muitos livros sobre a vida de Jesus por a&#237;, livros bonitos, bem ilustrados, mas percebi que a maioria conta a hist&#243;ria e para por ali. Falta o passo seguinte, que &#233; mostrar o que a gente pode aprender com aquilo, traduzir pra vida real, pra escola, pro recreio, pra briga de brinquedo, pro coleguinha que chora. Foi por isso que resolvi escrever do meu pr&#243;prio jeito, e foi por isso tamb&#233;m que resolvi contar essa hist&#243;ria aqui. Porque no fim das contas, tudo come&#231;a assim, ensinando meu filho a conhecer o cora&#231;&#227;o de Jesus, e descobrindo, no meio do caminho, que eu tamb&#233;m estava precisando reencontrar o meu.</p><p>O que voc&#234; tem feito para fortalecer bons pensamentos, sua f&#233; e seu prop&#243;sito?</p><p>Tr&#234;s beijinhos,</p><p>Chy </p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Se inscreve pra gente conversar mais sobre o SER, porque sobre TER todo mundo fala.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[As 4 feridas emocionais que explicam por que você se sente invisível]]></title><description><![CDATA["Se eu sumir, algu&#233;m vai sentir minha falta?" &#8212; se essa pergunta j&#225; passou pela sua cabe&#231;a, este texto &#233; para voc&#234;.]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/as-4-feridas-emocionais-que-explicam</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/as-4-feridas-emocionais-que-explicam</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Mon, 25 May 2026 21:10:08 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/04227046-f705-4183-9d34-4c299d5bb226_736x920.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Essa foi uma conversa honesta entre duas amigas sobre as rela&#231;&#245;es das suas vidas.</p><p>Uma estava com quest&#245;es com o namorado de anos e com a fam&#237;lia; a outra, com quest&#245;es com uma amiga e com a vida profissional.</p><p>Mas o que quero te mostrar aqui &#233; o que est&#225; por tr&#225;s desse sentimento de invisibilidade.</p><p>Feridas de abandono, rejei&#231;&#227;o, humilha&#231;&#227;o e injusti&#231;a s&#227;o ativadas cada vez que algu&#233;m nos faz reviver um sentimento muito ruim. Vou te explicar cada uma antes de te contar a fofoca toda. Porque vai ser um desabafo e tanto.</p><div><hr></div><p>Quando a ferida do <strong>abandono</strong> &#233; ativada, o medo de ficar sozinha ou desamparada cria uma m&#225;scara de depend&#234;ncia e uma necessidade constante de aten&#231;&#227;o e carinho. Ou seja, n&#227;o conseguimos nos afastar, mesmo que a pessoa nos fa&#231;a mal. Ficamos igual cachorro vira-lata: qualquer aten&#231;&#227;o j&#225; faz a gente abanar o rabo, tudo pelo medo de ser abandonada. A gente prefere aceitar uma rela&#231;&#227;o ruim a n&#227;o ter rela&#231;&#227;o nenhuma. Estamos numa pris&#227;o e ainda agradecidas por estarmos presas.</p><p>Quando a ferida da <strong>rejei&#231;&#227;o</strong> &#233; ativada, nos sentimos rejeitadas em nossa ess&#234;ncia, no nosso direito de existir. Temos uma cren&#231;a profunda de n&#227;o sermos boas o suficiente. A pessoa est&#225; ali te ignorando, te diminuindo o tempo todo, e voc&#234; ainda achando que a culpa &#233; sua, que deveria fazer mais, ser melhor. Voc&#234; anula quem &#233; em prol do outro para ser aceita. E vai desaparecendo aos poucos.</p><p>Quando a ferida da <strong>humilha&#231;&#227;o</strong> &#233; ativada, nasce a m&#225;scara da masoquista. Voc&#234; se sente constantemente inferior, envergonhada de si mesma, desvalorizada por quem te cerca. Ent&#227;o voc&#234; mesma se pune ficando em rela&#231;&#245;es que te mant&#234;m nesse sentimento aprendido na inf&#226;ncia. Na verdade, n&#227;o &#233; como voc&#234; gostaria de viver, mas &#233; a &#250;nica forma que voc&#234; aprendeu a sobreviver.</p><p>Quando a ferida da <strong>injusti&#231;a</strong> &#233; ativada, voc&#234; carrega um sentimento constante de n&#227;o ser valorizada ou tratada de forma igualit&#225;ria &#8212; o que gera uma m&#225;scara de pessoa r&#237;gida, que tenta ser sempre perfeita e justa com todo mundo, mas esquece de ser consigo mesma.</p><div><hr></div><p>Tudo isso acontece porque, em algum momento no passado, <em><strong>algo que voc&#234; viveu pesou muito na forma como voc&#234; se sentiu naquela situa&#231;&#227;o</strong></em> &#8212; e em como foi acolhida, ou n&#227;o. Muitas pessoas podem passar pela mesma situa&#231;&#227;o e apenas uma ficar com o trauma. Isso depende muito da personalidade, do temperamento, do DNA e de diversos outros fatores.</p><p>Por&#233;m, o carro de <em><strong>&#8220;De volta para o Futuro&#8221;</strong></em> n&#227;o existe. N&#227;o temos como voltar ao passado e resolver, mas podemos entender como essa situa&#231;&#227;o ainda nos afeta hoje.</p><div><hr></div><p>A gente n&#227;o sabe se sentir&#227;o nossa falta. Ningu&#233;m voltou depois da morte para nos contar. Ou voc&#234; sabe de algo assim? Se souber, me conta &#8212; adoro hist&#243;rias desse tipo. Pelo que sei, tamb&#233;m n&#227;o conseguimos ler mentes. Ainda.</p><p>O que sei &#233; como as pessoas me fazem sentir quando estou com elas. E isso voc&#234; tamb&#233;m pode se questionar agora: <strong>tem algu&#233;m na sua vida que, sempre que voc&#234; encontra, te deixa mal? </strong>Triste, pra baixo, desanimada? <em>Essa pessoa provavelmente ativa em voc&#234; uma ferida ainda n&#227;o curada.</em></p><p>Aqui n&#227;o &#233; sobre ela &#8212; sobre ela precisar amadurecer, crescer, se desenvolver. <strong>Seu papel n&#227;o &#233; salvar ningu&#233;m. Mas voc&#234; tem o direito, e a obriga&#231;&#227;o, de se salvar.</strong></p><div><hr></div><p><strong>No meu caso, teve uma pessoa em especial que me fez sentir todas essas feridas por anos</strong>. <em>&#8220;Devia estar com a s&#237;ndrome de Estocolmo para n&#227;o perceber &#8212; rs.&#8221;</em></p><p>N&#227;o foi um relacionamento rom&#226;ntico, mas de amizade.</p><p>Mas calma: n&#227;o estou culpando ela de nada. Acredito muito na autorresponsabilidade dos nossos atos. Tudo isso aconteceu porque eu permiti. Por causa de algumas das feridas que citei, aceitei me colocar nesse lugar. Ent&#227;o, nas poucas vezes que ela fez algo por mim &#8212; sempre com coisas materiais &#8212; eu fingia esquecer tudo. Para mim, gratid&#227;o era sin&#244;nimo de lealdade invis&#237;vel, de obriga&#231;&#227;o. E quem acabou ficando invis&#237;vel na rela&#231;&#227;o fui eu.</p><p>Foram muitos momentos em que me senti pequena. <strong>Quando ela dizia que meus bolos eram muito caros e comprava de todo mundo menos de mim &#8212;</strong> mas era ganhar um bolo meu que ficava no c&#233;u. Quando ela criticava meu peso ou minhas atitudes como m&#227;e. Quando ela precisava desabafar e eu prontamente estava &#224; disposi&#231;&#227;o, mas bastava eu falar de mim para ela ignorar e pegar o celular. <strong>Quando me humilhou na frente das amigas dela, </strong>como se meu conhecimento fosse pouco. <strong>Quando riu de mim quando contei </strong>que faria uma forma&#231;&#227;o e uma p&#243;s em terapia e neuroci&#234;ncia. <strong>Quando disse que jamais me indicaria porque uma terapeuta acima do peso n&#227;o tem credibilidad</strong>e. S&#227;o tantos momentos assim.</p><p>Voc&#234; pode at&#233; ficar com raiva. Eu j&#225; fui a pessoa que ria quando algu&#233;m dizia: <em>&#8220;Aquela ali fez psicologia porque n&#227;o bate bem, fez pra se curar.&#8221;</em> Na &#233;poca eu n&#227;o sabia, mas se estudar o c&#233;rebro humano curasse mesmo, todas as pessoas no planeta deveriam fazer isso.</p><p>Por&#233;m, a &#250;nica forma de nos curarmos &#233; olhando para n&#243;s mesmas &#8212; na terapia.</p><p>Eu n&#227;o apenas estudei para ajudar outras mulheres a sa&#237;rem desses quadros de depend&#234;ncia emocional: eu tamb&#233;m passei pelo processo de psicoterapia e, depois, pelo processo que aplico hoje &#8212; a terapia de reintegra&#231;&#227;o impl&#237;cita. Entendi onde nasceram minhas feridas e como elas ainda dominavam minha vida no presente. Entendi qual vida eu gostaria de viver e descobri a parte mais dif&#237;cil: <strong>quem eu precisaria me tornar para fazer isso acontecer</strong>. Uma terapeuta tamb&#233;m &#233; humana, caso n&#227;o saibam &#8212; com bagagem, experi&#234;ncia de vida, traumas e tristezas.</p><p>A gente n&#227;o muda a pr&#243;pria ess&#234;ncia, mas aprende o poder de colocar limites &#8212; e quais s&#227;o os nossos limites.</p><div><hr></div><p><strong>Aqui vem a bucha.</strong></p><p>Quando voc&#234; come&#231;a a colocar limites, ningu&#233;m entende. As pessoas ao seu redor se ofendem, se vitimizam, tentam colocar a culpa em voc&#234; como sempre. S&#243; que agora voc&#234; n&#227;o aceita mais isso. Voc&#234; sabe o seu valor. N&#227;o tem nada a ver com bens materiais &#8212; porque, se te tirarem casa, carro, roupas, joias e empresa, o que sobra?</p><p>Quem sentir falta daquilo que sobra &#8212; para al&#233;m do que voc&#234; tem ou representa &#8212; essa &#233; uma pessoa que vale a pena manter por perto. S&#227;o essas pessoas raras que te veem de verdade, veem seu valor como pessoa e sabem o quanto voc&#234; adiciona &#224; vida delas.</p><p>A gente sofre no rompimento de uma rela&#231;&#227;o, seja qual tipo for. A dor &#233; inevit&#225;vel, faz parte da vida. Mas permanecer no sofrimento &#233; uma escolha. Voc&#234; precisa tomar uma decis&#227;o e sustent&#225;-la.</p><p>A raiz etimol&#243;gica da palavra &#8220;decis&#227;o&#8221; significa literalmente cortar, cindir, romper.</p><p>N&#227;o tem como come&#231;ar algo novo sem essa decis&#227;o. Imagina ser capaz de agir de forma diferente?</p><p>Porque se voc&#234; permanece nos mesmos lugares, com as mesmas pessoas que te mantinham naquela dor, pode at&#233; tentar por um tempo &#8212; mas logo cair&#225; na tenta&#231;&#227;o do padr&#227;o que o seu c&#233;rebro j&#225; sabe como lidar.</p><p>E todo o processo pode ir por &#225;gua abaixo. N&#227;o existe cura eterna na terapia, assim como n&#227;o existe ex-alco&#243;latra. Voc&#234; &#233; apenas uma pessoa ferida em remiss&#227;o. Um gatilho grande pode te levar de volta ao passado &#8212; afinal, toda vez que seu trauma &#233; acionado, voc&#234; n&#227;o reage com a idade que tem: reage com a idade em que foi ferida.</p><div><hr></div><p><strong>Nada do que voc&#234; viveu foi em v&#227;o &#8212; desde que voc&#234; decida que n&#227;o foi.</strong></p><p>A pergunta que n&#227;o tem resposta que satisfa&#231;a &#233; &#8220;por qu&#234; eu passei por isso?&#8221; A pergunta que transforma &#233; outra: <strong>para qu&#234;?</strong></p><p>Para qu&#234; voc&#234; carregou tudo isso? <strong>Seu prop&#243;sito de vida pode estar nessa resposta. Sua puls&#227;o de vida mora aqui.</strong></p><div><hr></div><p>Quando voc&#234; entende o pre&#231;o das cicatrizes que carrega, n&#227;o permite mais conviver com pessoas que vivem enfiando o dedo na sua ferida &#8212; porque assim ela nunca cicatriza. E, pior, nunca te permite ver o quanto voc&#234; pode ajudar outras pessoas atrav&#233;s dessa dor.</p><p>Foi o que quis fazer aqui: que minhas feridas possam ser a sua cura.</p><div><hr></div><p>Voc&#234; precisa entender que n&#227;o &#233; o outro que te d&#225; vida. N&#227;o pode estar no externo, nem na valida&#231;&#227;o do outro. Voc&#234; tem vida, tem sonhos, tem tes&#227;o, tem ambi&#231;&#227;o, tem amor. Voc&#234; vale a pena.</p><p>Voc&#234; n&#227;o precisa mais ser invis&#237;vel. Veja onde a sua luz j&#225; chegou...</p><p><strong>N&#227;o s&#227;o as pessoas que n&#227;o te veem &#8212; &#233; voc&#234; que n&#227;o se faz ser vista.</strong></p><p>Quando voc&#234; se esconde na sombra da sua ferida, reprime, exclui e afasta tudo e todos que brilham junto de voc&#234;.</p><p><strong>Voc&#234; n&#227;o &#233; o que te aconteceu. Voc&#234; n&#227;o &#233; o seu trauma.</strong></p><div><hr></div><p>A gente precisa descobrir a pr&#243;pria ferida para entender por que se sente assim no presente &#8212; e como nossas a&#231;&#245;es impactam a vida que desejamos acessar e viver.</p><p>Se voc&#234; chegou at&#233; aqui, uma parte de voc&#234; j&#225; sabe que algo precisa mudar. E o primeiro passo &#233; entender qual ferida est&#225; no comando da sua hist&#243;ria.</p><p>Fiz um teste gratuito exatamente para isso. Em poucos minutos, voc&#234; descobre qual das quatro feridas te trava &#8212; e come&#231;a a entender por que fica em lugares, em relacionamentos, em padr&#245;es que n&#227;o te impulsionam para a vida que voc&#234; quer.</p><p><strong>[<a href="https://forms.gle/mQzZcAQ1yii8MP748">Clique aqui e fa&#231;a o teste agora.]</a></strong></p><p>&#201; gratuito. E pode ser o come&#231;o de tudo.</p><p>Tr&#234;s beijinhos, Chy</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Não viva a sua essência]]></title><description><![CDATA[Pelo menos n&#227;o o tempo todo.]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/nao-viva-a-sua-essencia</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/nao-viva-a-sua-essencia</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Fri, 22 May 2026 18:33:21 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/fddfec06-d20e-4abd-90f2-79790fda3f63_736x920.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Amiga,</p><p>O bafo de hoje &#233; de fechar os olhos e segurar a respira&#231;&#227;o.</p><p>Nos &#250;ltimos anos tem se falado muito sobre a import&#226;ncia de vivermos nossa ess&#234;ncia, encontrar nossa alma e bl&#225;bl&#225;bl&#225;. Eu mesma j&#225; fui dessa seita.</p><p>A verdade &#233; que nem sempre podemos ser honestas com o que sentimos, para viver em sociedade precisamos medir palavras, controlar emo&#231;&#245;es, segurar a l&#237;ngua e at&#233; disfar&#231;ar a &#8220;virada de olho&#8221;.</p><p>Porque se falarmos mesmo como nos sentimos, passaremos por loucas, descompensadas, e talvez reste poucas pessoas na nossa vida para nos aguentar.</p><p>Mas ao passar dos anos, ainda mais depois dos 40, a gente vai cansando dos sorrisos de Monalisa e honrando mais nossas vontades. Ficamos mais seletivas.</p><p>Esses tempos, uma psic&#243;loga que gosto muito de seguir fez a pergunta fat&#237;dica que muitas de n&#243;s nunca aprendemos a responder: Quem &#233; voc&#234;?