<script data-pm-proxy="intercept"></script><?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[Magis Review]]></title><description><![CDATA[Direito, jurisprudência e estratégia para quem se prepara para a magistratura.]]></description><link>https://magisreview.substack.com</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!i_lU!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7c38ede8-ee3a-416b-ae11-cb05e8e50db3_1254x1254.png</url><title>Magis Review</title><link>https://magisreview.substack.com</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Thu, 03 Sep 2026 13:03:17 GMT</lastBuildDate><atom:link href="/__u/magisreview.substack.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Magis Review LTDA.]]></copyright><language><![CDATA[pt-br]]></language><webMaster><![CDATA[magisreview@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[magisreview@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Bruna Canali]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Bruna Canali]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[magisreview@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[magisreview@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Bruna Canali]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Anatomia da prova FGV]]></title><description><![CDATA[22 provas &#183; 2.200 quest&#245;es &#183; 2021&#8211;2026]]></description><link>https://magisreview.substack.com/p/anatomia-da-prova-fgv</link><guid isPermaLink="false">https://magisreview.substack.com/p/anatomia-da-prova-fgv</guid><dc:creator><![CDATA[Thomas Albert Müller]]></dc:creator><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 03:59:11 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/6a414a90-fce2-4007-9959-d2a785897b93_1448x1086.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Analisamos, quest&#227;o por quest&#227;o, as 22 provas objetivas para juiz substituto aplicadas pela FGV desde 2021.</p><p>A base permite enxergar a prova para al&#233;m do edital: <strong>o que a banca realmente cobra, quais mat&#233;rias concentram mais quest&#245;es, quais temas apresentam maior dificuldade, onde est&#227;o as armadilhas e como a prova se organiza ao longo do caderno.</strong></p><h3>A base da an&#225;lise</h3><ul><li><p><strong>22 provas</strong></p></li><li><p><strong>2.200 quest&#245;es</strong></p></li><li><p><strong>2.159 quest&#245;es v&#225;lidas</strong></p></li><li><p><strong>41 quest&#245;es anuladas</strong></p></li><li><p><strong>63,9% de acerto m&#233;dio</strong></p></li><li><p><strong>70,9 pontos de corte m&#233;dio</strong></p></li></ul><div><hr></div><h1>1. Estrutura</h1><h2>O edital &#233; enorme. A prova, n&#227;o.</h2><p>Ao longo das 22 provas, a FGV j&#225; cobrou <strong>31 mat&#233;rias diferentes</strong>.</p><p>Mas a distribui&#231;&#227;o est&#225; longe de ser equilibrada: <strong>12 mat&#233;rias concentram 91% das quest&#245;es</strong>. E nenhuma dessas 12 deixou de aparecer em qualquer uma das 22 provas analisadas.</p><p>A estrutura tamb&#233;m &#233; bastante est&#225;vel.</p><p><strong>Direito Civil</strong> lidera, com m&#233;dia de <strong>13,5 quest&#245;es por prova</strong>. Em nenhuma das provas analisadas ficou abaixo de 10 ou acima de 16 quest&#245;es.</p><p>Depois vem <strong>Direito Processual Civil</strong>, com 12,5 quest&#245;es por prova.</p><p>Somadas, <strong>Civil, Processo Civil, Penal e Processo Penal representam cerca de 45% de toda a prova.</strong></p><p>Ou seja: o edital pode ter dezenas de mat&#233;rias, mas a prova concentra grande parte de suas quest&#245;es em um n&#250;cleo relativamente pequeno.</p><h3>Peso das mat&#233;rias</h3><p>As sete mat&#233;rias mais cobradas s&#227;o tamb&#233;m as mais est&#225;veis ao longo das provas.</p><p>J&#225; outras mat&#233;rias apresentam grande varia&#231;&#227;o. <strong>Direito Eleitoral</strong>, por exemplo, j&#225; apareceu com apenas 1 quest&#227;o e tamb&#233;m j&#225; chegou a 10.</p><p>Abaixo das 12 mat&#233;rias principais existe uma segunda faixa, formada por disciplinas que aparecem de maneira mais irregular.</p><p><strong>Direito Financeiro</strong> esteve presente em 55% das provas; <strong>Filosofia do Direito</strong>, em 59%; e <strong>Direito Previdenci&#225;rio</strong>, em 41%.</p><p>H&#225; ainda mat&#233;rias que praticamente aparecem de forma pontual &#8212; como Agr&#225;rio, Sanit&#225;rio, Criminologia e Econ&#244;mico. Juntas, essas disciplinas representam cerca de <strong>4 quest&#245;es por prova</strong>.</p><p><strong>Pode ser que apenas seguir a ordem do edital n&#227;o corresponda &#224; sua necessidade de melhor distribuir o tempo de estudo.</strong></p><div><hr></div><h1>2. Mudan&#231;a de perfil</h1><h2>O que ganhou espa&#231;o  e o que perdeu</h2><p>Quando comparamos a m&#233;dia de quest&#245;es por prova nos per&#237;odos de <strong>2021&#8211;2022</strong> e <strong>2025&#8211;2026</strong>, aparece uma mudan&#231;a clara na composi&#231;&#227;o da prova.</p><p>Algumas mat&#233;rias ganharam espa&#231;o:</p><ul><li><p><strong>Direitos Humanos:</strong> +2,5 quest&#245;es por prova</p></li><li><p><strong>Direito Ambiental:</strong> +1,9</p></li><li><p><strong>Direito Civil:</strong> +1,5</p></li><li><p><strong>Filosofia do Direito:</strong> +1,1</p></li><li><p><strong>Direito do Consumidor:</strong> +0,5</p></li></ul><p>Outras perderam:</p><ul><li><p><strong>Direito Empresarial:</strong> &#8722;3,2</p></li><li><p><strong>Direito Tribut&#225;rio:</strong> &#8722;2,5</p></li><li><p><strong>Direito Eleitoral:</strong> &#8722;1,0</p></li><li><p><strong>Direito Processual Penal:</strong> &#8722;0,9</p></li><li><p><strong>Direito Financeiro:</strong> &#8722;0,7</p></li><li><p><strong>Direito Constitucional:</strong> &#8722;0,6</p></li><li><p><strong>Direito Administrativo:</strong> &#8722;0,5</p></li></ul><p>A mudan&#231;a mais expressiva est&#225; em <strong>Empresarial e Tribut&#225;rio</strong>. Juntas, as duas mat&#233;rias perderam quase seis quest&#245;es por prova.</p><p>Esse espa&#231;o foi ocupado, principalmente, por <strong>Direitos Humanos e Direito Ambiental</strong>.</p><p>Direitos Humanos passou de apenas 0,2 quest&#227;o por prova para 2,7. Ambiental subiu de 2,4 para 4,3.</p><p>H&#225;, portanto, uma mudan&#231;a de perfil: <strong>a prova vem dando mais espa&#231;o a direitos difusos, prote&#231;&#227;o de direitos e temas ambientais, enquanto mat&#233;rias de perfil mais patrimonial e t&#233;cnico perderam peso.</strong></p><p>O Direito Digital &#233; outro exemplo. At&#233; 2022, praticamente n&#227;o aparecia. Hoje j&#225; representa cerca de uma quest&#227;o por prova.</p><h3>Mas aten&#231;&#227;o</h3><p>Perder peso <strong>n&#227;o significa deixar de estudar</strong>.</p><p>Direito Empresarial &#233; um bom exemplo. Embora tenha perdido espa&#231;o, continua sendo uma das mat&#233;rias com <strong>menor percentual de acertos</strong>.</p><div><hr></div><h1>3. Dificuldade</h1><h2>Onde a prova realmente separa os candidatos</h2><p>Em uma prova m&#233;dia, existem algumas quest&#245;es que quase todos acertam e algumas que quase ningu&#233;m consegue resolver.</p><p>Mas o maior grupo est&#225; no meio.</p><p>Das 2.159 quest&#245;es v&#225;lidas, uma prova t&#237;pica apresenta aproximadamente:</p><ul><li><p><strong>6 quest&#245;es muito dif&#237;ceis:</strong> menos de 35% de acerto;</p></li><li><p><strong>25 quest&#245;es na faixa decisiva:</strong> entre 35% e 55%;</p></li><li><p><strong>37 quest&#245;es de dificuldade m&#233;dia:</strong> entre 55% e 75%;</p></li><li><p><strong>24 quest&#245;es f&#225;ceis:</strong> entre 75% e 90%;</p></li><li><p><strong>6 quest&#245;es muito f&#225;ceis:</strong> 90% ou mais.</p></li></ul><p>&#201; a faixa entre <strong>35% e 55% de acerto</strong> que merece mais aten&#231;&#227;o.</p><p>S&#227;o cerca de <strong>25 quest&#245;es por prova</strong>, aproximadamente um quarto do caderno.</p><p>&#201; ali que est&#225; boa parte da diferen&#231;a entre quem fica pr&#243;ximo da m&#233;dia e quem consegue ultrapassar o corte.</p><h3>A dificuldade muda bastante conforme a mat&#233;ria</h3><p>A m&#233;dia geral das 22 provas foi de <strong>63,9% de acertos</strong>.</p><p>Algumas mat&#233;rias ficaram bem abaixo disso:</p><ul><li><p>Direito Empresarial &#8212; <strong>50,6%</strong></p></li><li><p>Legisla&#231;&#227;o e &#201;tica &#8212; <strong>50,8%</strong></p></li><li><p>Direito Tribut&#225;rio &#8212; <strong>60,6%</strong></p></li><li><p>Direito Eleitoral &#8212; <strong>60,7%</strong></p></li><li><p>Direito Penal &#8212; <strong>60,8%</strong></p></li><li><p>Direitos Humanos &#8212; <strong>61,4%</strong></p></li><li><p>Direito Civil &#8212; <strong>61,6%</strong></p></li></ul><p>Na outra ponta:</p><ul><li><p>Direito Administrativo &#8212; <strong>68,0%</strong></p></li><li><p>Processo Civil &#8212; <strong>68,7%</strong></p></li><li><p>Crian&#231;a e Adolescente &#8212; <strong>71,3%</strong></p></li><li><p>Processo Penal &#8212; <strong>72,0%</strong></p></li><li><p>Direito Ambiental &#8212; <strong>76,2%</strong></p></li></ul><p>Isso permite cruzar duas informa&#231;&#245;es importantes: <strong>quanto uma mat&#233;ria pesa na prova e quanto os candidatos costumam acertar nela.</strong></p><p>&#201; dessa combina&#231;&#227;o que surge uma boa estrat&#233;gia de estudo.</p><h3>Peso + dificuldade</h3><p><strong>Direito Civil</strong> &#233; o principal exemplo.</p><p>&#201; a mat&#233;ria que mais aparece &#8212; 13,5 quest&#245;es por prova &#8212; e, ao mesmo tempo, apresenta acerto abaixo da m&#233;dia, de 61,6%.</p><p>Isso significa que h&#225; muito espa&#231;o para ganhar pontos estudando Civil.</p><p>No extremo oposto est&#227;o mat&#233;rias como <strong>Processo Penal e Ambiental</strong>: t&#234;m peso relevante, mas apresentam percentual de acerto elevado. O espa&#231;o para ganhar vantagem sobre os demais candidatos tende a ser menor.</p><div><hr></div><h1>4. T&#243;picos</h1><h2>A FGV repete muito mais do que parece</h2><p>As 2.200 quest&#245;es analisadas foram distribu&#237;das em <strong>214 t&#243;picos</strong>.</p><p>Mas eles n&#227;o t&#234;m a mesma import&#226;ncia.</p><ul><li><p><strong>14 t&#243;picos</strong> respondem por 25% da prova;</p></li><li><p><strong>37 t&#243;picos</strong> respondem por 50%;</p></li><li><p><strong>79 t&#243;picos</strong> respondem por 75%;</p></li><li><p><strong>214 t&#243;picos</strong> aparecem no universo total;</p></li><li><p><strong>57 t&#243;picos raros</strong> apareceram apenas uma ou duas vezes e somam somente 82 quest&#245;es em seis anos.</p></li></ul><p>H&#225; um n&#250;cleo de assuntos que a FGV simplesmente n&#227;o deixa de cobrar.</p><p><strong>16 t&#243;picos apareceram em pelo menos 80% das provas</strong> e, juntos, representam aproximadamente <strong>27 quest&#245;es por prova</strong>.</p><p>Ou seja: mais de um quarto do caderno pode ser explicado por uma lista de assuntos que&#8230;</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Assine gratuitamente para continuar lendo sobre temas mais cobrados pela FGV</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><div class="callout-block" data-callout="true"><p>Sem cadastro no e-mail, o seu texto acaba aqui.</p></div><h3></h3>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Improbidade Administrativa]]></title><description><![CDATA[O que o STF resolveu retirar da reforma da LIA? Resumo em linguagem simples, ponto a ponto.]]></description><link>https://magisreview.substack.com/p/improbidade-administrativa</link><guid isPermaLink="false">https://magisreview.substack.com/p/improbidade-administrativa</guid><dc:creator><![CDATA[Thomas Albert Müller]]></dc:creator><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 13:29:49 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!zTwv!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ff238b27e-b845-4125-b281-e2a2fab8f5b0_1168x784.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!zTwv!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ff238b27e-b845-4125-b281-e2a2fab8f5b0_1168x784.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div 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href="#footnote-1" target="_self">1</a>, referente &#224;s ADIs 7.156/DF e 7.236/DF, redigi o texto em linguagem simples, primeiro apresentando o artigo da LIA cuja constitucionalidade foi contestada e depois explicando o que o STF decidiu sobre ele. </p><p>Para fins de compara&#231;&#227;o com o texto do STF, a &#237;ntegra do informativo encontra-se na nota de rodap&#233;.</p><p>Boa leitura!</p><div><hr></div><p><em><strong>EXCLUS&#195;O DA ILICITUDE EM FACE DE DIVERG&#202;NCIA INTERPRETATIVA PAUTADA EM JURISPRUD&#202;NCIA N&#195;O PACIFICADA &#8211; ART. 1&#186;, &#167; 8&#186; (1)</strong></em></p><p><strong>O que a LIA dizia:</strong></p><blockquote><p>&#8220;N&#227;o configura improbidade a a&#231;&#227;o ou omiss&#227;o decorrente de diverg&#234;ncia interpretativa da lei, baseada em jurisprud&#234;ncia, ainda que n&#227;o pacificada, mesmo que n&#227;o venha a ser posteriormente prevalecente nas decis&#245;es dos &#243;rg&#227;os de controle ou dos tribunais do Poder Judici&#225;rio.&#8221;</p></blockquote><p><strong>Como o STF decidiu:</strong></p><p>Se o agente atuar com dolo, fraude ou erro grosseiro, n&#227;o est&#225; amparado pela diverg&#234;ncia interpretativa.</p><p>Se a jurisprud&#234;ncia n&#227;o for ao menos de um &#243;rg&#227;o colegiado, ou for contra decis&#245;es dos Tribunais Superiores, o agente n&#227;o est&#225; amparado pela diverg&#234;ncia interpretativa.</p><div><hr></div><h4><em><strong>RESPONSABILIZA&#199;&#195;O DOS S&#211;CIOS, COTISTAS, DIRETORES E COLABORADORES DE PESSOA JUR&#205;DICA PELA PR&#193;TICA DE ATO DE IMPROBIDADE A ESSA IMPUTADO &#8211; ART. 3&#186;, &#167; 1&#186; (2)</strong></em></h4><p><strong>O que a LIA dizia:</strong></p><blockquote><p>&#8220;Os s&#243;cios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jur&#237;dica de direito privado n&#227;o respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado &#224; pessoa jur&#237;dica, salvo se, comprovadamente, houver participa&#231;&#227;o e benef&#237;cios <strong>diretos</strong>, caso em que responder&#227;o nos limites da sua participa&#231;&#227;o.&#8221;</p></blockquote><p><strong>O que o STF decidiu: </strong></p><p>O benef&#237;cio do agente (s&#243;cio ou colaborador) pode ser indireto, contanto que tenha participado dolosamente no ato &#237;mprobo.</p><p>Ou seja, n&#227;o &#233; necess&#225;rio que seja direto. </p><div><hr></div><h4><em><strong>TAXATIVIDADE DO ROL DE HIP&#211;TESES DE IMPROBIDADE PRINCIPIOL&#211;GICA E REVOGA&#199;&#195;O DOS CASOS DE DESVIO DE FINALIDADE E DE NEGLIG&#202;NCIA NA ATUA&#199;&#195;O ESTATAL &#8211; ART. 11, CAPUT, &#167;&#167; 3&#186; E 4&#186; E REVOGA&#199;&#195;O DOS INCISOS I E II (3)</strong></em></h4><p><strong>Reda&#231;&#227;o mantida pelo STF:</strong></p><p>A substitui&#231;&#227;o da cl&#225;usula geral por um rol taxativo n&#227;o viola a prote&#231;&#227;o constitucional da probidade administrativa nem os princ&#237;pios constitucionais da Administra&#231;&#227;o P&#250;blica.</p><div><hr></div><h4><em><strong>ALTERA&#199;&#195;O DO ALCANCE DAS SAN&#199;&#213;ES COMINADAS NA LEI DE IMPROBIDADE &#8211; ART. 12, III E &#167; 4&#186; (4)</strong></em></h4><p><strong>O que a LIA dizia:</strong></p><blockquote><p>&#8220;Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das san&#231;&#245;es penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legisla&#231;&#227;o espec&#237;fica, est&#225; o respons&#225;vel pelo ato de improbidade sujeito &#224;s seguintes comina&#231;&#245;es, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: (...) III - na hip&#243;tese do art. 11 desta Lei, pagamento de multa civil de at&#233; 24 (vinte e quatro) vezes o valor da remunera&#231;&#227;o percebida pelo agente e proibi&#231;&#227;o de contratar com o poder p&#250;blico ou de receber benef&#237;cios ou incentivos fiscais ou credit&#237;cios, direta ou indiretamente, ainda que por interm&#233;dio de pessoa jur&#237;dica da qual seja s&#243;cio majorit&#225;rio, pelo prazo n&#227;o superior a 4 (quatro) anos; (...) &#167; 4&#186; Em car&#225;ter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a san&#231;&#227;o de proibi&#231;&#227;o de contrata&#231;&#227;o com o poder p&#250;blico pode extrapolar o ente p&#250;blico lesado pelo ato de improbidade, observados os impactos econ&#244;micos e sociais das san&#231;&#245;es, de forma a preservar a fun&#231;&#227;o social da pessoa jur&#237;dica, conforme disposto no &#167; 3&#186; deste artigo.&#8221;</p></blockquote><p><strong>O que o STF decidiu: </strong></p><p>N&#227;o &#233; poss&#237;vel limitar a proibi&#231;&#227;o de contratar com o poder p&#250;blico ao ente federativo lesado. Isso reduz injustificadamente a efic&#225;cia da san&#231;&#227;o. </p><p><strong>Reda&#231;&#227;o mantida pelo STF:</strong></p><p>&#201; constitucional a revoga&#231;&#227;o da pena de suspens&#227;o dos direitos pol&#237;ticos para a improbidade que apenas viole princ&#237;pios da Administra&#231;&#227;o P&#250;blica, ou seja, quando inexista enriquecimento il&#237;cito ou dano ao er&#225;rio.</p><div><hr></div><p><em><strong>APLICA&#199;&#195;O DA SAN&#199;&#195;O DE PERDA DA FUN&#199;&#195;O P&#218;BLICA RESTRITA &#192;QUELA OCUPADA NO MOMENTO DO COMETIMENTO DO ATO &#8211; ART. 12, &#167; 1&#186; (5)</strong></em></p><p><strong>O que a LIA dizia:</strong></p><blockquote><p>&#8220;A san&#231;&#227;o de perda da fun&#231;&#227;o p&#250;blica, nas hip&#243;teses dos incisos I e II do caput deste artigo, atinge apenas o v&#237;nculo de mesma qualidade e natureza que o agente p&#250;blico ou pol&#237;tico detinha com o poder p&#250;blico na &#233;poca do cometimento da infra&#231;&#227;o, podendo o magistrado, na hip&#243;tese do inciso I do caput deste artigo, e em car&#225;ter excepcional, estend&#234;-la aos demais v&#237;nculos, consideradas as circunst&#226;ncias do caso e a gravidade da infra&#231;&#227;o.&#8221;</p></blockquote><p><strong>O que o STF decidiu:</strong></p><p>A perda da fun&#231;&#227;o p&#250;blica n&#227;o est&#225; restrita ao v&#237;nculo ocupado pelo agente no momento da improbidade, devendo o juiz estender a perda a outros v&#237;nculos, exceto motivo espec&#237;fico em sentido contr&#225;rio.</p><div><hr></div><p><em><strong>DETRA&#199;&#195;O DO TEMPO DO PER&#205;ODO ENTRE A DECIS&#195;O COLEGIADA E O TR&#194;NSITO EM JULGADO DA SENTEN&#199;A CONDENAT&#211;RIA NA PENA IMPOSTA DE SUSPENS&#195;O DOS DIREI-TOS POL&#205;TICOS &#8211; ART. 12, &#167; 10 (6)</strong></em></p><p><strong>O que dizia a LIA: </strong></p><blockquote><p>&#8220;Para efeitos de contagem do prazo da san&#231;&#227;o de suspens&#227;o dos direitos pol&#237;ticos, computar-se-&#225; retroativamente o intervalo de tempo entre a decis&#227;o colegiada e o tr&#226;nsito em julgado da senten&#231;a condenat&#243;ria.&#8221;</p></blockquote><p><strong>O que o STF decidiu:</strong></p><p>A contagem retroativa esvazia a san&#231;&#227;o de suspens&#227;o dos direitos pol&#237;ticos, por isso ela deve se iniciar apenas ap&#243;s o tr&#226;nsito em julgado. </p><div><hr></div><p><em><strong>PEDIDO DE INDISPONIBILIDADE DE BENS &#8211; ART. 16, &#167;&#167; 3&#186;, 4&#186; E 10 (7)</strong></em></p><p><strong>O que dizia a LIA:</strong></p><blockquote><p>&#8220;Art. 16. Na a&#231;&#227;o por improbidade administrativa poder&#225; ser formulado, em car&#225;ter antecedente ou incidente, pedido de indisponibilidade de bens dos r&#233;us, a fim de garantir a integral recomposi&#231;&#227;o do er&#225;rio ou do acr&#233;scimo patrimonial resultante de enriquecimento il&#237;cito. (...) &#167; 3&#186; O pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o caput deste artigo apenas ser&#225; deferido mediante a demonstra&#231;&#227;o no caso concreto de perigo de dano irrepar&#225;vel ou de risco ao resultado &#250;til do processo, desde que o juiz se conven&#231;a da probabilidade da ocorr&#234;ncia dos atos descritos na peti&#231;&#227;o inicial com fundamento nos respectivos elementos de instru&#231;&#227;o, ap&#243;s a oitiva do r&#233;u em 5 (cinco) dias. &#167; 4&#186; A indisponibilidade de bens poder&#225; ser decretada sem a oitiva pr&#233;via do r&#233;u, sempre que o contradit&#243;rio pr&#233;vio puder comprovadamente frustrar a efetividade da medida ou houver outras circunst&#226;ncias que recomendem a prote&#231;&#227;o liminar, n&#227;o podendo a urg&#234;ncia ser presumida. (...) &#167; 10. A indisponibilidade recair&#225; sobre bens que assegurem exclusivamente o integral ressarcimento do dano ao er&#225;rio, sem incidir sobre os valores a serem eventualmente aplicados a t&#237;tulo de multa civil ou sobre acr&#233;scimo patrimonial decorrente de atividade l&#237;cita.&#8221;</p></blockquote><p><strong>O que o STF decidiu:</strong></p><p>O juiz pode aplicar a indisponibilidade de bens como tutela de evid&#234;ncia ou com base na presun&#231;&#227;o de urg&#234;ncia, desde que fundamente adequadamente.</p><p>A indisponibilidade pode alcan&#231;ar n&#227;o s&#243; o necess&#225;rio para ressarcir o dano, mas tamb&#233;m o suficiente para ressarcir a multa civil e evitar o enriquecimento il&#237;cito.</p><div><hr></div><p><em><strong>RESTRI&#199;&#195;O AO EXERC&#205;CIO DO IURA NOVIT CURIA &#8211; ART. 17, &#167;&#167; 10-C, 10-D E 10-F, I (8)</strong></em></p><p><strong>O que dizia a LIA:</strong></p><blockquote><p>&#8220;&#167; 10-C. Ap&#243;s a r&#233;plica do Minist&#233;rio P&#250;blico, o juiz proferir&#225; decis&#227;o na qual indicar&#225; com precis&#227;o a tipifica&#231;&#227;o do ato de improbidade administrativa imput&#225;vel ao r&#233;u, sendo-lhe vedado modificar o fato principal e a capitula&#231;&#227;o legal apresentada pelo autor. &#167; 10-D. Para cada ato de improbidade administrativa, dever&#225; necessariamente ser indicado apenas um tipo dentre aqueles previstos nos arts. 9&#186;, 10 e 11 desta Lei. (...) &#167; 10-F. Ser&#225; nula a decis&#227;o de m&#233;rito total ou parcial da a&#231;&#227;o de improbidade administrativa que: I - condenar o requerido por tipo diverso daquele definido na peti&#231;&#227;o inicial.&#8221;</p></blockquote><p><strong>O que o STF decidiu:</strong></p><p>As regras que impedem o juiz de alterar, na senten&#231;a, o enquadramento jur&#237;dico do fato narrado na peti&#231;&#227;o inicial violam o devido processo legal e a independ&#234;ncia judicial, pois cabe ao julgador aplicar o direito ao caso concreto. </p><div><hr></div><p><em><strong>VEDA&#199;&#195;O DA INVERS&#195;O DO &#212;NUS DA PROVA EM DESFAVOR DO R&#201;U &#8211; ART. 17, &#167; 19, II (9)</strong></em></p><p><strong>O que dizia a LIA:</strong></p><blockquote><p>N&#227;o se aplicam na a&#231;&#227;o de improbidade administrativa: (...) II - a imposi&#231;&#227;o de &#244;nus da prova ao r&#233;u, na forma dos &#167;&#167; 1&#186; e 2&#186; do art. 373 da Lei n&#186; 13.105, de 16 de mar&#231;o de 2015 (C&#243;digo de Processo Civil).</p></blockquote><p><strong>Reda&#231;&#227;o mantida pelo STF:</strong></p><p>Por ter car&#225;ter sancionat&#243;rio, fica mantida a proibi&#231;&#227;o de invers&#227;o do &#244;nus da prova, mas o r&#233;u n&#227;o est&#225; isento do dever de apresentar documentos requisitados, por exemplo, para fins de c&#225;lculo do ressarcimento. </p><div><hr></div><p><em><strong>EXIG&#202;NCIA DE OITIVA DO RESPECTIVO TRIBUNAL DE CONTAS PARA VALORAR O DANO A SER RESSARCIDO EM PROPOSTA DE ACORDO DE N&#195;O PERSECU&#199;&#195;O CIVIL &#8211; ART. 17-B, &#167; 3&#186; (10)</strong></em></p><p><strong>O que dizia a LIA:</strong></p><blockquote><p>&#8220;Para fins de apura&#231;&#227;o do valor do dano a ser ressarcido, dever&#225; ser realizada a oitiva do Tribunal de Contas competente, que se manifestar&#225;, com indica&#231;&#227;o dos par&#226;metros utilizados, no prazo de 90 (noventa) dias.&#8221;</p></blockquote><p><strong>O que o STF decidiu:</strong></p><p>N&#227;o se pode exigir consulta pr&#233;via do Tribunal de Contas para apurar o dano a ser objeto de acordo de n&#227;o persecu&#231;&#227;o civil. </p><p>A exig&#234;ncia interfere na autonomia do Minist&#233;rio P&#250;blico.</p><div><hr></div><p><em><strong>SOLIDARIEDADE E EXTENS&#195;O DA RESPONSABILIDADE ENTRE OS LITISCONSORTES &#8211; ART. 17-C, &#167; 2&#186; (11)</strong></em></p><p><strong>O que dizia a LIA:</strong></p><blockquote><p>&#8220;Na hip&#243;tese de litiscons&#243;rcio passivo, a condena&#231;&#227;o ocorrer&#225; no limite da participa&#231;&#227;o e dos benef&#237;cios diretos, vedada qualquer solidariedade.&#8221;</p></blockquote><p><strong>O que o STF decidiu:</strong></p><p>A condena&#231;&#227;o n&#227;o est&#225; restrita aos benef&#237;cios diretos, abrangendo os indiretos. </p><p>Ademais, a responsabilidade pelo ressarcimento dos danos causados ao er&#225;rio pode ser solid&#225;ria.</p><div><hr></div><p><em><strong>NATUREZA JUR&#205;DICA DA A&#199;&#195;O DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA &#8211; ART. 17-D, PAR&#193;-GRAFO &#218;NICO (12)</strong></em></p><p><strong>O que a LIA dizia:</strong></p><blockquote><p>&#8220;Art. 17-D. A a&#231;&#227;o por improbidade administrativa &#233; repressiva, de car&#225;ter sancionat&#243;rio, destinada &#224; aplica&#231;&#227;o de san&#231;&#245;es de car&#225;ter pessoal previstas nesta Lei, e n&#227;o constitui a&#231;&#227;o civil, vedado seu ajuizamento para o controle de legalidade de pol&#237;ticas p&#250;blicas e para a prote&#231;&#227;o do patrim&#244;nio p&#250;blico e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos, coletivos e individuais homog&#234;neos. Par&#225;grafo &#250;nico. Ressalvado o disposto nesta Lei, o controle de legalidade de pol&#237;ticas p&#250;blicas e a responsabilidade de <strong>agentes p&#250;blicos, inclusive pol&#237;ticos</strong>, entes p&#250;blicos e governamentais, por danos ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor art&#237;stico, est&#233;tico, hist&#243;rico, tur&#237;stico e paisag&#237;stico, a qualquer outro interesse difuso ou coletivo, &#224; ordem econ&#244;mica, &#224; ordem urban&#237;stica, &#224; honra e &#224; dignidade de grupos raciais, &#233;tnicos ou religiosos e ao patrim&#244;nio p&#250;blico e social submetem-se aos termos da Lei n&#186; 7.347, de 24 de julho de 1985.&#8221;</p></blockquote><p><strong>O que o STF decidiu: </strong></p><p>Agentes p&#250;blicos, inclusive pol&#237;ticos, n&#227;o podem ser isentos de responsabilidade por atos de improbidade administrativa, de modo que os termos devem ser extra&#237;dos da sobredita regra.</p><p><strong>Reda&#231;&#227;o mantida pelo STF:</strong></p><p>Por outro lado, a a&#231;&#227;o de improbidade n&#227;o se confunde com medida de natureza penal ou de controle de legalidade das pol&#237;ticas p&#250;blicas (substituta da a&#231;&#227;o civil p&#250;blica).</p><div><hr></div><p><em><strong>COMUNICABILIDADE DE TODAS AS HIP&#211;TESES DE SENTEN&#199;A ABSOLUT&#211;RIA PROFERIDA EM PROCESSO PENAL, DESDE QUE CONFIRMADA POR DECIS&#195;O COLEGIADA &#8211; ART. 21, &#167; 4&#186; (13)</strong></em></p><p><strong>O que a LIA dizia:</strong></p><blockquote><p>&#8220;A absolvi&#231;&#227;o criminal em a&#231;&#227;o que discuta os mesmos fatos, confirmada por decis&#227;o colegiada, impede o tr&#226;mite da a&#231;&#227;o da qual trata esta Lei, havendo comunica&#231;&#227;o com todos os fundamentos de absolvi&#231;&#227;o previstos no art. 386 do Decreto-Lei n&#186; 3.689, de 3 de outubro de 1941 (C&#243;digo de Processo Penal).&#8221;</p></blockquote><p><strong>O que o STF decidiu: </strong></p><p>As esferas c&#237;vel e penal s&#227;o relativamente aut&#244;nomas: apenas a decis&#227;o criminal (transitada em julgado) que reconhe&#231;a a inexist&#234;ncia do fato, negativa de autoria ou excludentes de ilicitude &#233; que se sobrep&#245;e &#224; a&#231;&#227;o de improbidade. </p><div><hr></div><p><em><strong>FIXA&#199;&#195;O DO TERMO INICIAL DO PRAZO PRESCRICIONAL NA DATA DO FATO OU DA CESSA&#199;&#195;O DA PERMAN&#202;NCIA, NOVAS CAUSAS INTERRUPTIVAS E PREVIS&#195;O DE PRESCRI&#199;&#195;O INTERCORRENTE &#8211; ART. 23, &#167; 4&#186;, II A V, E &#167; 5&#186; (14)</strong></em></p><p><strong>O que a LIA dizia:</strong></p><blockquote><p>&#8220;Art. 23. A a&#231;&#227;o para a aplica&#231;&#227;o das san&#231;&#245;es previstas nesta Lei prescreve em 8 (oito) anos, contados a partir da ocorr&#234;ncia do fato ou, no caso de infra&#231;&#245;es permanentes, do dia em que cessou a perman&#234;ncia. (...) &#167; 4&#186; O prazo da prescri&#231;&#227;o referido no caput deste artigo interrompe-se: (...) II - pela publica&#231;&#227;o da senten&#231;a condenat&#243;ria; III - pela publica&#231;&#227;o de decis&#227;o ou ac&#243;rd&#227;o de Tribunal de Justi&#231;a ou Tribunal Regional Federal que confirma senten&#231;a condenat&#243;ria ou que reforma senten&#231;a de improced&#234;ncia; IV - pela publica&#231;&#227;o de decis&#227;o ou ac&#243;rd&#227;o do Superior Tribunal de Justi&#231;a que confirma ac&#243;rd&#227;o condenat&#243;rio ou que reforma ac&#243;rd&#227;o de improced&#234;ncia; V - pela publica&#231;&#227;o de decis&#227;o ou ac&#243;rd&#227;o do Supremo Tribunal Federal que confirma ac&#243;rd&#227;o condenat&#243;rio ou que reforma ac&#243;rd&#227;o de improced&#234;ncia. &#167; 5&#186; Interrompida a prescri&#231;&#227;o, o prazo recome&#231;a a correr do dia da interrup&#231;&#227;o, pela metade do prazo previsto no caput deste artigo.&#8221;</p></blockquote><p><strong>O que o STF decidiu: </strong></p><p>Ap&#243;s a interrup&#231;&#227;o da prescri&#231;&#227;o, o prazo deve voltar a correr integralmente, e n&#227;o pela metade, mas deve ser observado o limite de 20 anos para fins de exerc&#237;cio da pretens&#227;o sancionat&#243;ria. </p><p><strong>Reda&#231;&#227;o mantida pelo STF:</strong></p><p>Os marcos interruptivos estabelecidos pela reforma legislativa n&#227;o comprometem a responsabiliza&#231;&#227;o por improbidade, devendo ser mantidos. </p><div><hr></div><p><em><strong>IMUNIDADE CONFERIDA AOS PARTIDOS POL&#205;TICOS E SUAS FUNDA&#199;&#213;ES AO SISTEMA DE RESPONSABILIZA&#199;&#195;O POR IMPROBIDADE &#8211; ART. 23-C (15)</strong></em></p><p><strong>O que dizia a LIA:</strong></p><blockquote><p>&#8220;Atos que ensejem enriquecimento il&#237;cito, perda patrimonial, desvio, apropria&#231;&#227;o, malbaratamento ou dilapida&#231;&#227;o de recursos p&#250;blicos dos partidos pol&#237;ticos, ou de suas funda&#231;&#245;es, ser&#227;o responsabilizados nos termos da Lei n&#186; 9.096, de 19 de setembro de 1995.&#8221;</p></blockquote><p><strong>O que o STF decidiu:</strong></p><p>Se nos partidos pol&#237;ticos ou funda&#231;&#245;es forem praticados desvios de recursos p&#250;blicos, os atos tamb&#233;m est&#227;o sujeitos &#224; LIA, sem preju&#237;zo da Lei de Partidos Pol&#237;ticos.</p><div class="footnote" data-component-name="FootnoteToDOM"><a id="footnote-1" href="#footnote-anchor-1" class="footnote-number" contenteditable="false" target="_self">1</a><div class="footnote-content"><p><strong>&#205;NTEGRA DO INFORMATIVO:</strong></p><p><strong>Dispositivos que reformaram a Lei de Improbidade Administrativa (Lei n&#186; 14.230/2021) &#8211; ADI 7.156/DF e ADI 7.236/DF</strong></p><p>Relatores: Ministros Andr&#233; Mendon&#231;a e Alexandre de Moraes</p><p><strong>RESUMO (ARTIGO POR ARTIGO):</strong></p><p><strong>EXCLUS&#195;O DA ILICITUDE EM FACE DE DIVERG&#202;NCIA INTERPRETATIVA PAUTADA EM JURISPRUD&#202;NCIA N&#195;O PACIFICADA &#8211; ART. 1&#186;, &#167; 8&#186; (1)</strong></p><p>&#201; constitucional, desde que interpretado conforme a Constitui&#231;&#227;o, dispositivo que afasta a configura&#231;&#227;o de improbidade administrativa em raz&#227;o de diverg&#234;ncia interpretativa da lei fundada em orienta&#231;&#227;o jurisprudencial qualificada, salvo caso de dolo ou erro grosseiro.</p><p>A prote&#231;&#227;o ao agente p&#250;blico que atua com base em interpreta&#231;&#227;o jur&#237;dica n&#227;o pode abranger hip&#243;teses de dolo, fraude ou erro grosseiro. Assim, a simples invoca&#231;&#227;o de tese jur&#237;dica n&#227;o afasta a responsabilidade do agente quando restar demonstrado que ele atuou dolosamente para alcan&#231;ar o resultado il&#237;cito. Nesse sentido, a Corte restringiu a exclus&#227;o da improbidade aos casos em que a conduta esteja amparada por jurisprud&#234;ncia assentada dos Tribunais Superiores ou do Supremo Tribunal Federal e, na sua aus&#234;ncia, por decis&#227;o de m&#233;rito transitada em julgado proferida por &#243;rg&#227;o colegiado de segundo grau.</p><p>(1) Lei n&#186; 8.429/1992: &#8220;Art. 1&#186; O sistema de responsabiliza&#231;&#227;o por atos de improbidade administrativa tutelar&#225; a probidade na organiza&#231;&#227;o do Estado e no exerc&#237;cio de suas fun&#231;&#245;es, como forma de assegurar a integridade do patrim&#244;nio p&#250;blico e social, nos termos desta Lei. (...) &#167; 8&#186; N&#227;o configura improbidade a a&#231;&#227;o ou omiss&#227;o decorrente de diverg&#234;ncia interpretativa da lei, baseada em jurisprud&#234;ncia, ainda que n&#227;o pacificada, mesmo que n&#227;o venha a ser posteriormente prevalecente nas decis&#245;es dos &#243;rg&#227;os de controle ou dos tribunais do Poder Judici&#225;rio.&#8221;</p><p><strong>RESPONSABILIZA&#199;&#195;O DOS S&#211;CIOS, COTISTAS, DIRETORES E COLABORADORES DE PESSOA JUR&#205;DICA PELA PR&#193;TICA DE ATO DE IMPROBIDADE A ESSA IMPUTADO &#8211; ART. 3&#186;, &#167; 1&#186; (2)</strong></p><p>&#201; inconstitucional a exig&#234;ncia de obten&#231;&#227;o de &#8220;benef&#237;cios diretos&#8221; para a responsabiliza&#231;&#227;o de s&#243;cios, cotistas, diretores e colaboradores de pessoa jur&#237;dica pela pr&#225;tica de ato de improbidade administrativa.</p><p>A responsabiliza&#231;&#227;o de particulares exige demonstra&#231;&#227;o de participa&#231;&#227;o dolosa no ato &#237;mprobo, mas n&#227;o depende da comprova&#231;&#227;o de benef&#237;cio direto. A exig&#234;ncia legal restringia indevidamente o alcance da responsabiliza&#231;&#227;o de pessoas f&#237;sicas vinculadas &#224; pessoa jur&#237;dica que concorreram para a pr&#225;tica da conduta &#237;mproba.