<script data-pm-proxy="intercept"></script><?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[Tá, mas tu come o quê?]]></title><description><![CDATA[Pensamentos de uma nutricionista que se baseia em evidências, anseios pessoais e ama cultura alimentar.]]></description><link>https://tamastucomeoque.substack.com</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!mnVK!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F8d16a2ec-684d-4872-b2c7-3de63e8458af_500x500.png</url><title>Tá, mas tu come o quê?</title><link>https://tamastucomeoque.substack.com</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Fri, 04 Sep 2026 07:33:16 GMT</lastBuildDate><atom:link href="/__u/tamastucomeoque.substack.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Ana, nutricionista 🍓]]></copyright><language><![CDATA[en]]></language><webMaster><![CDATA[tamastucomeoque@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[tamastucomeoque@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Ana, nutricionista]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Ana, nutricionista]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[tamastucomeoque@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[tamastucomeoque@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Ana, nutricionista]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Eu me apaixonei pela alimentação muito antes de me tornar nutricionista.]]></title><description><![CDATA[Cresci em um ambiente onde a alimenta&#231;&#227;o, na maior parte das vezes, era celebrada.]]></description><link>https://tamastucomeoque.substack.com/p/eu-me-apaixonei-por-alimentacao-muito</link><guid isPermaLink="false">https://tamastucomeoque.substack.com/p/eu-me-apaixonei-por-alimentacao-muito</guid><dc:creator><![CDATA[Ana, nutricionista]]></dc:creator><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 22:06:42 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!mnVK!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F8d16a2ec-684d-4872-b2c7-3de63e8458af_500x500.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Cresci em um ambiente onde a alimenta&#231;&#227;o, na maior parte das vezes, era celebrada. Claro, como todo lar dos anos 2000, haviam sim as suas problem&#225;ticas (como uma assinatura da revista Boa Forma, que chegava todo m&#234;s) causadas pela press&#227;o est&#233;tica mas, de forma geral, posso dizer que dei muita sorte de crescer em uma casa que n&#227;o controlava cada quantidade de comida que eu colocava no prato. </p><p>Sempre fomos muito regrados: se est&#225; na mesa, &#233; para comer. Comida n&#227;o tinha dono, no m&#225;ximo durante a refei&#231;&#227;o (somos 4 pessoas e compramos 4 salgados, por l&#243;gica, seria um para cada um) mas, depois, &#233; melhor que algu&#233;m consuma do que estrague. Era um pavor jogar comida fora. Para mim, at&#233; hoje, &#233;. Sempre fa&#231;o o pequeno ritual que aprendi com a minha m&#227;e, que consiste em dar um beijo no que est&#225; indo para o lixo e falar &#8220;que nunca me falte&#8221;. At&#233; hoje nunca faltou.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tamastucomeoque.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscribe&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Thanks for reading T&#225;, mas tu come o qu&#234;?! Subscribe for free to receive new posts and support my work.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Type your email&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscribe"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>Minha m&#227;e, durante o ver&#227;o, tirava dos arm&#225;rios aqueles cl&#225;ssicos copos de milkshake dos anos 90 e servia todos n&#243;s durante o final de semana, geralmente ap&#243;s meu pai cortar a grama em um domingo de sol. Se tiv&#233;ssemos sorte, seria mais um jantar que ele tamb&#233;m se trancaria na cozinha por horas e sairia de l&#225; com uma receita jamais preparada na fam&#237;lia Sedrez, como uma batata recheada, um rocambole doce ou at&#233; um bolo de chocolate que somente ele sabia preparar daquele jeito.</p><p>Eu e meu irm&#227;o com&#237;amos de lambuzar os dedos. </p><p>Sempre gostei de fazer parte, seja estar sentada na mesa da sala enquanto minha m&#227;e simplesmente montava os sandu&#237;ches naturais que vendia na praia durante um curto per&#237;odo da minha inf&#226;ncia, em um banquinho ajudando ela a fazer o seu bolo m&#225;rmore ou tentando espiar pelo buraco da fechadura da cozinha o que meu pai estava inventado. Aos poucos, lembro que comecei a pedir &#8220;deixa eu preparar o almo&#231;o hoje!