</p><p>A primeira coisa que falamos &#233; nosso cargo profissional, seguido do nosso cargo familiar. Mas e nosso cargo no mundo? Qual nossa relev&#226;ncia afinal?</p><p>Pensei por alguns segundos e respondi que &#8220;sou de poucos e para poucos&#8221;.</p><p>Nossa, parecia filosofia barata de para-choque de caminh&#227;o. Mas poxa, tinha tanta verdade nisso que fiquei mais uns minutos pensando se apagava ou n&#227;o.</p><p>Quanto mais eu pensava mais fazia sentido.</p><p>Eu nunca fui &#8220;da galera&#8221;. Na escola me dava bem com a maioria, n&#227;o era de grupinhos mas fazia quest&#227;o de ficar na minha, escolhia a dedo quem mantinha por perto.</p><p>Na faculdade a mesma coisa, escolhia a dedo quem mantinha perto, mas dessa vez fiz parte de um pequeno grupo que seguimos juntos at&#233; o final.</p><p>De repente a vida segue, nunca fui apegada. As amizades seguiram tamb&#233;m, mesmo o carinho ficando.</p><p>Mas e nossa ess&#234;ncia afinal? Vamos soterrando aos poucos.</p><p>Antes, dan&#231;&#225;vamos como se estiv&#233;ssemos no escuro, sem plateia, &#233;ramos livres.</p><p>Hoje pensamos mil vezes no que postar e o que os outros podem pensar do que postamos.</p><p>Que hipocrisia falar em ess&#234;ncia. Quantas de n&#243;s convive com pessoas que n&#227;o suportamos? E por qu&#234;?</p><p>Por que nos mantemos nesse lugar? Por que ainda aceitamos viver assim?</p><p>&#8220;Sou de poucos e para poucos&#8221;</p><p>Cada vez faz mais sentido. Gosto de ter poucas amigas para dar aten&#231;&#227;o e ter que lidar, gosto de ter apenas um marido (ainda bem n&#233;? Hahaha), gosto de poucas pessoas para manter perto. Gosto de lugares calmos, pequenos e me sinto uma aberra&#231;&#227;o na multid&#227;o. Tamb&#233;m sou para poucos eu sei. Esse meu temperamento sangu&#237;neo que nunca para de falar, ri alto, atropela a fala dos outros, vive cheia de ideias e querendo opinar sobre tudo. Essa positividade quase t&#243;xica que irrita os de mau com a vida. Essa profundidade que n&#227;o sabe ser rasa nem quando precisa. Essa sinceridade homicida que n&#227;o se esconde em meias palavras quando solicitada. Ok, as vezes at&#233; sem ser pedida.</p><p>Enfim, n&#227;o sou mesmo pra todo mundo. Talvez voc&#234; me ame ou me odeie.</p><p>E eu j&#225; me importei muito com isso. Hoje nem sei, tanto faz.</p><p>O que isso muda na nossa vida afinal?</p><p>No trabalho? Muda muito.</p><p>Ainda mais na era digital.</p><p>Voc&#234; acredita mesmo no papo de todo mundo que voc&#234; segue? Voc&#234; acredita mesmo no que voc&#234; posta as vezes?</p><p>N&#227;o precisa me confessar, n&#227;o sou Padre, mas confessa a&#237; pra voc&#234; mesma.</p><p>A verdade &#233; que as vezes eu gostaria mesmo de mandar algumas pessoas pra &#224;quele lugar, voc&#234; n&#227;o?</p><p>Uma vez n&#227;o segurei minha l&#237;ngua e a pessoa me processou. Em minha defesa n&#227;o me arrependo, s&#243; n&#227;o faria de novo em voz alta. Fica a dica.</p><p>Ent&#227;o vamos refletir juntas, aqui sentadas, com celular na m&#227;o, quantas coisas no nosso dia fazemos porque queremos de verdade? Quantas pessoas mantemos em nossa vida e nem sabemos o motivo? &#8220;</p><p>Uma vez eu escrevi: &#8220;Ess&#234;ncia &#233; o destino, autoconhecimento &#233; o caminho.&#8221;</p><p>Bonito n&#233;? Quase coloquei num quadrinho da sala.</p><p>Mas a verdade &#233; que continuo nessa busca, sem manual, sem f&#243;rmula, sem ter todas as respostas, mas sempre na busca das perguntas certas.</p><p>O que eu sei &#233; que quanto mais me conhe&#231;o, menos eu me suporto &#224;s vezes. E mais eu me escolho na maioria delas.</p><p>Sou de poucos e para poucos. E isso, finalmente, me parece suficiente.</p><p>Tr&#234;s beijinhos, Chy</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Se gostou do nosso papo, deixa aqui seu e-mail para nos encontrarmos de novo.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Será que pessoa gorda se ama? ]]></title><description><![CDATA[J&#225; encaminha para aquela amiga que reclama que est&#225; acima do peso.]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/sera-que-pessoa-gorda-se-ama</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/sera-que-pessoa-gorda-se-ama</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 18:06:51 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/c8b79b15-b0a5-4e4e-9ccb-2f78cc71bc14_494x273.gif" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Por muito tempo que acreditei que quem estava acima do peso n&#227;o se amava.</p><p>Eu n&#227;o nasci gordinha. Por muitos e muitos anos eu chegava nos 55 quilos e j&#225; fechava a boca.</p><p>At&#233; que, nas mudan&#231;as da vida, eu decidi empreender.</p><p>Eu poderia culpar essa mudan&#231;a de cidade para meu peso.</p><p>Poderia culpar a depress&#227;o que tive por quase nove meses, sem trabalhar na cidade nova.</p><p>Poderia culpar a car&#234;ncia de estar em um lugar sem rede de apoio.</p><p>Poderia culpar o in&#237;cio do trabalho na confeitaria, onde provava tudo antes de vender.</p><p>Poderia culpar o fardo de acreditar que empreender de casa me daria mais tempo com a minha filha.</p><p>A culpa poderia ser de tantas coisas.</p><p>Eu acreditei por tanto tempo que a culpa era minha, porque eu havia me abandonado.</p><p>E sempre me disseram que quem se abandona &#233; porque n&#227;o se ama.</p><p>At&#233; que, recentemente, mesmo sendo uma terapeuta, eu sentei na cadeira especial de uma outra terapeuta TRI como eu. <br>Segundo ela, a primeira coisa que ela viu em mim foi que eu devo me amar muito, porque eu estava com o cabelo bem arrumado, maquiagem bem feita, roupa alinhada, joias em composi&#231;&#227;o e sorriso gigante no rosto.</p><p>Ok, chorei litros na sess&#227;o depois.</p><p>Mas ela me viu. Ela n&#227;o viu apenas o meu peso.</p><p>E aquilo fez eu me ver com outros olhos tamb&#233;m.</p><p><strong>Nunca foi falta de amor por mim mesma, mas era amor em excesso pelos outros.</strong></p><p>Eu me preocupava com o que dizia por medo de magoar. Evitava dizer N&#195;O para ser &#250;til.</p><p>Suportava piadas ou coment&#225;rios desrespeitosos de pessoas pr&#243;ximas, calada para n&#227;o ser desagarad&#225;vel.</p><p><strong>Os que os outros sentiam era minha prioridade.</strong></p><p><strong>Eu n&#227;o escolhi descuidar de mim. Eu s&#243; ocupei espa&#231;o demais na minha vida por outras pessoas.</strong></p><p><strong>Eu n&#227;o decidi me abandonar, eu apenas acreditava que se n&#227;o fosse perfeita, boazinha e &#250;til, os outros iriam me abandonar.</strong></p><p>Sabe o problema de n&#227;o encarar a ferida do abandono na sua vida?</p><p><strong>&#201; que ela vira uma ferida aberta que nunca cicatriza.</strong></p><p><strong>E por medo de ser abandonada, a gente mesmo se abandona primeiro.</strong></p><p><strong>Nunca foi falta de amor pr&#243;prio, mas era excesso de amor aos iguais</strong>.</p><p>Ent&#227;o, meses depois, minha terapeuta linda, maravilhosa e <strong>magra</strong>, me contou que ap&#243;s a nossa sess&#227;o, ela mudou a forma como se enxergava<strong>. Ela n&#227;o havia esquecido de se amar, s&#243; estava com a autoestima meio emba&#231;ada pelas lentes cru&#233;is do mundo.</strong></p><p><strong>Eu a influenciei tamb&#233;m.</strong></p><p><strong>E isso me ensinou que eu posso sim me amar e cuidar de quem me ama e me cuida tamb&#233;m.</strong></p><p>A troca precisa ser justa.</p><p>E hoje o amor que tenho por mim n&#227;o reflete s&#243; na minha imagem, ele tamb&#233;m ocupa a minha vida, me colocando como prioridade, sem culpa.</p><p><strong>O peso, aos poucos, est&#225; sendo eliminado.</strong></p><p><strong>Mas sou grata a ele.</strong></p><p>Por muito tempo, ele me sustentou para n&#227;o desabar com o medo de perder as pessoas.</p><p>A gente cria fugas para n&#227;o nos machucar.</p><p>A gente cria fugas para n&#227;o olhar para algo que ir&#225; doer ainda mais. <br>Pode ser a fuga da comida, do &#225;lcool, das drogas, da pornografia, do v&#237;cio em telas ou at&#233; mesmo do corpo perfeito.</p><p>Mas se libertar &#233; acessar nossa vers&#227;o mais aut&#234;ntica.</p><p>E quando isso acontece, a gente retoma a autoria da pr&#243;pria vida.</p><p>E se voc&#234; quer se livrar do que te impede de acessar e viver a vida que voc&#234; merece, estou por aqui.</p><p>Tr&#234;s beijinhos,</p><p>Chy Ramirez</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Esposa troféu: o novo sabor da dependência emocional]]></title><description><![CDATA[Nem toda escolha &#233; liberdade. Algumas s&#227;o s&#243; depend&#234;ncia bem vestida.]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/esposa-trofeu-o-novo-sabor-da-dependencia</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/esposa-trofeu-o-novo-sabor-da-dependencia</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Sun, 29 Mar 2026 20:40:40 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/2b0a4ff4-94c3-4947-bbfd-1c811d5df598_736x1308.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Querida autora,</p><p>Existe uma conversa acontecendo nas entrelinhas no do rolar do feed. </p><p>&#201; uma volta disfar&#231;ada de evolu&#231;&#227;o. Uma est&#233;tica bonita, bem embalada, com nomes novos mas com ideias antigas.</p><p>Voc&#234; j&#225; percebeu?</p><p><strong>Tudo agora tem &#8220;sabor&#8221;.</strong></p><p>Sabor chocolate, sabor carne, sabor leite, sabor vida saud&#225;vel, sabor liberdade.</p><p>Mas n&#227;o &#233; chocolate, nem carne, nem leite. E muito menos liberdade.</p><p><strong>&#201; s&#243;&#8230; sabor.</strong></p><p>Uma imita&#231;&#227;o bem constru&#237;da o suficiente para enganar o paladar, mas n&#227;o nutrir de verdade.</p><p>E, aos poucos, isso n&#227;o ficou s&#243; na comida.</p><p>Chegou nas rela&#231;&#245;es. Chegou nas escolhas. Chegou nas mulheres.</p><p>Mulheres com sabor de liberdade, mas presas.</p><p>Mulheres com sabor de independ&#234;ncia, mas dependentes.</p><p>Mulheres com sabor de escolha, mas vivendo no autom&#225;tico.</p><p>E, no meio disso, <strong>uma tend&#234;ncia come&#231;a a ganhar for&#231;a novamente.</strong></p><p><strong>O homem provedor</strong>. O resgate da &#8220;macheza&#8221;. Do masculino forte. Do homem que sustenta tudo. O homem dos &#8220;sonhos&#8221;.</p><p>E eu preciso ser muito honesta com voc&#234;, eu n&#227;o sou contra o homem prover, mas <strong>eu sou contra a mulher desaparecer.</strong></p><p>Porque quando esse discurso volta sem consci&#234;ncia, ele n&#227;o fortalece a mulher. Ele a reduz. Reduz ao papel. Reduz ao espa&#231;o. Reduz &#224; depend&#234;ncia.</p><p>E isso n&#227;o tem nada de nobre.</p><p>Porque a verdade &#233; que a mulher, dentro de uma fam&#237;lia, assume muito mais do que &#233; vis&#237;vel. Ela organiza a vida emocional da casa. Ela sustenta os v&#237;nculos. Ela carrega o mental load invis&#237;vel. Ela cuida dos detalhes que criam mem&#243;ria, afeto e pertencimento.</p><p>Ela n&#227;o s&#243; vive a vida. Ela constr&#243;i a experi&#234;ncia da vida.</p><p>E isso tem um custo emocional, mental, f&#237;sico e tamb&#233;m financeiro.</p><p>Ent&#227;o quando um homem prov&#234; nesse contexto, n&#227;o &#233; sobre poder. &#201; sobre equil&#237;brio. &#201; sobre reconhecer que ela entrega muito mais do que aparece.</p><p>Mas o problema n&#227;o est&#225; a&#237;. O problema come&#231;a quando, no meio desse cen&#225;rio, surge um ideal de esposa trof&#233;u.</p><p>A mulher admirada, bem cuidada, bem posicionada ao lado de um homem de sucesso.</p><p>Bonita. Elegante. Impec&#225;vel.</p><p>Mas parada, sem voz pr&#243;pria, sem crescimento, sem expans&#227;o, sem autonomia.</p><p><strong>Um trof&#233;u, que n&#227;o vive, n&#227;o escolhe, n&#227;o constr&#243;i. S&#243; representa.</strong></p><p>E voc&#234; precisa entender uma coisa que talvez ningu&#233;m tenha te dito com essa clareza, um trof&#233;u n&#227;o tem liberdade.</p><p>Ele s&#243; existe para mostrar a conquista de algu&#233;m.</p><p>E, aos poucos, muitas mulheres est&#227;o sendo levadas para esse lugar, sem perceber. Porque parece confort&#225;vel, parece seguro, parece at&#233; desej&#225;vel.</p><p>Mas, por dentro, come&#231;a a surgir algo que voc&#234; conhece bem.</p><p>Uma inquieta&#231;&#227;o, a sensa&#231;&#227;o de estar se apagando, o vazio que n&#227;o se explica.</p><p>Porque voc&#234; n&#227;o nasceu para ter <strong>&#8220;sabor&#8221; </strong>de vida.</p><p>Voc&#234; nasceu para viver.</p><p>E &#233; aqui que entra a parte que, como terapeuta, eu n&#227;o posso ignorar.</p><p><strong>Nenhuma mulher se torna dependente por escolha consciente.</strong></p><p>Ela se adapta,  ela aprende, ela se molda a padr&#245;es que, muitas vezes, v&#234;m de hist&#243;rias antigas. De pertencimento, de aprova&#231;&#227;o, de medo de perder amor, de medo de n&#227;o dar conta sozinha.</p><p>E, quando percebe, j&#225; est&#225; vivendo uma vida que parece bonita por fora mas que n&#227;o sustenta quem ela &#233; por dentro.</p><p>Ent&#227;o, antes de romantizar qualquer papel, eu quero te convidar para um lugar de verdade.</p><p><strong>Responde para si mesma com honestidade: </strong></p><p><em><strong>1- Eu consigo tomar decis&#245;es importantes da minha vida sem depender emocionalmente de algu&#233;m?</strong></em></p><p><em><strong>2- Se tudo mudasse hoje, eu conseguiria me sustentar financeiramente?</strong></em></p><p><em><strong>3- Eu sinto que estou crescendo como mulher ou estou apenas mantendo uma imagem?</strong></em></p><p><em><strong>4- Eu estou escolhendo essa vida ou estou me adaptando a ela para ser aceita?</strong></em></p><p><em><strong>5- Se ningu&#233;m estivesse olhando, eu ainda escolheria ser exatamente quem eu sou hoje?</strong></em></p><p>Essas perguntas n&#227;o s&#227;o para te confrontar, s&#227;o para te acordar.</p><p>Porque independ&#234;ncia n&#227;o &#233; sobre rejeitar o outro.</p><p>&#201; sobre n&#227;o se perder de si mesma dentro de qualquer rela&#231;&#227;o.</p><p>Voc&#234; pode, sim, ser cuidada. Volc&#234; merece isso. </p><p>Pode ter um homem ao seu lado que prov&#234;. Pode construir uma fam&#237;lia linda.</p><p>Mas sem abrir m&#227;o da sua voz, da sua autonomia, da sua ambi&#231;&#227;o.