</p><p>(2) Lei n&#186; 8.429/1992: &#8220;Art. 3&#186; As disposi&#231;&#245;es desta Lei s&#227;o aplic&#225;veis, no que couber, &#224;quele que, mesmo n&#227;o sendo agente p&#250;blico, induza ou concorra dolosamente para a pr&#225;tica do ato de improbidade. (...) &#167; 1&#186; Os s&#243;cios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jur&#237;dica de direito privado n&#227;o respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado &#224; pessoa jur&#237;dica, salvo se, comprovadamente, houver participa&#231;&#227;o e benef&#237;cios diretos, caso em que responder&#227;o nos limites da sua participa&#231;&#227;o.&#8221;</p><p><strong>TAXATIVIDADE DO ROL DE HIP&#211;TESES DE IMPROBIDADE PRINCIPIOL&#211;GICA E REVOGA&#199;&#195;O DOS CASOS DE DESVIO DE FINALIDADE E DE NEGLIG&#202;NCIA NA ATUA&#199;&#195;O ESTATAL &#8211; </strong><em><strong>ART. 11, CAPUT, &#167;&#167; 3&#186; E 4&#186; E REVOGA&#199;&#195;O DOS INCISOS I E II (3)</strong></em></p><p>S&#227;o constitucionais os dispositivos que conferiram car&#225;ter taxativo &#224;s hip&#243;teses de improbidade administrativa por viola&#231;&#227;o aos princ&#237;pios da Administra&#231;&#227;o P&#250;blica.</p><p>A delimita&#231;&#227;o legislativa das condutas enquadr&#225;veis no art. 11 da Lei de Improbidade Administrativa constitui leg&#237;tima op&#231;&#227;o de conforma&#231;&#227;o normativa. A substitui&#231;&#227;o da cl&#225;usula geral por um rol taxativo n&#227;o compromete a prote&#231;&#227;o constitucional da probidade administrativa nem inviabiliza a responsabiliza&#231;&#227;o por atos dolosos atentat&#243;rios aos princ&#237;pios da Administra&#231;&#227;o P&#250;blica.</p><p>(3) Lei n&#186; 8.429/1992:: &#8220;Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princ&#237;pios da administra&#231;&#227;o p&#250;blica a a&#231;&#227;o ou omiss&#227;o dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas: I - (revogado); II - (revogado) (...) &#167; 3&#186; O enquadramento de conduta funcional na categoria de que trata este artigo pressup&#245;e a demonstra&#231;&#227;o objetiva da pr&#225;tica de ilegalidade no exerc&#237;cio da fun&#231;&#227;o p&#250;blica, com a indica&#231;&#227;o das normas constitucionais, legais ou infralegais violadas. &#167; 4&#186; Os atos de improbidade de que trata este artigo exigem lesividade relevante ao bem jur&#237;dico tutelado para serem pass&#237;veis de sancionamento e independem do reconhecimento da produ&#231;&#227;o de danos ao er&#225;rio e de enriquecimento il&#237;cito dos agentes p&#250;blicos.&#8221;</p><p><strong>ALTERA&#199;&#195;O DO ALCANCE DAS SAN&#199;&#213;ES COMINADAS NA LEI DE IMPROBIDADE &#8211; ART. 12, III E &#167; 4&#186; (4)</strong></p><p>&#201; constitucional a exclus&#227;o da pena de suspens&#227;o dos direitos pol&#237;ticos para atos de improbidade que atentem contra princ&#237;pios da Administra&#231;&#227;o P&#250;blica sem acarretar enriquecimento il&#237;cito ou dano ao er&#225;rio. Contudo, &#233; inconstitucional a limita&#231;&#227;o da san&#231;&#227;o de proibi&#231;&#227;o de contratar com o poder p&#250;blico &#224; esfera do ente federativo diretamente lesado pelo ato de improbidade.</p><p>Atos meramente violadores de princ&#237;pios n&#227;o devem ensejar a aplica&#231;&#227;o da san&#231;&#227;o de suspens&#227;o dos direitos pol&#237;ticos, desde a entrada em vigor da Lei n&#186; 14.230/2021. Por outro lado, a compartimentaliza&#231;&#227;o federativa da san&#231;&#227;o enfraquece a tutela da probidade administrativa e reduz injustificadamente a efic&#225;cia da reprimenda. Assim, uma vez reconhecida a gravidade suficiente para imposi&#231;&#227;o da san&#231;&#227;o, n&#227;o h&#225; fundamento constitucional para restringi-la apenas ao ente prejudicado pela conduta &#237;mproba.</p><p>(4) Lei n&#186; 8.429/1992: &#8220;Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das san&#231;&#245;es penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legisla&#231;&#227;o espec&#237;fica, est&#225; o respons&#225;vel pelo ato de improbidade sujeito &#224;s seguintes comina&#231;&#245;es, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: (...) III - na hip&#243;tese do art. 11 desta Lei, pagamento de multa civil de at&#233; 24 (vinte e quatro) vezes o valor da remunera&#231;&#227;o percebida pelo agente e proibi&#231;&#227;o de contratar com o poder p&#250;blico ou de receber benef&#237;cios ou incentivos fiscais ou credit&#237;cios, direta ou indiretamente, ainda que por interm&#233;dio de pessoa jur&#237;dica da qual seja s&#243;cio majorit&#225;rio, pelo prazo n&#227;o superior a 4 (quatro) anos; (...) &#167; 4&#186; Em car&#225;ter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a san&#231;&#227;o de proibi&#231;&#227;o de contrata&#231;&#227;o com o poder p&#250;blico pode extrapolar o ente p&#250;blico lesado pelo ato de improbidade, observados os impactos econ&#244;micos e sociais das san&#231;&#245;es, de forma a preservar a fun&#231;&#227;o social da pessoa jur&#237;dica, conforme disposto no &#167; 3&#186; deste artigo.&#8221;</p><p><strong>APLICA&#199;&#195;O DA SAN&#199;&#195;O DE PERDA DA FUN&#199;&#195;O P&#218;BLICA RESTRITA &#192;QUELA OCUPADA NO MOMENTO DO COMETIMENTO DO ATO &#8211; ART. 12, &#167; 1&#186; (5)</strong></p><p>&#201; parcialmente inconstitucional norma que restringe a perda da fun&#231;&#227;o p&#250;blica ao v&#237;nculo ocupado pelo agente no momento da pr&#225;tica do ato de improbidade.</p><p>Foram declaradas inconstitucionais as express&#245;es que limitavam a incid&#234;ncia da san&#231;&#227;o apenas ao v&#237;nculo funcional existente &#224; &#233;poca da infra&#231;&#227;o. Contudo, foi conferida interpreta&#231;&#227;o conforme &#224; express&#227;o &#8220;podendo&#8221;, que passou a ser compreendida como verdadeiro poder-dever judicial, admitindo-se a n&#227;o extens&#227;o da san&#231;&#227;o aos demais v&#237;nculos apenas em car&#225;ter excepcional e mediante fundamenta&#231;&#227;o espec&#237;fica.</p><p>(5) Lei n&#186; 8.429/1992: &#8220;Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das san&#231;&#245;es penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legisla&#231;&#227;o espec&#237;fica, est&#225; o respons&#225;vel pelo ato de improbidade sujeito &#224;s seguintes comina&#231;&#245;es, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: (...) &#167; 1&#186; A san&#231;&#227;o de perda da fun&#231;&#227;o <em>p&#250;blica, nas hip&#243;teses dos incisos I e II do caput deste artigo, atinge apenas o v&#237;nculo de mesma qualidade e natureza que o agente p&#250;blico ou pol&#237;tico detinha com o poder p&#250;blico na &#233;poca do cometimento da infra&#231;&#227;o, podendo o magistrado, na hip&#243;tese do inciso I do caput deste </em>artigo, e em car&#225;ter excepcional, estend&#234;-la aos demais v&#237;nculos, consideradas as circunst&#226;ncias do caso e a gravidade da infra&#231;&#227;o.&#8221;</p><p><strong>DETRA&#199;&#195;O DO TEMPO DO PER&#205;ODO ENTRE A DECIS&#195;O COLEGIADA E O TR&#194;NSITO EM JULGADO DA SENTEN&#199;A CONDENAT&#211;RIA NA PENA IMPOSTA DE SUSPENS&#195;O DOS DIREI-TOS POL&#205;TICOS &#8211; ART. 12, &#167; 10 (6)</strong></p><p>&#201; inconstitucional o dispositivo que permitia computar, para fins de suspens&#227;o dos direitos pol&#237;ticos, o per&#237;odo compreendido entre a decis&#227;o colegiada e o tr&#226;nsito em julgado da condena&#231;&#227;o.</p><p>A norma reduzia significativamente o alcance da san&#231;&#227;o constitucionalmente prevista para os atos de improbidade administrativa, podendo inclusive esvaziar completamente sua aplica&#231;&#227;o pr&#225;tica antes do tr&#226;nsito em julgado da condena&#231;&#227;o. Assim, o prazo de suspens&#227;o dos direitos pol&#237;ticos dever&#225; ser cumprido integralmente ap&#243;s o tr&#226;nsito em julgado da condena&#231;&#227;o.</p><p>(6) Lei n&#186; 8.429/1992: &#8220;Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das san&#231;&#245;es penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legisla&#231;&#227;o espec&#237;fica, est&#225; o respons&#225;vel pelo ato de improbidade sujeito &#224;s seguintes comina&#231;&#245;es, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: (...) &#167; 10. Para efeitos de contagem do prazo da san&#231;&#227;o de suspens&#227;o dos direitos pol&#237;ticos, computar-se-&#225; retroativamente o intervalo de tempo entre a decis&#227;o colegiada e o tr&#226;nsito em julgado da senten&#231;a condenat&#243;ria.&#8221;</p><p><strong>PEDIDO DE INDISPONIBILIDADE DE BENS &#8211; ART. 16, &#167;&#167; 3&#186;, 4&#186; E 10 (7)</strong></p><p>S&#227;o parcialmente inconstitucionais as restri&#231;&#245;es impostas &#224; indisponibilidade de bens nas a&#231;&#245;es de improbidade administrativa.</p><p>A Corte afastou as express&#245;es que impediam, de forma absoluta, a ado&#231;&#227;o da tutela de evid&#234;ncia, a presun&#231;&#227;o excepcional de urg&#234;ncia e a inclus&#227;o da multa civil e do enriquecimento il&#237;cito na constri&#231;&#227;o patrimonial. Ademais, conferiu interpreta&#231;&#227;o conforme para admitir, em situa&#231;&#245;es excepcionais e mediante fundamenta&#231;&#227;o adequada, a indisponibilidade de bens fundada em tutela de evid&#234;ncia ou em presun&#231;&#227;o de urg&#234;ncia, bem como para assegurar que a medida alcance o montante necess&#225;rio &#224; repara&#231;&#227;o integral do dano, &#224; multa civil e ao enriquecimento il&#237;cito eventualmente identificado.</p><p>(7) Lei n&#186; 8.429/1992: &#8220;Art. 16. Na a&#231;&#227;o por improbidade administrativa poder&#225; ser formulado, em car&#225;ter antecedente ou incidente, pedido de indisponibilidade de bens dos r&#233;us, a fim de garantir a integral recomposi&#231;&#227;o do er&#225;rio ou do acr&#233;scimo patrimonial resultante de enriqueci-<em>mento il&#237;cito. (...) &#167; 3&#186; O pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o caput deste artigo apenas ser&#225; deferido mediante a demonstra&#231;&#227;o </em>no caso concreto de perigo de dano irrepar&#225;vel ou de risco ao resultado &#250;til do processo, desde que o juiz se conven&#231;a da probabilidade da ocorr&#234;ncia dos atos descritos na peti&#231;&#227;o inicial com fundamento nos respectivos elementos de instru&#231;&#227;o, ap&#243;s a oitiva do r&#233;u em 5 (cinco) dias. &#167; 4&#186; A indisponibilidade de bens poder&#225; ser decretada sem a oitiva pr&#233;via do r&#233;u, sempre que o contradit&#243;rio pr&#233;vio puder comprovadamente frustrar a efetividade da medida ou houver outras circunst&#226;ncias que recomendem a prote&#231;&#227;o liminar, n&#227;o podendo a urg&#234;ncia ser presumida. (...) &#167; 10. A indisponibilidade recair&#225; sobre bens que assegurem exclusivamente o integral ressarcimento do dano ao er&#225;rio, sem incidir sobre os valores a serem eventualmente aplicados a t&#237;tulo de multa civil ou sobre acr&#233;scimo patrimonial decorrente de atividade l&#237;cita.&#8221;</p><p><strong>RESTRI&#199;&#195;O AO EXERC&#205;CIO DO IURA NOVIT CURIA &#8211; ART. 17, &#167;&#167; 10-C, 10-D E 10-F, I (8)</strong></p><p>S&#227;o inconstitucionais os dispositivos que vinculavam o magistrado ao enquadramento jur&#237;dico formulado pelo autor da a&#231;&#227;o de improbidade administrativa.</p><p>Cabe ao autor narrar os fatos supostamente &#237;mprobos, mas a defini&#231;&#227;o jur&#237;dica da conduta compete ao Poder Judici&#225;rio. A proibi&#231;&#227;o de altera&#231;&#227;o da capitula&#231;&#227;o legal e a nulidade da senten&#231;a baseada em tipo diverso comprometiam a independ&#234;ncia judicial e o devido processo legal.</p><p>(8) Lei n&#186; 8.429/1992: &#8220;Art. 17. A a&#231;&#227;o para a aplica&#231;&#227;o das san&#231;&#245;es de que trata esta Lei ser&#225; proposta pelo Minist&#233;rio P&#250;blico e seguir&#225; o procedimento comum previsto na Lei n&#186; 13.105, de 16 de mar&#231;o de 2015 (C&#243;digo de Processo Civil), salvo o disposto nesta Lei. (...) &#167; 10-C. Ap&#243;s a r&#233;plica do Minist&#233;rio P&#250;blico, o juiz proferir&#225; decis&#227;o na qual indicar&#225; com precis&#227;o a tipifica&#231;&#227;o do ato de improbidade administrativa imput&#225;vel ao r&#233;u, sendo-lhe vedado modificar o fato principal e a capitula&#231;&#227;o legal apresentada pelo autor. &#167; 10-D. Para cada ato de improbidade administrativa, dever&#225; necessariamente ser indicado apenas um tipo dentre aqueles previstos nos arts. 9&#186;, 10 e 11 desta Lei. (...) &#167; 10-F. Ser&#225; nula a decis&#227;o de m&#233;rito total ou parcial da a&#231;&#227;o de improbidade administrativa que: I - condenar o requerido por tipo diverso daquele definido na peti&#231;&#227;o inicial.&#8221;</p><p><strong>VEDA&#199;&#195;O DA INVERS&#195;O DO &#212;NUS DA PROVA EM DESFAVOR DO R&#201;U &#8211; ART. 17, &#167; 19, II (9)</strong></p><p>&#201; constitucional o dispositivo que veda a invers&#227;o do &#244;nus da prova em desfavor do r&#233;u na a&#231;&#227;o de improbidade administrativa.</p><p>A veda&#231;&#227;o legal &#224; invers&#227;o do &#244;nus da prova &#233; compat&#237;vel com as garantias processuais inerentes ao regime sancionat&#243;rio da improbidade administrativa. Contudo, essa regra n&#227;o afasta o dever de cumprimento de determina&#231;&#245;es judiciais necess&#225;rias &#224; instru&#231;&#227;o do processo, como a requisi&#231;&#227;o de documentos para fins de c&#225;lculo de ressarcimento.</p><p>(9) Lei n&#186; 8.429/1992: &#8220;Art. 17. A a&#231;&#227;o para a aplica&#231;&#227;o das san&#231;&#245;es de que trata esta Lei ser&#225; proposta pelo Minist&#233;rio P&#250;blico e seguir&#225; o procedimento comum previsto na Lei n&#186; 13.105, de 16 de mar&#231;o de 2015 (C&#243;digo de Processo Civil), salvo o disposto nesta Lei. (...) &#167; 19. N&#227;o se aplicam na a&#231;&#227;o de improbidade administrativa: (...) II - a imposi&#231;&#227;o de &#244;nus da prova ao r&#233;u, na forma dos &#167;&#167; 1&#186; e 2&#186; do art. 373 da Lei n&#186; 13.105, de 16 de mar&#231;o de 2015 (C&#243;digo de Processo Civil).&#8221;</p><p><strong>EXIG&#202;NCIA DE OITIVA DO RESPECTIVO TRIBUNAL DE CONTAS PARA VALORAR O DANO A SER RESSARCIDO EM PROPOSTA DE ACORDO DE N&#195;O PERSECU&#199;&#195;O CIVIL &#8211; ART. 17-B, &#167; 3&#186; (10)</strong></p><p>&#201; inconstitucional a exig&#234;ncia de manifesta&#231;&#227;o pr&#233;via do Tribunal de Contas para apura&#231;&#227;o do valor do dano a ser ressarcido em acordo de n&#227;o persecu&#231;&#227;o civil.</p><p>A imposi&#231;&#227;o de consulta obrigat&#243;ria ao Tribunal de Contas cria condicionamento n&#227;o previsto constitucionalmente, interfere na autonomia institucional do Minist&#233;rio P&#250;blico e afeta o exerc&#237;cio das atribui&#231;&#245;es constitucionalmente conferidas aos &#243;rg&#227;os incumbidos da persecu&#231;&#227;o da improbidade administrativa.</p><p>(10) Lei n&#186; 8.429/1992: &#8220;Art. 17-B. O Minist&#233;rio P&#250;blico poder&#225;, conforme as circunst&#226;ncias do caso concreto, celebrar acordo de n&#227;o persecu&#231;&#227;o civil, desde que dele advenham, ao menos, os seguintes resultados: (...) &#167; 3&#186; Para fins de apura&#231;&#227;o do valor do dano a ser ressarcido, dever&#225; ser realizada a oitiva do Tribunal de Contas competente, que se manifestar&#225;, com indica&#231;&#227;o dos par&#226;metros utilizados, no prazo de 90 (noventa) dias.&#8221;</p><p><strong>SOLIDARIEDADE E EXTENS&#195;O DA RESPONSABILIDADE ENTRE OS LITISCONSORTES &#8211; ART. 17-C, &#167; 2&#186; (11)</strong></p><p>&#201; parcialmente inconstitucional a limita&#231;&#227;o da responsabiliza&#231;&#227;o dos corr&#233;us aos &#8220;benef&#237;cios diretos&#8221; obtidos com o ato de improbidade administrativa.</p><p>A Corte declarou inconstitucional a express&#227;o &#8220;e dos benef&#237;cios diretos&#8221; e conferiu interpreta&#231;&#227;o conforme para assentar que a veda&#231;&#227;o de solidariedade se aplica &#224;s san&#231;&#245;es, mas n&#227;o impede a responsabilidade patrimonial solid&#225;ria destinada ao ressarcimento dos danos causados ao er&#225;rio.</p><p>(11) Lei n&#186; 8.429/1992: &#8220;Art. 17-C. A senten&#231;a proferida nos processos a que se refere esta Lei dever&#225;, al&#233;m de observar o disposto no art. 489 da Lei n&#186; 13.105, de 16 de mar&#231;o de 2015 (C&#243;digo de Processo Civil): (...) &#167; 2&#186; Na hip&#243;tese de litiscons&#243;rcio passivo, a condena&#231;&#227;o ocorrer&#225; no limite da participa&#231;&#227;o e dos benef&#237;cios diretos, vedada qualquer solidariedade.&#8221;</p><p><strong>NATUREZA JUR&#205;DICA DA A&#199;&#195;O DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA &#8211; ART. 17-D, PAR&#193;-GRAFO &#218;NICO (12)</strong></p><p>&#201; constitucional, desde que interpretado conforme a Constitui&#231;&#227;o, o dispositivo que define a a&#231;&#227;o de improbidade administrativa como instrumento repressivo destinado &#224; aplica&#231;&#227;o de san&#231;&#245;es pessoais, sendo, contudo, inconstitucional a express&#227;o &#8220;agentes p&#250;blicos, inclusive pol&#237;ticos&#8221;.</p><p>A a&#231;&#227;o de improbidade possui natureza repressiva pr&#243;pria, n&#227;o se caracterizando como medida de natureza penal ou de controle de legalidade das pol&#237;ticas p&#250;blicas, n&#227;o podendo ser utilizada como substituta gen&#233;rica da a&#231;&#227;o civil p&#250;blica. Dessa forma, afastam-se as interpreta&#231;&#245;es que descaracterizem sua natureza c&#237;vel ou que restrinjam a aplica&#231;&#227;o do sistema constitucional de responsabiliza&#231;&#227;o por atos de improbidade administrativa, que alcan&#231;a os agentes p&#250;blicos em geral, observadas as especificidades de cada regime jur&#237;dico aplic&#225;vel.</p><p>(12) Lei n&#186; 8.429/1992: &#8220;Art. 17-D. A a&#231;&#227;o por improbidade administrativa &#233; repressiva, de car&#225;ter sancionat&#243;rio, destinada &#224; aplica&#231;&#227;o de san&#231;&#245;es de car&#225;ter pessoal previstas nesta Lei, e n&#227;o constitui a&#231;&#227;o civil, vedado seu ajuizamento para o controle de legalidade de pol&#237;ticas p&#250;blicas e para a prote&#231;&#227;o do patrim&#244;nio p&#250;blico e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos, coletivos e individuais homog&#234;neos. Par&#225;-grafo &#250;nico. Ressalvado o disposto nesta Lei, o controle de legalidade de pol&#237;ticas p&#250;blicas e a responsabilidade de agentes p&#250;blicos, inclusive pol&#237;ticos, entes p&#250;blicos e governamentais, por danos ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor art&#237;stico, est&#233;tico, hist&#243;rico, tur&#237;stico e paisag&#237;stico, a qualquer outro interesse difuso ou coletivo, &#224; ordem econ&#244;mica, &#224; ordem urban&#237;stica, &#224; honra e &#224; dignidade de grupos raciais, &#233;tnicos ou religiosos e ao patrim&#244;nio p&#250;blico e social submetem-se aos termos da Lei n&#186; 7.347, de 24 de julho de 1985.&#8221;</p><p><strong>COMUNICABILIDADE DE TODAS AS HIP&#211;TESES DE SENTEN&#199;A ABSOLUT&#211;RIA PROFERIDA EM PROCESSO PENAL, DESDE QUE CONFIRMADA POR DECIS&#195;O COLEGIADA &#8211; ART. 21, &#167; 4&#186; (13)</strong></p><p>&#201; parcialmente inconstitucional dispositivo que atribu&#237;a efic&#225;cia autom&#225;tica &#224; absolvi&#231;&#227;o criminal em rela&#231;&#227;o &#224; a&#231;&#227;o de improbidade administrativa.</p><p>A Corte reafirmou a autonomia relativa entre as esferas penal e c&#237;vel. Assim, a decis&#227;o criminal transitada em julgado somente impede o prosseguimento da a&#231;&#227;o de improbidade quando reconhecer a inexist&#234;ncia do fato, a negativa de autoria ou as excludentes de ilicitude, como leg&#237;tima defesa, estado de necessidade, estrito cumprimento do dever legal ou exerc&#237;cio regular de direito.</p><p>(13) Lei n&#186; 8.429/1992: &#8220;Art. 21. A aplica&#231;&#227;o das san&#231;&#245;es previstas nesta lei independe: (...) &#167; 4&#186; A absolvi&#231;&#227;o criminal em a&#231;&#227;o que discuta os mesmos fatos, confirmada por decis&#227;o colegiada, impede o tr&#226;mite da a&#231;&#227;o da qual trata esta Lei, havendo comunica&#231;&#227;o com todos os fundamentos de absolvi&#231;&#227;o previstos no art. 386 do Decreto-Lei n&#186; 3.689, de 3 de outubro de 1941 (C&#243;digo de Processo Penal).&#8221;</p><p><strong>FIXA&#199;&#195;O DO TERMO INICIAL DO PRAZO PRESCRICIONAL NA DATA DO FATO OU DA CES-SA&#199;&#195;O DA PERMAN&#202;NCIA, NOVAS CAUSAS INTERRUPTIVAS E PREVIS&#195;O DE PRESCRI&#199;&#195;O INTERCORRENTE &#8211; ART. 23, &#167; 4&#186;, II A V, E &#167; 5&#186; (14)</strong></p><p>S&#227;o constitucionais as hip&#243;teses de interrup&#231;&#227;o do prazo prescricional previstas na Lei de Improbidade Administrativa. Contudo, &#233; inconstitucional a express&#227;o &#8220;pela metade do prazo previsto no <em>caput deste artigo&#8221;, relativa &#224; retomada da contagem da prescri&#231;&#227;o ap&#243;s sua interrup&#231;&#227;o.</em></p><p>Os marcos interruptivos estabelecidos pela reforma legislativa n&#227;o comprometem a efetividade do sistema de responsabiliza&#231;&#227;o por improbidade e permanecem compat&#237;veis com a Constitui&#231;&#227;o. Todavia, a redu&#231;&#227;o do prazo prescricional remanescente comprometia a efetividade do sistema constitucional de combate &#224; improbidade administrativa. Mantida a interrup&#231;&#227;o da prescri&#231;&#227;o, o novo prazo deve voltar a correr integralmente, observando-se, contudo, o limite m&#225;ximo de 20 anos para a dura&#231;&#227;o da pretens&#227;o sancionat&#243;ria.</p><p>(14) Lei n&#186; 8.429/1992: &#8220;Art. 23. A a&#231;&#227;o para a aplica&#231;&#227;o das san&#231;&#245;es previstas nesta Lei prescreve em 8 (oito) anos, contados a partir da ocorr&#234;ncia <em>do fato ou, no caso de infra&#231;&#245;es permanentes, do dia em que cessou a perman&#234;ncia. (...) &#167; 4&#186; O prazo da prescri&#231;&#227;o referido no caput deste artigo </em>interrompe-se: (...) II - pela publica&#231;&#227;o da senten&#231;a condenat&#243;ria; III - pela publica&#231;&#227;o de decis&#227;o ou ac&#243;rd&#227;o de Tribunal de Justi&#231;a ou Tribunal Regional Federal que confirma senten&#231;a condenat&#243;ria ou que reforma senten&#231;a de improced&#234;ncia; IV - pela publica&#231;&#227;o de decis&#227;o ou ac&#243;rd&#227;o do Superior Tribunal de Justi&#231;a que confirma ac&#243;rd&#227;o condenat&#243;rio ou que reforma ac&#243;rd&#227;o de improced&#234;ncia; V - pela publica&#231;&#227;o de decis&#227;o ou ac&#243;rd&#227;o do Supremo Tribunal Federal que confirma ac&#243;rd&#227;o condenat&#243;rio ou que reforma ac&#243;rd&#227;o de improced&#234;ncia. &#167; 5&#186; Interrompida a prescri&#231;&#227;o, o prazo recome&#231;a a correr do dia da interrup&#231;&#227;o, pela metade do prazo previsto no caput deste artigo.&#8221;</p><p><strong>IMUNIDADE CONFERIDA AOS PARTIDOS POL&#205;TICOS E SUAS FUNDA&#199;&#213;ES AO SISTEMA DE RESPONSABILIZA&#199;&#195;O POR IMPROBIDADE &#8211; ART. 23-C (15)</strong></p><p>&#201; constitucional, desde que interpretado conforme a Constitui&#231;&#227;o, o dispositivo relativo &#224; responsabiliza&#231;&#227;o de partidos pol&#237;ticos e de suas funda&#231;&#245;es.</p><p>A Corte afastou qualquer interpreta&#231;&#227;o que exclu&#237;sse a incid&#234;ncia da Lei de Improbidade Administrativa sobre atos que envolvam enriquecimento il&#237;cito, perda patrimonial, apropria&#231;&#227;o, desvio, malbaratamento ou dilapida&#231;&#227;o de recursos p&#250;blicos por partidos pol&#237;ticos ou funda&#231;&#245;es partid&#225;rias. Nesses casos, pode haver incid&#234;ncia simult&#226;nea da Lei dos Partidos Pol&#237;ticos (Lei n&#186; 9.096/1995) e da Lei de Improbidade Administrativa.</p><p>(15) Lei n&#186; 8.429/1992: &#8220;Art. 23-C. Atos que ensejem enriquecimento il&#237;cito, perda patrimonial, desvio, apropria&#231;&#227;o, malbaratamento ou dilapida&#231;&#227;o de recursos p&#250;blicos dos partidos pol&#237;ticos, ou de suas funda&#231;&#245;es, ser&#227;o responsabilizados nos termos da Lei n&#186; 9.096, de 19 de setembro de 1995.&#8221;</p><p><strong>&#187; ADI 7.156/DF, relator Ministro Andr&#233; Mendon&#231;a, julgamento finalizado em 01.07.2026 (quarta-feira)</strong></p><p><strong>&#187; ADI 7.236/DF, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento finalizado em 01.07.2026 (quarta-feira)</strong></p></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A coisa mais importante para a sua preparação para o TJRS/2026]]></title><description><![CDATA[Vai fazer a prova em dezembro? Prepare-se de verdade.]]></description><link>https://magisreview.substack.com/p/a-coisa-mais-importante-para-a-sua</link><guid isPermaLink="false">https://magisreview.substack.com/p/a-coisa-mais-importante-para-a-sua</guid><dc:creator><![CDATA[Thomas Albert Müller]]></dc:creator><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 22:01:40 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/213206386/ec559ecb8ddeed22307d0024a531239c.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h3>Simulados s&#227;o o mais pr&#243;ximo de um hack</h3><p>Se existe um &#8220;atalho&#8221; leg&#237;timo para quem estuda para a magistratura, provavelmente ele est&#225; nos <strong>simulados</strong>.</p><p>N&#227;o porque fazer quest&#245;es, por si s&#243;, seja suficiente. Mas porque um bom simulado permite descobrir algo que nenhum cronograma de estudos consegue mostrar sozinho:</p><p><strong>onde voc&#234; realmente est&#225; perdendo pontos.</strong></p><p>O candidato &#224; magistratura raramente &#233; aprovado na primeira tentativa. &#201; uma prova dif&#237;cil, extensa e que exige dom&#237;nio de muitos conte&#250;dos diferentes.</p><p>Por isso, quanto mais r&#225;pido voc&#234; conseguir transformar seus erros em aprendizado, mais r&#225;pido tende a evoluir.</p><div><hr></div><h3>O simulado &#233; um diagn&#243;stico</h3><p>Quando voc&#234; faz um simulado completo, voc&#234; consegue visualizar suas <strong>for&#231;as e fraquezas</strong>.</p><p>Mas h&#225; uma informa&#231;&#227;o ainda mais interessante.</p><p>Durante a resolu&#231;&#227;o, voc&#234; sabe &#8212; ou deveria saber &#8212; o quanto est&#225; seguro em cada quest&#227;o.</p><p>Minha sugest&#227;o &#233; simples:</p><p><strong>ao lado de cada quest&#227;o, fa&#231;a uma pequena marca&#231;&#227;o sobre o seu grau de confian&#231;a.</strong></p><p>Por exemplo:</p><ul><li><p><strong>!</strong> &#8212; tenho convic&#231;&#227;o de que acertei;</p></li><li><p><strong>?</strong> &#8212; estou em d&#250;vida;</p></li></ul><p>Depois, quando sair o gabarito, voc&#234; ter&#225; informa&#231;&#245;es muito mais interessantes do que simplesmente &#8220;acertei 70% da prova&#8221;.</p><div><hr></div><h3>Imagine este resultado:</h3><p>Voc&#234; acertou uma quest&#227;o e tinha certeza de que acertaria.</p><p>&#8594; <strong>Conhecimento consolidado.</strong></p><p>Voc&#234; acertou uma quest&#227;o, mas estava em d&#250;vida.</p><p>&#8594; <strong>Acertei, mas preciso revisar.</strong></p><p>Voc&#234; acertou uma quest&#227;o chutando.</p><p>&#8594; <strong>N&#227;o posso considerar esse conte&#250;do dominado.</strong></p><p>Voc&#234; errou uma quest&#227;o em que tinha certeza de que acertaria.</p><p>&#8594; <strong>Aqui existe um problema especialmente importante.</strong></p><p>E voc&#234; errou uma quest&#227;o que j&#225; esperava errar.</p><p>&#8594; <strong>Provavelmente existe uma lacuna de conhecimento que precisa ser trabalhada.</strong></p><p>Essa classifica&#231;&#227;o transforma o simulado em uma esp&#233;cie de <strong>exame do seu pr&#243;prio m&#233;todo de estudo</strong>.</p><div><hr></div><h3>E aqui entra o caderno de erros</h3><p>N&#227;o basta fazer o simulado, conferir o gabarito e seguir para a pr&#243;xima mat&#233;ria.</p><p><strong>O verdadeiro estudo come&#231;a depois da prova.</strong></p><p>Pegue seus erros &#8212; e tamb&#233;m os acertos em que voc&#234; estava inseguro &#8212; e coloque-os no seu <strong>caderno de erros</strong>.</p><p>Mas n&#227;o registre apenas:</p><blockquote><p>&#8220;Errei quest&#227;o de prescri&#231;&#227;o.&#8221;</p></blockquote><p>Descubra <strong>por que voc&#234; errou</strong> e, principalmente, <strong>qual &#233; a fonte daquele conhecimento</strong>.</p><p>Se a quest&#227;o cobrou LEI:</p><p>Volte ao dispositivo.</p><p>Leia o artigo, os dispositivos relacionados, as exce&#231;&#245;es e aquilo que costuma gerar confus&#227;o.</p><p>Se cobrou JURISPRUD&#202;NCIA:</p><p>V&#225; ao precedente.</p><p>Identifique a tese, compreenda o fundamento e procure as distin&#231;&#245;es que podem aparecer em uma nova quest&#227;o.</p><p>Se cobrou DOUTRINA:</p><p>Volte ao conceito.</p><p>Entenda a classifica&#231;&#227;o, as posi&#231;&#245;es doutrin&#225;rias relevantes e, principalmente, aquilo que diferencia uma alternativa correta de uma pegadinha.</p><p><strong>A quest&#227;o mostra onde voc&#234; caiu. A fonte mostra como evitar que voc&#234; caia novamente.</strong></p><div><hr></div><h3>O ciclo &#233; simples</h3><p><strong>Simulado &#8594; corre&#231;&#227;o &#8594; caderno de erros &#8594; estudo direcionado &#8594; novo simulado.</strong></p><p>E &#233; justamente por isso que eu acredito que fazer simulados <strong>acelera a aprova&#231;&#227;o</strong>.</p><p>Voc&#234; deixa de estudar apenas aquilo que acha que deveria estudar.</p><p>Passa a estudar tamb&#233;m aquilo que <strong>a sua pr&#243;pria performance demonstrou que voc&#234; precisa estudar.</strong></p><div><hr></div><h3>E voc&#234; n&#227;o precisa esperar pelo material perfeito</h3><p>As provas anteriores est&#227;o dispon&#237;veis gratuitamente nos sites das pr&#243;prias bancas.</p><p><strong>V&#225; atr&#225;s delas.</strong></p><p>Baixe as provas, fa&#231;a em condi&#231;&#245;es semelhantes &#224;s da prova real, respeite o tempo e depois fa&#231;a uma an&#225;lise cuidadosa.</p><p>N&#227;o precisa come&#231;ar comprando mais um curso, mais um livro ou mais um material.</p><p><strong>A prova que voc&#234; precisa fazer provavelmente j&#225; existe.</strong></p><div><hr></div><h3>O objetivo n&#227;o &#233; fazer simulados.</h3><p>&#201; aprender com eles.</p><p>D&#225; para fazer 15 simulados, um por semana, at&#233; a data da prova em dezembro.</p><p>Um candidato que faz 15 simulados e simplesmente olha a nota ao final ter&#225; feito 15 provas.</p><p>Um candidato que faz 15 simulados, analisa os erros, identifica suas inseguran&#231;as e corrige as lacunas ter&#225; feito <strong>15 ciclos de aperfei&#231;oamento</strong>.</p><p>E existe uma diferen&#231;a enorme entre as duas coisas.</p><blockquote><p><strong>Meu objetivo n&#227;o &#233; fazer 15 simulados.</strong></p><p><strong>&#201; chegar &#224; prova tendo corrigido 15 vezes os meus pr&#243;prios erros.</strong></p></blockquote><p>Esse &#233; o tipo de estrat&#233;gia que pode transformar o simulado de uma simples &#8220;prova de treinamento&#8221; em uma das ferramentas mais importantes da sua prepara&#231;&#227;o.</p><div><hr></div><p></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Desconsideração da Personalidade Jurídica]]></title><description><![CDATA[Chance de cair no ENAM! Compilado dos 21 &#250;ltimos julgados do Superior Tribunal de Justi&#231;a, com coment&#225;rios.]]></description><link>https://magisreview.substack.com/p/desconsideracao-da-personalidade</link><guid isPermaLink="false">https://magisreview.substack.com/p/desconsideracao-da-personalidade</guid><dc:creator><![CDATA[Thomas Albert Müller]]></dc:creator><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 10:03:14 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!N6iN!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa530f09e-4969-4ab0-a1b6-1b0e6784a017_1168x784.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!N6iN!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa530f09e-4969-4ab0-a1b6-1b0e6784a017_1168x784.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!N6iN!, /__u/magisreview.substack.com/w_424, /__u/magisreview.substack.com/c_limit, /__u/magisreview.substack.com/f_webp, /__u/magisreview.substack.com/q_auto:good, /__u/magisreview.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa530f09e-4969-4ab0-a1b6-1b0e6784a017_1168x784.jpeg 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!N6iN!, /__u/magisreview.substack.com/w_848, /__u/magisreview.substack.com/c_limit, /__u/magisreview.substack.com/f_webp, /__u/magisreview.substack.com/q_auto:good, /__u/magisreview.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa530f09e-4969-4ab0-a1b6-1b0e6784a017_1168x784.jpeg 848w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!N6iN!, /__u/magisreview.substack.com/w_1272, /__u/magisreview.substack.com/c_limit, 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aplica&#231;&#227;o autom&#225;tica desta &#250;ltima com base meramente na ocorr&#234;ncia da primeira.</span></strong></p></blockquote><p>Explica&#231;&#227;o: A sucess&#227;o ocorre com a transfer&#234;ncia do estabelecimento comercial, tornando a sucessora adquirente respons&#225;vel (art. 1146/CC), diferindo da desconsidera&#231;&#227;o, que depende de desvio de finalidade ou de confus&#227;o patrimonial (art. 50/CC).</p><div><hr></div><p>Tema 1210/2026</p><blockquote><p><strong>Nas rela&#231;&#245;es jur&#237;dicas de direito civil e empresarial, a desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica requer a efetiva comprova&#231;&#227;o de abuso da personalidade jur&#237;dica, caracterizado por desvio de finalidade ou por confus&#227;o patrimonial, nos termos exigidos pelo art. 50 do C&#243;digo Civil (Teoria Maior), sendo insuficiente a mera inexist&#234;ncia de bens penhor&#225;veis e/ou de encerramento irregular das atividades da sociedade empres&#225;ria.