<script data-pm-proxy="intercept"></script><?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[TradTalk]]></title><description><![CDATA[TradTalk, o canal tradicional. [Site] Artigos e notícias www.tradtalk.com.br Envie um e-mail para: tradtalk@mail.com]]></description><link>https://tradtalk.substack.com</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!tmbl!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe5547fe2-bea9-463e-9d59-9b8394a62b45_1280x1280.png</url><title>TradTalk</title><link>https://tradtalk.substack.com</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Wed, 02 Sep 2026 17:32:21 GMT</lastBuildDate><atom:link href="/__u/tradtalk.substack.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[TradTalk]]></copyright><language><![CDATA[pt-br]]></language><webMaster><![CDATA[tradtalk@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[tradtalk@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[TradTalk]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[TradTalk]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[tradtalk@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[tradtalk@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[TradTalk]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Catecismo da Obediência: Entrevista com D. Marcel Lefebvre (05/02/1978)]]></title><description><![CDATA[Entrevista em que Dom Lefebvre &#233; confrontado com as perguntas explosivas de Jean-Louis Servan-Screiber. N&#227;o sendo encurralado, acaba entregando um verdadeiro catecismo sobre a obedi&#234;ncia cat&#243;lica.]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/catecismo-da-obediencia-entrevista</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/catecismo-da-obediencia-entrevista</guid><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 16:33:59 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/youtube/w_728,c_limit/zq7JI6tGVfU" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div id="youtube2-zq7JI6tGVfU" class="youtube-wrap" data-attrs="{&quot;videoId&quot;:&quot;zq7JI6tGVfU&quot;,&quot;startTime&quot;:null,&quot;endTime&quot;:null}" data-component-name="Youtube2ToDOM"><div class="youtube-inner"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/zq7JI6tGVfU?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><blockquote><p>Boa noite.</p><p>Nem todos os manifestantes s&#227;o jovens de cabeleiras abundantes. Quem est&#225; hoje &#224; sua frente tem cabelos brancos e carrega o prestigiado t&#237;tulo de bispo, porque Monsenhor Marcel Lefebvre se volta h&#225; alguns anos contra a mais vener&#225;vel das institui&#231;&#245;es, a Igreja Cat&#243;lica. Exatamente um ano atr&#225;s, seus seguidores ocuparam em Paris a Igreja Saint-Nicolas-du-Chardonnet. Eles ainda est&#227;o l&#225;, poucos, mas ferozes. Em nome de qu&#234;? Da tradi&#231;&#227;o religiosa, desrespeitada, dizem eles, pela igreja moderna.</p><p>Seria errado acreditar que &#233; apenas uma quest&#227;o de missa em latim. Para Monsenhor Lefebvre, &#233; desde a Revolu&#231;&#227;o Francesa que tudo est&#225; indo mal, e o cume da decad&#234;ncia foi o Conc&#237;lio Vaticano II em 1962, que entregou, disse ele, a Igreja Cat&#243;lica ao protestantismo. O Papa condenou Marcel Lefebvre. Ele o proibiu de administrar os Sacramentos, mas ele ignorou e continua a ordenar padres. At&#233; agora, no entanto, Roma recuou quanto &#224; excomunh&#227;o.</p><p>O que quer esse homem, que n&#227;o hesita em afirmar que Satan&#225;s tomou conta da Igreja para faz&#234;-la se destruir? Ser&#225; que ele fundar&#225; outra igreja? Ser&#225; que ele acredita que a hist&#243;ria pode de repente voltar atr&#225;s?  Pela primeira vez, ele concordou em se explicar completamente diante das c&#226;meras, aquelas dos question&#225;rios.</p></blockquote><blockquote><p>Monsenhor Lefebvre, uma pergunta simples: o senhor &#233; cat&#243;lico romano?</p></blockquote><p>Perfeitamente, sou completamente cat&#243;lico e completamente romano. Tenho muita estima por Roma, j&#225; que passei todo o meu semin&#225;rio maior l&#225;.</p><p>Eu me formei em Roma e me atenho tanto a Roma que adquiri uma casa em Albano, a 25 km de Roma, para colocar meus jovens sacerdotes l&#225;, para que eles possam passar alguns meses em Roma e se ambientar &#224; cidade de Roma.</p><blockquote><p>Mas o fato de ser cat&#243;lico romano n&#227;o implica obedi&#234;ncia ao Papa e &#224; Igreja representada por ele?</p></blockquote><p>Voc&#234; chegou &#224; quest&#227;o grave e essencial desde o in&#237;cio, e eu n&#227;o me incomodo com isso. A quest&#227;o da obedi&#234;ncia &#233; uma quest&#227;o muito importante, obviamente, especialmente na Igreja Cat&#243;lica, diante da autoridade religiosa.</p><p>Mas, como em toda a obedi&#234;ncia, a autoridade que aplica as leis s&#243; tem direito &#224; obedi&#234;ncia quando usa sua autoridade para obter o fim para o qual recebeu sua autoridade. <strong>Uma autoridade que usa seu poder para se afastar do fim para o qual recebeu sua autoridade n&#227;o tem direito &#224; obedi&#234;ncia.</strong></p><blockquote><p>E como o Papa e a Igreja se afastam desse fim?</p></blockquote><p>Eu acho que, de fato, desde o Conc&#237;lio em particular, o Papa usa sua autoridade para se afastar do fim para o qual a recebeu, que &#233; guardar o dep&#243;sito de f&#233;. Eis que o objetivo para o qual o Papa tem toda a sua autoridade &#233; guardar o dep&#243;sito de f&#233; e guard&#225;-lo fielmente e exatamente. &#201; o que o Papa Pio IX diz que em seu decreto que define a infalibilidade do Papa.</p><p>Consequentemente, o fato de n&#227;o podermos mais guardar a f&#233; cat&#243;lica &#233; uma raz&#227;o pela qual n&#227;o temos nada a obedecer.</p><blockquote><p>&#201; uma acusa&#231;&#227;o obviamente muito forte dizer que o Papa, sucessor de S&#227;o Pedro, n&#227;o guarda o dep&#243;sito da f&#233; cat&#243;lica.</p></blockquote><p>&#201; muito s&#233;rio, muito s&#233;rio, estou completamente ciente.</p><blockquote><p>E qual &#233; a sua defini&#231;&#227;o da conserva&#231;&#227;o dessa f&#233;? O senhor n&#227;o faz uma igualdade entre f&#233; e, basicamente, uma tradi&#231;&#227;o de comportamento externo, um conjunto de ritos que n&#227;o s&#227;o necessariamente f&#233;?</p></blockquote><p>N&#227;o, de jeito nenhum. Quando falo de f&#233;, &#233; o magist&#233;rio oficial da Igreja, do ensinamento oficial da Igreja que a Igreja deu por 2000 anos e que &#233; a transmiss&#227;o exata e fiel da revela&#231;&#227;o que foi dada por Nosso Senhor aos Ap&#243;stolos. E os Ap&#243;stolos confiaram esse dep&#243;sito ao seu sucessor e de m&#227;o em m&#227;o, eu diria de ano a ano, os bispos tiveram que guardar esse dep&#243;sito e dispens&#225;-lo aos fi&#233;is. Esse &#233; o papel dos bispos, esse &#233; o papel do Papa.</p><p>No entanto, atualmente, desde o Conc&#237;lio Vaticano II, parece que esse dep&#243;sito da f&#233; n&#227;o &#233; mais guardado fielmente. <strong>Temos influ&#234;ncias liberais e protestantes no interior da Igreja que destroem o dep&#243;sito da f&#233;.</strong></p><blockquote><p>Ent&#227;o o senhor acabou de explicar, de expressar, que a f&#233; &#233; um conjunto de manifesta&#231;&#245;es. Em outras palavras, isso &#233; um pouco do que Pascal disse: ajoelhe-se e voc&#234; acreditar&#225;.</p></blockquote><p>N&#227;o, n&#227;o &#233; uma quest&#227;o de manifesta&#231;&#227;o, &#233; uma quest&#227;o de verdade. Portanto, &#233; uma quest&#227;o de afirma&#231;&#245;es feitas como o nosso Credo, por exemplo. Pegue, se quiser, o Credo.  Bem, o Credo deve ser transmitido fielmente e n&#227;o deve ser interpretado em certo sentido que n&#227;o corresponda mais &#224; f&#233; que os Ap&#243;stolos nos deram no Credo. Isso &#233; o que &#233; t&#227;o importante. Essas s&#227;o verdades, eu diria, presas em f&#243;rmulas que s&#227;o irreform&#225;veis. <strong>N&#227;o podemos mudar, no m&#237;nimo, as f&#243;rmulas essenciais de nossa f&#233;.</strong></p><blockquote><p>O senhor escreveu e pronunciou um certo n&#250;mero de discursos, escreveu certos textos. Destaco cita&#231;&#245;es sobre o Conc&#237;lio, por exemplo. Eu gostaria que o senhor pudesse nos explicar.</p><p>O senhor falou dos cardeais Montini, Bea, Frings e Li&#233;nart, que estavam entre os principais a falar naquela ocasi&#227;o, estimou que eles procuraram um novo caminho para universalizar a Igreja, para torn&#225;-la aceit&#225;vel para o mundo moderno tal como ele &#233;, com suas falsas filosofias, suas falsas religi&#245;es, seus falsos princ&#237;pios pol&#237;ticos e sociais. Portanto, &#233; uma condena&#231;&#227;o n&#227;o apenas dos cardeais e do Conc&#237;lio, mas &#233; uma condena&#231;&#227;o do mundo como um todo.</p></blockquote><p>O mundo, ent&#227;o, tem o que h&#225; de mal e de err&#244;neo. Mas isso n&#227;o &#233; dizer que tudo est&#225; ruim no mundo. Mas &#233; dizer que <strong>existem no mundo, atualmente, sim, falsos princ&#237;pios que de modo geral governam as sociedades e at&#233; a fam&#237;lia</strong>, que s&#227;o dadas em particular pelo protestantismo, mentes liberais e que n&#227;o est&#227;o em conformidade com o ensino que a Igreja deu por s&#233;culos.</p><blockquote><p>Mas a pr&#243;pria Igreja deu o ensino por s&#233;culos ap&#243;s transforma&#231;&#245;es sucessivas. A Igreja com sua pompa romana, com seu aparato, com sua complexa liturgia ao longo dos s&#233;culos, n&#227;o &#233; a mesma que a Igreja dos Ap&#243;stolos, a Igreja dos Primeiros S&#233;culos.</p><p>N&#227;o &#233; um conjunto que foi dado assim. &#192;s vezes ela evolui, evoluiu de uma maneira que nem sempre foi favor&#225;vel. Ela &#224;s vezes ficava complicada. Ela enrijeceu em determinados momentos. De repente, o senhor considera que esta Igreja de, digamos, dois s&#233;culos, tem a f&#243;rmula completa e que n&#227;o podemos mais tocar e reformar qualquer coisa que seja?</p></blockquote><p>N&#227;o, n&#227;o estou falando de detalhes e de certas adapta&#231;&#245;es. No n&#237;vel da pastoral em particular, podemos mudar algo na Igreja. <strong>Mas o que &#233; s&#233;rio &#233; o que afeta o dep&#243;sito de f&#233;,</strong> novamente. N&#227;o podemos mudar nosso Credo. N&#227;o podemos mudar nosso Catecismo, por exemplo. Podemos apresent&#225;-lo de uma maneira diferente, tipograficamente, com imagens, de uma maneira que seja mais compreens&#237;vel para as crian&#231;as. Mas <strong>n&#227;o podemos alterar toda a subst&#226;ncia do que nos &#233; ensinado sem alterar a pr&#243;pria Igreja.</strong></p><blockquote><p>Sim, mas as decis&#245;es que foram tomadas no Conc&#237;lio foram tomadas por uma grande maioria dos bispos e cardeais que estavam presentes, havia 3000 que estavam de acordo com o Papa Jo&#227;o XXIII, que passou na hist&#243;ria como reformador e que o pr&#243;prio senhor n&#227;o critica. O senhor critica especialmente Paulo VI.</p><p>Desde ent&#227;o, foi aplicado por quase toda a Igreja em todos os pa&#237;ses do mundo. O que lhe faz pensar que o senhor sozinho, diante do Papa e seus milhares de bispos, tem a verdade do que seria a verdadeira Igreja Romana?</p></blockquote><p>Primeiro, deve-se dizer que este Conc&#237;lio n&#227;o &#233; um Conc&#237;lio dogm&#225;tico, n&#227;o quis definir nada. &#201; isso que o pr&#243;prio Papa Paulo VI expressou de uma maneira completamente clara. Portanto, n&#227;o atacamos a infalibilidade do Papa e da Igreja ao criticar alguns dos atos do Conc&#237;lio. Segundo, o fato de haver muitos bispos, que voc&#234; diz que formaram quase a maioria. De fato, certamente h&#225; uma grande maioria dos bispos que aceitaram os atos do Conc&#237;lio e eu mesmo tamb&#233;m aceitei parte dele. Mas &#233; certo que a maioria dos bispos ainda estava muito inquieta e, se eles aceitaram assinar os atos do Conc&#237;lio, na maioria das vezes, &#233; que eles perceberam que o Papa estimou que eles n&#227;o teriam dificuldade em assinar esses atos.</p><p>E assim, pessoalmente, <strong>tamb&#233;m fiquei impressionado com o fato de o Papa querer que esses atos, tal como foram dados, fossem assinados.</strong> Ent&#227;o eu assinei a maior parte. H&#225; apenas dois que n&#227;o assinei: o da liberdade religiosa e o da Igreja no mundo. Depois, quanto &#224; aplica&#231;&#227;o de reformas, &#233; verdade que os bispos aceitaram a maioria das reformas.</p><p>Mas n&#227;o se esque&#231;a, por exemplo, que, <strong>quanto &#224; Missa, o novo rito de missa foi rejeitado pela maioria dos bispos no S&#237;nodo de Roma.</strong> Foi aplicado mesmo assim. A Santa S&#233; passou por cima do desejo dos bispos. Ent&#227;o, tudo isso mostra que certamente h&#225; um grupo de bispos e cardeais que queriam dar essa orienta&#231;&#227;o &#224; Igreja, apesar das oposi&#231;&#245;es, apesar das ressalvas que foram feitas por muitos bispos.</p><blockquote><p>Portanto, se um certo n&#250;mero de bispos e cardeais, basicamente, estivesse com o senhor nessa posi&#231;&#227;o contra a moderniza&#231;&#227;o, como &#233; que nenhum deles se juntou ao senhor h&#225; v&#225;rios anos, onde o senhor assumiu abertamente uma posi&#231;&#227;o p&#250;blica nessa dire&#231;&#227;o?</p></blockquote><p>Eu tomei uma posi&#231;&#227;o porque fundei uma obra que havia sido reconhecida pela Igreja, o semin&#225;rio. Ent&#227;o, fundei um semin&#225;rio e me encontrei em uma situa&#231;&#227;o que me obrigou de certa forma a escolher ou me alinhar completamente com a forma&#231;&#227;o moderna de semin&#225;rios ou manter a forma&#231;&#227;o tradicional. Foi isso que me colocou em uma situa&#231;&#227;o um tanto delicada.</p><p>Muitos bispos certamente t&#234;m semin&#225;rios em sua diocese, mas, dada a situa&#231;&#227;o atual, bem, seus semin&#225;rios praticamente fecharam em boa parte do mundo. </p><p>Portanto, <strong>eles podem n&#227;o ter conhecido esses problemas de uma maneira t&#227;o concreta como eu mesmo pude conhecer.</strong> Mas, de fato, al&#233;m disso, reconhe&#231;o, &#233; uma situa&#231;&#227;o absolutamente improv&#225;vel pensar que, de 3000 bispos, haja t&#227;o poucos fa&#231;am abertamente ressalvas contra tudo o que est&#225; acontecendo atualmente na Igreja. </p><blockquote><p>Mas como o senhor explica isso, j&#225; que, novamente, o senhor &#233; o aut&#234;ntico defensor da verdadeira tradi&#231;&#227;o cat&#243;lica romana? O senhor est&#225; alinhado com o que foi a express&#227;o, a mensagem e a forma dessa mensagem durante s&#233;culos. Como &#233; que todo o corpo de bispos, que &#233; composto de pessoas que geralmente t&#234;m opini&#245;es divergentes, que as expressam em v&#225;rias ocasi&#245;es em que se re&#250;nem, basicamente aceitam, com &#250;nica exce&#231;&#227;o sua, essa modernidade?</p></blockquote><p>Com minha &#250;nica exce&#231;&#227;o, de uma maneira p&#250;blica, sim, &#233; verdade. Mas acho que ainda existam alguns que expressaram sua discord&#226;ncia em certos pontos. Mas acho que, em seus cora&#231;&#245;es, quando se pode question&#225;-los de maneira privada, quanto a eles, <strong>os bispos tamb&#233;m lamentam a situa&#231;&#227;o atual da Igreja, mas, por obedi&#234;ncia, por respeito a Roma, enfim, preferem fazer sil&#234;ncio e esperar.</strong></p><p>Como alguns bispos dizem, em particular aquele que era o bispo de Sion, h&#225; alguns meses, ele disse: &#8220;Eu prefiro errar com o Papa a acertar contra o Papa&#8221;. </p><blockquote><p>E o senhor n&#227;o?</p></blockquote><p>Eu n&#227;o. <strong>Eu prefiro n&#227;o errar, prefiro estar com a verdade. </strong>Se o Papa est&#225; com ela ou se o Papa n&#227;o est&#225; com ela, pouco me importa. Para mim, o que importa &#233; a verdade acima de tudo, porque a verdade &#233; Deus, e eu prefiro estar com o bom Deus a estar primeiro com o Papa. Ent&#227;o, espero que o Papa esteja com o bom Deus, ent&#227;o...</p><blockquote><p>Sim, mas, Monsenhor, ao dizer &#8220;se eu creio em uma verdade, devo defender essa verdade&#8221; contra, eventualmente, a hierarquia, isso n&#227;o &#233; um racioc&#237;nio tipicamente protestante?</p></blockquote><p><strong>N&#227;o, porque o racioc&#237;nio protestante &#233; um racioc&#237;nio subjetivo,</strong> que n&#227;o se relaciona com uma verdade objetiva. E s&#227;o os pr&#243;prios textos! Por exemplo, o Catecismo moderno, o atual Catecismo, geralmente est&#225; em contradi&#231;&#227;o com o Catecismo anterior ao Conc&#237;lio. Quem tem raz&#227;o? O Catecismo anterior ao Conc&#237;lio ou o Catecismo que segue o Conc&#237;lio? O ato de liberdade religiosa, no Conc&#237;lio, diz exatamente o contr&#225;rio que o que afirmaram o Papa Pio IX e o Papa...</p><blockquote><p>O senhor pode explicar esse ponto, precisamente, sobre a liberdade religiosa? O que se diz sobre a liberdade religiosa hoje que n&#227;o se dizia antes?</p></blockquote><p>Bem, se pudermos, creio eu, resumir o texto da liberdade religiosa, pode-se dizer que todo homem tem o direito, um direito natural, de poder expressar e difundir publicamente - Publicamente, o termo merece destaque porque &#233; muito importante - ser capaz de difundir publicamente sua religi&#227;o, livremente, sem poder ser impedido por qualquer autoridade humana. Este &#233; definitivamente o resumo das verdades que s&#227;o afirmadas no texto da liberdade religiosa. Bem, a Igreja nunca pronunciou uma coisa dessas.</p><p>A Igreja diz que voc&#234; pode tolerar o erro, veja s&#243;! Porque, para a Igreja Cat&#243;lica, as outras religi&#245;es est&#227;o erradas. <strong>E, assim, podemos tolerar erros, mas nunca podemos ter um direito natural</strong>, ou seja, um direito que &#233; dado por Deus, em &#250;ltima inst&#226;ncia, porque a Igreja considera que foi Deus que nos deu a natureza. Ent&#227;o, foi Ele quem teria permitido aos homens que fossem capazes de difundir publicamente seus erros na sociedade. Isso &#233; algo que &#233; absolutamente contr&#225;rio a tudo o que a Igreja anteriormente afirmou.</p><blockquote><p>Sim, mas essa defini&#231;&#227;o, basicamente, de fora da Igreja n&#227;o haver salva&#231;&#227;o, de outras religi&#245;es estarem erradas, &#233; uma forma de intoler&#226;ncia cuja l&#243;gica remonta &#224; cruzada!</p></blockquote><p><strong>A verdade &#233; necessariamente intolerante ao erro, assim como a luz &#233; intolerante &#224; escurid&#227;o. &#201; exatamente a mesma coisa.</strong> O que voc&#234; quer que eu fa&#231;a, se &#233; a natureza das coisas? N&#227;o podemos aceitar as duas coisas ao mesmo tempo. N&#227;o podemos estar em contradi&#231;&#227;o permanente. Estas s&#227;o duas coisas que n&#227;o coexistem. Verdade e erro, virtude e v&#237;cio, luz e escurid&#227;o n&#227;o coexistem.</p><blockquote><p>Isso n&#227;o &#233; um pouco manique&#237;sta?</p></blockquote><p>Ah n&#227;o, nem um pouco.</p><blockquote><p>&#201; a doutrina de um famoso religioso.</p></blockquote><p>Nem um pouco.</p><blockquote><p>Branco e preto, verdade e erro... S&#227;o verdades que trouxeram grandes dramas &#224; humanidade tamb&#233;m, grandes confrontos.</p></blockquote><p>Bem, a Igreja foi perseguida porque defendeu sua verdade, &#233; evidente.</p><p>Como voc&#234; quer que seja diferente? Se ela realmente acredita ter a verdade, deve defender a verdade contra o que a destr&#243;i. O erro destr&#243;i a verdade, portanto, destruiu a Igreja.</p><blockquote><p>Vamos falar por um momento do pr&#243;prio Papa. O senhor tinha, no fundo... Na opini&#227;o p&#250;blica, muitas vezes t&#237;nhamos a sensa&#231;&#227;o de que era quase um confronto entre ele e o senhor.</p><p>A prop&#243;sito, o senhor mesmo escreveu, em 11 de setembro de 1976, o senhor escreveu de Paulo VI: &#8220;Ele est&#225; submerso no liberalismo, que &#233; a incoer&#234;ncia intelectual, de cujos princ&#237;pios dos inimigos da Igreja, protestantes, ma&#231;ons e marxistas, ele est&#225; imbu&#237;do.&#8221;</p><p>Pode-se dizer que n&#227;o h&#225; mal pior do que ter um liberal convicto na C&#225;tedra de Pedro. Ora, estamos em uma &#233;poca em que a palavra &#8220;liberal&#8221; n&#227;o &#233; um insulto. Na sua boca, &#233; uma grave cr&#237;tica. O senhor pode nos explicar por qu&#234;?</p></blockquote><p>O termo liberalismo, &#233; claro, tem v&#225;rios sentidos. Devemos ter cuidado para defini-lo, porque algu&#233;m que &#233; liberal, quando se fala de liberalidade, por exemplo, &#233; generosidade, &#233; bondade para com os outros. N&#227;o &#233; o caso. Trata-se do liberal que pode ser tamb&#233;m um liberal doutrin&#225;rio, e depois pode ser um liberal mitigado, moderado, assim como os cat&#243;licos liberais em geral, enfim, como foram os cat&#243;licos liberais.</p><p>Entre os fil&#243;sofos do s&#233;culo XVIII, havia liberais convictos, filosoficamente liberais, e depois os cat&#243;licos liberais. Ainda h&#225; uma margem bastante grande. &#201; isso que &#233; t&#227;o dif&#237;cil de definir, porque h&#225; todo um conjunto de mentes liberais que s&#227;o bem diferentes umas das outras. Mas o erro &#233; sempre o mesmo.</p><p><strong>O erro do liberalismo &#233; n&#227;o querer submeter sua mente a uma verdade objetiva,</strong> n&#227;o submeter sua vontade a uma lei objetiva e, portanto, eu diria, querer se libertar das restri&#231;&#245;es: das restri&#231;&#245;es da verdade e das restri&#231;&#245;es da virtude e da lei. E isso &#233; muito s&#233;rio. E ent&#227;o, para um cat&#243;lico, isso &#233; absolutamente contradit&#243;rio porque, por um lado, &#233; ensinado precisamente que existe uma verdade objetiva &#224; qual ele deve submeter sua intelig&#234;ncia. Ele n&#227;o tem permiss&#227;o para discutir certas verdades dogm&#225;ticas, certas verdades filos&#243;ficas essenciais. Ele n&#227;o tem o direito de discuti-las. Ele tamb&#233;m n&#227;o tem permiss&#227;o para discutir a lei, o Dec&#225;logo. Ele deve se submeter ao Dec&#225;logo.</p><p><strong>Ent&#227;o, ao mesmo tempo que esse cat&#243;lico deve afirmar isso, na pr&#225;tica, age como se n&#227;o houvesse verdade</strong>. Consequentemente, ele descobre que todo mundo &#233; irm&#227;o, que todos podem se entender na verdade e no erro, fazendo o ecumenismo, que &#233; uma esp&#233;cie de mistura de verdade e erro. Tamb&#233;m na pr&#225;tica das leis, ele facilmente contesta as leis que lhe foram dadas. Mesmo que sejam boas, isso pouco importa.</p><blockquote><p>O senhor est&#225; falando do Papa?</p></blockquote><p>Estou falando do conjunto, de todos aqueles que s&#227;o liberais. Mas o Papa, atualmente, por seu ecumenismo, onde todos s&#227;o chamados de irm&#227;os separados agora... N&#227;o sabemos mais onde est&#225; o limite entre a verdade e o erro. Estamos em uma confus&#227;o muito s&#233;ria, atualmente, por causa desse ecumenismo.</p><p>Veja o cardeal Marty, que foi fazer uma cerim&#244;nia ecum&#234;nica em Genebra, h&#225; apenas alguns dias. Eu me pergunto como algu&#233;m que participou dessa cerim&#244;nia pode saber do que o cardeal Marty pensa, do ponto de vista de sua f&#233; e sua religi&#227;o, ap&#243;s essa reuni&#227;o.</p><blockquote><p>O senhor acredita que a Igreja n&#227;o &#233; forte o suficiente para se permitir comunicar, em um bom plano de relacionamento, com outras confiss&#245;es?</p></blockquote><p>N&#227;o, de jeito nenhum.</p><blockquote><p>A cerim&#244;nia ecum&#234;nica &#233; mais ou menos assim.</p></blockquote><p>Ah, n&#227;o &#233; s&#243; isso. <strong>Parece que admitimos todas as religi&#245;es em p&#233; de igualdade.</strong> Todas as religi&#245;es podem salvar homens, todas as religi&#245;es s&#227;o boas, todas as religi&#245;es s&#227;o aceit&#225;veis. Ora, isso &#233; absolutamente inadmiss&#237;vel para um verdadeiro cat&#243;lico. <strong>&#201; diferente de ter rela&#231;&#245;es cordiais com protestantes, mu&#231;ulmanos.</strong></p><p>Eu mesmo fui mission&#225;rio, tive a oportunidade de ter rela&#231;&#245;es frequentes com protestantes ou mu&#231;ulmanos, e tivemos rela&#231;&#245;es muito boas. Mas est&#225; fora de quest&#227;o para mim dizer que o Isl&#227; vale o mesmo que a religi&#227;o cat&#243;lica ou que o protestantismo vale o mesmo que a religi&#227;o cat&#243;lica.</p><blockquote><p>O Papa n&#227;o disse isso.</p></blockquote><p>N&#227;o, ele n&#227;o disse precisamente, mas na pr&#225;tica, &#233; o que faz.</p><p>Por exemplo, veja o exemplo de casamentos mistos agora. No passado, era absolutamente proibido fazer um casamento misto sem que a parte cat&#243;lica pedisse ao c&#244;njuge ou &#224; c&#244;njuge que aceitasse o batismo de crian&#231;as como cat&#243;licas. Era absolutamente proibido. Agora, n&#227;o &#233; mais necess&#225;rio. Voc&#234; pode batizar crian&#231;as em qualquer religi&#227;o. &#201; impens&#225;vel para a Igreja Cat&#243;lica os filhos de uma parte cat&#243;lica n&#227;o serem batizados catolicamente.</p><blockquote><p>Sim, mas quanto a isso, nesse ponto espec&#237;fico, que &#233; um elemento entre outros, o problema do Conc&#237;lio n&#227;o era tentar adaptar a Igreja a um mundo que em si mudou e que se fez desviar, se destacar da Igreja?