</p><p>Porque uma mulher inteira n&#227;o &#233; um trof&#233;u. Ela &#233; hist&#243;ria,  &#233; constru&#231;&#227;o, &#233; presen&#231;a, &#233; escolha.</p><p>E nenhuma mulher nasceu para viver uma vida com &#8220;sabor&#8221; de liberdade.</p><p>Quer acessar e viver essa independ&#234;ncia de verdade?</p><p><strong>Clica nesse link e d&#234; o primeiro passo: </strong> https://chyramirez.keepo.bio/</p><p>Tr&#234;s beijinhos,</p><p>Chy Ram&#237;rez</p><p>Terapeuta especialista em ambi&#231;&#227;o feminina</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">N&#227;o perca as pr&#243;ximas cartas. </p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O que mudou na minha vida como mãe ambiciosa  pós terapia T.R.I. ]]></title><description><![CDATA[Se voc&#234; &#233; m&#227;e, ou deseja ser, leia essa carta.]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/o-que-mudou-na-minha-vida-como-mae</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/o-que-mudou-na-minha-vida-como-mae</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Thu, 26 Mar 2026 18:15:56 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!0cWY!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F34a9a525-46ff-41ae-8951-7cf82f9b8120_2268x4032.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Se voc&#234; &#233; m&#227;e, ou deseja ser, leia essa carta. </p><p>Querida autora,</p><p>&#8220;Quando nasce uma m&#227;e, nasce uma culpa.&#8221;</p><p>E era exatamente essa culpa que me consumia, dia ap&#243;s dia, a cada decis&#227;o que eu precisava tomar.</p><p>Mas antes de continuar, j&#225; deixa seu e-mail para n&#227;o perder as pr&#243;ximas cartas. </p><p></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/subscribe?utm_source=email&r=&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscribe&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/chyramirez.substack.com/subscribe?utm_source=email&amp;r="><span>Subscribe</span></a></p><p></p><p>O peso nunca foram os filhos. O peso era a press&#227;o que eu colocava em mim mesma para ser perfeita. A melhor m&#227;e do mundo, que prioriza seus filhos acima de tudo.</p><p></p><p>O que eu nunca me dei conta &#233; que, ao priorizar apenas eles, eu esqueci de mim. Abandonei meu corpo, minha sa&#250;de, minha imagem pessoal.</p><p></p><p>A gente percebe de cara algumas consequ&#234;ncias, como aumento de peso, piora na pele e nas express&#245;es do rosto. Mas existem consequ&#234;ncias muito mais profundas, como baixa autoestima, falta de confian&#231;a e depend&#234;ncia emocional.</p><p></p><p>E quando n&#227;o confiamos em n&#243;s mesmas, come&#231;amos a nos comparar. Passamos a acreditar que qualquer pessoa sabe mais ou melhor do que n&#243;s. Anulamos a nossa pr&#243;pria hist&#243;ria, a nossa for&#231;a, os nossos conhecimentos, a nossa vis&#227;o.</p><p></p><p>Quando n&#227;o cuidamos da nossa imagem, come&#231;amos a nos esconder. Vamos nos apagando dos lugares, nos afastando de confraterniza&#231;&#245;es, evitando experi&#234;ncias.</p><p></p><p>Com tudo isso, vamos nos tornando dependentes emocionalmente dos outros. Criamos expectativas nas pessoas para suprir tudo o que esvaziamos em n&#243;s mesmas.</p><p></p><p>E ent&#227;o buscamos amor e aprova&#231;&#227;o no outro, porque n&#227;o conseguimos mais ser capazes de nos dar isso.</p><p></p><p>Essa depend&#234;ncia faz com que a gente se abra com pessoas que n&#227;o merecem saber. Faz com que a gente se mantenha em amizades que nos diminuem ainda mais. Faz com que aceitemos trabalhos e clientes que s&#243; refor&#231;am a nossa pr&#243;pria incapacidade de enxergar o nosso potencial.</p><p></p><p>&#192;s vezes, isso te mant&#233;m at&#233; com um marido que te diminui ainda mais.</p><p></p><p>E assim, a nossa ess&#234;ncia continua desaparecendo. N&#227;o sabemos mais quem somos. Nos sentimos perdidas, sem foco, sem dire&#231;&#227;o, sem sonhos, sem ambi&#231;&#227;o.</p><p></p><p>Com isso, vamos criando desculpas, inventando gambiarras para sobreviver. Descontamos a frustra&#231;&#227;o em v&#237;cios como comida, &#224;s vezes bebida, tempo excessivo em telas, procrastina&#231;&#227;o.</p><p></p><p>Viciamos na melancolia e passamos a viver em apatia.</p><p></p><p>A nossa alma vai ficando t&#227;o distante que os nossos sonhos v&#227;o sendo silenciados. E chega um momento em que nem lembramos mais o que fazia o nosso &#226;mago viver.</p><p></p><p>Mas que tipo de m&#227;e nos tornamos assim?</p><p>O que ensinamos para os nossos filhos?</p><p>A ideia da m&#227;e perfeita apenas refor&#231;a medos, inseguran&#231;as, ansiedade e baixa autoestima neles.</p><p></p><p>Abrir m&#227;o da nossa vida por eles pode estar, na verdade, traumatizando a vida deles e colocando um peso enorme sobre a perfei&#231;&#227;o que eles acham que precisam alcan&#231;ar.</p><p></p><p>E a&#237; a gente at&#233; tenta mudar.</p><p>Tenta fazer algo diferente. Tenta ter mais consci&#234;ncia. Tenta ouvir aquela amiga que incentiva de verdade. Compra cursos para melhorar postura, posicionamento, maternidade.</p><p></p><p>Come&#231;a dieta e para. Come&#231;a exerc&#237;cio e para.</p><p>Come&#231;a muitas tentativas, mas nenhuma se sustenta.</p><p>E voc&#234; continua falhando, repetidamente.</p><p></p><p>Voc&#234; n&#227;o entende por que &#233; t&#227;o dif&#237;cil, ent&#227;o come&#231;a a achar que tem algo de errado com voc&#234;. Se sente burra, incapaz, insuficiente.</p><p></p><p>E se apaga um pouco mais.</p><p>Voc&#234; n&#227;o entende por que n&#227;o consegue ganhar mais dinheiro. N&#227;o entende por que continua aceitando pessoas que te desprezam e te diminuem.</p><p></p><p>N&#227;o entende por que continua aceitando migalhas, sendo que voc&#234; j&#225; foi a mulher que compartilhava o p&#227;o.</p><p></p><p>Mas a verdade &#233; que, mesmo cansada, mesmo sem aguentar mais, voc&#234; n&#227;o consegue mudar, mesmo tentando muito.</p><p></p><p>E eu preciso te contar uma coisa.</p><p>Voc&#234; n&#227;o muda porque n&#227;o pode, mesmo que queira.</p><p></p><p>Voc&#234; est&#225; presa ao amor aos iguais. Presa ao pertencimento familiar. Presa a padr&#245;es que nasceram em algum momento da sua vida e foram repetidos automaticamente por tantos anos que sempre te levam de volta para o mesmo lugar.</p><p></p><p>Voc&#234; &#233; como a &#225;gua que escorre no piso irregular de um banheiro.</p><p>Por mais que tente ir em dire&#231;&#227;o ao ralo, voc&#234; acaba acumulando no outro lado, onde o piso cedeu. E ali se acumulam sujeira, limo, repeti&#231;&#227;o.</p><p></p><p>Por mais que tentem te puxar para o outro lado, voc&#234; continua escorrendo para o lugar errado.</p><p>&#201; mais forte do que voc&#234;.</p><p>Como se voc&#234; n&#227;o tivesse dom&#237;nio.</p><p>Uma boa amiga te indica terapia.</p><p>Voc&#234; recupera uma leve esperan&#231;a.</p><p>Toda semana voc&#234; conta as suas tristezas e inseguran&#231;as.</p><p></p><p>E como alivia.</p><p>&#201; gostoso desabafar.</p><p>Mas ent&#227;o voc&#234; volta para casa. A vida real acontece. E tudo retorna com pressa.</p><p></p><p>Voc&#234; come&#231;a a contar os dias para a pr&#243;xima sess&#227;o.</p><p>E assim vai.</p><p>Em poucos meses, a terapia vira mais um al&#237;vio na sua lista. Mais uma oportunidade de fuga. Mais uma gambiarra para sobreviver.</p><p></p><p>E sabe por qu&#234;?</p><p>Porque o padr&#227;o continua dominando voc&#234;.</p><p>Continua te mantendo do outro lado do ralo.</p><p>At&#233; que, de repente, algu&#233;m te apresenta um novo formato de terapia.</p><p></p><p>Uma terapia breve, mas profunda o suficiente para voc&#234; n&#227;o conseguir mais se esconder.</p><p>No in&#237;cio, voc&#234; duvida.</p><p>S&#227;o apenas tr&#234;s sess&#245;es? Imposs&#237;vel.</p><p>Mas voc&#234; j&#225; tentou de tudo.</p><p>Por que n&#227;o tentar mais uma vez?</p><p>Mal n&#227;o vai fazer.</p><p></p><p>Ent&#227;o voc&#234; senta em uma cadeira confort&#225;vel, fecha os olhos e encara a raiz de tudo.</p><p>Parece uma m&#225;quina do tempo.</p><p>Voc&#234; percebe que experi&#234;ncias l&#225; atr&#225;s ainda impactam diretamente a sua vida hoje.</p><p></p><p>S&#227;o vozes no presente.</p><p>Vozes que te limitam.</p><p>Vozes que te conduzem a cada decis&#227;o.</p><p>Porque foi assim que te ensinaram, mesmo sem querer.</p><p>Porque era o que eles tamb&#233;m sabiam.</p><p>Naquela cadeira, voc&#234; reaprende a agir.</p><p>Reaprende como reagir.</p><p>Voc&#234; deixa os seus dem&#244;nios no passado, porque n&#227;o faz sentido continuar trazendo eles para o presente.</p><p></p><p>Uma nova forma de viver come&#231;a a ser constru&#237;da agora.</p><p>E essa forma come&#231;a a transformar o seu futuro.</p><p>A gente busca gambiarras por medo de encarar a dor.</p><p>Mas quando voc&#234; encara a dor com seguran&#231;a e com o apoio de uma terapeuta TRI ao seu lado, voc&#234; consegue.</p><p></p><p>Voc&#234; abre os olhos.</p><p>Se sente mais leve.</p><p>Ainda n&#227;o entende exatamente o motivo.</p><p>Mas sabe que algo mudou.</p><p>E ent&#227;o voc&#234; volta para a vida.</p><p>Para a sua rotina, suas tarefas, suas obriga&#231;&#245;es, seus sonhos.</p><p></p><p>E a cada passo, a cada decis&#227;o, voc&#234; percebe algo diferente em voc&#234;.</p><p>No in&#237;cio, &#233; sutil.</p><p>Mas de repente, voc&#234; se sente t&#227;o orgulhosa de si mesma que precisa transbordar isso para o mundo.</p><p></p><p>Voc&#234; volta a compartilhar o p&#227;o.</p><p>Porque n&#227;o precisa mais de migalhas para sobreviver.</p><p>Esse poderia ser o relato de qualquer paciente TRI que &#233; m&#227;e ou que um dia deseja ser.</p><p>Mas hoje eu quero compartilhar a minha pr&#243;pria experi&#234;ncia p&#243;s-terapia.</p><p></p><p>Um evento simples de mudan&#231;a, que pode parecer pequeno para algumas, mas que para muitas revela a grandeza e a leveza de viver assim.</p><p>Eu queria controlar e dar conta de tudo.</p><p>E, como humana, isso n&#227;o funcionava.</p><p>Depois da terapia, aconteceu uma reuni&#227;o na escola do meu filho.</p><p></p><p>Eu estava doente, de cama.</p><p>Antes, eu teria levantado, tomado um banho e ido mesmo assim.</p><p>Mesmo tendo um marido maravilhoso, eu pensaria que ele n&#227;o falaria tudo como eu.</p><p>Mas dessa vez, eu permaneci deitada.</p><p>Descansei.</p><p>At&#233; dormi.</p><p>E fiquei tranquila, confiando que ele daria conta.</p><p>Antes, eu cancelava qualquer compromisso quando um filho estava doente. Abria m&#227;o de qualquer trabalho para ser uma boa m&#227;e.</p><p></p><p>Agora, mesmo com um filho com febre e uma filha triste pelo fim de um namoro, eu mantive os meus atendimentos.</p><p>Pedi ajuda.</p><p>Remanejei rotinas.</p><p>Deixei de lado o que n&#227;o era t&#227;o importante.</p><p>Eu me escolhi.</p><p>Sem culpa.</p><p>Porque eu amo o meu trabalho.</p><p>&#201; parte de quem eu sou.</p><p>E sabe o mais incr&#237;vel?</p><p>Eu continuei me sentindo uma &#243;tima m&#227;e.</p><p>Porque consegui acolher a minha filha.</p><p></p><p>Porque dividi os cuidados com o meu marido.</p><p>Porque a minha m&#227;e veio de outra cidade para ajudar.</p><p>Contando as minhas &#250;ltimas semanas para uma amiga, ela disse que parecia um caos.</p><p>Mas tamb&#233;m percebeu a leveza em mim.</p><p>Ela se orgulhou dessa nova vers&#227;o minha.</p><p>Uma vers&#227;o que voltou a priorizar a pr&#243;pria felicidade, os pr&#243;prios sonhos e a pr&#243;pria ambi&#231;&#227;o.</p><p></p><p>E, ainda assim, continua sendo uma boa m&#227;e.</p><p>Fazendo o poss&#237;vel.</p><p>Sem se destruir tentando fazer o imposs&#237;vel.</p><p>A gente pode ser leve, mesmo em meio ao caos.</p><p>Porque problemas sempre v&#227;o existir.</p><p>O que muda &#233; como voc&#234; reage a eles.</p><p>E o que eu desejo para voc&#234; &#233; essa postura, essa confian&#231;a e esse posicionamento que eu tenho hoje.</p><p></p><p>Porque &#233; essa mulher que inspira.</p><p>&#201; essa m&#227;e que seus filhos v&#227;o admirar.</p><p></p><p>Tr&#234;s beijinhos,</p><p>Chy Ram&#237;rez</p><p>Terapeuta especialista em desbloqueio da ambi&#231;&#227;o  feminina</p><p></p><p>Se voc&#234; quer saber mais sobre a T.R.I., clique no link: https://chyramirez.keepo.bio/</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!0cWY!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F34a9a525-46ff-41ae-8951-7cf82f9b8120_2268x4032.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!0cWY!, /__u/chyramirez.substack.com/w_424, /__u/chyramirez.substack.com/c_limit, /__u/chyramirez.substack.com/f_webp, /__u/chyramirez.substack.com/q_auto:good, /__u/chyramirez.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F34a9a525-46ff-41ae-8951-7cf82f9b8120_2268x4032.jpeg 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!0cWY!, /__u/chyramirez.substack.com/w_848, /__u/chyramirez.substack.com/c_limit, /__u/chyramirez.substack.com/f_webp, /__u/chyramirez.substack.com/q_auto:good, 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independ&#234;ncia emocional para conseguir dizer &#8220;n&#227;o&#8221; sem culpa ou julgamento.</p><p>Essa minha cren&#231;a nasceu muitos anos atr&#225;s e ela s&#243; vem se fortalecendo.<br><br>Em todos os trabalhos que j&#225; tive, na &#233;poca da CLT, empreendendo, atendendo alunas, mentoradas, clientes e conversando com amigas, eu fui percebendo um padr&#227;o muito claro entre n&#243;s mulheres.<br><br>Existe algo que muda completamente a forma como vivemos a vida: a independ&#234;ncia emocional.<br><br>Porque quando uma mulher n&#227;o tem independ&#234;ncia emocional, ela come&#231;a a colocar o peso da pr&#243;pria felicidade em tudo que est&#225; fora dela. No marido, nos filhos, na fam&#237;lia, no trabalho, nas circunst&#226;ncias da vida.<br><br>Ent&#227;o ela passa a sentir que s&#243; pode estar bem se os filhos estiverem bem, se o casamento estiver perfeito, se todo mundo estiver feliz, saud&#225;vel, dando certo. E a vida n&#227;o funciona assim. A vida n&#227;o entrega cen&#225;rios perfeitos o tempo todo.<br><br>Quando a gente n&#227;o tem essa independ&#234;ncia emocional, a gente acaba dependendo dessas coisas para se sentir feliz. E isso nos coloca em um lugar muito fr&#225;gil.<br><br>Por isso eu acredito profundamente que n&#243;s precisamos aprender a ser felizes primeiro com quem somos. A vida, as pessoas, o trabalho, o casamento, os filhos&#8230; tudo isso pode acrescentar felicidade. Mas n&#227;o pode ser o que sustenta a nossa felicidade.