&#8221;. &#8220;A janta hoje &#233; por minha conta!&#8221; &#8220;Eu fa&#231;o o bife!&#8221;. Nem sempre todos os meus pedidos eram atendidos, mas aproveitava cada chance, nem que fosse para simplesmente poder enrolar as panquecas de couve que a minha m&#227;e preparou com o recheio de guisado. </p><p>Aprendi a comer salada, do x-salada do Gonzaga, com o meu irm&#227;o, enquanto esper&#225;vamos os nossos pais nos buscar ap&#243;s a aula. &#8220;Se tu tirar tu vai estar pagando a mesma coisa, mas por menos comida!&#8221;. Veja, para uma crian&#231;a com torno de 8 anos, foi uma &#243;tima forma de incluir vegetais em um lanche r&#225;pido da escola. </p><p>No meio disso tudo surgiu um transtorno alimentar, me questiono, &#224;s vezes, em que ponto que ele resolveu aparecer pra mim. Meus pais nunca me chamaram de gorda, nunca questionaram o que eu estava comendo, nunca incentivaram a pr&#225;tica de exerc&#237;cios f&#237;sicos enquanto crian&#231;a buscando o emagrecimento. Pelo contr&#225;rio, cresci acompanhando a minha m&#227;e na academia como se fosse uma brincadeira. </p><p>Mas o que sempre me chamou a aten&#231;&#227;o &#233; que, independente de qu&#227;o forte fosse esse fantasma sentado no meu ombro, ele nunca tirou a coisa mais importante de mim:</p><p>entender que comida &#233; amor.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tamastucomeoque.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscribe&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Thanks for reading T&#225;, mas tu come o qu&#234;?! 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Mais f&#225;cil que uma p&#237;lula: basta injetar em si mesma uma vez por semana e pronto, s&#243; aguardar o efeito (que provavelmente vem junto de sintomas como n&#225;useas, enjoos e azia).</p><p>Se voc&#234; nasceu, assim como eu, nos anos 90, provavelmente percebeu alguma semelhan&#231;a com a ideia de <strong>Gera&#231;&#227;o Prozac</strong>. A p&#237;lula da felicidade, que marcou um momento importante na medicaliza&#231;&#227;o psiqui&#225;trica: tornando-a tamb&#233;m um evento cultural.</p><p>Quase como o que vemos hoje com os an&#225;logos de GLP-1, nossas &#8220;canetinhas milagrosas&#8221;, como s&#227;o gentilmente chamadas.</p><p>Seu uso, extremamente necess&#225;rio para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, infelizmente passou, e vem passando, por algo que torna os paralelos ainda mais comuns: <strong>se tornou um status social.</strong></p><p>Algo que vem para revolucionar e trazer mais sa&#250;de tem, ao mesmo tempo, por mais ir&#244;nico que possa parecer, o potencial de tirar sa&#250;de e trazer de volta um problema que estava trancado a sete chaves no passado, ou que fing&#237;amos estar: <strong>a cultura do emagrecimento extremo</strong>, quase como um verdadeiro <em>heroin chic</em>, que foi tend&#234;ncia h&#225; bons anos.</p><p>E talvez essa seja a parte mais perversa: n&#227;o precisamos mais esconder o desejo de emagrecer a qualquer custo atr&#225;s de dietas, ch&#225;s, jejum ou discursos de &#8220;sa&#250;de&#8221;. Agora temos uma tecnologia extremamente eficaz, legitimada pela medicina e desejada socialmente, que pode ser usada para tratar uma doen&#231;a, ou para perseguir um corpo que nunca foi suficientemente magro aos olhos de quem o possui.</p><p><strong>O soldado muda de lado.</strong></p><p>Mas, enquanto ele muda, ainda existem alguns que lembram para que essa ferramenta foi feita e fazem uso dela porque, veja s&#243;, <strong>precisam de tratamento</strong>.</p><p>O problema &#233; que a gente corrompeu tanto o significado dessas canetas que at&#233; quem realmente precisa delas passou a ter que provar que n&#227;o est&#225; usando &#8220;s&#243; para emagrecer&#8221;.</p><p>No fim, conseguimos a proeza: <strong>transformamos um medicamento em objeto de desejo e, depois, come&#231;amos a desconfiar de quem realmente precisa dele</strong></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[É como andar de bicicleta.]]></title><description><![CDATA[Dizem que voc&#234; jamais esquece.]]></description><link>https://tamastucomeoque.substack.com/p/e-como-andar-de-bicicleta</link><guid isPermaLink="false">https://tamastucomeoque.substack.com/p/e-como-andar-de-bicicleta</guid><dc:creator><![CDATA[Ana, nutricionista]]></dc:creator><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 01:36:18 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!mnVK!