</p><p>A frequ&#234;ncia religiosa caiu e continua a cair, o n&#250;mero de sacerdotes diminuiu, os semin&#225;rios se esvaziaram e a sensa&#231;&#227;o &#233; que havia uma lacuna entre o mundo como tal e justamente essa institui&#231;&#227;o que data de v&#225;rios s&#233;culos, que n&#227;o havia mudado muito em sua doutrina. Ser&#225; que uma salvaguarda n&#227;o era necess&#225;ria?</p></blockquote><p>N&#227;o penso assim. Pessoalmente, n&#227;o acredito. Eu acredito que, se a Igreja tinha muitas dificuldades, eu diria, de viver e se desenvolver no ambiente atual do mundo, &#233; porque o v&#237;rus do liberalismo j&#225; havia penetrado praticamente em todas as sociedades pol&#237;ticas e as sociedades pol&#237;ticas adentraram o interior da Igreja, at&#233; pelos semin&#225;rios, pelas universidades, pelas escolas.</p><p>Esse v&#237;rus entrou e corrompeu a Igreja por dentro, precisamente, porque n&#227;o se est&#225; mais dando, realmente n&#227;o se sabe exatamente o que era a verdade e o que era a Igreja. Portanto, essa corrup&#231;&#227;o... E chegamos a um ponto agora em que at&#233; mesmo os bispos s&#227;o liberais, at&#233; a influ&#234;ncia liberal agiu no Conc&#237;lio e atualmente age em Roma. E acho que &#233; o contr&#225;rio: <strong>afirmando verdades, afirmando a doutrina, afirmando o que a Igreja sempre levou aos homens, &#233; isso que atrai as pessoas.</strong></p><p>Voc&#234; aludiu anteriormente a Saint-Nicolas-du-Chardonnet. Nesse sentido, esses n&#227;o s&#227;o meus disc&#237;pulos, porque eu n&#227;o sou nada em Saint-Nicolas-du-Chardonnet. Eu nem sabia que estava ocupada quando estava ocupada. Mas, enfim, somos obviamente da mesma tend&#234;ncia e simpatizamos, &#233; evidente. <strong>Mas veja como as pessoas s&#227;o sens&#237;veis a uma verdade afirmada, a um culto verdadeiramente cat&#243;lico. Isso faz muito bem e as pessoas s&#227;o certamente muito sens&#237;veis a essa firmeza na doutrina.</strong></p><blockquote><p>As pessoas, Monsenhor, de Saint-Nicolas-du-Chardonnet, se tratam de alguns milhares de pessoas.</p><p>Ent&#227;o isso &#233; muito quando s&#227;o postas em uma &#250;nica igreja. Mas, na escala de uma cidade como Paris, e eu nem estou falando da Fran&#231;a, isso n&#227;o agita as massas. Ser&#225; que sua constata&#231;&#227;o no fundo... O senhor apostou no fato de ter que voltar atr&#225;s e n&#227;o seguir em frente para salvar a Igreja. Mas a Igreja &#233; o povo de Deus, s&#227;o os fi&#233;is, n&#227;o s&#227;o apenas os bispos e sacerdotes.</p><p>Ent&#227;o, se depois de alguns anos o senhor n&#227;o tiver mobilizado as massas, o senhor n&#227;o produzir&#225;, de certa forma, a prova de que tamb&#233;m n&#227;o &#233; assim que se permitir&#225; que a Igreja se salve?</p></blockquote><p><strong>Os Ap&#243;stolos eram s&#243; doze quando come&#231;aram.</strong> Eles levaram tr&#234;s s&#233;culos para evangelizar o mundo. Bem, eu n&#227;o tenho a pretens&#227;o, obviamente, de fazer a mesma coisa. Mas, enfim, a Igreja &#233; sempre isso, &#233; um recome&#231;o. E a f&#233; &#233; sempre a mesma. </p><p>Comecei com um semin&#225;rio. Infelizmente, ele foi rebatido. Mas imagine que entraram 42 este ano no semin&#225;rio. Qual &#233; o semin&#225;rio da Igreja que recebeu 42 novas voca&#231;&#245;es este ano? Bem, e penso que sou perseguido por Roma.</p><p>Imagine que amanh&#227; eu receba o sinal verde e digam: &#8220;Monsenhor Lefebvre pode fazer sua experi&#234;ncia, deixe-o desenvolver os semin&#225;rios&#8221;. Como eu disse ao cardeal H&#246;ffner, que vi h&#225; algum tempo: o cardeal de Col&#244;nia.</p><p>Eu disse: &#8220;Mas se eu s&#243; recebesse o sinal verde, pensei que poderia, amanh&#227;, completar 5 semin&#225;rios na Fran&#231;a e talvez 3 semin&#225;rios maiores na Alemanha&#8221;. </p><p>Porque os jovens v&#234;m. N&#227;o fa&#231;o nada para atrair esses jovens. <strong>Eu n&#227;o fa&#231;o propaganda pessoalmente, externamente. Bem, as pessoas v&#234;m, esses jovens v&#234;m.</strong> Eles t&#234;m, portanto, uma grande coragem. E &#233; uma prova de que, mesmo assim, hoje, nesse ambiente, onde <strong>os jovens sofrem press&#245;es muito terr&#237;veis: apesar de tudo, a juventude quer a verdade.</strong></p><blockquote><p>Jovens: O senhor prefere salvar alguns a abra&#231;ar a todos?</p></blockquote><p>Eu gostaria de abra&#231;ar a todos eles! Hoje &#224; noite, vou dar uma pequena confer&#234;ncia em Saint-Nicolas-du-Chardonnet a estudantes. Ent&#227;o, veja bem, <strong>eu n&#227;o me recuso a ver os jovens e gostaria que houvesse muitos.</strong></p><p>Na Alemanha, nosso priorado tamb&#233;m tem um movimento de jovens muito fervorosos, muito din&#226;micos e muito simp&#225;ticos. </p><p>Na It&#225;lia, &#233; a mesma coisa. Agora temos 11 seminaristas italianos em &#201;c&#244;ne. E esses jovens v&#234;m de um movimento, l&#8217;Allianza Cattolica, que &#233; um movimento magn&#237;fico e extraordin&#225;rio de jovens italianos.</p><p>H&#225; muito o que se fazer, mas, obviamente, contrariado como eu sou, inevitavelmente, minha obra n&#227;o se desenvolver&#225; t&#227;o rapidamente. Foi o que eu disse ao cardeal: &#8220;Aceite-nos, deixe-nos fazer a experi&#234;ncia&#8221;.</p><blockquote><p>Foi isso que o senhor disse ao Papa em 11 de setembro de 1976?</p></blockquote><p>De fato, foi o que eu disse ao Papa. Eu disse: &#8220;D&#234;-nos a permiss&#227;o para experimentar a tradi&#231;&#227;o e o senhor ver&#225;. Se n&#227;o fizermos direito, cairemos por n&#243;s mesmos. N&#227;o seremos capazes de continuar. Mas se fizermos algo de bom, por que a Igreja n&#227;o ganharia com as coisas que o senhor mesmo fez por mais da metade da sua vida?&#8221;</p><blockquote><p>E como ele lhe respondeu?</p></blockquote><p>&#8220;Eu tenho que consultar. N&#227;o posso lhe dar uma resposta imediatamente. Eu tenho que ver as congrega&#231;&#245;es competentes. Eu n&#227;o posso responder.&#8221; Se bem que eu admito que tinha uma certa esperan&#231;a.</p><p>Quando vi que a resposta do Papa n&#227;o era absolutamente negativa, muito formalmente negativa, <strong>pensei que poderia ter uma autoriza&#231;&#227;o. E ent&#227;o, infelizmente, a carta que veio foi completamente negativa.</strong></p><blockquote><p>Mas o senhor disse que acreditava no Papa naquele dia, que estava pronto para fazer qualquer coisa pelo bem da Igreja.</p></blockquote><p><strong>Se eu fosse capaz de segui-lo de joelhos, gostaria de segui-lo de joelhos. Mas, infelizmente, n&#227;o gostaria de segui-lo me separando de seus antecessores.</strong> N&#227;o quero me separar de todos os seus antecessores s&#243; para segui-lo e agrad&#225;-lo. Estamos divididos entre o fato de querer manter a tradi&#231;&#227;o que nos foi transmitida por s&#233;culos e o fato de obviamente querer ser obediente &#224;quele que &#233; o sucessor [de Pedro].</p><blockquote><p>O senhor est&#225; dividido, mas sua escolha ainda &#233; bastante clara.</p></blockquote><p>Ah sim, porque eu disse a ele: &#8220;Entre o que &#233; dito no Conc&#237;lio e o que disseram seus antecessores, escolho o que disseram seus antecessores&#8221;. Porque estimo que &#233; o eco de toda a Tradi&#231;&#227;o da Igreja.</p><p><strong>E se, hoje, eu posso me destacar da Tradi&#231;&#227;o da Igreja para dizer coisas novas, n&#227;o h&#225; raz&#227;o para que o que eu diga hoje se torne falso amanh&#227; e depois eu seja for&#231;ado a mudar ainda amanh&#227;.</strong> Dizem que, quando temos o passado, temos o futuro. &#201; o que penso.</p><blockquote><p>Sim, o senhor disse que seu futuro &#233; o passado. &#201; uma f&#243;rmula comum no mundo atual.</p></blockquote><p>Mas sinceramente acredito que n&#227;o queiram n&#227;o ter o passado. Se se tem o passado da Igreja, necessariamente se tem o futuro, porque a Igreja justamente n&#227;o pode mudar. E Igreja de hoje tamb&#233;m tem, pelo menos, o que h&#225; de essencial, porque <strong>ainda acho que o Papa n&#227;o perdeu completamente a f&#233;. Mas, infelizmente, por sua fraqueza, por seu liberalismo, ele deixa a Igreja em uma situa&#231;&#227;o muito dolorosa, muito penosa.</strong></p><blockquote><p>O artigo 1325 do Direito Can&#244;nico diz que os batizados que se recusam a se submeter ao Sumo Pont&#237;fice s&#227;o cism&#225;ticos. No entanto, suspenso pelo Papa, o senhor continuou a administrar sacramentos e ordenar padres. O senhor &#233; cism&#225;tico?</p></blockquote><p>Ah n&#227;o, n&#227;o, certamente n&#227;o. <strong>Certamente n&#227;o sou cism&#225;tico, porque penso que as penas que me foram dadas s&#227;o inv&#225;lidas.</strong> Por um lado, porque elas n&#227;o t&#234;m fundamento. Para se ter uma pena como a suspens&#227;o, seria necess&#225;rio ter pecado gravemente. Eu n&#227;o tenho a impress&#227;o de ter pecado gravemente.</p><blockquote><p>O senhor se recusou a fechar o semin&#225;rio de &#201;c&#244;ne, que &#233; o que foi solicitado pelo Papa. &#201; uma desobedi&#234;ncia precisa em um ponto espec&#237;fico.</p></blockquote><p>Sim, mas essa desobedi&#234;ncia foi seguir... Isso me foi imposto sem nenhum julgamento, sem nenhum tribunal. Fui condenado sem a ter causa realmente ouvida. Eu recebi visitantes, mas n&#227;o tive palavras da visita que foi feita. N&#227;o sei o que eles disseram. Eu n&#227;o vi o resultado. Em seguida, quando fui ver os tr&#234;s cardeais, o pr&#243;prio Cardeal Garrone disse: &#8220;Isto n&#227;o &#233; um tribunal. Apenas pedimos algumas informa&#231;&#245;es complementares &#224; visita que foi feita&#8221;.</p><p>Depois, a senten&#231;a chegou sem que eu pudesse me defender. Tentei me defender pelo Tribunal da Assinatura Apost&#243;lica com o cardeal Staffa. O Cardeal Villot enviou uma carta pessoal ao Cardeal Staffa, escrita com a pr&#243;pria m&#227;o dizendo: &#8220;Eu lhe pro&#237;bo de continuar a defender a causa do Monsenhor Lefebvre&#8221;. <strong>&#201; inacredit&#225;vel! Eu acho que nem os sovi&#233;ticos fazem isso.</strong></p><blockquote><p>Sim, mas de qualquer maneira, &#233; uma decis&#227;o, seja para o senhor justa ou injusta, &#233; uma decis&#227;o que foi tomada pela hierarquia &#224; qual o senhor fez um voto de obedi&#234;ncia. </p></blockquote><p>Sim, mas h&#225; decis&#245;es que ainda devem ser tomadas de acordo com os padr&#245;es do direito. Ainda assim, h&#225; um direito na Igreja, h&#225; uma lei. N&#227;o &#233; poss&#237;vel, n&#227;o pode existir arbitrariedade na Igreja, ou estar&#237;amos em completa tirania. Mas ainda existem direitos. Existem admoesta&#231;&#245;es que devem ser feitas. H&#225; um tribunal que deve ser feito. H&#225; tudo isso que est&#225; previsto na lei.</p><p>Quando voc&#234; tem que condenar algu&#233;m, n&#227;o pode condenar assim sem absolutamente ouvir a causa. <strong>Imagine isso ser feito aqui nos tribunais: dar senten&#231;as sem sequer ouvir a causa. &#201; a tirania mais absoluta.</strong> Justamente a Igreja, que pretende, pelo contr&#225;rio, ser s&#225;bia e ser prudente, geralmente age de acordo com os direitos.</p><blockquote><p>O senhor fala sobre o direito, no fundo, quase que, eu diria, do indiv&#237;duo, da pessoa a ser defendida. E &#233; ao mesmo tempo uma das coisas que o senhor ataca, no fundo da sua reflex&#227;o.</p><p>O senhor escreveu que n&#227;o temos o direito de substituir o Dec&#225;logo, ou seja, os 10 Mandamentos, pelos direitos humanos.</p></blockquote><p>Eu acho que voc&#234; leu isso no Quotidien.</p><blockquote><p>N&#227;o, eu li isso em seu folheto.</p></blockquote><p>N&#227;o temos o direito...?</p><blockquote><p>&#8220;N&#227;o temos o direito de substituir o Dec&#225;logo pelos direitos humanos&#8221;.</p></blockquote><p>Ah, n&#227;o, &#233; claro, n&#227;o temos o direito de substituir o Dec&#225;logo pelos direitos humanos. Eles andam juntos de outra forma. Pessoalmente, acho que <strong>n&#227;o podemos defender os direitos humanos se n&#227;o corresponderem ao Dec&#225;logo.</strong></p><p>Porque os direitos dos homens s&#227;o limitados por seus deveres e s&#227;o justificados por seus deveres. Se n&#227;o houver os deveres que limitem os direitos humanos e que ao mesmo tempo fundamentem os direitos humanos, bem, quem vai dizer que um homem tem tal direito, um homem n&#227;o tem tal direito?</p><blockquote><p>O senhor n&#227;o tem, Monsenhor, o dever de obedi&#234;ncia neste caso, que limita o seu direito?</p></blockquote><p>Sim, mas a obedi&#234;ncia, mais uma vez, deve ser feita de acordo com os padr&#245;es do direito, precisamente, e n&#227;o de uma maneira absolutamente arbitr&#225;ria. Como eu disse, a obedi&#234;ncia vale para todas as autoridades, mesmo para o pai de fam&#237;lia, mesmo para o chefe de estado. Devemos obedi&#234;ncia.</p><p>Mas se essas autoridades nos pedirem algo absolutamente contr&#225;rio ao fim da fam&#237;lia... Imagine um pai de fam&#237;lia que pede &#224; sua filha que se prostitua para ganhar dinheiro. A filha deveria obedecer? Ela n&#227;o deve obedecer. A mesma coisa no estado, com as quest&#245;es do aborto e tudo mais. Bem, n&#227;o h&#225; como haver obedi&#234;ncia, pois isso vai contra o fim do estado. </p><blockquote><p>Ent&#227;o, acima da autoridade, o senhor admite que h&#225; o livre-arb&#237;trio, que &#233; uma no&#231;&#227;o protestante.</p></blockquote><p>N&#227;o &#233; o livre-arb&#237;trio, &#233; a lei de Deus. &#201; Deus.</p><blockquote><p>Sim, mas se a lei, neste caso, for expressa em termos de autoridade, &#233; em nome do seu livre arb&#237;trio que o senhor a contesta.</p></blockquote><p>N&#227;o, &#233; pela consci&#234;ncia, mas a consci&#234;ncia informada pelo Dec&#225;logo, pela lei moral, pela lei divina. <strong>As leis humanas devem se conformar &#224; lei divina.</strong> A lei divina &#233; o Dec&#225;logo. &#201; isso que sempre nos ensinaram. &#201; isso que aprendemos em nosso Catecismo.</p><p>Ent&#227;o, &#233; assim para uma crian&#231;a. Uma crian&#231;a sabe que existe o Dec&#225;logo, que &#233; a base de sua vida humana, de sua vida crist&#227;. Ent&#227;o, se algu&#233;m for contra o Dec&#225;logo, ela pode dizer: &#8220;Bem, eu n&#227;o concordo. Como isso pode ir contra o Dec&#225;logo?&#8221; Uma crian&#231;a pode saber disso. </p><blockquote><p>Temos a impress&#227;o de que o senhor considera que todos os atos da Igreja, agora, por causa de sua evolu&#231;&#227;o, se tornaram question&#225;veis &#8203;&#8203;e quase inv&#225;lidos, j&#225; que o senhor administra sacramentos que j&#225; foram administrados, dizendo que as crian&#231;as devem receber sacramentos reais. Portanto, os da Igreja n&#227;o s&#227;o mais v&#225;lidos.</p></blockquote><p>N&#227;o estou dizendo que todos os sacramentos da Igreja n&#227;o sejam mais v&#225;lidos, mas acho que, se os pais est&#227;o convencidos de que seus filhos receberam um sacramento duvidoso, eles n&#227;o sabem exatamente se receberam a Confirma&#231;&#227;o, por exemplo, porque a maneira...</p><blockquote><p>O que lhe faz duvidar de um sacramento?</p></blockquote><p>Bem, se, por exemplo, o padre que &#233; delegado... Porque agora s&#227;o os padres que s&#227;o delegados pelos bispos, muitas vezes n&#227;o &#233; mais o pr&#243;prio bispo que d&#225; a confirma&#231;&#227;o. Ent&#227;o, o padre... N&#227;o importa a f&#243;rmula. Por exemplo, ele dir&#225;: &#8220;Recebei o Esp&#237;rito Santo&#8221; para a confirma&#231;&#227;o, sem dar o significado de gra&#231;a sacramental, que deve ser &#8220;Recebei o selo do Esp&#237;rito Santo&#8221; ou &#8220;a marca do Esp&#237;rito Santo&#8221;, que &#233; algo muito claro, muito evidente. Se ele simplesmente diz: &#8220;Recebei o Esp&#237;rito Santo&#8221;, o sacramento n&#227;o &#233; v&#225;lido.</p><p>Ent&#227;o, os pais ficam um pouco apavorados, eles se perguntam: &#8220;Ser&#225; que meu filho realmente recebeu o sacramento? Ou n&#227;o recebeu?&#8221; Isso ainda &#233; importante. Ent&#227;o, eles pensam que, ao me pedir para fazer isso, como eu pego as f&#243;rmulas que foram ditas h&#225; s&#233;culos, certamente ser&#225; v&#225;lido.</p><blockquote><p>Bem, vamos tomar o ponto preciso que o senhor acabou de mencionar, o da confirma&#231;&#227;o. Sua contesta&#231;&#227;o est&#225; no n&#237;vel da maneira de formular. Ora, em um sacramento, o que importa n&#227;o &#233; a inten&#231;&#227;o de administr&#225;-lo, mais do que a maneira como &#233; administrado?</p></blockquote><p>S&#227;o necess&#225;rias tr&#234;s coisas, para que o sacramento seja v&#225;lido: mat&#233;ria, forma e inten&#231;&#227;o. A mat&#233;ria, por exemplo, para o Sacramento da Confirma&#231;&#227;o, &#233; o santo Crisma, depois a f&#243;rmula que &#233; usada e, em seguida, a inten&#231;&#227;o, obviamente, do celebrante, que deve fazer o que a Igreja sempre fez. Ele n&#227;o pode fazer uma coisa qualquer. Ent&#227;o, essa inten&#231;&#227;o &#233; muito precisa.</p><p>Geralmente, n&#227;o havia problema, porque o padre fazia o que a Igreja sempre fez, ent&#227;o normalmente se podia supor que sua inten&#231;&#227;o era precisamente fazer o que a Igreja sempre fez. <strong>Agora, com todas as mudan&#231;as que ocorreram, n&#227;o sabemos mais o que o padre pensa. Ser&#225; que ele realmente pretende fazer o que a Igreja fez, por exemplo, segundo o Conc&#237;lio de Trento?</strong></p><p>Estou convencido de que, se perguntarem a um certo n&#250;mero de jovens padres: &#8220;O sacramento que voc&#234; acabou de administrar, a missa que voc&#234; acabou de rezar, o batismo que voc&#234; acabou de dar, voc&#234; fez tudo, em esp&#237;rito, conforme &#224;s defini&#231;&#245;es do Conc&#237;lio de Trento?&#8221; &#8220;Ah, o Conc&#237;lio de Trento j&#225; faz um bom tempo que terminou, agora estamos no mundo moderno, dou o que damos hoje, com o esp&#237;rito de hoje.&#8221; Esses sacramentos n&#227;o s&#227;o v&#225;lidos!</p><blockquote><p>O conjunto de tudo o que a Igreja j&#225; fez &#233; pass&#237;vel de ser inv&#225;lido, se seguirmos por esse caminho.</p></blockquote><p>N&#227;o, porque eu n&#227;o acredito que a Igreja tenha feito coisas inv&#225;lidas, mas, como ela passou por um processo de mudan&#231;a, uma esp&#233;cie, como dizemos agora, de criatividade... Ora, depois que a criatividade &#233; solta, cada um faz um pouco do que quer, ent&#227;o n&#227;o sabemos mais se est&#225; realmente em conformidade com o que a Igreja disse. E &#233; tanto decreto, digo que &#233; decreto ap&#243;s decreto, que realmente, &#224;s vezes, podemos nos perguntar o que a Igreja decidiu ainda hoje.</p><blockquote><p>Al&#233;m de sua contesta&#231;&#227;o religiosa, n&#227;o h&#225; uma contesta&#231;&#227;o pol&#237;tica muito profunda?</p><p>O senhor escreveu a seguinte frase, que &#233; muito clara: &#8220;As teorias, resumidas nas tr&#234;s palavras de liberdade, igualdade, fraternidade&#8221; - isso est&#225; destacado em todos os trechos que temos no bolso - &#8220;concebidas contra a autoridade de Deus e contra toda a autoridade trouxeram a ru&#237;na da sociedade civil cat&#243;lica, a ru&#237;na da economia organizada e pouco a pouco a laiciza&#231;&#227;o dos estados com todas as consequ&#234;ncias imorais, inimigas da lei, de Deus e da Igreja.&#8221;</p><p>S&#227;o todas as democracias ocidentais atuais que o senhor condena com esta frase.</p></blockquote><p>N&#227;o sei se voc&#234; acredita que todas as democracias atuais sejam baseadas nesses princ&#237;pios.</p><blockquote><p>Na democracia francesa, &#233; completamente oficial.</p></blockquote><p>Sim, e veja onde estamos!</p><p>Chegamos a essa sociedade permissiva, como dizemos agora. Essa esp&#233;cie de liberalismo total, onde praticamente cada um faz o que quer e em breve n&#227;o haver&#225; mais lei moral. &#201; absolutamente a desordem mais s&#233;ria que jamais constatamos, que jamais vimos.</p><blockquote><p>O senhor acha que a sociedade francesa &#233; mais injusta do que antes de 1789?</p></blockquote><p>Ah, bem, n&#227;o estou falando de casos particulares, mas, portanto, falo dos princ&#237;pios sobre os quais ela foi fundada. &#201; &#243;bvio que as sociedades que s&#227;o baseadas no Dec&#225;logo, que colocam o Dec&#225;logo na base de sua constitui&#231;&#227;o, se elas aceitarem...</p><blockquote><p>Este &#233;, por exemplo, o caso da sociedade espanhola sob Franco, de Cristo-Rei.</p></blockquote><p>Sim, acho que Franco considerou que o Dec&#225;logo fazia parte da base da constitui&#231;&#227;o de sua sociedade, acredito sinceramente. Infelizmente, por&#233;m, fizeram tanta para ele expandir seu modo de ver que ele acabou aceitando. E at&#233; a pr&#243;pria Igreja.</p><p><strong>&#201; isso que &#233; grave, agora a Igreja estima que &#233; mais normal basear a sociedade nos direitos humanos do que no Dec&#225;logo.</strong> Mas isso &#233; como eu disse antes, um castelo de cartas. N&#227;o h&#225; direitos humanos sem o Dec&#225;logo.</p><blockquote><p>J&#225; que os atuais regimes pol&#237;ticos sob os quais vivemos lhe parecem pervertidos, qual seria seu regime pol&#237;tico?</p></blockquote><p>Ah, n&#227;o &#233; o regime pol&#237;tico que me interessa tanto, eu diria. Seja a democracia, seja a oligarquia, seja a monarquia. N&#227;o &#233; isso que importa. Novamente, o que importa profundamente, o que essencialmente importa para uma sociedade &#233; que ela viva de acordo com os princ&#237;pios para os quais foi fundada por Deus</p><p>A sociedade civil &#233; uma sociedade natural como a fam&#237;lia. Essas s&#227;o sociedades que foram fundadas por Deus, portanto, que t&#234;m leis. E essa lei fundamental &#233; o Dec&#225;logo.</p><blockquote><p>Portanto, nenhuma separa&#231;&#227;o entre a Igreja e o estado. Devemos viver em estados que estejam sujeitos &#224; lei religiosa.</p></blockquote><p>Normalmente, certamente, &#233; isso que o bom Deus quer, certamente, &#233; isso que o bom Deus deseja. Agora, as formas de uma concordata, as formas de uni&#227;o podem ser um pouco diferentes, dependendo dos estados. Mas, seguindo a situa&#231;&#227;o religiosa dos diferentes estados, se for um estado mu&#231;ulmano, &#233; claro que n&#227;o se vai pedir a ele coisas que s&#227;o pedidas a um estado cat&#243;lico.</p><p>Mas, certamente, a lei religiosa fundamental &#233; absolutamente indispens&#225;vel se um estado quiser viver de maneira normal, de uma maneira que esteja em progresso.</p><blockquote><p>Vou falar sobre o progresso. O senhor defendeu em um discurso que pronunciou em Lille o regime argentino. O senhor tem simpatia por certos regimes na Am&#233;rica do Sul que s&#227;o pa&#237;ses onde ocorrem persegui&#231;&#245;es extremamente duras, &#224;s vezes massacres, sem nenhuma justificativa religiosa. </p></blockquote><p>N&#227;o conhe&#231;o, obviamente, n&#227;o posso discutir esses fatos particulares. Novamente, o que me interessa especialmente e o que, acredito, deve interessar aos governantes, &#233; saber, sim ou n&#227;o, se eles concordam que, quanto a sua autoridade, existe algu&#233;m acima deles, que eles n&#227;o s&#227;o os mestres absolutos de sua sociedade. Consequentemente, alguns dizem que &#233; o povo, o povo &#233; que est&#225; acima deles.</p><p>Bem, se perguntarem a n&#243;s, n&#227;o. <strong>N&#227;o &#233; o povo que d&#225; autoridade. A autoridade vem de Deus.</strong> Consequentemente, voc&#234; tem que obedecer &#224;s leis fundamentais de Deus, que &#233;, mais uma vez, o Dec&#225;logo. E &#233; por isso que, se eu citei esses povos, &#233; porque acho que eles colocaram o Dec&#225;logo na base de sua sociedade.</p><blockquote><p>Mas s&#227;o regimes laicos. Eles n&#227;o t&#234;m... Os militares argentinos ou os militares chilenos n&#227;o s&#227;o totalmente...</p></blockquote><p>Eles certamente t&#234;m uma concordata com a Igreja. Eu acho que, na constitui&#231;&#227;o deles, n&#227;o sei, n&#227;o posso dizer absolutamente para a Argentina, mas tenho certeza, por exemplo, para a Col&#244;mbia. Eu sei que era assim tamb&#233;m para a Su&#237;&#231;a, para o cant&#227;o de Valais, o cant&#227;o de Ticino, por exemplo. Eu sei que era assim para a It&#225;lia, ainda h&#225; pouco tempo, para a Espanha, ainda h&#225; pouco tempo. Na Constitui&#231;&#227;o, o primeiro artigo da Constitui&#231;&#227;o desses pa&#237;ses dizia: &#8220;a religi&#227;o cat&#243;lica &#233; a &#250;nica religi&#227;o oficialmente reconhecida por nossa rep&#250;blica&#8221;.</p><p>Bem, quem mudou essas coisas? Se fosse o estado que houvesse dito: &#8220;Bem, atualmente, dadas as circunst&#226;ncias, n&#227;o podemos mais ter este primeiro artigo na Constitui&#231;&#227;o&#8221;... N&#227;o, foi a Igreja que mudou isso. &#201; inimagin&#225;vel! <strong>Foi a Igreja que mudou, que removeu da Constitui&#231;&#227;o o primeiro artigo,</strong> que n&#227;o olha mais para a Igreja, que n&#227;o olha mais para a sociedade, que quer ser cat&#243;lica, que tem o direito de ser cat&#243;lica.</p><blockquote><p>Talvez a Igreja prefira n&#227;o se envolver em uma s&#233;rie inteira de fatos que est&#227;o acontecendo sob a autoridade dos estados, que &#224;s vezes s&#227;o assustadores.</p></blockquote><p>Bem, eu n&#227;o sei se &#233; isso, mas acho que &#233; aquele famoso esquema de liberdade religiosa que coloca todas as religi&#245;es em p&#233; de igualdade. Portanto, a Igreja n&#227;o deve mais parecer ter privil&#233;gios ou supostos privil&#233;gios, quando n&#227;o s&#227;o privil&#233;gios.