<br>E tem outra coisa essencial.<br></p><p>Existe um outro ponto que, para mim, &#233; igualmente importante: a independ&#234;ncia financeira.<br><br>Mesmo que a mulher tenha um marido maravilhoso que pague todas as contas da casa, como &#233; o meu caso, n&#243;s precisamos ter o nosso sustento tamb&#233;m. N&#227;o porque o nosso valor esteja no dinheiro. O nosso valor n&#227;o est&#225; no que temos nem no que fazemos. O nosso valor est&#225; em quem somos.<br><br>Mas quando uma mulher precisa pedir dinheiro o tempo todo, justificar cada gasto, se explicar para comprar algo para si mesma, algo come&#231;a a acontecer dentro dela.<br><br>Ela come&#231;a a se sentir pequena.<br>Come&#231;a a se comparar com outras mulheres.<br><br>Come&#231;a a criar uma narrativa dentro da pr&#243;pria cabe&#231;a de que talvez ela n&#227;o seja capaz, de que talvez ela n&#227;o consiga, de que talvez ela dependa sempre de algu&#233;m.<br><br>E essa narrativa vai soterrando, aos poucos, quem ela realmente &#233;.<br><br>Por isso, para mim, independ&#234;ncia financeira n&#227;o tem nada a ver com bolsas de marca, carros de luxo ou roupas caras. Tem a ver com algo muito mais profundo.<br><br>Tem a ver com a capacidade de olhar para a pr&#243;pria vida e saber que voc&#234; pode construir coisas por voc&#234; mesma.<br><br>Tem a ver com dignidade.<br>Tem a ver com confian&#231;a.<br>Tem a ver com acreditar na pr&#243;pria for&#231;a.<br><br>&#201; por isso que eu comecei a falar sobre ambi&#231;&#227;o feminina.<br><br>N&#227;o &#233; sobre competir com homens.<br>N&#227;o &#233; sobre deixar de ser feminina.<br>N&#227;o &#233; sobre viver em guerra com a maternidade.<br><br>&#201; sobre n&#243;s mulheres aprendermos a viver com independ&#234;ncia emocional e independ&#234;ncia financeira, sem precisar nos perder de n&#243;s mesmas no processo.<br><br>Porque quando uma mulher aprende a acessar a pr&#243;pria for&#231;a, ela n&#227;o transforma s&#243; a pr&#243;pria vida.<br>Ela transforma tudo ao redor dela.<br></p><p>Por&#233;m, mesmo sendo essencial acessar e viver essa liberdade, muitas de n&#243;s temos feridas profundas que nos impedem de concretizar essa depend&#234;ncia.</p><p>Feridas que ativam o medo do abandono, da trai&#231;&#227;o, da injusti&#231;a, da humilha&#231;&#227;o e da rejei&#231;&#227;o. Ent&#227;o, nestes casos, n&#227;o basta querer, &#233; preciso desbloquear, curar, ressignificar.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Mas antes de acessar um grande presente, deixa seu e-mail para n&#227;o perder os pr&#243;ximos.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>Foi pensando nisso que criei o Diagn&#243;stico Terap&#234;utico das Feridas Emocionais.</p><p>Voc&#234; responde as perguntas e recebe o diagn&#243;stico, de forma gratuita, no seu e-mail em at&#233; 72 horas.</p><p><a href="https://forms.gle/cKx7cpqejd4HdaTo7">Clique aqui</a> e fa&#231;a o teste para descobrir qual ferida emocional est&#225; te impedindo de viver a vida que voc&#234; merece.</p><p>Te vejo por l&#225;.</p><p>Tr&#234;s beijinhos, </p><p>Chy Ramirez</p><p>Terapeuta especialista em ambi&#231;&#227;o feminina</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Por que é tão difícil ter ambição depois da maternidade?]]></title><description><![CDATA[Talvez voc&#234; esteja passando por isso agora.]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/por-que-e-tao-dificil-ter-ambicao</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/por-que-e-tao-dificil-ter-ambicao</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Mon, 23 Feb 2026 19:24:19 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/dce98e03-829e-4440-8c81-9c0c65098597_1536x1024.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Querida autora,</p><p>Agora que entendi que a minha dor precisava se tornar minha miss&#227;o, comecei a trazer com for&#231;a o assunto da ambi&#231;&#227;o feminina.</p><p>Se voc&#234; quiser entender mais sobre isso, com uma vis&#227;o diferente, j&#225; me segue no Instagram: <a href="https://www.instagram.com/chy.ramirez/">Chy Ramirez | Ambi&#231;&#227;o Feminina (@chy.ramirez) &#8226; Instagram profile</a></p><p>E j&#225; deixo aqui uma dica, tire um tempo para ler as legendas, escrevo cada uma delas com meu cora&#231;&#227;o, de forma artesanal, sem Chatgpt. Ent&#227;o lembre-se disso ao acompanhar meus conte&#250;dos, se ler os coment&#225;rios do meu primeiro post fixado por l&#225;, ver&#225;s que vale a pena. N&#227;o ser&#225; perda de tempo.</p><p>Bom, com essa miss&#227;o, mergulhei em mim mesma e uma coisa que j&#225; te digo faz tempo, &#233; que &#8220;perguntas certas importam mais que respostas prontas&#8221;, ent&#227;o, nesse mergulho, me desafiei a criar muitas perguntas.</p><p>Uma delas foi essa do t&#237;tulo, a resposta aqui ser&#225; pessoal e vou amar ter a sua vis&#227;o tamb&#233;m. Acredito que cada uma de n&#243;s vive algo parecido mas nunca igual. E para quem ainda n&#227;o tem filhos, mas pensa ter, seria interessante ler tamb&#233;m.</p><p>A verdade &#233; que eu aprendi a me orgulhar do meu cansa&#231;o.</p><p>Eu aprendi que estar exausta era prova de amor.<br>Que me colocar por &#250;ltimo era maturidade.<br>Que se eu desse conta de tudo em sil&#234;ncio, eu era forte.</p><p>E, por alguns anos, eu deixei minha ambi&#231;&#227;o encostada num canto da casa.<br>Como quem guarda uma pe&#231;a delicada para n&#227;o quebrar, at&#233; mesmo com medo de desapegar, como se soubesse que um dia iria precisar daquilo de novo.</p><p>Eu dizia que estava tudo bem, que meus sonhos podiam esperar. Que a maternidade sempre seria prioridade. Mas na vida tudo depende do contexto e da necessidade.</p><p>Quando a Fe nasceu, 18 anos atr&#225;s, eu precisava trabalhar, n&#227;o tinha escolha. Com 3 meses coloquei ela na creche o dia todo, chorava todo dia por deix&#225;-la l&#225;. Mas eu tinha que pagar aluguel, comprar comida e sustentar aquele ser indefeso e lindo.</p><p>Na &#233;poca, eu n&#227;o tinha o parceiro ideal, n&#227;o me sentia segura. Mas isso me ensinou a ser minha pr&#243;pria seguran&#231;a.</p><p>Quando decidi que n&#227;o dava mais para viver com um narcisista, sa&#237; de casa com a filha no colo e duas malas. Deixei para tr&#225;s carro, moto, medos e inseguran&#231;as.</p><p>Claro que levei outros medos e inseguran&#231;as junto, mas eu tinha algu&#233;m que dependia de mim, ent&#227;o minha meta era apenas dar conta, sobreviver.</p><p>Quase 2 anos depois conheci meu atual marido. De cara, percebi que havia encontrado um homem de verdade, com H mai&#250;sculo como dizem.</p><p>Em 3 meses de namoro ele vendeu a moto &#8220;veia&#8221; dele, comprou um celta duas portas, sem ar condicionado, 100% financiado em 60 meses. Tudo para que n&#243;s pud&#233;ssemos ir morar com ele. Eu precisaria do carro para levar a filha na escola e ir trabalhar, dada a dist&#226;ncia agora da minha rotina. Tem no&#231;&#227;o que esse homem me via com ele 5 anos depois???</p><p>Na real acredito que via at&#233; mais porque j&#225; se passaram 15 anos juntos e permanecemos t&#227;o felizes e apaixonados como naquela &#233;poca de dificuldade.</p><p>Quando mudamos de Estado, sa&#237; da Hotelaria e comecei a empreender, no in&#237;cio como muitas de n&#243;s mulheres, para ficar mais perto da filha. Eu poderia trabalhar de casa, a Fe tinha 7 anos na &#233;poca, precisava de mim nessa mudan&#231;a, eu seria seu suporte.</p><p>Com o tempo fui amando a Confeitaria, tendo novos sonhos, sonhos as vezes at&#233; megaloman&#237;acos. Acabei trabalhando demais, de domingo a domingo e, mesmo em casa ou na doceria, minha alma n&#227;o parecia presente em muitos momentos.</p><p>E quando eu finalmente comecei a construir um desses grandes sonhos, ter uma doceria exatamente como um dia imaginei, mesmo gr&#225;vida, n&#227;o desisti. Hoje vejo como eu era meio doida, ou talvez seriam os horm&#244;nios hehe.</p><p>Em 2019 nasceu o Lucas, nosso segundo filho, a fam&#237;lia parecia ainda mais maravilhosa agora, um casal, o sonho de muitos pais.</p><p>Minha doceria dos sonhos inaugurou em 8 de mar&#231;o de 2020. E no dia 20 de mar&#231;o foi decretado lockdown. Foram dias assustadores, eu com um beb&#234; de 5 meses e uma filha adolescente em casa, com aulas online, e a d&#250;vida se fechava ou n&#227;o minha doceria dos sonhos.</p><p>Depois de muitas l&#225;grimas, ponderar, tomei a decis&#227;o de fechar. Financeiramente n&#227;o foi f&#225;cil, mas emocionalmente n&#227;o foi t&#227;o dif&#237;cil.</p><p>Um sonho morria ali. Apenas mais um sonho. E agora voc&#234; ir&#225; entender nessa carta o que eu levei anos para acessar:</p><p><em><strong>A ambi&#231;&#227;o mora no seu &#226;mago</strong></em>.</p><p>Ou seja, tudo que eu vivia, sonhava, realizava, eram apenas sonhos.</p><p>E eles n&#227;o s&#227;o t&#227;o importantes assim.</p><p>Calma, n&#227;o estou louca.</p><p>Voc&#234; pode ter muitos sonhos na vida. E mudar toda hora de sonho.</p><p>Imagina que voc&#234; tem o sonho de conhecer a Disney, se n&#227;o conhecer voc&#234; vai viver sua vida de forma deprimente?</p><p>E se conheceu a Disney e agora com esse &#8220;check&#8221; feito, voc&#234; sonha conhecer a It&#225;lia?</p><p>Sonhos s&#227;o desejos, objetivos que voc&#234; da &#8220;check&#8221;, ou n&#227;o.</p><p>Eles colorem sua vida, mas n&#227;o definem sua vida.</p><p>Ambi&#231;&#227;o &#233; algo bem mais profundo.</p><p>Ambi&#231;&#227;o &#233; dar vida, &#233; mover em dire&#231;&#227;o &#224; quem voc&#234; deseja ser, qual vida deseja viver.</p><p>Minha ambi&#231;&#227;o sempre foi ter uma fam&#237;lia. Isso n&#227;o era apenas um &#8220;check pra mim&#8221;, era minha necessidade b&#225;sica de ser, existir, criar legado, me desenvolver, evoluir.</p><p>A ambi&#231;&#227;o da vida que desejo viver ainda n&#227;o se realizou. E aqui que me perdi ap&#243;s a maternidade. Eu fiquei t&#227;o feliz e maravilhada por ter essa fam&#237;lia linda e aben&#231;oada que esqueci daquele quadro da vida que desejo ter com eles.<br>Ent&#227;o, entre cren&#231;as, opini&#245;es alheias, aprendizados impl&#237;citos e influenciada pelo mundo tamb&#233;m, eu me confundi no processo.</p><p>Confundi ambi&#231;&#227;o com ego&#237;smo. Acreditei que desejar ainda mais, depois de ter a minha fam&#237;lia, era ingratid&#227;o. Me iludi achando que, se buscasse essa vida do meu quadro l&#225; da alma, eu deixaria de pertencer porque, de alguma forma, algu&#233;m que eu amo iria perder, que eu seria aus&#234;ncia.</p><p>Eu confundi a ambi&#231;&#227;o da maternidade com identidade.<br>&#201; aqui que voc&#234; pode estar errando tamb&#233;m.</p><p>Cuidar dos filhos, da casa, &#233; um trabalho (que deveria ser remunerado mas isso &#233; papo para outro dia). Um dia os filhos crescem, a casa fica menor e, se voc&#234; manter isso como identidade, quem voc&#234; ir&#225; se tornar sem eles? Porque uma coisa &#233; certa, eles ir&#227;o crescer e ter a pr&#243;pria vida. E voc&#234;? Vai desaparecer?</p><p>Eu amo ser m&#227;e. Sempre foi minha ambi&#231;&#227;o ter essa fam&#237;lia.<br>Mas eu n&#227;o nasci apenas para ser m&#227;e. Lembra que a ambi&#231;&#227;o mora no seu &#226;mago? Na sua alma? Tem essa vers&#227;o que eu queria me tornar sendo m&#227;e, e tem essa vida que eu desejava viver. Tudo isso foi plantado em mim antes da maternidade.</p><p>O que tornou dif&#237;cil manter minha ambi&#231;&#227;o n&#227;o foi a falta de tempo, foi o medo de parecer insuficiente.</p><p>Medo de n&#227;o ser a m&#227;e perfeita. Medo de ouvir que eu estava &#8220;inventando coisa&#8221;.<br>Medo de que crescer significasse me afastar.</p><p>Ent&#227;o eu me acomodei. Eu me convenci de que o que eu tinha era suficiente.<br>E era suficiente, sim, afinal tamb&#233;m era minha maior ambi&#231;&#227;o.<br>Mas n&#227;o era tudo, ainda.</p><p>A gente nasce com um prop&#243;sito, e o meu sempre esteve atrelado &#224; fam&#237;lia. E para que a fam&#237;lia tenha sustenta&#231;&#227;o, a mulher sempre foi essencial manter sua feminilidade, mas, nos dias de hoje, sua independ&#234;ncia emocional e financeira tamb&#233;m.</p><p>Para que pud&#233;ssemos estar com pessoas por desejo e n&#227;o necessidade. Para que pud&#233;ssemos tamb&#233;m ser apoio em dias dif&#237;ceis (quando meu marido ficou mais de um ano desempregado, meu neg&#243;cio n&#227;o nos deixou passar fome), para que pud&#233;ssemos sonhar pela fam&#237;lia, ter mais, ser mais. Afinal, desenvolvimento e estrutura emocional tamb&#233;m custa dinheiro.</p><p>E vamos &#224; vida que eu desejo viver...ainda n&#227;o vou te contar agora, em breve. Mas uma coisa voc&#234; precisa saber, estou apenas come&#231;ando. E, aos quase 44 anos, que fa&#231;o nesta quarta, digo que em nada me impede.</p><p>Eu reencontrei minha segunda ambi&#231;&#227;o de vida recentemente. E ela ser&#225; resultado do meu servir, da minha miss&#227;o. E ir&#225; me proporcionar a vida que desejo ter, com minha fam&#237;lia e depois com meu marido, quando os filhos voarem do ninho. E atrav&#233;s dessa miss&#227;o, levarei centenas de mulheres comigo.</p><p>Se voc&#234; deseja ser uma delas, me segue no Instagram e tamb&#233;m fica por aqui. Grandes coisas est&#227;o por vir. Como falei, estou apenas come&#231;ando.</p><p>Voltando a pergunta chave dessa carta, &#8220;por que &#233; t&#227;o dif&#237;cil ter ambi&#231;&#227;o depois da maternidade?&#8221;, a resposta mais simples que posso te dar, &#233; porque nos perdemos mesmo na nossa identidade. Acreditamos que somos m&#227;es, como isso apenas nos definisse. Mas ser m&#227;e &#233; uma parte linda nossa, mas n&#227;o a &#250;nica.</p><p>E o caminho para reencontrar nossa identidade &#233;, atrav&#233;s do autoconhecimento, e desbloqueando tudo que nos travou e limitou at&#233; aqui.</p><p>E assim, a minha skin terapeuta nasceu.</p><p>Ainda tenho muito mais para te mostrar sobre a verdadeira ambi&#231;&#227;o, n&#227;o essa caricata que voc&#234; aprendeu com as vil&#227;s dos filmes de princesa, nas novelas e com as pessoas que vivem no medo, no conformismo e na aceita&#231;&#227;o.</p><p>Se permitir sonhar &#233; f&#225;cil, quero ver se permitir ter ambi&#231;&#227;o novamente.