</strong></p></blockquote><p>Explica&#231;&#227;o: Havia quem sustentasse, com base em regra de direito tribut&#225;rio (art. 135 do CTN e S. 435 do STJ) que o encerramento irregular sem bens poderia autorizar a desconsidera&#231;&#227;o da PJ. A regra de direito tribut&#225;rio sobre a responsabilidade do s&#243;cio administrador &#233; espec&#237;fica para esse ramo do direito. A teoria menor, embora exija menos requisitos para desconsiderar a personalidade, restringe-se aos casos consumeristas e ambientais.</p><div><hr></div><p>875/2026</p><blockquote><p><strong>Admite-se, em regra, que o ju&#237;zo em que se processa a execu&#231;&#227;o, ou cumprimento de senten&#231;a, proceda ao exame quanto &#224; presen&#231;a ou n&#227;o dos elementos indicativos de fraude sem a necessidade de instaura&#231;&#227;o de incidente de desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica.</strong></p></blockquote><p>Explica&#231;&#227;o: Mesmo na sucess&#227;o empresarial irregular, n&#227;o formalizada, n&#227;o &#233; necess&#225;rio instaurar procedimento de desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica, pois a transfer&#234;ncia do patrim&#244;nio empresarial &#233; fen&#244;meno de responsabilidade civil, que dispensa afastar o manto da personalidade jur&#237;dica.</p><div><hr></div><p>Info Extraordin&#225;rio 29 - Terceira Turma - Maioria</p><blockquote><p><strong>Em rela&#231;&#227;o jur&#237;dica consumerista, a desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica fundada na aplica&#231;&#227;o da Teoria Menor n&#227;o pode ensejar, isoladamente, a responsabilidade dos s&#243;cios pelo pagamento de multa por litig&#226;ncia de m&#225;-f&#233; imposta &#224; sociedade cuja personalidade jur&#237;dica foi desconsiderada.</strong></p></blockquote><p>Explica&#231;&#227;o: A Teoria Menor da desconsidera&#231;&#227;o &#233; restrita a ramos jur&#237;dicos como o Direito do Consumidor, o Antitruste e o Ambiental. A multa por litig&#226;ncia de m&#225;-f&#233; tem car&#225;ter administrativo.</p><div><hr></div><p>Info Extraordin&#225;rio 26 - Terceira Turma</p><blockquote><p><strong>N&#227;o &#233; cab&#237;vel agravo de instrumento contra decis&#227;o que defere a realiza&#231;&#227;o de prova pericial prolatada em incidente de desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica.</strong></p></blockquote><p>Explica&#231;&#227;o: Rol taxativo do art. 1.015 do CPC.</p><div><hr></div><p>848 -  Corte Especial</p><blockquote><p><strong>A fixa&#231;&#227;o de honor&#225;rios advocat&#237;cios &#233; cab&#237;vel em incidentes processuais que resultem em altera&#231;&#227;o substancial da lide, como no indeferimento do pedido de desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica.</strong></p></blockquote><p>Explica&#231;&#227;o: Incidentes processuais s&#227;o decididos por decis&#245;es interlocut&#243;rias, momento em que &#233; invi&#225;vel, em regra, avaliar a causalidade e o grau de sucumb&#234;ncia (m&#237;nima, parcial ou total), mas h&#225; hip&#243;teses em que a decis&#227;o interlocut&#243;ria, inclusive a do incidente, extingue ou altera substancialmente o processo. Quando o incidente de desconsidera&#231;&#227;o de personalidade jur&#237;dica &#233; admitido, n&#227;o h&#225; mudan&#231;a substancial, mas no caso de indeferimento, deve-se considerar o princ&#237;pio da causalidade e a necessidade de o vencedor ter contratado advogado para se defender.</p><div><hr></div><p>847 - Quarta Turma - Maioria</p><blockquote><p><strong>O instituto da desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica, previsto no art. 50 do CC/2002, n&#227;o se presta para atribuir responsabilidade patrimonial a terceiros que n&#227;o t&#234;m qualquer esp&#233;cie de v&#237;nculo jur&#237;dico com as sociedades atingidas, ainda que se cogite da ocorr&#234;ncia de confus&#227;o ou desvio patrimonial, a ensejar suposta fraude contra credores.</strong></p></blockquote><p>Explica&#231;&#227;o: filhos de s&#243;cios beneficiados por desvio patrimonial (doa&#231;&#245;es recebidas dos s&#243;cios) n&#227;o possuem rela&#231;&#227;o com a pessoa jur&#237;dica. A fraude contra credores deve ser combatida pela a&#231;&#227;o pauliana.</p><div><hr></div><p>825 - Quarta Turma</p><blockquote><p><strong>O tipo de rela&#231;&#227;o comercial ou societ&#225;ria travada entre empresas, ou mesmo a exist&#234;ncia de grupo econ&#244;mico, por si s&#243;, n&#227;o &#233; suficiente para ensejar a desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica, sendo necess&#225;rio demonstrar quais medidas ou inger&#234;ncias, em concreto, foram capazes de transferir recursos de uma empresa para outra, ou demonstrar o abuso ou desvio da finalidade em detrimento da empresa prejudicada.</strong></p></blockquote><p>Explica&#231;&#227;o: n&#227;o &#233; relevante a inten&#231;&#227;o de ajudar a empresa em fr&#225;gil sa&#250;de financeira fazendo com ela neg&#243;cios, conduta meramente comercial. A extens&#227;o da responsabilidade pelas obriga&#231;&#245;es da falida &#224;s empresas que nela investiram depende de prova da concentra&#231;&#227;o de preju&#237;zos e do endividamento exclusivo, ou seja, de que os custos e riscos ficavam exclusivamente com a falida e os lucros com as demais empresas do grupo econ&#244;mico.</p><div><hr></div><p>824 - Segunda Se&#231;&#227;o</p><blockquote><p><strong>O art. 82-A da Lei n. 11.101/2005 n&#227;o confere ao Ju&#237;zo falimentar compet&#234;ncia exclusiva para desconsiderar a personalidade jur&#237;dica.</strong></p></blockquote><p>Explica&#231;&#227;o: Apesar de sua d&#250;bia reda&#231;&#227;o, o artigo n&#227;o retira a possibilidade de que outros ju&#237;zes decretem a desconsidera&#231;&#227;o, pois a sua finalidade &#233; regular os requisitos para afastar a personalidade da PJ na fal&#234;ncia. </p><div class="pullquote"><p><em><strong>Extens&#227;o da fal&#234;ncia</strong></em>: Segundo a doutrina, &#8220;a desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica &#233;, tamb&#233;m, instituto bastante distinto do da extens&#227;o a fal&#234;ncia. Isso porque, muito embora possa, assim como o &#250;ltimo, ter repercuss&#227;o do patrim&#244;nio do terceiro, do s&#243;cio, os pressupostos para configura&#231;&#227;o de um e de outro s&#227;o bastante distintos: enquanto, no primeiro, &#233; a exist&#234;ncia de abuso da personalidade jur&#237;dica, na segunda, basta ser s&#243;cio de responsabilidade ilimitada&#8221;.</p></div><p>806/2024 - Terceira Turma</p><blockquote><p><strong>Aplica-se a t&#233;cnica de julgamento ampliado (art. 942 do CPC) ao agravo de instrumento que, por maioria, reforma decis&#227;o proferida em incidente de desconsidera&#231;&#227;o (direta ou inversa) da personalidade jur&#237;dica, seja para admitir o pedido ou para rejeit&#225;-lo.</strong></p></blockquote><p>Explica&#231;&#227;o: o julgamento ampliado aplica-se aos agravos contra decis&#245;es interlocut&#243;rias de m&#233;rito. Entende-se que a desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica (assim como a decis&#227;o que decide a impugna&#231;&#227;o de cr&#233;dito na fal&#234;ncia) &#233; uma a&#231;&#227;o incidental, n&#227;o um mero incidente, configurando julgamento de m&#233;rito para fins do art. 942 do CPC.</p><div><hr></div><p>805/2024 - Terceira Turma</p><blockquote><p><strong>O tr&#226;nsito em julgado da decis&#227;o que aprecia pedido de desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica torna a quest&#227;o preclusa para as partes da rela&#231;&#227;o processual, inviabilizando a dedu&#231;&#227;o de novo requerimento com base na mesma causa de pedir.</strong></p></blockquote><div><hr></div><p>789/2023 - Quarta Turma</p><blockquote><p><strong><span>Uma empresa do mesmo grupo econ&#244;mico da parte executada s&#243; pode ter seus bens bloqueados se o incidente de desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica for previamente instaurado, n&#227;o sendo suficiente mero redirecionamento do cumprimento de senten&#231;a contra quem n&#227;o integrou a lide na fase de conhecimento.</span></strong></p></blockquote><p>Explica&#231;&#227;o: Na desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica indireta, as pessoas do mesmo grupo econ&#244;mico devem ter a chance de se defender das alega&#231;&#245;es de desvio de finalidade ou de confus&#227;o patrimonial.</p><div><hr></div><p>Info EE 12/2023 </p><p>Segunda Se&#231;&#227;o</p><blockquote><p><strong>A mera decis&#227;o de desconstitui&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica pela Justi&#231;a trabalhista, por si s&#243;, n&#227;o enseja o reconhecimento de usurpa&#231;&#227;o da compet&#234;ncia do ju&#237;zo falimentar, porque n&#227;o atinge direta e concretamente os bens da massa falida.</strong></p></blockquote><p><em>Veja o info 824.</em></p><p>Quarta Turma</p><blockquote><p><strong>Havendo desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica, em proveito de s&#243;cio morador de im&#243;vel de titularidade da sociedade empres&#225;ria devedora, poder&#227;o ser executados bens pessoais dos s&#243;cios at&#233; o limite do valor de mercado do bem subtra&#237;do da execu&#231;&#227;o, independentemente do preenchimento de requisitos como m&#225;-f&#233; e desvio de finalidade previstos no caput do art. 50 do C&#243;digo Civil.</strong></p></blockquote><p>Leia a explica&#231;&#227;o no post a seguir:</p><div class="digest-post-embed" data-attrs="{&quot;nodeId&quot;:&quot;51523ee6-fb4a-49f4-b647-0eb87a06bebc&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;1. O caso concreto&quot;,&quot;cta&quot;:null,&quot;showBylines&quot;:true,&quot;showDescription&quot;:true,&quot;showImage&quot;:true,&quot;size&quot;:&quot;sm&quot;,&quot;isEditorNode&quot;:true,&quot;title&quot;:&quot;Via de m&#227;o dupla na desconsidera&#231;&#227;o da PJ?&quot;,&quot;publishedBylines&quot;:[{&quot;id&quot;:50923344,&quot;name&quot;:&quot;Thomas Albert M&#252;ller&quot;,&quot;bio&quot;:&quot;Professor de Curso Preparat&#243;rio da Magistratura e do ENAM, com foco nas provas objetivas. Juiz de Direito (TJRS) - desde 2022. Assessor de juiz (TJPR) - de 2011 a 2021&quot;,&quot;photo_url&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/44fb94db-19e4-4638-b8a2-b4b1b0da3e39_1905x1905.jpeg&quot;,&quot;is_guest&quot;:false,&quot;bestseller_tier&quot;:null}],&quot;post_date&quot;:&quot;2026-08-24T12:05:34.028Z&quot;,&quot;cover_image&quot;:&quot;https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!seOn!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fef67111c-4908-420a-9fab-11eb13beeda4_1152x768.jpeg&quot;,&quot;cover_image_alt&quot;:null,&quot;canonical_url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/p/via-de-mao-dupla-na-desconsideracao&quot;,&quot;section_name&quot;:null,&quot;video_upload_id&quot;:null,&quot;id&quot;:212537543,&quot;type&quot;:&quot;newsletter&quot;,&quot;reaction_count&quot;:0,&quot;comment_count&quot;:0,&quot;publication_id&quot;:524450,&quot;publication_name&quot;:&quot;Magis Review&quot;,&quot;publication_logo_url&quot;:&quot;https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!i_lU!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7c38ede8-ee3a-416b-ae11-cb05e8e50db3_1254x1254.png&quot;,&quot;belowTheFold&quot;:true,&quot;youtube_url&quot;:null,&quot;show_links&quot;:null,&quot;feed_url&quot;:null}"></div><div><hr></div><p>780/2023 - Quarta Turma</p><blockquote><p><strong>A responsabilidade solid&#225;ria e a extens&#227;o dos efeitos da fal&#234;ncia ao s&#243;cio diretor de sociedade an&#244;nima somente s&#227;o admitidas mediante declara&#231;&#227;o em senten&#231;a pr&#233;via proferida em processo aut&#244;nomo reconhecendo a pr&#225;tica de atos que tenham resultado na quebra da pessoa jur&#237;dica.</strong></p></blockquote><p>Explica&#231;&#227;o: o julgado at&#233; ressalva a desconsidera&#231;&#227;o da PJ da sociedade an&#244;nima, com base nos casos legais, o que atingiria o patrim&#244;nio do s&#243;cio, mas a responsabilidade solid&#225;ria por atos de administra&#231;&#227;o do s&#243;cio, por sua vez, n&#227;o &#233; autom&#225;tica (ou objetiva), e sequer pode ser objeto de mero incidente, dependendo de um processo aut&#244;nomo.</p><div><hr></div><p>777/2023 - Terceira Turma - Maioria</p><blockquote><p><strong>A despeito de n&#227;o se exigir prova de abuso ou fraude para aplica&#231;&#227;o da Teoria Menor da desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica, n&#227;o &#233; poss&#237;vel a responsabiliza&#231;&#227;o pessoal de s&#243;cio que n&#227;o desempenhe atos de gest&#227;o, ressalvada a prova de que contribuiu, ao menos culposamente, para a pr&#225;tica de atos de administra&#231;&#227;o.</strong></p></blockquote><p>Explica&#231;&#227;o: a teoria menor &#233; uma exce&#231;&#227;o &#224; autonomia patrimonial, logo n&#227;o permite responsabilizar administrador n&#227;o s&#243;cio, nem o s&#243;cio que n&#227;o &#233; gerente, salvo se tiver culpa por atos da administra&#231;&#227;o.</p><div><hr></div><p>754/2023 - Quarta Turma</p><blockquote><p><strong>Para fins de aplica&#231;&#227;o da Teoria Menor da desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica, o &#167; 5&#186; do art. 28 do CDC n&#227;o d&#225; margem para admitir a responsabiliza&#231;&#227;o pessoal de quem n&#227;o integra o quadro societ&#225;rio da empresa (administrador n&#227;o s&#243;cio).</strong></p></blockquote><div><hr></div><p>746/2022 - Terceira Turma - Maioria</p><p><strong>O princ&#237;pio da intranscend&#234;ncia da pena, previsto no art. 5&#186;, XLV da Constitui&#231;&#227;o Federal, tem aplica&#231;&#227;o &#224;s pessoas jur&#237;dicas, de modo que, extinta legalmente a pessoa jur&#237;dica - sem nenhum ind&#237;cio de fraude -, aplica-se analogicamente o art. 107, I, do C&#243;digo Penal, com a consequente extin&#231;&#227;o de sua punibilidade.</strong></p><div><hr></div><p>744/2022 - Terceira Turma</p><p><strong>O s&#243;cio executado possui legitimidade e interesse recursal para impugnar a decis&#227;o que defere o pedido de desconsidera&#231;&#227;o inversa da personalidade jur&#237;dica dos entes empresariais dos quais &#233; s&#243;cio.</strong></p><div><hr></div><p>733/2022 - Terceira Turma</p><blockquote><p><strong>Fundo de investimento pode sofrer os efeitos da aplica&#231;&#227;o do instituto da desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica.</strong></p></blockquote><p>Explica&#231;&#227;o: &#233; contraintuitivo, mas &#8220;<span>O fato de ser o Fundo de Investimento em participa&#231;&#227;o (FIP) constitu&#237;do sob a forma de condom&#237;nio e de n&#227;o possuir personalidade jur&#237;dica n&#227;o &#233; capaz de impedir, por si s&#243;, a aplica&#231;&#227;o do instituto da desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica em caso de comprovado abuso de direito por desvio de finalidade ou confus&#227;o patrimonial.&#8221;</span></p><div><hr></div><p>730/2022 - Terceira Turma</p><blockquote><p><strong>&#201; poss&#237;vel a desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica incidentalmente no processo falimentar, independentemente de a&#231;&#227;o pr&#243;pria, verificada a fraude e a confus&#227;o patrimonial entre a falida e outras empresas.</strong></p></blockquote><div><hr></div><p></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!vN15!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb8f951cb-0ee7-4990-bb66-d57a1f88ddda_696x595.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h2>INFORMATIVO EXTRAORDIN&#193;RIO N. 2</h2><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!vN15!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb8f951cb-0ee7-4990-bb66-d57a1f88ddda_696x595.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!vN15!, /__u/magisreview.substack.com/w_424, /__u/magisreview.substack.com/c_limit, /__u/magisreview.substack.com/f_webp, /__u/magisreview.substack.com/q_auto:good, 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data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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Com base nos arts. 5&#186;, IV, e 10 da Lei n&#186; 8.112/1990 e no art. 9&#186;, &#167; 2&#186;, da Lei n&#186; 11.091/2005, o STJ decidiu que a posse &#233; poss&#237;vel quando o candidato possui qualifica&#231;&#227;o superior &#224; exigida, desde que na mesma &#225;rea. A an&#225;lise considerou o princ&#237;pio da efici&#234;ncia (art. 37 da CF) e os benef&#237;cios de uma sele&#231;&#227;o mais ampla e competitiva, al&#233;m da melhoria na presta&#231;&#227;o do servi&#231;o p&#250;blico. A decis&#227;o foi fundamentada na an&#225;lise econ&#244;mica do Direito e no art. 20 do Decreto-Lei n&#186; 4.657/1942 (LINDB).</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 8.112/1990, arts. 5&#186;, IV, e 10</p></li><li><p>Lei n&#186; 11.091/2005, art. 9&#186;, &#167; 2&#186;</p></li><li><p>Constitui&#231;&#227;o Federal, art. 37</p></li><li><p>Decreto-Lei n&#186; 4.657/1942, art. 20</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 666</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 668</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 710</p></li></ul></li></ul><h3>REsp 1.865.563-RJ</h3><p><strong>Tema:</strong> 1056 (Recursos Repetitivos)</p><p><strong>Destaque:</strong><br>"A coisa julgada formada no Mandado de Seguran&#231;a Coletivo 2005.51.01.016159-0 (impetrado pela Associa&#231;&#227;o de Oficiais Militares do Estado do Rio de Janeiro - AME/RJ, enquanto substituta processual) beneficia os militares e respectivos pensionistas do antigo Distrito Federal, integrantes da categoria substitu&#237;da - oficiais, independentemente de terem constado da lista apresentada no momento do ajuizamento do mandamus ou de serem filiados &#224; associa&#231;&#227;o impetrante."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ analisou os limites subjetivos da coisa julgada em mandado de seguran&#231;a coletivo impetrado pela AME/RJ. Com base no ARE 1.293.130/RG-SP (STF) e na S&#250;mula 629 do STF, decidiu-se que n&#227;o &#233; necess&#225;ria autoriza&#231;&#227;o expressa, lista nominal ou filia&#231;&#227;o pr&#233;via para beneficiar os oficiais militares e pensionistas do antigo Distrito Federal. Contudo, a exequente, pensionista de um ex-Pra&#231;a (Terceiro Sargento), n&#227;o tinha legitimidade, pois a AME/RJ representa apenas oficiais. Assim, a coisa julgada n&#227;o abrange servidores fora da categoria substitu&#237;da. A decis&#227;o confirmou a extens&#227;o da Vantagem Pecuni&#225;ria Especial (Lei n&#186; 11.134/2005) aos servidores do antigo Distrito Federal.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo, Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Constitui&#231;&#227;o Federal, art. 5&#186;, LXX, XXI</p></li><li><p>Lei n&#186; 12.016/2009, art. 22</p></li><li><p>Lei n&#186; 11.134/2005</p></li></ul></li><li><p><strong>S&#250;mulas:</strong></p><ul><li><p>S&#250;mula n&#186; 629 do STF</p></li><li><p>S&#250;mula n&#186; 7 do STJ</p></li></ul></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>ARE 1.293.130/RG-SP, Rel. Min. C&#225;rmen L&#250;cia, 21/06/2021</p></li><li><p>RE 573.232/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 14/05/2014</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 715</p></li></ul></li></ul><h3>Processo REsp 1.807.665-SC</h3><p><strong>Tema:</strong> 1030 (Recursos Repetitivos)</p><p><strong>Destaque:</strong><br>"Ao autor que deseje litigar no &#226;mbito de Juizado Especial Federal C&#237;vel, &#233; l&#237;cito renunciar, de modo expresso e para fins de atribui&#231;&#227;o de valor &#224; causa, ao montante que exceda os 60 (sessenta) sal&#225;rios m&#237;nimos previstos no art. 3&#186;, caput, da Lei n&#186; 10.259/2001, a&#237; inclu&#237;das, sendo o caso, as presta&#231;&#245;es vincendas."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ confirmou a possibilidade de ren&#250;ncia expressa ao montante excedente a 60 sal&#225;rios m&#237;nimos para litigar em Juizados Especiais Federais (JEFs), conforme art. 3&#186; da Lei n&#186; 10.259/2001. A compet&#234;ncia dos JEFs &#233; absoluta, mas a ren&#250;ncia, incluindo presta&#231;&#245;es vencidas e vincendas, &#233; permitida para agilizar o processo. Para causas com presta&#231;&#245;es vincendas, considera-se a soma de at&#233; 12 parcelas (art. 3&#186;, &#167; 2&#186;). Quando h&#225; presta&#231;&#245;es vencidas e vincendas, aplica-se o art. 292 do CPC/2015. A jurisprud&#234;ncia (ex. CC 86.398/RJ) respalda a ren&#250;ncia, an&#225;loga &#224; prevista na fase de execu&#231;&#227;o (art. 17, &#167; 4&#186;), promovendo celeridade e efici&#234;ncia.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 10.259/2001, art. 3&#186;, caput e &#167; 2&#186;, art. 17, &#167; 4&#186;</p></li><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/2015, arts. 291 a 293</p></li></ul></li></ul><h3>Processo REsp 1.776.138-RJ</h3><p><strong>Tema:</strong> 962 (Recursos Repetitivos)</p><p><strong>Destaque:<br></strong>"O redirecionamento da execu&#231;&#227;o fiscal, quando fundado na dissolu&#231;&#227;o irregular da pessoa jur&#237;dica executada ou na presun&#231;&#227;o de sua ocorr&#234;ncia, n&#227;o pode ser autorizado contra o s&#243;cio ou o terceiro n&#227;o s&#243;cio que, embora exercessem poderes de ger&#234;ncia ao tempo do fato gerador, sem incorrer em pr&#225;tica de atos com excesso de poderes ou infra&#231;&#227;o &#224; lei, ao contrato social ou aos estatutos, dela regularmente se retirou e n&#227;o deu causa &#224; sua posterior dissolu&#231;&#227;o irregular, conforme art. 135, III do CTN."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>Sob o rito dos recursos repetitivos, o STJ analisou o redirecionamento da execu&#231;&#227;o fiscal por dissolu&#231;&#227;o irregular da pessoa jur&#237;dica. Confirmou que a responsabilidade do s&#243;cio ou terceiro n&#227;o s&#243;cio (art. 135, III, CTN) exige atos com excesso de poderes ou infra&#231;&#227;o &#224; lei, contrato social ou estatutos. A inadimpl&#234;ncia tribut&#225;ria, por si s&#243;, n&#227;o justifica o redirecionamento (S&#250;mula 430/STJ). Um s&#243;cio que se retirou regularmente da sociedade sem contribuir para a dissolu&#231;&#227;o irregular n&#227;o pode ser responsabilizado. A decis&#227;o alinha-se com o REsp 1.101.728/SP (Tema 97) e com a Portaria PGFN n&#186; 713/2011.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Tribut&#225;rio</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo Tribut&#225;rio Nacional, art. 135, III</p></li></ul></li><li><p><strong>S&#250;mulas:</strong></p><ul><li><p>S&#250;mula n&#186; 430/STJ</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 620</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 662</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 670</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 674</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 678</p></li></ul></li></ul><h3>Processo REsp 1.872.759-SP</h3><p><strong>Tema:</strong> 1092 (Recursos Repetitivos)</p><p><strong>Destaque:</strong><br>"&#201; poss&#237;vel a Fazenda P&#250;blica habilitar em processo de fal&#234;ncia cr&#233;dito tribut&#225;rio objeto de execu&#231;&#227;o fiscal em curso, mesmo antes da vig&#234;ncia da Lei n&#186; 14.112/2020, e desde que n&#227;o haja pedido de constri&#231;&#227;o de bens no feito executivo."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ analisou a habilita&#231;&#227;o de cr&#233;dito tribut&#225;rio em fal&#234;ncia, mesmo com execu&#231;&#227;o fiscal em curso, antes da Lei n&#186; 14.112/2020. Concluiu que n&#227;o h&#225; impedimento legal para a coexist&#234;ncia dos procedimentos (arts. 5&#186; e 38 da Lei de Execu&#231;&#245;es Fiscais e Lei n&#186; 11.101/2005). A fal&#234;ncia n&#227;o paralisa a execu&#231;&#227;o fiscal, mas a habilita&#231;&#227;o no ju&#237;zo falimentar pode suspender temporariamente a execu&#231;&#227;o, sem ren&#250;ncia ao cr&#233;dito. A decis&#227;o preserva a satisfa&#231;&#227;o do cr&#233;dito tribut&#225;rio, desde que n&#227;o haja constri&#231;&#227;o de bens na execu&#231;&#227;o. A tese foi fixada sob o rito dos recursos repetitivos (art. 1.039, CPC/2015).</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Tribut&#225;rio, Direito Falimentar</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 11.101/2005</p></li><li><p>Lei de Execu&#231;&#245;es Fiscais, arts. 5&#186; e 38</p></li><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/2015, art. 1.039</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 672</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 722</p></li></ul></li></ul><h3>Processo CC 147.784-PR</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"Compete &#224; Justi&#231;a Comum processar e julgar as a&#231;&#245;es relativas &#224; contribui&#231;&#227;o sindical prevista no art. 578 da CLT, situa&#231;&#245;es em que a contribui&#231;&#227;o sindical diz respeito a servidores p&#250;blicos estatut&#225;rios, mantendo-se a compet&#234;ncia para processar e julgar as a&#231;&#245;es relativas &#224; contribui&#231;&#227;o sindical referentes a celetistas (servidores p&#250;blicos ou n&#227;o) na Justi&#231;a do Trabalho."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ reavaliou a compet&#234;ncia para julgar a&#231;&#245;es sobre contribui&#231;&#227;o sindical (art. 578, CLT), ajustando a S&#250;mula 222/STJ &#224; decis&#227;o do STF no Tema 994 (RE 1.089.282/AM). Inicialmente, a S&#250;mula 222/STJ atribu&#237;a &#224; Justi&#231;a Comum todas as a&#231;&#245;es sobre contribui&#231;&#227;o sindical. Ap&#243;s a EC n&#186; 45/2004 e a Lei n&#186; 8.984/1995, a Justi&#231;a do Trabalho passou a julgar a&#231;&#245;es envolvendo celetistas, enquanto a&#231;&#245;es de servidores estatut&#225;rios permaneceram na Justi&#231;a Comum. O STF, no entanto, confirmou que a&#231;&#245;es de servidores estatut&#225;rios devem ser julgadas na Justi&#231;a Comum, enquanto as de celetistas (servidores ou n&#227;o) seguem na Justi&#231;a do Trabalho, devido &#224; afinidade com a representa&#231;&#227;o sindical.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil, Direito Tribut&#225;rio</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Constitui&#231;&#227;o Federal, art. 114</p></li><li><p>Lei n&#186; 8.984/1995</p></li><li><p>CLT, art. 578</p></li></ul></li><li><p><strong>S&#250;mulas:</strong></p><ul><li><p>S&#250;mula n&#186; 222/STJ</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 590</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 690</p></li></ul></li></ul><h3>Processo REsp 1.400.057-SC</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"A multa administrativa prevista no &#167; 4&#186; do art. 3&#186; do Decreto-Lei n&#186; 2.398/1987 n&#227;o possui como fato gerador o pagamento de laud&#234;mio."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ analisou a aplica&#231;&#227;o de multa administrativa por atraso na transfer&#234;ncia de registros cadastrais de im&#243;vel sob regime de ocupa&#231;&#227;o, conforme &#167; 4&#186; do art. 3&#186; do Decreto-Lei n&#186; 2.398/1987. Concluiu que a multa decorre da n&#227;o observ&#226;ncia da formalidade de requerer a transfer&#234;ncia no prazo de 60 dias, e n&#227;o do pagamento do laud&#234;mio. A obriga&#231;&#227;o acess&#243;ria &#233; aut&#244;noma em rela&#231;&#227;o &#224; principal, sendo aplic&#225;vel mesmo sem obriga&#231;&#227;o principal, conforme jurisprud&#234;ncia (EDcl no REsp 1.384.832/RN).</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Decreto-Lei n&#186; 2.398/1987, &#167; 4&#186; do art. 3&#186;</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 658</p></li></ul></li></ul><h3>Processo REsp 1.562.104-PE</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"&#201; legal o impedimento de registro e homologa&#231;&#227;o de curso de forma&#231;&#227;o ou reciclagem de vigilante por ter sido verificada a exist&#234;ncia de inqu&#233;rito ou a&#231;&#227;o penal n&#227;o transitada em julgado, notadamente quando o delito imputado atenta contra a integridade f&#237;sica da pessoa humana, comportamento incompat&#237;vel com as fun&#231;&#245;es de vigilante."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ considerou legal o impedimento de registro de curso de vigilante devido &#224; exist&#234;ncia de a&#231;&#227;o penal n&#227;o transitada em julgado por crimes dolosos contra a vida (tentativa de homic&#237;dio com arma de fogo) e viol&#234;ncia dom&#233;stica. Apesar de a presun&#231;&#227;o de inoc&#234;ncia (art. 5&#186;, LVII, CF) ser princ&#237;pio geral, a natureza dos crimes indicou incompatibilidade com a profiss&#227;o de vigilante, que exige idoneidade. Precedentes do STJ distinguem casos de delitos epis&#243;dicos sem impacto na conduta profissional.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Constitui&#231;&#227;o Federal, art. 5&#186;, LVII</p></li><li><p>Lei n&#186; 7.102/1993</p></li></ul></li></ul><h3>Processo AREsp 1.806.617-DF</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"Impedir que candidato em concurso p&#250;blico que j&#225; &#233; integrante dos quadros da Administra&#231;&#227;o prossiga no certame p&#250;blico para ingresso nas fileiras da Pol&#237;cia Militar na fase de sindic&#226;ncia de vida pregressa, fundada em relato do pr&#243;prio candidato no formul&#225;rio de ingresso na corpora&#231;&#227;o de que foi usu&#225;rio de drogas h&#225; sete anos, acaba por aplic&#225;-lo uma san&#231;&#227;o de car&#225;ter perp&#233;tuo, dado o grande lastro temporal entre o fato tido como desabonador e o momento da investiga&#231;&#227;o social."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ analisou a elimina&#231;&#227;o de candidato em concurso para a Pol&#237;cia Militar na fase de sindic&#226;ncia de vida pregressa, devido a relato de uso de drogas aos 19 anos, sete anos antes. Considerou desproporcional a elimina&#231;&#227;o, pois o candidato j&#225; era servidor p&#250;blico (professor) sem registros desabonadores e fora aprovado em outra sindic&#226;ncia. A decis&#227;o enfatizou que a discricionariedade administrativa &#233; pass&#237;vel de controle judicial quanto &#224; razoabilidade e proporcionalidade, especialmente em cargos sens&#237;veis como os policiais.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 699</p></li></ul></li></ul><h3>Processo REsp 1.629.090-PE</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"A incorpora&#231;&#227;o de im&#243;vel ao INSS por expressa determina&#231;&#227;o legal &#233; ato jur&#237;dico perfeito e independe de registro do bem em cart&#243;rio de im&#243;veis."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ confirmou que a incorpora&#231;&#227;o de im&#243;vel ao INSS, por determina&#231;&#227;o legal (ex. Decreto-Lei n&#186; 72/1966, Lei n&#186; 6.439/1977, Lei n&#186; 8.029/1990, Decreto n&#186; 99.350/1990), &#233; ato jur&#237;dico perfeito e n&#227;o requer registro em cart&#243;rio. O im&#243;vel, doado em 1938 &#224; Caixa de Aposentadoria, passou ao INPS e, posteriormente, ao INSS, prevalecendo a legisla&#231;&#227;o espec&#237;fica sobre o C&#243;digo Civil (arts. 531 e 533 do CC/1916 e art. 1.245 do CC/2002). A transfer&#234;ncia &#233; protegida pelo art. 6&#186; da LINDB e art. 5&#186;, XXXVI, da CF.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo, Direito Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Decreto-Lei n&#186; 4.657/1942, art. 6&#186;</p></li><li><p>Constitui&#231;&#227;o Federal, art. 5&#186;, XXXVI</p></li><li><p>Lei n&#186; 8.029/1990</p></li><li><p>Lei n&#186; 6.439/1977</p></li><li><p>C&#243;digo Civil/1916, arts. 531 e 533</p></li><li><p>Decreto n&#186; 99.350/1990</p></li></ul></li></ul><h3>Processo CC 169.151-SE</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"A&#231;&#245;es civis p&#250;blicas ajuizadas em diferentes ju&#237;zos federais relativas a desastre ambiental de derramamento de &#243;leo no mar devem ser reunidas no ju&#237;zo em que foi proposta a primeira a&#231;&#227;o."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ determinou a reuni&#227;o de cinco a&#231;&#245;es civis p&#250;blicas ajuizadas pelo MPF, relacionadas a um desastre ambiental de derramamento de &#243;leo na costa nordestina, no ju&#237;zo federal onde a primeira a&#231;&#227;o foi proposta. A decis&#227;o baseia-se no art. 2&#186; da Lei n&#186; 7.347/1985, que estabelece a preven&#231;&#227;o do ju&#237;zo, considerando a abrang&#234;ncia nacional do dano e a origem em &#225;guas internacionais. A reuni&#227;o facilita a apura&#231;&#227;o dos fatos e evita decis&#245;es conflitantes, sem prejudicar a execu&#231;&#227;o localizada das medidas.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Ambiental</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 7.347/1985, art. 2&#186;</p></li><li><p>Decreto n&#186; 8.127/2013</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 615</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 643</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 696</p></li></ul></li></ul><h3>Processo CC 181.628-DF</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"Compete &#224; Primeira Se&#231;&#227;o do STJ o julgamento de a&#231;&#227;o regressiva por sub-roga&#231;&#227;o da seguradora nos direitos do segurado movida por aquela contra concession&#225;ria de rodovia estadual, tendo em vista o pr&#233;vio pagamento de indeniza&#231;&#227;o pela seguradora promovente ao segurado em raz&#227;o de acidente de tr&#226;nsito."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ definiu a compet&#234;ncia da Primeira Se&#231;&#227;o para julgar a&#231;&#227;o regressiva por sub-roga&#231;&#227;o de seguradora contra concession&#225;ria de rodovia estadual, devido a indeniza&#231;&#227;o paga por acidente de tr&#226;nsito. A rela&#231;&#227;o jur&#237;dica &#233; de Direito P&#250;blico, envolvendo a responsabilidade civil do Estado (art. 9&#186;, &#167; 1&#186;, VIII, RISTJ), e n&#227;o o contrato de seguro ou concess&#227;o. A causa de pedir &#233; a suposta falha na administra&#231;&#227;o da rodovia, configurando responsabilidade extracontratual.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Regimento Interno do STJ, art. 9&#186;, &#167; 1&#186;, VIII</p></li></ul></li></ul><h3>Processo EREsp 1.434.604-PR</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"O recurso especial interposto contra ac&#243;rd&#227;o em a&#231;&#227;o rescis&#243;ria pode atacar diretamente os fundamentos do ac&#243;rd&#227;o rescindendo, n&#227;o precisando limitar-se aos pressupostos de admissibilidade da rescis&#243;ria."