</p><blockquote><p>Os bispos da Fran&#231;a se pronunciaram, alguns dias atr&#225;s, de maneira clara, pela primeira vez, contra a pena de morte. O senhor &#233; da opini&#227;o deles?</p></blockquote><p>N&#227;o estudei particularmente a quest&#227;o, mas, enfim, acho que isso &#233; algo que pode ser livre, n&#227;o sei mais como &#233; nos estados em que h&#225; pena de morte, mas acredito que n&#227;o seja uma coisa imoral.</p><blockquote><p>E, no entanto, o Dec&#225;logo diz: &#8220;N&#227;o matar&#225;s&#8221;.</p></blockquote><p><strong>Sim, &#8220;n&#227;o matar&#225;s&#8221;, mas ele n&#227;o diz que voc&#234; tamb&#233;m precisa se deixar ser morto.</strong> &#201; preciso haver justi&#231;a. Ora, o ex&#233;rcito seria condenado pelo pr&#243;prio fato, pois o ex&#233;rcito &#233; a for&#231;a a servi&#231;o da lei.</p><blockquote><p>A guerra e a pena de morte n&#227;o t&#234;m a mesma natureza.</p></blockquote><p>Bem, sim. S&#227;o da mesma natureza, porque <strong>a pena de morte &#233; a sociedade que faz desaparecer algu&#233;m que &#233; perigoso para sua vida.</strong> Simplesmente, &#233;, no fundo, exatamente como uma guerra. Uma guerra &#233; um agressor caindo...</p><p>Enfim, a princ&#237;pio, normalmente digo que a pena de morte &#233; justificada. Mas, se a pena de morte &#233; justificada, &#233; a sociedade que se defende contra um bandido que est&#225; matando seus membros. &#201; exatamente isso. Al&#233;m disso, &#233; isso que pode justificar a posi&#231;&#227;o de um governo de dar a pena de morte. Nada mais pode.</p><blockquote><p>Agora vamos falar sobre o futuro. Surge um problema da continuidade de sua a&#231;&#227;o. Ora, o Papa disse claramente que o que seria para o senhor um caso de excomunh&#227;o seria o fato do senhor ordenar um bispo, o que est&#225; ao seu alcance, j&#225; que, como bispo, o senhor pode ordenar outro bispo.</p><p>Tamb&#233;m seria a &#250;nica maneira do senhor continuar sua a&#231;&#227;o, porque apenas outro bispo poderia ordenar outros sacerdotes depois do senhor. Ent&#227;o, por que o senhor n&#227;o foi t&#227;o longe, e como v&#234; o que vem a seguir?</p></blockquote><p>N&#227;o, precisamente porque eu n&#227;o quero fazer um ato que possa parecer... Mesmo que n&#227;o seja, agindo em minha consci&#234;ncia ou pela realidade. Eu n&#227;o gostaria de fazer um ato que parecesse uma ruptura com a Igreja, veja bem. Ent&#227;o, eu prefiro confiar na Provid&#234;ncia.</p><p>Enfim, o bom Deus &#233; todo-poderoso, e meu destino pode ser, obviamente, sofrer um acidente e morrer. Sou idoso e sei muito bem que n&#227;o tenho muito tempo. Mas acho que, se o bom Deus deseja que meu trabalho continue, bem, pode ser que Ele organize para que haja um bispo que ordene meus sacerdotes.</p><blockquote><p>Mas o senhor mesmo, pois est&#225; na l&#243;gica de sua convic&#231;&#227;o, que &#233; dizer a verdade de que se tem a certeza que est&#225; acima do funcionamento atual da Igreja: nesse momento, se o senhor quiser seguir at&#233; o fim, n&#227;o iria no sentido da possibilidade de continuidade?</p></blockquote><p>Sim, mas espero que essa continuidade possa ser feita por outros meios, quanto ao fato de sagrar um bispo. Amanh&#227;, o Papa desaparece tamb&#233;m, n&#227;o &#233; mais eterno do que eu. E ent&#227;o as coisas podem mudar, certamente podem mudar. Espero que seja assim para a Igreja, porque acho que o conclave ainda trar&#225; um certo retorno &#224; Tradi&#231;&#227;o. Enfim, &#233; o que desejo.</p><blockquote><p>Uma &#250;ltima pergunta, Monsenhor Lefebvre. O senhor defende o passado, um passado quase esquecido, o de uma Igreja ligada ao poder pol&#237;tico, para manter uma ordem social, que de fato n&#227;o &#233; democr&#225;tica. O senhor tem a convic&#231;&#227;o &#237;ntima de que essa era a mensagem de Cristo?</p></blockquote><p>Veja, a quest&#227;o parece estar ligada ao poder democr&#225;tico, ao poder pol&#237;tico. Enfim, n&#227;o sei.</p><blockquote><p>O senhor defende, acabou de nos explicar, uma Igreja ligada ao poder pol&#237;tico, enquanto ela n&#227;o &#233; mais.</p></blockquote><p>Sim, &#233; verdade!</p><blockquote><p>E sempre que foi o caso, era um poder hier&#225;rquico e n&#227;o-democr&#225;tico. Ser&#225; que &#233; isso que...?</p></blockquote><p>N&#227;o, n&#227;o &#233; necessariamente antidemocr&#225;tico.</p><blockquote><p>Historicamente, esse foi o caso.</p></blockquote><p>Por exemplo, tem... Sim, historicamente, as sociedades pol&#237;ticas foram bastante governadas por monarquias. Enfim, nem sempre. Veja, a Su&#237;&#231;a por s&#233;culos foi uma democracia, a Santa S&#233; sempre teve rela&#231;&#245;es... </p><blockquote><p>Enfim, ser&#225; que esse tipo de ordem social, baseada na autoridade, baseada na hierarquia, a que o senhor quer respeito, o senhor acha que era no fundo a mensagem de Cristo?</p></blockquote><p>Ah, acredito que a uni&#227;o entre o estado e a Igreja, tal como foi por quase quinze s&#233;culos, bem, era a f&#243;rmula que era desejada pelo bom Deus, sim, desejada por Nosso Senhor, onde existe um acordo entre...</p><blockquote><p>Nada acima do Evangelho.</p></blockquote><p>Ah, como... E a Igreja, por sua mensagem espiritual... A mensagem espiritual est&#225; necessariamente muito acima da mensagem temporal e, portanto, todas as sociedades devem contribuir para o reinado de Deus, para que Seu reinado chegue, que venha a n&#243;s o Seu reino e Sue sua vontade seja feita assim na terra como no c&#233;u.</p><p>Portanto, que a vontade de Deus seja feita n&#227;o apenas na Igreja, mas tamb&#233;m seja feita na sociedade civil. Portanto, deve haver uma concord&#226;ncia entre a lei que a Igreja segue e a lei que o estado segue. N&#227;o &#233; poss&#237;vel que o bom Deus fa&#231;a duas sociedades que discordem entre si. Seria inacredit&#225;vel que ...</p><blockquote><p>Eu lhe agrade&#231;o, Monsenhor Lefebvre.</p></blockquote><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/catecismo-da-obediencia-entrevista?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/catecismo-da-obediencia-entrevista?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p 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url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!fiEu!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ff6fa5008-6e23-4376-8023-84c74f5e8787_1024x768.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!fiEu!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ff6fa5008-6e23-4376-8023-84c74f5e8787_1024x768.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!fiEu!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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atuais que dizem respeito diretamente &#224; Tradi&#231;&#227;o Cat&#243;lica.</p><p>Segue:</p><div><hr></div><ol><li><p><strong><span>Da oportunidade da vossa mais recente visita ao Brasil</span></strong></p></li></ol><p><span>J&#225; estive, em diversas ocasi&#245;es, em Nova Friburgo com Monsenhor Tom&#225;s e os irm&#227;os, e alegro-me com esta nova visita.</span></p><ol start="2"><li><p><strong><span> Sobre as novas sagra&#231;&#245;es da FSSPX e sua atualidade para a Tradi&#231;&#227;o Cat&#243;lica</span></strong></p></li></ol><p><span>A atualidade s&#227;o as consagra&#231;&#245;es na FSSPX, que provam, mais uma vez, a rejei&#231;&#227;o da Tradi&#231;&#227;o Cat&#243;lica por parte do Vaticano. Pretendem impor falsas excomunh&#245;es, como no tempo de Dom Lefebvre, e recusam-se, equivocadamente, a reconhecer o estado e a situa&#231;&#227;o calamitosa da Igreja, bem como o correspondente estado de necessidade na Igreja para conservar &#237;ntegros a doutrina da f&#233; e a validade dos sacramentos &#8212; dois elementos absolutamente necess&#225;rios para alcan&#231;ar a salva&#231;&#227;o.</span></p><p><span>Esta situa&#231;&#227;o obriga os bispos a justificarem claramente esse estado de necessidade; isto &#233;, a denunciar aos fi&#233;is todos os esc&#226;ndalos do falso ecumenismo, da liturgia, das missas modernas e das declara&#231;&#245;es escandalosas que destroem a f&#233; nas almas por parte de muitos membros da Hierarquia. Santa Joana d&#8217;Arc dizia aquilo que a Igreja hoje pode repetir: </span><strong><span>&#8220;Bispo, &#233; por tua causa que eu morro.&#8221;</span></strong></p><p><span>O que hoje sustenta a Igreja, dizia Dom Lefebvre, s&#227;o bispos que abrem semin&#225;rios e ensinam a verdadeira doutrina da f&#233; cat&#243;lica aos futuros sacerdotes.</span></p><p><span>V&#225;rios santos e m&#237;sticos nos advertiram que, nesta &#233;poca de apostasia geral, nada, absolutamente nada, permanecer&#225; de p&#233;.</span></p><p><span>No deserto conciliar existir&#227;o poucos o&#225;sis familiares onde a f&#233; ser&#225; conservada; e, quando tudo parecer perdido, ent&#227;o vir&#225; a hora de Deus e, no futuro, uma magn&#237;fica ressurrei&#231;&#227;o para todos os povos e para a Igreja Cat&#243;lica.</span></p><p><span>Por isso, rezem todos os dias os atos de F&#233;, de Esperan&#231;a e de Caridade, inclusive contra as sugest&#245;es do dem&#244;nio, que procura desanimar-nos.</span></p><p><em><strong><span>Sursum Corda</span></strong></em><span> (&#8221;Cora&#231;&#245;es ao Alto!&#8221;).</span></p><p><span>&#8220;</span><em><span>No fim, meu Cora&#231;&#227;o Imaculado triunfar&#225;.</span></em><span>&#8221;</span></p><p><strong><span>S.E.R. Dom Jean-Michel Faure, SAJM.</span></strong></p><p><strong>20 de julho - S. Jer&#244;nimo Emiliano, confessor.</strong></p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/das-sagracoes-da-fsspx-e-demais-atualidades?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/das-sagracoes-da-fsspx-e-demais-atualidades?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/das-sagracoes-da-fsspx-e-demais-atualidades/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/das-sagracoes-da-fsspx-e-demais-atualidades/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><div><hr></div><p>Entrevistador: <a href="https://www.instagram.com/luigifalcon/">Luigi Falcon</a></p><div><hr></div><blockquote><p><strong>Sobre o referido Semin&#225;rio Dom Marcel Lefebvre, o contato para voca&#231;&#245;es e demais atividades da SAJM no Brasil pode ser consultado em: <a href="https://seminariodomlefebvre.com/vocacoes/">https://seminariodomlefebvre.com/vocacoes/</a></strong></p></blockquote><div><hr></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O Motu Proprio Ecclesia dei, pelo Rev. Pe. Gregorius Hesse]]></title><description><![CDATA[Confer&#234;ncia realizada em Innsbruck, 19/01/1996]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/o-motu-proprio-ecclesia-dei-pelo</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/o-motu-proprio-ecclesia-dei-pelo</guid><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 16:28:22 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!fMrg!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F4f12a2a9-a88c-4a38-b281-878985f242a8_1280x720.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!fMrg!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F4f12a2a9-a88c-4a38-b281-878985f242a8_1280x720.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!fMrg!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F4f12a2a9-a88c-4a38-b281-878985f242a8_1280x720.png 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!fMrg!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F4f12a2a9-a88c-4a38-b281-878985f242a8_1280x720.png 848w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!fMrg!, /__u/tradtalk.substack.com/w_1272, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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data-attrs="{&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/4f12a2a9-a88c-4a38-b281-878985f242a8_1280x720.png&quot;,&quot;srcNoWatermark&quot;:null,&quot;fullscreen&quot;:null,&quot;imageSize&quot;:null,&quot;height&quot;:720,&quot;width&quot;:1280,&quot;resizeWidth&quot;:null,&quot;bytes&quot;:1358122,&quot;alt&quot;:null,&quot;title&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;image/png&quot;,&quot;href&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:false,&quot;topImage&quot;:true,&quot;internalRedirect&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/i/204639816?img=https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F4f12a2a9-a88c-4a38-b281-878985f242a8_1280x720.png&quot;,&quot;isProcessing&quot;:false,&quot;align&quot;:null,&quot;offset&quot;:false}" class="sizing-normal" alt="" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!fMrg!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_auto, 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src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/1Gci_fY9Urc?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><p>Claro que eu devo, agora, para aqueles que, da &#250;ltima vez que aconteceu a palestra, souberam a tempo, repetir o que falei. Mas o que vamos ver hoje &#233; importante demais para algu&#233;m perder. Porque todos os nossos caros amigos da Fraternidade de S&#227;o Pedro e de outros institutos como Barroux ou Gricigliano se referem a um magn&#237;fico <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">documento do nosso caro Santo Padre de 2 de julho de 1988, chamado Ecclesia Dei</span>. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">E vou mostrar aqui hoje que esse documento &#233; uma fraude.</span> Tanto teol&#243;gica quanto can&#244;nica. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">E eu posso provar isso</span> e posso chamar isso de golpe porque, ao final da palestra, voc&#234;s saber&#227;o sem d&#250;vidas que foi e &#233; um golpe.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>O documento &#233; o &#250;nico que vem do atual Santo Padre e ainda &#233; curto. Aqui na fotoc&#243;pia s&#243; tem uma p&#225;gina e depois duas p&#225;ginas. Ou seja, um documento de tr&#234;s p&#225;ginas neste formato e n&#227;o, como costuma acontecer, de 120 p&#225;ginas. Isso &#233; bom, tamb&#233;m nos permite deton&#225;-lo muito mais r&#225;pido. Porque o documento infelizmente &#233; can&#244;nico, e vamos olhar primeiro para o aspecto can&#244;nico. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">&#201; uma fraude can&#244;nica, porque o documento afirma que estamos em cisma. </span>Bem, quero dizer, claro que sei que todos que est&#227;o aqui sabem que n&#227;o estamos em cisma. Mas o documento diz isso, e &#233; o que o documento diz &#233; isto:</p><h1>Ponto 1: Acusa&#231;&#227;o de cisma</h1><p>Agora vou, em partes, l&#234;-lo na &#237;ntegra, para que voc&#234;s possam realmente ver que confus&#227;o &#233; essa.</p><blockquote><p>&#8220;Com grande afli&#231;&#227;o a Igreja tomou conhecimento da ileg&#237;tima ordena&#231;&#227;o episcopal conferida, a 30 de Junho, pelo Arcebispo Marcel Lefebvre.&#8221;</p></blockquote><p>Est&#225; bem, Vamos admitir ao Vaticano que, <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">de acordo com o novo direito can&#244;nico, como tem sido o caso desde 1949, a ordena&#231;&#227;o de bispos, se for contra a vontade do Papa, certamente &#233; il&#237;cita &#224; primeira vista.</span> &#192; primeira vista, reparem. Bem, n&#227;o podemos reclamar, &#233; l&#243;gico, sen&#227;o j&#225; estaria tudo confirmado desde o in&#237;cio. Mas a&#237; vem:</p><blockquote><p>&#8220;que tornou v&#227;os todos os esfor&#231;os, feitos desde h&#225; anos, a fim de assegurar &#224; Fraternidade Sacerdotal de S&#227;o Pio X, fundada pelo mesmo Mons. Lefebvre, a plena comunh&#227;o com a Igreja.&#8221;</p></blockquote><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Se o documento diz que a plena comunh&#227;o com a Igreja deve ser assegurada aqui,</span> ent&#227;o isso significa que n&#243;s, na Fraternidade de S&#227;o Pio X, todos os fi&#233;is e assim por diante, <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">n&#227;o estamos em plena comunh&#227;o com a Igreja. Mas, se n&#227;o estamos em plena comunh&#227;o com a Igreja, ent&#227;o estamos em cisma.</span> Isso significa que somos cism&#225;ticos. Como os anglicanos, por exemplo. Ou os ortodoxos, os ortodoxos russos, os ortodoxos gregos. Portanto, aqui &#233; declarado pela primeira vez que n&#227;o temos plena comunh&#227;o com a Igreja.</p><blockquote><p>&#8220;Com efeito, tais esfor&#231;os, especialmente intensos nos &#250;ltimos meses, em que a S&#233; Apost&#243;lica usou de compreens&#227;o at&#233; ao limite do poss&#237;vel, de nada serviram.&#8221;</p></blockquote><h1>Ponto 2: a salva&#231;&#227;o (universal?) das almas</h1><blockquote><p>&#8220;Esta afli&#231;&#227;o &#233; sentida de modo particular pelo Sucessor de Pedro, o primeiro a quem compete a tutela da unidade da Igreja, embora o n&#250;mero das pessoas diretamente envolvidas nestes eventos tenha sido pequeno&#8230;&#8221;</p></blockquote><p> (Agora chegamos &#224; teologia, mas j&#225; discutimos isso aqui, podemos pular isso hoje) </p><blockquote><p>&#8220;&#8230;porque toda a pessoa &#233; amada por Deus por si mesma e foi resgatada pelo sangue de Cristo.&#8221;</p></blockquote><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Ent&#227;o, de novo, temos a salva&#231;&#227;o universal aqui tamb&#233;m, j&#225; estamos todos redimidos.</span> Que bom! Ent&#227;o por que nos esfor&#231;amos?</p><blockquote><p>&#8220;Pelo sangue de Cristo, derramado na Cruz pela salva&#231;&#227;o de todos. As circunst&#226;ncias particulares, tanto objetivas quanto subjetivas, nas quais o ato do Arcebispo Lefebvre foi realizado, oferecem a todos a ocasi&#227;o para uma profunda reflex&#227;o e para um renovado empenho de fidelidade a Cristo e &#224; Sua Igreja.&#8221;</p></blockquote><p>Acho que j&#225; o fizemos, n&#227;o &#233;? N&#227;o d&#225; para reclamar.</p><h1>Ponto 3: Uma &#8220;excomunh&#227;o&#8221; contr&#225;ria ao pr&#243;prio Direito Can&#244;nico</h1><p>E agora, o Direito Can&#244;nico de novo:</p><blockquote><p>&#8220;Em si mesmo, tal ato foi uma desobedi&#234;ncia ao Romano Pont&#237;fice em mat&#233;ria grav&#237;ssima e de import&#226;ncia capital para a unidade da Igreja, como &#233; a ordena&#231;&#227;o dos bispos, mediante a qual &#233; mantida sacramentalmente a sucess&#227;o apost&#243;lica.&#8221;</p></blockquote><p>Mas agora &#233; uma contradi&#231;&#227;o com o que est&#225; acima. Diz acima que n&#227;o estamos em plena comunh&#227;o. Aqui, de repente, apenas o pr&#243;prio ato permanece como desobediente. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Sim, o direito can&#244;nico n&#227;o v&#234; a consagra&#231;&#227;o il&#237;cita de bispos como ato cism&#225;tico, mas como desobedi&#234;ncia. </span>O pr&#243;prio C&#243;digo de Direito Can&#244;nico, por favor! Pois ali a consagra&#231;&#227;o episcopal est&#225; entre as coisas que s&#227;o simplesmente proibidas e n&#227;o entre as coisas que pertencem ao cisma.</p><p>Vejam como isso aqui &#233; distorcido e transformado com frases amb&#237;guas:</p><blockquote><p>&#8220;Por isso, tal desobedi&#234;ncia &#8213; que traz consigo uma rejei&#231;&#227;o pr&#225;tica do Primado romano &#8213; constitui um ato cism&#225;tico.&#8221;</p></blockquote><p>Isso &#233; uma afronta! Se eu desobede&#231;o o Papa em alguma coisa, n&#227;o estou negando sua primazia. Algo assim &#233; uma insol&#234;ncia. Por exemplo, se o Papa me diz em uma carta pessoal: &#8220;Caro Herr Doktor Hesse, o senhor deve rezar a missa nova&#8221; e eu respondo a ele: &#8220;N&#227;o!&#8221;, isso &#233; desobedi&#234;ncia, segundo a forma como eles interpretam o direito can&#244;nico.</p><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Isso n&#227;o significa que eu negue sua primazia. </span>Isso n&#227;o significa que eu negue que o Papa seja o Sumo Pont&#237;fice. Isso n&#227;o significa que eu negue que o Papa seja o Vig&#225;rio de Cristo. N&#227;o nego um &#250;nico t&#237;tulo ao Papa se o desobede&#231;o em alguma parte. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">S&#243; &#233; cism&#225;tico quando digo que n&#227;o perten&#231;o mais a ele por princ&#237;pio</span>. Isto &#233;, quando digo que ele n&#227;o &#233; Papa, ou &#233; Papa, mas o que ele diz n&#227;o me interessa, etc. Isso &#233; cism&#225;tico. Mas se sou desobediente em um &#250;nico assunto, o que isso tem a ver com cisma?</p><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Vejam que este documento, que saiu cinco anos ap&#243;s a publica&#231;&#227;o do novo C&#243;digo de Direito Can&#244;nico, j&#225; viola este C&#243;digo de Direito Can&#244;nico, pelo menos quanto ao conte&#250;do.</span> Porque este C&#243;digo de Direito Can&#244;nico diz que o cisma &#233; a vontade expressamente declarada de n&#227;o estar ligado de forma alguma com o Pont&#237;fice Romano. E ent&#227;o eu gostaria de ver onde foi que o Arcebispo Lefebvre disse alguma vez que n&#227;o estava ligado ao Pont&#237;fice Romano. N&#227;o preciso dizer, voc&#234;s sabem.</p><p>Mas o que est&#225; escrito aqui &#233; incrivelmente atrevido e ao mesmo tempo uma cal&#250;nia. Cito a frase novamente:</p><blockquote><p>&#8220;Por isso, tal desobedi&#234;ncia...&#8221;</p></blockquote><p>E agora uma frase subordinada, &#233; assim que eles fazem.</p><blockquote><p>&#8220;Por isso, tal desobedi&#234;ncia &#8213; que traz consigo uma rejei&#231;&#227;o pr&#225;tica do Primado romano &#8213; constitui um ato cism&#225;tico.&#8221;</p></blockquote><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Se o Direito Can&#244;nico for tratado como este documento o tratou, ent&#227;o eu posso fazer qualquer coisa. Porque eu ainda conhe&#231;o o Direito Can&#244;nico a tal ponto que posso deixar outros par&#225;grafos t&#227;o distorcidos de acordo com tais m&#233;todos que, por exemplo, eu poderia me casar imediatamente.</span> Aposto que, se voc&#234; estudar direito can&#244;nico em profundidade, encontrar&#225; uma brecha em algum lugar que tamb&#233;m permita isso, se voc&#234; interpretar o Direito Can&#244;nico da forma que esses senhores fazem. E isso n&#227;o &#233; cat&#243;lico.</p><p>Continuando com o texto:</p><blockquote><p>&#8220;Ao realizar tal ato, n&#227;o obstante a advert&#234;ncia formal...&#8221;</p></blockquote><p>Portanto, houve advert&#234;ncia do Santo Padre ao Arcebispo: &#8220;Ai de voc&#234;s se fizerem isso, porque ent&#227;o...&#8221;</p><blockquote><p>&#8220;Ao realizar tal ato, n&#227;o obstante a advert&#234;ncia formal que lhes foi enviada pelo Prefeito da Congrega&#231;&#227;o para os Bispos no passado dia 17 de Junho, Mons. Lefebvre e os sacerdotes Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta incorreram na grave pena da excomunh&#227;o prevista pela disciplina eclesi&#225;stica.&#8221;</p></blockquote><p>Bem, isso aqui &#233; apenas uma declara&#231;&#227;o, tomem cuidado agora. S&#243; se estabelece aqui que, como diz no C&#243;digo de Direito Can&#244;nico, algu&#233;m sem direito, ou seja, contra a vontade do Papa, sagra bispos, est&#225; automaticamente, - ou, como se diz: &#8220;lat&#230; sententi&#230;&#8221; - ou seja, por julgamento j&#225; proferido, excomungado. Mas isso &#233; apenas confirmado aqui e n&#227;o reformulado como um julgamento. Isso &#233; importante. Logo veremos por qu&#234;.</p><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Ent&#227;o isso &#233; confirmado aqui, mas n&#227;o proclamado novamente. Cuidado! Por isso n&#227;o ser promulgado novamente agora, este documento n&#227;o &#233; juridicamente um julgamento. </span>Se fosse uma senten&#231;a judicial, j&#225; que foi assinada pelo pr&#243;prio Papa, n&#227;o haveria recursos, nem negocia&#231;&#245;es, nem nada. Agora, por&#233;m, a excomunh&#227;o autom&#225;tica &#233; apenas lembrada aqui.</p><p>E com isso tamb&#233;m fica claro por que um padre que trabalha em Gricigliano, um americano de Nova York, escreveu uma tese de doutorado na Pontif&#237;cia Universidade Gregoriana h&#225; alguns meses, na qual prova que nem o arcebispo Lefebvre, nem Castro Mayer, nem os cinco bispos vivos est&#227;o excomungados. Observem: diante da Pontif&#237;cia Universidade Gregoriana, ele escreve esta tese de doutorado na qual prova que as Excel&#234;ncias n&#227;o est&#227;o excomungadas, e obt&#233;m a nota m&#225;xima <em>summa cum laude</em>. </p><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Ou seja, se o Direito Can&#244;nico &#233; aplicado a s&#233;rio,</span> se &#233; aplicado tal como est&#225; escrito, ent&#227;o segundo a reta raz&#227;o &#233; evidente, e o Cardeal Ratzinger tamb&#233;m confirmou pessoalmente, que <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">nem o Arcebispo nem Castro Mayer foram excomungados, nem foram excomungados o atuais quatro bispos </span>e Monsenhor Rangel em Campos. Eles n&#227;o foram.