</p><p>Voc&#234; se permite?</p><p>E quem voc&#234; ir&#225; desagradar quando se permitir acessar essa identidade em si mesma?</p><p>At&#233; a pr&#243;xima.</p><p>Tr&#234;s beijinhos,</p><p>Chy Ramirez</p><p>Terapeuta especialista em ambi&#231;&#227;o feminina</p><p></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Deixe seu e-mail gratuitamente para n&#227;o perder a pr&#243;xima carta. </p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA["Você é o sonho das suas ancestrais"]]></title><description><![CDATA[E isso pode se tornar o seu maior peso.]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/voce-e-o-sonho-das-suas-ancestrais</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/voce-e-o-sonho-das-suas-ancestrais</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Mon, 12 Jan 2026 13:49:13 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/d027124f-ee21-47b9-8374-eee7eea3a84d_3840x2160.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p><strong>Querida Autora,</strong></p><p>Eu comecei a assistir <strong>&#8220;</strong><em><strong>All Her Fault&#8221;</strong></em> achando que estava entrando numa s&#233;rie sobre um sequestro. E, sim, o pequeno Milo desaparece. O medo &#233; real, a tens&#227;o &#233; real, o desespero tamb&#233;m. Mas, conforme os epis&#243;dios avan&#231;am, fica imposs&#237;vel n&#227;o perceber que a s&#233;rie est&#225; contando em paralelo outra hist&#243;ria, uma bem mais silenciosa e bem mais comum: <em><strong>a hist&#243;ria da mulher exausta.</strong></em></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Deixe seu e-mail para receber mais reflex&#245;es como essa gratuitamente e reescrever uma nova hist&#243;ria, mais leve, feliz e pr&#243;spera.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>Marissa acorda antes do despertador n&#227;o porque &#233; organizada, mas porque a mente n&#227;o desliga e a lista di&#225;ria de afazeres parece insustent&#225;vel. Jenny confere o celular antes mesmo de escovar os dentes e j&#225; encontra mensagens da escola, pend&#234;ncias do trabalho, pequenas urg&#234;ncias que se acumulam como se fossem leves, mas que juntas pesam toneladas. As duas tentam dar conta. Do filho, do trabalho, da casa, do marido, da pr&#243;pria imagem, da expectativa dos outros. <strong>Tentam n&#227;o falhar. E falham o tempo todo</strong>, n&#227;o porque s&#227;o incompetentes, mas porque ningu&#233;m sustenta tudo sozinha por muito tempo sem come&#231;ar a quebrar por dentro.</p><p>A s&#233;rie mostra isso nos detalhes, o caf&#233; esquecido na mesa, o olhar cansado no espelho do elevador, o pedido de desculpas autom&#225;tico ao marido por fazer melhor, a culpa constante de nunca estar inteira em lugar nenhum. Elas est&#227;o sempre devendo. Devendo tempo, devendo presen&#231;a, devendo paci&#234;ncia, devendo alegria. E o mais cruel &#233; que acreditam que a falha &#233; pessoal.</p><p><strong>Mesmo casadas se sentem sozinhas</strong>. E, quando o sequestro do Milo acontece, o marido de Marissa &#224; culpa pela sua neglig&#234;ncia como se ele mesmo n&#227;o devesse estar dispon&#237;vel. O marido da Jenny &#224; culpa pela falha na contrata&#231;&#227;o da bab&#225;, que ele mesmo poderia ter ajudado a pesquisar mais se n&#227;o ficasse no carro vendo v&#237;deos no Tiktok e tomando milkshake, tendo momentos s&#243; pra ele, fugindo da responsabilidade enquanto sua esposa tenta abra&#231;ar tudo sozinha como uma m&#227;e solteira.</p><p>Essa &#233; a parte que d&#243;i de assistir. Porque &#233; a parte que reconhe&#231;o em muitas mulheres.</p><p>Voc&#234; acorda antes de todo mundo, resolve problemas que n&#227;o s&#227;o seus, segura a equipe que as vezes n&#227;o entrega o que foi pedido, faz o trabalho que garante o reconhecimento do chefe, ampara a amiga que s&#243; fala da pr&#243;pria vida, sustenta a casa, o trabalho, a rotina e o emocional de todo mundo. E ainda tenta parecer bem. Bonita, organizada, competente, forte. <strong>A internet aplaude esse tipo de mulher.</strong> A que d&#225; conta. A que vence. A que n&#227;o para. A que &#8220;faz acontecer&#8221;. O que ningu&#233;m mostra &#233; o custo.</p><p>Ningu&#233;m mostra o corpo que n&#227;o descansa quando dorme, a mente que n&#227;o silencia nem nas f&#233;rias, a exaust&#227;o que n&#227;o passa com um fim de semana. Esse n&#227;o &#233; um cansa&#231;o de quem correu dez quil&#244;metros. &#201; um cansa&#231;o que vem de uma mente inquieta, sobrecarregada, culpada. Um cansa&#231;o que n&#227;o vai embora quando voc&#234; deita.</p><p><strong>At&#233; o dia em que o corpo cobra. Ou a alma. Ou os dois.</strong></p><p><strong>E a conta chega</strong> de formas que quase nunca s&#227;o associadas &#224; origem real do problema. Primeiro vem a irrita&#231;&#227;o que explode &#8220;do nada&#8221;. Depois o cansa&#231;o cr&#244;nico, aquele que n&#227;o melhora nem com sono. A culpa constante, a sensa&#231;&#227;o de estar sempre devendo algo a algu&#233;m ou &#224; vida. Aos poucos aparece a apatia, o ganho de peso, uma tristeza sem nome, uma vontade recorrente de sumir por alguns dias. Em muitos casos, isso vira burnout. <strong>Em quase todos, vira solid&#227;o.</strong></p><p><em><strong>A verdade &#233; que ningu&#233;m sustenta tudo sozinha por muito tempo sem pagar um pre&#231;o. E esse pre&#231;o &#233; sempre voc&#234;.</strong></em></p><p>Na s&#233;rie, aparecem tamb&#233;m as outras m&#227;es. As que n&#227;o trabalham fora, s&#227;o donas de casa, est&#227;o sempre na escola, as que organizam eventos, as que t&#234;m tempo. E, mesmo sem querer, o julgamento acontece. Como se existisse apenas um jeito certo de ser m&#227;e. Como se existisse apenas um jeito certo de ser mulher. Como se voc&#234; n&#227;o pudesse escolher. Como se voc&#234; estivesse sempre devendo alguma coisa a algu&#233;m. A compara&#231;&#227;o vem f&#225;cil: com a influencer da mesa posta e do corpo perfeito, com a mulher da casa impec&#225;vel, com a m&#227;e da lancheira saud&#225;vel com frutas bem cortadas e panquecas em forma de dinossauros, com a sua pr&#243;pria m&#227;e, com a sua av&#243;, com todas as mulheres antes de voc&#234;. Como se a sua obriga&#231;&#227;o fosse superar todas elas. Como se isso fosse uma disputa, uma guerra. E assim nasce esse padr&#227;o de concorr&#234;ncia desleal entre n&#243;s mulheres. E com isso nos afastamos cada vez mais da uni&#227;o, do apoio, do colo, do acolhimento, do incentivo, da admira&#231;&#227;o.</p><p>Voc&#234; aprendeu que ser forte &#233; aguentar. Aprendeu que &#8220;dormir &#233; para os fracos&#8221;, que &#8220;Deus ajuda quem cedo madruga&#8221;, que voc&#234; &#233; &#8220;o sonho das suas ancestrais&#8221;, que voc&#234; &#233; &#8220;a soma dos seus resultados&#8221;. Cada frase dessas parece inofensiva, mas cada uma vira mais um tijolo colocado nas suas costas.</p><p>O mais perigoso n&#227;o &#233; o cansa&#231;o. &#201; se acostumar com ele. &#201; achar que a vida &#233; isso. &#201; normalizar o adoecimento.</p><p>E ent&#227;o algu&#233;m diz: <em><strong>&#8220;a vida &#233; assim mesmo, tem que se conformar&#8221;.</strong></em></p><p>Mas a palavra &#8220;conformar&#8221; vem do latim <em>conformare</em>, que significa &#8220;dar forma&#8221;, &#8220;moldar&#8221;, &#8220;modelar&#8221;, &#8220;adaptar&#8221; ou &#8220;tornar-se igual em forma&#8221;. &#201; a jun&#231;&#227;o de <em>com</em> (&#8220;junto&#8221;) e <em>forma</em> (&#8220;forma&#8221;). Ou seja: se conformar &#233; permitir ser moldada por um padr&#227;o. &#201; aceitar ser encaixada numa forma que n&#227;o nasceu para voc&#234;.</p><p><strong>Voc&#234; n&#227;o precisa se conformar a nada disso.</strong></p><p><strong>Voc&#234; apenas aprendeu esse padr&#227;o</strong>. Aprendeu com a sua av&#243;, com a sua m&#227;e, com as mulheres antes de voc&#234;. Aprendeu na cultura, na compara&#231;&#227;o, nas frases que parecem motivacionais, mas s&#227;o apenas <strong>romantiza&#231;&#227;o de exaust&#227;o. </strong>E tudo que &#233; aprendido pode ser reaprendido.</p><p>Na terapia, isso aparece o tempo todo. N&#227;o &#233; falta de disciplina. N&#227;o &#233; pregui&#231;a. N&#227;o &#233; incapacidade. S&#227;o padr&#245;es emocionais rodando no autom&#225;tico. O ano novo chega e voc&#234; faz promessas de uma vida diferente, de uma vers&#227;o melhor que vai dar conta. Mas continua reagindo igual, escolhendo igual, se sabotando igual, se abandonando igual.</p><p>Talvez voc&#234; n&#227;o precise de mais um Ano Novo. Talvez precise apenas parar de se moldar ao mesmo molde.</p><p>Talvez o maior risco n&#227;o seja viver cansada. Seja viver sem nunca mais se perguntar: &#8220;e eu, onde fiquei nessa hist&#243;ria?&#8221;</p><p>Um dia, voc&#234; n&#227;o vai olhar para tr&#225;s e se orgulhar de ter sido a mais produtiva ou a que mais deu conta de tudo. Vai querer saber se teve uma vida que valeu a pena ser vivida. E isso n&#227;o nasce da for&#231;a. Nasce da consci&#234;ncia, no presente, da vida que voc&#234; realmente deseja viver e at&#233; quanto est&#225; disposta a pagar por isso.</p><p>Compartilha comigo se voc&#234; tem se sentido cansada ou sobrecarregada:</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/p/voce-e-o-sonho-das-suas-ancestrais/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/chyramirez.substack.com/p/voce-e-o-sonho-das-suas-ancestrais/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><p></p><p>Tr&#234;s beijinhos,<br>Chy Ramirez</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!T0CF!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7f61b158-07be-4ac6-a561-4c6fe522dbdf_1080x1350.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!T0CF!, /__u/chyramirez.substack.com/w_424, /__u/chyramirez.substack.com/c_limit, /__u/chyramirez.substack.com/f_webp, /__u/chyramirez.substack.com/q_auto:good, /__u/chyramirez.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7f61b158-07be-4ac6-a561-4c6fe522dbdf_1080x1350.png 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!T0CF!, /__u/chyramirez.substack.com/w_848, /__u/chyramirez.substack.com/c_limit, /__u/chyramirez.substack.com/f_webp, /__u/chyramirez.substack.com/q_auto:good, 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src="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!T0CF!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7f61b158-07be-4ac6-a561-4c6fe522dbdf_1080x1350.png" width="1080" height="1350" 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vida.]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/nao-vou-mais-soprar-canela</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/nao-vou-mais-soprar-canela</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Sat, 03 Jan 2026 15:55:33 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/33d59e06-ee0e-4a11-bb1b-5c151d8b4b0f_360x359.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Querida Autora,</p><p>Dia primeiro de janeiro eu n&#227;o soprei canela nem escrevi minhas metas 2026.</p><p>Eu aprendi que soprar canela na porta de casa, dia primeiro de todo m&#234;s, traria prosperidade. E assim segui por alguns anos com essa cren&#231;a porque algu&#233;m que eu confio me ensinou.</p><p>Neste Reveillon, como em todos,  eu vi muitas pessoas fazendo rituais acreditando que ganharia algo. </p><p>Pular sete ondas, comer 7 uvas, comer lentilha meia noite&#8230;s&#227;o tantas cren&#231;as que nem me lembro mais. Se voc&#234; conhece mais alguma me conta aqui:</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/p/nao-vou-mais-soprar-canela/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/chyramirez.substack.com/p/nao-vou-mais-soprar-canela/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><p>Vi tamb&#233;m tanta gente compartilhando suas listas de metas para 2026, vi promessas sendo repetidas com esperan&#231;a nos olhos.</p><p>E eu confesso que eu j&#225; acreditei que soprar canela no dia 1&#186; traria prosperidade.</p><p>J&#225; acreditei que escrever metas novas, em folhas novas, mudaria alguma coisa sozinha.</p><p>J&#225; acreditei na lentilha, nas ondinhas, e tantas outras coisas.</p><p>J&#225; acreditei at&#233; em Papai Noel. E acredito que voc&#234; tamb&#233;m.</p><p>Meu filho ainda acredita e quem sou para quebrar essa magia dele?</p><p>Mas sabe a diferen&#231;a entre ele, eu e voc&#234;?</p><p>Ele tem 6 aninhos. </p><p>N&#243;s j&#225; crescemos, somos adultas.</p><p>Ent&#227;o eu decidi n&#227;o soprar mais canela, passei minha ceia alinhada com meus valores, em casa, em fam&#237;lia, em paz. N&#227;o fizemos lentilha nem lombinho. Fizemos fil&#233; de peixe com molho, arroz branco, batata palha.</p><p>Eu tenho refluxo e janto cedo. E por isso jantamos antes das 21h, fiz uma sobremesa saud&#225;vel porque decidi algumas mudan&#231;as em rela&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de para toda fam&#237;lia. </p><p>Filho dormiu cedo, fiquei na companhia do marido e vimos os fogos sem estourar espumante (faz anos que me faz mal e ainda tomava para seguir &#8220;regras&#8221;, qual sentido disso?).</p><p>Me senti leve, feliz, sem press&#227;o de fazer &#8220;sala&#8221; pra ningu&#233;m. Me senti em paz, e isso &#233; tudo que quero cada vez mais na minha vida.</p><p>&#8220; A VIDA MUDA QUANDO A GENTE MUDA.&#8221;</p><p>E &#233; aqui que decidi deixar de lado todas as crendices populares e assumir as r&#233;deas da minha vida.</p><p>De que adianta voc&#234; pular ondinhas, soprar canela, comer lentilha e continuar com o mesmo comportamento? Nada vai mudar na sua vida.</p><p>Nada ir&#225; cair do c&#233;u al&#233;m de chuva e raios.</p><p>N&#227;o tomei essa decis&#227;o por desrespeito &#224; tradi&#231;&#227;o.</p><p>Rituais sempre existiram como formas simb&#243;licas de lidar com o medo do futuro e com a necessidade humana de controle.</p><p>Eles parecem fazer sentido. Eles acolhem. Eles organizam a esperan&#231;a.</p><p>O problema n&#227;o &#233; o ritual.</p><p>O problema &#233; quando ele vira bengala,  substituto da responsabilidade emocional.</p><p>Vi isso com nitidez desconcertante em cada mulher que j&#225; atendi.</p><p>Quando voc&#234; acredita que algo externo vai &#8220;trazer&#8221; prosperidade, sem perceber, se afasta das escolhas, dos limites e das decis&#245;es que realmente constroem uma vida pr&#243;spera.