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ revisou a interpreta&#231;&#227;o de que o recurso especial em a&#231;&#227;o rescis&#243;ria (art. 485, V, CPC/1973, atual art. 966, V, CPC/2015) deve se limitar aos pressupostos de admissibilidade. Concluiu que, em a&#231;&#245;es rescis&#243;rias por viola&#231;&#227;o literal de lei, o recurso pode atacar diretamente os fundamentos do ac&#243;rd&#227;o rescindendo, pois o m&#233;rito do recurso se confunde com os fundamentos da rescis&#243;ria.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/1973, art. 485, V</p></li><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/2015, art. 966, V</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 600</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 705</p></li></ul></li></ul><h3>Processo REsp 1.474.142-RJ</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"N&#227;o incide ICMS-Comunica&#231;&#227;o sobre o servi&#231;o de presta&#231;&#227;o de capacidade de sat&#233;lite."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ decidiu que o servi&#231;o de provimento de capacidade de sat&#233;lite n&#227;o &#233; tribut&#225;vel pelo ICMS-Comunica&#231;&#227;o, pois constitui atividade-meio, e n&#227;o servi&#231;o de telecomunica&#231;&#227;o propriamente dito (art. 2&#186;, II, LC n&#186; 87/1996). A telecomunica&#231;&#227;o envolve gera&#231;&#227;o, emiss&#227;o, recep&#231;&#227;o, transmiss&#227;o, retransmiss&#227;o, repeti&#231;&#227;o ou amplifica&#231;&#227;o de comunica&#231;&#227;o, enquanto o servi&#231;o de sat&#233;lite &#233; suporte. A decis&#227;o alinha-se com o REsp 816.512/PI e com a Lei n&#186; 9.472/1997, que distingue servi&#231;os de valor adicionado.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Tribut&#225;rio</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei Complementar n&#186; 87/1996, arts. 2&#186;, II, 4&#186;, 12, VII, 13, III</p></li><li><p>Lei n&#186; 9.472/1997, arts. 60, &#167; 1&#186;, e 62</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 597</p></li></ul></li></ul><h3>Processo REsp 1.693.755-PE</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"Havendo o regular pagamento de parcelas insuficientes &#224; amortiza&#231;&#227;o dos d&#233;bitos parcelados, &#233; poss&#237;vel a realiza&#231;&#227;o de acordo entre a Fazenda Nacional e contribuinte para evitar a exclus&#227;o do REFIS, desde que as novas presta&#231;&#245;es estejam em patamar que permita a quita&#231;&#227;o dos d&#233;bitos."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ analisou a exclus&#227;o de contribuinte do REFIS por pagamento de parcelas insuficientes &#224; amortiza&#231;&#227;o do d&#233;bito (art. 5&#186;, II, Lei n&#186; 9.964/2000). Apesar da regularidade nos pagamentos, a inefic&#225;cia na quita&#231;&#227;o justificaria a exclus&#227;o (jurisprud&#234;ncia da &#8220;parcela &#237;nfima&#8221;). No caso, a contribuinte pagou R$ 135 milh&#245;es entre 2000 e 2014, demonstrando boa-f&#233;. A Fazenda Nacional prop&#244;s acordo para manter o parcelamento, com presta&#231;&#245;es que permitam a quita&#231;&#227;o em 25 anos, solu&#231;&#227;o considerada justa e proporcional (art. 8&#186;, CPC/2015).</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Tribut&#225;rio</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 9.964/2000, arts. 1&#186;, &#167; 4&#186;, e 5&#186;, II</p></li><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/2015, art. 8&#186;</p></li></ul></li></ul><h3>Processo CC 183.143-RS</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"Compete &#224; Justi&#231;a Estadual julgar pedido de aposentadoria por tempo de contribui&#231;&#227;o com contagem reduzida, prevista para a pessoa com defici&#234;ncia, na forma dos arts. 2&#186; e 3&#186; da Lei Complementar n&#186; 142/2013, em raz&#227;o das sequelas do acidente de trabalho."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ definiu que a Justi&#231;a Estadual &#233; competente para julgar pedido de aposentadoria por tempo de contribui&#231;&#227;o com contagem reduzida para pessoa com defici&#234;ncia, decorrente de acidente de trabalho (arts. 2&#186; e 3&#186;, LC n&#186; 142/2013). A causa de pedir est&#225; atrelada &#224; defici&#234;ncia, avaliada por per&#237;cia (art. 70-A, Decreto n&#186; 3.048/1999). Se o nexo causal for afastado, o pedido &#233; julgado improcedente, sem remessa &#224; Justi&#231;a Federal, podendo o autor propor nova a&#231;&#227;o para benef&#237;cio n&#227;o acident&#225;rio.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Previdenci&#225;rio, Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei Complementar n&#186; 142/2013, arts. 2&#186; e 3&#186;</p></li><li><p>Decreto n&#186; 3.048/1999, art. 70-A</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>AgRg no AgRg no REsp 1.522.998/ES, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, 25/09/2015</p></li><li><p>CC 152.002/MG, Rel. Min. Herman Benjamin, 19/12/2017</p></li></ul></li></ul><h3>Processo RMS 67.044-SC</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"Viola o princ&#237;pio da vincula&#231;&#227;o ao instrumento convocat&#243;rio quest&#227;o de concurso p&#250;blico com abordagem exclusiva e aprofundada de mat&#233;ria cujo edital prev&#234; sua cobran&#231;a apenas em modo de 'incurs&#245;es incidentais'."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ considerou que a Banca Examinadora violou o princ&#237;pio da vincula&#231;&#227;o ao edital ao elaborar quest&#227;o com abordagem aprofundada de Direito Falimentar, quando o edital previa apenas &#8220;incurs&#245;es incidentais&#8221; sobre o tema. A quest&#227;o exigia conhecimento detalhado da Lei n&#186; 11.101/2005, contrariando o edital. O STJ reafirmou que o edital &#233; lei entre as partes (RMS 61.995/RS), sendo a discricionariedade da Banca limitada pelo princ&#237;pio da vincula&#231;&#227;o.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 11.101/2005</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 615</p></li></ul></li></ul><h3>Processo REsp 1.599.065-DF</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"Configura ilegalidade exigir das empresas prestadoras de servi&#231;os de telefonia a base de c&#225;lculo da Contribui&#231;&#227;o ao PIS e da Cofins integrada com os montantes concernentes ao uso da estrutura de terceiros - interconex&#227;o e roaming."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ decidiu que valores de interconex&#227;o e roaming n&#227;o integram a base de c&#225;lculo do PIS e da Cofins, pois n&#227;o caracterizam faturamento, mas repasses transit&#243;rios (Lei n&#186; 9.472/1997 e Resolu&#231;&#227;o Anatel n&#186; 693/2018). A decis&#227;o segue o precedente do STF (RE 574.706/PR, Tema 69), que excluiu o ICMS da base de c&#225;lculo por n&#227;o se incorporar ao patrim&#244;nio do contribuinte. A inclus&#227;o desses valores seria ilegal, pois a base de c&#225;lculo de tributos deve ser definida por lei.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Tribut&#225;rio</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 9.472/1997, art. 146</p></li><li><p>Resolu&#231;&#227;o Anatel n&#186; 693/2018</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 1 - Edi&#231;&#227;o Especial</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 487</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 711</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 717</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 719</p></li></ul></li></ul><h3>Processo REsp 1.925.492-RJ</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"A previs&#227;o do artigo 19, &#167; 1&#186;, da Lei da A&#231;&#227;o Popular ('Das decis&#245;es interlocut&#243;rias cabe agravo de instrumento') se sobrep&#245;e, inclusive nos processos de improbidade, &#224; previs&#227;o restritiva do artigo 1.015 do CPC/2015."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ decidiu que o art. 19, &#167; 1&#186;, da Lei n&#186; 4.717/1965 (Lei da A&#231;&#227;o Popular) prevalece sobre o rol taxativo do art. 1.015 do CPC/2015, permitindo agravo de instrumento contra decis&#245;es interlocut&#243;rias em a&#231;&#245;es de improbidade administrativa. A a&#231;&#227;o envolveu apropria&#231;&#227;o ind&#233;bita de contribui&#231;&#245;es previdenci&#225;rias por prefeita. O microssistema de tutela coletiva (incluindo Lei da A&#231;&#227;o Civil P&#250;blica e Lei de Improbidade) justifica a aplica&#231;&#227;o da norma espec&#237;fica.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo, Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 4.717/1965, art. 19, &#167; 1&#186;</p></li><li><p>Lei da A&#231;&#227;o Civil P&#250;blica, arts. 19 e 21</p></li><li><p>C&#243;digo de Defesa do Consumidor, art. 90</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 695</p></li></ul></li></ul><h3>Processo REsp 1.764.559-SP</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"O artigo 57, &#167; 8&#186;, da Lei n&#186; 8.213/1991 n&#227;o impede o reconhecimento judicial do direito do segurado ao benef&#237;cio aposentadoria especial com efeitos financeiros desde a data do requerimento administrativo, se preenchidos nessa data todos os requisitos legais, mesmo que ainda n&#227;o tenha havido o afastamento das atividades especiais."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ decidiu que o art. 57, &#167; 8&#186;, da Lei n&#186; 8.213/1991 n&#227;o impede a concess&#227;o de aposentadoria especial com efeitos desde o requerimento administrativo, mesmo que o segurado continue em atividade especial para subsist&#234;ncia, devido &#224; demora na concess&#227;o do benef&#237;cio pelo INSS. A veda&#231;&#227;o ao exerc&#237;cio de atividades especiais aplica-se apenas ap&#243;s a concess&#227;o. A Instru&#231;&#227;o Normativa n&#186; 77/2015 do INSS corrobora essa interpreta&#231;&#227;o, protegendo a incolumidade f&#237;sica do trabalhador.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Previdenci&#225;rio</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 8.213/1991, arts. 46, 57, &#167; 8&#186;, e 58</p></li><li><p>Instru&#231;&#227;o Normativa n&#186; 77/2015 do INSS</p></li></ul></li></ul><h3>Processo REsp 1.886.795-RS</h3><p><strong>Tema:</strong> 1083 (Recursos Repetitivos)</p><p><strong>Destaque:</strong><br>"O reconhecimento do exerc&#237;cio de atividade sob condi&#231;&#245;es especiais pela exposi&#231;&#227;o ao agente nocivo ru&#237;do, quando constatados diferentes n&#237;veis de efeitos sonoros, deve ser aferido atrav&#233;s do N&#237;vel de Exposi&#231;&#227;o Normalizado (NEN). Ausente tal informa&#231;&#227;o, dever&#225; ser adotado como crit&#233;rio o n&#237;vel m&#225;ximo de ru&#237;do (pico de ru&#237;do), desde que per&#237;cia t&#233;cnica judicial comprove a habitualidade e a perman&#234;ncia da exposi&#231;&#227;o ao agente nocivo na produ&#231;&#227;o do bem ou na presta&#231;&#227;o do servi&#231;o."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ definiu, sob o rito dos recursos repetitivos, que a exposi&#231;&#227;o ao ru&#237;do em atividade especial deve ser aferida pelo N&#237;vel de Exposi&#231;&#227;o Normalizado (NEN), conforme Decreto n&#186; 4.882/2003. Para per&#237;odos anteriores, usa-se o crit&#233;rio do pico de ru&#237;do, desde que a per&#237;cia judicial comprove habitualidade e perman&#234;ncia (art. 57, &#167; 3&#186;, Lei n&#186; 8.213/1991). A m&#233;dia aritm&#233;tica simples n&#227;o &#233; adequada, pois desconsidera o tempo de exposi&#231;&#227;o.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Previdenci&#225;rio</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 8.213/1991, arts. 57 e 58</p></li><li><p>Decreto n&#186; 4.882/2003</p></li></ul></li><li><p><strong>S&#250;mulas:</strong></p><ul><li><p>S&#250;mula n&#186; 198 do TFR</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 1 - Edi&#231;&#227;o Especial</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 711</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 719</p></li></ul></li></ul><h3>Processo REsp 1.693.334-RJ</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"Deixar de requerer dilig&#234;ncias poss&#237;veis ao tempo da a&#231;&#227;o e atribuir responsabilidade instrut&#243;ria ao magistrado desrespeita a lealdade processual."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ analisou a improced&#234;ncia de a&#231;&#227;o coletiva por falta de provas, destacando que o juiz n&#227;o &#233; obrigado a suprir dilig&#234;ncias que as partes poderiam ter requerido (arts. 128, 130 e 461, CPC/1973). A lealdade processual, decorrente da boa-f&#233; objetiva, exige que as partes apresentem elementos probat&#243;rios suficientes. A atividade instrut&#243;ria do juiz &#233; limitada a casos com m&#237;nima convic&#231;&#227;o dos fatos, n&#227;o substituindo a in&#233;rcia das partes.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/1973, arts. 128, 130 e 461</p></li></ul></li><li><p><strong>Doutrina:</strong></p><ul><li><p>Arruda Alvim: &#8220;A lealdade &#233; um paradigma &#233;tico, que informa a atividade, no sentido do litigante agir de frente, sem provid&#234;ncias inesperadas, mesmo que tais provid&#234;ncias sejam leg&#237;timas.&#8221;</p></li></ul></li></ul><h3>Processo REsp 1.961.488-RS</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"O seguro de vida VGBL n&#227;o integra a base de c&#225;lculo do ITCMD."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O STJ decidiu que o plano VGBL (Vida Gerador de Benef&#237;cio Livre) tem natureza de seguro de vida, conforme a SUSEP e precedentes (ex. AgInt no AREsp 1.204.319/SP). Assim, os valores recebidos por benefici&#225;rios ap&#243;s a morte do segurado n&#227;o integram a heran&#231;a (art. 794, CC/2002) e n&#227;o s&#227;o tribut&#225;veis pelo ITCMD (art. 79, Lei n&#186; 11.196/2005). A decis&#227;o alinha-se com o STF (ADI 5.485/DF).</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Tribut&#225;rio</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo Civil/2002, art. 794</p></li><li><p>Lei n&#186; 11.196/2005, art. 79</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 703</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 709</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 718</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>INFORMATIVO EXTRAORDIN&#193;RIO N. 05</h2><h3>Processo em Segredo de Justi&#231;a (Corte Especial)</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"A Conven&#231;&#227;o sobre Elimina&#231;&#227;o da Exig&#234;ncia de Legaliza&#231;&#227;o de Documentos P&#250;blicos Estrangeiros, promulgada por interm&#233;dio do Decreto n. 8.660/2016, prev&#234; a substitui&#231;&#227;o da chancela consular brasileira pela apostila emitida pela autoridade competente do Estado no qual o documento &#233; originado."</p><p><strong>Resumo:</strong><br>O caso tratou da homologa&#231;&#227;o de uma senten&#231;a estrangeira pelo STJ, que exige a apresenta&#231;&#227;o de chancela consular ou apostila, conforme a Conven&#231;&#227;o sobre Elimina&#231;&#227;o da Exig&#234;ncia de Legaliza&#231;&#227;o de Documentos P&#250;blicos Estrangeiros (Decreto n&#186; 8.660/2016). Apesar de intimada, a parte autora n&#227;o apresentou a chancela consular nem a apostila, requisitos formais indispens&#225;veis para a homologa&#231;&#227;o. O STJ, com base em precedente (HDE n&#186; 598/EX, Rel. Min. Francisco Falc&#227;o, 07/04/2021), reafirmou que a apostila substitui a chancela consular, mas a aus&#234;ncia de ambos impede a homologa&#231;&#227;o por falta de requisito formal.</p><p><strong>Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Decreto n&#186; 8.660/2016 (Conven&#231;&#227;o sobre Elimina&#231;&#227;o da Exig&#234;ncia de Legaliza&#231;&#227;o de Documentos P&#250;blicos Estrangeiros)</p></li></ul></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>HDE n&#186; 598/EX, Rel. Min. Francisco Falc&#227;o, Corte Especial, 07/04/2021, DJe 16/04/2021</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 717</p></li></ul></li></ul><h3>Processo MS 25.318-DF (Primeira Se&#231;&#227;o)</h3><p><strong>Destaque:</strong><br>"Se, em raz&#227;o de determina&#231;&#227;o judicial, a Administra&#231;&#227;o n&#227;o pode realizar nem concluir o interrogat&#243;rio de servidor em processo administrativo disciplinar, sem que este possa seguir seu curso natural, deve-se considerar, por via transversa, suspenso o prazo prescricional."</p><p><strong>Resumo:</strong><br><strong>O caso discutiu a prescri&#231;&#227;o em processo administrativo disciplinar (PAD) suspenso por decis&#227;o judicial que impediu o interrogat&#243;rio do servidor. O PAD, regido pela Lei n&#186; 8.112/1990, possui tr&#234;s fases: instaura&#231;&#227;o, inqu&#233;rito (subdividido em instru&#231;&#227;o, defesa e relat&#243;rio) e julgamento. O interrogat&#243;rio &#233; o &#250;ltimo ato da instru&#231;&#227;o (art. 159), essencial para a validade da san&#231;&#227;o. A decis&#227;o judicial que suspendeu o interrogat&#243;rio, embora n&#227;o tenha expressamente parado o PAD, impediu a progress&#227;o para a fase seguinte, suspendendo, por via transversa, o prazo prescricional. O STJ entendeu que a prescri&#231;&#227;o est&#225; ligada &#224; in&#233;rcia da Administra&#231;&#227;o, o que n&#227;o ocorreu, pois a comiss&#227;o estava impedida de prosseguir.</strong></p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 8.112/1990, arts. 151, 155, 159, 161, &#167; 1&#186;, e 166</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong> (n&#227;o especificado diretamente, mas relacionado ao Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 717)</p></li></ul><div><hr></div><h2>3. Processo PUIL 2.332-DF (Primeira Se&#231;&#227;o)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>PUIL 2.332-DF</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"A indeniza&#231;&#227;o, prevista no art. 16 da Lei n. 8.216/1991, deve ser reajustada, pelo Poder Executivo, na mesma data e percentuais de reajustes aplicados &#224;s di&#225;rias."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O caso tratou da uniformiza&#231;&#227;o de jurisprud&#234;ncia sobre a indeniza&#231;&#227;o de campo (art. 16, Lei n&#186; 8.216/1991), que deve ser reajustada na mesma data e percentuais das di&#225;rias, conforme art. 15 da Lei n&#186; 8.270/1991. Ap&#243;s o Decreto n&#186; 6.907/2009, que elevou as di&#225;rias para R$ 177,00, a indeniza&#231;&#227;o deveria ter sido ajustada. A decis&#227;o afasta a S&#250;mula n&#186; 58 da TNU, que trata de adicionais vari&#225;veis, pois o caso envolve apenas reajuste nominal. O STJ confirmou a jurisprud&#234;ncia uniforme da Primeira Se&#231;&#227;o, permitindo a uniformiza&#231;&#227;o com base no art. 14 da Lei n&#186; 10.259/2001.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo, Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 8.216/1991, art. 16</p></li><li><p>Lei n&#186; 8.270/1991, art. 15</p></li><li><p>Lei n&#186; 10.259/2001, art. 14</p></li><li><p>Decreto n&#186; 6.907/2009</p></li></ul></li><li><p><strong>S&#250;mulas:</strong></p><ul><li><p>S&#250;mula n&#186; 58 da TNU</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong> (n&#227;o especificado diretamente, mas relacionado ao Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 717)</p></li></ul><div><hr></div><h2>4. Processo AgInt no HC 692.415-RJ (Primeira Se&#231;&#227;o)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>AgInt no HC 692.415-RJ</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"Reconhecida a ilegitimidade passiva da autoridade impetrada, o Superior Tribunal de Justi&#231;a n&#227;o possui compet&#234;ncia para processar e julgar o habeas corpus, conforme previsto no art. 105, I, c, da Constitui&#231;&#227;o Federal."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O habeas corpus questionava a Portaria n&#186; 1.118/2019, do Coordenador de Processos Migrat&#243;rios, que decretou a expuls&#227;o de um estrangeiro por tr&#225;fico privilegiado. A compet&#234;ncia do STJ para julgar habeas corpus (art. 105, I, c, CF/1988) limita-se a casos em que o coator &#233; uma autoridade listada (ex. Ministro de Estado). Como o ato foi praticado por um coordenador, com compet&#234;ncia delegada pela Portaria n&#186; 432/2019, o STJ declarou-se incompetente, aplicando, por analogia, a S&#250;mula n&#186; 510/STF, que determina que o mandado de seguran&#231;a deve ser dirigido &#224; autoridade delegada.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Constitucional, Direito Internacional</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Constitui&#231;&#227;o Federal de 1988, art. 105, I, c</p></li><li><p>Portaria n&#186; 1.118/2019 (Coordenadoria de Processos Migrat&#243;rios)</p></li><li><p>Portaria n&#186; 432/2019 (Secretaria Nacional de Justi&#231;a)</p></li></ul></li><li><p><strong>S&#250;mulas:</strong></p><ul><li><p>S&#250;mula n&#186; 510/STF</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong> (n&#227;o especificado diretamente, mas relacionado ao Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 717)</p></li></ul><div><hr></div><h2>5. Processo RMS 43.529-MS (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>RMS 43.529-MS</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"Cabe ao Chefe do Executivo Estadual aplicar san&#231;&#245;es aos servidores vinculados &#224; Administra&#231;&#227;o Direta, ficando a cargo da chefia superior das autarquias e das funda&#231;&#245;es punir os servidores a elas subordinados."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ analisou a compet&#234;ncia para aplicar san&#231;&#245;es disciplinares a servidores de autarquias estaduais. A Lei Estadual n&#186; 1.102/1990 do Mato Grosso do Sul atribui ao Governador a aplica&#231;&#227;o de penalidades como demiss&#227;o apenas para servidores da Administra&#231;&#227;o Direta, enquanto as autarquias possuem autonomia para punir seus servidores. N&#227;o h&#225; rela&#231;&#227;o hier&#225;rquica entre a Administra&#231;&#227;o Direta e as autarquias, que est&#227;o sujeitas apenas ao controle final&#237;stico. Assim, o Governador foi considerado incompetente para sancionar servidores de autarquias, conforme arts. 239, I, e 256 da Lei Estadual n&#186; 1.102/1990.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei Estadual n&#186; 1.102/1990 (Mato Grosso do Sul), arts. 239, I, e 256</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong> (n&#227;o especificado diretamente, mas relacionado ao Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 717)</p></li></ul><div><hr></div><h2>6. Processo REsp 1.984.140-RJ (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>REsp 1.984.140-RJ</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"A atua&#231;&#227;o volunt&#225;ria na For&#231;a Nacional de Seguran&#231;a P&#250;blica - FNSP n&#227;o implica o retorno/reincorpora&#231;&#227;o ao servi&#231;o ativo das For&#231;as Armadas nem o direito &#224; remunera&#231;&#227;o previsto no art. 50, IV, d, da Lei 6.880/1980."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ analisou se um militar da reserva n&#227;o remunerada, atuando na For&#231;a Nacional de Seguran&#231;a P&#250;blica (FNSP), teria direito &#224; remunera&#231;&#227;o prevista para militares da ativa (art. 50, IV, d, Lei n&#186; 6.880/1980). A Lei n&#186; 11.473/2007, que criou a FNSP, define-a como instrumento de coopera&#231;&#227;o federativa, n&#227;o como &#243;rg&#227;o aut&#244;nomo, permitindo a participa&#231;&#227;o de reservistas, mas sem reincorpora&#231;&#227;o ao servi&#231;o ativo. As despesas com reservistas s&#227;o custeadas pelo Minist&#233;rio da Justi&#231;a (art. 5&#186;, &#167; 14), e a di&#225;ria recebida n&#227;o integra sal&#225;rios ou proventos (art. 6&#186;, &#167; 1&#186;). Assim, o STJ negou o direito &#224; remunera&#231;&#227;o pleiteada.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 11.473/2007, arts. 5&#186;, caput e &#167;&#167; 3&#186;, 5&#186;, 13 e 14; 6&#186;, &#167; 1&#186;</p></li><li><p>Lei n&#186; 6.880/1980, art. 50, IV, d</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong> (n&#227;o especificado diretamente, mas relacionado ao Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 717)</p></li></ul><div><hr></div><h2>7. Processo em Segredo de Justi&#231;a (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>N&#227;o informado (em segredo de justi&#231;a)</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"&#201; desnecess&#225;ria a realiza&#231;&#227;o de estudo psicossocial quando o fato probando, ainda que existente, revela-se incapaz de influir na decis&#227;o, ante a correta exegese da Conven&#231;&#227;o da Haia nas hip&#243;teses de reten&#231;&#227;o nova."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O caso tratou da aplica&#231;&#227;o da Conven&#231;&#227;o da Haia sobre Sequestro Internacional de Crian&#231;as (Decreto n&#186; 3.413/2000) em caso de reten&#231;&#227;o nova (menos de um ano). O STJ decidiu que a per&#237;cia psicossocial para avaliar a adapta&#231;&#227;o da crian&#231;a ao ambiente da reten&#231;&#227;o il&#237;cita &#233; desnecess&#225;ria, pois as exce&#231;&#245;es dos arts. 12 e 13, al&#237;nea b, aplicam-se apenas a reten&#231;&#245;es velhas (mais de um ano). A Conven&#231;&#227;o prioriza o retorno imediato ao local de resid&#234;ncia habitual, interpretando restritivamente as exce&#231;&#245;es. O "risco grave" (art. 13, b) refere-se a danos f&#237;sicos ou ps&#237;quicos complexos, n&#227;o a abalos naturais da repatria&#231;&#227;o. A Resolu&#231;&#227;o CNJ n&#186; 449/2022 refor&#231;a a celeridade na restitui&#231;&#227;o.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Internacional, Direito da Crian&#231;a e do Adolescente, Direitos Humanos</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Decreto n&#186; 3.413/2000, arts. 12 e 13, al&#237;nea b</p></li><li><p>Resolu&#231;&#227;o CNJ n&#186; 449/2022</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 717</p></li><li><p>Legisla&#231;&#227;o Aplicada: Lei n&#186; 8.069/1990 (Estatuto da Crian&#231;a e do Adolescente)</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>8. Processo AREsp 1.932.059-RS (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>AREsp 1.932.059-RS</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"A irretratabilidade da op&#231;&#227;o pela tributa&#231;&#227;o sobre a receita bruta (CPRB) introduzida pelo &#167; 13 do art. 9&#186; da Lei n. 12.546/2011, n&#227;o impede que a altera&#231;&#227;o legislativa promovida pela Lei n. 13.670/2018, no sentido de excluir algumas atividades econ&#244;micas do regime de desonera&#231;&#227;o da folha de sal&#225;rios, entre em vigor no mesmo exerc&#237;cio financeiro."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ analisou a possibilidade de manter a Contribui&#231;&#227;o Previdenci&#225;ria sobre a Receita Bruta (CPRB) at&#233; o final de 2018, apesar da Lei n&#186; 13.670/2018, que excluiu setores da desonera&#231;&#227;o da folha. A irretratabilidade da op&#231;&#227;o pela CPRB (art. 9&#186;, &#167; 13, Lei n&#186; 12.546/2011) n&#227;o gera direito adquirido, pois benef&#237;cios fiscais sem contrapresta&#231;&#227;o podem ser revogados, respeitando a anterioridade nonagesimal (art. 195, &#167; 6&#186;, CF/1988). A S&#250;mula 544/STF e o art. 178 do CTN refor&#231;am que isen&#231;&#245;es n&#227;o onerosas podem ser suprimidas. O STJ negou o direito l&#237;quido e certo &#224; manuten&#231;&#227;o do regime at&#233; o fim do ano.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Previdenci&#225;rio, Direito Tribut&#225;rio</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 12.546/2011, art. 9&#186;, &#167; 13</p></li><li><p>Lei n&#186; 13.670/2018, arts. 11, I, e 12</p></li><li><p>Lei n&#186; 13.161/2015</p></li><li><p>C&#243;digo Tribut&#225;rio Nacional (CTN), arts. 178 e 104, III</p></li><li><p>Constitui&#231;&#227;o Federal de 1988, art. 195, &#167; 6&#186;</p></li></ul></li><li><p><strong>S&#250;mulas:</strong></p><ul><li><p>S&#250;mula n&#186; 544/STF</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 717</p></li><li><p>Precedente: REsp n&#186; 575.806/PE, Rel. Min. Herman Benjamin, 19/11/2007</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>9. Processo AgInt no REsp 1.377.135-SC (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>AgInt no REsp 1.377.135-SC</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"&#201; poss&#237;vel a atribui&#231;&#227;o de efeitos erga omnes &#224; senten&#231;a proferida em a&#231;&#227;o civil p&#250;blica na qual se postula medicamento para um paciente espec&#237;fico."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ confirmou que uma a&#231;&#227;o civil p&#250;blica (ACP) que postula medicamento para um paciente espec&#237;fico pode ter efeitos erga omnes, se houver pedido expresso, permitindo que outros pacientes com condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas semelhantes obtenham o mesmo f&#225;rmaco, desde que comprovem o enquadramento cl&#237;nico. A decis&#227;o baseia-se no art. 16 da Lei n&#186; 7.347/1985 e na jurisprud&#234;ncia do STJ (ex. AgInt no REsp 1.549.608/SC), que reconhece a possibilidade de extens&#227;o dos efeitos para promover acesso coletivo a direitos.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 7.347/1985, art. 16</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 187</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 552</p></li><li><p>Pesquisa Pronta: Direito Processual Civil - A&#231;&#245;es Coletivas</p></li></ul></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>AgInt no REsp 1.549.608/SC, Rel. Min. Francisco Falc&#227;o, 16/11/2017</p></li><li><p>AgInt no REsp 1.377.401/SC, Rel. Min. Napole&#227;o Nunes Maia Filho, 07/03/2017</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>10. Processo AgInt no AREsp 1.967.127-RJ (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>AgInt no AREsp 1.967.127-RJ</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"A necessidade de deferimento de honor&#225;rios advocat&#237;cios nos casos de extin&#231;&#227;o de execu&#231;&#227;o fiscal em raz&#227;o do cancelamento da inscri&#231;&#227;o da d&#237;vida ativa n&#227;o pode ensejar &#244;nus excessivo do Estado, sob pena de esvaziar, por completo, o disposto no art. 26 da Lei de Execu&#231;&#227;o Fiscal."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ analisou a fixa&#231;&#227;o de honor&#225;rios advocat&#237;cios em execu&#231;&#227;o fiscal extinta por cancelamento da d&#237;vida ativa (art. 26, Lei n&#186; 6.830/1980). O CPC/2015 (art. 85, &#167;&#167; 2&#186; e 3&#186;) estabelece percentuais objetivos para honor&#225;rios, mas a aplica&#231;&#227;o r&#237;gida pode gerar distor&#231;&#245;es. No caso, a fixa&#231;&#227;o de 8% sobre o valor da causa resultaria em R$ 107.000,00, considerada desproporcional. A S&#250;mula 153/STJ permite honor&#225;rios pelo princ&#237;pio da causalidade, mas o STJ determinou que, em casos de extin&#231;&#227;o por cancelamento, a verba deve ser fixada por equidade (art. 8&#186;, CPC/2015), considerando os par&#226;metros do art. 85, &#167; 2&#186;.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 6.830/1980 (Lei de Execu&#231;&#227;o Fiscal), art. 26</p></li><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/2015, arts. 8&#186;, 85, &#167; 2&#186; e &#167; 3&#186;, II</p></li></ul></li><li><p><strong>S&#250;mulas:</strong></p><ul><li><p>S&#250;mula 153/STJ</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 494</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 544</p></li><li><p>Jurisprud&#234;ncia em Teses: Direito Processual Civil - Edi&#231;&#227;o n&#186; 52: Execu&#231;&#227;o Fiscal</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>11. Processo AgInt no REsp 1.982.986-MG (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>AgInt no REsp 1.982.986-MG</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"&#201; decadencial o prazo de 30 dias para o ajuizamento de a&#231;&#227;o principal oriunda de pedido formulado na tutela cautelar antecedente."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ confirmou que o prazo de 30 dias para ajuizar a a&#231;&#227;o principal ap&#243;s tutela cautelar antecedente (art. 308, CPC/2015) &#233; decadencial, contado em dias corridos, e n&#227;o &#250;teis, conforme art. 219, par&#225;grafo &#250;nico, CPC/2015. A n&#227;o observ&#226;ncia acarreta a perda da efic&#225;cia da cautelar e a extin&#231;&#227;o do processo, conforme S&#250;mula 482/STJ e arts. 308 e 309 do CPC/2015. A decis&#227;o mant&#233;m a jurisprud&#234;ncia consolidada sob o CPC/1973 (arts. 806 e 808).</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/1973, arts. 806 e 808</p></li><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/2015, arts. 209, 219, 223, 308 e 309</p></li></ul></li><li><p><strong>S&#250;mulas:</strong></p><ul><li><p>S&#250;mula 482/STJ</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 500</p></li><li><p>S&#250;mula Anotada n&#186; 482</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>12. Processo AgInt no REsp 1.614.328-ES (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>AgInt no REsp 1.614.328-ES</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"Nos termos do art. 4&#186; da Lei n. 9.250/1995, apesar de ser dedut&#237;vel da base de c&#225;lculo do Imposto de Renda, n&#227;o obstante a exist&#234;ncia de eventual acordo celebrado pelo casal, o valor referente &#224; pens&#227;o aliment&#237;cia, deve constar na declara&#231;&#227;o anual do respons&#225;vel pelo pagamento da pens&#227;o."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ decidiu que os valores pagos a t&#237;tulo de pens&#227;o aliment&#237;cia, embora dedut&#237;veis da base de c&#225;lculo do Imposto de Renda (art. 4&#186;, Lei n&#186; 9.250/1995), devem ser declarados pelo alimentante, mesmo em caso de acordo entre o casal. Conven&#231;&#245;es particulares n&#227;o s&#227;o opon&#237;veis ao Fisco (art. 123, CTN), salvo disposi&#231;&#227;o legal em contr&#225;rio. No caso, o autor omitiu os valores sob a justificativa de que a ex-esposa os declarou, mas o STJ manteve a obrigatoriedade de inclus&#227;o na sua declara&#231;&#227;o.