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F8d16a2ec-684d-4872-b2c7-3de63e8458af_500x500.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Acho que deletei e apaguei o come&#231;o desse texto cerca de seis vezes, mas agora vai. &#201; como andar de bicicleta, a gente nunca esquece, mesmo que demore para pegar o jeito de vez.</p><p>Muita coisa mudou nos &#250;ltimos tr&#234;s anos que escrevi aqui pela &#250;ltima vez. Comecei um mestrado, larguei o mestrado. Engravidei e, exatas 36 semanas depois, conheci o amor da minha vida. Me afastei da nutri&#231;&#227;o, achei que nunca mais iria voltar para ela e, numa decis&#227;o s&#250;bita e levemente impulsiva, me matriculei em uma p&#243;s gradua&#231;&#227;o de alimenta&#231;&#227;o coletiva do IPGS. Definitivamente esse foi o choque que me trouxe de volta ao ritmo sinusal.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tamastucomeoque.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscribe&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Thanks for reading T&#225;, mas tu come o qu&#234;?! 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At&#233; pensei em ir para a queridinha da &#225;rea de diversos colegas, mas, veja bem: qual o melhor lugar para aprender sobre comportamento alimentar se n&#227;o em um lugar que se prop&#245;e a ter disciplinas com Karin Dunker e a pr&#243;pria Marle Alvarenga? Pois &#233;.</p><p>E assim estamos hoje, retomando conte&#250;dos de redes sociais, retomando atendimentos de uma forma perene e bem bonita (com um site e espa&#231;o pr&#243;prio para minhas pacientes, inclusive!) e retomando a confian&#231;a em mim mesma na profiss&#227;o que, conforme deixei claro em sess&#245;es intermin&#225;&#225;&#225;&#225;&#225;&#225;&#225;veis sobre o tema com a minha psic&#243;loga, &#233; o que eu realmente gosto de fazer.</p><p>Para finalizar e n&#227;o ficar maior do que j&#225; ficou, voltaremos a ter atualiza&#231;&#245;es aqui, dessa vez quinzenais.</p><p>&#201; bom estar de volta.</p><p></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tamastucomeoque.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscribe&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Thanks for reading T&#225;, mas tu come o qu&#234;?! 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Aos poucos tudo foi se organizando dentro de mim e a comida voltou a ser vista como uma aliada, n&#227;o como uma fuga.</p><p>Quando eu morava em Pelotas, o meu peso variava entre 55-60kg, e sou uma pessoa com um metro e meio, ent&#227;o mesmo que pudesse ocorrer um leve sobrepeso, n&#227;o era praticamente percept&#237;vel. Sempre tive muita coxa, faz parte do meu biotipo. E, com o passar dos anos, comecei a entender que esse ganho de peso, no meu caso, tamb&#233;m fazia parte de uma recupera&#231;&#227;o de um transtorno alimentar onde j&#225; cheguei a pesar 40 quilos. E, por mais que talvez parecesse saud&#225;vel, quando a gente emagrecesse de formas n&#227;o saud&#225;veis isso fica percept&#237;vel visualmente. N&#227;o na hora, mas uma hora quando revisitamos aquelas fotos percebemos que claramente tinha algo errado ali.</p><p>E essa sempre foi uma grande quest&#227;o pra mim: como eu poderia ser algu&#233;m antigordofobia, mas se tinha pensamentos gordof&#243;bicos comigo mesma? Como eu poderia lutar por uma causa, quando estava internamente com uma muito problem&#225;tica enquanto eu tinha um corpo padr&#227;o? E aos poucos fui melhorando a minha rela&#231;&#227;o com a comida, at&#233; acabar tendo um epis&#243;dio depressivo antes de come&#231;ar a ser medicada corretamente, onde a compuls&#227;o voltou. </p><p>Com o tempo, e posso dizer que ainda estou nesse processo, voltei a lutar contra os meus dem&#244;nios e n&#227;o a deixar eles tomarem conta de mim. Fui ganhando peso, mas me olhando no espelho e sentindo orgulho. Passei por uma pandemia, estou em uma das minhas melhores fases em quest&#227;o de sa&#250;de mental e o principal: estou amando a minha nova forma f&#237;sica. Mas, mesmo tendo ganho cerca de 15kg e eles sendo bem distribu&#237;dos no meu corpo, ainda posso ser vista como padr&#227;o, ou midsize, sofrendo muito menos que pessoas que usam manequim 48 pra cima acabam sofrendo.