</p><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Se n&#227;o foram excomungados sequer uma &#250;nica vez, tamb&#233;m n&#227;o podem estar em cisma. </span>Porque o cisma se op&#245;e especificamente &#224; sagra&#231;&#227;o episcopal n&#227;o s&#243; desde a excomunh&#227;o de 1949, mas a excomunh&#227;o remonta a Cristo. Desde que o conceito de excomunh&#227;o existe, ele representa o pecado do cisma. A&#237; se v&#234; que esse documento &#233; fraude. Este documento tenta... Bem, se isso tivesse acontecido em 1983, eu diria: &#8220;A-ha! Eles ainda n&#227;o estudaram o novo Direito Can&#244;nico.&#8221; Mas cinco anos depois, em 88, tal documento j&#225; havia sido oficialmente contestado at&#233; pelo Vaticano, mas n&#227;o revogado. Isso &#233; fraude. Que outro nome poderia ter, por favor? Erro, talvez? N&#227;o. Os erros devem ser corrigidos. Se algu&#233;m persiste no erro, torna-se fraude. Ou mentira, se preferirem.</p><h1>Ponto 5: Uma bela no&#231;&#227;o da Igreja&#8230; e uma falsa no&#231;&#227;o de doutrina</h1><p>Vou pular o ponto 4 do documento agora porque isso &#233; o mais importante, vamos ver no final. Continuando. O ponto 5 n&#227;o preciso ler. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">O ponto 5 &#233; totalmente, 100%, cat&#243;lico e totalmente fora de contexto.</span> Ent&#227;o a&#237; se fala da unidade da Igreja, pela qual se deve sempre estar sujeito ao Pont&#237;fice Romano, etc. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">E tirando uma &#250;nica frase, tudo o que est&#225; a&#237; est&#225; absolutamente correto.</span> S&#243; que n&#227;o tem absolutamente nada a ver com os eventos reais de 1988. Voc&#234;s ver&#227;o isso logo. Mas vou fazer uma leitura r&#225;pida agora para quem quiser ver.</p><blockquote><p>&#8220;Ante a situa&#231;&#227;o criada, sinto o dever de tornar todos os fi&#233;is cat&#243;licos c&#244;nscios de alguns aspectos, que esta triste circunst&#226;ncia p&#245;e em evid&#234;ncia.&#8221; </p></blockquote><p>Bem, &#233; claro que eles chamam de triste, n&#227;o precisamos nos incomodar.</p><blockquote><p>&#8220;O &#234;xito a que chegou o movimento promovido por Mons. Lefebvre pode e deve ser motivo, para todos os fi&#233;is cat&#243;licos, de uma sincera reflex&#227;o sobre a pr&#243;pria fidelidade &#224; Tradi&#231;&#227;o da Igreja, autenticamente interpretada pelo Magist&#233;rio eclesi&#225;stico, ordin&#225;rio ou extraordin&#225;rio, de modo especial nos Conc&#237;lios Ecum&#234;nicos desde o de Niceia ao [Vaticano I].&#8221;</p></blockquote><p>- N&#227;o est&#225; assim, claro que est&#225; Vaticano II -</p><blockquote><p>&#8220;Desta reflex&#227;o, todos devem haurir uma renovada e efetiva convic&#231;&#227;o da necessidade de ainda melhorar e aumentar essa fidelidade, fazendo com que interpreta&#231;&#245;es err&#244;neas e aplica&#231;&#245;es abusivas em mat&#233;ria doutrinal, lit&#250;rgica e disciplinar sejam refutadas.&#8221; </p></blockquote><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Que bom, o Vaticano refuta a si mesmo!</span> Onde est&#225; ocorrendo o abuso? Talvez l&#225; no topo?</p><blockquote><p>&#8220;Sobretudo aos Bispos compete, pela miss&#227;o pastoral, que lhes &#233; pr&#243;pria, o grave dever de exercer uma vigil&#226;ncia perspicaz, cheia de caridade e fortaleza; a fim de que essa fidelidade seja salvaguardada em toda a parte.&#8221;</p></blockquote><p>- Claro, cinco bispos fazem isso! N&#227;o conhe&#231;o nenhum outro, para ser sincero. N&#227;o posso citar um bispo na &#193;ustria com, como est&#225; aqui, uma vigil&#226;ncia perspicaz, cheia de caridade e fortaleza para que essa fidelidade, como citado acima, fosse salvaguardada em todos os lugares. Quem foi? Nem mesmo o Krenn! Quem, ent&#227;o? Nem mesmo o Eder!</p><blockquote><p>&#8220;Todavia, &#233; preciso que todos os Pastores e os demais fi&#233;is tomem nova consci&#234;ncia, n&#227;o s&#243; da legitimidade mas tamb&#233;m da riqueza que representa para a Igreja a diversidade de carismas e de tradi&#231;&#245;es de espiritualidade e de apostolado, o que constitui a beleza da unidade na variedade: daquela sintonia que, sob o impulso do Esp&#237;rito Santo, a Igreja terrestre eleva ao c&#233;u.&#8221;</p></blockquote><p>Lindo! Mas o que isso tem a ver com os eventos de 88?</p><blockquote><p>&#8220;b) Quereria, al&#233;m disso, chamar a aten&#231;&#227;o dos te&#243;logos e dos outros peritos nas ci&#234;ncias eclesi&#225;sticas, para que tamb&#233;m eles se sintam interpelados pelas circunst&#226;ncias presentes.&#8221;</p></blockquote><p>Digo o mesmo! E agora vem a frase que eu disse que n&#227;o d&#225; para ver dessa forma: </p><blockquote><p>&#8220;Com efeito, a amplitude e a profundidade dos ensinamentos do Concilio Vaticano II&#8221;</p></blockquote><p>- j&#225; vimos como s&#227;o essa amplitude e profundidade -</p><blockquote><p>&#8220;requerem um renovado empenho de aprofundamento, no qual se ponha em relevo a continuidade do Concilio com a Tradi&#231;&#227;o.&#8221;</p></blockquote><p>Voc&#234;s se lembram que nunca antes na hist&#243;ria da Igreja foi necess&#225;rio provar por novas pesquisas que o Conc&#237;lio de Floren&#231;a ou o Conc&#237;lio de Trento ou o Conc&#237;lio Vaticano I est&#227;o de acordo com a Tradi&#231;&#227;o? O Vaticano s&#243; se defende. Ele est&#225; defendendo algo que n&#227;o &#233; defens&#225;vel, mas s&#243; est&#225; defendendo agora. Ouve-se do Vaticano, seja do Cardeal Ratzinger ou do pr&#243;prio Papa, nada mais do que a declara&#231;&#227;o absoluta de que o Vaticano II &#233; &#243;timo, viva, viva, e ainda est&#225; de acordo com a Tradi&#231;&#227;o. Voc&#234; n&#227;o ouve mais nada! Bem, ele diz isso o suficiente por si s&#243;, eu acho.</p><h2>N&#243;s n&#227;o compreendemos NOVOS pontos de doutrina?</h2><p>E l&#225; vamos n&#243;s:</p><blockquote><p>&#8220;Requerem um renovado empenho de aprofundamento, no qual se ponha em relevo a continuidade do Concilio com a Tradi&#231;&#227;o, do modo especial nos pontos de doutrina que, talvez pela sua novidade, ainda n&#227;o foram bem compreendidos por alguns setores da Igreja.&#8221;</p></blockquote><p>Ent&#227;o, n&#243;s somos o gado sentado aqui e a nova doutrina... Por favor, n&#227;o s&#227;o palavras minhas!</p><blockquote><p>&#8220;Do modo especial nos pontos de doutrina que, talvez pela sua novidade&#8221;</p></blockquote><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Pontos de doutrina, ou seja, do Magist&#233;rio, que s&#227;o novos. Mas o juramento de coroa&#231;&#227;o papal voa pela janela! </span>E j&#225; vimos ele aqui. E l&#225; diz que nada de novo pode ser anunciado.</p><p>E no dogma de 1870 sobre a infalibilidade papal (Quem quiser pesquisar no quarto cap&#237;tulo: Denzinger-Sch&#246;nmetzer, n&#250;mero 3070) diz que o Esp&#237;rito Santo n&#227;o foi dado aos ap&#243;stolos, ou seja, que o Esp&#237;rito Santo n&#227;o foi dado aos sucessores de Pedro para que anunciem uma nova doutrina, mas para que a antiga doutrina transmitida pelos ap&#243;stolos, isto &#233;, a tradi&#231;&#227;o, sejam &#8220;Sancte custodirent&#8221;, textualmente, &#8220;et fideliter exponerent&#8221;: <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">conservadas santamente e interpretadas fielmente. &#201; esse o dever do Papa. Isso est&#225; como dogma, por favor!</span> Nada de inven&#231;&#245;es. Conservar santamente e interpretar fielmente, e nada de nova doutrina.</p><p>Eis aqui, vou citar novamente, porque &#233; realmente interessante:</p><blockquote><p>&#8220;Do modo especial nos pontos de doutrina, que, talvez pela sua novidade, por alguns setores da Igreja&#8221;</p></blockquote><p>- Mas n&#227;o somos um setor. Ou ser&#225; que somos? Como posso ver isso? -</p><blockquote><p>&#8220;n&#227;o foram bem compreendidos.&#8221;</p></blockquote><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Ent&#227;o n&#243;s somos o gado que n&#227;o entendeu a ilumina&#231;&#227;o do Esp&#237;rito Santo no Conc&#237;lio Vaticano II</span>, cito Jo&#227;o Paulo II. Ent&#227;o somos n&#243;s que n&#227;o entendemos o que est&#225; sendo ensinado l&#225;. Somos n&#243;s que n&#227;o entendemos como os maometanos oram ao mesmo Deus que n&#243;s. Bem, n&#243;s tamb&#233;m n&#227;o queremos entender isso.</p><h2>O cisma &#233; algo grave. Mas os cism&#225;ticos somos n&#243;s?</h2><blockquote><p>&#8220;c) Nas presentes circunst&#226;ncias, desejo sobretudo dirigir um apelo, ao mesmo tempo solene e comovido, paterno e fraterno, a todos aqueles que at&#233; agora, de diversos modos, estiveram ligados ao movimento do Arcebispo Lefebvre, a fim de que cumpram o grave dever de permanecerem unidos ao Vig&#225;rio de Cristo na unidade da Igreja Cat&#243;lica, e de n&#227;o continuarem a apoiar de modo algum esse movimento.&#8221; </p></blockquote><p>Quem est&#225; em unidade com a Igreja? O Arcebispo Lefebvre, que disse que nada pode ser mudado no ensino cat&#243;lico? Ou Jo&#227;o Paulo II, que diz aqui que h&#225; novos pontos de doutrina? E que fala do fato de que, cito textualmente, a &#8220;estupefa&#231;&#227;o a respeito do valor e dignidade do homem chama-se Evangelho&#8221;? [Redemptor Hominis 10 &#167;2.] </p><p>Quem &#233; cat&#243;lico aqui? Quem est&#225; unido aqui com a sucess&#227;o de S&#227;o Pedro? Quem est&#225; unido &#224; Igreja Cat&#243;lica aqui? Algu&#233;m que declara que o humanismo e a auto-admira&#231;&#227;o s&#227;o o Evangelho? Ou algu&#233;m que explica o Evangelho?</p><blockquote><p>&#8220;Ningu&#233;m deve ignorar que a ades&#227;o formal ao cisma constitui grave ofensa a Deus e comporta a excomunh&#227;o estabelecida pelo Direito da Igreja.&#8221;</p></blockquote><p>Sim, e o que mais? N&#243;s sabemos disso. N&#227;o nos interessa.<span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);"> N&#227;o estamos em cisma, n&#227;o queremos estar em cisma. E s&#243; se pode estar no cisma de duas maneiras. Quer declarando que o Papa n&#227;o &#233; Papa, quer dizendo que n&#227;o quer ouvi-lo. N&#243;s n&#227;o fizemos isso. Pelo contr&#225;rio. </span>O Arcebispo sempre disse que devemos estar sujeitos ao Papa e rezar por ele e, onde ele legitimamente der ordens, obedec&#234;-lo. E expulsou da Fraternidade aqueles que diziam que o Papa n&#227;o era papa.</p><p>Isso provavelmente est&#225; claro. Como ent&#227;o pode haver um cisma? Os padres Kelly, Cekada e Sanborn, os superiores que estavam nos EUA, acho que foi em 1983, n&#227;o me lembro agora, foram demitidos por causa disso. J&#225; tratamos do assunto do sedevacantismo aqui e espero que esteja claro.</p><h2>A defesa da Tradi&#231;&#227;o deve ser uma quest&#227;o de f&#233;, n&#227;o uma quest&#227;o pessoal</h2><blockquote><p>&#8220;A todos estes fi&#233;is cat&#243;licos, que, a algumas precedentes formas lit&#250;rgicas e disciplinares da tradi&#231;&#227;o latina se sentem vinculados, desejo manifestar tamb&#233;m a minha vontade &#8213; &#224; qual pe&#231;o que a dos Bispos e a de todos aqueles que desempenham na Igreja o minist&#233;rio pastoral se associem &#8213; de lhes facilitar a comunh&#227;o eclesial.&#8221;</p></blockquote><p>Estamos em cisma. Aqui est&#225; claro agora. &#8220;Que os bispos facilitem nossa comunh&#227;o eclesial&#8221;. N&#227;o estar na comunh&#227;o eclesial &#233; cisma ou apostasia. Apostasia &#233; a rejei&#231;&#227;o total da f&#233;.</p><blockquote><p>&#8220;Mediante as medidas necess&#225;rias para garantir o respeito das suas justas aspira&#231;&#245;es.&#8221; </p></blockquote><p>Ent&#227;o, agora tem v&#225;rias coisas. Em primeiro lugar, <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">&#233; uma insol&#234;ncia dizer que estamos vinculados a formas precedentes de liturgia.</span> Isso significa que somos um bando de malucos, de nost&#225;lgicos do passado que, como eu, passeiam por Viena com o bonde do museu. O que isso significa, por favor? N&#243;s vamos &#224; Santa Missa porque ela nos agrada mais!? Ora, se um de voc&#234;s vai &#224; Santa Missa s&#243; porque ela o deixa mais feliz, ent&#227;o tem que recome&#231;ar os estudos. Porque o Arcebispo tinha raz&#227;o ao dizer que devemos rejeitar a missa nova por motivos de f&#233;. Mas essa &#233; uma diferen&#231;a abismal. Que a gente goste mais, isso &#233; legal, fico feliz se todos os presentes gostarem mais. Mas n&#227;o &#233; por isso que estamos aqui. Porque a decis&#227;o de irmos &#224; missa nova ou &#224; antiga n&#227;o cabe a n&#243;s. N&#227;o temos permiss&#227;o para decidir. Isso n&#227;o &#233; para n&#243;s.</p><p>N&#227;o podemos dizer que n&#227;o gosto do que o Papa est&#225; fazendo mais do que seus antecessores fizeram. N&#227;o &#233; desse jeito. Ah, n&#227;o! Tem que haver uma cren&#231;a. Deve haver cren&#231;as irrefut&#225;veis. J&#225; vimos isso aqui tamb&#233;m. N&#227;o posso refutar um papa com quest&#245;es de gosto e com te&#243;logos. J&#225; vimos quanto valem os te&#243;logos. Se voc&#234; olhar ao redor. S&#243; podemos refutar um papa com seus antecessores e os conc&#237;lios.</p><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">E somente se o Novus Ordo for comprovadamente contr&#225;rio &#224; f&#233; &#233; que podemos rejeit&#225;-lo. &#201; o que devemos fazer. </span>Mas n&#227;o s&#227;o formas quaisquer, ora essa! &#201; uma insol&#234;ncia incr&#237;vel dizer que estas s&#227;o algumas formas anteriores da liturgia. O pr&#243;prio Papa disse que esta &#233; a missa nova. Ela se chama Novus Ordo Miss&#230;. Novo Ordin&#225;rio da Missa. O Papa afirmou no chamado indulto de 1985 e nos igualmente assim chamados (n&#227;o mencionados aqui) decretos adicionais que ou voc&#234; reza a de 1962 ou a de 1969/70. Mas n&#227;o uma h&#237;brida. Por qu&#234;? Porque n&#227;o &#233; o mesmo rito. &#201; o que o pr&#243;prio Papa est&#225; dizendo.</p><p>Ent&#227;o ele chama este rito, que &#233;, praticamente sem altera&#231;&#245;es, o mesmo que, em 1570, o Papa S&#227;o Pio V estabeleceu para toda a eternidade, de &#8220;algumas precedentes formas&#8221;. Ent&#227;o, ou essa &#233; uma das mentiras mais insolentes que j&#225; li, ou &#233; gan&#226;ncia. Mas isso n&#227;o faz sentido. Algumas precedentes formas? A liturgia codificada pela vontade do Conc&#237;lio de Trento, mas n&#227;o reescrita, como o Novus Ordo? <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Esta liturgia que produziu tantos santos, cujo n&#250;cleo tem mais de 1500 anos, s&#227;o &#8220;algumas precedentes formas&#8221;. Sim, &#233; assim que fala um sect&#225;rio, mas n&#227;o um cat&#243;lico.</span></p><p>Eu quero dizer isso muito a s&#233;rio. &#201; o que diz a Sentinela, que &#233; distribu&#237;da na Maria-Theresien-Stra&#223;e. Os Testemunhas de Jeov&#225; &#233; que falam assim. L&#225; &#233; assim. As coisas mudam. Se a diretoria dos Testemunhas de Jeov&#225;, na sede, decidir sobre uma nova doutrina, ela estar&#225; na Sentinela do dia seguinte e ser&#225; distribu&#237;da l&#225; embaixo. Por exemplo, o fim do mundo j&#225; foi adiado pela terceira ou quarta vez. Ent&#227;o cria-se uma nova doutrina e o neg&#243;cio tem que continuar. E esta nova doutrina estar&#225; ent&#227;o na Sentinela e essa Sentinela &#233; ent&#227;o distribu&#237;da a bobos. Ent&#227;o isso &#233; uma narrativa. E as pessoas devem seguir. Portanto, nos sentimos vinculados a algumas formas anteriores da liturgia. Isso significa que o que acontece na Catedral de Innsbruck todos os domingos &#233; a cl&#225;ssica missa latina com formas mais recentes.</p><p>Bem, adiante:</p><h1>Ponto 6: Roma prop&#245;e uma comiss&#227;o que lhe garantiria vantagem</h1><p>Tamb&#233;m &#233; interessante como o pedido de um papa em rela&#231;&#227;o aos bispos est&#225; sendo atendido. Porque n&#227;o s&#227;o muitas as dioceses onde se cumpre este pedido que ele aqui expressa. Mas n&#227;o precisamos realmente nos preocupar com isso.</p><blockquote><p>&#8220;Tendo em considera&#231;&#227;o a import&#226;ncia e a complexidade dos problemas mencionados neste documento, estabele&#231;o quanto segue:&#8221;</p></blockquote><p> - Ent&#227;o primeiro vem a explica&#231;&#227;o da f&#233;, do direito can&#244;nico, e depois a parte do decreto. Agora o seguinte est&#225; destinado a acontecer:</p><blockquote><p>&#8220;a) &#233; institu&#237;da uma Comiss&#227;o, com a tarefa de colaborar com os Bispos, com os Dicast&#233;rios da C&#250;ria Romana&#8221;</p></blockquote><p>- ou seja, com os minist&#233;rios, por assim dizer -</p><blockquote><p>&#8220;e com os ambientes interessados, a fim de que a plena comunh&#227;o eclesial dos sacerdotes, dos seminaristas, das comunidades ou de cada religioso seja facilitada&#8221;</p></blockquote><p>N&#227;o preservada. Facilitada. Portanto, n&#227;o h&#225; comunh&#227;o plena. Ent&#227;o estamos em cisma. &#201; a terceira vez que se fala aqui.</p><blockquote><p>&#8220;At&#233; agora ligados de diversos modos &#224; Fraternidade fundada por Mons. Lefebvre, que desejem permanecer unidos ao Sucessor de Pedro na Igreja Cat&#243;lica, conservando as suas tradi&#231;&#245;es espirituais e lit&#250;rgicas, de acordo com o Protocolo assinado, a 5 de Maio passado pelo Cardeal Ratzinger e por Mons. Lefebvre.&#8221;</p></blockquote><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Se algum dia eu fosse culpar o Arcebispo Lefebvre por alguma coisa, seria porque ele entrou em p&#226;nico e assinou este documento em 5 de maio. </span>Mas tamb&#233;m houve p&#226;nico. Porque ningu&#233;m entendeu t&#227;o bem o que significam as celebra&#231;&#245;es episcopais como o pr&#243;prio Arcebispo.</p><p>Mas este decreto de 5 de maio, pela a&#231;&#227;o que deve ser tomada aqui, teria estipulado o seguinte: A Fraternidade S&#227;o Pio X recebe um bispo do Vaticano. A Fraternidade de S&#227;o Pedro n&#227;o tem nenhum at&#233; hoje. Embora se diga aqui que uma a&#231;&#227;o deva ser tomada. Mais uma fraude. E desta vez na Fraternidade de S&#227;o Pedro. Isso n&#227;o nos interessa, mas &#233; outra fraude. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Diz aqui, ou seja, est&#225; decretado, que o protocolo de 5 de maio deve ser seguido. Acabei de ler. E ent&#227;o nenhuma a&#231;&#227;o foi tomada.</span></p><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">O registro agora n&#227;o afirma que a Fraternidade ter&#225; um bispo, mas que uma comiss&#227;o ser&#225; estabelecida no Vaticano com 7 membros.</span> Agora cuidado, segurem firme. Estamos na igreja da democracia. Uma comiss&#227;o com 7 membros, <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">2 dos quais seriam da Fraternidade. E um desses dois seira o bispo, conforme seria conveniente ao Vaticano. </span>E ent&#227;o o Arcebispo apresentou os dados pessoais de Tissier, Fellay, Richard Williamson e Galarreta. E alguns outros. Ele os submeteu. E o Vaticano n&#227;o estava certo quanto a isso. Agora posso dizer publicamente, porque n&#227;o &#233; mais segredo. O o Vaticano queria Bisig como bispo. Bom apetite! O Vaticano queria que fosse Bisig. Ou seja, 7 membros da comiss&#227;o, 5 dos quais fornecidos pelo Vaticano, um teria sido enviado pelo Arcebispo, e o s&#233;timo teria sido o bispo que teria sido escolhido de comum acordo de tal forma que ele realmente seria de Roma em caso de d&#250;vida.</p><p>Sim, para onde teria ido a Fraternidade? A cada decis&#227;o a partir da&#237;, o modelo geral deixaria de existir, se toda decis&#227;o a partir da&#237; fosse tomada por uma comiss&#227;o em decis&#245;es majorit&#225;rias onde 5 a 6 representam Roma e apenas um a Fraternidade. 1 a 2. N&#227;o queremos dizer necessariamente que o bispo seria um traidor ou algo assim, mas seria um m&#225;ximo de 2, ou seja, 2 contra 5, em todas as decis&#245;es tomadas. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">E agora, na melhor parte, embora esse protocolo seja uma bagun&#231;a em si, a Fraternidade de S&#227;o Pedro nem entendeu isso. Por um lado, eles agora t&#234;m um superior geral, o que certamente &#233; melhor, mas, por outro lado, ainda n&#227;o conseguiram seu bispo. </span>Ainda t&#234;m que pedir e implorar para que algu&#233;m possa ser encontrado, como o Cardeal Stickler, que est&#225; envelhecendo, ou ainda pode ser o Krenn, se mandado. Ele n&#227;o faria isso voluntariamente. Teria que ser por ordem e assim por diante. Mas isso n&#227;o &#233; problema nosso.</p><blockquote><p>&#8220;b) esta Comiss&#227;o &#233; composta por um Cardeal Presidente e por outros membros da C&#250;ria Romana&#8221;</p></blockquote><p>- esta &#233; a comiss&#227;o Ecclesia Dei -</p><blockquote><p>&#8220;em n&#250;mero que se julgar oportuno segundo as circunst&#226;ncias&#8221;:</p></blockquote><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">O fato &#233; que v&#227;o para l&#225; cardeais que est&#227;o a poucos anos de se aposentar e que, entretanto, n&#227;o d&#227;o a m&#237;nima para o que est&#225; sendo decidido.</span> Foi assim com Innocenti, foi assim com Angelo Felici, que tamb&#233;m conhe&#231;o agora. E as decis&#245;es s&#227;o realmente tomadas por um monsenhor chamado Perl, que disse muito clara e publicamente h&#225; dois anos em Frankfurt que a Fraternidade de S&#227;o Pedro ter&#225; que se acostumar a celebrar o Novus Ordo e ainda tem cinco anos para fazer isso. Declara&#231;&#227;o literal de Monsenhor Perl em Frankfurt h&#225; dois anos, diante de uma quantia consider&#225;vel de testemunhas. E h&#225; tamb&#233;m a carta da Comiss&#227;o Ecclesia Dei a um bispo da Irlanda, onde <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">fica claro que a Comiss&#227;o Ecclesia Dei est&#225; trabalhando para sua dissolu&#231;&#227;o. Ou seja, uma vez que os velhos idiotas que se sentem vinculados a essas velhas tradi&#231;&#245;es morrerem, ent&#227;o voc&#234; dissolve tudo, ent&#227;o nada mais importa.</span></p><blockquote><p> &#8220;c) al&#233;m disso, em toda a parte o esp&#237;rito...&#8221;:</p></blockquote><p>Ent&#227;o &#233; novamente subjetivo, &#233; tudo sentimento. Portanto, n&#227;o temos raz&#245;es teol&#243;gicas para a Missa antiga, &#233; tudo apenas sentimento e emo&#231;&#227;o.</p><blockquote><p>&#8220;Al&#233;m disso, em toda a parte dever&#225; ser respeitado o esp&#237;rito de todos aqueles que se sentem ligados &#224; tradi&#231;&#227;o lit&#250;rgica latina, mediante uma ampla e generosa aplica&#231;&#227;o das diretrizes, j&#225; h&#225; tempos emanadas pela S&#233; Apost&#243;lica, para o uso do Missal Romano segundo a edi&#231;&#227;o t&#237;pica de 1962&#8221;.</p></blockquote><p>Sim, de 1962. Mudou amplamente e generosamente. Por que 62? Por que n&#227;o 65? Por que n&#227;o 67? Por que n&#227;o 55? Por que 62? Porque a missa nova e a antiga liturgia n&#227;o t&#234;m a ver entre si, n&#227;o se combinam, n&#227;o s&#227;o a mesma coisa, mas dois ritos completamente diferentes. Est&#225; aqui novamente! Mas ent&#227;o nos sentimos vinculados a algumas precedentes formas.</p><p>Ent&#227;o, como uma reda&#231;&#227;o escolar, n&#227;o uma nota marginal pol&#234;mica, como uma reda&#231;&#227;o escolar vista por um professor de alem&#227;o decente, o resultado n&#227;o teria sido &#8216;insuficiente&#8217; por causa da l&#237;ngua alem&#227;, mas por causa do conte&#250;do. Ter&#237;amos que chamar alguns professores regulares de alem&#227;o. &#8220;N&#227;o relacionado&#8221;, ele vai marcar. Faz um risco: &#8220;N&#227;o relacionado&#8221;. Por cima, ele faz um risco: &#8220;N&#227;o relacionado&#8221; &#8220;Aqui est&#225; fora de contexto&#8221;. E, bem embaixo, no final, o tema acabou, &#233; insuficiente. Que pena!</p><h1>Ponto 7: at&#233; aqui, n&#227;o vimos o pior</h1><p>Enfim. E agora vem a conclus&#227;o gordurosa de sempre, que &#233; desinteressante:</p><blockquote><p>&#8220;Ao aproximar-se j&#225; o final deste ano dedicado &#224; Sant&#237;ssima Virgem, desejo exortar todos a unirem-se &#224; ora&#231;&#227;o incessante que o Vig&#225;rio de Cristo, pela intercess&#227;o da M&#227;e da Igreja, dirige ao Pai com as mesmas palavras do Filho: que todos sejam um! Dado em Roma, junto de S&#227;o Pedro, no dia 2 do m&#234;s de Julho do ano 1988, d&#233;cimo de Pontificado.&#8221;</p></blockquote><p>Ent&#227;o, agora voc&#234;s podem pensar que ouviram o pior deste documento. Mas tem mais. L&#225; vamos n&#243;s, ou seja: at&#233; agora foi apenas um absurdo, erro e fraude de direito can&#244;nico. E ainda por cima uma boa dose de insol&#234;ncia, na qual nem o pr&#243;prio Papa pode se dar ao luxo de acreditar. Porque se voc&#234; pensa que a primazia do Papa, por exemplo, d&#225; ao papa o direito de me dizer &#8220;voc&#234; &#233; um idiota&#8221;, voc&#234; est&#225; errado.</p><p>Pois o Papa, como todo crist&#227;o, deve cumprir os 10 Mandamentos. E n&#227;o exatamente como todo crist&#227;o, mas mais do que qualquer outro! Muitos santos disseram isso. Ai do papa que n&#227;o guarda nem os 10 mandamentos. E aqui somos insultados, iludidos, enganados e enchidos de insol&#234;ncia. &#201; verdade, <em>Quod licet Iovi, non licet bovi</em>. O que &#233; l&#237;cito a J&#250;piter n&#227;o &#233; l&#237;cito ao boi. Isso j&#225; est&#225; claro. O Santo Padre pode ter um tom muito diferente em rela&#231;&#227;o a n&#243;s do que temos em rela&#231;&#227;o a ele. Isso &#233; claro. Isso n&#227;o se discute de jeito nenhum. Todo mundo em algum lugar sabe que isso &#233; normal.