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil, Direito Tribut&#225;rio</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 9.250/1995, art. 4&#186;</p></li><li><p>C&#243;digo Tribut&#225;rio Nacional (CTN), art. 123</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong> (n&#227;o especificado diretamente, mas relacionado ao Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 717)</p></li></ul><div><hr></div><h2>13. Processo REsp 1.804.942-PE (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>REsp 1.804.942-PE</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"Nos termos do art. 74 da Lei n. 9.430/1996, o contribuinte pode apurar seus cr&#233;ditos na 'compensa&#231;&#227;o de d&#233;bitos pr&#243;prios relativos a quaisquer tributos e contribui&#231;&#245;es administrados' pela Receita Federal do Brasil."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ analisou a extens&#227;o do benef&#237;cio fiscal de cr&#233;dito presumido de IPI (art. 11-B, Lei n&#186; 12.407/2011) como ressarcimento de PIS e COFINS. O cr&#233;dito presumido, institu&#237;do desde a Lei n&#186; 9.440/1997, pode ser utilizado para compensar quaisquer tributos administrados pela Receita Federal, conforme art. 74 da Lei n&#186; 9.430/1996. A decis&#227;o enfatiza que o ressarcimento tribut&#225;rio abrange a compensa&#231;&#227;o de d&#233;bitos pr&#243;prios, mantendo a ess&#234;ncia do benef&#237;cio fiscal independentemente de altera&#231;&#245;es legislativas posteriores.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil, Direito Tribut&#225;rio</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 9.430/1996, art. 74</p></li><li><p>Lei n&#186; 12.407/2011, art. 11-B</p></li><li><p>Lei n&#186; 9.440/1997</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong> (n&#227;o especificado diretamente, mas relacionado ao Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 717)</p></li></ul><div><hr></div><h2>14. Processo AgInt no RMS 47.738-RJ (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>AgInt no RMS 47.738-RJ</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"Os Tribunais de Contas est&#227;o sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concess&#227;o inicial de aposentadoria, reforma ou pens&#227;o, a contar da chegada do processo &#224; respectiva Corte de Contas."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ revisou sua jurisprud&#234;ncia &#224; luz do Tema 445/STF (RE 636.553), que fixou o prazo decadencial de 5 anos para os Tribunais de Contas revisarem atos de concess&#227;o de aposentadoria, a contar da chegada do processo &#224; Corte. No caso, a negativa de registro de uma gratifica&#231;&#227;o ocorreu ap&#243;s o prazo, configurando decad&#234;ncia. A decis&#227;o superou o entendimento anterior de que o prazo s&#243; come&#231;ava ap&#243;s a homologa&#231;&#227;o pelo Tribunal de Contas.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>RE 636.553 (Tema 445/STF)</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 1 - Edi&#231;&#227;o Especial</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 687</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 720</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>15. Processo RMS 66.687-PB (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>RMS 66.687-PB</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"O sindicato ou a associa&#231;&#227;o de servidores n&#227;o t&#234;m legitimidade para a impetra&#231;&#227;o de a&#231;&#227;o de mandado de seguran&#231;a coletivo no interesse de direitos de candidatos aprovados em concurso p&#250;blico."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ decidiu que sindicatos e associa&#231;&#245;es de servidores do Minist&#233;rio P&#250;blico n&#227;o t&#234;m legitimidade para impetrar mandado de seguran&#231;a coletivo em favor de candidatos aprovados em concurso p&#250;blico, pois estes n&#227;o integram a categoria de servidores representada. A a&#231;&#227;o visava estender o prazo de validade do concurso, mas os candidatos, ainda n&#227;o servidores, n&#227;o est&#227;o abrangidos pelos interesses protegidos pelas entidades (art. 21, Lei n&#186; 12.016/2009).</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo, Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 12.016/2009, art. 21</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 2 - Edi&#231;&#227;o Especial</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 610</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>16. Processo AgInt no AREsp 1.147.653-SP (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>AgInt no AREsp 1.147.653-SP</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"O prazo prescricional para anula&#231;&#227;o do processo de demarca&#231;&#227;o de terreno de marinha deve ser contado da data em que o ocupante tem ci&#234;ncia da fixa&#231;&#227;o da linha preamar m&#233;dia, o que, em geral, ocorre com a notifica&#231;&#227;o para pagamento da taxa de ocupa&#231;&#227;o."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ confirmou que o prazo prescricional de 5 anos (art. 1&#186;, Decreto n&#186; 20.910/1932) para anular um processo de demarca&#231;&#227;o de terreno de marinha come&#231;a com a ci&#234;ncia da fixa&#231;&#227;o da linha preamar m&#233;dia, geralmente com a notifica&#231;&#227;o para pagamento da taxa de ocupa&#231;&#227;o. No caso, a taxa foi exigida desde 1996, mas o mandado de seguran&#231;a foi impetrado em 2007, configurando prescri&#231;&#227;o e decad&#234;ncia da pretens&#227;o.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo, Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Decreto n&#186; 20.910/1932, art. 1&#186;</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 524</p></li></ul></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>REsp 1.682.495/PB, Rel. Min. Herman Benjamin, 19/12/2017</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>17. Processo REsp 1.820.565-PB (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>REsp 1.820.565-PB</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"A decreta&#231;&#227;o da ilegitimidade ativa de um dos &#243;rg&#227;os do Minist&#233;rio P&#250;blico em rela&#231;&#227;o &#224; a&#231;&#227;o proposta, atraindo o deslocamento da compet&#234;ncia para outro Ju&#237;zo, n&#227;o resulta na imediata extin&#231;&#227;o da lide sem julgamento do m&#233;rito."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ, com base no princ&#237;pio da unidade do Minist&#233;rio P&#250;blico (art. 127, CF/1988), decidiu que a ilegitimidade ativa de um &#243;rg&#227;o do MP (ex. MPF) n&#227;o acarreta a extin&#231;&#227;o imediata da a&#231;&#227;o. O ju&#237;zo competente deve intimar o &#243;rg&#227;o com atribui&#231;&#227;o (ex. MPE) para ratificar ou n&#227;o a peti&#231;&#227;o, permitindo a continuidade ou extin&#231;&#227;o da a&#231;&#227;o, respeitando a indivisibilidade e independ&#234;ncia funcional do Parquet.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Constitucional, Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Constitui&#231;&#227;o Federal, art. 127</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong> (n&#227;o especificado diretamente, mas relacionado ao Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 717)</p></li></ul><div><hr></div><h2>18. Processo AgInt nos EDcl no RMS 34.477-DF (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>AgInt nos EDcl no RMS 34.477-DF</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"A invoca&#231;&#227;o de precedente vinculante na hip&#243;tese temporal expressamente exclu&#237;da de sua incid&#234;ncia pelo pr&#243;prio julgamento controlador configura viola&#231;&#227;o dos deveres de lealdade, de boa-f&#233; e de coopera&#231;&#227;o processual, ensejando a aplica&#231;&#227;o da multa do art. 1.021, &#167; 4&#186;, do CPC/2015."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ aplicou multa (art. 1.021, &#167; 4&#186;, CPC/2015) por viola&#231;&#227;o da boa-f&#233; processual, devido &#224; invoca&#231;&#227;o de precedente vinculante inaplic&#225;vel por modula&#231;&#227;o temporal expressa. Inspirado no princ&#237;pio de &#8220;candura perante o tribunal&#8221; (sistemas anglo-sax&#245;es), o STJ destacou que o advogado deve expor precedentes desfavor&#225;veis, tentando distingui-los ou super&#225;-los. A conduta de ignorar a modula&#231;&#227;o foi considerada abuso do direito de recorrer, comprometendo a integridade do sistema de precedentes.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/2015, arts. 5&#186;, 6&#186;, 1.021, &#167; 4&#186;</p></li></ul></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>Tema de Repercuss&#227;o Geral n&#186; 395/STF</p></li><li><p>Tema 1009/STJ</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 601</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>19. Processo RMS 62.707-BA (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>RMS 62.707-BA</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"A verifica&#231;&#227;o de irregularidade na representa&#231;&#227;o processual da parte implica a suspens&#227;o do processo e a designa&#231;&#227;o de prazo razo&#225;vel para que se componha o v&#237;cio."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ determinou que a irregularidade na representa&#231;&#227;o processual de um sindicato, devido &#224; falta de registro no Minist&#233;rio do Trabalho, exige a suspens&#227;o do processo e a concess&#227;o de prazo razo&#225;vel para sanar o v&#237;cio (art. 76, CPC/2015). A extin&#231;&#227;o an&#244;mala do processo foi afastada, pois o dever de coopera&#231;&#227;o processual (arts. 10 e 76, CPC/2015) imp&#245;e ao juiz esclarecer a provid&#234;ncia necess&#225;ria, como a apresenta&#231;&#227;o do registro.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/2015, arts. 10 e 76</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong> (n&#227;o especificado diretamente, mas relacionado ao Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 717)</p></li></ul><div><hr></div><h2>20. Processo REsp 1.884.778-RS (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>REsp 1.884.778-RS</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"&#201; necess&#225;ria a&#231;&#227;o aut&#244;noma para defini&#231;&#227;o e cobran&#231;a de honor&#225;rios advocat&#237;cios se transitada em julgado decis&#227;o omissa quanto &#224; fixa&#231;&#227;o dessa verba, mesmo que se refira a reforma total de senten&#231;a com condena&#231;&#227;o em honor&#225;rios."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ decidiu que, se uma decis&#227;o transitada em julgado for omissa quanto &#224; fixa&#231;&#227;o de honor&#225;rios advocat&#237;cios, mesmo ap&#243;s reforma total de senten&#231;a que os previa, &#233; necess&#225;ria uma a&#231;&#227;o aut&#244;noma para defini-los e cobr&#225;-los (art. 85, &#167; 18, CPC/2015). A aus&#234;ncia de embargos de declara&#231;&#227;o para suprir a omiss&#227;o impede a cobran&#231;a em cumprimento de senten&#231;a, exigindo nova a&#231;&#227;o com base no percentual fixado em primeiro grau.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/2015, art. 85, &#167; 18</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Recursos Repetitivos: Direito Processual Civil - Honor&#225;rios Advocat&#237;cios</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>21. Processo REsp 1.990.761-RS (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>REsp 1.990.761-RS</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"A decis&#227;o, sem tr&#226;nsito em julgado, proferida em invent&#225;rio que discute a constitucionalidade de al&#237;quotas progressivas de ITCD n&#227;o impede a realiza&#231;&#227;o de lan&#231;amento preventivo de decad&#234;ncia pelo Fisco."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ definiu que uma decis&#227;o judicial n&#227;o transitada em julgado, que discute a constitucionalidade de al&#237;quotas progressivas de ITCD em invent&#225;rio, n&#227;o impede o Fisco de realizar lan&#231;amento preventivo para evitar a decad&#234;ncia. O art. 151 do CTN permite a suspens&#227;o da exigibilidade apenas em hip&#243;teses espec&#237;ficas (ex. dep&#243;sito judicial). O Fisco pode lan&#231;ar o tributo conforme sua interpreta&#231;&#227;o, mesmo com decis&#227;o judicial pendente, sem preju&#237;zo de eventual ajuste posterior.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Tribut&#225;rio</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo Tribut&#225;rio Nacional (CTN), art. 151</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong> (n&#227;o especificado diretamente, mas relacionado ao Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 717)</p></li></ul><p></p><div><hr></div><p>INFORMATIVO N. 08</p><p></p><p>apresentada em portugu&#234;s, conforme solicitado, e segue a estrutura pedida.</p><div><hr></div><h2>1. Processo em Segredo de Justi&#231;a (Corte Especial)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>N&#227;o informado (em segredo de justi&#231;a)</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"Cr&#237;ticas pol&#237;ticas a atua&#231;&#227;o de membro do Minist&#233;rio P&#250;blico, sem que haja imputa&#231;&#227;o de um fato determinado, com a indica&#231;&#227;o da conduta praticada, de quando fora praticada, em que local ou em que circunst&#226;ncias supostamente delitivas, n&#227;o bastam para a configura&#231;&#227;o do crime de cal&#250;nia."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O caso envolveu a an&#225;lise de suposto crime de cal&#250;nia em entrevista a um portal de not&#237;cias, onde o denunciado criticou politicamente membros do Minist&#233;rio P&#250;blico Federal e do Poder Executivo, mencionando genericamente a conduta de "bloquear" pedidos de deslocamento de compet&#234;ncia. O STJ entendeu que, para configurar cal&#250;nia, &#233; necess&#225;ria a imputa&#231;&#227;o falsa de um fato determinado, definido como crime, com indica&#231;&#227;o de tempo, lugar e circunst&#226;ncias, al&#233;m do dolo espec&#237;fico (animus calumniandi). Afirma&#231;&#245;es gen&#233;ricas, como as do caso, n&#227;o caracterizam o delito, conforme jurisprud&#234;ncia consolidada.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Penal</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong> N&#227;o especificada diretamente</p></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 394</p></li><li><p>Jurisprud&#234;ncia em Teses: Direito Penal - Edi&#231;&#227;o n&#186; 130: Dos Crimes Contra a Honra</p></li><li><p>Pesquisa Pronta: Direito Penal - Crimes Contra a Honra</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>2. Processo MS 20.194-DF (Primeira Se&#231;&#227;o)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>MS 20.194-DF</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"&#201; imprescind&#237;vel a instaura&#231;&#227;o de processo administrativo, observados os princ&#237;pios do contradit&#243;rio e da ampla defesa, para revisar pena anteriormente aplicada &#224;s infra&#231;&#245;es &#224;s normas que regem a explora&#231;&#227;o do servi&#231;o de radiodifus&#227;o comunit&#225;ria, revogando autoriza&#231;&#227;o para executar este servi&#231;o, em raz&#227;o de reincid&#234;ncia no cometimento de infra&#231;&#245;es, ainda que a parte j&#225; tenha exercido o seu direito de defesa contra os mesmos fatos em processos anteriores."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O caso tratou da revoga&#231;&#227;o de autoriza&#231;&#227;o para servi&#231;o de radiodifus&#227;o comunit&#225;ria devido &#224; reincid&#234;ncia em infra&#231;&#245;es (publicidade comercial indevida). Apesar de processos anteriores, com multa e exerc&#237;cio do contradit&#243;rio, a Administra&#231;&#227;o instaurou novo processo para revisar a pena e revogar a autoriza&#231;&#227;o, sem notificar a impetrante, presumindo que a defesa j&#225; havia sido exercida. O STJ decidiu que a revis&#227;o da pena exige novo processo administrativo com observ&#226;ncia do contradit&#243;rio e da ampla defesa (art. 5&#186;, LV, CF/1988; arts. 2&#186; e 3&#186;, III, Lei n&#186; 9.784/1999), conforme arts. 66 da Lei n&#186; 4.117/1967 e 39 do Decreto n&#186; 2.615/1998. A notifica&#231;&#227;o posterior &#224; liminar n&#227;o sanou a nulidade.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Constitui&#231;&#227;o Federal de 1988, art. 5&#186;, LV</p></li><li><p>Lei n&#186; 9.612/1998, art. 21, par&#225;grafo &#250;nico, III</p></li><li><p>Lei n&#186; 4.117/1967, arts. 66 e 70, par&#225;grafo &#250;nico (com reda&#231;&#227;o do Decreto-Lei n&#186; 236/1967, art. 3&#186;)</p></li><li><p>Decreto n&#186; 2.615/1998, art. 39</p></li><li><p>Lei n&#186; 9.784/1999, arts. 2&#186; e 3&#186;, III</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>3. Processo MS 17.526-DF (Primeira Se&#231;&#227;o)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>MS 17.526-DF</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"O decurso do lapso temporal de 5 (cinco) anos n&#227;o &#233; causa impeditiva bastante para inibir a Administra&#231;&#227;o P&#250;blica de revisar os atos de concess&#227;o de anistia a cabos da Aeron&#225;utica relativos &#224; Portaria 1.104, editada pelo Ministro de Estado da Aeron&#225;utica, em 12 de outubro de 1964."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ, seguindo o Tema 839/STF (RE 817.338/DF), decidiu que a Administra&#231;&#227;o P&#250;blica pode revisar atos de concess&#227;o de anistia a cabos da Aeron&#225;utica (Portaria n&#186; 1.104/1964) sem o prazo decadencial de 5 anos (art. 54, Lei n&#186; 9.784/1999), desde que comprovada a aus&#234;ncia de motiva&#231;&#227;o exclusivamente pol&#237;tica e assegurado o devido processo legal. A m&#225;-f&#233; do benefici&#225;rio permite a anula&#231;&#227;o a qualquer tempo, sem devolu&#231;&#227;o de verbas recebidas.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo, Direito Constitucional</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 9.784/1999, art. 54</p></li></ul></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>RE 817.338/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Plen&#225;rio, DJe 30/07/2020 (Tema 839/STF)</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 744</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 756</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>4. Processo RMS 67.654-PB (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>RMS 67.654-PB</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"Considerando o sil&#234;ncio do CNJ quanto ao prazo para aquisi&#231;&#227;o de t&#237;tulos pelos candidatos em concursos p&#250;blicos para a outorga das Delega&#231;&#245;es de Notas e de Registro, deve prevalecer a compet&#234;ncia subsidi&#225;ria concedida aos respectivos Tribunais de Justi&#231;a para fixarem as regras dos concursos de ingresso nos servi&#231;os notarial e de registro, na forma prevista no art. 15, caput, &#167; 1&#186;, da Lei n. 8.935/1994."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O caso discutiu a data limite para aquisi&#231;&#227;o de t&#237;tulos em concurso para serventias extrajudiciais, n&#227;o prevista na Resolu&#231;&#227;o CNJ n&#186; 81/2009 nem na Lei n&#186; 8.935/1994. O STJ entendeu que, na aus&#234;ncia de norma do CNJ, os Tribunais de Justi&#231;a t&#234;m compet&#234;ncia subsidi&#225;ria (art. 15, Lei n&#186; 8.935/1994) para fixar as regras, incluindo o prazo para apresenta&#231;&#227;o de t&#237;tulos, conforme decis&#227;o do CNJ (PCA n&#186; 0005199-08.2015.2.00.0000).</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Constitui&#231;&#227;o Federal de 1988, art. 103-B, &#167; 4&#186;, II</p></li><li><p>Resolu&#231;&#227;o CNJ n&#186; 81/2009, art. 7&#186;</p></li><li><p>Lei n&#186; 8.935/1994, art. 15, caput, &#167; 1&#186;</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>5. Processo AgInt no AREsp 1.565.474-RJ (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>AgInt no AREsp 1.565.474-RJ</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"Os servidores p&#250;blicos federais expostos &#224; radia&#231;&#227;o fazem jus &#224; jornada de vinte e quatro horas semanais, sendo-lhes assegurado o pagamento de horas extras em rela&#231;&#227;o a todo o per&#237;odo trabalhado al&#233;m desse limite, sob pena de enriquecimento indevido da Administra&#231;&#227;o."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ confirmou que servidores federais expostos &#224; radia&#231;&#227;o t&#234;m direito a jornada de 24 horas semanais, com pagamento de horas extras por todo o per&#237;odo excedente, evitando enriquecimento il&#237;cito da Administra&#231;&#227;o. A interpreta&#231;&#227;o literal do art. 74 da Lei n&#186; 8.112/1990 foi afastada, pois a jornada reduzida foi reconhecida judicialmente, e o servidor n&#227;o podia optar por n&#227;o cumprir a jornada integral (REsp 1.847.445-RJ).</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 8.112/1990, art. 74</p></li></ul></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>REsp 1.847.445-RJ, Rel. Min. Regina Helena Costa, DJe 17/09/2020</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>6. Processo RMS 54.405-GO (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>RMS 54.405-GO</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"Quando n&#227;o demonstrada, em concreto, nenhuma raz&#227;o para se entender que a manuten&#231;&#227;o do sigilo de informa&#231;&#245;es dos &#243;rg&#227;os p&#250;blicos &#233; &#250;til &#224; seguran&#231;a da sociedade e do Estado e imprescind&#237;vel a essa finalidade, deve-se prevalecer a regra da publicidade."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ decidiu que a publicidade &#233; a regra no regime de transpar&#234;ncia brasileiro (art. 5&#186;, XXXIII, CF/1988), e o sigilo &#233; exce&#231;&#227;o, aplic&#225;vel apenas quando imprescind&#237;vel &#224; seguran&#231;a da sociedade e do Estado. O impetrante solicitou dados sobre nomea&#231;&#245;es e vac&#226;ncias de soldados da Pol&#237;cia Militar de Goi&#225;s, sem detalhes estrat&#233;gicos. Como n&#227;o foi comprovada a necessidade de sigilo, a publicidade prevaleceu (REsp 1.857.098/MS).</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo, Direito Constitucional</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Constitui&#231;&#227;o Federal de 1988, art. 5&#186;, XXXIII</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 543</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 737</p></li></ul></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>REsp 1.857.098/MS, Rel. Min. Og Fernandes, DJe 24/05/2022</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>7. Processo REsp 1.753.006-SP (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>REsp 1.753.006-SP</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"N&#227;o constitui condi&#231;&#227;o da a&#231;&#227;o o pr&#233;vio requerimento administrativo para ajuizar a&#231;&#227;o requerendo anula&#231;&#227;o de d&#233;bito fiscal fundamentada na ocorr&#234;ncia de erro material no preenchimento da Declara&#231;&#227;o de Cr&#233;dito Tribut&#225;rio Federal - DCTF."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ decidiu que n&#227;o &#233; necess&#225;rio requerimento administrativo pr&#233;vio para a&#231;&#227;o judicial que busca anular cr&#233;dito tribut&#225;rio decorrente de erro material na DCTF, pois a exigibilidade do tributo gera amea&#231;a a direito (art. 5&#186;, XXXV, CF/1988). A pretens&#227;o era anular o d&#233;bito constitu&#237;do, n&#227;o apenas retificar a declara&#231;&#227;o, configurando interesse de agir.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo, Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Constitui&#231;&#227;o Federal de 1988, art. 5&#186;, XXXV</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 759</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>8. Processo REsp 1.979.138-DF (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>REsp 1.979.138-DF</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"No exerc&#237;cio de direito sancionador, a negativa da prova t&#233;cnica requerida pelo acusado pode afrontar o devido processo administrativo."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ anulou decis&#227;o administrativa do CADE que indeferiu prova pericial requerida por empresa acusada, por suposta intempestividade, violando o devido processo administrativo (art. 2&#186;, X, Lei n&#186; 9.784/1999). A produ&#231;&#227;o de prova &#233; garantia do acusado em processos sancionat&#243;rios, e a Lei n&#186; 8.884/1994 (arts. 37 e 43) prev&#234; duas oportunidades para requer&#234;-la. O indeferimento foi considerado incompat&#237;vel com as garantias fundamentais.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Econ&#244;mico</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 9.784/1999, arts. 2&#186;, X, e 50, I</p></li><li><p>Lei n&#186; 8.884/1994, arts. 37 e 43</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>9. Processo REsp 1.747.877-GO (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>REsp 1.747.877-GO</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"A fixa&#231;&#227;o da multa di&#225;ria s&#243; tem espa&#231;o no plano das obriga&#231;&#245;es de fazer e n&#227;o fazer, sendo vedada sua utiliza&#231;&#227;o no campo das obriga&#231;&#245;es de pagar."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ decidiu que a multa di&#225;ria (astreintes) &#233; aplic&#225;vel apenas a obriga&#231;&#245;es de fazer ou n&#227;o fazer, sendo vedada para obriga&#231;&#245;es de pagar quantia certa, conforme art. 461 do CPC/1973 e jurisprud&#234;ncia consolidada (AgInt no AREsp 1.441.336/SP; AgRg no AREsp 401.426/RJ). No caso, a imposi&#231;&#227;o de astreintes em obriga&#231;&#227;o pecuni&#225;ria foi considerada indevida.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/1973, art. 461</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 527</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 562</p></li></ul></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>AgInt no AREsp 1.441.336/SP, Rel. Min. Marco Aur&#233;lio Bellizze, DJe 22/08/2019</p></li><li><p>AgRg no AREsp 401.426/RJ, Rel. Min. Jo&#227;o Ot&#225;vio de Noronha, DJe 28/03/2016</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>10. Processo em Segredo de Justi&#231;a (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>N&#227;o informado (em segredo de justi&#231;a)</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"O mero n&#227;o provimento de agravo interno por vota&#231;&#227;o un&#226;nime n&#227;o basta para fundamentar a aplica&#231;&#227;o da multa prevista no art. 1.021, &#167; 4&#186;, do C&#243;digo de Processo Civil de 2015, sendo necess&#225;ria a configura&#231;&#227;o da manifesta inadmissibilidade ou improced&#234;ncia do recurso."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ decidiu que a multa prevista no art. 1.021, &#167; 4&#186;, CPC/2015, n&#227;o pode ser aplicada automaticamente pelo n&#227;o provimento un&#226;nime de agravo interno. &#201; necess&#225;rio demonstrar a manifesta inadmissibilidade ou improced&#234;ncia do recurso, conforme jurisprud&#234;ncia (AgInt nos EREsp 1.311.383/RS; AgInt nos EREsp 1.120.356/RS; AgInt no RMS 51.042/MG).</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/2015, art. 1.021, &#167; 4&#186;</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 666</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 745</p></li><li><p>Jurisprud&#234;ncia em Teses: Direito Processual Civil - Edi&#231;&#227;o n&#186; 182: Agravo Interno</p></li></ul></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>AgInt nos EREsp 1.311.383/RS, Rel. Min. Assusete Magalh&#227;es, DJe 27/09/2016</p></li><li><p>AgInt nos EREsp 1.120.356/RS, Rel. Min. Marco Aur&#233;lio Bellizze, DJe 29/08/2016</p></li><li><p>AgInt no RMS 51.042/MG, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, DJe 03/04/2017</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>11. Processo RCD nos EDcl no AgInt no REsp 1.963.580-RJ (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>RCD nos EDcl no AgInt no REsp 1.963.580-RJ</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"A decis&#227;o de retorno dos autos ao tribunal de origem, a fim de que l&#225; seja exercido o ju&#237;zo de conformidade (arts. 1.040 e 1.041 do CPC/15) &#233; irrecorr&#237;vel, salvo se demonstrado por meio de requerimento, efetivamente, erro ou equ&#237;voco patente."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ reafirmou a irrecorribilidade da decis&#227;o que determina a devolu&#231;&#227;o dos autos ao tribunal de origem para ju&#237;zo de conformidade em mat&#233;ria de repercuss&#227;o geral (arts. 1.040 e 1.041, CPC/2015), salvo se comprovado erro patente por requerimento (art. 1.037, &#167;&#167; 9&#186; e 10). A decis&#227;o n&#227;o tem car&#225;ter decis&#243;rio, conforme precedente (AgInt nos EDcl no AREsp 1.186.385/ES).</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/2015, arts. 1.037, &#167;&#167; 9&#186; e 10, 1.040 e 1.041</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 589</p></li><li><p>Legisla&#231;&#227;o Aplicada: Lei n&#186; 8.038/1990</p></li></ul></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>AgInt nos EDcl no AREsp 1.186.385/ES, Rel. Min. Og Fernandes, DJe 27/08/2018</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>12. Processo AgInt no REsp 2.001.298-PR (Primeira Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>AgInt no REsp 2.001.298-PR</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"Se houve o pagamento do cr&#233;dito tribut&#225;rio, mas, posteriormente, h&#225; declara&#231;&#227;o de nulidade do lan&#231;amento em raz&#227;o da inconstitucionalidade da base de c&#225;lculo utilizada pelo fisco, o contribuinte tem direito &#224; restitui&#231;&#227;o do que pagou indevidamente; e o fisco, se n&#227;o deca&#237;do o direito de lan&#231;ar e houver norma legal embasadora, deve constituir novo cr&#233;dito tribut&#225;rio, por meio de outro lan&#231;amento, n&#227;o se podendo aproveitar o anterior, uma vez que n&#227;o se admite a corre&#231;&#227;o do crit&#233;rio jur&#237;dico anterior."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ decidiu que, se um cr&#233;dito tribut&#225;rio pago &#233; anulado por inconstitucionalidade da base de c&#225;lculo, o contribuinte tem direito &#224; restitui&#231;&#227;o (art. 165, CTN). O Fisco, se n&#227;o deca&#237;do, pode realizar novo lan&#231;amento com base em norma v&#225;lida, mas n&#227;o corrigir o lan&#231;amento anterior (arts. 142, 144, 146, CTN; S&#250;mula 227/TFR). A nulidade do lan&#231;amento original n&#227;o &#233; sanada pela exist&#234;ncia de norma aplic&#225;vel n&#227;o utilizada &#224; &#233;poca.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Tribut&#225;rio</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo Tribut&#225;rio Nacional (CTN), arts. 142, 144, 146, 165, I, II e III</p></li><li><p>Lei n&#186; 8.212/1991, art. 22, III</p></li></ul></li><li><p><strong>S&#250;mulas:</strong></p><ul><li><p>S&#250;mula n&#186; 227/TFR</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>13. Processo RMS 68.657-MG (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>RMS 68.657-MG</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"A prerrogativa da escolha do momento para a nomea&#231;&#227;o de candidato, aprovado dentro das vagas ofertadas em concurso p&#250;blico, &#233; da Administra&#231;&#227;o P&#250;blica, durante o prazo de validade do certame."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ confirmou que candidatos aprovados dentro das vagas de concurso p&#250;blico t&#234;m direito &#224; nomea&#231;&#227;o, mas a Administra&#231;&#227;o P&#250;blica pode escolher o momento dentro do prazo de validade do certame, conforme Tema 598099/STF. O edital cria um dever de nomea&#231;&#227;o, mas a discricionariedade temporal &#233; da Administra&#231;&#227;o.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>RE 598099, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 03/10/2011 (Repercuss&#227;o Geral)</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 738</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 742</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>14. Processo REsp 1.986.143-DF (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>REsp 1.986.143-DF</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"&#201; cab&#237;vel a cobran&#231;a de taxa de ocupa&#231;&#227;o de im&#243;vel p&#250;blico, ainda que n&#227;o haja pr&#233;via formaliza&#231;&#227;o de ato ou neg&#243;cio jur&#237;dico administrativo."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ decidiu que a taxa de ocupa&#231;&#227;o de im&#243;vel p&#250;blico &#233; devida mesmo sem formaliza&#231;&#227;o pr&#233;via, conforme art. 24 da Lei n&#186; 4.545/1964. A ocupa&#231;&#227;o irregular n&#227;o exime o pagamento, pois configura enriquecimento il&#237;cito (art. 884, CC/2002) e viola a boa-f&#233; objetiva. A m&#225;-f&#233; do ocupante &#233; presumida, e a omiss&#227;o estatal n&#227;o legaliza a ocupa&#231;&#227;o, dado o princ&#237;pio da indisponibilidade do patrim&#244;nio p&#250;blico (art. 102, CC/2002).</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 4.545/1964, art. 24</p></li><li><p>C&#243;digo Civil/2002, arts. 884 e 1.216</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>15. Processo REsp 1.737.175-SP (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>REsp 1.737.175-SP</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"&#201; da ANATEL a compet&#234;ncia para legislar e regular a presta&#231;&#227;o de servi&#231;os telef&#244;nicos, determinando quais servi&#231;os podem ser considerados emergenciais para o fim de se obter c&#243;digo telef&#244;nico para liga&#231;&#245;es gratuitas."