</p><p>E &#233; a&#237; que entra a quest&#227;o da publica&#231;&#227;o de hoje: de onde vem essa liberdade que os outros tem para comentar dos nossos corpos? Comecei falando de Pelotas l&#225; no come&#231;o justamente por essa quest&#227;o: quando estava saindo da cidade, pronta pra pegar o Uber em dire&#231;&#227;o a rodovi&#225;ria, meu vizinho (que acho importante ressaltar que em 24 anos nunca falou comigo) me viu e veio comentar que eu fiquei mais &#8220;forte&#8221;. &#192;s vezes a gente precisa xingar um idoso, e foi o que fiz. </p><p>Eu tenho todo um hist&#243;rico de cultura alimentar e luta que me fazem ser forte, tenho os conhecimentos te&#243;ricos e pr&#225;ticos necess&#225;rios que aplico diariamente em mim pra n&#227;o deixar isso me afetar mais. Mas e quem n&#227;o tem?</p><p>E quem estivesse sofrendo com o peso, com o pr&#243;prio corpo e ouvisse isso e acabasse ganhando mais um gatilho? </p><p>De onde vem essa liberdade que os outros tem de comentar os nossos corpos, sem n&#243;s pedirmos a opini&#227;o? E aqui entro numa quest&#227;o anterior ao Instagram, anterior &#224;s revistas. De onde surgiu toda essa cultura que qualquer pessoa pode simplesmente se achar no direito de falar algo sobre o nosso f&#237;sico apenas por vontade de falar?</p><p></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tamastucomeoque.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscrever-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Thanks for reading T&#225;, mas tu come o qu&#234;?! 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Mais gastos, conhecer novas pessoas, responsabilidades que muitas vezes voc&#234; n&#227;o estava preparada e a necessidade de encontrar o pertencimento onde voc&#234; sabe: ainda n&#227;o pertence. </p><p>Eu gosto de falar que sou uma das &#250;nicas pelotenses que realmente gosta de Pelotas, mesmo tendo escolhido me mudar da cidade, mas serei sincera - n&#227;o tem um dia que n&#227;o repense a escolha que fiz. Seja pelos meus amigos que ficaram l&#225;, o conforto de ter uma casa cheia de &#225;rvores frut&#237;feras no p&#225;tio ou at&#233; mesmo saber que era s&#243; ir na esquina para comprar um ninho e melhorar um dia cinza. </p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tamastucomeoque.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscrever-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Ei, t&#225; gostando de ler? 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Pelotas me fez amar a culin&#225;ria caseira, aquela que a gente realmente se prende um tempo na cozinha pra lidar com cada ingrediente.</p><p>Tive isso em mente mais forte ainda depois do ano novo, onde depois de uma situa&#231;&#227;o precisei me sentir em um lar e aproveitei para comprar os fios de ovos que estavam vendidos em promo&#231;&#227;o no Zaffari. N&#227;o &#233; uma barra de chocolate que eu quero, mesmo a Neugbauer tendo uma maravilhosa, mas um doce que me lembre casa. Que me lembre que, mesmo provavelmente produzido por uma ind&#250;stria, passou por muito menos processos.</p><p>Comida &#233; sentimento, comida &#233; vida e comida &#233; conforto. O &#250;nico problema &#233; quando a &#250;nica forma de se sentir bem &#233; encontrada nela. O problema &#233; o excesso. O que diferencia um rem&#233;dio de uma droga &#233; a dose. No Natal passei na casa de conhecidos e levei uma torta de maracuj&#225; caseira, bem semelhante com a que a minha m&#227;e faz, e mesmo no meio de v&#225;rias elaboradas com ingredientes chiques fiquei chocada que ela foi super elogiada.</p><p>N&#227;o querendo desvalorizar as pessoas que trabalham com ingredientes que d&#227;o &#8220;valor&#8221; para a comida, mas eu sempre vou preferir o simples. Meu pai sempre me disse: menos &#233; mais. E acho que isso vale pra comida. Menos me lembra a comida de casa, a comida da minha m&#227;e, que o meu pai fazia. Mais me lembra aquela comida que eu sei que posso ir comprar num supermercado.</p><p>Comida simples me lembra casa.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tamastucomeoque.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscrever-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Thanks for reading T&#225;, mas tu come o qu&#234;?! Subscribe for free to receive new posts and support my work.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Type your email&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscrever-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>