</p><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Mas isso n&#227;o d&#225; ao Santo Padre, mesmo que seja o Santo Padre, o direito de nos classificar como uns idiotas sentimentais que n&#227;o entendem a nova doutrina. I</span>sso &#233; um descaramento, muito menos contra n&#243;s do que contra todos os seus antecessores. &#201; contra todos os m&#225;rtires, contra todos os santos e contra toda a Santa Igreja e Cristo crucificado! E esse &#233; apenas o aspecto can&#244;nico e cort&#234;s do documento.</p><h1>Ponto 4</h1><p>Agora chegamos ao ponto n&#250;mero 4 da Ecclesia Dei, que infelizmente n&#227;o posso julgar sen&#227;o como heresia. Ele n&#227;o est&#225; apenas errado. &#201; diferente. H&#225; uma diferen&#231;a entre erro, err&#244;neo e heresia. O erro &#233; claro de qualquer forma, todos sabemos o que &#233; um erro. Se eu cometer um deslize no p&#250;lpito e falar de quatro pessoas da Sant&#237;ssima Trindade, isso &#233; um erro. Eu n&#227;o sou um herege por isso. Eu n&#227;o acho que s&#227;o quatro pessoas. Todos sabemos que s&#227;o cinco. Mas se eu agora disser do p&#250;lpito que na realidade Deus Filho e Cristo s&#227;o duas pessoas, ent&#227;o isso &#233; err&#244;neo.</p><p>E quando uma tempestade de protestos me segue na sacristia logo ap&#243;s a missa: &#8220;Oh, que erro! O que foi que ele disse?&#8221; e eu digo que eu disse o que eu disse: Pai, Filho, Cristo e Esp&#237;rito Santo - Quatro pessoas. E eles dizem: &#8220;Por favor, o senhor n&#227;o sabe que Pai, Filho e Esp&#237;rito Santo s&#227;o tr&#234;s pessoas?&#8221; E eu digo: &#8220;N&#227;o&#8221;. Ent&#227;o isso &#233; heresia. Eu agora insisto no erro. E por qu&#234;? Ora, a partir deste documento em si, &#233; claro que posso apenas provar que o ponto 4 &#233; err&#244;neo. No entanto, a partir de outros documentos relacionados a este documento, posso provar que o ponto 4 aqui n&#227;o &#233; err&#244;neo, mas &#233; uma heresia. T&#227;o teimosamente repete o erro sobre a f&#233;. Porque o que est&#225; em jogo aqui &#233; o conceito cat&#243;lico de tradi&#231;&#227;o.</p><p>E o Arcebispo Lefebvre n&#227;o perdeu uma oportunidade, publicamente e diante do Santo Padre, de deixar claro o que &#233; o conceito cat&#243;lico de tradi&#231;&#227;o. E referiu-se a isso, como sempre dizia: <em>&#8220;Tradidi vobis quod et accepi&#8221;</em>, transmiti-vos o que recebi. &#201; claro que esse conceito de tradi&#231;&#227;o n&#227;o era o conceito sentimental de tradi&#231;&#227;o de um piloto de bonde de museu que n&#227;o brinca com o bonde do museu, mas brinca com a liturgia. Mas esse era o conceito de tradi&#231;&#227;o do Conc&#237;lio Vaticano I, do Conc&#237;lio de Trento e toda a pr&#243;pria tradi&#231;&#227;o da Igreja. E eu tenho mais para lhes mostrar.</p><p>Cita&#231;&#227;o: Conc&#237;lio Vaticano I, <em>&#8220;Constitutio Dogmatica Dei Filius&#8221;.</em> Denzinger-Sch&#246;nmetzer, n&#250;mero 3006, ou ent&#227;o onde se cita o Conc&#237;lio de Trento, Denzinger-Sch&#246;nmetzer 1501. Fala-se das fontes da f&#233;. <em>Dei filius</em> &#233; dogm&#225;tico, &#233; um dogma. O que vou ler agora &#233; dogm&#225;tico. E ent&#227;o tem um c&#226;none depois. As fontes da f&#233;, isto &#233;, as Escrituras e o sobrenatural, agora citando textualmente:</p><div class="pullquote"><p>&#8220;Esta revela&#231;&#227;o sobrenatural contida nos livros escritos e nas tradi&#231;&#245;es n&#227;o escritas recebidas pelos Ap&#243;stolos da boca do pr&#243;prio Cristo.&#8221;</p></div><p>Por exemplo: Como sabemos que a M&#227;e de Deus foi assunta corporalmente ao c&#233;u? Est&#225; no Evangelho ou n&#227;o est&#225;? Realmente n&#227;o. Isso realmente n&#227;o est&#225; no Evangelho. Isso tamb&#233;m est&#225; nas cartas de Paulo, nas cartas dos Ap&#243;stolos ou ainda no Apocalipse? Realmente n&#227;o est&#225; l&#225;. Como sabemos que ela foi fisicamente ao c&#233;u? Bem, temos certeza dogm&#225;tica desde 1950. Mas como sab&#237;amos antes disso? De uma tradi&#231;&#227;o que foi transmitida por 2000 anos. Resumindo, vou repetir: &#201; uma tradi&#231;&#227;o que foi transmitida. Tradi&#231;&#227;o quer dizer transmiss&#227;o. De uma tradi&#231;&#227;o de 2000 anos! </p><p>E agora o documento dogm&#225;tico <em>Dei Filius</em> nos conta: &#233; das tradi&#231;&#245;es n&#227;o escritas que foram recebidas pelos ap&#243;stolos da boca de Cristo, mas &#233; claro que a assun&#231;&#227;o de Maria ao c&#233;u n&#227;o foi recebida pela boca de Cristo, pelo Esp&#237;rito Santo. Cristo n&#227;o estava mais com eles naquele momento.</p><p>E como deveria acontecer com um conc&#237;lio normal, porque os conc&#237;lios, como Pio VI corretamente afirma em Auctorem Fidei, os conc&#237;lios s&#227;o chamados para esclarecer termos, para tornar termos amb&#237;guos em termos claros, n&#227;o como o Pseudoconc&#237;lio Vaticano II que transformou termos claros em termos amb&#237;guos. E &#233; por isso que um c&#226;none tamb&#233;m se segue neste documento <em>Dei Filius</em>. Denzinger-Sch&#246;nmetzer 3028: </p><div class="pullquote"><p>&#8220;Se algu&#233;m disser que o ser humano deve por si mesmo, progredindo sempre, chegar finalmente &#224; posse de toda a verdade e de todo o bem: seja an&#225;tema.&#8221;</p></div><p>Aqui diz o contr&#225;rio. N&#243;s vamos ler isso agora. Aqui est&#225; o oposto da cita&#231;&#227;o lida dos dois documentos. Cito Ecclesia Dei, n&#250;mero 4:</p><blockquote><p>&#8220;A raiz deste ato cism&#225;tico pode localizar-se numa incompleta e contradit&#243;ria no&#231;&#227;o de Tradi&#231;&#227;o.<span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">&#8221;</span></p></blockquote><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Ent&#227;o agora o Vaticano diz que o Arcebispo est&#225; errado por n&#227;o ter um conceito real de tradi&#231;&#227;o.</span></p><blockquote><p>&#8220;Incompleta, porque n&#227;o tem em suficiente considera&#231;&#227;o o car&#225;ter vivo da Tradi&#231;&#227;o, que &#8213; como &#233; claramente ensinado pelo Conc&#237;lio Vaticano II &#8213; &#8221;</p></blockquote><p>Cita&#231;&#227;o de Dei Verbum, n&#250;mero 8. Esta tradi&#231;&#227;o</p><blockquote><p>&#8220;sendo transmitida pelos Ap&#243;stolos &#8213; progride sob a assist&#234;ncia do Esp&#237;rito Santo.&#8221; </p></blockquote><p>Isso foi pesado. Mais uma vez. Uma vez n&#227;o basta para acreditar:</p><blockquote><p>&#8220;A raiz deste ato cism&#225;tico pode localizar-se numa incompleta e contradit&#243;ria no&#231;&#227;o de Tradi&#231;&#227;o. Incompleta, porque n&#227;o tem em suficiente considera&#231;&#227;o o car&#225;ter vivo da Tradi&#231;&#227;o, que &#8213; como &#233; claramente ensinado pelo Conc&#237;lio Vaticano II&#8230;&#8221;</p></blockquote><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">&#201; transmitida pelos Ap&#243;stolos? Est&#225; bem. Sob a assist&#234;ncia do Esp&#237;rito Santo? Sim. Ela progride? Pode a tradi&#231;&#227;o progredir? Sim ou n&#227;o? Sim, ela pode. No aprofundamento.</span> No aprofundamento das coisas j&#225; conhecidas. Por exemplo: A Imaculada Concei&#231;&#227;o foi negada por S&#227;o Tom&#225;s de Aquino porque os dominicanos assim ordenaram na &#233;poca. Os franciscanos diziam que ela foi concebida sem m&#225;cula. Bem, aqui nada mudou em 1854, apenas foi confirmado que os franciscanos estavam certos e n&#227;o S&#227;o Tom&#225;s de Aquino. Um dos poucos pontos onde ele estava errado. Ent&#227;o a tradi&#231;&#227;o &#233; aprofundada, por exemplo no Conc&#237;lio de Trento, onde os Sacramentos s&#227;o explicados mais claramente em muitos pequenos pontos individuais. Ent&#227;o deve ainda ser necess&#225;rio no futuro, alguma vez, tamb&#233;m sobre algumas quest&#245;es importantes sobre os Sacramentos, fazer alguma declara&#231;&#227;o definitiva. Portanto, nada &#233; mudado aqui, mas algo &#233; aprofundado aqui.</p><p>Mas n&#227;o diz isso aqui. Pois, na primeira p&#225;gina, o Papa fala de alguns pontos de doutrina s&#227;o novos. Ele n&#227;o fala de novos aspectos no ensino. Ele n&#227;o se refere a novos pontos de vista. Ele n&#227;o est&#225; falando de aprofundar algo que j&#225; est&#225; ali. N&#227;o. Ele fala de novos pontos de doutrina. Textualmente: &#8220;nos pontos de doutrina que, talvez pela sua novidade&#8221;. Isso significa que esse progresso tamb&#233;m aceita novidades. E isso &#233; l&#243;gico tamb&#233;m, porque voc&#234; pode ver de onde isso vem.</p><h2>Um progresso via plebiscito?</h2><blockquote><p>&#8220;Com efeito, progride a percep&#231;&#227;o tanto das coisas como das palavras transmitidas quer merc&#234; da contempla&#231;&#227;o e estudo dos crentes...&#8221;</p></blockquote><p>Bom apetite! Temos plebiscito? O Vaticano n&#227;o pode ficar chateado com este plebiscito. Ah n&#227;o! Est&#225; escrito aqui:</p><blockquote><p>&#8220;Quer merc&#234; da contempla&#231;&#227;o e estudo dos crentes, que as meditam no seu cora&#231;&#227;o, quer merc&#234; da &#237;ntima intelig&#234;ncia que experimentam das coisas espirituais.&#8221;</p></blockquote><p>N&#227;o posso acusar todos os promotores do plebiscito de terem problemas. N&#227;o tenho direito a isso, n&#227;o posso fazer isso. Eu tenho que assumir que eles t&#234;m experi&#234;ncias espirituais. Elas provavelmente v&#234;m do diabo. Mas s&#227;o experi&#234;ncias espirituais, certo? Eu n&#227;o posso... E agora, como fica? Ou isso, ou aquilo. Ou o Vaticano diz agora que todos podem ser signat&#225;rios e promotores do plebiscito, sem exce&#231;&#227;o; ou ele contradiz este par&#225;grafo.<span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);"> Onde isso &#233; inteiramente leg&#237;timo: a contempla&#231;&#227;o e estudo dos crentes na compreens&#227;o em massa da Tradi&#231;&#227;o. E a experi&#234;ncia espiritual, a &#237;ntima intelig&#234;ncia.</span></p><p>Sim, e se agora a minha intelig&#234;ncia &#237;ntima ver que j&#225; &#233; hora de as mulheres serem ordenadas sacerdotisas? Ent&#227;o o Vaticano tem que me dizer: &#8220;N&#227;o, entendo sua vis&#227;o com todo o respeito, voc&#234; est&#225; tentando contribuir para o cora&#231;&#227;o da tradi&#231;&#227;o, mas infelizmente voc&#234; est&#225; errado.&#8221; N&#227;o! Voc&#234; n&#227;o pode simplesmente escrever este par&#225;grafo aqui, confirm&#225;-lo e depois deixar assim o plebiscito. Ou isso, ou aquilo. Ou &#233; do jeito cat&#243;lico ou do conciliar. Bem, o que eu faria com o plebiscito, se fosse bispo, &#233; bem claro. E se ele tivesse chamin&#233; tamb&#233;m, teria ido parar l&#225;. Sem ler. </p><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Porque, por princ&#237;pio, n&#227;o pode haver plebiscitos na Igreja.</span> Ent&#227;o eu n&#227;o leria o conte&#250;do. Mesmo que seja um plebiscito para canonizar Anderl de Rinn. Como plebiscito, n&#227;o. Como uma humilde sugest&#227;o pontual, faria com prazer. Se eu pudesse.</p><h2>A Dei Verbum contradiz a Dei Filius</h2><p>Essa &#233; uma defini&#231;&#227;o de tradi&#231;&#227;o que contradiz o seguinte ponto: <em>Dei Filius</em> diz que a revela&#231;&#227;o sobrenatural em livros escritos e reflex&#245;es n&#227;o escritas vem dos Ap&#243;stolos pela boca de Cristo, isto &#233;, do alto. Cristo, aos Ap&#243;stolos, sempre de acordo com o Evangelho e a doutrina j&#225; definida: a tradi&#231;&#227;o do alto. Esta &#233; a <em>Dei Filius</em> e isso &#233; dogma. Eis aqui <em>Dei Verbum</em> em vez de <em>Dei Filius</em>. Ent&#227;o &#233; fato que vem dos Ap&#243;stolos, est&#225; aqui, mas tem seu progresso e aperfei&#231;oamento atrav&#233;s da contempla&#231;&#227;o e estudo dos crentes e de sua percep&#231;&#227;o e experi&#234;ncia espiritual. Em outras palavras, a tradi&#231;&#227;o vem de cima, mas &#233; por baixo que &#233; aprimorada, progride.  Est&#225; parcialmente reescrito pelo Papa novamente. Novos pontos de doutrina. O que &#233; isso agora? Dei Filius ou Dei Verbum? Bem, n&#243;s sabemos qual.</p><p>E ent&#227;o diz aqui, o c&#226;none condena quem diz que o homem deve por si mesmo, progredindo sempre, chegar finalmente &#224; posse de toda a verdade e de todo o bem. Bem, claro, o documento n&#227;o diz que o homem deve chegar a&#237; progredindo sempre por si mesmo.</p><p>Sim, mas e o conte&#250;do desse documento? Ou seja, o progresso da Tradi&#231;&#227;o vem da minha indaga&#231;&#227;o, da minha contempla&#231;&#227;o, das minhas experi&#234;ncias interiores e espirituais. Esse &#233; o conte&#250;do de quem diz que o homem deve por si mesmo, progredindo sempre, chegar finalmente &#224; posse de toda a verdade e de todo o bem. </p><p>Sim, n&#227;o pode existir nada mais verdadeiro e melhor do que a tradi&#231;&#227;o. A tradi&#231;&#227;o n&#227;o pode ser mais verdadeira do que &#233;, porque &#233; verdadeira, &#233; boa. Ela n&#227;o pode ser melhor do que &#233;, ela &#233; boa. <em>Bona</em>, est&#225; em latim. N&#227;o pode ser <em>optimer</em> ou <em>melior</em>. Para qu&#234;? Melhor para qu&#234;? Mas isso &#233; um bem absoluto, n&#227;o &#233;? A revela&#231;&#227;o. Porque essa &#233; a Palavra de Deus. N&#227;o h&#225; grada&#231;&#245;es, isso &#233; menos bom, isso &#233; mais bom.</p><h3>No&#231;&#227;o de tradi&#231;&#227;o condenada pelo Syllabus</h3><p>E ainda temos no <em>Syllabus</em> de Pio IX, que tamb&#233;m &#233; infal&#237;vel. N&#250;mero 5, Denzinger-Sch&#246;nmetzer 2905. A frase seguinte est&#225; condenada, aten&#231;&#227;o. De novo, vou ler antes a Dei Verbum, e vou ler antes da frase condenada no Syllabus. Portanto, Dei Verbum:</p><blockquote><p>A Tradi&#231;&#227;o &#8220;progride na Igreja sob a assist&#234;ncia do Esp&#237;rito Santo. Progride a percep&#231;&#227;o tanto das coisas como das palavras transmitidas na contempla&#231;&#227;o e estudo dos crentes.&#8221;</p></blockquote><div class="pullquote"><p>&#8220;A revela&#231;&#227;o divina &#233; imperfeita e, por isso, est&#225; sujeita a um cont&#237;nuo e indefinido progresso, o qual corresponde ao progresso da raz&#227;o humana.&#8221;</p></div><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Esta afirma&#231;&#227;o foi condenada. </span>J&#225; est&#225; claro que a frase &#233; muito, muito mais n&#237;tida do que est&#225; escrito aqui. Mas o conte&#250;do &#233; o mesmo.</p><div class="pullquote"><p>&#8220;A revela&#231;&#227;o divina &#233; imperfeita e, por isso, est&#225; sujeita a um cont&#237;nuo e indefinido progresso, o qual corresponde ao progresso da raz&#227;o humana.&#8221;</p></div><p>Esta afirma&#231;&#227;o est&#225; condenada dogmaticamente. E aqui o discurso &#8220;Sendo transmitida pelos Ap&#243;stolos &#8213; progride na Igreja sob a assist&#234;ncia do Esp&#237;rito Santo.&#8221; e esse progresso vem de nossa reflex&#227;o e estudo. Portanto, nossa <em>Ratio</em>, nossa raz&#227;o. Isso significa que a tradi&#231;&#227;o n&#227;o est&#225; completa, n&#227;o &#233; perfeita. Isso significa que a revela&#231;&#227;o divina n&#227;o &#233; perfeita. Porque, se houvesse novos pontos de doutrina, isso significa que n&#227;o sab&#237;amos deles antes. Ou seja, eles estavam abafados na revela&#231;&#227;o. </p><p>Implicitamente, talvez em algum lugar, sim. Mas atrav&#233;s do progresso que vem da nossa contempla&#231;&#227;o e estudo? Hans K&#252;ng contemplou e estudou, Karl Rahner contemplou e estudou, Drewermann contemplou e estudou, o Cardeal K&#246;nig contemplou e estudou e Jo&#227;o Paulo II contemplou e estudou. E assim essa incompletude agora se torna mais completa no progresso.</p><p>Sim, o que sobra, ent&#227;o, se eu digo que a revela&#231;&#227;o divina &#233; imperfeita e, por isso, est&#225; sujeita a um cont&#237;nuo e indefinido progresso? Sim, voc&#234;s acham mesmo que a senten&#231;a s&#243; foi condenada por causa do progresso indefinido? N&#227;o, porque a&#237; teria sido formulada de outra forma. Ent&#227;o diria aqui, por exemplo, que o progresso conhecido pela tradi&#231;&#227;o &#233; ilimitado. Esta afirma&#231;&#227;o est&#225; condenada.</p><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">N&#227;o! Aqui &#233; sobre outra coisa: &#8220;Sujeita a um cont&#237;nuo e indefinido progresso&#8221;</span>, ou seja, a tradi&#231;&#227;o &#233; imperfeita e sujeita ao progresso. &#201; isso que &#233; condenado aqui. Depois, ainda tem o coment&#225;rio dr&#225;stico de que esse progresso deve ser cont&#237;nuo e indefinido.</p><p>E esse progresso &#8220;corresponde ao progresso da raz&#227;o humana&#8221;. &#201; o que est&#225; aqui. Pois o que &#233; a contempla&#231;&#227;o e estudo dos crentes, se n&#227;o for a raz&#227;o humana? N&#227;o creio que a <em>Dei Verbum</em> exigisse que um louco progredisse com essa tradi&#231;&#227;o, mas o homem comum com sua raz&#227;o. Com sua contempla&#231;&#227;o e estudo. Portanto, com a nossa raz&#227;o. Portanto, esse progresso deve corresponder tamb&#233;m ao progresso da raz&#227;o humana. Isso &#233; claro.</p><p>Porque um abor&#237;gine australiano n&#227;o ter&#225; muito com o que se preocupar. Deve, portanto, ser adaptado ao progresso da raz&#227;o humana, pela l&#243;gica daqui, o progresso da tradi&#231;&#227;o, ou o contr&#225;rio. Mas n&#227;o &#233; o caso do contr&#225;rio aqui. Diz aqui que, nesse caso, o progresso da tradi&#231;&#227;o se adapta ao progresso da raz&#227;o humana. N&#227;o est&#225; literalmente a&#237;, &#233; claro. Mas o conte&#250;do est&#225; claramente a&#237;.</p><p>Portanto, aqui temos afirma&#231;&#245;es coerentes sobre o dogma de <em>Dei Filius</em> e o dogma do <em>Syllabus</em>. E quando penso agora no fato de que o Arcebispo Lefebvre, repetidamente ao Papa, apontou que ele tinha um conceito errado de tradi&#231;&#227;o, e que ele, o Arcebispo, por assim dizer, colocou esse conceito de tradi&#231;&#227;o em vista, ent&#227;o podemos concluir apenas que o Santo Padre assinou heresia. Isso faz dele um herege? N&#227;o queremos dizer isso. N&#227;o importa. Ele assinou heresia. N&#227;o pela primeira vez, ali&#225;s. N&#243;s provamos isso completamente em outra ocasi&#227;o aqui. E isso s&#243; pode ser comprovado com conc&#237;lios e papas.</p><h4>Importante: cite as fontes prim&#225;rias, nunca um te&#243;logo contra o Papa</h4><p>Como algum de voc&#234;s citaria um te&#243;logo contra o Papa? <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Voc&#234;s tamb&#233;m n&#227;o devem me citar, mas devem citar o </span><em><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Syllabus</span></em><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);"> e a</span><em><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);"> Dei Filius</span></em><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">, o Denzinger-Sch&#246;nmetzer, o Pio IX, o Greg&#243;rio XVI antes, etc. N&#227;o me citem, &#233; perigoso.</span> &#8220;O Dr. Hesse disse que o Papa estava errado&#8221;. &#201; verdade que eu disse isso, mas isso n&#227;o &#233; uma fonte, n&#227;o &#233; autoridade. Sento-me aqui sem qualquer autoridade sobre o Papa. Eu tenho a autoridade de ensino que um padre tem aqui.</p><p>Mas n&#227;o tenho absolutamente nenhuma autoridade sobre o Papa. Nem um pouco. Mas Pio IX, ele tem. Al&#233;m disso, o Conc&#237;lio de Trento tem. Al&#233;m disso, o Conc&#237;lio do Vaticano, o primeiro e &#250;ltimo Conc&#237;lio do Vaticano, tem essa autoridade contra o Conc&#237;lio Vaticano II e contra o Papa.</p><h3>O juramento de coroa&#231;&#227;o papal condena inova&#231;&#245;es</h3><p>O Papa n&#227;o fez o juramento da coroa&#231;&#227;o, mas ainda est&#225; vinculado a ele. Tamb&#233;m falamos disso. Para quem n&#227;o estava aqui, o juramento da coroa&#231;&#227;o, o papal, remonta aos primeiros s&#233;culos. Ou seja, ele foi escrito pela primeira vez no s&#233;culo VIII, em uma cole&#231;&#227;o chamada<em> Liber Diurnus Romanorum Pontificum</em>, o livro di&#225;rio dos Pont&#237;fices Romanos. E a&#237;, esse juramento, essa f&#243;rmula de juramento &#233; onde o Papa  jura:</p><div class="pullquote"><p>&#8220;N&#227;o devo me desviar da tradi&#231;&#227;o de meus antecessores, N&#227;o devo mudar nada do que meus piedosos predecessores fizeram, etc.&#8221;</p></div><p>E, finalmente, se ele assim prosseguir, se amaldi&#231;oa, quando ele diz: </p><div class="pullquote"><p>&#8220;Se algu&#233;m, seja n&#243;s mesmos ou qualquer outra pessoa, tiver a presun&#231;&#227;o de querer mudar essa tradi&#231;&#227;o divina, n&#243;s o tornaremos...&#8221;</p></div><p>- Agora ele de repente diz &#8220;n&#243;s&#8221;, ele fala agora como delegado por Cristo - </p><div class="pullquote"><p>&#8220;n&#243;s o tornaremos an&#225;tema&#8221;.</p></div><p>E esse juramento foi feito por todos os papas at&#233; Jo&#227;o Paulo I.<span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);"> Se na Igreja Cat&#243;lica, algo t&#227;o inalterado por comprovadamente 1200 anos, mas certamente por pelo menos 1500, 1600 anos, n&#227;o foi apenas tomado como completamente inalterado por todos os papas, mas todos os papas colocaram acima de si mesmos, ent&#227;o isso n&#227;o &#233; uma formalidade, mas a express&#227;o clara e distinta da vontade de Cristo.</span></p><p>E o atual Papa conhece muito bem este conceito, porque ele declarou que a ordena&#231;&#227;o de mulheres ao sacerd&#243;cio &#233; contra a vontade de Cristo, porque isso nunca foi feito. Ent&#227;o ele deveria co&#231;ar a cabe&#231;a e dizer: &#8220;Opa! Nunca houve um novo ponto de doutrina na Igreja em 2000 anos!&#8221; Nem mudan&#231;a na doutrina, nem progresso dado pelos crentes em sua contempla&#231;&#227;o e estudo. Isso tamb&#233;m nunca existiu na Igreja. Pelo contr&#225;rio. Como vemos, isso foi condenado. E o <em>Syllabus</em> n&#227;o &#233; a primeira condena&#231;&#227;o. N&#227;o &#233; preciso se dar ao trabalho de vasculhar todo o Denzinger-Sch&#246;nmetzer para isso. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Uma cita&#231;&#227;o nos basta.</span> Ent&#227;o isso tamb&#233;m &#233; contra a vontade de Cristo.</p><h3>Conclus&#227;o: contraria a vontade de Cristo</h3><p>E posso garantir uma coisa: <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">toda essa tralha &#233; contra a vontade de Cristo. </span>Vai exatamente contra a raz&#227;o. Quanto a n&#243;s, como cat&#243;licos, temos que ter muito, muito cuidado aqui com nossas distin&#231;&#245;es. Para n&#243;s, o <em>Ecclesia Dei</em> &#233; um documento ileg&#237;timo de um Papa leg&#237;timo. Existe uma contradi&#231;&#227;o? N&#227;o. O Bispo de Innsbruck deixa de ser bispo de Innsbruck se proclama heresia? Se ele se desfaz de rel&#237;quias de Anderl de Rinn? Ele n&#227;o precisa deixar de ser bispo de Innsbruck. Ele &#233; bispo de Innsbruck at&#233; que seja deposto, renuncie ou morra. O mesmo acontece com o Papa, s&#243; que ningu&#233;m pode dep&#244;-lo. Ele &#233; papa, continuar&#225; sendo papa e meu palpite &#233; que nunca renunciar&#225;, morrer&#225; em algum momento nos pr&#243;ximos anos. At&#233; l&#225;, ele &#233; Papa. </p><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Isso n&#227;o significa que tudo que ele escreve &#233; leg&#237;timo e correto. </span>Agora aprendemos isso. Vivemos em um s&#233;culo em que finalmente se pode afirmar que algo assim &#233; poss&#237;vel. No caso do Papa Lib&#233;rio, a quest&#227;o n&#227;o ficou totalmente clara, &#233; preciso dizer. E, com os papas reconhecidos de Avignon, algumas coisas tamb&#233;m n&#227;o ficaram totalmente claras. Mas agora temos um caso claro diante de n&#243;s. Isso &#233; farsa can&#244;nica e &#233; contra a f&#233; no ponto 4. E a Fraternidade de S&#227;o Pedro se baseia neste documento. Lembro-me da passagem do Evangelho onde diz que n&#227;o se constr&#243;i sobre areia. A base deles n&#227;o &#233; areia (Sand), mas pecado (S&#252;nde). Isso &#233; um pecado moral e l&#243;gico. Todos voc&#234;s entenderam essas contradi&#231;&#245;es da lei can&#244;nica, as contradi&#231;&#245;es na f&#233;? Voc&#234;s tamb&#233;m entenderam as contradi&#231;&#245;es can&#244;nicas?</p><h1>Roma ignora o suposto cisma</h1><p>H&#225; algo mais aqui que eu esqueci. Este documento afirma que estamos em cisma, certo? A Sagrada Rota Romana, o tribunal matrimonial em Roma, nunca anulou os casamentos de cism&#225;ticos na hist&#243;ria da Igreja. Nunca foi assim. A Rota Romana: se os cism&#225;ticos, isto &#233;, os anglicanos, por exemplo, ou os ortodoxos russos, querem a anula&#231;&#227;o do casamento, a Rota Romana diz: &#8220;N&#243;s n&#227;o o fazemos, n&#227;o somos respons&#225;veis.