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ confirmou a compet&#234;ncia da ANATEL (arts. 8&#186;, 19, VI, 109, II, 214, I, Lei n&#186; 9.472/1997) para regular servi&#231;os telef&#244;nicos e definir quais s&#227;o emergenciais para liga&#231;&#245;es gratuitas. A Resolu&#231;&#227;o n&#186; 85/1998 da ANATEL n&#227;o incluiu servi&#231;os de &#225;gua e esgoto como emergenciais, apesar de sua essencialidade, rejeitando a gratuidade de liga&#231;&#245;es para concession&#225;rias de saneamento.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 9.472/1997, arts. 8&#186;, 19, VI, 109, II, 214, I</p></li><li><p>Resolu&#231;&#227;o n&#186; 85/1998 da ANATEL</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 6 - Edi&#231;&#227;o Especial</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>16. Processo em Segredo de Justi&#231;a (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>N&#227;o informado (em segredo de justi&#231;a)</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"A divulga&#231;&#227;o cient&#237;fica n&#227;o autorizada de imagem de paciente viola direitos de intimidade e a &#233;tica m&#233;dica, gerando responsabiliza&#231;&#227;o solid&#225;ria entre os m&#233;dicos autores do artigo e a editora."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ decidiu que a publica&#231;&#227;o n&#227;o autorizada de imagem de paciente em artigo cient&#237;fico viola a confidencialidade e a &#233;tica m&#233;dica, com base no C&#243;digo de &#201;tica M&#233;dica, Declara&#231;&#227;o Universal sobre Bio&#233;tica e Direitos Humanos e princ&#237;pios da bio&#233;tica (veracidade, privacidade, confidencialidade, fidelidade). Os m&#233;dicos autores e a editora foram responsabilizados solidariamente (arts. 159 e 1.518, CC/1916), pois os autores s&#227;o primariamente respons&#225;veis pelo conte&#250;do, e a editora falhou em rejeitar a publica&#231;&#227;o inadequada.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Administrativo, Direito Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo Civil/1916, arts. 159 e 1.518</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 696</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 748</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>17. Processo REsp 1.845.200-SC (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>REsp 1.845.200-SC</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"O cumprimento da obriga&#231;&#227;o de reparar integralmente o dano ambiental (in natura ou pecuniariamente) n&#227;o afasta a obriga&#231;&#227;o de indenizar os danos ambientais interinos."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ diferenciou tr&#234;s tipos de danos ambientais: (1) dano prim&#225;rio (repar&#225;vel in natura), (2) dano residual (permanente, indeniz&#225;vel) e (3) dano interino (tempor&#225;rio, entre a les&#227;o e a repara&#231;&#227;o). A repara&#231;&#227;o integral do dano prim&#225;rio n&#227;o exclui a indeniza&#231;&#227;o por danos interinos, que compensam a perda tempor&#225;ria de servi&#231;os ambientais. A indeniza&#231;&#227;o &#233; devida mesmo sem dano residual, salvo se a repara&#231;&#227;o for imediata e completa. Os danos interinos e residuais s&#227;o cumul&#225;veis, mas aferidos separadamente (Lei n&#186; 7.347/1985).</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Ambiental</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 7.347/1985, arts. 1&#186;, I, e 3&#186;</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 526</p></li><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 734</p></li><li><p>Jurisprud&#234;ncia em Teses: Direito Ambiental - Edi&#231;&#227;o n&#186; 30</p></li><li><p>Jurisprud&#234;ncia em Teses: Direito Civil - Edi&#231;&#227;o n&#186; 119: Responsabilidade por Dano Ambiental</p></li><li><p>S&#250;mula Anotada n&#186; 629</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>18. Processo REsp 1.934.881-SP (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>REsp 1.881-SP</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"N&#227;o configura julgamento ultra petita o acolhimento dos c&#225;lculos elaborados por contador judicial em valor superior ao apresentado pelo exequente."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ decidiu que a homologa&#231;&#227;o de c&#225;lculos judiciais superiores aos apresentados pelo exequente n&#227;o &#233; ultra petita, pois garante a fidelidade ao t&#237;tulo executivo (art. 509, &#167; 4&#186;, &#167; 4&#186;, CPC/2015). A decis&#227;o segue a jurisprud&#234;ncia consolidada (AgRg no Ag 1.088.328/SP), destacando que os c&#225;lculos devem refletir a senten&#231;a exequenda, independentemente do valor postulado.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/2015, art. 509, &#167; 4&#186;, &#167; 4</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Pesquisa Pronta: Direito Processual Civil - Jurisdi&#231;&#227;o e A&#231;&#227;o&#231;&#227;o</p></li></ul></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>AgRg no Ag 1.088.328/SP, Rel. Min. Napole&#227;o, Napole&#227;o nunes Maia Filho, DJe 16/08/2010</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>19. Processo AgInt no AREsp 2.118.653/SP (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>AgInt no AREsp 2.118.653/SP</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"A tempestividade do recurso especial e do respectivo agravo em recurso especial deve ser aferida de acordo com os prazos em curso na Corte de origem."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ reafirmou que a tempestividade de recurso especial e agravo em recurso especial &#233; verificada pelos prazos da Corte de origem, n&#227;o do STJ, conforme arts. 219, 994, VI, 1.003, &#167;&#167; 5&#186; e 6&#186;, &#167; 4&#186;, e 1.029 do CPC/2015. O calend&#225;rio do tribunal de origem prevalece, sendo irrelevante o recesso forense no STJ (AgInt no AREsp 1.149.576/SP).</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong><br>Direito Processual Civil</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo de Processo Civil/2015, arts. 219, caput, 994, VI, 1.003, &#167; 5&#186; e &#167; 6&#186;, e 1.029</p></li></ul></li><li><p>**Precedentes Qualificados:</p><ul><li><p>AgInt no AREsp 1.149.576/SP, Rel. Min. Ministra Assusete Magalh&#227;es, DJe 10/04/2018</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>20. Processo Ag 1.308.764-RJ (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>Ag&#234;ncia 1.308.764/RJ</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"&#201; poss&#237;vel para a possibilidade a possibilidade de cobran&#231;a da tarifa de esgotamento sanit&#225;rio em mesmo que n&#227;o haja o cumprimento de todas as atividades&#231;&#245;es."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ confirmou que a cobran&#231;a da tarifa de esgotamento sanit&#225;rio &#233; poss&#237;vel mesmo sem a presta&#231;&#227;o integral do servi&#231;o, conforme precedente repetitivo (REsp 1.339.313/RJ). O tribunal de origem reconheceu a coleta de dejetos, parte do servi&#231;o, mas a Primeira Se&#231;&#227;o entendeu que a legisla&#231;&#227;o permite a cobran&#231;a sem redu&#231;&#227;o proporcional pelas etapas n&#227;o prestadas (2013).</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Tribut&#225;rio</p></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>REsp 1.339.313/RJ (repetitivo)</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>21. Processo AgInt nos EDcl no AgREsp 1.825.186-RS (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>AgInt nos EDcl no AgInt no REsp 1.825.186</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"N&#227;o cabe a aplica&#231;&#227;o cumulativa de multa de lan&#231;amento de of&#237;cio com a de consumo de mercadoria importada de forma fraudulenta."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ decidiu que n&#227;o &#233; poss&#237;vel cumular a multa de lan&#231;amento de of&#237;cio (150%, art. 44, I, &#167; 1&#186;, Lei n&#186; 9.9430/1996) com a multa por consumo de mercadoria importada com subfaturamento (Lei n&#186; 4.502/1964, art. 83, I)). O subfaturamento enseja multa de 50% ou 100% (art. 108, Decreto-Lei n&#186; 37/1966), e o consumo &#233; mero exaurimento da infra&#231;&#227;o, n&#227;o justificando a pena de perdimento ou cumula&#231;&#227;o.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Tribut&#225;rio</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Decreto-Lei n&#186; 37/1966, art. 108</p></li><li><p>Lei n&#186; 4.502/1964, art. 83, I</p></li><li><p>Lei n&#186; 9.9430/1996, art. 44, I e &#167; 1&#186;</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Informativo de Jurisprud&#234;ncia n&#186; 558</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>22. Processo REsp 1.812.828-SP (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>REsp 1.812.828/SP</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"O produtor rural, pessoa f&#237;sica inscrito no CNPJ &#233; devedor da contribui&#231;&#227;o ao sal&#225;rio-educa&#231;&#227;o, j&#225; o produtor rural, pessoa f&#237;sica n&#227;o inscrito no CNPJ n&#227;o &#233; contribuinte, salvo se tratar de produtor que desenvolve atividade empresarial."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ decidiu que o produtor rural pessoa f&#237;sica inscrito no CNPJ &#233; devedor da contribui&#231;&#227;o ao sal&#225;rio-educa&#231;&#227;o (art. 1&#186;, &#167; 3&#186;, Lei n&#186; 9.766/1998; Decretos n&#186; 3.142/1999 e 6.003/2006), mas aquele sem inscri&#231;&#227;o no CNPJ n&#227;o &#233; contribuinte, salvo se caracterizado como empresa. A inscri&#231;&#227;o no CNPJ gera presun&#231;&#227;o relativa de atividade empresarial, que pode ser afastada por prova em contr&#225;rio. A Instru&#231;&#227;o Normativa RFB n&#186; 971/2009 foi considerada il&#237;cita ao exigir a contribui&#231;&#227;o de todo produtor rural pessoa f&#237;sica.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Tribut&#225;rio, Direito Empresarial</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>Lei n&#186; 9.424/1996, art. 15</p></li><li><p>Lei n&#186; 9.766/1998, art. 1&#186;, &#167; 3&#186;</p></li><li><p>Lei n&#186; 8.212/1991, art. 15</p></li><li><p>Instru&#231;&#227;o Normativa RFB n&#186; 971/2009</p></li><li><p>Instru&#231;&#227;o Normativa RFB n&#186; 1.863/2018</p></li><li><p>Decreto n&#186; 6.003/2006, art. 2&#186;</p></li><li><p>Decreto n&#186; 3.142/1999, art. 2&#186;, &#167; 1&#186;</p></li></ul></li><li><p><strong>S&#250;mulas:</strong></p><ul><li><p>S&#250;mula n&#186; 7/STJ</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Pesquisa Pronta: Direito Tribut&#225;rio - Contribui&#231;&#245;es Sociais</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>23. Processo AgInt no REsp 1.925.113-AC (Segunda Turma)</h2><p><strong>1. N&#250;mero do Processo:</strong><br>AgInt no REsp 1.925.113-AC</p><p><strong>2. Destaque:</strong><br>"O simples fechamento de filial de pessoa jur&#237;dica n&#227;o basta para fundamentar a inclus&#227;o de s&#243;cio no polo passivo de execu&#231;&#227;o fiscal."</p><p><strong>3. Resumo do Inteiro Teor:</strong><br>O STJ decidiu que o fechamento de uma filial n&#227;o caracteriza dissolu&#231;&#227;o irregular da pessoa jur&#237;dica, afastando o redirecionamento da execu&#231;&#227;o fiscal para os s&#243;cios. A filial n&#227;o &#233; uma nova pessoa jur&#237;dica, mas parte da sociedade empres&#225;ria (REsp 1.355.812/RS). A subsist&#234;ncia da matriz impede a presun&#231;&#227;o de irregularidade, conforme arts. 109 e 110 do CTN e S&#250;mula 435/STJ.</p><p><strong>4. Informa&#231;&#245;es Adicionais:</strong></p><ul><li><p><strong>Ramo do Direito:</strong> Direito Tribut&#225;rio, Direito Empresarial</p></li><li><p><strong>Legisla&#231;&#227;o:</strong></p><ul><li><p>C&#243;digo Tribut&#225;rio Nacional (CTN), arts. 109 e 110</p></li></ul></li><li><p><strong>S&#250;mulas:</strong></p><ul><li><p>S&#250;mula n&#186; 435/STJ</p></li></ul></li><li><p><strong>Precedentes Qualificados:</strong></p><ul><li><p>Tema 614/STJ (REsp 1.355.812/RS)</p></li></ul></li><li><p><strong>Saiba Mais:</strong></p><ul><li><p>Pesquisa Pronta: Direito Tribut&#225;rio - Execu&#231;&#227;o Fiscal</p></li></ul></li></ul><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!seOn!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fef67111c-4908-420a-9fab-11eb13beeda4_1152x768.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!seOn!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fef67111c-4908-420a-9fab-11eb13beeda4_1152x768.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!seOn!, /__u/magisreview.substack.com/w_424, /__u/magisreview.substack.com/c_limit, /__u/magisreview.substack.com/f_webp, /__u/magisreview.substack.com/q_auto:good, 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O caso concreto</h2><p>Temos uma <strong>pequena empresa familiar</strong>.</p><p>O im&#243;vel onde moravam os s&#243;cios:</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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Por que o STJ protegeu o im&#243;vel?</h1><p>Porque aplicou a prote&#231;&#227;o do <strong>bem de fam&#237;lia</strong>, embora o im&#243;vel pertencesse formalmente &#224; pessoa jur&#237;dica.</p><p>Isso &#233; excepcional.</p><p>A l&#243;gica foi:</p><blockquote><p>A finalidade da Lei 8.009/1990 &#233; proteger a moradia familiar.</p></blockquote><p>Portanto, em determinadas situa&#231;&#245;es de <strong>pequena empresa familiar</strong>, a prote&#231;&#227;o pode alcan&#231;ar im&#243;vel formalmente pertencente &#224; pessoa jur&#237;dica quando, na realidade econ&#244;mica, ele funciona como resid&#234;ncia dos pr&#243;prios s&#243;cios.</p><p>Mas o STJ colocou uma condi&#231;&#227;o importante:</p><h3>o s&#243;cio morador precisa estar de boa-f&#233;.</h3><p>E essa boa-f&#233; &#233; aferida pelas circunst&#226;ncias do caso.</p><p>O ac&#243;rd&#227;o d&#225; como exemplo:</p><blockquote><p>o im&#243;vel ser resid&#234;ncia habitual da fam&#237;lia <strong>desde antes do vencimento da d&#237;vida</strong>.</p></blockquote><div><hr></div><h1>3. Aqui aparece a &#8220;desconsidera&#231;&#227;o parcial&#8221;</h1><p>O racioc&#237;nio fica interessante.</p><p>Normalmente, o credor diz:</p><blockquote><p>&#8220;O im&#243;vel &#233; da empresa, ent&#227;o posso execut&#225;-lo.&#8221;</p></blockquote><p>O s&#243;cio responde:</p><blockquote><p>&#8220;Mas esse im&#243;vel &#233; minha resid&#234;ncia familiar e deve ser protegido pela Lei 8.009/1990.&#8221;</p></blockquote><p>O STJ admite a prote&#231;&#227;o.</p><p>S&#243; que isso cria um problema:</p><h3>Se o im&#243;vel da empresa deixa de responder pela d&#237;vida...</h3><p>...o patrim&#244;nio que garantia o credor foi reduzido.</p><p>Ent&#227;o o STJ diz:</p><blockquote><p><strong>n&#227;o &#233; justo proteger o im&#243;vel do s&#243;cio e, simultaneamente, preservar integralmente a autonomia patrimonial da sociedade contra os pr&#243;prios s&#243;cios.</strong></p></blockquote><p>Da&#237; surge a chamada:</p><h2><strong>desconsidera&#231;&#227;o da personalidade jur&#237;dica &#8220;de m&#227;o dupla&#8221;.</strong></h2><div><hr></div><h1>4. O que significa &#8220;de m&#227;o dupla&#8221;?</h1><p>Normalmente pensamos na desconsidera&#231;&#227;o assim:</p><p><strong>d&#237;vida da empresa</strong></p><p>&#8594; patrim&#244;nio da empresa n&#227;o basta</p><p>&#8594; desconsidera-se a personalidade</p><p>&#8594; atinge-se patrim&#244;nio dos s&#243;cios.</p><p>Aqui ocorreu uma opera&#231;&#227;o diferente.</p><p>A prote&#231;&#227;o do bem de fam&#237;lia faz com que um <strong>bem da empresa deixe de responder pela d&#237;vida empresarial</strong>.</p><p>Ent&#227;o o STJ permite compensar essa subtra&#231;&#227;o:</p><p><strong>im&#243;vel da empresa</strong></p><p>&#8594; &#233; protegido como bem de fam&#237;lia</p><p>&#8594; deixa de responder pela d&#237;vida</p><p>&#8594; <strong>bens pessoais dos s&#243;cios podem ser atingidos.</strong></p><p>Mas existe um <strong>limite</strong>:</p><blockquote><p>at&#233; o <strong>valor de mercado do im&#243;vel que foi subtra&#237;do da execu&#231;&#227;o</strong>.</p></blockquote><div><hr></div><h1>5. Exemplo num&#233;rico</h1><p>Imagine:</p><ul><li><p>d&#237;vida da empresa: <strong>R$ 500 mil</strong></p></li><li><p>im&#243;vel da empresa utilizado como resid&#234;ncia dos s&#243;cios: <strong>R$ 300 mil</strong></p></li><li><p>outros bens da empresa: insuficientes.</p></li></ul><p>O im&#243;vel seria, em princ&#237;pio, patrim&#244;nio apto a garantir a d&#237;vida.</p><p>Mas ele recebe prote&#231;&#227;o de bem de fam&#237;lia.</p><p>Ent&#227;o o STJ permite:</p><blockquote><p>retirar o im&#243;vel da execu&#231;&#227;o <strong>at&#233; R$ 300 mil</strong>.</p></blockquote><p>E, para n&#227;o deixar o credor numa situa&#231;&#227;o de d&#233;ficit decorrente dessa prote&#231;&#227;o, podem ser executados <strong>bens pessoais dos s&#243;cios at&#233; R$ 300 mil</strong>.</p><p>Portanto:</p><p><strong>Empresa deve R$ 500 mil</strong></p><p>&#8594; im&#243;vel protegido = R$ 300 mil</p><p>&#8594; bens pessoais dos s&#243;cios podem responder <strong>at&#233; R$ 300 mil</strong></p><p>N&#227;o significa que os s&#243;cios passam a responder ilimitadamente pela d&#237;vida da empresa.</p><div><hr></div><h1>6. E aqui est&#225; a parte realmente excepcional</h1><p>O destaque diz:</p><blockquote><p>podem ser executados bens pessoais dos s&#243;cios <strong>independentemente do preenchimento de requisitos como m&#225;-f&#233; e desvio de finalidade previstos no caput do art. 50 do CC.</strong></p></blockquote><p>Isso parece colidir frontalmente com o <strong>art. 50 do CC.</strong></p><p>Regra geral do art. 50:</p><blockquote><p>rela&#231;&#245;es civis e empresariais &#8594; <strong>teoria maior</strong> &#8594; precisa de abuso &#8594; desvio de finalidade ou confus&#227;o patrimonial.</p></blockquote><h3>REsp 1.514.567 &#8212; 2023</h3><p>Situa&#231;&#227;o <strong>excepcional&#237;ssima</strong>:</p><blockquote><p>prote&#231;&#227;o do bem de fam&#237;lia de s&#243;cio morador em im&#243;vel da sociedade familiar &#8594; desconsidera&#231;&#227;o &#8220;de m&#227;o dupla&#8221; &#8594; bens pessoais podem responder at&#233; o valor do im&#243;vel protegido.</p></blockquote><div><hr></div><h1>7. Mas cuidado: h&#225; confus&#227;o patrimonial no caso</h1><p>Isso &#233; muito importante.</p><p>O ac&#243;rd&#227;o diz que havia:</p><blockquote><p><strong>&#8220;evidenciada confus&#227;o entre o patrim&#244;nio da empresa familiar e o patrim&#244;nio pessoal dos s&#243;cios.&#8221;</strong></p></blockquote><p>Portanto, n&#227;o &#233; correto estudar o precedente como:</p><blockquote><p>&#8220;O STJ permite atingir bens dos s&#243;cios sem qualquer abuso ou confus&#227;o patrimonial.&#8221;</p></blockquote><p>A situa&#231;&#227;o concreta j&#225; envolvia <strong>confus&#227;o patrimonial pr&#225;tica</strong>.</p><p>O que o STJ afastou foi a necessidade de demonstrar, <strong>para essa finalidade espec&#237;fica</strong>, os requisitos tradicionais do caput do art. 50, como <strong>m&#225;-f&#233; e desvio de finalidade</strong>.</p><div><hr></div><h1>8. Por que isso n&#227;o &#233; simplesmente aplicar o art. 50?</h1><p>Porque a l&#243;gica do julgado &#233; muito mais peculiar.</p><p>O STJ come&#231;a com a prote&#231;&#227;o do bem de fam&#237;lia:</p><blockquote><p>im&#243;vel formalmente da empresa &#8594; excepcionalmente protegido porque &#233; a moradia familiar.</p></blockquote><p>Depois vem a consequ&#234;ncia:</p><blockquote><p>essa prote&#231;&#227;o retira um ativo do patrim&#244;nio que garantiria a d&#237;vida empresarial.</p></blockquote><p>E ent&#227;o vem a compensa&#231;&#227;o:</p><blockquote><p>como a autonomia patrimonial &#233; uma via de m&#227;o dupla, bens pessoais dos s&#243;cios podem ser atingidos at&#233; o valor do bem retirado da execu&#231;&#227;o.</p></blockquote><p>Portanto, <strong>n&#227;o &#233; a desconsidera&#231;&#227;o tradicional usada para descobrir uma fraude societ&#225;ria</strong>.</p><p>&#201; uma constru&#231;&#227;o vinculada &#224; pr&#243;pria prote&#231;&#227;o da moradia.</p><div><hr></div><h2>9. A frase que eu guardaria</h2><blockquote><p><strong>Quando im&#243;vel pertencente a pequena empresa familiar &#233; utilizado como resid&#234;ncia dos s&#243;cios e, presentes os requisitos excepcionais do precedente, &#233; protegido como bem de fam&#237;lia, a desconsidera&#231;&#227;o pode operar &#8220;de m&#227;o dupla&#8221;: retirado o im&#243;vel da garantia patrimonial da sociedade, bens pessoais dos s&#243;cios podem responder pela d&#237;vida empresarial at&#233; o limite do valor de mercado do im&#243;vel protegido.</strong></p></blockquote><h3>E a pegadinha de prova:</h3><p><strong>&#10060;</strong> &#8220;Se o im&#243;vel &#233; da pessoa jur&#237;dica, nunca pode ser bem de fam&#237;lia.&#8221;</p><p><strong>Errado.</strong></p><p><strong>&#10060;</strong> &#8220;A prote&#231;&#227;o do im&#243;vel da empresa significa que os s&#243;cios jamais podem ter seus bens atingidos.&#8221;</p><p><strong>Errado.</strong></p><p><strong>&#10060;</strong> &#8220;A desconsidera&#231;&#227;o exige sempre, nesse precedente, prova de m&#225;-f&#233; e desvio de finalidade.&#8221;</p><p><strong>Errado.</strong></p><p><strong>&#9989;</strong> A prote&#231;&#227;o excepcional do im&#243;vel pode gerar uma <strong>desconsidera&#231;&#227;o de m&#227;o dupla</strong>, permitindo atingir patrim&#244;nio pessoal dos s&#243;cios <strong>at&#233; o valor do im&#243;vel subtra&#237;do da execu&#231;&#227;o</strong>.</p><p>E h&#225; uma diferen&#231;a muito importante para o <strong>Tema 1210 que voc&#234; acabou de estudar</strong>: <strong>n&#227;o use este REsp 1.514.567 para dizer que o STJ abandonou a teoria maior do art. 50.</strong> O Tema 1210 reafirmou expressamente que, nas rela&#231;&#245;es civis e empresariais, a regra &#233; a teoria maior. Este &#233; um precedente <strong>excepcional&#237;ssimo e com fundamento pr&#243;prio na prote&#231;&#227;o do bem de fam&#237;lia</strong>.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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Aprenda em linguagem simples.]]></description><link>https://magisreview.substack.com/p/clausula-take-or-pay</link><guid isPermaLink="false">https://magisreview.substack.com/p/clausula-take-or-pay</guid><dc:creator><![CDATA[Thomas Albert Müller]]></dc:creator><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 12:45:27 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!mSmt!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F673b907d-8da9-4346-969d-223b72fcfd11_768x1152.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>A cl&#225;usula <em><strong>take or pay</strong></em> &#233; comum em contratos empresariais de fornecimento de g&#225;s natural comprimido.</p><p>Sua tradu&#231;&#227;o significa &#8220;pegue ou pague&#8221;.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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Nancy Andrighi, decidiu que, ainda que n&#227;o seja consumido o volume m&#237;nimo previsto no contrato de fornecimento de g&#225;s natural, o adquirente deve pagar o valor correspondente.</p><p>E h&#225; um segundo ponto importante: o pagamento do m&#237;nimo contratado n&#227;o gera, para o per&#237;odo seguinte, direito de aproveitar o volume que deixou de ser consumido no anterior.</p><p>A raz&#227;o &#233; a seguinte: trata-se de <strong>contrato de trato sucessivo</strong>. </p><p>Admitir que o adquirente possa exigir a diferen&#231;a n&#227;o consumida significa esvaziar o risco contratual distribu&#237;do pela cl&#225;usula <em>take or pay</em>.</p><blockquote><p><em>Em contratos empresariais de fornecimento de g&#225;s natural, a cl&#225;usula take or pay &#233; v&#225;lida: o adquirente deve pagar pelo volume m&#237;nimo contratado, ainda que n&#227;o o consuma, sem adquirir, por isso, o direito de retirar posteriormente a diferen&#231;a n&#227;o consumida.</em></p></blockquote><p>E a cl&#225;usula n&#227;o &#233; <strong>puramente potestativa</strong>.</p><p>O pagamento do m&#237;nimo contratado n&#227;o decorre do arb&#237;trio unilateral do fornecedor. Ele resulta da pr&#243;pria estrutura do contrato: as partes previamente estabeleceram um volume m&#237;nimo cuja aquisi&#231;&#227;o foi assumida pelo comprador.</p><p>A cl&#225;usula <em>take or pay</em> tampouco &#233; uma esp&#233;cie de <strong>obriga&#231;&#227;o alternativa</strong>, permitindo ao adquirente escolher entre pagar o valor devido ou utilizar posteriormente o volume n&#227;o consumido.</p><p>O m&#237;nimo contratado n&#227;o se converte em uma franquia para consumo futuro.</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!mSmt!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F673b907d-8da9-4346-969d-223b72fcfd11_768x1152.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!mSmt!, 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cr&#233;dito de consumo futuro.</em></p></blockquote><p><strong>STJ, REsp 2.048.957/MG, 3&#170; Turma, Rel. Min. Nancy Andrighi, DJe 20/04/2023.</strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Tutela Provisória na Arbitragem]]></title><description><![CDATA[A FGV indagou de candidato ao cargo de juiz substituto se &#233; permitido antecipar tutela em sede arbitral. Saberia responder?]]></description><link>https://magisreview.substack.com/p/tutela-provisoria-na-arbitragem</link><guid isPermaLink="false">https://magisreview.substack.com/p/tutela-provisoria-na-arbitragem</guid><dc:creator><![CDATA[Thomas Albert Müller]]></dc:creator><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 12:03:37 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!Qq_7!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F9153bad6-a0d3-4d00-825e-4fefb0cf3edc_1168x784.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>A Lei da Arbitragem possui cap&#237;tulo espec&#237;fico sobre a mat&#233;ria, nos artigos 22-A e 22-B da Lei n&#186; 9.307/1996<a class="footnote-anchor" data-component-name="FootnoteAnchorToDOM" id="footnote-anchor-1" href="#footnote-1" target="_self">1</a>.</p><p>E, com base nela, <strong>sim, os &#225;rbitros podem conceder medidas cautelares ou de urg&#234;ncia, mas apenas caso a arbitragem j&#225; esteja institu&#237;da</strong>.</p><p>Nesse caso, o Poder Judici&#225;rio n&#227;o poder&#225; manifestar-se, pois usurparia a compet&#234;ncia do ju&#237;zo arbitral.</p><p>Mas, se ainda n&#227;o houver ju&#237;zo arbitral constitu&#237;do, o Poder Judici&#225;rio pode atuar na an&#225;lise de pedidos de car&#225;ter cautelar ou de tutela de urg&#234;ncia.</p><p>O benefici&#225;rio da tutela judicial tem o prazo de <strong>30 dias, contado da efetiva&#231;&#227;o da medida</strong>, para requerer a institui&#231;&#227;o da arbitragem. </p><p>N&#227;o observado o prazo, a tutela provis&#243;ria concedida pelo juiz estatal perde a efic&#225;cia.</p><p>Institu&#237;do o ju&#237;zo arbitral ap&#243;s a decis&#227;o do Poder Judici&#225;rio, os &#225;rbitros poder&#227;o <strong>manter, modificar ou revogar</strong> as medidas em vigor concedidas pelo juiz togado.</p><p>Vale salientar que a Lei da Arbitragem tratou expressamente apenas das <strong>tutelas provis&#243;rias de urg&#234;ncia</strong> (cautelar ou antecipada), deixando de lado a tutela da evid&#234;ncia.</p><p>N&#227;o obstante, a tutela da evid&#234;ncia, se concedida pelos &#225;rbitros, n&#227;o deve ser considerada ilegal, pois <strong>n&#227;o h&#225; proibi&#231;&#227;o legal para sua concess&#227;o</strong>.</p><p>N&#227;o &#233; poss&#237;vel dizer a mesma coisa sobre a tutela da evid&#234;ncia concedida pelo Poder Judici&#225;rio, j&#225; que o sil&#234;ncio da lei, nesse ponto, &#233; eloquente.</p><p>&#201; que o Poder Judici&#225;rio n&#227;o &#233; competente para decidir sobre quest&#227;o que deveria ser submetida ao ju&#237;zo arbitral, de modo que sua atua&#231;&#227;o supletiva deve ser interpretada <strong>restritivamente</strong>.</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!Qq_7!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F9153bad6-a0d3-4d00-825e-4fefb0cf3edc_1168x784.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!Qq_7!, /__u/magisreview.substack.com/w_424, /__u/magisreview.substack.com/c_limit, /__u/magisreview.substack.com/f_webp, /__u/magisreview.substack.com/q_auto:good, /__u/magisreview.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F9153bad6-a0d3-4d00-825e-4fefb0cf3edc_1168x784.jpeg 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!Qq_7!, /__u/magisreview.substack.com/w_848, /__u/magisreview.substack.com/c_limit, /__u/magisreview.substack.com/f_webp, /__u/magisreview.substack.com/q_auto:good, 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target="_self">1</a><div class="footnote-content"><p>Art. 22-A. Antes de institu&#237;da a arbitragem, as partes poder&#227;o recorrer ao Poder Judici&#225;rio para a concess&#227;o de medida cautelar ou de urg&#234;ncia. <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13129.htm#art2">(Inclu&#237;do pela Lei n&#186; 13.129, de 2015)</a> <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13129.htm#art5">(Vig&#234;ncia)</a></p><p>Par&#225;grafo &#250;nico. Cessa a efic&#225;cia da medida cautelar ou de urg&#234;ncia se a parte interessada n&#227;o requerer a institui&#231;&#227;o da arbitragem no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data de efetiva&#231;&#227;o da respectiva decis&#227;o. <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13129.htm#art2">(Inclu&#237;do pela Lei n&#186; 13.129, de 2015)</a> <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13129.htm#art5">(Vig&#234;ncia)</a></p><p>Art. 22-B. Institu&#237;da a arbitragem, caber&#225; aos &#225;rbitros manter, modificar ou revogar a medida cautelar ou de urg&#234;ncia concedida pelo Poder Judici&#225;rio. <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13129.htm#art2">(Inclu&#237;do pela Lei n&#186; 13.129, de 2015)</a> <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13129.htm#art5">(Vig&#234;ncia)</a></p><p>Par&#225;grafo &#250;nico. Estando j&#225; institu&#237;da a arbitragem, a medida cautelar ou de urg&#234;ncia ser&#225; requerida diretamente aos &#225;rbitros. <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13129.htm#art2">(Inclu&#237;do pela Lei n&#186; 13.129, de 2015)</a></p></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Imputação do Pagamento]]></title><description><![CDATA[Instituto constantemente cobrado pela FGV. Revise agora em linguagem simples em uma r&#225;pida leitura.]]></description><link>https://magisreview.substack.com/p/imputacao-do-pagamento</link><guid isPermaLink="false">https://magisreview.substack.com/p/imputacao-do-pagamento</guid><dc:creator><![CDATA[Thomas Albert Müller]]></dc:creator><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 20:33:10 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!44yz!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F6c7d07d5-171e-427d-a717-d0373b0ff49d_784x985.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Imputar &#233; sin&#244;nimo n&#227;o apenas de &#8220;atribuir culpa&#8221;, podendo significar <strong>destinar</strong>. O instituto trata do direcionamento do pagamento.</p><p>Ocorre que o devedor de dois ou mais d&#233;bitos a um mesmo credor tem o direito de indicar qual d&#237;vida est&#225; quitando, desde que sejam da mesma natureza, l&#237;quidas e vencidas (art. 352 e ss. do CC).</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!44yz!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F6c7d07d5-171e-427d-a717-d0373b0ff49d_784x985.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!44yz!, /__u/magisreview.substack.com/w_424, /__u/magisreview.substack.com/c_limit, /__u/magisreview.substack.com/f_webp, 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lei diz que os d&#233;bitos devem ser da mesma <strong>natureza</strong>.</p><p>Nessa parte, ela &#233; redundante, pois quem deve, simultaneamente, dinheiro, a entrega de um cavalo e a pintura de uma casa (d&#237;vidas de naturezas distintas) n&#227;o precisa dizer que est&#225; destinando a moeda corrente para pagamento das outras presta&#231;&#245;es n&#227;o pecuni&#225;rias.</p><p>A imputa&#231;&#227;o somente faz sentido quando houver possibilidade de d&#250;vida sobre qual d&#237;vida ser&#225; atingida pelo pagamento. Logo, &#233; imposs&#237;vel se falar em imputa&#231;&#227;o do pagamento se as d&#237;vidas n&#227;o forem da mesma natureza.</p><p>As d&#237;vidas devem ser <strong>l&#237;quidas</strong> e <strong>vencidas</strong>.</p><p>L&#237;quido &#233; aquilo que est&#225; determinado ou pode ser determinado, n&#227;o dependendo de apura&#231;&#245;es condicionadas &#224; ocorr&#234;ncia de outros eventos. Vencida &#233; a d&#237;vida pass&#237;vel de ser exigida.</p><p>Quando o devedor se calar, o credor poder&#225; indicar a qual das d&#237;vidas ser&#225; imputado o pagamento.</p><p>Obviamente que essa regra n&#227;o poder&#225; prevalecer se o sil&#234;ncio do devedor tiver sido obtido mediante <strong>viol&#234;ncia</strong> ou <strong>dolo</strong>. Nesse caso, a imputa&#231;&#227;o realizada pelo credor n&#227;o ser&#225; v&#225;lida.</p><p>Se tanto devedor quanto credor forem omissos, a lei estabelece a ordem de imputa&#231;&#227;o: o pagamento ser&#225; destinado &#224; d&#237;vida l&#237;quida e vencida em primeiro lugar, ou seja, &#224; mais antiga.</p><p>Se todas as d&#237;vidas tiverem vencido ao mesmo tempo, a lei imputa o pagamento <strong>&#224; mais onerosa</strong>.</p><p>Por sua vez, quando a d&#237;vida for constitu&#237;da da presta&#231;&#227;o principal (capital) e dos juros sobre ela incidentes, o devedor n&#227;o tem o direito de imputar o pagamento.</p><p>Nesse caso, a lei determina que o pagamento quite primeiro os juros vencidos e s&#243; depois o capital.</p><p>A quita&#231;&#227;o do capital antes dos juros vencidos ocorrer&#225; apenas se houver ajuste em sentido contr&#225;rio, ou se o credor destinar o pagamento &#224; parcela principal.