</p><p>&#201; como se dissesse ao inconsciente: &#8220;Algu&#233;m resolve por mim.&#8221;</p><p>E ningu&#233;m resolve.</p><p>Crescemos cercadas de cren&#231;as familiares que fizeram sentido em algum momento.</p><p>Mas maturidade emocional &#233; justamente isso, a capacidade de revisar o que ainda serve e soltar o que mant&#233;m a gente no mesmo lugar.</p><p>Carregamos tantos pesos para honrar quem amamos mas principalmente quem nos ama. Mas carregar pesos desnecess&#225;rios tornam nossa caminhada mais lenta, dolorida. </p><p>Prosperidade n&#227;o se sopra. Ela se constr&#243;i com consci&#234;ncia, dire&#231;&#227;o e responsabilidade.</p><p>O problema raramente &#233; a falta de metas. Voc&#234; pode faz&#234;-las, mas sem um planejamento de como alcan&#231;&#225;-las e sem quebrar esses padr&#245;es enraizados no seu comportamento, voc&#234; jamais dar&#225; check nos seus sonhos.</p><p>&#201; essa repeti&#231;&#227;o dos mesmos padr&#245;es emocionais que te faz acreditar que o calend&#225;rio far&#225; o trabalho interno.</p><p>Criar metas sem revisar padr&#245;es &#233; como mudar o destino no GPS sem mexer no volante. O endere&#231;o muda, mas o caminho segue igual.</p><p>A gente muda a lista.</p><p>Muda o planner.</p><p>Muda a promessa.</p><p>Mas continua reagindo igual, escolhendo igual, se sabotando nos mesmos pontos.</p><p>Por isso eu escolhi fazer diferente. Porque j&#225; n&#227;o sou mais a mesma pessoa.</p><p>N&#227;o deleguei meus resultados a um ritual.</p><p>N&#227;o terceirizei minha dire&#231;&#227;o ao simb&#243;lico.</p><p>Eu permaneci comigo, honrando meus valores e a vida que desejo viver.</p><p>Porque prosperidade come&#231;a quando assumimos a dire&#231;&#227;o da pr&#243;pria vida e isso n&#227;o acontece no dia 1&#186;.</p><p>Acontece quando temos coragem de olhar para dentro e dizer: &#8220;Agora sou eu, agora &#233; comigo.&#8221;</p><p>Se voc&#234; se viu nessas linhas, n&#227;o &#233; falta de disciplina.</p><p>Muito menos pregui&#231;a. &#201; aus&#234;ncia de dire&#231;&#227;o interna.</p><p>E sem dire&#231;&#227;o interna, nenhuma meta se sustenta.</p><p>&#128205; Por isso, no dia 5 de janeiro, vou abrir novamente a sess&#227;o terap&#234;utica especial &#8220;Sob Nova Dire&#231;&#227;o&#8221;.</p><p>Um espa&#231;o profundo e pr&#225;tico para identificar os padr&#245;es que te mant&#234;m no mesmo lugar.</p><p>Por exemplo, todo ano voc&#234; escreve que vai emagrecer, que vai vender mais, que vai ter mais tempo com seus filhos, que vai mudar de emprego, ou subir de cargo, ou vai se priorizar. </p><p>O ano termina e nada muda, suas metas serviram apenas para voc&#234; sentir culpa, se comparar e se diminuir.</p><p>Mas e se eu te disser que a culpa n&#227;o &#233; sua, &#233; do padr&#227;o do ambiente que voc&#234; cresceu e vive at&#233; hoje? </p><p>E se eu te dissesse que, em apenas uma sess&#227;o individual de tr&#234;s horas, podemos identificar esses padr&#245;es, entender as suas metas que nunca consegue alcan&#231;ar, o motivo disso e como ser capaz de ter, pela primeira vez, um <em><strong>novo ano </strong></em>na sua vida?</p><p>Voc&#234; pode come&#231;ar o ano com consci&#234;ncia, dire&#231;&#227;o e responsabilidade emocional.</p><p>N&#227;o &#233; sobre fazer mais. &#201; sobre viver diferente.</p><p><strong>Talvez voc&#234; n&#227;o precise de 365 novas oportunidades.</strong></p><p><strong>Talvez precise apenas assumir uma decis&#227;o.</strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Aproveita e se inscreve para receber mais oportunidades de mudan&#231;a real na sua vida.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>PS: A sess&#227;o especial &#8220;Sob nova dire&#231;&#227;o&#8221; custa R$ 650.00. Apenas dia 5 de janeiro disponibilizarei 6 vagas por 400,00 + presente para se priorizar por 45 dias, criando um novo comportamento. </p><p>Se 2025 ainda n&#227;o foi como voc&#234; desejava, tome uma decis&#227;o de mudar isso (e n&#227;o &#233; soprando canela), envie um email (chimenny.ramirez@gmail.com) me contando o que voc&#234; precisa mudar na sua vida e comece seu ano de forma madura, tomando a primeira decis&#227;o, de muitas,  por si mesma. </p><p>Chynelada do dia:</p><p>&#8220;Se voc&#234; sopra canela esperando prosperar, mas n&#227;o muda quem est&#225; no comando da sua vida, n&#227;o &#233; falta de sorte, &#233; falta de dire&#231;&#227;o.&#8221;</p><p>Tr&#234;s beijinhos,</p><p>Chy Ram&#237;rez</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Transforme sua história em Pix]]></title><description><![CDATA[O que voc&#234; viveu pode te deixar rica.]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/transforme-sua-historia-em-pix</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/transforme-sua-historia-em-pix</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Thu, 13 Nov 2025 00:39:54 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/dd1218ce-d167-4d2a-937f-9eab393521a0_1024x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Querida Autora,</p><p>Outro dia, sentei com um chimarr&#227;o ao lado do meu marido, o sol entrando pela janela e aquele tipo de sil&#234;ncio que s&#243; o amor maduro consegue sustentar.<br>De repente, ele olhou pra mim e disse:<br> &#8212; Algum dia tu imaginou que conseguiria ser paga como escritora e ainda escrever assim a hist&#243;ria de tantas outras mulheres?</p><div class="pullquote"><p>Um adendo: J&#225; contei aqui outras vezes que meu av&#244; era escritor e escreveu mais 70 livros publicados, mesmo assim n&#227;o fez fortuna alguma com isso, o seu dinheiro vinha das profiss&#245;es de jornalista, professor e advogado. Ou seja, cresci com a cren&#231;a de que escrever nunca daria dinheiro. </p></div><p>E era verdade.<br>Porque o que me trouxe at&#233; aqui n&#227;o foram os algoritmos, nem os an&#250;ncios. (Mesmo depois de muitas forma&#231;&#245;es na &#225;rea de marketing, sinto que n&#227;o sei nada ainda sobre isso, hehe).<br>Foi a autoria.<br>A coragem de colocar em palavras o que vivi, e transformar isso em algo que gera valor, conex&#227;o e, sim, lucro. Mesmo n&#227;o sendo copywriter, entendi que o poder das palavras n&#227;o est&#225; no texto perfeito, mas na capacidade de gerar emo&#231;&#227;o (entrar em a&#231;&#227;o), mesmo atrav&#233;s da fala.</p><p>Nos &#250;ltimos 2 anos, entendi algo que mudou completamente minha forma de trabalhar:<br><strong> &#128214; </strong><em><strong>A hist&#243;ria &#233; o novo curr&#237;culo.</strong></em><br><strong> </strong>E mais do que isso, ela &#233; a nova moeda da credibilidade.</p><p>Segundo a <em>Harvard Business Review</em>, profissionais que compartilham sua trajet&#243;ria de forma aut&#234;ntica t&#234;m 76% mais chances de gerar confian&#231;a no p&#250;blico.<br>E confian&#231;a &#233; o que abre qualquer venda.<br>Mas o que ela traz de mais valioso n&#227;o &#233; o Pix, &#233; o respeito.</p><p>Neste ano, em uma das minhas aulas gratuitas, percebi uma mulher com os bra&#231;os apoiados na mesa e as m&#227;os segurando seu rosto. Chamei ela para conversar e descobri que j&#225; era mentora por anos, mas que possu&#237;a claramente uma inseguran&#231;a no seu olhar e na sua voz tr&#234;mula.<br>Ela Disse: <em>&#8220;Eu n&#227;o sei mais como vender sem parecer for&#231;ada, algo n&#227;o est&#225; mais conectando.&#8221;</em></p><p>Pedi que me contasse quando quase desistiu.<br>Veio o sil&#234;ncio. Depois, as l&#225;grimas.<br>E ali estava o ponto de virada, a parte da hist&#243;ria que ela escondia era justamente a mais poderosa. Eu enxergava isso claramente, mas ela ainda precisava ver tamb&#233;m.</p><p>Ela perdeu sua confian&#231;a quando uma cliente questionou seu m&#233;todo, desfez do seu trabalho e pediu ressarcimento do que havia pago, afirmando que ela era uma charlat&#227;. Sem nem questionar ou parar para pensar, ela devolveu o valor &#224;quela cliente e, sem se dar conta, perdeu ali sua autoconfian&#231;a.</p><p>De repente as reuni&#245;es n&#227;o resultavam mais em fechamentos, os encontros com as mentoradas causavam ansiedade e aceleravam seu cora&#231;&#227;o, ela se preparava horas antes de atender algu&#233;m, na d&#250;vida se seria capaz de realmente ajudar sua cliente. Ela estava envergando, definhando.</p><p>Mas uma &#250;nica pessoa n&#227;o seria capaz de minar assim sua confian&#231;a, algo dentro dela estava se perdendo, as vezes a compara&#231;&#227;o, os ru&#237;dos do digital, enfim, tudo de forma silenciosa, inconsciente.</p><p>Ela j&#225; nem postava mais nada, achava que era falta de criatividade. Doce ilus&#227;o.</p><p>( E talvez seja sua ilus&#227;o hoje tamb&#233;m).</p><p>Ali eu entendi que, na verdade ela estava vazia de si mesma, precisava ser preenchida. N&#227;o com mais conhecimento, mas com sua pr&#243;pria hist&#243;ria.</p><p>Ela adquiriu o<strong> </strong><em><strong>dossi&#234; Obra-prima</strong></em><strong> </strong>e, apenas nas perguntas da anamnese desatou a chorar. Era um choro profundo, sem freio, quase um desespero. Ali algumas fichas come&#231;aram a cair.</p><p>Mesmo ela, cheia de diplomas, havia permitido que a s&#237;ndrome da impostora &#224; dominasse. Mas se &#8220;dois corpos n&#227;o ocupam o mesmo espa&#231;o&#8221;, se voc&#234; se preenche de si mesma, n&#227;o deixa espa&#231;o para essa impostora ocupar sua mente.</p><p>Ap&#243;s 3 encontros de curadoria biogr&#225;fica, receitei um desafio: Contar o que havia acontecido com ela. N&#227;o com o objetivo de apontar a ex-cliente, e sim de exaltar o quanto estava insegura e perdida para acreditar em algu&#233;m, que mal &#224; conhecia, cham&#225;-la de charlat&#227; e ela achar poss&#237;vel isso ser verdade.<em><strong> &#8220;A ofensa s&#243; me atingiu, me abalou, porque eu permiti, eu havia me perdido de mim&#8221;,</strong></em> disse ela, sem filtros, no seu v&#237;deo.</p><p>A sua coragem gerou muitos coment&#225;rios maravilhosos de mentoradas e ex-mentoradas. Pessoas voltaram a indic&#225;-la pois ela transbordava confian&#231;a no seu olhar, seguran&#231;a na sua fala e autoridade na sua bagagem. As reuni&#245;es se tornaram vendas efetivas de novo.<br>Sem mais um curso, sem uma mentoria, apenas sua pr&#243;pria hist&#243;ria, vista por um &#226;ngulo externo, sem as dores que ela represenava em cada situa&#231;&#227;o dif&#237;cil que aparecia.</p><p><strong>Autenticidade &#233; o novo marketing.</strong><br>E vulnerabilidade, quando nasce de maturidade, vira autoridade, j&#225; nos ensinava <strong>Bren&#233; Brown</strong>, em seu livro <em><strong>&#8220;A coragem de ser imperfeito&#8221;.</strong></em></p><p>Contar a pr&#243;pria hist&#243;ria n&#227;o &#233; vaidade. &#201; soberania.</p><p>Quando voc&#234; se apropria da sua narrativa, voc&#234; deixa de depender do olhar dos outros pra se validar.<br>E o mercado sente isso. O p&#250;blico sente isso. E o Pix confirma.</p><p>Por isso eu decidi criar o <strong>&#8220;Workshop AUTORIA &#8211; Transforme sua hist&#243;ria em Pix&#8221;.</strong><br>Para mulheres que ainda n&#227;o podem acessar o <em><strong>dossi&#234; Obra-prima</strong></em>, mas precisam de uma chance de resgatar de novo a autoria da sua pr&#243;pria narrativa.</p><p>Um encontro pr&#225;tico e emocional pra te guiar a revisitar tua trajet&#243;ria, reconhecer o valor do que viveu e transformar isso em clareza, autoridade e lucro<strong>.</strong></p><p><strong>&#128197; Dia 26/11 &#8211; Ao vivo, &#224;s 14h</strong><br><strong> &#128176; R$143,00</strong><br><strong> &#127873; B&#244;nus at&#233; 17/11:</strong></p><ul><li><p>Roteiro completo de carrossel (cards + legenda)</p></li><li><p>Roteiro de reels para contar uma hist&#243;ria pessoal com oferta no final</p></li><li><p>Macro narrativa da marca + 5 micro narrativas personalizadas</p></li></ul><p>Porque o que diferencia quem prospera de quem apenas sobrevive &#233; o poder de contar a pr&#243;pria hist&#243;ria com consci&#234;ncia.</p><p><em><strong>&#8220;Quem conta a pr&#243;pria hist&#243;ria, sobrevive ao tempo.&#8221;</strong></em><strong> &#8212; Chimamanda Ngozi Adichie</strong></p><p>Chynelada de hoje:<strong> Se voc&#234; n&#227;o contar a sua hist&#243;ria, algu&#233;m com menos qualifica&#231;&#227;o que voc&#234;, mas mais coragem, vai te apagar e ficar com as clientes que voc&#234; seria capaz de, verdadeiramente, ajudar.</strong><br></p><p><strong>&#128279; <a href="https://wa.me/+5554999694544">Garanta sua vaga agora </a></strong>e transforme sua hist&#243;ria em Pix.</p><p>Tr&#234;s beijinhos,<br>Chy Ramirez</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!b9tp!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fecbc0384-befb-4c4a-9cac-d5e6cdc4a74d_1080x1350.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!b9tp!, /__u/chyramirez.substack.com/w_424, /__u/chyramirez.substack.com/c_limit, /__u/chyramirez.substack.com/f_webp, /__u/chyramirez.substack.com/q_auto:good, /__u/chyramirez.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fecbc0384-befb-4c4a-9cac-d5e6cdc4a74d_1080x1350.png 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!b9tp!, /__u/chyramirez.substack.com/w_848, /__u/chyramirez.substack.com/c_limit, /__u/chyramirez.substack.com/f_webp, /__u/chyramirez.substack.com/q_auto:good, 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da biografia]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/o-produto-e-o-espelho-da-alma</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/o-produto-e-o-espelho-da-alma</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Wed, 29 Oct 2025 14:41:26 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/c5c0fee6-3a02-4be2-970d-f9a3eea76b84_500x500.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Querida Autora,</p><p>Antes de criar um produto, eu aprendi a criar sentido.<br>E talvez essa seja a diferen&#231;a entre quem vende e quem transforma.</p><p>Um produto &#8212; ou um servi&#231;o &#8212; n&#227;o &#233; apenas algo que voc&#234; entrega.<br>&#201; o reflexo da sua hist&#243;ria, da sua forma de enxergar o mundo e daquilo que te move a colocar algo nele.<br>Por isso, quando voc&#234; vende o que &#233; incoerente com quem &#233;, o corpo sente.<br>A alma pesa, o entusiasmo desaparece e o resultado se arrasta.</p><p>Vivemos uma era em que todo mundo parece vender alguma coisa.