&#8221; Na hora. A mesma Rota Romana anulou automaticamente todos os casamentos contra&#237;dos na FSSPX. Isso significa que n&#227;o estamos em cisma! O Papa disse em particular, e sei disso por uma fonte confidencial: o Papa disse em particular que n&#227;o estamos em cisma. O Cardeal Ratzinger declarou publicamente que os gregorianos deram nota m&#225;xima a uma tese de doutorado que afirma exatamente isso. </p><p>E a Rota Romana n&#227;o se manifestou sobre isso, mas toma como base que nunca estivemos em cisma desde 1988. Porque j&#225; era assim antes de 1988 e nada mudou depois de 1988. A Rota Romana determinou automaticamente anulados todos os casamentos da FSSPX. Claro, esse cancelamento n&#227;o &#233; piedoso, isso &#233; claro, mas n&#227;o estamos interessados nisso agora. Aqui estamos interessados no que foi feito. Ou seja, a Rota Romana afirma de facto, sem nenhum documento, que n&#227;o estamos em cisma. </p><p>E a&#237; vem. a Margarethe Kuppe. Margarethe Kuppe n&#227;o quer que a carta seja publicada, mas ela disse que podemos repassar oralmente. Margarethe Kuppe perguntou ao Cardeal Ratzinger em uma carta: &#8220;Emin&#234;ncia, estamos agora em cisma ou n&#227;o?&#8221; <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Ent&#227;o Ratzinger lhe respondeu que somos considerados um grupo marginalizado na Igreja. Mas na Igreja!</span></p><p>Bem, agora tamb&#233;m temos um problema. Em quem vou acreditar agora? Neste documento com a assinatura do Papa? Ou o Cardeal Ratzinger e a Universidade Gregoriana de Roma? Ou a Rota Romana? Como tal, deveria acreditar neste documento, porque tem a assinatura do Papa. Sim, bem, mas devo dizer que a assinatura do Papa j&#225; n&#227;o vale muito. Ent&#227;o eu tenho que dizer que perdeu o valor! Como cat&#243;lico, &#233; claro que estou obrigado a ver este documento como oficial. Como um padre cat&#243;lico, n&#227;o posso fazer o Ratzinger anular a assinatura do Papa. Isso &#233; claro.</p><p>Isso significa que o tenho que dizer oficialmente aqui &#233;: Bem, o que a Rota est&#225; fazendo aqui n&#227;o corresponde &#224; vontade do Papa. O que fizeram na Gregoriana n&#227;o corresponde &#224; vontade do Papa. E o que Ratzinger diz ali n&#227;o corresponde &#224; opini&#227;o escrita do Papa. Primeiro o Papa tem que retirar isso. Voc&#234;s veem a contradi&#231;&#227;o aqui? <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Ent&#227;o, como sacerdote, por assim dizer, se algu&#233;m me perguntar se estar&#237;amos excomungados, na opini&#227;o do Papa, devo dizer que sim. Eis a&#237;! Ratzinger diz outra coisa, mas n&#227;o &#233; a assinatura do Papa!</span></p><p>Acabei de dizer antes que n&#227;o podemos refutar o Papa com te&#243;logos. E com todo o respeito &#224; Sua Emin&#234;ncia Ratzinger, at&#233; o Cardeal &#233; apenas um te&#243;logo perante o Papa. Ele &#233; seu prefeito da Congrega&#231;&#227;o para a Doutrina da F&#233;, mas n&#227;o cabe &#224; Doutrina da F&#233; lidar com excomunh&#227;o. Portanto, ele n&#227;o &#233; tecnicamente respons&#225;vel. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">E o cardeal respons&#225;vel t&#233;cnico, Castillo Lara, j&#225; disse que n&#227;o estamos excomungados. </span>E a excomunh&#227;o do bispo do Hava&#237; para aqueles que buscaram Dom Williamson tamb&#233;m foi oficialmente retirada por Roma.</p><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Ou seja, em suma, ou o Papa retira sua afirma&#231;&#227;o aqui, ou n&#227;o se importa que todos os outros em Roma n&#227;o deem a m&#237;nima para o que ele diz. </span>Existe uma terceira solu&#231;&#227;o para o problema? H&#225; uma terceira solu&#231;&#227;o? Eu n&#227;o vejo nenhuma. Digamos que n&#227;o queremos cham&#225;-lo de mentiroso, embora ele esteja mentindo sobre um que outro assunto. Mas, quanto a isso, ou o papa n&#227;o retirou publicamente o erro escrito aqui... E isso &#233; ruim, porque ent&#227;o ele est&#225; violando seu dever oficial, que tamb&#233;m foi estabelecido por Pio IX. E tamb&#233;m pelo juramento de coroa&#231;&#227;o.</p><p>Ou ent&#227;o ele n&#227;o se importa que o Cardeal Ratzinger, a Rota Romana e as universidades ajam, trabalhem e falem contra a sua vontade. Nesse mesmo caso, ele tamb&#233;m viola seu dever oficial, confirmado por Pio IX no documento escrito a Bismarck pelos bispos alem&#227;es. Eles j&#225; passaram por isso. Bem, para qualquer um que j&#225; teve d&#250;vidas no &#250;ltimo canto de sua consci&#234;ncia se ele pode ou n&#227;o continuar praticando sua f&#233; aqui em H&#246;tting, posso tranquilamente dizer que sim. Porque <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">um papa que age contraditoriamente, que escreve teologicamente contra o que &#233; doutrina definida, e que tamb&#233;m permite que sua assinatura acabe em um documento que &#233; um absurdo de direito can&#244;nico, eu n&#227;o posso obedec&#234;-lo de jeito nenhum, porque n&#227;o sei o que ele quer. </span>Isso basta.</p><h1>Como agir diante do Papa</h1><p>Ent&#227;o, por fim, ele &#233; o Papa. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Quem se recusa a rezar por ele est&#225; em pecado. Mas quem acredita que deve obedec&#234;-lo em tudo est&#225; completamente enganado. </span>Damos gra&#231;as ao Papa quando ele irrefutavelmente age e reza no esp&#237;rito da tradi&#231;&#227;o cat&#243;lica. Infelizmente, s&#243; conhe&#231;o um documento, que &#233; aquele sobre a ordena&#231;&#227;o sacerdotal de mulheres. E, mesmo ali, ele n&#227;o escreveu a justificativa teol&#243;gica real para o seu n&#227;o.</p><p>&#192;s vezes voc&#234; tem que ser um pouco zombeteiro e sem no&#231;&#227;o e rir disso, porque sen&#227;o estar&#237;amos todos sentados aqui chorando o tempo todo. Porque isso &#233; algo de deixar os cabelos brancos, literalmente. Quando consideramos que o Vig&#225;rio de Cristo, no cargo de Vig&#225;rio de Cristo, age e fala como homem, quanto &#224; vontade de Cristo. Como vimos em seus pr&#243;prios documentos, tamb&#233;m s&#227;o blasfemos.</p><p><span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">E uma &#250;ltima distin&#231;&#227;o que eu n&#227;o disse. Levem o que eu disse aqui verdadeiramente muito a s&#233;rio. Mas nunca me citem, apenas os Papas e Conc&#237;lios.</span> E n&#227;o se atrevam a tirar uma conclus&#227;o sobre o estado de esp&#237;rito do Santo Padre por tudo o que dissemos aqui. Ai de quem o fizer! N&#227;o temos absolutamente o direito de fazer isso. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Podemos dizer que ele erra, que escreve heresia, que na verdade est&#225; mentindo para n&#243;s. Mas, se dissermos que ele &#233; um mentiroso e tem inten&#231;&#227;o disso, ent&#227;o estamos pecando gravemente. </span>Porque absolutamente n&#227;o cabe a n&#243;s julgar a consci&#234;ncia do Santo Padre.</p><p>E nestes assuntos devemos sempre calar e falar a quem ousa fazer isso, a vaniloqu&#234;ncia, como Cristo a chama, falar o absurdo, o vazio, falar o que &#233; v&#227;o, falar o que ningu&#233;m na terra tem direito, temos que cal&#225;-lo. Simultaneamente com nossa avalia&#231;&#227;o de sua doutrina, devemos defend&#234;-lo como pessoa das horr&#237;veis acusa&#231;&#245;es que est&#227;o sendo dirigidas a ele pessoalmente hoje!</p><p>Dizer que ele viaja o mundo todo s&#243; para se divertir. Essa &#233; uma declara&#231;&#227;o pecaminosa! Isso &#233; uma desordem, isso &#233; uma cal&#250;nia. Algo assim &#233; uma cal&#250;nia inacredit&#225;vel. N&#243;s absolutamente nunca podemos arriscar fazer tais declara&#231;&#245;es. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">Devemos proteger a pessoa, respeitar a pessoa, respeitar o of&#237;cio tamb&#233;m, rezar pela pessoa e pelo of&#237;cio. E onde ele n&#227;o &#233; cat&#243;lico, basta dizer como os russos: &#8220;Nyet!&#8221; </span>Mas tamb&#233;m na humildade e n&#227;o &#8220;Oba, agora vou dizer como &#233; que &#233;&#8221;. Isso n&#227;o &#233; t&#227;o engra&#231;ado, por sinal.</p><p>Se hoje s&#243; podemos contar com o passado, tamb&#233;m estamos abandonados, devo dizer. E n&#227;o devemos esquecer isso. Temos licen&#231;a leg&#237;tima, sim. Mas n&#227;o pecamos se nos sentimos t&#227;o abandonados e atirados. Mas n&#227;o &#233; legal. <span data-color="#eab357" style="color: rgb(234, 179, 87);">E &#233; por isso que pe&#231;o a todos que rezem pelo Santo Padre. Ele precisa mil vezes mais do que o Arcebispo Lefebvre. </span>E n&#227;o no que diz respeito &#224; sua alma, n&#227;o sabemos disso, mas &#224; administra&#231;&#227;o do cargo. Podemos julgar a administra&#231;&#227;o. O of&#237;cio tamb&#233;m, mas n&#227;o as pessoas. Am&#233;m.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/o-motu-proprio-ecclesia-dei-pelo?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/o-motu-proprio-ecclesia-dei-pelo?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/o-motu-proprio-ecclesia-dei-pelo/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/o-motu-proprio-ecclesia-dei-pelo/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Dom Lefebvre expõe o epílogo das sagrações (13/12/1988)]]></title><description><![CDATA[Confer&#234;ncia gravada em Saint-Nicolas-du-Chardonnet]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/dom-lefebvre-expoe-o-epilogo-das</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/dom-lefebvre-expoe-o-epilogo-das</guid><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 16:49:56 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!Oiwg!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fcccc16ee-8ec8-463b-ba62-4ec25e9250bb_1280x720.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!Oiwg!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fcccc16ee-8ec8-463b-ba62-4ec25e9250bb_1280x720.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!Oiwg!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/pIT1SFEtACg?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><p>Eu me dou conta, ap&#243;s todos os eventos que pontuaram a hist&#243;ria destes &#250;ltimos meses, ent&#227;o me parece que n&#227;o &#233; in&#250;til tentar fazer um <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">balan&#231;o da situa&#231;&#227;o</mark>.</p><p>Deus sabe se a Fraternidade e a Tradi&#231;&#227;o, de maneira geral, tiveram <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">dificuldades e rupturas ao longo de sua hist&#243;ria</mark>, ao longo dos &#250;ltimos vinte anos. Poder-se-ia definir esta hist&#243;ria realmente como uma hist&#243;ria de divis&#245;es e separa&#231;&#245;es.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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Bem, aqueles que est&#227;o mais apegados &#224; sua vontade pessoal tamb&#233;m se afastam.</p><p>E poder-se-ia dizer que n&#227;o somos <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">nem conciliaristas, nem sedevacantistas</mark>. Ent&#227;o, no momento em que surgem situa&#231;&#245;es dif&#237;ceis, situa&#231;&#245;es que nos imp&#245;em o dever de nos afastarmos do conciliarismo e nos afastarmos do sedevacantismo.</p><p>Assistimos a rupturas. Mas enfim. Bem, vamos passar rapidamente em revista um pouco do que aconteceu ao longo destes &#250;ltimos meses desde o momento em que, estando em Roma, pareceu-me que o col&#243;quio era imposs&#237;vel. Claro, v&#225;rios de nossos amigos se perguntaram por que sequer ter iniciado este col&#243;quio. N&#227;o valia a pena. Sab&#237;amos bem que era in&#250;til, que estava perdido de antem&#227;o.</p><h1>Os di&#225;logos com Roma</h1><p>Por que ter tentado dialogar com Roma? &#201; talvez uma ilus&#227;o. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Eu pensava que Roma pudesse talvez evoluir um pouco em favor da Tradi&#231;&#227;o.</mark> E que a visita feita pelo Cardeal Gagnon e Monsenhor Perl teria talvez inclinado um pouco a balan&#231;a, ao menos, para o lado de uma cerata benevol&#234;ncia concedida &#224; Tradi&#231;&#227;o, dados os frutos da Tradi&#231;&#227;o.</p><p>Eles puderam constat&#225;-los. Eles puderam v&#234;-los. Eles falaram sobre isso. Eles felicitaram os autores desses trabalhos, de todas essas escolas, de todos esses noviciados, de todas essas congrega&#231;&#245;es religiosas, de todos os priorados, todas as obras da Tradi&#231;&#227;o que eles puderam encontrar. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Eles ficaram maravilhados</mark>. Penso, ao menos, que foi isso que disseram.</p><p>Ent&#227;o, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">podia-se acreditar que teriam pressionado as autoridades romanas </mark>para fazer compreender que talvez houvesse motivo, ainda assim, de decidir agora que a Tradi&#231;&#227;o fosse apoiada oficialmente e protegida em sua autenticidade. E era isso que ped&#237;amos, n&#227;o &#233;? Ped&#237;amos para continuar sendo o que somos e ser protegidos em nossa integridade, tendo uma comiss&#227;o romana formada por membros da Tradi&#231;&#227;o e tendo tr&#234;s bispos da Tradi&#231;&#227;o.</p><p>Portanto protegidos, por um lado, do modernismo de Roma pela comiss&#227;o romana, protegidos do modernismo dos bispos pelos nossos tr&#234;s bispos tradicionalistas vindos da Tradi&#231;&#227;o. Era quase uma concep&#231;&#227;o que poderia ter sido poss&#237;vel se o relat&#243;rio do Cardeal Gagnon tivesse pesado sobre Roma de tal maneira que aceitassem essas condi&#231;&#245;es lealmente e abertamente. Bem, por isso o di&#225;logo, por isso o col&#243;quio.</p><p>Mas, mesmo durante este col&#243;quio, eles j&#225; destru&#237;am nossa prote&#231;&#227;o porque n&#227;o a queriam, ao nos dar apenas dois membros dos sete da comiss&#227;o romana. Eles queriam nos dar apenas dois membros da Tradi&#231;&#227;o e depois, n&#227;o querendo tamb&#233;m, nos dariam apenas um bispo e n&#227;o tr&#234;s bispos. Era j&#225; manifestamente para eles <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">uma vontade de n&#227;o nos proteger e de meter a m&#227;o em n&#243;s</mark>, obviamente.</p><p>Bem, como eles tinham ainda assim aceitado algo e davam sempre a esperan&#231;a, &#8220;mas poderemos rever as coisas depois, poderemos modificar, voc&#234;s poderiam, quando tiverem tido um bispo, poder&#227;o pedir outro e depois, isso poder&#225; se ajustar.&#8221;</p><p><mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Aceitei, portanto, assinar o protocolo</mark>, mas, imediatamente, pedi ao menos a aplica&#231;&#227;o imediata e r&#225;pida da condi&#231;&#227;o que me parecia ainda mais essencial que a comiss&#227;o romana, era a necessidade de um bispo tradicional que continuasse o que eu fazia para proteger a f&#233; dos nossos fi&#233;is e para continuar a manuten&#231;&#227;o da Tradi&#231;&#227;o e dos Sacramentos da Tradi&#231;&#227;o nos nossos meios.</p><p>Foi a&#237; que vi imediatamente a vontade de Roma de n&#227;o nos dar um bispo. Eles n&#227;o queriam que tiv&#233;ssemos um bispo, definitivamente. Eles deixaram assim porque quiseram que eu assinasse. E ent&#227;o deram essa possibilidade.</p><p>Mas, na mente deles, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">eles esperavam conseguir</mark>, atrav&#233;s de adiamentos, atrav&#233;s de condi&#231;&#245;es que me imporiam, conseguir <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">n&#227;o me dar esse bispo e me convencer de que eu n&#227;o precisava dele</mark>, que n&#227;o precis&#225;vamos de bispo, dado que &#233;ramos reconhecidos, como disseram repetidas e repetidas vezes, que n&#227;o precis&#225;vamos de bispo, dado que, reconhecidos, basta dirigir-se a todos os do mundo inteiro, sem problema. &#8220;Voc&#234;s ter&#227;o todos os bispos do mundo inteiro &#224; sua disposi&#231;&#227;o.&#8221;</p><p>Por isso a minha carta de 6 de maio, no dia seguinte &#224; minha assinatura. Vejam, logo perguntei verbalmente ao Cardeal: &#8220;Ent&#227;o, quando teremos esse bispo? Gostaria que o tiv&#233;ssemos at&#233; 30 de junho.&#8221;</p><p>&#8220;Ah, &#233; imposs&#237;vel, 30 de junho &#233; imposs&#237;vel, &#233; cedo demais.&#8221; Eu disse-lhe: &#8220;Estamos no in&#237;cio de maio, j&#225; lhe entreguei os dossi&#234;s dos tr&#234;s candidatos, a lista tr&#237;plice, como de costume, com todas as informa&#231;&#245;es. N&#227;o &#233; dif&#237;cil em dois meses, mesmo assim, obter algumas informa&#231;&#245;es e decidir quem ser&#225; aquele escolhido pelo senhor. Ent&#227;o eu insisto na data de 30 de junho.&#8221; &#8220;Sim, &#233; imposs&#237;vel, &#233; imposs&#237;vel!&#8221;</p><p>&#8220;Bem, ent&#227;o, coloquemos talvez 15 de agosto. O fim do ano mariano.&#8221; &#8220;Ah n&#227;o, n&#227;o, n&#227;o, n&#227;o, n&#227;o, em Roma n&#227;o se trabalha de 15 de agosto a 15 de setembro, h&#225; dois meses de folga, n&#227;o se deve contar com isso, n&#227;o &#233; poss&#237;vel.&#8221;</p><p>&#8220;Ent&#227;o, no Dia de Todos os Santos.&#8221; &#8220;Vamos ver, vamos ver.&#8221; Sem resposta definitiva tamb&#233;m. &#8220;Mas coloquemos no Natal, se quiser, ent&#227;o assim, ser&#225; mais certo, e ent&#227;o terminaremos.&#8221; Eu queria ver at&#233; onde eles iriam, n&#227;o &#233;? Ent&#227;o, at&#233; aqui, ainda era um ponto de interroga&#231;&#227;o. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Estava claro: ele n&#227;o queria que tiv&#233;ssemos bispos.</mark></p><p>Ent&#227;o escrevi uma carta amea&#231;adora dizendo: &#8220;Pe&#231;o o bispo que foi prometido, como dado no protocolo. Se eu n&#227;o o tiver at&#233; 30 de junho, farei as sagra&#231;&#245;es.&#8221; Acabou. &#8220;Ah, se o senhor diz isso, ent&#227;o rompe o protocolo, acabou, n&#227;o &#233; poss&#237;vel, etc.&#8221; Ent&#227;o foram eles que disseram que eu tinha rompido as condi&#231;&#245;es do protocolo, do di&#225;logo, etc., ao amea&#231;ar, exigir que fosse para 30 de junho.</p><p>Ent&#227;o eles recuaram mesmo assim, e depois disseram: &#8220;Bom, ser&#225; para 15 de agosto. Mas&#8221;, acrescentavam eles, &#8220;os nomes que o senhor deu n&#227;o conv&#234;m. &#201; preciso agora que o senhor adicione outros dossi&#234;s, enfim, um certo n&#250;mero de dossi&#234;s, porque o Papa deve poder escolher...&#8221;</p><p>Era preciso dar, ent&#227;o, mais alguns nomes, porque estava escrito assim na carta, voc&#234;s a leram. E o Papa deve poder escolher um bispo que tenha um perfil determinado, enfim, que convenha &#224;s normas que o Santo Padre deseja. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Esse perfil, imaginem o que poderia ser, algu&#233;m que teria aceitado tudo, algu&#233;m que teria concordado com eles.</mark></p><p>E ent&#227;o, n&#227;o ter&#237;amos sa&#237;do disso, porque eles teriam dito: &#8220;Mas agora, vejam, precisamos estudar esses dossi&#234;s ainda, que voc&#234;s acabaram de nos enviar, vamos chegar ao m&#234;s de junho, tudo isso, &#233; imposs&#237;vel, n&#227;o queremos&#8221;, eles teriam protelado, protelado, protelado. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Jamais ter&#237;amos tido este bispo.</mark></p><p>Diante dessa m&#225; vontade de Roma e das afirma&#231;&#245;es do Cardeal, que repetia constantemente: &#8220;<mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Mas s&#243; existe uma Igreja</mark>, s&#243; existe uma Igreja! N&#227;o existe igreja paralela, s&#243; uma Igreja!&#8221; E esta igreja, obviamente, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">&#233; a igreja do Vaticano II</mark>. Ent&#227;o, voc&#234;s compreendem muito bem que nada havia mudado. No fundo, eles n&#227;o tinham nenhuma estima pela Tradi&#231;&#227;o.</p><p>E depois, eles n&#227;o quiseram nos dar nada da visita. Nem uma &#250;nica palavra. At&#233; agora, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">n&#227;o sei uma &#250;nica palavra do resultado da visita. </mark>Foi a &#250;ltima conversa, eu disse a ele que &#233; inadmiss&#237;vel. Fui eu quem pediu a visita para saber o que Roma pensaria do que fazemos. E n&#227;o tenho uma palavra! Faz seis meses que essa visita foi feita e n&#227;o tenho nenhuma palavra, nenhuma conclus&#227;o! Vai ser a mesma coisa que em 1974, quando vieram os primeiros visitantes.</p><p>Pois bem, os jornais souberam de parte das conclus&#245;es da visita. E eu n&#227;o recebi nada. &#201; absolutamente inadmiss&#237;vel que n&#227;o saibamos o que Roma pensa do que estamos fazendo. Ent&#227;o, havia o seu adjunto, Monsenhor Bovone, que me disse: <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">&#8220;Mas o resultado da visita s&#227;o os nossos col&#243;quios.&#8221;</mark> N&#227;o, n&#227;o foi franco, senti bem que havia uma vontade absolutamente antitradicional. E que tudo o que eles faziam, at&#233; todas as concess&#245;es que nos faziam, era com o objetivo de nos levar a eles. Simplesmente, definitivamente.</p><p>Ent&#227;o, eis <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">a carta de 2 de junho ao Papa que p&#244;s fim aos col&#243;quios</mark>. Porque ela diz: &#8220;Voc&#234;s n&#227;o t&#234;m o mesmo objetivo que n&#243;s. Voc&#234;s querem o alinhamento com o Conc&#237;lio. E n&#243;s queremos o reconhecimento da Tradi&#231;&#227;o e a prote&#231;&#227;o da Tradi&#231;&#227;o. Tal como ela &#233;, tal como a seguimos, tal como a praticamos.&#8221; Portanto, o reconhecimento.</p><p>&#201;, ali&#225;s, o que o Cardeal Gagnon tinha dito. &#8220;Monsenhor Lefebvre engana-se ao pensar que Roma quer o reconhecimento da sua obra. Roma pede a reconcilia&#231;&#227;o.&#8221; E o que quer dizer a reconcilia&#231;&#227;o? Ele acrescentava, ele pr&#243;prio dizia isso: <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">&#8220;A reconcilia&#231;&#227;o significa o reconhecimento dos seus erros.&#8221;</mark> Est&#225; claro, tudo isso est&#225; claro.</p><p>Nada al&#233;m de uma carta que me tinha sido entregue, ao mesmo tempo que eu tinha assinado o protocolo: um rascunho de carta feito pelas autoridades romanas, pedindo-me que reconhecesse os meus erros. Ent&#227;o, tudo isso era o c&#250;mulo, obviamente, diante da situa&#231;&#227;o em que estava claro que a vontade deles era fazer-nos mudar completamente a nossa maneira de agir e alinhar-nos com o Conc&#237;lio.</p><h2>A decis&#227;o foi feita</h2><p>Ent&#227;o, desde esse momento, obviamente, onde foi tomada a decis&#227;o em que aproveitei, obviamente, que, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">em vez de ter tr&#234;s, ter quatro</mark>. Mais um ainda. Eu poderia ter feito uma d&#250;zia, os doze Ap&#243;stolos, mas, enfim, Pareceu-me que quatro j&#225; n&#227;o era nada mau.</p><p>Portanto, esses bispos manteriam praticamente a posi&#231;&#227;o que tinham na Fraternidade, como insisti com eles, e para lhes fazer bem compreender, no pequeno retiro que lhes preguei antes da sagra&#231;&#227;o, que eles estavam ao servi&#231;o da Tradi&#231;&#227;o e da Fraternidade, como eu mesmo estava.</p><p>Quanto &#224;quele que, diante de Roma e do futuro, dialogar&#225; com Roma eventualmente, se houver mudan&#231;as em Roma, e se pedissem novamente para retomar o di&#225;logo, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">que seja o Superior-Geral da Fraternidade que deva assumir a responsabilidade</mark>.</p><p>Enfim, &#233; por isso que <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">n&#227;o quis nomear bispo o Superior-Geral da Fraternidade</mark>. Para que sejam mais livres, diante de Roma, de falar em nome da Fraternidade, e em nome de todos aqueles que se juntam &#224; Fraternidade.</p><p>E que os bispos n&#227;o tenham jurisdi&#231;&#227;o territorial, mas sejam feitos especialmente para conferir as ordena&#231;&#245;es e as confirma&#231;&#245;es. E enfim, sagra&#231;&#245;es, fazer sacerdotes. &#201; por isso que todos mantiveram o seu cargo. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">E, se eles t&#234;m uma jurisdi&#231;&#227;o, a jurisdi&#231;&#227;o que t&#234;m &#233; do seu cargo.</mark> Assim como voc&#234;s t&#234;m a jurisdi&#231;&#227;o do seu cargo.</p><p>Esses cargos, sendo criados e concedidos em circunst&#226;ncias totalmente particulares, excepcionais, s&#227;o praticamente os fi&#233;is que nos chamam e aos quais nos enviam nossos superiores, que nos d&#227;o a jurisdi&#231;&#227;o, atrav&#233;s do Direito Can&#244;nico.</p><p>Porque eles t&#234;m o direito de ter os Sacramentos. Eles t&#234;m o direito de ter o que o padre deve lhes dar. Um direito estrito. Ent&#227;o a Igreja, nos casos excepcionais, faz passar a jurisdi&#231;&#227;o atrav&#233;s do Direito Can&#244;nico e atrav&#233;s deste pedido dos fi&#233;is. Portanto, n&#243;s temos, plenamente, legitimidade para conferir os sacramentos a esses fi&#233;is.</p><p>&#201; por isso que esses quatro bispos t&#234;m tamb&#233;m a jurisdi&#231;&#227;o de lhes conferir o encargo que t&#234;m sobre os diversos fi&#233;is de quem devem cuidar. E eu, portanto, no dia 15 de junho, quis fazer uma coletiva de imprensa para anunciar a decis&#227;o de realizar essas sagra&#231;&#245;es. Eu n&#227;o quis fazer isso secretamente, &#224;s escondidas, porque alguns me aconselhavam isso.</p><p>At&#233; o bom Don Putti, por exemplo, o fundador do S&#236; S&#236; No No, frequentemente me dizia isto: &#8220;Mas fa&#231;a os bispos discretamente. Que ningu&#233;m saiba. Coloque isso nas catacumbas. E depois, quando o senhor morrer, haver&#225; testemunhas que dir&#227;o.&#8221; Mas, se n&#227;o estamos fazendo o mal, por que n&#227;o fazer isso em p&#250;blico?</p><p>J&#225; que estou convencido de que n&#227;o fa&#231;o nada de mal, pelo contr&#225;rio, fa&#231;o uma boa a&#231;&#227;o, por que n&#227;o a fa&#231;o em p&#250;blico? &#8220;Oh, mas eles v&#227;o assassin&#225;-lo.