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Lei penal no espaço]]></title><description><![CDATA[Tema que &#233; frequentemente objeto do ENAM. N&#227;o erre mais.]]></description><link>https://magisreview.substack.com/p/lei-penal-no-espaco</link><guid isPermaLink="false">https://magisreview.substack.com/p/lei-penal-no-espaco</guid><dc:creator><![CDATA[Thomas Albert Müller]]></dc:creator><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 12:32:01 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!B23D!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Feac505c3-eedc-4980-835f-8cc462190e63_1168x784.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O ponto foi cobrado em quest&#227;o do ENAM 2026.1<a class="footnote-anchor" data-component-name="FootnoteAnchorToDOM" id="footnote-anchor-1" href="#footnote-1" target="_self">1</a> e &#233; frequentemente exigido nas provas objetivas da magistratura.</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!B23D!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Feac505c3-eedc-4980-835f-8cc462190e63_1168x784.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!B23D!, /__u/magisreview.substack.com/w_424, /__u/magisreview.substack.com/c_limit, /__u/magisreview.substack.com/f_webp, /__u/magisreview.substack.com/q_auto:good, /__u/magisreview.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Feac505c3-eedc-4980-835f-8cc462190e63_1168x784.jpeg 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!B23D!, /__u/magisreview.substack.com/w_848, /__u/magisreview.substack.com/c_limit, /__u/magisreview.substack.com/f_webp, /__u/magisreview.substack.com/q_auto:good, 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resposta passa por quatro temas fundamentais:</p><ul><li><p>territorialidade;</p></li><li><p>extraterritorialidade;</p></li><li><p>lugar do crime;</p></li><li><p>efic&#225;cia das decis&#245;es estrangeiras.</p></li></ul><p>Isso porque a lei penal &#233; uma manifesta&#231;&#227;o da <strong>soberania do Estado</strong>. Ela visa proteger a vida, a liberdade, o patrim&#244;nio e os demais bens jur&#237;dicos essenciais.</p><p>Logo, cada Estado costuma exercer o poder de punir apenas no pr&#243;prio territ&#243;rio. Essa &#233; a l&#243;gica do <strong>princ&#237;pio da territorialidade</strong>.</p><p>Entretanto, essa regra, sozinha, n&#227;o resolve todos os problemas.</p><p>Imagine um brasileiro que pratique um homic&#237;dio no exterior e retorne ao Brasil. Ou um estrangeiro que, fora do pa&#237;s, pratique um crime contra um brasileiro. Se a lei penal estivesse limitada exclusivamente ao territ&#243;rio nacional, determinadas infra&#231;&#245;es poderiam ficar sem qualquer resposta estatal.</p><p>Foi justamente para solucionar essas situa&#231;&#245;es que o C&#243;digo Penal prev&#234; hip&#243;teses em que a lei penal brasileira alcan&#231;a fatos praticados fora do territ&#243;rio nacional.</p><h2>Territorialidade</h2><p>A regra adotada pelo C&#243;digo Penal &#233; a <strong>territorialidade temperada</strong> (art. 5&#186;).</p><p>Isso significa que a lei penal brasileira se aplica aos crimes praticados no territ&#243;rio nacional.</p><p>Diz-se &#8220;temperada&#8221; porque essa aplica&#231;&#227;o ocorre <strong>sem preju&#237;zo dos tratados, conven&#231;&#245;es e regras de Direito Internacional</strong>.</p><p>Na pr&#225;tica, isso significa que a lei brasileira &#233; a regra, mas poder&#225; ceder diante de normas internacionais que o Brasil tenha assumido cumprir, como ocorre, por exemplo, nas hip&#243;teses de imunidade diplom&#225;tica.</p><p>Em outras palavras:</p><blockquote><p><strong>Crime praticado em territ&#243;rio brasileiro &#8594; aplica-se, em regra, a lei penal brasileira.</strong></p></blockquote><p>Nessas hip&#243;teses, embora o fato possa ter ocorrido em territ&#243;rio brasileiro, o Estado brasileiro n&#227;o exerce sua jurisdi&#231;&#227;o penal em raz&#227;o da imunidade prevista pelo Direito Internacional.</p><div class="callout-block" data-callout="true"><h3>Lei penal e imunidades</h3><p>O pr&#243;prio art. 5&#186; ressalva a incid&#234;ncia dos tratados e das regras de Direito Internacional.</p><p>&#201; dessa ressalva que surgem as imunidades diplom&#225;ticas e consulares.</p><p>Como visto anteriormente, determinadas pessoas n&#227;o se submetem, em regra, &#224; jurisdi&#231;&#227;o penal brasileira, embora o fato tenha ocorrido em territ&#243;rio nacional. </p><p><strong>Isso n&#227;o significa que o juiz brasileiro aplicar&#225; uma lei penal estrangeira. O que ocorre &#233; uma limita&#231;&#227;o ao exerc&#237;cio da jurisdi&#231;&#227;o brasileira decorrente do Direito Internacional.</strong></p><p>Situa&#231;&#227;o diversa ocorre com as imunidades parlamentares materiais. Nelas, a quest&#227;o n&#227;o &#233; de jurisdi&#231;&#227;o, mas de tipicidade: determinadas manifesta&#231;&#245;es protegidas pela Constitui&#231;&#227;o simplesmente n&#227;o constituem crime.</p><p>Por isso, &#233; tecnicamente errado dizer que a lei penal brasileira n&#227;o se aplica &#224;s imunidades parlamentares.</p></div><div><hr></div><h2>O que &#233; territ&#243;rio para o Direito Penal?</h2><p>Territ&#243;rio n&#227;o corresponde apenas aos limites do solo brasileiro.</p><p>Para evitar que determinados fatos escapem da puni&#231;&#227;o brasileira apenas porque ocorreram fora do solo nacional, esse conceito &#233; ampliado no C&#243;digo Penal por meio de uma fic&#231;&#227;o jur&#237;dica.</p><p>Determinadas aeronaves e embarca&#231;&#245;es passam a ser consideradas territ&#243;rio brasileiro.</p><p>Se uma embarca&#231;&#227;o p&#250;blica representa o pr&#243;prio Estado brasileiro, faz sentido que permane&#231;a submetida &#224; lei brasileira onde quer que esteja. Da mesma forma, embarca&#231;&#245;es privadas brasileiras em alto-mar continuam sujeitas &#224; jurisdi&#231;&#227;o nacional, pois l&#225; inexiste soberania territorial de outro Estado.</p><p>Assim, consideram-se extens&#227;o do territ&#243;rio nacional:</p><h3>Sempre, onde quer que estejam</h3><ul><li><p>aeronaves p&#250;blicas brasileiras;</p></li><li><p>embarca&#231;&#245;es p&#250;blicas brasileiras;</p></li><li><p>aeronaves e embarca&#231;&#245;es brasileiras a servi&#231;o do governo.</p></li></ul><h3>Apenas quando estiverem em alto-mar ou no espa&#231;o a&#233;reo correspondente</h3><ul><li><p>aeronaves privadas brasileiras;</p></li><li><p>embarca&#231;&#245;es privadas brasileiras.</p></li></ul><p>Por outro lado, o C&#243;digo Penal prev&#234; que, se uma embarca&#231;&#227;o ou aeronave <strong>estrangeira</strong>, de natureza privada, estiver em territ&#243;rio brasileiro, a lei penal brasileira tamb&#233;m ser&#225; aplicada.</p><p>&#201; o caso de:</p><ul><li><p>embarca&#231;&#245;es privadas estrangeiras em porto brasileiro ou no mar territorial brasileiro;</p></li><li><p>aeronaves privadas estrangeiras em pouso no Brasil ou em voo no espa&#231;o a&#233;reo nacional.</p></li></ul><blockquote><p><strong>Como memorizar</strong></p><p>A pergunta sempre &#233;:</p><p><strong>Existe soberania brasileira sobre aquele local?</strong></p><p>Se a resposta for positiva, a tend&#234;ncia &#233; a incid&#234;ncia da lei penal brasileira.</p></blockquote><div><hr></div><h2>Extraterritorialidade</h2><p>A territorialidade &#233; a regra. A extraterritorialidade &#233; a exce&#231;&#227;o.</p><p>Ela existe para evitar que determinados crimes fiquem sem puni&#231;&#227;o apenas porque foram praticados fora do Brasil.</p><p>Sempre que interesses relevantes do Estado brasileiro estiverem em jogo, a lei admite que o Brasil exer&#231;a sua jurisdi&#231;&#227;o mesmo sobre fatos ocorridos no exterior.</p><p>O art. 7&#186; do C&#243;digo Penal disciplina essas hip&#243;teses.</p><p>A extraterritorialidade pode ser:</p><ul><li><p>incondicionada;</p></li><li><p>condicionada;</p></li><li><p>hipercondicionada (express&#227;o doutrin&#225;ria).</p></li></ul><p>A diferen&#231;a entre elas est&#225; nos requisitos exigidos para aplica&#231;&#227;o da lei penal brasileira.</p><div><hr></div><h2>Extraterritorialidade incondicionada</h2><p>Na extraterritorialidade incondicionada, basta que a hip&#243;tese esteja prevista em lei.</p><p>N&#227;o importa:</p><ul><li><p>se o agente entrou no Brasil;</p></li><li><p>se o fato tamb&#233;m constitui crime no pa&#237;s onde ocorreu;</p></li><li><p>se j&#225; houve julgamento no exterior.</p></li></ul><h2>Princ&#237;pio da prote&#231;&#227;o (ou da defesa)</h2><p>Em algumas situa&#231;&#245;es, o Brasil entende que alguns interesses s&#227;o t&#227;o relevantes que devem ser protegidos independentemente do local onde o crime tenha sido praticado.</p><p>&#201; por isso que a lei brasileira alcan&#231;a:</p><ul><li><p>crimes contra a vida ou a liberdade do Presidente da Rep&#250;blica;</p></li><li><p>crimes contra o patrim&#244;nio ou a f&#233; p&#250;blica da Uni&#227;o, dos Estados, do Distrito Federal, dos Munic&#237;pios, das autarquias, funda&#231;&#245;es p&#250;blicas, empresas p&#250;blicas e sociedades de economia mista;</p></li><li><p>crimes contra a Administra&#231;&#227;o P&#250;blica praticados por quem est&#225; a seu servi&#231;o.</p></li></ul><h2>Princ&#237;pio da justi&#231;a universal</h2><p>H&#225; crimes cuja gravidade atinge a comunidade internacional.</p><p>&#201; o caso, por exemplo:</p><ul><li><p>do genoc&#237;dio;</p></li><li><p>da tortura, nas hip&#243;teses previstas na Lei n&#186; 9.455/1997.</p></li></ul><p>Aqui, a jurisdi&#231;&#227;o decorre da pr&#243;pria natureza do delito.</p><h2>Consequ&#234;ncias</h2><p>Na extraterritorialidade incondicionada:</p><ul><li><p>dispensa-se a entrada do agente no Brasil;</p></li><li><p>n&#227;o h&#225; exig&#234;ncia de dupla tipicidade;</p></li><li><p>a jurisdi&#231;&#227;o brasileira independe da concord&#226;ncia do Estado estrangeiro.</p></li></ul><div><hr></div><h2>Extraterritorialidade condicionada</h2><p>Nem toda hip&#243;tese de extraterritorialidade possui a mesma intensidade.</p><p>Em determinadas situa&#231;&#245;es, a lei penal brasileira ser&#225; aplicada a fatos externos, mas exige a presen&#231;a dos requisitos do art. 7&#186;, &#167; 2&#186;, do C&#243;digo Penal.</p><h2>Crimes previstos em tratados internacionais</h2><p>Quando o Brasil assume, por tratado ou conven&#231;&#227;o internacional, o compromisso de reprimir determinado delito, poder&#225; aplicar sua lei penal ao fato ocorrido no exterior.</p><p>O fundamento &#233; o <strong>princ&#237;pio da justi&#231;a universal</strong>.</p><h2>Crimes praticados por brasileiros</h2><p>O brasileiro que pratica crime no exterior tamb&#233;m poder&#225; responder perante a Justi&#231;a brasileira.</p><p>O fundamento &#233; o <strong>princ&#237;pio da nacionalidade (ou personalidade ativa)</strong>.</p><p>Como o brasileiro, em regra, n&#227;o pode ser extraditado, cabe ao Brasil puni-lo.</p><h2>Crimes praticados em embarca&#231;&#245;es ou aeronaves brasileiras</h2><p>Tamb&#233;m poder&#225; ser aplicada a lei brasileira quando o crime ocorrer em embarca&#231;&#227;o ou aeronave brasileira, mercante ou privada, situada em territ&#243;rio estrangeiro, desde que o fato n&#227;o seja <strong>julgado</strong> pelo Estado competente (a lei usa exatamente o termo &#8220;julgado&#8221;, o que pode trazer d&#250;vidas caso um processo esteja ainda em andamento no exterior).</p><p>O fundamento &#233; o <strong>princ&#237;pio da representa&#231;&#227;o (ou da bandeira)</strong>.</p><h2>Requisitos</h2><p>Al&#233;m da hip&#243;tese legal, exige-se cumulativamente:</p><ul><li><p>entrada do agente em territ&#243;rio brasileiro;</p></li><li><p>dupla tipicidade;</p></li><li><p>que o crime admita extradi&#231;&#227;o;</p></li><li><p>inexist&#234;ncia de absolvi&#231;&#227;o ou cumprimento integral da pena no exterior;</p></li><li><p>inexist&#234;ncia de causa extintiva da punibilidade segundo a lei mais favor&#225;vel.</p></li></ul><p>Perceba que, aqui, a preocupa&#231;&#227;o do legislador &#233; respeitar a soberania do Estado estrangeiro, permitindo a atua&#231;&#227;o brasileira apenas quando presentes todos os requisitos legais.</p><p><strong>A atua&#231;&#227;o brasileira, portanto, possui natureza subsidi&#225;ria.</strong></p><div><hr></div><h2>Extraterritorialidade hipercondicionada</h2><p>A express&#227;o <strong>extraterritorialidade hipercondicionada</strong> n&#227;o aparece no C&#243;digo Penal. Trata-se de classifica&#231;&#227;o utilizada pela doutrina para designar a hip&#243;tese prevista no art. 7&#186;, &#167; 3&#186;.</p><p>Ela ocorre quando um <strong>estrangeiro pratica, no exterior, crime contra brasileiro</strong>.</p><p>O fundamento &#233; o <strong>princ&#237;pio da prote&#231;&#227;o (ou da defesa)</strong>.</p><p>O Estado brasileiro exerce sua jurisdi&#231;&#227;o porque o bem jur&#237;dico atingido pertence a um nacional brasileiro.</p><p>Entretanto, essa &#233; a hip&#243;tese mais restritiva de todas (<strong>sabe-se l&#225; o motivo de o legislador ter preterido dessa forma a v&#237;tima brasileira, mas &#233; importante memorizar para fins de armadilhas</strong>). Al&#233;m dos requisitos previstos no art. 7&#186;, &#167; 2&#186;, exige-se ainda:</p><ul><li><p>que n&#227;o tenha sido pedida ou tenha sido negada a extradi&#231;&#227;o do agente; e</p></li><li><p>requisi&#231;&#227;o do Ministro da Justi&#231;a.</p></li></ul><div><hr></div><h1>Lugar do crime</h1><p>Para saber se o crime foi praticado no territ&#243;rio brasileiro, &#233; preciso determinar o que &#233; considerado como lugar.</p><p>Para responder a essa quest&#227;o, o C&#243;digo Penal adotou a <strong>teoria da ubiquidade</strong> (art. 6&#186;). Ubiquidade, ali&#225;s, significa &#8220;em todo lugar&#8221;.</p><p>Considera-se praticado o crime:</p><ul><li><p>onde ocorreu a a&#231;&#227;o ou a omiss&#227;o, ainda que parcialmente;</p></li><li><p>e tamb&#233;m onde ocorreu ou deveria ocorrer o resultado.</p></li></ul><p>Essa solu&#231;&#227;o evita conflitos de jurisdi&#231;&#227;o nos chamados crimes &#224; dist&#226;ncia, em que conduta e resultado acontecem em pa&#237;ses diferentes.</p><div><hr></div><h1>Pena cumprida no exterior</h1><p>O art. 8&#186; do C&#243;digo Penal procura impedir dupla puni&#231;&#227;o desproporcional.</p><p>Assim:</p><ul><li><p>se a pena cumprida no exterior for id&#234;ntica &#224; aplicada no Brasil, ser&#225; computada;</p></li><li><p>se forem penas diferentes, a pena estrangeira dever&#225; atenuar a reprimenda brasileira.</p></li></ul><div><hr></div><h1>Homologa&#231;&#227;o da senten&#231;a penal estrangeira</h1><p>A senten&#231;a penal estrangeira n&#227;o produz efeitos automaticamente no Brasil.</p><p>Isso decorre da soberania estatal.</p><p>Cada pa&#237;s exerce sua pr&#243;pria jurisdi&#231;&#227;o e executa suas pr&#243;prias decis&#245;es.</p><p>Excepcionalmente, o art. 9&#186; do C&#243;digo Penal admite a homologa&#231;&#227;o da senten&#231;a estrangeira para:</p><ul><li><p>produzir efeitos civis, como repara&#231;&#227;o do dano e restitui&#231;&#245;es; ou</p></li><li><p>impor medida de seguran&#231;a.</p></li></ul><p>Ap&#243;s a Emenda Constitucional n&#186; 45/2004, essa compet&#234;ncia passou a ser do <strong>Superior Tribunal de Justi&#231;a</strong>.</p><div><hr></div><h1>Reincid&#234;ncia</h1><p>A condena&#231;&#227;o criminal proferida no exterior pode gerar reincid&#234;ncia no Brasil, nos termos do art. 63 do C&#243;digo Penal.</p><div class="footnote" data-component-name="FootnoteToDOM"><a id="footnote-1" href="#footnote-anchor-1" class="footnote-number" contenteditable="false" target="_self">1</a><div class="footnote-content"><div class="callout-block" data-callout="true"><p>Pierre, cidad&#227;o franc&#234;s e secret&#225;rio do Consulado da Fran&#231;a em Buenos Aires, est&#225; em gozo de f&#233;rias no Brasil.</p><p>Ao realizar um passeio tur&#237;stico em uma embarca&#231;&#227;o de bandeira privada argentina, que se encontrava no mar territorial brasileiro, Pierre envolveu-se em uma discuss&#227;o e, com a inten&#231;&#227;o de matar, desferiu um disparo de arma de fogo contra Enzo, cidad&#227;o italiano domiciliado no Brasil. Enzo foi atingido, mas sobreviveu.</p><p>Pierre foi preso em flagrante pela Pol&#237;cia Federal ao desembarcar em solo brasileiro.</p><p>Diante dessa situa&#231;&#227;o hipot&#233;tica, assinale a afirmativa correta. </p><p>Alternativas</p><p>A</p><p>Aplica-se a lei penal brasileira ao fato, com base no princ&#237;pio da territorialidade, pois, sendo de natureza privada e estando em mar territorial nacional, a embarca&#231;&#227;o submete-se &#224; jurisdi&#231;&#227;o do Estado costeiro, n&#227;o incidindo a imunidade, uma vez que Pierre n&#227;o exerce fun&#231;&#227;o diplom&#225;tica no Brasil.</p><p>B</p><p>Aplica-se a lei penal argentina ao fato, com base no princ&#237;pio da bandeira ou representa&#231;&#227;o, pois embarca&#231;&#245;es privadas s&#227;o consideradas extens&#227;o do territ&#243;rio do pa&#237;s de origem, prevalecendo a jurisdi&#231;&#227;o do Estado da bandeira sobre a do Estado costeiro em caso de delitos ocorridos a bordo.</p><p>C</p><p>Pierre goza de imunidade diplom&#225;tica plena e inviolabilidade pessoal, raz&#227;o pela qual a pris&#227;o em flagrante deve ser relaxada a fim de permitir a sua extradi&#231;&#227;o para a Fran&#231;a ou para a Argentina.</p><p>D</p><p>Aplica-se a lei penal brasileira ao fato com base no princ&#237;pio da extraterritorialidade incondicionada, por se tratar de crime praticado por estrangeiro contra pessoa domiciliada no Brasil, sendo a embarca&#231;&#227;o estrangeira considerada o lugar do crime.</p><p>E</p><p>Aplica-se a lei penal brasileira ao fato, mas o in&#237;cio do processo depender&#225; de requisi&#231;&#227;o do Ministro da Justi&#231;a e da verifica&#231;&#227;o das condi&#231;&#245;es de entrada do agente em territ&#243;rio nacional, uma vez que o crime foi praticado por estrangeiro contra estrangeiro em local de jurisdi&#231;&#227;o brasileira mitigada.</p></div><p>Resposta: A</p></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A disciplina que sobrevive ao caos]]></title><description><![CDATA[Sobre continuar estudando mesmo quando a vida atrapalha seus planos.]]></description><link>https://magisreview.substack.com/p/a-disciplina-que-sobrevive-ao-caos</link><guid isPermaLink="false">https://magisreview.substack.com/p/a-disciplina-que-sobrevive-ao-caos</guid><dc:creator><![CDATA[Thomas Albert Müller]]></dc:creator><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 11:30:41 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/youtube/w_728,c_limit/xC3n9jmkaL4" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Ao me deparar com o seguinte v&#237;deo, tirei algumas conclus&#245;es.</p><div id="youtube2-xC3n9jmkaL4" class="youtube-wrap" data-attrs="{&quot;videoId&quot;:&quot;xC3n9jmkaL4&quot;,&quot;startTime&quot;:null,&quot;endTime&quot;:null}" data-component-name="Youtube2ToDOM"><div class="youtube-inner"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/xC3n9jmkaL4?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><div><hr></div><h1>A ideia central</h1><p>O v&#237;deo defende uma tese simples:</p><blockquote><p><strong>Uma rotina deve aumentar sua capacidade de vencer, n&#227;o se tornar um requisito para que voc&#234; consiga funcionar.</strong></p></blockquote><p>Ou, em outras palavras:</p><blockquote><p><strong>A rotina &#233; uma ferramenta, n&#227;o uma condi&#231;&#227;o para agir.</strong></p></blockquote><div><hr></div><h1>&#8220;O estresse de tentar ser perfeito vai te matar mais r&#225;pido do que suas imperfei&#231;&#245;es.&#8221;</h1><p>O ponto inicial &#233; que muitas pessoas est&#227;o sendo consumidas pela busca da otimiza&#231;&#227;o perfeita.</p><p>Hoje existe press&#227;o para otimizar tudo:</p><ul><li><p>sono;</p></li><li><p>alimenta&#231;&#227;o;</p></li><li><p>suplementos;</p></li><li><p>exerc&#237;cios;</p></li><li><p>produtividade;</p></li><li><p>medita&#231;&#227;o;</p></li><li><p>journaling;</p></li><li><p>banho gelado;</p></li><li><p>biohacking.</p></li></ul><p>Cada um desses h&#225;bitos pode ser &#250;til.</p><p>O problema surge quando eles deixam de ser ferramentas e passam a ser vistos como indispens&#225;veis. Em vez de viver, a pessoa passa a administrar infinitas vari&#225;veis tentando criar o &#8220;dia perfeito&#8221;.</p><div><hr></div><h1>As pessoas est&#227;o cansadas de tentar otimizar tudo</h1><p>O v&#237;deo observa que existe uma rea&#231;&#227;o crescente &#224; cultura da otimiza&#231;&#227;o.</p><p>Vivemos cercados de informa&#231;&#245;es:</p><ul><li><p>intelig&#234;ncia artificial;</p></li><li><p>incerteza econ&#244;mica;</p></li><li><p>conflitos internacionais;</p></li><li><p>not&#237;cias negativas;</p></li><li><p>redes sociais;</p></li><li><p>milhares de recomenda&#231;&#245;es sobre sa&#250;de e produtividade.</p></li></ul><p>A sensa&#231;&#227;o &#233; de que sempre falta alguma coisa para finalmente estar preparado.</p><p>Essa busca permanente pela configura&#231;&#227;o perfeita acaba gerando ansiedade em vez de tranquilidade.</p><div><hr></div><h1>Rotina saud&#225;vel &#215; ritual supersticioso</h1><p>Essa &#233; uma das ideias mais importantes.</p><p>Existe uma diferen&#231;a entre:</p><blockquote><p><strong>&#8220;Fa&#231;o isso porque melhora meu desempenho.&#8221;</strong></p></blockquote><p>e</p><blockquote><p><strong>&#8220;Se eu n&#227;o fizer isso, meu dia est&#225; perdido.&#8221;</strong></p></blockquote><p>No primeiro caso, a rotina &#233; uma vantagem.</p><p>No segundo, ela virou uma depend&#234;ncia.</p><p>O v&#237;deo compara isso a uma esp&#233;cie de &#8220;dan&#231;a da chuva&#8221;: um ritual que a pessoa acredita ser indispens&#225;vel para que tudo funcione.</p><div><hr></div><h1>O exemplo do treino</h1><p>&#201; citado o caso de Jocko Willink.</p><p>Depois de um epis&#243;dio em que parecia irritado, ele percebeu que n&#227;o havia treinado naquela manh&#227;.</p><p>A reflex&#227;o seguinte foi mais interessante do que o pr&#243;prio fato:</p><p>Treinar melhora seu desempenho.</p><p>Mas, se deixar de treinar uma &#250;nica vez faz voc&#234; perder completamente a capacidade de trabalhar bem, ent&#227;o existe um problema.</p><p>O treino deveria elevar sua performance.</p><p>N&#227;o deveria ser aquilo que permite sua performance existir.</p><div><hr></div><h1>Rotinas aditivas e rotinas que criam depend&#234;ncia</h1><p>O v&#237;deo diferencia dois tipos de rotina.</p><h3>Rotina aditiva</h3><p>Voc&#234; j&#225; consegue funcionar.</p><p>A rotina faz voc&#234; funcionar ainda melhor.</p><p>Exemplo:</p><ul><li><p>voc&#234; trabalha bem;</p></li><li><p>treina;</p></li><li><p>passa a trabalhar ainda melhor.</p></li></ul><p>A rotina soma.</p><div><hr></div><h3>Rotina que cria depend&#234;ncia</h3><p>Voc&#234; acredita que s&#243; consegue funcionar se cumprir todos os rituais.</p><p>Sem eles:</p><ul><li><p>n&#227;o consegue produzir;</p></li><li><p>n&#227;o consegue decidir;</p></li><li><p>n&#227;o consegue trabalhar.</p></li></ul><p>Nesse momento, a rotina deixa de servir voc&#234;.</p><p>Voc&#234; passa a servir a rotina.</p><div><hr></div><h1>&#8220;Se voc&#234; n&#227;o consegue funcionar sem sua rotina, sua rotina &#233; dona de voc&#234;.&#8221;</h1><p>Essa &#233; provavelmente a frase mais forte do v&#237;deo.</p><p>Ela vale para qualquer h&#225;bito.</p><p>Academia.</p><p>Caf&#233;.</p><p>Suplementos.</p><p>Aplicativos.</p><p>Ambiente perfeito.</p><p>M&#250;sica.</p><p>O problema n&#227;o &#233; utiliz&#225;-los.</p><p>O problema &#233; acreditar que, sem eles, voc&#234; simplesmente n&#227;o consegue agir.</p><div><hr></div><h1>Ningu&#233;m joga em condi&#231;&#245;es perfeitas</h1><p>Outro ponto importante &#233; que ningu&#233;m est&#225; sempre em sua melhor vers&#227;o.</p><p>Sempre existe algum obst&#225;culo:</p><ul><li><p>sono ruim;</p></li><li><p>estresse;</p></li><li><p>problemas familiares;</p></li><li><p>viagens;</p></li><li><p>doen&#231;as;</p></li><li><p>imprevistos;</p></li><li><p>clima;</p></li><li><p>press&#227;o.</p></li></ul><p>Esperar o momento perfeito significa ficar esperando algo que praticamente nunca acontece.</p><div><hr></div><h1>Aprender a vencer em condi&#231;&#245;es imperfeitas</h1><p>O v&#237;deo prop&#245;e uma mudan&#231;a de mentalidade.</p><p>Em vez de perguntar:</p><blockquote><p>&#8220;Como fa&#231;o para criar condi&#231;&#245;es perfeitas?&#8221;</p></blockquote><p>a pergunta passa a ser:</p><blockquote><p>&#8220;Como continuo avan&#231;ando mesmo quando as condi&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o perfeitas?&#8221;</p></blockquote><p>Isso n&#227;o significa ignorar h&#225;bitos saud&#225;veis.</p><p>Significa n&#227;o permitir que a aus&#234;ncia deles paralise sua capacidade de agir.</p><div><hr></div><h1>O exemplo de <em>Invictus</em></h1><p>&#201; citado um di&#225;logo do filme <em>Invictus</em>.</p><p>Quando algu&#233;m comenta que a equipe n&#227;o est&#225; jogando em seu melhor n&#237;vel, a resposta &#233;:</p><blockquote><p><strong>&#8220;Ningu&#233;m nunca est&#225;.&#8221;</strong></p></blockquote><p>A mensagem &#233; simples:</p><p>Voc&#234; sempre competir&#225; com limita&#231;&#245;es.</p><p>O objetivo n&#227;o &#233; esperar estar a 100%.</p><p>&#201; aprender a produzir resultados mesmo quando n&#227;o est&#225;.</p><div><hr></div><h1>Floyd Mayweather</h1><p>Tamb&#233;m &#233; mencionada uma fala de Floyd Mayweather.</p><p>Quando perguntam se ele precisou usar seu &#8220;A game&#8221;, ele responde que pode vencer usando at&#233; seu &#8220;Z game&#8221;.</p><p>A ideia &#233; que sua compet&#234;ncia n&#227;o pode depender de estar no melhor dia da vida.</p><p>Ela precisa ser suficientemente s&#243;lida para continuar funcionando mesmo em dias comuns ou ruins.</p><div><hr></div><h1>O foco deve estar em vencer, n&#227;o em criar o dia perfeito</h1><p>O v&#237;deo termina defendendo que muitas pessoas gastam energia demais tentando controlar todas as vari&#225;veis e energia de menos fazendo aquilo que realmente produz resultados.</p><p>O objetivo n&#227;o &#233; eliminar todos os obst&#225;culos antes de agir.</p><p>O objetivo &#233; agir apesar deles.</p><p>Rotinas, h&#225;bitos e prepara&#231;&#227;o podem aumentar suas chances de sucesso, mas <strong>n&#227;o s&#227;o o fator mais importante</strong>.</p><p>O fator mais importante &#233; continuar fazendo as a&#231;&#245;es que efetivamente aumentam a probabilidade de alcan&#231;ar o resultado desejado, mesmo quando surgem imprevistos, desconforto ou condi&#231;&#245;es longe do ideal.</p><p>Em outras palavras, <strong>a rotina existe para servir &#224; a&#231;&#227;o, e n&#227;o para substitu&#237;-la</strong>. O sucesso n&#227;o depende de viver dias perfeitos, mas de acumular decis&#245;es corretas e continuar avan&#231;ando mesmo quando a realidade n&#227;o colabora.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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Os pais eram maduros, cooperativos e dispostos a dividir igualmente as responsabilidades. A pergunta era simples: qual modalidade de guarda melhor atendia ao caso?</p><p>A resposta correta era a guarda nidal.</p><p>O conceito &#233; f&#225;cil de memorizar: quem permanece na mesma casa &#233; a crian&#231;a; quem muda de resid&#234;ncia s&#227;o os pais.</p><p>Essa &#233; justamente a diferen&#231;a em rela&#231;&#227;o &#224; guarda alternada, um dos principais distratores da quest&#227;o. Na guarda alternada, ocorre o inverso: &#233; a crian&#231;a que alterna sua resid&#234;ncia entre a casa do pai e da m&#227;e, rompendo periodicamente sua rotina.</p><p>Tamb&#233;m &#233; importante n&#227;o confundir a guarda nidal com a guarda compartilhada &#8220;tradicional&#8221;. Embora ambas sejam esp&#233;cies de guarda compartilhada, na modalidade cl&#225;ssica normalmente existe uma resid&#234;ncia de refer&#234;ncia para o filho, que realiza deslocamentos para conviver com ambos os genitores. Na guarda nidal, busca-se preservar integralmente o ambiente da crian&#231;a, fazendo com que os pais se revezem no mesmo lar.</p><p>A modalidade n&#227;o possui previs&#227;o expressa no C&#243;digo Civil, mas &#233; amplamente admitida pela doutrina e pela jurisprud&#234;ncia quando decorre de consenso entre os pais e atende ao melhor interesse da crian&#231;a, fundamento que orienta todo o Direito de Fam&#237;lia.</p><p>Como a FGV tentou induzir ao erro</p><p>Na prova de juiz substituto do TJMT (2024), a banca construiu um distrator muito convincente ao descrever uma situa&#231;&#227;o t&#237;pica de guarda compartilhada. </p><p>Muitos candidatos marcaram essa alternativa porque associaram imediatamente &#8220;responsabilidade conjunta&#8221; &#224; guarda compartilhada cl&#225;ssica.</p><p>O detalhe decisivo, por&#233;m, era outro: o enunciado dizia que a crian&#231;a permaneceria no mesmo lar.</p><p>Esse &#250;nico elemento transforma completamente a resposta.</p><p>O que memorizar</p><p>Guarda nidal: a crian&#231;a permanece na mesma resid&#234;ncia; os pais &#233; que se revezam no im&#243;vel.</p><p>Guarda alternada: a crian&#231;a alterna sua resid&#234;ncia entre os genitores.</p><p>Guarda compartilhada tradicional: responsabilidade conjunta, normalmente com resid&#234;ncia de refer&#234;ncia e deslocamentos da crian&#231;a para conviv&#234;ncia com ambos os pais.</p><p>A guarda nidal n&#227;o tem previs&#227;o legal expressa, mas pode ser homologada quando atende ao melhor interesse do menor.</p><p><span>&#128204;</span> Fundamentos cobrados pela FGV: arts. 1.583 e 1.584 do C&#243;digo Civil, art. 227 da Constitui&#231;&#227;o Federal, art. 3&#186; do ECA e Enunciado 518 do CJF.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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A prova cobra a exce&#231;&#227;o.</strong></p><p>O art. 1.829 do C&#243;digo Civil estabelece a ordem da sucess&#227;o leg&#237;tima. Aparentemente, a regra &#233; simples: <strong>o c&#244;njuge sobrevivente concorre com os descendentes</strong>.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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Comunh&#227;o universal de bens</strong></p><p>Como todo o patrim&#244;nio j&#225; pertence ao casal, a lei afasta a concorr&#234;ncia sucess&#243;ria.</p><p><strong>2. Separa&#231;&#227;o obrigat&#243;ria de bens (art. 1.641 do CC)</strong></p><p>A exclus&#227;o vale apenas para a <strong>separa&#231;&#227;o obrigat&#243;ria</strong>.</p><p>&#10145;&#65039; Aten&#231;&#227;o: <strong>separa&#231;&#227;o convencional n&#227;o &#233; exce&#231;&#227;o.</strong></p><p>Esse &#233; um dos erros mais frequentes em provas.</p><p>Quem escolheu voluntariamente o regime da separa&#231;&#227;o de bens <strong>continua sendo herdeiro necess&#225;rio</strong> e concorre com os descendentes.</p><p><strong>3. Comunh&#227;o parcial sem bens particulares</strong></p><p>Se todo o patrim&#244;nio do falecido era comum ao casal, o c&#244;njuge j&#225; recebe sua mea&#231;&#227;o e n&#227;o participa da heran&#231;a.</p><p>Se houver <strong>bens particulares</strong>, entretanto, haver&#225; concorr&#234;ncia sucess&#243;ria.</p><h2>Pegadinha cl&#225;ssica</h2><p>A banca troca uma palavra.</p><p>&#10060; &#8220;Separa&#231;&#227;o de bens.&#8221;</p><p>&#10004;&#65039; O correto &#233;: <strong>separa&#231;&#227;o obrigat&#243;ria de bens.</strong></p><p>Na separa&#231;&#227;o <strong>convencional</strong>, o entendimento consolidado pelo STJ<a class="footnote-anchor" data-component-name="FootnoteAnchorToDOM" id="footnote-anchor-1" href="#footnote-1" target="_self">1</a> &#233; de que o c&#244;njuge <strong>concorre</strong> com os descendentes.</p><h2>Para memorizar</h2><p><strong>Concorre?</strong></p><p>&#9989; Comunh&#227;o parcial <strong>com</strong> bens particulares.</p><p>&#9989; Separa&#231;&#227;o convencional.</p><p><strong>N&#227;o concorre?</strong></p><p>&#10060; Comunh&#227;o universal.</p><p>&#10060; Separa&#231;&#227;o obrigat&#243;ria.</p><p>&#10060; Comunh&#227;o parcial <strong>sem</strong> bens particulares.</p><div><hr></div><p><strong>Quest&#227;o de prova</strong></p><p>Jo&#227;o falece deixando esposa e dois filhos. O casamento foi celebrado pelo regime da <strong>separa&#231;&#227;o convencional de bens</strong>.</p><p>A esposa concorre com os descendentes na sucess&#227;o?</p><p><strong>Resposta:</strong> <strong>Sim.</strong> A exce&#231;&#227;o do art. 1.829, I, refere-se exclusivamente &#224; <strong>separa&#231;&#227;o obrigat&#243;ria</strong>, e n&#227;o &#224; separa&#231;&#227;o convencional.</p><p><strong>Moral da hist&#243;ria:</strong> em sucess&#245;es, muitas quest&#245;es n&#227;o s&#227;o decididas pela regra, mas pela palavra que aparece logo depois do &#8220;salvo&#8221;.</p><div class="footnote" data-component-name="FootnoteToDOM"><a id="footnote-1" href="#footnote-anchor-1" class="footnote-number" contenteditable="false" target="_self">1</a><div class="footnote-content"><p>O Superior Tribunal de Justi&#231;a definiu no REsp 1.382.170/SP, julgado em 22 de abril de 2015 pela Segunda Se&#231;&#227;o, que o c&#244;njuge sobrevivente casado sob o regime da separa&#231;&#227;o convencional de bens (por livre escolha em escritura p&#250;blica) concorre na heran&#231;a com os descendentes do falecido.</p><p><br><br></p></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Reeleição nas Mesas Diretoras das Assembleias Legislativas ]]></title><description><![CDATA[O que decidiu o STF?]]></description><link>https://magisreview.substack.com/p/reeleicao-nas-mesas-diretoras-das</link><guid isPermaLink="false">https://magisreview.substack.com/p/reeleicao-nas-mesas-diretoras-das</guid><dc:creator><![CDATA[Thomas Albert Müller]]></dc:creator><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 13:26:38 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!i_lU!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7c38ede8-ee3a-416b-ae11-cb05e8e50db3_1254x1254.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Uma das d&#250;vidas mais frequentes entre estudantes de Direito Constitucional e candidatos &#224; magistratura diz respeito &#224; possibilidade de reelei&#231;&#227;o dos integrantes das Mesas Diretoras das Assembleias Legislativas. Afinal, a regra do art. 57, &#167; 4&#186;, da Constitui&#231;&#227;o Federal, que veda a recondu&#231;&#227;o para o mesmo cargo na elei&#231;&#227;o imediatamente subsequente, tamb&#233;m se aplica aos Estados?