<br>Mas o que poucos percebem &#233; que <em>nem todo lucro vem com leveza</em>.<br>H&#225; quem escolha o produto pelo modismo, pela promessa f&#225;cil de retorno, pela compara&#231;&#227;o com o sucesso do outro.<br>Mas vender sem prop&#243;sito &#233; como morar numa casa linda onde voc&#234; n&#227;o pertence.<br>Bonita por fora, vazia por dentro.</p><p>A verdadeira prosperidade nasce da coer&#234;ncia, quando o que voc&#234; oferece &#233; a tradu&#231;&#227;o viva da sua hist&#243;ria, dos seus dons e das dores que um dia voc&#234; j&#225; precisou curar.<br>&#201; por isso que a <strong>biografia</strong> (a sua hist&#243;ria em forma de m&#233;todo) &#233; o maior mapa estrat&#233;gico que existe.<br>Ela mostra quais caminhos te fortaleceram, quais te esgotaram e quais valem a pena trilhar de novo.</p><p>Essa clareza &#233; o que te faz vender com confian&#231;a, criar com prazer e falar com autoridade, sem impostura, sem medo.<br>Porque quando o produto nasce da verdade, ele j&#225; nasce com alma.</p><p>E foi exatamente isso que eu aprendi ao criar o <em><strong>Minhas Mem&#243;rias</strong></em><strong>.</strong><br>Um livro que nasceu n&#227;o de uma ideia comercial, mas de um legado.<br>Do sangue que corre nas minhas veias, o mesmo do meu av&#244;, Hugo Ram&#237;rez, escritor que dedicou a vida a registrar a hist&#243;ria do nosso povo, da nossa cultura, da nossa terra.<br>Ele me ensinou, ainda sem saber, que escrever &#233; um ato de amor.<br>E que deixar palavras &#233; deixar pegadas de eternidade.</p><p><em><strong>Minhas Mem&#243;rias</strong></em> &#233; mais do que um <strong>livro</strong>.<br>&#201; uma experi&#234;ncia de reconex&#227;o com a pr&#243;pria hist&#243;ria, um espa&#231;o para olhar para tr&#225;s e entender de onde vem o que te move.<br>Cada p&#225;gina foi criada para guiar voc&#234; nessa jornada, fase por fase, com perguntas que tocam, curam e despertam.<br>&#201; um presente de alma, pra si mesma, pra quem veio antes e pra quem vir&#225; depois.<br>Porque o verdadeiro legado n&#227;o &#233; o que deixamos para as pessoas,<br>&#233; o que deixamos dentro delas.</p><p>Ao escrever o livro, percebi que eu n&#227;o estava apenas criando um produto.<br>Eu estava aplicando tudo o que sempre ensinei sobre branding autoral, que vender o que vem da alma &#233; o &#250;nico jeito de prosperar em paz.</p><p>E se voc&#234; quer adquirir o livro com condi&#231;&#227;o especial de leitor, clique abaixo e se d&#234; o melhor presente da sua vida. Ou presenteie quem voc&#234; ama.</p><div class="directMessage button" data-attrs="{&quot;userId&quot;:88881053,&quot;userName&quot;:&quot;Chy Ramirez&quot;,&quot;canDm&quot;:null,&quot;dmUpgradeOptions&quot;:null,&quot;isEditorNode&quot;:true}" data-component-name="DirectMessageToDOM"></div><p>E talvez seja isso que eu queira te lembrar hoje, se tudo o que voc&#234; aprendeu at&#233; aqui n&#227;o se transformar em algo que ajude outras pessoas, ent&#227;o ainda n&#227;o virou prop&#243;sito, &#233; apenas ac&#250;mulo.<br>Mas quando voc&#234; transforma hist&#243;ria em ferramenta, dor em dire&#231;&#227;o, viv&#234;ncia em valor, a venda deixa de ser press&#227;o e vira consequ&#234;ncia.</p><p>Como diz <em><strong>Clarice Lispector</strong></em>:</p><p>&#8220;Sou como voc&#234; me v&#234;.<br> Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania.<br> Depende de quando e como voc&#234; me v&#234; passar.&#8221;</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">J&#225; deixa seu e-mail aqui para n&#227;o perder a pr&#243;xima oportunidade de se encontrar.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>E &#233; isso que o <em><strong>Dossi&#234; Obra-Prima</strong></em> e o livro <em><strong>Minhas Mem&#243;rias</strong></em> t&#234;m em comum: eles te devolvem o olhar certo para se ver passar. Nem menos, nem demais.<br>Exatamente como voc&#234; &#233;, inteira, confiante e coerente.</p><p>Chynelada da semana:<br>Se o teu produto n&#227;o reflete quem voc&#234; &#233;, ele n&#227;o vende, ele cansa.<br>Coer&#234;ncia n&#227;o &#233; s&#243; est&#233;tica, &#233; energia.<br>E energia incoerente, o cliente sente.</p><p>Tr&#234;s beijinhos,<br>Chy Ramirez</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!qr8x!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F1ef21c6f-260f-455c-8321-11a9f73a3b5e_1080x1350.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!qr8x!, /__u/chyramirez.substack.com/w_424, /__u/chyramirez.substack.com/c_limit, /__u/chyramirez.substack.com/f_webp, /__u/chyramirez.substack.com/q_auto:good, 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Identidade]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/quem-te-ensinou-nao-pode-te-prender</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/quem-te-ensinou-nao-pode-te-prender</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Fri, 17 Oct 2025 21:33:51 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/8c2d505e-ccec-42ca-a07a-4dfd938f9de5_500x500.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Querida Autora,</p><p>Outro dia li uma frase que dizia:</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!LzxQ!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa32df531-a153-4a43-bdcf-c3d600b2ff1d_1170x1282.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" 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data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/p/quem-te-ensinou-nao-pode-te-prender/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/chyramirez.substack.com/p/quem-te-ensinou-nao-pode-te-prender/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><p>Talvez quem escreveu quis falar sobre respeito e gratid&#227;o, mas pra mim, soa como medo.<br>Medo de ver o aluno ultrapassar o mestre.<br>Medo de perder o controle sobre algo que nunca foi posse, o lago, ou o talento do outro.</p><p>A verdade &#233; que, desde meninas, fomos ensinadas a n&#227;o incomodar.<br>A n&#227;o brilhar demais.<br>A n&#227;o crescer mais do que quem veio antes.<br>Mas o que &#233; o aprendizado, sen&#227;o isso?<br><strong>Algu&#233;m te emprestando ferramentas pra voc&#234; construir o seu pr&#243;prio barco.</strong></p><p>Tem gente que te ensina a pescar e fica feliz quando te v&#234; descobrir novos rios.<br>Mas tem gente que se ofende quando voc&#234; muda de lago.</p><p>Essas s&#227;o as pessoas que te podam, n&#227;o as que libertam.<br>S&#227;o aquelas que te querem perto, mas n&#227;o livre.<br>E a pior pris&#227;o &#233; aquela que vem disfar&#231;ada de gratid&#227;o.</p><p>A mulher 40+ n&#227;o deveria se enganar mais ou idolatrar ningu&#233;m.<br>O que muitas vezes chamamos de lealdade, no fundo, &#233; medo de decepcionar.<br>Medo de perder a aprova&#231;&#227;o de quem admiramos.<br>Medo de n&#227;o ter mais pra onde correr, caso precisemos de ajuda.<br>Nenhuma admira&#231;&#227;o deveria custar a tua liberdade.</p><p>No <strong>Dossi&#234; Obra-Prima</strong>, esse tema vive dentro do eixo da <strong>Identidade.</strong></p><p><strong>Mas afinal, o que &#233; Identidade?</strong></p><p>Identidade &#233; o conjunto de tudo que te torna <em>voc&#234;</em>.<br>N&#227;o &#233; s&#243; o nome, o rosto ou a profiss&#227;o, &#233; a soma das tuas experi&#234;ncias, escolhas, cren&#231;as e cicatrizes.<br>&#201; aquilo que sobra quando tiram todos os pap&#233;is que voc&#234; representa: m&#227;e, esposa, filha, profissional.</p><p>Na psicologia, <strong>Carl Jung</strong> dizia que identidade &#233; o equil&#237;brio entre o que mostramos ao mundo e o que somos de verdade.<br>Quando essa ponte se rompe, nasce o conflito interno: a sensa&#231;&#227;o de estar vivendo uma vida que n&#227;o &#233; sua.</p><p>A neuroci&#234;ncia tamb&#233;m explica: o c&#233;rebro cria &#8220;trilhas de identidade&#8221; com base nas experi&#234;ncias que se repetem.<br>Se voc&#234; passa a vida tentando agradar, o c&#233;rebro registra isso como &#8220;quem voc&#234; &#233;&#8221;.<br>Mas quando voc&#234; come&#231;a a se escutar, a questionar, a fazer diferente, essas trilhas mudam.<br>&#201; como trocar o piloto autom&#225;tico pela dire&#231;&#227;o consciente.</p><p>E no branding, identidade &#233; a <strong>alma da marca</strong> &#8212; o DNA que orienta todas as decis&#245;es: o tom, o visual, a mensagem e at&#233; o p&#250;blico que voc&#234; atrai.<br>Da mesma forma, a tua identidade pessoal orienta tuas escolhas, amizades, relacionamentos e oportunidades.<br>Sem clareza dela, voc&#234; se perde em r&#243;tulos, e passa a viver o que os outros projetam, n&#227;o o que voc&#234; realmente &#233;.<br>Porque toda marca &#8212; assim como toda mulher &#8212; s&#243; se torna inesquec&#237;vel quando volta a ser aut&#234;ntica.</p><p>E autenticidade n&#227;o &#233; fazer diferente pra chamar aten&#231;&#227;o.<br>&#201; ter coragem de ser coerente, mesmo que ningu&#233;m entenda.</p><p>&#8220;Identidade &#233; o ponto de partida e o destino de toda transforma&#231;&#227;o.&#8221; &#8212; <em>Chy Ramirez</em></p><p>Identidade &#233; o teu lago interno, aquele que ningu&#233;m pode pescar por voc&#234;.<br>&#201; ali que moram as tuas cren&#231;as, os teus limites, as tuas verdades e o teu olhar sobre o mundo.<br>Quando voc&#234; mergulha nele, entende que tudo que te ensinaram foi s&#243; o come&#231;o, o resto &#233; cria&#231;&#227;o tua.</p><p>E se quiser uma analogia simples, pensa assim: uma m&#227;e ensina o filho a andar.<br>Mas ela n&#227;o o carrega at&#233; o fim da vida, n&#233;?<br>Ela solta a m&#227;o e o v&#234; seguir.<br>Do mesmo jeito, quem realmente te ensina, <strong>te deixa ir</strong>.<br>Quem quer te segurar pra sempre, nunca te quis forte, te quis dependente.</p><p>Mentores s&#227;o importantes, sim.<br>Mas n&#227;o s&#227;o b&#250;ssolas eternas.<br>Eles mostram o mapa, o caminho &#233; voc&#234; quem percorre.</p><p>Voc&#234; pode admir&#225;-los, e continuar a admir&#225;-los mesmo ap&#243;s a &#8220;separa&#231;&#227;o&#8221;, mas jamais tem a obriga&#231;&#227;o de idolatr&#225;-los.</p><p>Eu honro cada mentor que j&#225; passou pela minha vida. Mas jamais deixarei de honrar minha hist&#243;ria, minha bagagem e os talentos que Deus me deu. Por&#233;m confesso que eu gostaria de conhecer mais mentores capazes de assumir o quanto tamb&#233;m aprendem com seus mentorados, o quanto crescem, e at&#233; mesmo mudam, gra&#231;as &#224; eles.</p><p>Sou a primeira pessoa a te incentivar a ser grata. Gratid&#227;o est&#225; entre os meus 4 maiores valores, mas n&#227;o seja capacho de ningu&#233;m. </p><p>No fundo, &#233; o reflexo da tua consci&#234;ncia que deve te guiar.<br>Porque quando voc&#234; se conhece, n&#227;o precisa mais de aprova&#231;&#227;o.<br>Voc&#234; segue em paz, mesmo que ningu&#233;m te entenda.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Deixei seu e-mail para n&#227;o perder o pr&#243;ximo cap&#237;tulo sobre Metas e Sonhos</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>&#8220;A fun&#231;&#227;o do terapeuta &#233; ajudar o outro a descobrir o pr&#243;prio caminho, n&#227;o a segui-lo.&#8221; &#8212; <em>Carl Rogers</em></p><p><strong>Minha vers&#227;o Chynelada para voc&#234; despertar:</strong><br>&#8220;Se algu&#233;m te ensina a pescar, mas te pro&#237;be de navegar, nunca quis te ver livre, quis te ver presa &#224; beira do pr&#243;prio lago.&#8221;</p><p>Tr&#234;s beijinhos,<br>Chy Ramirez</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!sXBv!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F4a09e7b3-e741-43d8-91fc-e4f21bcfcf87_1080x1350.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" 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Prop&#243;sito]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/sua-historia-e-sua-autoridade</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/sua-historia-e-sua-autoridade</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Wed, 08 Oct 2025 22:06:26 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/ae55527c-8c98-42fc-9776-65b2748bc147_500x500.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Querida Autora,</p><p>Voc&#234; j&#225; percebeu como a gente vive tentando encontrar nossa miss&#227;o como quem procura um tesouro escondido?<br>Passamos horas vendo v&#237;deos, fazendo cursos, seguindo tend&#234;ncias, acreditando que, em algum lugar fora de n&#243;s, est&#225; a resposta.</p><p>Mas a verdade &#233; que miss&#227;o n&#227;o se descobre no Google.<br>Ela precisa ser lembrada.<br><strong>Porque miss&#227;o n&#227;o &#233; o que voc&#234; vai fazer quando tiver tempo, dinheiro ou coragem.</strong><br>&#201; o que voc&#234; j&#225; faz, mesmo quando ningu&#233;m est&#225; olhando.</p><p><strong>Prop&#243;sito &#233; aquilo que se repete na sua hist&#243;ria, mesmo quando a vida muda de cen&#225;rio.</strong></p><p>&#201; o fio invis&#237;vel que costura os cap&#237;tulos da sua jornada e te faz reconhecer: <em>&#8220;sou eu aqui, de novo&#8221;.</em></p><p>Por isso, quando voc&#234; olha para tr&#225;s, n&#227;o &#233; nostalgia, &#233; estrat&#233;gia.<br>Sua hist&#243;ria guarda todas as respostas que voc&#234; vem buscando.<br>Cada queda, cada virada, cada escolha dif&#237;cil te trouxe at&#233; aqui.<br>E se voc&#234; parar para ouvir com calma, vai perceber que o que sempre te moveu ainda est&#225; dentro de voc&#234;, s&#243; estava abafado pelo barulho das promessas de sucesso r&#225;pido e pela necessidade di&#225;ria que a vida nos imp&#245;e para sobreviver.</p><p>Quando eu era crian&#231;a, me perdia na biblioteca do meu av&#244;, um andar da casa inteiro cheio de livros empoeirados, cheiro de passado. Ali o tempo parava, ali eu sonhava. Sonhava com meu nome escrito naquelas capas. Tantos livros assinados <em><strong>&#8220;Hugo Ramirez&#8221;,</strong></em> sempre achei o m&#225;ximo que meu av&#244; contava tantas hist&#243;rias tradicionalistas em suas infinitas p&#225;ginas. Me sentia pequenina naquele espa&#231;o t&#227;o grande, mas meus sonhos ocupavam cada cantinho daqueles corredores.</p><p>Mas ent&#227;o em cresci. A realidade bate na nossa porta como uma chuva de ver&#227;o, sem avisar, nos encharca. A vida de escritor n&#227;o parecia mais t&#227;o impressionante. Meu av&#244; era professor, jornalista, advogado e escritor. Vivia recebendo pr&#234;mios pelos seus textos, era reconhecido, mas vivia sem dinheiro. Ent&#227;o me afastei desse sonho.