&#8221; Oh, bem, veremos. &#8220;Se o senhor se expuser demais assim, como ver&#225;, eles v&#227;o assassin&#225;-lo.&#8221; Bem, isso n&#227;o aconteceu, de qualquer modo. Ent&#227;o, ainda n&#227;o.</p><h1>Sacerdotes se realinham com Roma conciliar</h1><p>Ent&#227;o, houve essa coletiva de imprensa e depois a sagra&#231;&#227;o. Vem, belas cerim&#244;nias que entusiasmaram os nossos fi&#233;is, realmente. Ent&#227;o, quais foram as consequ&#234;ncias delas? Bem, voc&#234;s mesmos as conhecem. Bom, houve algumas consequ&#234;ncias dolorosas, obviamente. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">A partida de alguns dos nossos padres</mark>, a partida de alguns dos nossos seminaristas.</p><p>Penso que se pode dizer, de maneira geral, que <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">houve cerca de 5% dos nossos padres que nos deixaram e 7% dos nossos seminaristas que nos deixaram</mark>. Prefer&#237;amos que n&#227;o tivesse havido. Bem, n&#227;o se pode dizer que tenha sido uma grande hemorragia. Concordo com voc&#234;s, mas enfim...</p><p>E depois, temos obviamente oposi&#231;&#245;es. Houve <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">oposi&#231;&#245;es &#224;s sagra&#231;&#245;es</mark> antes das sagra&#231;&#245;es. Foi a da Chr&#233;tient&#233; Solidaritaire com Romain Marie, a de Romain Marie em particular. Com o Centre Charlier, praticamente, com Madiran, que tamb&#233;m n&#227;o estava mais conosco.</p><p>E depois, em seguida, ap&#243;s as sagra&#231;&#245;es, ent&#227;o, bem, foi o Barroux. Foi o Barroux e v&#225;rios de nossos padres que nos deixaram, embora tivessem publicamente, em cartas p&#250;blicas, aceitado plenamente as sagra&#231;&#245;es. Portanto, n&#227;o se pode dizer que partiram por causa das sagra&#231;&#245;es, pois concordavam plenamente. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Dom G&#233;rard escreveu uma carta magn&#237;fica</mark>, em seu boletim, com cinco pontos, cinco raz&#245;es para fazer as sagra&#231;&#245;es, n&#227;o &#233;?</p><p>E depois, bem, depois, ent&#227;o, sua carta ao Papa, que ser&#225; publicada, que deveria ter sido publicada de imediato. Por que ele n&#227;o publicou essa carta, para que se conhecesse? <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Dizia explicitamente, ao contr&#225;rio, que era contra as sagra&#231;&#245;es feitas sem mandato do Papa.</mark> Ele disse isso explicitamente, em sua carta ao Papa. Ent&#227;o, &#233; uma contradi&#231;&#227;o inacredit&#225;vel.</p><p>Depois, bem, obviamente, o que era o jornal Pr&#233;sent, a Itin&#233;raires, e depois, voc&#234;s sabem, esses abandonos tamb&#233;m incompreens&#237;veis, a <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">atitude do C&#244;nego Porta</mark>, incompreens&#237;vel, quando ele me escreveu, ap&#243;s a sagra&#231;&#227;o, duas cartas, totalmente a favor, muito feliz, parabenizando, de acordo, entusiasmado, etc. E depois, uma terceira carta muito mais longa: &#8220;Bem, tive a oportunidade de encontrar o bispo, nos entendemos muito bem, pudemos fazer um acordo, etc.&#8221; Inacredit&#225;vel.</p><p>Esse bispo que defendeu a Port-Marly entrar em acordo com esse bispo? &#201; incompreens&#237;vel.</p><p>Ele n&#227;o viu, mas eu lhe disse: &#8220;Se amanh&#227; o senhor morrer, tiver um acidente, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">o senhor entregou nossa alma desarmada nas m&#227;os do bispo.</mark> Ent&#227;o, o bispo, no dia seguinte, lhe dar&#225; um professor progressista para substitu&#237;-lo, obviamente. Ent&#227;o o senhor ter&#225; entregue toda a sua fam&#237;lia tradicional, nas m&#227;os do bispo, da noite para o dia.&#8221; Isso &#233; inimagin&#225;vel!</p><p>&#8220;No entanto, se o senhor permanecesse firme, bem, uma sucess&#227;o poderia ter sido cogitada que teria protegido a f&#233; dos seus fi&#233;is, que teria protegido os tradicionalistas que v&#227;o ao senhor.&#8221; Ele n&#227;o respondeu a essa carta. Uma pena, s&#227;o realmente coisas incompreens&#237;veis. &#201; misterioso.</p><p>A hesita&#231;&#227;o que voc&#234;s tamb&#233;m conhecem do Padre Serralda, enfim, n&#227;o sei, n&#227;o sei bem o que est&#225; acontecendo, &#201; um pouco misterioso. Eu n&#227;o sei. E h&#225; o Padre Bellamy, que talvez tenha lhe dado detalhes esta tarde um pouco mais precisos.</p><p>Mas, a prop&#243;sito, j&#225; que falo da Itin&#233;raires, li na &#250;ltima edi&#231;&#227;o um artigo sobre a liberdade religiosa que me apressei em ler para ver se n&#227;o era a favor da liberdade religiosa. Digo agora que, bem, as posi&#231;&#245;es est&#227;o tomadas, j&#225; que se v&#234; claramente no Barroux que h&#225; uma tend&#234;ncia a aceitar a liberdade religiosa.</p><p>E em todos aqueles que nos deixam, &#233; um pouco o mesmo problema. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">O Padre Lafargue fez declara&#231;&#245;es a favor do Conc&#237;lio.</mark> E s&#227;o coisas incompreens&#237;veis. Ent&#227;o, pensei que fosse tamb&#233;m do mesmo g&#234;nero. De modo algum.</p><p>&#201; um excelente artigo que foi escrito pelo Sr. Geoffroy e que demole completamente o livro do padre de Margerie, jesu&#237;ta, que foi escrito, obviamente, e que me enviou, claro, para tentar uma reconcilia&#231;&#227;o sobre a liberdade religiosa entre Roma e a Fraternidade, enfim, e a Tradi&#231;&#227;o.</p><p>Ent&#227;o, &#233; uma demoli&#231;&#227;o rigorosa do livro do Padre de Margerie, muito, muito bem feita. Um excelente artigo mostrando, justamente, e provando que esta liberdade religiosa &#233; algo diferente da Tradi&#231;&#227;o, &#233; o contr&#225;rio da Tradi&#231;&#227;o, op&#245;e-se ao magist&#233;rio tradicional.</p><p>Portanto, h&#225; ali uma ruptura em que &#233; absolutamente imposs&#237;vel dizer que o documento Dignitatis Human&#230; &#233; a continua&#231;&#227;o da Tradi&#231;&#227;o. Isso &#233; uma imagina&#231;&#227;o, e &#233; absolutamente um erro profundo. Ent&#227;o, &#233; interessante, ainda assim. Deveria ser l&#243;gico, ent&#227;o!</p><p>Vejam: um documento que rompe com a Tradi&#231;&#227;o, e em um ponto capital, um ponto excessivamente importante, fundamental, para a nossa santa religi&#227;o, e que determina, precisamente, toda a atitude da Igreja em rela&#231;&#227;o ao apostolado, porque &#233; da&#237; que vem o ecumenismo, &#233; da&#237; que v&#234;m todos os erros dos conciliares.</p><p>Ent&#227;o, j&#225; n&#227;o se compreende como pessoas assim, que escrevem artigos assim, se colocam nas m&#227;os dos conciliares. As contradi&#231;&#245;es s&#227;o incr&#237;veis.</p><p>Ser&#225; que houve, por tr&#225;s deste artigo, um certo objetivo de querer mostrar que, bem, podia-se estar, ainda assim, em liga&#231;&#227;o com as autoridades conciliares e lutar contra a liberdade religiosa? N&#227;o sei, talvez haja talvez... N&#227;o importa, n&#227;o procuro as inten&#231;&#245;es.</p><p>De qualquer modo, &#233; preciso reconhecer que o artigo em si &#233; muito bom. &#201; precioso, ainda assim, porque houve publica&#231;&#245;es. Houve o &#250;ltimo livro nesta personagem, e s&#227;o belos livros, bem apresentados. N&#227;o sei quem financia tudo isso, mas, de qualquer modo, isso d&#225; ao menos o s&#233;timo ou oitavo documento oficial que nos &#233; enviado, assim, por supostos te&#243;logos, sobre as ordens de Roma.</p><p>Foi Roma que provocou essas respostas, que pediu ao Padre de Margerie, que pediu a te&#243;logos espanh&#243;is, belgas, alem&#227;es, da Gregoriana, etc., que trabalhassem essa quest&#227;o e para provar absolutamente que o decreto Dignitatis Human&#230; &#233; uma continua&#231;&#227;o da Tradi&#231;&#227;o e n&#227;o uma oposi&#231;&#227;o &#224; Tradi&#231;&#227;o. S&#227;o todos os mesmos argumentos, as mesmas coisas. Incr&#237;vel!</p><p>&#201; falso, absolutamente falso. Pergunta-se como eles podem chegar a fazer certas afirma&#231;&#245;es incr&#237;veis. Bem, n&#243;s respondemos. Ali&#225;s, em breve aparecer&#225; um folheto. N&#227;o sei se o Padre Laurence j&#225; tinha preparado um pouco um agrupamento de respostas, mas n&#227;o sei se acabar&#225; por aparecer ou n&#227;o, pois depender&#225; disso.</p><p>Mas enfim, com a resposta que demos, publicamos a resposta de Roma e publicaremos a nossa contra-resposta a respeito desses documentos. S&#227;o coisas importantes. Enfim, s&#227;o algumas consequ&#234;ncias dolorosas que ter&#227;o ocorrido ap&#243;s as sagra&#231;&#245;es.</p><p>As consequ&#234;ncias encorajadoras foram, eu diria, uma alegria profunda por parte da quase totalidade dos fi&#233;is. &#201; incr&#237;vel. A rea&#231;&#227;o dos fi&#233;is e dos nossos leigos foi extraordin&#225;ria. Muito incentivadora para n&#243;s.</p><h1>As fam&#237;lias seguem com a Fraternidade</h1><p>Enquanto, pessoalmente, confesso que pensava que ter&#237;amos, ainda assim, cerca de 20% de pessoas que nos teriam deixado. Bem, isso &#233; absolutamente inexato. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Houve algumas fam&#237;lias aqui e ali que partiram, mas houve muito mais que vieram.</mark> &#201;, portanto, um aumento muito n&#237;tido. E ent&#227;o, eu diria, um entusiasmo e uma firmeza e uma alegria profunda.</p><p>Porque dizem: &#8220;Ah, agora a Tradi&#231;&#227;o est&#225; bem defendida e vamos poder continuar. A sucess&#227;o est&#225; assegurada. Nossos filhos ter&#227;o a confirma&#231;&#227;o tal como a desejamos. Os Sacramentos, o ensino, as escolas v&#227;o poder continuar.&#8221; Para eles, foi um al&#237;vio. Porque, obviamente, a minha idade os preocupava.</p><p>Ent&#227;o, agora, fui rejuvenescido pelos nossos quatro jovens bispos. Isso foi extraordin&#225;rio. Realmente. No mundo inteiro. Em todo lugar. As rea&#231;&#245;es, as mesmas.</p><p>E depois, ent&#227;o, a respeito das voca&#231;&#245;es e da ades&#227;o da grande maioria dos nossos sacerdotes. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">A ades&#227;o da grande maioria dos nossos seminaristas, religiosos e religiosas que nos cercam, que est&#227;o conosco.</mark></p><p>A maior parte. Realmente, houve essa ruptura do Barroux e das beneditinas do Barroux tamb&#233;m. Fora isso, no geral, pode-se dizer que todos aqueles que estavam apegados &#224; Tradi&#231;&#227;o mantiveram-se firmes. Gra&#231;as a Deus.</p><p>E as voca&#231;&#245;es tamb&#233;m aumentaram, no geral. Nossas irm&#227;s, por exemplo (um pequeno exemplo), de Saint-Michel-en-Brenne que se preocupavam um pouco com as voca&#231;&#245;es: j&#225; fazia v&#225;rios anos (dois ou tr&#234;s anos) que elas tinham apenas duas, tr&#234;s, quatro voca&#231;&#245;es. Era realmente muito, muito pouco. Eram necess&#225;rias ora&#231;&#245;es, claro, para t&#234;-las. Pois bem, este ano, apresentaram-se dez. Infelizmente, algumas n&#227;o puderam ficar. Mas enfim, havia um ponto de interroga&#231;&#227;o nas voca&#231;&#245;es.</p><p>No semin&#225;rio de Flavigny tamb&#233;m, eles ainda s&#227;o vinte e dois no primeiro ano. Mas h&#225; v&#225;rios ingleses que agora partiram para Winona, por causa da quest&#227;o da l&#237;ngua. Como o semin&#225;rio, l&#225;, &#233; muito maior que Ridgefield, ent&#227;o, isso permitiu a Monsenhor Williamson receber mais facilmente seminaristas de fora. &#201; por isso tamb&#233;m que ele p&#244;de receber outros seminaristas de l&#237;ngua inglesa que viriam para n&#243;s, que ficariam aqui na Europa.</p><p>De modo que h&#225; um pouco menos de ingleses que entraram este ano. S&#243; h&#225; um aqui, e dois que partiram para Winona. E depois, houve tamb&#233;m a abertura do semin&#225;rio da Austr&#225;lia, n&#227;o &#233;? Obviamente, um que guarde as voca&#231;&#245;es l&#225;. Ent&#227;o, tantas voca&#231;&#245;es que vinham para n&#243;s tamb&#233;m. Os neozelandeses, os australianos, e depois outros que agora est&#227;o na Austr&#225;lia.</p><p>Portanto, tivemos, novamente, um in&#237;cio de ano muito bom. Claro que gostar&#237;amos sempre de mais. Ainda h&#225; lugar em Flavigny. Podem ainda enviar voca&#231;&#245;es um pouco mais numerosas. H&#225; lugar. Ent&#227;o tamb&#233;m n&#227;o houve nenhuma degrada&#231;&#227;o causada pelas sagra&#231;&#245;es.</p><p>E depois houve ainda o apoio de certas revistas, como a Monde &amp; Vie, e tamb&#233;m a associa&#231;&#227;o Credo. E at&#233; o Marc Dem, no Choc, que tamb&#233;m tomou partido claramente por n&#243;s. Tudo isso.</p><h1>A raiz &#233; a defesa da f&#233;, n&#227;o a exterioridade</h1><p>E Deus permite tudo isso, penso eu, para a preserva&#231;&#227;o da f&#233;. Porque, afinal, a preocupa&#231;&#227;o principal de Nosso Senhor e da Sant&#237;ssima Virgem Maria &#233; a preserva&#231;&#227;o da f&#233;. Se n&#227;o houver mais f&#233;, &#233; a apostasia, &#233; o fim da obra que Nosso Senhor veio realizar. &#201;, afinal, a f&#233; que &#233; a base de tudo, n&#227;o &#233;? Ent&#227;o, Deus n&#227;o pode permitir, afinal, que a f&#233; venha a se corromper.</p><p>Ora, nota-se naqueles que nos deixam, que aqueles que buscam sobretudo, e penso que era um pouco o caso de Dom G&#233;rard, ele buscou, em sua separa&#231;&#227;o com seu mosteiro de Tournay, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">mais a preserva&#231;&#227;o da liturgia e do esp&#237;rito mon&#225;stico do que a preserva&#231;&#227;o da f&#233;.</mark></p><p>O problema dogm&#225;tico o problema especulativo: vejam a liberdade religiosa, a colegialidade, o ecumenismo. O ponto de partida de sua primeira preocupa&#231;&#227;o foi refundar um mosteiro que guarde preciosamente a liturgia e que guarde preciosamente o esp&#237;rito mon&#225;stico.</p><p>&#201; uma excelente ideia, claro, estamos totalmente de acordo com ele. Depois, j&#225; trabalhamos com ele. E creio, atrav&#233;s do contato da Fraternidade com o semin&#225;rio, que ele come&#231;ou a abrir um pouco os olhos sobre este problema dogm&#225;tico, mas n&#227;o suficientemente. N&#227;o est&#225; suficientemente estruturado.</p><p>E ainda atualmente, constata-se no Barroux, aquele que foi escolhido para a forma&#231;&#227;o dos novi&#231;os e dos estudantes, o Padre Basile segue a tese dos Padres de Ch&#233;m&#233;r&#233;, dos Padres de Bligni&#232;res, do ponto de vista da liberdade religiosa.</p><p>N&#227;o &#233; poss&#237;vel! <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">N&#227;o podemos resistir se n&#227;o nos mantivermos firmes contra este verdadeiro erro e heresia da liberdade religiosa.</mark> N&#243;s nos perdemos! Vai na raiz, verdadeiramente, do reino de Nosso Senhor. A liberdade religiosa &#233; verdadeiramente a destrui&#231;&#227;o fundamental de todo esp&#237;rito mission&#225;rio e de todo esp&#237;rito do reino exclusivo de Nosso Senhor sobre o mundo.</p><p>Pela liberdade que &#233; dada como se dizia no congresso de Veneza no m&#234;s de maio: os representantes de Roma, Monsenhor Pavan e o reitor da Universidade de Latr&#227;o, eles diziam: &#8220;Sim, agora h&#225; uma mudan&#231;a. De fato, reconhecemos que a liberdade religiosa sofreu uma mudan&#231;a porque n&#227;o consideramos mais a liberdade em rela&#231;&#227;o &#224; verdade, mas consideramos a liberdade em rela&#231;&#227;o &#224; natureza humana.&#8221;</p><p>&#201; inacredit&#225;vel! Eles reconhecem isso abertamente! Portanto, eles separam as no&#231;&#245;es de liberdade e de verdade. Ser&#225; que foi Deus que fez a liberdade ou n&#227;o? Ser&#225; que Ele pode faz&#234;-la sem a verdade, sem a orienta&#231;&#227;o para a verdade? &#201; inconceb&#237;vel.</p><p>Portanto, uma invers&#227;o profunda do que h&#225; de mais &#237;ntimo no homem, do que comanda toda a sua moral, do que comanda toda a sua vida. Se, ao contr&#225;rio, a liberdade for submetida &#224; verdade, ela se submete perfeitamente a Nosso Senhor. &#8220;Eu Sou a Verdade.&#8221; Portanto, ela se submete a Nosso Senhor Jesus Cristo, a Seu Reino, &#224; Sua vontade, aos Seus Mandamentos, &#224; Sua Lei, &#224; sua gra&#231;a, etc.</p><p>Mas, se cortarmos isso, dir&#227;o: &#8220;N&#227;o, isso agora est&#225; nas m&#227;os do homem. O homem faz de sua liberdade o que quer e o que concebe em sua consci&#234;ncia.&#8221; &#201; a revolta profunda do homem contra Deus. &#201; a Revolu&#231;&#227;o Francesa, s&#227;o os direitos humanos, tudo est&#225; interligado!</p><p>&#201; o ecumenismo, &#233; a laicidade dos estados, &#233; a liberdade de cultos, &#233; a liberdade de pensamento, &#233; a liberdade da moral, tudo decorre disso. &#201; pavoroso como um veneno introduzido no interior. Foi introduzido num conc&#237;lio pelos bispos. Inimagin&#225;vel, inconceb&#237;vel!</p><p>Ent&#227;o, se n&#227;o tivermos consci&#234;ncia disso, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">se n&#227;o buscarmos que certas coisas protegidas e antigas</mark>, que correm o risco de ser levadas por essa corrente devastadora das consequ&#234;ncias da liberdade religiosa, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">sejam protegidas, elas n&#227;o se sustentam.</mark></p><p>&#201; preciso, ao mesmo tempo, atacar a raiz do mal, obviamente, ser contra a raiz do mal. Mas, quando se constata que Roma apega-se a isso, obstinadamente, quantas vezes os bispos desde as sagra&#231;&#245;es repetiram a todos aqueles que nos deixaram: &#8220;N&#243;s vos recebemos sob a condi&#231;&#227;o expressa de que aceiteis o Conc&#237;lio em sua integridade, todos os textos do Conc&#237;lio&#8221;?</p><p>N&#227;o &#233; assim! Dom Decourtray, o Bispo de Avignon, os bispos alem&#227;es, etc. &#201; isso. Sem questionamentos. Sem tr&#233;guas. Ent&#227;o, eles toleram certas manifesta&#231;&#245;es da Tradi&#231;&#227;o, mas isso n&#227;o pode se sustentar.   </p><p>Ent&#227;o, a dificuldade que sentimos atualmente, quais s&#227;o as dificuldades? S&#227;o precisamente essas rela&#231;&#245;es entre aqueles que nos deixaram e depois a Tradi&#231;&#227;o. A&#237;, ainda h&#225; um rompimento. H&#225;, no entanto, muitas fam&#237;lias que foram um pouco atingidas nesses rompimentos. Primeiro, &#233; claro, as fam&#237;lias desses monges, dessas monjas, a fam&#237;lia dos padres que nos deixaram, tudo isso cria certa atmosfera um pouco dif&#237;cil.</p><p>Versalhes, &#233; claro: a posi&#231;&#227;o do C&#244;nego Porta cria dificuldades em Versalhes. E depois, se for a mesma coisa em Wagram, isso vai criar tamb&#233;m no interior de Wagram mais problemas. &#201; doloroso. &#201; doloroso para muitas fam&#237;lias.</p><p>E, quando eles n&#227;o veem bem o problema que nos preocupa e que nos faz romper toda rela&#231;&#227;o e todo contato com aqueles que nos deixaram, porque n&#227;o queremos ser contaminados, n&#227;o queremos dar a impress&#227;o de que isso n&#227;o tem import&#226;ncia.</p><p>&#8220;Bom, eles escolheram esse caminho, &#233; um bom caminho. N&#243;s, n&#243;s escolhemos outro, n&#243;s temos outro bom caminho.&#8221; <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Como se coloc&#225;ssemos em igualdade a escolha que eles fizeram e a escolha que fazemos</mark>. Isso n&#227;o &#233; poss&#237;vel! &#201; trair nosso ideal. &#201; trair, eu diria, nossa defesa da f&#233;.</p><p>Eles colocam a f&#233; deles em perigo. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Agora, eles colocam a f&#233; deles em perigo. N&#243;s n&#227;o queremos coloc&#225;-la em perigo.</mark> Justamente queremos proteg&#234;-la, absolutamente. Portanto, n&#227;o ter contato com isso. Bem, diga-se de passagem, n&#227;o se trata de esmag&#225;-los, n&#227;o se trata de demoli-los, n&#227;o se trata de insult&#225;-los. N&#227;o &#233; isso, n&#227;o &#233; essa a quest&#227;o. Mas, doutrinalmente, e para prosseguir a obra de preserva&#231;&#227;o da f&#233;, bem, n&#227;o h&#225; hesita&#231;&#227;o poss&#237;vel.</p><p>Precisamente o que escrevi a Dom G&#233;rard. Assim que soube que ele assinou o que assinou para Roma, ele me telefonou, ele queria me ver. Eu lhe disse: &#8220;&#201; in&#250;til! &#201; in&#250;til que queira me ver. O senhor assinou, agora acabou. Est&#225; nas m&#227;os de Roma conciliar. Acabou, n&#227;o terei mais contato com o senhor.</p><p>Com certeza n&#227;o porei mais os p&#233;s em sua casa, e n&#227;o lhe escreverei mais. E, se o senhor me escrever, n&#227;o lhe responderei. Acabou. Enquanto o senhor n&#227;o tiver abandonado este caminho, acabou. Rezo pelo senhor, permane&#231;o unido ao senhor na ora&#231;&#227;o, mas n&#227;o conte mais comigo para nenhum socorro, nenhum apoio. Acabou, est&#225; terminado.&#8221; <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">A atitude que sempre tomei com todos aqueles que nos deixaram.</mark></p><p>O Padre Gu&#233;rard des Lauriers me amea&#231;ou com um processo se eu n&#227;o respondesse &#224;s suas cartas. Ele nunca recebeu uma palavra minha. Nunca, nunca, nunca!</p><p>Assim que ele nos deixou, que nos abandonou, eu disse: &#8220;Acabou&#8221;. Rezo por ele tamb&#233;m, que o bom Deus tenha a sua alma, que Deus o cure, o converta, mas eu n&#227;o tenho mais contato. &#201; a melhor maneira.</p><p>Assim, eles tamb&#233;m n&#227;o podem encontrar nas respostas. Sempre &#233; f&#225;cil encontrar uma palavra ou frase que pode ser interpretada num sentido cr&#237;tico, num sentido pol&#234;mico, ent&#227;o recome&#231;amos, partimos de novo, e &#233; uma briga que n&#227;o termina mais.</p><p>Perde-se a paz da alma, enquanto temos tanto trabalho a fazer diante de n&#243;s, h&#225; tanto bom trabalho, o trabalho que Deus nos pede para fazer, o trabalho dos semin&#225;rios, o trabalho do apostolado, o trabalho de nossos priorados, o trabalho da convers&#227;o das almas. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">N&#227;o temos tempo para fazer pol&#234;micas com este, pol&#234;micas com aquele, h&#225; outras coisas para fazer.</mark></p><p>N&#227;o h&#225; nada melhor para deixar as coisas de lado do que n&#227;o responder mais, sem contato. Se terminou, terminou. &#201; lament&#225;vel. Rezamos, mas isso &#233; ainda o que h&#225; de melhor.</p><p>E percebe-se que Deus felizmente nos aben&#231;oa, continua a nos aben&#231;oar; e depois, infelizmente, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">aqueles que nos deixam acabam ou se alinhando completamente &#224; igreja conciliar ou ent&#227;o se separarando completamente de Roma pelo sedevacantismo</mark>, que &#233; como um barco sem amarra, que parte ao sabor das ondas. N&#227;o se sabe bem para onde v&#227;o, nem onde ir&#227;o chegar, o que se tornar&#227;o, etc. &#201; uma situa&#231;&#227;o igualmente imposs&#237;vel.</p><p>Sei bem que agora, ap&#243;s o livro do Padre Leroux, ouvi bastantes reflex&#245;es, mesmo das nossas religiosas, mesmo das nossas carmelitas, que, depois de terem lido aquele livro, dizem: &#8220;Mas Monsenhor, acredita que este papa &#233; papa, mesmo assim?&#8221;</p><p>N&#227;o sei nada disso. N&#227;o sou Deus, n&#227;o vejo tudo o que aconteceu, n&#227;o conhe&#231;o tudo o que aconteceu nos conclaves. Mas agimos como se ele fosse papa. Porque me parece, primeiramente: <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">n&#227;o creio poder fazer esse julgamento definitivamente,</mark> chegar a esse julgamento de dizer &#8220;n&#227;o h&#225; mais papa, e agora acabou, n&#227;o rezaremos mais por ele, daremos as costas a Roma, n&#227;o poremos mais os p&#233;s em Roma, acabou, n&#227;o h&#225; mais autoridade, n&#227;o h&#225; mais nada&#8221;.</p><p>Confesso que n&#227;o consigo me conformar com um racioc&#237;nio como esse, acho que realmente ultrapassaria as conclus&#245;es das premissas que temos. Eu acho que n&#227;o sinto coragem de fazer isso, e acho que &#233; Deus que permite, porque acredito sinceramente que &#233; preciso ainda assim manter esse v&#237;nculo com Roma, com a esperan&#231;a de converter Roma, com a esperan&#231;a de faz&#234;-la voltar &#224; Tradi&#231;&#227;o.</p><p>E, depois, &#233; Deus quem julgar&#225;. Ent&#227;o dizem: mas ser&#225; que h&#225; esperan&#231;a? Ser&#225; que se pode ter esperan&#231;a de convert&#234;-los? Bem, sempre h&#225;. Deus pode tudo, evidentemente. A ora&#231;&#227;o, o sacrif&#237;cio, os esfor&#231;os, nunca se sabe! Deus pode intervir, mas, humanamente falando, est&#225; claro que n&#227;o h&#225; esperan&#231;a. Eles t&#234;m mentes t&#227;o mal formadas, t&#227;o deformadas, com esse modernismo que os dirige.</p><h1>N&#227;o h&#225; mais discuss&#227;o</h1><p>J&#225; n&#227;o se pode nem mesmo discutir, porque j&#225; n&#227;o temos os mesmos princ&#237;pios, as palavras j&#225; n&#227;o significam a mesma coisa. E<mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">les usam uma palavra tradicional para dizer outra coisa</mark>, eles j&#225; n&#227;o t&#234;m a defini&#231;&#227;o da Igreja que n&#243;s temos pela Tradi&#231;&#227;o, de modo algum. A eucaristia, o Santo Sacrif&#237;cio da Missa, tudo isso, tudo mudou. At&#233; o matrim&#244;nio, eles d&#227;o a ele outra defini&#231;&#227;o, e assim por diante, tudo, tudo, tudo! A gra&#231;a? Nem falam disso.