</p><p>A resposta do Supremo Tribunal Federal &#233;: <strong>n&#227;o diretamente, mas h&#225; limites constitucionais que os Estados devem respeitar.</strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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Contudo, elas atuam em planos distintos.</p><h2>A autonomia dos Estados</h2><p>Ao afirmar que o art. 57, &#167; 4&#186;, n&#227;o &#233; norma de reprodu&#231;&#227;o obrigat&#243;ria, o STF reconheceu a autonomia dos Estados para disciplinar a composi&#231;&#227;o e a elei&#231;&#227;o das Mesas Diretoras de suas Assembleias Legislativas.</p><p>Em outras palavras, as Constitui&#231;&#245;es Estaduais n&#227;o precisam copiar exatamente o modelo adotado pela Constitui&#231;&#227;o Federal para o Congresso Nacional.</p><p>Essa conclus&#227;o decorre do princ&#237;pio federativo e da autonomia organizacional dos Estados-membros.</p><h2>O limite imposto pelo princ&#237;pio republicano</h2><p>Entretanto, a autonomia estadual n&#227;o &#233; absoluta.</p><p>O STF observou que algumas Assembleias Legislativas passaram a admitir sucessivas reelei&#231;&#245;es para o mesmo cargo, permitindo que uma &#250;nica pessoa permanecesse durante longos per&#237;odos &#224; frente do Poder Legislativo estadual.</p><p>Para a Corte, essa situa&#231;&#227;o compromete valores constitucionais fundamentais, como:</p><ul><li><p>o princ&#237;pio republicano;</p></li><li><p>a altern&#226;ncia de poder;</p></li><li><p>o pluralismo pol&#237;tico;</p></li><li><p>a democracia representativa.</p></li></ul><p>Por essa raz&#227;o, embora os Estados possam disciplinar a mat&#233;ria de forma pr&#243;pria, n&#227;o podem autorizar recondu&#231;&#245;es ilimitadas.</p><h2>Qual &#233; o limite?</h2><p>Segundo o STF, &#233; admiss&#237;vel apenas uma &#250;nica recondu&#231;&#227;o para o mesmo cargo.</p><p>Exemplo:</p><ul><li><p>Presidente da Assembleia: primeiro mandato &#8594; permitido;</p></li><li><p>recondu&#231;&#227;o para um segundo mandato consecutivo &#8594; permitida;</p></li><li><p>nova recondu&#231;&#227;o para um terceiro mandato consecutivo &#8594; inconstitucional.</p></li></ul><p>Portanto, o limite &#233; de dois mandatos consecutivos no mesmo cargo.</p><h2>E se houver mudan&#231;a de cargo?</h2><p>A veda&#231;&#227;o incide apenas sobre a perman&#234;ncia no mesmo cargo da Mesa Diretora.</p><p>Assim, &#233; poss&#237;vel que um parlamentar ocupe sucessivamente cargos distintos.</p><p>Por exemplo:</p><ul><li><p>Presidente &#8594; Vice-Presidente;</p></li><li><p>Presidente &#8594; Secret&#225;rio;</p></li><li><p>Vice-Presidente &#8594; Presidente.</p></li></ul><p>O que o STF pretende evitar &#233; a perpetua&#231;&#227;o da mesma pessoa na mesma posi&#231;&#227;o de comando.</p><h2>A diferen&#231;a em rela&#231;&#227;o ao Congresso Nacional</h2><p>No &#226;mbito do Congresso Nacional, a situa&#231;&#227;o &#233; diferente.</p><p>Ali, a veda&#231;&#227;o decorre diretamente do art. 57, &#167; 4&#186;, da Constitui&#231;&#227;o Federal.</p><p>J&#225; nas Assembleias Legislativas, a limita&#231;&#227;o n&#227;o nasce da aplica&#231;&#227;o direta desse dispositivo, mas dos princ&#237;pios constitucionais republicanos que impedem a perpetua&#231;&#227;o indefinida no poder.</p><h2>Conclus&#227;o</h2><p>A jurisprud&#234;ncia do STF procurou conciliar dois valores constitucionais relevantes: de um lado, a autonomia dos Estados-membros; de outro, a necessidade de preservar a altern&#226;ncia de poder e a l&#243;gica republicana.</p><p>Assim, o Supremo concluiu que os Estados n&#227;o s&#227;o obrigados a reproduzir a regra do art. 57, &#167; 4&#186;, da Constitui&#231;&#227;o Federal. Todavia, essa liberdade n&#227;o autoriza a forma&#231;&#227;o de lideran&#231;as permanentes no comando das Assembleias Legislativas. A reelei&#231;&#227;o para o mesmo cargo &#233; poss&#237;vel, mas apenas uma vez.</p><p>Trata-se de um importante precedente para compreender os limites da autonomia estadual e a for&#231;a normativa dos princ&#237;pios republicano e democr&#225;tico na organiza&#231;&#227;o dos Poderes Legislativos estaduais.</p><p>Esse texto j&#225; est&#225; em formato adequado para publica&#231;&#227;o em blog jur&#237;dico, newsletter ou Substack voltado &#224; prepara&#231;&#227;o para concursos e carreiras jur&#237;dicas.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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NATUREZA E POSI&#199;&#195;O</h2><p>&#211;rg&#227;o jurisdicional do sistema interamericano<br>Vinculado &#224; Organiza&#231;&#227;o dos Estados Americanos<br>Aplica a Conven&#231;&#227;o Americana sobre Direitos Humanos</p><p>&#128204; Fun&#231;&#245;es:</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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COMPOSI&#199;&#195;O </h2><ul><li><p>7 ju&#237;zes</p></li><li><p>Mandato: 6 anos, com uma recondu&#231;&#227;o poss&#237;vel</p></li><li><p>Eleitos pela Assembleia-Geral da OEA</p></li><li><p>Atuam a t&#237;tulo pessoal (n&#227;o representam pa&#237;ses)</p></li></ul><p>&#128204; Regras importantes:</p><ul><li><p>N&#227;o pode haver dois ju&#237;zes da mesma nacionalidade</p></li><li><p>Exig&#234;ncia: alta autoridade moral + not&#243;rio saber em direitos humanos</p></li></ul><div><hr></div><h2>&#9878;&#65039; 3. JUIZ AD HOC</h2><p>Se um Estado &#233; parte no processo:</p><ul><li><p>Juiz nacional do Estado permanece no julgamento</p></li><li><p>Outro Estado pode indicar juiz ad hoc</p></li></ul><p>&#128204; Situa&#231;&#245;es:</p><ul><li><p>Se s&#243; um Estado tem juiz &#8594; outro pode indicar</p></li><li><p>Se nenhum tem &#8594; ambos podem indicar</p></li></ul><div><hr></div><h2>&#129518; 4. QU&#211;RUM</h2><ul><li><p>M&#237;nimo de 5 ju&#237;zes para delibera&#231;&#227;o</p></li></ul><div><hr></div><h2>&#9881;&#65039; 5. COMPET&#202;NCIA </h2><h3>&#128313; A) CONTENCIOSA (julgar casos)</h3><p>A Corte julga:</p><ul><li><p>Viola&#231;&#245;es &#224; Conven&#231;&#227;o Americana</p></li></ul><p>&#128204; Quem pode provocar:</p><ul><li><p>Estados</p></li><li><p>Comiss&#227;o Interamericana de Direitos Humanos</p></li></ul><p>&#128680; Ponto crucial de prova:<br>&#128073; Indiv&#237;duos N&#195;O t&#234;m acesso direto &#224; Corte</p><div><hr></div><h3>&#128313; Requisitos para julgamento:</h3><ul><li><p>Esgotamento dos recursos internos</p></li><li><p>Passagem pr&#233;via pela Comiss&#227;o</p></li></ul><div><hr></div><h3>&#128313; Cl&#225;usula de aceita&#231;&#227;o </h3><p>&#128073; Para que um Estado seja julgado ou possa atuar perante a Corte, <strong>n&#227;o basta ser membro da OEA</strong>.</p><p>S&#227;o necess&#225;rios <strong>DOIS requisitos cumulativos</strong>:</p><ol><li><p><strong>Ratificar a Conven&#231;&#227;o Americana</strong></p></li><li><p><strong>Reconhecer a jurisdi&#231;&#227;o da Corte (art. 62)</strong></p></li></ol><p>&#128680; Sem esses dois requisitos:<br>&#128073; <strong>A Corte N&#195;O tem compet&#234;ncia contenciosa sobre o Estado</strong></p><div><hr></div><h3>&#128313; Legitimidade ativa </h3><p>&#128073; Nem todo Estado da OEA pode propor a&#231;&#227;o.</p><ul><li><p>Estado que <strong>ratificou a Conven&#231;&#227;o e reconheceu a jurisdi&#231;&#227;o</strong> &#8594; &#9989; pode propor a&#231;&#227;o</p></li><li><p>Estado que <strong>n&#227;o ratificou a Conven&#231;&#227;o</strong> &#8594; &#10060; n&#227;o pode propor a&#231;&#227;o</p></li></ul><p>&#128204; Consequ&#234;ncia:<br>&#128073; Estados fora da Conven&#231;&#227;o <strong>n&#227;o litigam na Corte (nem como autor, nem como r&#233;u)</strong></p><div><hr></div><h3>&#128313; B) CONSULTIVA</h3><p>A Corte pode:</p><ul><li><p>Interpretar tratados de direitos humanos</p></li><li><p>Analisar compatibilidade de leis internas</p></li></ul><p>&#128204; Quem pode consultar:</p><ul><li><p>Estados</p></li><li><p>&#211;rg&#227;os da OEA</p></li></ul><div><hr></div><h3>&#128313; Detalhe essencial </h3><p>&#128073; <strong>Estados que N&#195;O ratificaram a Conven&#231;&#227;o tamb&#233;m podem consultar a Corte</strong></p><p>&#10004; Consulta &#8594; n&#227;o exige ades&#227;o nem reconhecimento de jurisdi&#231;&#227;o<br>&#10004; Contencioso &#8594; exige ambos</p><div><hr></div><h2>&#128680; 6. PODERES DA CORTE</h2><h3>&#128313; Ao reconhecer viola&#231;&#227;o:</h3><p>A Corte pode:</p><ul><li><p>Determinar cessa&#231;&#227;o da viola&#231;&#227;o</p></li><li><p>Impor repara&#231;&#245;es</p></li><li><p>Fixar indeniza&#231;&#227;o</p></li></ul><h3>&#128313; MEDIDAS PROVIS&#211;RIAS</h3><p>Em casos de:</p><ul><li><p>Urg&#234;ncia</p></li><li><p>Gravidade</p></li><li><p>Risco de dano irrepar&#225;vel</p></li></ul><p>&#128073; Pode atuar:</p><ul><li><p>Em caso j&#225; em julgamento</p></li><li><p>Ou antes, a pedido da Comiss&#227;o</p></li></ul><div><hr></div><h2>&#129534; 7. SENTEN&#199;A </h2><ul><li><p>Deve ser fundamentada</p></li><li><p>Pode ter voto dissidente</p></li><li><p>&#201; definitiva e inapel&#225;vel</p></li></ul><p>&#128204; Exce&#231;&#227;o:<br>&#128073; Cabe interpreta&#231;&#227;o da senten&#231;a (n&#227;o &#233; recurso)</p><div><hr></div><h2>&#128204; 8. EXECU&#199;&#195;O DAS DECIS&#213;ES</h2><ul><li><p>Estados s&#227;o obrigados a cumprir</p></li><li><p>Indeniza&#231;&#227;o pode ser executada internamente</p></li></ul><p>&#128680; Problema cl&#225;ssico:<br>&#128073; A Corte N&#195;O possui meios diretos de coer&#231;&#227;o</p><div><hr></div><h2>&#128202; 9. CONTROLE DE CUMPRIMENTO</h2><ul><li><p>A Corte supervisiona o cumprimento</p></li><li><p>Informa &#224; Assembleia-Geral da OEA casos de descumprimento</p></li></ul><div><hr></div><h2>&#129513; 10. PAPEL DA COMISS&#195;O </h2><p>A Comiss&#227;o Interamericana de Direitos Humanos:</p><ul><li><p>Atua como &#8220;filtro&#8221;</p></li><li><p>Leva casos &#224; Corte</p></li><li><p>Sempre participa do processo</p></li></ul><h2>&#9888;&#65039; Onde costuma dar confus&#227;o</h2><p>Na pr&#225;tica, <strong>quem normalmente leva os casos &#233; a CIDH</strong>, porque:</p><ul><li><p>o indiv&#237;duo s&#243; peticiona &#224; Comiss&#227;o;</p></li><li><p>a Comiss&#227;o faz o filtro e, se n&#227;o houver solu&#231;&#227;o, <strong>remete &#224; Corte</strong>.</p></li></ul><p>Mas isso <strong>n&#227;o exclui</strong> a legitimidade dos Estados.</p><div><hr></div><ul><li><p><strong>Refinamento:</strong> Ap&#243;s o caso ter sido enviado pela Comiss&#227;o ou por um Estado e a den&#250;ncia ter sido admitida, o indiv&#237;duo passa a ter <strong>capacidade postulat&#243;ria plena</strong> perante a Corte (pode apresentar pedidos, argumentos e provas de forma aut&#244;noma).</p></li><li><p><strong>Resumo para prova:</strong> O indiv&#237;duo n&#227;o tem <em>locus standi</em> para <strong>provocar</strong> (iniciar) a jurisdi&#231;&#227;o da Corte, mas tem plena participa&#231;&#227;o ap&#243;s o processo ser instaurado.</p></li></ul><div><hr></div><h2>&#128257; 11. FLUXO COMPLETO (VIS&#195;O DE PROVA)</h2><ol><li><p>Viola&#231;&#227;o de direitos humanos</p></li><li><p>Caso vai &#224; Comiss&#227;o</p></li><li><p>Comiss&#227;o analisa</p></li><li><p>Se n&#227;o resolvido &#8594; envia &#224; Corte</p></li><li><p>Corte julga</p></li><li><p>Senten&#231;a definitiva</p></li><li><p>Estado deve cumprir</p></li></ol><div><hr></div><h2>&#9878;&#65039; 12. PAR&#194;METRO DE DIREITOS HUMANOS</h2><p>&#128073; A Corte <strong>n&#227;o aplica apenas a Conven&#231;&#227;o Americana</strong></p><p>Ela pode utilizar:</p><ul><li><p>A pr&#243;pria Conven&#231;&#227;o</p></li><li><p>Outros tratados internacionais de direitos humanos</p></li><li><p>O chamado <strong>corpus juris interamericano</strong></p></li></ul><div><hr></div><h2>&#129504; 13. PEGADINHAS CL&#193;SSICAS (FGV)</h2><p>&#10060; Indiv&#237;duo pode acionar a Corte diretamente &#8594; ERRADO<br>&#10060; Basta ser da OEA para ser julgado &#8594; ERRADO<br>&#10060; Estado n&#227;o aderente pode propor a&#231;&#227;o &#8594; ERRADO<br>&#10060; Existe recurso contra senten&#231;a &#8594; ERRADO<br>&#10060; Corte executa diretamente suas decis&#245;es &#8594; ERRADO<br>&#10060; S&#243; Conven&#231;&#227;o pode ser par&#226;metro &#8594; ERRADO</p><p>&#10004; Precisa Conven&#231;&#227;o + aceita&#231;&#227;o da jurisdi&#231;&#227;o<br>&#10004; Estados n&#227;o aderentes podem consultar<br>&#10004; Senten&#231;a &#233; definitiva<br>&#10004; Comiss&#227;o sempre participa<br>&#10004; H&#225; medidas provis&#243;rias<br>&#10004; Estados devem cumprir</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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correto.</p><p>Mas, para fins de compreens&#227;o operacional da decis&#227;o, o n&#250;cleo poderia ser condensado assim:</p><blockquote><p>Legislativo estadual deve implementar regime de subs&#237;dio para delegados de pol&#237;cia.</p></blockquote><p>Em uma linha, voc&#234; entende:</p><ul><li><p>quem deve agir;</p></li><li><p>qual obriga&#231;&#227;o existe;</p></li><li><p>o que o STF determinou.</p></li></ul><div><hr></div><h1>Outro exemplo: advocacia p&#250;blica e OAB</h1><p>O STF escreveu:</p><blockquote><p>&#8220;A fun&#231;&#227;o essencial &#224; Justi&#231;a da advocacia &#233; una e indivis&#237;vel, n&#227;o comportando fragmenta&#231;&#227;o em categorias profissionais distintas com base no v&#237;nculo (p&#250;blico ou privado) do profissional.&#8221;</p></blockquote><p>E tamb&#233;m:</p><blockquote><p>&#8220;O exerc&#237;cio do cargo de advogado p&#250;blico pressup&#245;e o cumprimento dos deveres &#233;tico-profissionais fiscalizados pela OAB.&#8221;</p></blockquote><p>Tudo isso fundamenta a decis&#227;o.</p><p>Mas a consequ&#234;ncia jur&#237;dica concreta ficou muito mais clara para mim quando condensada assim:</p><blockquote><p>Advogado p&#250;blico &#233; disciplinado pela pr&#243;pria institui&#231;&#227;o, mas deve ter inscri&#231;&#227;o na OAB e pode exercer advocacia privada se a carreira n&#227;o for exclusiva, respondendo &#224; OAB nessa atua&#231;&#227;o privada.</p></blockquote><p>Agora fica evidente:</p><ul><li><p>quem fiscaliza o qu&#234;;</p></li><li><p>quando a OAB atua;</p></li><li><p>quando ela n&#227;o atua;</p></li><li><p>se pode haver advocacia privada.</p></li></ul><div><hr></div><h1>Minist&#233;rio P&#250;blico e sucumb&#234;ncia</h1><p>O STF afirmou:</p><blockquote><p>&#8220;N&#227;o sendo poss&#237;vel sua condena&#231;&#227;o ao pagamento de despesas processuais e honor&#225;rios de sucumb&#234;ncia, sob pena de ferimento &#224; sua independ&#234;ncia e autonomia.&#8221;</p></blockquote><p>Mas tamb&#233;m disse:</p><blockquote><p>&#8220;Quando houver necessidade de arcar com encargos financeiros relacionados &#224; produ&#231;&#227;o de prova pericial requerida pelo Minist&#233;rio P&#250;blico, o custeio dever&#225; ser suportado pelo &#243;rg&#227;o ministerial.&#8221;</p></blockquote><p>A s&#237;ntese operacional:</p><blockquote><p>Minist&#233;rio P&#250;blico n&#227;o paga custas processuais nem honor&#225;rios de sucumb&#234;ncia, mas deve custear per&#237;cia que requerer.</p></blockquote><div><hr></div><h1>Benef&#237;cios fiscais e responsabilidade fiscal</h1><p>Na ADI 7.633/DF, o STF escreveu:</p><blockquote><p>&#8220;O equil&#237;brio das contas p&#250;blicas e a sustentabilidade or&#231;ament&#225;ria imp&#245;em ao legislador o dever de transpar&#234;ncia, consistente na demonstra&#231;&#227;o de como a perda de arrecada&#231;&#227;o ser&#225; suprida.&#8221;</p></blockquote><p>A consequ&#234;ncia concreta da decis&#227;o:</p><blockquote><p>Benef&#237;cio fiscal e redu&#231;&#227;o de contribui&#231;&#227;o previdenci&#225;ria exigem estimativa de impacto or&#231;ament&#225;rio-financeiro e medida de compensa&#231;&#227;o.</p></blockquote><div><hr></div><h1>O ponto n&#227;o &#233; &#8220;simplificar&#8221;</h1><p>O ponto n&#227;o &#233; transformar direito em slogan.</p><p>&#201; separar:</p><h2>fundamenta&#231;&#227;o</h2><p>de</p><h2>consequ&#234;ncia jur&#237;dica concreta</h2><p>A fundamenta&#231;&#227;o importa.</p><p>Mas, para estudar jurisprud&#234;ncia, uma pergunta costuma ser decisiva:</p><blockquote><p>&#8220;O que mudou no mundo depois dessa decis&#227;o?&#8221;</p></blockquote><p>Quando voc&#234; for&#231;a essa pergunta, muita coisa acess&#243;ria desaparece.</p><p>E sobra o n&#250;cleo normativo real.</p><div><hr></div><h1>Uma regra simples que comecei a usar</h1><p>Se a frase n&#227;o responde rapidamente:</p><ul><li><p>o que pode;</p></li><li><p>o que n&#227;o pode;</p></li><li><p>quem ganhou poder;</p></li><li><p>qual pr&#225;tica foi validada;</p></li></ul><p>ent&#227;o provavelmente ela tem baixa densidade informacional.</p><div><hr></div><h1>O paradoxo</h1><p>Curiosamente, quanto melhor voc&#234; compreende a decis&#227;o, menor ela tende a ficar.</p><p>Porque compreens&#227;o profunda normalmente permite:</p><ul><li><p>separar n&#250;cleo de ornamento;</p></li><li><p>efeito jur&#237;dico de ret&#243;rica institucional;</p></li><li><p>consequ&#234;ncia pr&#225;tica de fundamenta&#231;&#227;o perif&#233;rica.</p></li></ul><p>Talvez a melhor forma de estudar jurisprud&#234;ncia seja exatamente essa:</p><p>&#128204; ler decis&#245;es n&#227;o apenas como textos jur&#237;dicos, mas como mapas de consequ&#234;ncias concretas no mundo real.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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Coronel saiu do comando &#8594; vai para reserva</h2><p>A lei de Alagoas previa que coron&#233;is ocupantes dos cargos de:</p><ul><li><p>comandante-geral;</p></li><li><p>subcomandante-geral;</p></li></ul><p>ao deixarem esses cargos:</p><p>&#10145; seriam automaticamente transferidos para a reserva remunerada.</p><h3>Por que isso era pol&#234;mico?</h3><p>Porque isso n&#227;o existia exatamente da mesma forma no modelo federal.</p><p>A cr&#237;tica era:</p><blockquote><p>&#8220;O estado criou uma aposentadoria compuls&#243;ria disfar&#231;ada.&#8221;</p></blockquote><p>Mas o estado defendia que a medida servia para:</p><ul><li><p>preservar a hierarquia;</p></li><li><p>evitar disputas internas;</p></li><li><p>impedir que ex-comandantes continuassem influenciando a corpora&#231;&#227;o;</p></li><li><p>facilitar a renova&#231;&#227;o do comando.</p></li></ul><p>O STF concordou.</p><div><hr></div><h2>2. QOEM e QOE receberam tratamento diferente</h2><p>Aqui entra um ponto importante.</p><h3>QOEM</h3><p>&#201; o quadro dos oficiais de comando da PM:</p><ul><li><p>coron&#233;is;</p></li><li><p>chefias estrat&#233;gicas;</p></li><li><p>dire&#231;&#227;o operacional.</p></li></ul><h3>QOE</h3><p>&#201; um quadro mais t&#233;cnico/especializado:</p><ul><li><p>apoio administrativo;</p></li><li><p>log&#237;stica;</p></li><li><p>fun&#231;&#245;es t&#233;cnicas.</p></li></ul><p>A lei estadual criou tempos diferentes para ida &#224; reserva:</p><ul><li><p>QOEM &#8594; 35 anos;</p></li><li><p>QOE &#8594; 42 anos.</p></li></ul><p>A l&#243;gica era simples:</p><blockquote><p>quem ocupa a c&#250;pula do comando precisa de renova&#231;&#227;o mais r&#225;pida.</p></blockquote><p>O STF considerou a diferencia&#231;&#227;o leg&#237;tima porque os quadros possuem:</p><ul><li><p>fun&#231;&#245;es distintas;</p></li><li><p>impactos institucionais diferentes;</p></li><li><p>posi&#231;&#245;es diversas na estrutura hier&#225;rquica.</p></li></ul><div><hr></div><h2>3. Idades pr&#243;prias para reserva e reforma</h2><p>A lei de Alagoas tamb&#233;m fixou:</p><ul><li><p>reserva remunerada &#8594; 67 anos;</p></li><li><p>reforma &#8594; 72 anos.</p></li></ul><p>A discuss&#227;o era:</p><blockquote><p>o estado pode escolher essas idades ou precisa copiar o padr&#227;o federal?</p></blockquote><p>O STF entendeu que os estados possuem espa&#231;o para regulamentar essas peculiaridades, desde que respeitem os par&#226;metros gerais da Uni&#227;o.</p><div><hr></div><h1>Ent&#227;o o que os estados ganharam?</h1><p>Aqui est&#225; o ponto mais importante do julgamento.</p><p>O STF afirmou que existe:</p><h2>&#8220;simetria relativa&#8221;</h2><p>entre:</p><ul><li><p>militares federais;</p></li><li><p>militares estaduais.</p></li></ul><p>Traduzindo:</p><p>&#128204; os estados devem seguir a estrutura b&#225;sica federal,<br>MAS<br>&#128204; n&#227;o precisam reproduzir literalmente todas as regras da Uni&#227;o.</p><div><hr></div><h1>O que isso significa na pr&#225;tica?</h1><p>Depois da ADI 7.777/AL, ficou fortalecido o entendimento de que os estados podem criar regras pr&#243;prias sobre:</p><ul><li><p>idade de reserva;</p></li><li><p>idade de reforma;</p></li><li><p>crit&#233;rios de passagem para inatividade;</p></li><li><p>din&#226;mica da carreira militar;</p></li><li><p>organiza&#231;&#227;o da hierarquia interna;</p></li><li><p>diferencia&#231;&#227;o entre quadros;</p></li><li><p>regras espec&#237;ficas para coron&#233;is e cargos de comando.</p></li></ul><p>Desde que:</p><ul><li><p>respeitem normas gerais federais;</p></li><li><p>observem a razoabilidade;</p></li><li><p>preservem hierarquia e disciplina.</p></li></ul><div><hr></div><h1>O que o STF rejeitou?</h1><p>O Tribunal rejeitou a ideia de:</p><h2>&#8220;simetria absoluta&#8221;</h2><p>Ou seja:</p><p>&#10060; militar estadual n&#227;o precisa ser uma c&#243;pia exata do militar federal.</p><p>Se a tese da PGR tivesse vencido:</p><ul><li><p>os estados teriam pouca margem de organiza&#231;&#227;o pr&#243;pria;</p></li><li><p>a Uni&#227;o praticamente centralizaria toda a disciplina da carreira militar estadual.</p></li></ul><div><hr></div><h1>O pano de fundo pol&#237;tico do caso</h1><p>A discuss&#227;o n&#227;o era apenas t&#233;cnica.</p><p>Existiam interesses institucionais fortes:</p><ul><li><p>renova&#231;&#227;o da c&#250;pula das PMs;</p></li><li><p>controle interno da hierarquia;</p></li><li><p>preven&#231;&#227;o de disputas de comando;</p></li><li><p>gest&#227;o previdenci&#225;ria;</p></li><li><p>autonomia federativa dos estados.</p></li></ul><p>O STF acabou fortalecendo o modelo de:</p><h2>federalismo cooperativo</h2><p>em que:</p><ul><li><p>a Uni&#227;o estabelece bases gerais;</p></li><li><p>os estados regulam peculiaridades locais.</p></li></ul><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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STF &#8212; RE 466.343/SP</h2><p>Esse &#233; o grande precedente brasileiro sobre status dos tratados de direitos humanos, proferido em 2008.</p><h3>Julgado:</h3><p>Recurso Extraordin&#225;rio 466.343/SP</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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Corte IDH &#8212; Caso Almonacid Arellano vs. Chile</h2><p>Esse &#233; o precedente cl&#225;ssico do controle de convencionalidade.</p><h3>Julgado:</h3><p>Caso Almonacid Arellano y otros vs. Chile</p><p>A Corte Interamericana de Direitos Humanos - Corte IDH - afirmou que:</p><ul><li><p>ju&#237;zes nacionais devem realizar &#8220;uma esp&#233;cie de controle de convencionalidade&#8221;;</p></li><li><p>normas internas incompat&#237;veis com a Conven&#231;&#227;o Americana n&#227;o devem ser aplicadas.</p></li></ul><p>Esse caso &#233; praticamente obrigat&#243;rio em prova.</p><div><hr></div><h2>3. Corte IDH &#8212; Caso Gelman vs. Uruguai</h2><p>Aqui a Corte ampliou a ideia.</p><h3>Julgado:</h3><p>Caso Gelman vs. Uruguai</p><p>A Corte afirmou que:</p><ul><li><p>o dever de compatibiliza&#231;&#227;o n&#227;o &#233; apenas do Judici&#225;rio;</p></li><li><p>todos os &#243;rg&#227;os estatais devem observar a Conven&#231;&#227;o Americana conforme suas compet&#234;ncias.</p></li></ul><p>&#201; da&#237; que vem a ideia de que a</p><blockquote><p>administra&#231;&#227;o p&#250;blica, MP, defensoria etc. tamb&#233;m podem/devem exercer controle de convencionalidade.</p></blockquote><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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Quest&#227;o central do julgamento</h2><p>O STF analisou:</p><p>&#128204; se o Decreto n&#186; 11.150/2022:</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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Conceito de superendividamento</h2><p>&#128204; Superendividamento:</p><p>impossibilidade manifesta de o consumidor de boa-f&#233; pagar suas d&#237;vidas sem comprometer o m&#237;nimo existencial.</p><div><hr></div><h2>4. O que &#233; m&#237;nimo existencial?</h2><p>&#128204; N&#250;cleo m&#237;nimo de renda indispens&#225;vel:</p><ul><li><p>subsist&#234;ncia digna;</p></li><li><p>sobreviv&#234;ncia material;</p></li><li><p>preserva&#231;&#227;o da dignidade humana.</p></li></ul><div><hr></div><h2>5. Posi&#231;&#227;o central do STF</h2><p>&#128204; &#201; constitucional a fixa&#231;&#227;o do m&#237;nimo existencial por decreto.</p><p>Desde que:</p><ul><li><p>exista reavalia&#231;&#227;o peri&#243;dica;</p></li><li><p>baseada em estudos t&#233;cnicos.</p></li></ul><div><hr></div><h2>6. Natureza do m&#237;nimo existencial</h2><p>Ponto muito importante.</p><p>O STF afirmou:</p><p>&#128204; o m&#237;nimo existencial N&#195;O &#233; valor fixo e imut&#225;vel.</p><p>&#201;:</p><ul><li><p>conceito vari&#225;vel;</p></li><li><p>dependente:</p><ul><li><p>da realidade econ&#244;mica;</p></li><li><p>do custo de vida;</p></li><li><p>das condi&#231;&#245;es sociais.</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>7. Defer&#234;ncia institucional</h2><p>O STF reconheceu:</p><p>&#128204; defini&#231;&#227;o monet&#225;ria envolve escolhas distributivas complexas.</p><p>Por isso:</p><ul><li><p>h&#225; defer&#234;ncia ao Executivo e aos &#243;rg&#227;os t&#233;cnicos.</p></li></ul><div><hr></div><h2>8. O problema do Decreto n&#186; 11.150/2022</h2><p>O decreto:</p><h3>(i) fixou m&#237;nimo existencial em R$ 600,00;</h3><h3>(ii) excluiu certas d&#237;vidas do c&#225;lculo.</h3><div><hr></div><h2>9. O STF manteve o valor de R$ 600?</h2><p>&#128204; Sim.</p><p>Mas com condi&#231;&#227;o importante:</p><ul><li><p>necessidade de:</p><ul><li><p>AIR (An&#225;lise de Impacto Regulat&#243;rio);</p></li><li><p>ARR (Avalia&#231;&#227;o de Resultado Regulat&#243;rio);</p></li><li><p>revis&#227;o anual.</p></li></ul></li></ul><div><hr></div><h2>10. Governan&#231;a t&#233;cnica obrigat&#243;ria</h2><p>O STF exigiu:</p><p>&#128204; decis&#245;es p&#250;blicas e motivadas.</p><p>Ou seja:</p><ul><li><p>transpar&#234;ncia;</p></li><li><p>fundamenta&#231;&#227;o t&#233;cnica;</p></li><li><p>atualiza&#231;&#227;o peri&#243;dica.</p></li></ul><div><hr></div><h2>11. Cr&#233;dito consignado: ponto central do julgamento</h2><p>O STF declarou:</p><p>&#128204; INCONSTITUCIONAL</p><p>a exclus&#227;o autom&#225;tica do cr&#233;dito consignado do c&#225;lculo do superendividamento.</p><div><hr></div><h2>12. Fundamento da inconstitucionalidade</h2><p>O consignado:</p><ul><li><p>frequentemente financia consumo;</p></li><li><p>compromete fortemente renda mensal.</p></li></ul><p>&#128204; Exclu&#237;-lo artificialmente distorce o diagn&#243;stico do superendividamento.</p><div><hr></div><h2>13. Rela&#231;&#227;o com o CDC</h2><p>O STF refor&#231;ou:</p><p>&#128204; finalidade protetiva do CDC:</p><ul><li><p>tutela da vulnerabilidade;</p></li><li><p>preserva&#231;&#227;o da dignidade do consumidor;</p></li><li><p>prote&#231;&#227;o do m&#237;nimo existencial.</p></li></ul><div><hr></div><h2>14. Ensinamentos para concursos (bullet points)</h2><ul><li><p>Lei n&#186; 14.181/2021 criou regime do superendividamento.</p></li><li><p>Superendividamento exige boa-f&#233; do consumidor.</p></li><li><p>M&#237;nimo existencial &#233; n&#250;cleo m&#237;nimo de subsist&#234;ncia digna.</p></li><li><p>STF admite regulamenta&#231;&#227;o por decreto.</p></li><li><p>Valor do m&#237;nimo existencial n&#227;o &#233; absoluto nem imut&#225;vel.</p></li><li><p>Par&#226;metros econ&#244;micos exigem defer&#234;ncia institucional.</p></li><li><p>AIR e ARR devem fundamentar revis&#245;es peri&#243;dicas.</p></li><li><p>Atualiza&#231;&#227;o do m&#237;nimo existencial deve ser anual.</p></li><li><p>Exclus&#227;o autom&#225;tica do consignado &#233; inconstitucional.</p></li><li><p>Cr&#233;dito consignado integra an&#225;lise do superendividamento.</p></li><li><p>CDC possui finalidade protetiva e social.</p></li><li><p>Julgamento refor&#231;a prote&#231;&#227;o da dignidade do consumidor.</p></li></ul><div><hr></div><h2>15. Perguntas para serem respondidas oralmente</h2><ol><li><p>O que &#233; superendividamento segundo o CDC?</p></li><li><p>O que se entende por m&#237;nimo existencial?</p></li><li><p>O m&#237;nimo existencial pode ser fixado por decreto?</p></li><li><p>Qual foi a posi&#231;&#227;o do STF sobre o Decreto n&#186; 11.150/2022?</p></li><li><p>O STF considerou constitucional o valor de R$ 600,00?</p></li><li><p>Por que o m&#237;nimo existencial n&#227;o pode ser considerado conceito fixo?</p></li><li><p>O que s&#227;o AIR e ARR?</p></li><li><p>Por que o STF invalidou a exclus&#227;o do cr&#233;dito consignado?</p></li><li><p>Como o julgamento se relaciona com a dignidade da pessoa humana?</p></li><li><p>Qual o papel do CDC na prote&#231;&#227;o do consumidor superendividado?</p></li></ol><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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Tese central do Supremo Tribunal Federal (HC 232.627/DF)</h3><p>&#128204; O foro por prerrogativa <strong>subsiste ap&#243;s o t&#233;rmino do cargo</strong> quando o crime for:</p><ul><li><p>praticado <strong>durante o exerc&#237;cio do cargo</strong></p></li><li><p><strong>em raz&#227;o das fun&#231;&#245;es</strong></p></li></ul><p>&#10145;&#65039; <strong>Mesmo que</strong> a investiga&#231;&#227;o ou a&#231;&#227;o penal comece depois da sa&#237;da.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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O problema hist&#243;rico (oscila&#231;&#227;o do STF)</h3><p>O STF j&#225; mudou de posi&#231;&#227;o v&#225;rias vezes:</p><ul><li><p>(i) <strong>S&#250;mula 394 (cancelada)</strong> &#8594; foro mesmo ap&#243;s sa&#237;da</p></li><li><p>(ii) <strong>QO no Inq 687</strong> &#8594; foro acaba com o cargo</p></li><li><p>(iii) <strong>QO na AP 937</strong> &#8594; foro s&#243; para crimes:</p><ul><li><p>no cargo</p></li><li><p>relacionados &#224; fun&#231;&#227;o</p></li></ul></li></ul><p>&#128204; Resultado: <strong>inseguran&#231;a jur&#237;dica + &#8220;sobe e desce&#8221; de compet&#234;ncia</strong></p><div><hr></div><h3>&#128680; 4. A virada no HC 232.627/DF</h3><p>&#128204; O STF abandona o crit&#233;rio puramente temporal e fixa:</p><p>&#128073; <strong>Crit&#233;rio funcional do crime</strong><br>(n&#227;o importa mais se o agente ainda est&#225; no cargo)</p><div><hr></div><h3>&#129513; 5. Problema pr&#225;tico que o STF enfrentou</h3><p>A jurisprud&#234;ncia anterior gerava:</p><ul><li><p>deslocamentos constantes de compet&#234;ncia</p></li><li><p>risco de prescri&#231;&#227;o</p></li><li><p>instabilidade processual</p></li><li><p><strong>manipula&#231;&#227;o do foro (ren&#250;ncia estrat&#233;gica)</strong></p></li></ul><p>&#128204; A nova orienta&#231;&#227;o busca <strong>estabilidade e efici&#234;ncia</strong></p><div><hr></div><h3>&#128204; 6. Regra atual (CORE)</h3><p>Mant&#233;m o foro quando o crime:</p><ul><li><p>ocorreu <strong>no cargo</strong></p></li><li><p>e <strong>em raz&#227;o da fun&#231;&#227;o</strong></p></li></ul><p>&#10145;&#65039; <strong>Mesmo ap&#243;s a sa&#237;da do cargo</strong></p><div><hr></div><h3>&#10060; 7. Quando o foro N&#195;O subsiste</h3><ul><li><p>crime praticado <strong>antes da investidura</strong></p></li><li><p>crime <strong>sem rela&#231;&#227;o com a fun&#231;&#227;o</strong></p></li></ul><div><hr></div><h2>&#9888;&#65039; 8. E o entendimento recente do Superior Tribunal de Justi&#231;a?</h2><p>&#128204; O STJ <strong>n&#227;o aplica automaticamente a mesma l&#243;gica para todos os cargos</strong>.</p><p>&#128073; Para <strong>cargos vital&#237;cios (art. 105, I, CF)</strong>:</p><ul><li><p>o STJ <strong>mant&#233;m o foro mesmo para crimes n&#227;o relacionados &#224; fun&#231;&#227;o</strong></p></li></ul><p>&#128204; Fundamento:</p><ul><li><p>prote&#231;&#227;o da <strong>independ&#234;ncia e imparcialidade institucional</strong></p></li><li><p>evitar julgamento por ju&#237;zes subordinados ao pr&#243;prio tribunal</p></li></ul><p>&#128204; Ou seja:</p><p>&#10145;&#65039; <strong>STF (HC 232.627/DF)</strong> &#8594; crit&#233;rio funcional (para cargos eletivos)<br>&#10145;&#65039; <strong>STJ (posi&#231;&#227;o atual)</strong> &#8594; foro pode subsistir <strong>mesmo sem rela&#231;&#227;o funcional</strong> em cargos vital&#237;cios</p><p>&#128206; Isso foi reafirmado recentemente:</p><div><hr></div><h3>&#129504; 9. Insight de prova (alto n&#237;vel)</h3><p>&#128204; <strong>N&#227;o confunda:</strong></p><ul><li><p>STF &#8594; tende a restringir pelo <strong>crit&#233;rio funcional</strong></p></li><li><p>STJ &#8594; mant&#233;m uma <strong>l&#243;gica institucional mais ampla</strong> para cargos vital&#237;cios</p></li></ul><p>&#128204; Tema ainda <strong>n&#227;o totalmente pacificado</strong> (Tema 1.147/STF pendente)</p><div><hr></div><h3>&#9201;&#65039; 10. Aplica&#231;&#227;o temporal</h3><ul><li><p>aplica&#231;&#227;o <strong>imediata</strong></p></li><li><p>processos em curso</p></li><li><p><strong>atos j&#225; praticados permanecem v&#225;lidos</strong></p></li></ul><div><hr></div><h2>&#127919; 11. Bullet points para prova</h2><ul><li><p>Foro &#8800; privil&#233;gio pessoal</p></li><li><p>Finalidade: prote&#231;&#227;o institucional</p></li><li><p>STF adotou crit&#233;rio <strong>funcional (n&#227;o temporal)</strong></p></li><li><p>Foro subsiste ap&#243;s sa&#237;da (crime funcional)</p></li><li><p>Evita ren&#250;ncia estrat&#233;gica</p></li><li><p>N&#227;o subsiste: crime anterior ou sem rela&#231;&#227;o funcional</p></li><li><p>STJ mant&#233;m foro amplo para cargos vital&#237;cios</p></li><li><p>Tema ainda em consolida&#231;&#227;o no STF</p></li></ul><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://magisreview.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Magis Review! 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