</p><p>Pensei <em>&#8220;sonhar n&#227;o paga conta&#8221;.</em></p><p>Mas a escrita nunca foi minha fuga, sempre foi minha maior verdade. Atrav&#233;s dela, conseguia me fazer ouvir quando meus pais n&#227;o me escutavam, atrav&#233;s dela, fiz muitas declara&#231;&#245;es de amore plat&#244;nico, escrevi m&#250;sicas, poemas, e cartas infinitas para demonstrar amor &#224;s amigas. Troquei cartas pelo correio com a fam&#237;lia, passei madrugadas no MSN batendo papo, fiz centenas de depoimentos no Orkut. A escrita era minha forma de express&#227;o e tamb&#233;m de cura do meu cora&#231;&#227;o.</p><p>E a vida foi me engolindo, e eu escrevendo cada vez menos. Quando minha filha nasceu, comprei um &#225;lbum do ursinho Pooh e comecei a descrever tudo, de repente a realidade bateu de novo na porta, as contas da maternidade que n&#227;o paravam de chegar, n&#227;o escrevi mais nada, e me arrependo. Hoje vejo a felicidade dela em ler &#224;quelas palavras, at&#233; mesmo de saber que, quando ela nasceu, a musica do momento era Too little too late, da Jojo.</p><p>Sempre que eu me sentia triste pegava um caderno e escrevia. Sempre que assistia uma aula, anotava os insights e, junto deles, criava hist&#243;rias. Quando n&#227;o conseguia colocar algo pra fora, expressar como me sentia, escrevia. Foram muitos blocos de notas, muitos cadernos.</p><p>Sempre fui escritora. Nasci escritora, est&#225; no meu DNA, na minha alma, na minha ancestralidade.</p><p>Neguei isso por anos porque acreditava que n&#227;o me daria dinheiro.<em> &#8220;Qual escritor tem dinheiro nesse Brasil&#8221;,</em> eu pensava.</p><p>Eu sempre fui f&#227; do <strong>Paulo Coelho</strong>, eu sei, contradit&#243;rio, uns amam e outros odeiam, mas eu sempre amei. A forma como me fazia viajar em hist&#243;rias imposs&#237;veis. N&#227;o me importava nada, apenas mergulhava na leitura. Um dia, pesquisando mais sobre ele, descobri que ele gostava de viver recluso, n&#227;o era adepto a ficar comparecendo &#224; pr&#234;mios, mas tinha casa em v&#225;rias cidades do mundo. Eu precisava de outra refer&#234;ncia para voltar a sonhar.</p><p>Mas de novo, a maternidade, e a vida real, foram me engolindo. Foquei minha energia na Hotelaria, era cansativo mas tamb&#233;m divertido, e pagava as contas. Pagou at&#233; um casamento dos sonhos e uma lua de mel em Paris. Depois me libertei do CLT para empreender na Confeitaria e me aprisionei na cozinha. Tinha menos tempo ainda para escrever. At&#233; que veio a pandemia.</p><p>Em casa, me ocupando da maternidade e seguran&#231;a da fam&#237;lia, lembrei de um livro que eu tinha escrito aos 18 anos. Uma fic&#231;&#227;o que precisava vir ao mundo. Na &#233;poca eu sonhava que meu av&#244; ajudaria a publicar, mas fui deixando no caderno, adiando, at&#233; que perdi o caderno. A hist&#243;ria se perdeu. Mas na pandemia ela renasceu em mim, palavra por palavra. Anotei o tema principal e decidi que iria ser publicado um dia, talvez quando eu tivesse uns 70 anos.</p><p>O tempo foi passando, o tempo voa quando vivemos no autom&#225;tico. Mas eu sentia no meu cora&#231;&#227;o esse chamado, at&#233; que criei coragem de criar esse espa&#231;o aqui no Substack, fui escrevendo e n&#227;o parei mais. Escrevi hist&#243;rias pessoais, contos, <em><strong>&#8220;Chyneladas&#8221;, </strong></em>conte&#250;dos, e muito mais. Agora estou escrevendo essa s&#233;rie &#8220;Do rascunho &#224; obra-prima&#8221;, onde cada cap&#237;tulo mostra uma parte do meu <strong>dossi&#234; Obra-prim</strong>a, um livro onde escrevo a biografia de mulheres 40+, trazendo autoconhecimento e direcionando essa clareza de forma pr&#225;tica e aplic&#225;vel na narrativa da marca pessoal. Meu slogan &#233; que <em><strong>&#8220;Ningu&#233;m pode vestir a nossa hist&#243;ria&#8221;,</strong></em> ou seja, nosso maior diferencial est&#225; no repert&#243;rio da bagagem que vivemos, e tamb&#233;m no legado que herdamos da nossa fam&#237;lia.</p><p>Quanto mais escrevo, mais coragem sinto em transbordar pro mundo o que tem na minha mente e no meu cora&#231;&#227;o. Por isso, meu livro <em><strong>&#8220;V&#233;u da Inoc&#234;ncia&#8221; </strong></em>j&#225; est&#225; no forno para ser publicado ano que vem, com 43 anos, e n&#227;o com 70.</p><p>Nesta sexta,<strong> dia 10 de outubro</strong>, lan&#231;arei um livro que far&#225; voc&#234; viver pra sempre. Ent&#227;o n&#227;o perca a carta de sexta para entender mais sobre essa heran&#231;a palp&#225;vel e que atravessar&#225; gera&#231;&#245;es.</p><p>Por isso, o cap&#237;tulo de miss&#227;o e prop&#243;sito &#233; t&#227;o especial pra mim. <strong>Minha miss&#227;o &#233; dar voz &#224;s pessoas atrav&#233;s de gera&#231;&#245;es e meu prop&#243;sito &#233; honrar meu legado, minha hist&#243;ria, assim como de outras fam&#237;lias,</strong> pois acredito que fam&#237;lia &#233; a base de tudo, independente de sua conjectura, isso n&#227;o importa. N&#227;o me apego a preconceitos, me apego ao amor. Onde tem amor, tem base, tem for&#231;a, tem legado, tem cura.</p><p><strong>Prop&#243;sito n&#227;o &#233; o que voc&#234; faz para ser vista.<br>&#201; o que voc&#234; faz para n&#227;o se perder si mesma.</strong></p><p>Ent&#227;o, antes de correr atr&#225;s da pr&#243;xima tend&#234;ncia, respira.<br>Volte para casa, a casa da sua pr&#243;pria hist&#243;ria.<br>A autoridade que vende, que inspira, que transforma, nasce desse lugar, o da coer&#234;ncia entre o que voc&#234; vive e o que voc&#234; entrega.</p><p><em><strong>&#8220;O lugar mais comum onde se esconde uma alma &#233; dentro da pr&#243;pria vida.&#8221;</strong></em><br> &#8212; <em>Clarice Lispector</em></p><p><strong>Chynelada de hoje:</strong><br>Pare de tentar se reinventar o tempo todo.<br>Voc&#234; n&#227;o precisa se tornar algu&#233;m nova.<br>Precisa lembrar quem sempre foi e colocar isso para trabalhar a seu favor.</p><p>Tr&#234;s beijinhos,<br>Chy Ram&#237;rez</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!Pix0!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fbf9ebd7b-5c1a-4efa-913e-a3f9e1857fb4_1080x1350.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!Pix0!, /__u/chyramirez.substack.com/w_424, /__u/chyramirez.substack.com/c_limit, /__u/chyramirez.substack.com/f_webp, /__u/chyramirez.substack.com/q_auto:good, /__u/chyramirez.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fbf9ebd7b-5c1a-4efa-913e-a3f9e1857fb4_1080x1350.png 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!Pix0!, /__u/chyramirez.substack.com/w_848, /__u/chyramirez.substack.com/c_limit, /__u/chyramirez.substack.com/f_webp, /__u/chyramirez.substack.com/q_auto:good, 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Set&#234;nios]]></description><link>https://chyramirez.substack.com/p/e-se-eu-pudesse-te-fazer-viver-pra</link><guid isPermaLink="false">https://chyramirez.substack.com/p/e-se-eu-pudesse-te-fazer-viver-pra</guid><dc:creator><![CDATA[Chy Ramirez]]></dc:creator><pubDate>Sat, 04 Oct 2025 14:20:20 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/87d2e3ab-4afd-490f-8d1f-edaca6ce41fd_500x500.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Querida Autora,</p><p><strong>E se eu te dissesse que voc&#234; est&#225; esquecendo de viver a sua pr&#243;pria vida?</strong></p><p>A gente se lembra de compromissos, senhas e contas, mas vai apagando, aos poucos, as cores das nossas pr&#243;prias mem&#243;rias.<br>Quem fomos, o que sonhamos, os cheiros que marcaram a inf&#226;ncia, os rostos que moldaram quem somos, tudo isso vai ficando emba&#231;ado, como uma fotografia antiga dentro de uma gaveta.</p><p>E se a gente esquece de n&#243;s mesmas, imagina quem vem depois da gente?<br>Nossos filhos, netos, bisnetos... o que saber&#227;o de n&#243;s al&#233;m de uma imagem est&#225;tica em uma moldura?</p><p>A verdade &#233; que o tempo apaga o que n&#227;o &#233; contado.<br>E foi pensando nisso que eu criei o meu <strong>novo livro</strong>: <strong>&#8220;</strong><em><strong>Minhas Mem&#243;rias</strong></em><strong>&#8221;.</strong></p><p>Um livro f&#237;sico, feito para ser vivido, e ser lido por gera&#231;&#245;es.<br>Um presente que voc&#234; se d&#225; para lembrar de quem &#233;, e deixa de presente para o mundo lembrar de voc&#234;.</p><blockquote><p><em><strong>As fotografias mostram o rosto.<br>Mas s&#243; as palavras mostram a alma.</strong></em></p></blockquote><p>Quantas vezes voc&#234; olhou uma foto da sua av&#243; e pensou: &#8220;Quem ela era? O que sonhava? O que a fazia rir?&#8221; A imagem &#233; eterna, mas a hist&#243;ria se perde quando n&#227;o &#233; contada. A minha av&#243; materna, por exemplo, faleceu quando minha m&#227;e tinha apenas 6 aninhos. Minha m&#227;e pouco se lembra dela e o pouco que sabe, sabe atrav&#233;s de outras pessoas. Eu tamb&#233;m queria saber mais da minha av&#243;, o pouco que sei me deixa t&#227;o curiosa para saber mais. Da&#237; pensei, imagina que rel&#237;quia seria minha m&#227;e ter um livro, escrito pela minha av&#243;, com suas mem&#243;rias? Um di&#225;rio vivo para eternizar seus sentimentos, pensamentos, hist&#243;rias? Uma forma tamb&#233;m de se reconhecer nela e reconhec&#234;-la em si mesma. Assim como eu mesma poderia fazer.</p><p>Esse livro nasceu para impedir esse esquecimento. Por meses trabalhei nessa ideia que gritava no meu cora&#231;&#227;o para sair da gaveta e vir pro mundo. Como se fosse uma miss&#227;o de eternizar ra&#237;zes, legado e, com isso, entender que temos permiss&#227;o de criar nosso pr&#243;prio caminho pois temos a for&#231;a de tudo que essas mulheres passaram para que tenhamos a liberdade de escolher quem desejamos ser.<br>Para que cada mulher volte a ocupar o lugar de autora da pr&#243;pria vida.<br>E para que as pr&#243;ximas gera&#231;&#245;es possam conhecer a verdade por tr&#225;s dos olhos que as antecederam.</p><div class="pullquote"><p><strong>O PODER DO SET&#202;NIOS</strong></p></div><p>Dentro do livro, cada cap&#237;tulo &#233; dividido em <strong>set&#234;nios, </strong>ciclos de sete anos que revelam o amadurecimento da alma.<br>De 0 a 7, criamos ra&#237;zes.<br>De 7 a 14, tentamos entender o mundo.<br>De 14 a 21, brigamos com ele.<br>De 21 a 28, tentamos nos encaixar.<br>E assim por diante, at&#233; nos despedirmos do corpo f&#237;sico e sermos eternizadas em nossas mem&#243;rias.</p><p>Essa teoria &#8212; que tamb&#233;m est&#225; presente no <strong>Dossi&#234; Obra-Prima</strong> &#8212; &#233; o cora&#231;&#227;o do livro.<br>No Dossi&#234;, eu personalizo o set&#234;nio de cada cliente, para ajud&#225;-la a entender o ciclo que est&#225; vivendo e se preparar para o pr&#243;ximo.<br>J&#225; no livro f&#237;sico &#8220;Minhas mem&#243;rias&#8221;, cada mulher percorre toda a linha da pr&#243;pria vida, como se rebobinasse a fita do tempo.</p><blockquote><p><em><strong>Rebobinar n&#227;o &#233; voltar atr&#225;s.<br>&#201; voltar ao come&#231;o para entender o agora.</strong></em></p></blockquote><p><em><strong>&#8220;Minhas Mem&#243;rias&#8221;</strong></em> &#233; mais do que um livro, &#233; uma casa com janelas abertas.<br>L&#225; dentro, voc&#234; senta, pega seu caf&#233; e conta sua hist&#243;ria, e se encontra com as suas vers&#245;es passadas. Escreve o que a vida te ensinou, antes que o tempo leve embora o que s&#243; voc&#234; pode contar.</p><p>Voc&#234; pode presentear a si mesma, sua m&#227;e, sua av&#243;, mulheres que t&#234;m tanto para deixar registrado. Pode tamb&#233;m presentear &#224;quela amiga querida que voc&#234; tanto admira. Ali&#225;s, imagina que lindo presente de bodas seria?<br>Porque, no fim, ningu&#233;m pode vestir a sua hist&#243;ria.<br>Ela s&#243; serve em voc&#234;. Mas pode se tornar for&#231;a e inspira&#231;&#227;o para quem ler.</p><p><strong>Lan&#231;amento especial</strong></p><p>O lan&#231;amento oficial ser&#225; no <strong>dia 10 de outubro.</strong> O n&#250;mero 10 carrega a ideia de completar um ciclo (pois 1 + 0 = 1) e retornar &#224; origem, renova&#231;&#227;o, lideran&#231;a, novas iniciativas.</p><p>&#201; visto como &#8220;o Um em uma oitava maior&#8221; em algumas vertentes: simboliza o retorno ao ponto inicial, um impulso de recome&#231;o com sabedoria adquirida.</p><p>No &#8220;dia&#8221; 10, geralmente se associa mais &#224; a&#231;&#227;o, iniciativa, autonomia e originalidade. Sua oportunidade de se tornar Autora da sua hist&#243;ria.</p><p>Por isso, <strong>para receber o link</strong>, com uma oferta especial de lan&#231;amento, e garantir seu exemplar em primeira m&#227;o, recebendo em casa bem antes do Natal, esteja cadastrada aqui: </p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://chyramirez.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/chyramirez.substack.com/subscribe"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>A sua oportunidade de viver pra sempre ou ter pra sempre sua m&#227;e, av&#243;, tia, etc, eternizadas nas ra&#237;zes, hist&#243;rias da sua fam&#237;lia, em breve estar&#225; dispon&#237;vel.</p><p>Um livro feito de <strong>forma artesanal,</strong> com <strong>capa dura</strong>, para resistir ao tempo, &#224;s l&#225;grimas, aos sorrisos, ao peso de carregar tantas mem&#243;rias.</p><blockquote><p><em><strong>&#8220;A mem&#243;ria &#233; o di&#225;rio que todos carregamos conosco.&#8221;</strong></em><br> &#8212; <em>Oscar Wilde</em></p></blockquote><p><strong>Chynelada:</strong><br><em>Voc&#234; j&#225; viveu uma hist&#243;ria linda. O que falta n&#227;o &#233; mais experi&#234;ncia, &#233; coragem pra lembrar e registrar antes que o tempo conte do seu jeito.</em></p><p>Tr&#234;s beijinhos,<br>Chy Ramirez</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!T47z!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F1eee6668-1815-474d-9fdb-131e5de6f58e_1080x1350.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!T47z!, /__u/chyramirez.substack.com/w_424, /__u/chyramirez.substack.com/c_limit, /__u/chyramirez.substack.com/f_webp, /__u/chyramirez.substack.com/q_auto:good, /__u/chyramirez.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F1eee6668-1815-474d-9fdb-131e5de6f58e_1080x1350.png 424w, 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