</p><p>N&#227;o se pode mais discutir com pessoas que t&#234;m uma mentalidade completamente modernista,</p><p>Ent&#227;o para n&#243;s, obviamente, a quest&#227;o de princ&#237;pio &#233; clara, n&#227;o temos que mudar. E, se houvesse novamente um chamado de Roma... Correm boatos: &#8220;Oh, mas Roma j&#225; vai, vai fazer uma abertura de novo, para um novo di&#225;logo, no m&#234;s de setembro&#8221; Eu n&#227;o ouvi nada. De qualquer modo, n&#227;o recebi nada, e nada ouvi.</p><p>Mas me parece que, se um chamado fosse feito por parte de Roma, para pedir que volt&#225;ssemos a falar com eles: doravante, dado que estamos assegurados do nosso futuro, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">com os bispos que foram nomeados, nosso di&#225;logo &#233; totalmente diferente</mark>, porque, enquanto n&#227;o t&#237;nhamos bispos, que esper&#225;vamos que pudessem nos dar, nos dar uma autoriza&#231;&#227;o para bispos tradicionais, ent&#227;o havia um di&#225;logo que era um pouco dif&#237;cil, um pouco s&#233;rio, e que era um pouco delirante, e que era um pouco perigoso.</p><p>J&#225; que agora temos nosso futuro assegurado, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">estamos muito mais aptos a discutir a quest&#227;o fundamental. Doravante, atacamos a quest&#227;o da f&#233;, ou seja, discutir os dogmas</mark>: &#8220;Enquanto voc&#234;s n&#227;o retornarem &#224; f&#233; de S&#227;o Pio X, ou &#224; f&#233; de Pio IX, &#224; f&#233; de vossos predecessores, &#233; in&#250;til discutir. Enquanto n&#227;o tiverem corrigido os textos do Conc&#237;lio, retomando os princ&#237;pios de vossos predecessores, bem, &#233; imposs&#237;vel, n&#227;o se pode discutir.&#8221;</p><p>&#201; preciso que o Conc&#237;lio seja purificado de seus erros por um estudo de seus textos, e restaur&#225;-los em conformidade com a f&#233; de sempre, com a f&#233; de seus predecessores. Porque, se n&#227;o lhes pedirmos tamb&#233;m a mudan&#231;a dos textos, eles dizem sempre: &#8220;Mas estamos totalmente de acordo com Pio IX, estamos de acordo com Le&#227;o XIII, estamos de acordo com S&#227;o Pio X. Mas isso eles pensavam no seu tempo!&#8221;</p><p>&#8220;Se tiv&#233;ssemos sido do tempo deles, bem, ter&#237;amos assinado como eles, ter&#237;amos feito como eles, mas agora, esse tempo j&#225; passou. Somos do nosso tempo e, no nosso tempo, bem,  j&#225; n&#227;o &#233; mais assim. &#201; preciso mudar, mas &#233; a mesma Tradi&#231;&#227;o.  Eles tamb&#233;m mudaram ao longo dos s&#233;culos&#8221;, supostamente. Eles dizem: &#8220;n&#243;s continuamos essa evolu&#231;&#227;o segundo o tempo, sempre fazendo entrar a hist&#243;ria na verdade&#8221;, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">como se a verdade fosse relativa &#224; hist&#243;ria</mark>, como se n&#227;o houvesse mais uma verdade fixa, definitiva.</p><p>&#201; terr&#237;vel essa concep&#231;&#227;o abomin&#225;vel. Ent&#227;o eles s&#227;o perigosos porque dizem sempre: &#8220;Mas &#233; claro, estamos de acordo com o senhor! Pio IX falou muito bem, Pio X falou muito bem, etc.&#8221;  Mas j&#225; n&#227;o estamos mais nesse tempo, como disse o Cardeal Ratzinger: &#8220;J&#225; n&#227;o estamos no tempo de Pio IX!&#8221; <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">N&#227;o se pode chegar a um acordo.</mark> Ent&#227;o &#233; preciso que fa&#231;am um ato positivo, para mostrar justamente que abandonam os seus erros mudando os textos do Conc&#237;lio.</p><p><mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">&#201; preciso que a doutrina da Igreja anterior ao Conc&#237;lio passe nos textos do Conc&#237;lio, que mudem os textos! </mark>Enquanto n&#227;o fizerem isso, enquanto n&#227;o recolocarem verdadeiramente a verdade claramente, em destaque, e a f&#233; verdadeiramente cat&#243;lica no ensinamento da Igreja, n&#227;o h&#225; meio de haver um acordo. N&#227;o &#233; poss&#237;vel.</p><p>Mas ent&#227;o em Roma, obviamente, as consequ&#234;ncias das sagra&#231;&#245;es: eles j&#225; n&#227;o correspondiam conosco. Mas ent&#227;o, isso provocou em Roma um verdadeiro pequeno tremor de terra. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">E eles, que me diziam: &#8220;Sabe, em Roma, n&#227;o se trabalha de 15 de julho at&#233; 15 de setembro&#8221;: bem, asseguro-lhes que trabalharam! </mark>Ah, eles nunca tanto trabalharam quanto este ano!</p><p>Reuni&#227;o de comiss&#227;o ap&#243;s comiss&#227;o, etc., nomea&#231;&#227;o. E ent&#227;o, &#233; muito sintom&#225;tico, vejam. A eles n&#227;o concedem bispos, enquanto a n&#243;s eles concederiam, estava no acordo. E eles n&#227;o lhes concederam nenhum membro da comiss&#227;o romana!</p><p>Eles fizeram uma comiss&#227;o romana de oito membros, esses oito membros s&#227;o romanos. Os oito membros s&#227;o da c&#250;ria, nenhum da Tradi&#231;&#227;o. N&#243;s ter&#237;amos conseguido ter dois. Eles n&#227;o t&#234;m nada. Imediatamente. Isso, exclu&#237;do. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Metem a m&#227;o imediatamente. Ser&#237;amos n&#243;s. Nada para n&#243;s, &#233; Roma quem comanda.</mark></p><p>E depois, os bispos. Nada de bispos! N&#227;o, fora de quest&#227;o! &#8220;Daremos bispos a eles, dizemos que daremos a eles...&#8221; Ent&#227;o, vejam as consequ&#234;ncias! Ent&#227;o, imediatamente, era realmente quase infantil, era um pouco rid&#237;culo ver como eles se apressaram para nos imitar.</p><h1>Roma reage com a FSSP</h1><p>Podemos crer que n&#227;o estamos indo t&#227;o mal assim! <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">O que eles encontraram para tentar nos abalar, nos fazer desaparecer, etc., &#233; nos copiar!</mark> Imediatamente, eles correram para os estatutos da Fraternidade S&#227;o Pio X para criar uma Fraternidade de S&#227;o Pedro.</p><p>Ent&#227;o eles buscaram criar essa famosa Fraternidade e, depois de encontrar, colocar a mesma ideia, para ser respons&#225;vel para com Roma, desta Fraternidade de S&#227;o Pedro, com o Padre Denis Coiffet, delegado para a Fran&#231;a, como subdiretor desta Fraternidade de S&#227;o Pedro.</p><p>E tudo isso foi feito na pressa. Eles disseram, ali&#225;s. Voc&#234;s se lembram da famosa falha de latim no decreto deles em que nos condenavam, que nos excomungavam? <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Estavam com tanta pressa que houve um erro de latim que teria sido melhor n&#227;o terem falado nada.</mark> Teria sido mais simples!</p><p>Mas creio que Deus se diverte! Oh, inacredit&#225;vel! Mas, ent&#227;o, agora eles est&#227;o organizados e colocaram Monsenhor Perl. Realmente ele foi inspirado pelo diabo. Realmente inacredit&#225;vel. Ele se esfor&#231;a, mas &#233; inacredit&#225;vel. Ele telefonava a todos aqueles que podia, tendo visitado quem conhecia, sabendo com quem estava lidando.</p><p>Ent&#227;o, um assistente telefona, visita: &#8220;Prometemos tudo o que o senhor precisa. N&#227;o tenha medo, providenciaremos&#8221;, avisar&#227;o. Isso &#233; inimagin&#225;vel! Mas eles t&#234;m muitas dificuldades. N&#227;o acabou, est&#225; apenas come&#231;ando. Ora, vejam tamb&#233;m essa precipita&#231;&#227;o, por exemplo, para fazer as ordena&#231;&#245;es.</p><p>Mal os membros s&#227;o designados nessa Fraternidade que eles j&#225; come&#231;am as ordena&#231;&#245;es. Com a Fraternidade S&#227;o Vicente Ferrer, do padre de Bligni&#232;res, que &#233; reconhecido, tamb&#233;m, o direito pontif&#237;cio, etc. E ent&#227;o, imediatamente, ordenam. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">H&#225; seis meses, eles ainda eram sedevacantistas, e agora, para eles, acabou. V&#227;o correndo para orden&#225;-los.</mark> Simples assim!</p><p>Bem, o Arcebispo de Bourges n&#227;o aceitou assim. Eles queriam fazer a ordena&#231;&#227;o, portanto, em Fontgombault, como bem sabem. E ent&#227;o, o Bispo de Bourges recusou que fosse o Cardeal Mayer. Bem, um pouco forte, um pouco r&#237;gido. Ent&#227;o, sobre a situa&#231;&#227;o, n&#227;o sei como eles fizeram.</p><p>Talvez haja alguns entre voc&#234;s que saibam, estejam a par. N&#227;o sei como, na realidade, a cerim&#244;nia se desenrolou. Mas ter&#227;o eles realmente feito o rito pontifical editado por Jo&#227;o XXIII? N&#227;o sei. Talvez tenham utilizado, simplesmente, o novo rito, porque j&#225; vi Monsenhor de Milleville realizar o rito antigo.</p><p>E, depois, h&#225; uma coisa: Ele nos diz para pensar que esses monges, que na maioria s&#227;o ainda um pouco tradicionalistas, e que gostariam de ser ordenados com o rito antigo, com o rito de sempre, bem, ordenar-se-ia entre eles, segundo o rito antigo, monges que eram sedevacantistas 6 meses antes, e n&#227;o tinham o direito de ser ordenados com esse pontifical.</p><p>Ordenam-nos com o novo pontifical de 67 ou 68, com a reforma. Eles n&#227;o podem ser ordenados assim. &#201; proibido. Ent&#227;o, eles tiveram a missa de S&#227;o Pio V, oficialmente, suponho, n&#227;o sei. Eu n&#227;o estava l&#225;, mas suponho. Ora, esta missa lhes &#233; proibida como missa comunit&#225;ria, como missa conventual. Chegamos a estas contradi&#231;&#245;es incr&#237;veis. N&#227;o sei como aconteceu na realidade, ent&#227;o talvez ainda haja coisas a aprender.</p><p>Foi a mesma coisa com Wigratzbad. O semin&#225;rio de Wigratzbad, que &#233; dirigido pelo padre Bisig, que fica bem perto de Bregenz, na &#193;ustria. Quando se deixa Bregenz para voltar &#224; Alemanha, h&#225; um local de peregrina&#231;&#227;o ali, que se chama Wigratzbad, e que tem uma capela um pouco antiga, n&#227;o muito grande. Essa &#233; a capela que foi confiada ao semin&#225;rio.</p><p>Depois h&#225; uma imensa capela nova, um edif&#237;cio enorme que foi feito para a peregrina&#231;&#227;o, ent&#227;o num estilo moderno. Ent&#227;o, o Bispo de Augsburgo (eles dependem da Diocese de Augsburgo) fez saber ao Padre Bisig e aos seminaristas que eles n&#227;o podiam dirigir-se &#224; nova capela sem estar de clergyman. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Podiam estar de batina na velha capela, mas, assim que fossem para a nova capela, era preciso que usassem clergyman.</mark> S&#227;o hist&#243;rias incr&#237;veis.</p><p>E o Bispo de Augsburgo tamb&#233;m recusou a ordena&#231;&#227;o. O Padre Bisig pediu ao Cardeal Mayer que tivesse a bondade de fazer uma ordena&#231;&#227;o de, no m&#237;nimo, um di&#225;cono. O Cardeal Mayer tinha aceitado vir fazer a ordena&#231;&#227;o: recusa do cardeal pelo Bispo de Augsburgo. Ent&#227;o eles partiram juntos a Roma para fazer a ordena&#231;&#227;o.</p><p>Isso mostra bem a oposi&#231;&#227;o dos bispos. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Os bispos n&#227;o querem essas pessoas.</mark> Eles est&#227;o incomodados com esses tipos de tradicionalistas que colocam nas m&#227;os deles, dizendo &#8220;Voc&#234;s que cuidem disso, voc&#234;s que fa&#231;am o trabalho.&#8221; O que eles t&#234;m a ver com essas pessoas? N&#227;o os querem.</p><p>Ent&#227;o os tradicionalistas s&#227;o rejeitados, praticamente, pelos bispos. Roma tenta, por enquanto, impor a sua vontade e pressionar. Mas vejam: mesmo que seja Roma, que intervenha o cardeal Mayer, o prefeito da Congrega&#231;&#227;o do Culto, dizem: &#8220;N&#227;o, n&#227;o far&#227;o ordena&#231;&#245;es na minha diocese.&#8221;</p><p>At&#233; que haja reuni&#245;es episcopais, a assembleia episcopal da Alemanha, Su&#237;&#231;a e Fran&#231;a (para tomar uma atitude resolutamente oposta ao que Roma faz a esse respeito) n&#227;o est&#225; longe, est&#225; chegando. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">E Roma ceder&#225;, como sempre fizeram.</mark></p><p><mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Assim que uma confer&#234;ncia episcopal se levanta e ent&#227;o chega &#224; unanimidade ou &#224; quase unanimidade, ent&#227;o se diz: &#8220;Roma, acabou a hist&#243;ria&#8221;.</mark> Foi assim com a teologia da liberta&#231;&#227;o do Boff, foi com Hans K&#252;ng e depois os outros te&#243;logos alem&#227;es, foi assim com o catecismo franc&#234;s, com todas essas coisas. Era a mesma coisa. Assim que uma confer&#234;ncia episcopal se levanta, acabou. Roma recua.</p><p>Ent&#227;o isso vai acontecer, provavelmente, da mesma maneira. Incomodados por terem contra si as tr&#234;s confer&#234;ncias episcopais que est&#227;o interessadas nos problemas, Roma dir&#225; a todos os seus padres: &#8220;Escutem, voltem para as suas dioceses, se virem, acabou. N&#243;s n&#227;o podemos mais nos ocupar de voc&#234;s, terminou, caso encerrado&#8221;.</p><p><mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Como fizeram com a Mater Ecclesi&#230;, ao cabo de dois anos: &#8220;Voltem para os seus semin&#225;rios, n&#227;o nos ocupamos mais de voc&#234;s&#8221;.</mark> N&#227;o faz ainda dois anos, e vejam as dificuldades que eles j&#225; come&#231;am a ter, ent&#227;o acaba assim. Ent&#227;o, &#233; realmente inimagin&#225;vel essa atitude de Roma.</p><h1>Li&#231;&#227;o: Nunca desviar do Reino de Cristo</h1><p>Para n&#243;s, justamente, deve-se concluir, de tudo isso, que devemos sempre manter a nossa orienta&#231;&#227;o. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Essa orienta&#231;&#227;o &#233; verdadeiramente a realeza social de Nosso Senhor Jesus Cristo</mark>, &#233; verdadeiramente o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tudo por Nosso Senhor Jesus Cristo, tudo para Nosso Senhor Jesus Cristo, tudo em Nosso Senhor Jesus Cristo.</p><p>E essa &#233; a Igreja, esse &#233; o mundo, &#233; para isso que o mundo foi criado: para estar submetido ao reino de Nosso Senhor Jesus Cristo. N&#227;o h&#225; outro fim da cria&#231;&#227;o do mundo, da Reden&#231;&#227;o, da Encarna&#231;&#227;o. Ent&#227;o devemos estar fixos nisso, na medida em que nos pedem para n&#227;o mais trabalhar pelo reino de Nosso Senhor na sociedade, na fam&#237;lia.</p><p>N&#227;o se trata de aceitar, n&#227;o se trata de quest&#227;o de nos submetermos a um empreendimento que seria para descoroar Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso creio sinceramente que o &#250;ltimo livro que fiz em colabora&#231;&#227;o com Dom Tissier de Mallerais &#233; realmente o &#250;ltimo, porque n&#227;o se pode dizer mais: eles O descoroaram. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Eles descoroaram Nosso Senhor, e n&#243;s queremos coro&#225;-Lo.</mark> E &#233; s&#243; isso, &#233; toda a diferen&#231;a que nos separa.</p><p>E enquanto n&#227;o nos colocarmos nas m&#227;os daqueles que descoroam Nosso Senhor. Isso &#233; imposs&#237;vel. &#201; inconceb&#237;vel. Isso &#233; tudo. Eis a nossa atitude. &#201; isso que faz todo nosso caminho, que torna nosso caminho reto e imperturb&#225;vel.</p><p>E &#233; por isso tamb&#233;m, creio, que nossos queridos fi&#233;is t&#234;m o sentido da f&#233;. E eles sentem isso. Eles veem que &#233; preciso permanecer apegado a este reino de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eles sentem isso. Eles querem isso. Ent&#227;o, enquanto sentem que estamos bem orientados para isso, eles nos seguem. Eles nos seguir&#227;o.</p><p>Se tivermos uns dez por cento que partem &#224; direita, &#224; esquerda, n&#227;o importa. Mas, se temos 90% que nos seguem, n&#227;o, n&#227;o h&#225; problema. A mesma coisa para os seminaristas. A mesma coisa para os nossos semin&#225;rios. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">E &#233; isso, tamb&#233;m, que faz a unidade da Tradi&#231;&#227;o. A unidade na f&#233;.</mark> Na f&#233; no reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo. A&#237;, est&#225; verdadeiramente a f&#233; da Igreja. &#201; isso.</p><p>&#201; por isso que somos n&#243;s que representamos a Igreja vis&#237;vel. Ent&#227;o, dizem: &#8220;&#233; preciso que a Tradi&#231;&#227;o esteja, ainda assim, no per&#237;metro da Igreja vis&#237;vel&#8221;. Diz-se aqui, como jarg&#227;o. Estar no per&#237;metro da Igreja vis&#237;vel. Mas o que &#233; a Igreja vis&#237;vel? &#201; a Igreja onde aparecem as quatro notas da Igreja. Onde aparece a unidade ainda entre eles? N&#227;o h&#225; mais unidade!</p><p>&#201; o pluralismo. &#201; o &#8220;n&#227;o importa a religi&#227;o&#8221;. N&#227;o h&#225; mais unidade da f&#233; entre eles. Est&#225; completamente acabado. Entre essas pessoas, s&#243; se fala em Conc&#237;lio. Nada. Sem unidade da f&#233;. Se n&#227;o h&#225; mais unidade da f&#233;, n&#227;o h&#225; mais a catolicidade, porque a catolicidade &#233; a unidade da f&#233; difundida universalmente no mundo.</p><p>N&#227;o h&#225; mais apostolicidade, porque a apostolicidade &#233; a unidade da f&#233; estendida atrav&#233;s do tempo, no tempo. E depois n&#227;o h&#225; mais a santidade, n&#227;o h&#225; mais os frutos da santidade. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Est&#225; claro que eles n&#227;o t&#234;m mais os frutos da santidade. Eles n&#227;o t&#234;m mais voca&#231;&#227;o.</mark> Eles n&#227;o t&#234;m mais moral. Eles n&#227;o t&#234;m mais ascetismo. Eles suprimiram em toda parte o Despicere terrena et amare c&#230;lestia. Eles riscaram em tudo, em todas as ora&#231;&#245;es.</p><p>Porque, sobre este mundo, &#233; preciso am&#225;-lo tal como ele &#233;. Am&#225;-lo com seus v&#237;cios, am&#225;-lo com tudo isso, aceit&#225;-lo? N&#227;o, n&#227;o &#233; poss&#237;vel. Eles perderam as notas da Igreja. Portanto, n&#227;o s&#227;o mais a Igreja vis&#237;vel. Quem &#233; a Igreja vis&#237;vel? &#201; a Tradi&#231;&#227;o. S&#227;o aqueles que est&#227;o na Tradi&#231;&#227;o que guardaram a f&#233;, a unidade da f&#233;, que guardaram a catolicidade. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Onde quer que se encontre a Tradi&#231;&#227;o, &#233; a mesma f&#233;, o mesmo catecismo, o mesmo credo. N&#227;o mudou nem um iota.</mark></p><p>E depois a apostolicidade, porque os bispos que representam a Tradi&#231;&#227;o est&#227;o bem em linha direta com os Ap&#243;stolos. E depois, temos a f&#233; dos Ap&#243;stolos. Guardamos a f&#233; dos Ap&#243;stolos. A mesma f&#233;, ela n&#227;o mudou. E os frutos de santidade est&#227;o a&#237;.</p><p>Isso n&#227;o depende de n&#243;s. Depende realmente da gra&#231;a de Deus. Como seguimos esta unidade da f&#233;, estamos agora na unidade da f&#233;, os frutos se espalham. Ent&#227;o, acho que est&#225; a&#237; o que devemos fazer. N&#227;o nos apegarmos a isso.</p><h1>E o futuro da FSSPX?</h1><p>Mas gostaria agora de passar algumas reflex&#245;es sobre o porvir. O porvir, no futuro! Deixemos todos esses problemas de lado. Vamos esquecer toda essa hist&#243;ria. &#8220;<mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Ent&#227;o, quais s&#227;o os conselhos que o senhor vai dar?</mark> Como se apresentar&#225; um pouco o futuro para n&#243;s?&#8221;</p><p>&#201; preciso se organizar para uma luta de longa dura&#231;&#227;o.</p><p>E sim, eu penso, humanamente falando, e penso at&#233; mesmo espiritualmente falando, devemos nos organizar visando uma luta de longa dura&#231;&#227;o. E n&#227;o... N&#227;o me parece assim. Bem, Deus pode intervir amanh&#227; ou depois de amanh&#227;. Mas, caso contr&#225;rio, tal como estamos agora e pela experi&#234;ncia que temos h&#225; 20 anos, bem, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">s&#227;o aqueles que previram a dura&#231;&#227;o e a perman&#234;ncia desta crise que venceram.</mark></p><p>Aqueles que disseram &#8220;Oh, espere, talvez as coisas melhorem, talvez ocorram acontecimentos... &#8221; Enquanto eles contavam ou com uma guerra internacional, ou com as bombas at&#244;micas, ou com os tsunamis, ou com os terremotos, todas as profecias, todas as mensagens, etc., que chegam.</p><p>&#8220;Ent&#227;o, n&#227;o vale a pena nos organizarmos tanto.&#8221; &#8220;Amanh&#227;, tudo estar&#225; no ch&#227;o.&#8221; E tudo isso, ent&#227;o &#8220;Rezemos, rezemos, e depois o bom Deus far&#225; o resto.&#8221; Bem, creio que isso seja um erro.</p><p>Lembro-me de uma vez que o <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Sr. Cura de Riddes</mark> veio me procurar, h&#225; cerca de 10 anos, e ele me disse: &#8220;Monsenhor, o que o senhor me aconselha? N&#227;o tenho mais igreja, estou l&#225; num hangar com a oficina de marcenaria, temos que mudar nossas coisas todo domingo, etc. O que o senhor acha disso? Acha que &#233; prudente construir uma igreja? Isso ainda vai durar, essa situa&#231;&#227;o?&#8221;</p><p>Eu disse: &#8220;Construa, construa, construa, n&#227;o hesite nem um instante, &#233; preciso construir!&#8221; Eles come&#231;aram a construir, fizeram esta igreja, agora t&#234;m uma bela igreja, e, ao lado desta igreja, fizeram um asilo para idosos, com comunica&#231;&#227;o no subsolo com a igreja. Ent&#227;o, vejam, os bons velhinhos, ali, eles nem sequer precisam passar pela chuva para ir &#224; igreja. Eles descem no elevador, e depois, pelo corredor, chegam &#224; igreja. Um corredor subterr&#226;neo.</p><p><mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">E isso cria um pequeno complexo. </mark>Agora, ele construiu esta igreja ao lado de uma casa que lhe foi dada por um bom idoso que tem 95 ou 96 anos agora, que est&#225; para morrer, a terminar os seus dias no asilo, e ent&#227;o o Sr. Cura vai instalar-se na casa deste bravo homem, a casa que lhe foi dada.</p><p>Ent&#227;o, ele ter&#225; a igreja, uma bela casa paroquial para o Sr. Cura de Riddes, e o asilo de idosos.</p><p>&#201; todo um pequeno complexo. Agora, forma uma par&#243;quia! E agora, para todas essas pessoas que seguem a Tradi&#231;&#227;o em Riddes, para elas, a par&#243;quia conciliar &#233; como se fosse uma igreja protestante. Est&#225; terminado. Eles t&#234;m a igreja deles.</p><p>Sabem que os seus filhos ser&#227;o batizados l&#225;, confirmados, casados, enterrados, etc. Est&#227;o tranquilos. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Ent&#227;o, o Sr. Cura, vendo justamente os resultados desta constru&#231;&#227;o, construiu outra igreja em Sion.</mark> Uma igreja magn&#237;fica em Sion. Ainda mais cara. Os su&#237;&#231;os, por experi&#234;ncia, s&#227;o generosos. 450 000 francos su&#237;&#231;os para a primeira capela e, para a de Sion, 600 000.</p><p>Ent&#227;o, isso d&#225; 1 milh&#227;o de francos su&#237;&#231;os, isso d&#225; 4 milh&#245;es de francos franceses. Obviamente, s&#227;o necess&#225;rios paroquianos! S&#227;o necess&#225;rios paroquianos ricos como os de Saint-Nicolas-du-Chardonnet!</p><p>Voc&#234;s t&#234;m a sua igreja, n&#227;o precisam construir. Mas creio que, agora, &#233; isso que deve ser feito. N&#227;o se deve hesitar. Seria melhor, muitas vezes, comprar um terreno, diretamente, fora da cidade. Um pouco como se faz em Vannes. Em Vannes, por exemplo, fizeram isso. Encontraram um terreno um pouco fora da cidade.</p><p>Havia uma casa particular, que serve como presbit&#233;rio. E depois constru&#237;ram uma capela ao lado. Uma capelinha muito bonita, que conv&#233;m muito bem, em Vannes. J&#225; fui duas vezes a essa capela de Vannes. &#201; muito boa.</p><p>Eles a constru&#237;ram do seu pr&#243;prio bolso, N&#227;o acho que seja dif&#237;cil. Ah, perd&#227;o. Voc&#234;s s&#227;o reembolsados, ainda assim!</p><p>Vejam, voc&#234;s sabem a quem se dirigir. Mas acho que &#233; preciso vislumbrar coisas assim. Mas, obviamente, em alguns lugares, eles n&#227;o precisam. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Em Marselha, eles est&#227;o mais do que providos.</mark> Porque, agora, eles compraram a Rua de Lodi, l&#225;. Ent&#227;o, obviamente, duas igrejas.</p><p>Mas em muitos lugares, eu acredito, onde ainda estamos um pouco no provis&#243;rio, s&#243; temos pequenas capelas provis&#243;rias, n&#227;o hesitamos. &#201; preciso encontrar uma igreja. N&#227;o &#233; o caso inverso. N&#227;o uma catedral, obviamente. Agora, &#233; preciso pagar, mas isso &#233; outra coisa. Mas coisas como essas, acredito, s&#227;o muito importantes para o futuro da Tradi&#231;&#227;o.</p><p>Assim como na &#233;poca dos protestantes, quando os protestantes tomaram as igrejas dos cat&#243;licos, os cat&#243;licos constru&#237;ram uma igreja ao lado, outra igreja ao lado, depois instalaram-se ao lado dos protestantes, depois continuaram a igreja cat&#243;lica.</p><p>&#201; a mesma coisa. O progressista &#233; outro protestantista, um neoprotestantista. Eles nos tiram as igrejas, tiram-nos tudo. Fazemos ao lado! Fazemos algo mais modesto. Essas belas igrejas que tinham muito dinheiro, claro, j&#225; n&#227;o &#233; poss&#237;vel. Mas acho que n&#227;o devemos hesitar. Acho que podemos contar tamb&#233;m, em geral, com a generosidade dos nossos fi&#233;is.</p><p>Eu me perguntava sobre uma ideia, obviamente, um pouco... Talvez se houvesse, por exemplo, entre voc&#234;s, entre os priores que est&#227;o aqui, talvez cinco ou seis que digam: &#8220;Bem, n&#243;s, n&#243;s vemos de fato, poder&#237;amos considerar isso. Seria poss&#237;vel, em tal lugar, tal lugar, ter uma pequena igreja, enfim, ou algo que se pare&#231;a com uma igreja&#8221;, enfim, n&#227;o sei, uma capela com um pequeno campan&#225;rio, mas tudo isso, que d&#234; um ar de pequena par&#243;quia.</p><p>E, se forem v&#225;rias, n&#227;o haveria a possibilidade de recorrer a uma empresa que fizesse pr&#233;-fabrica&#231;&#227;o? Enfim, um bom pr&#233;-fabricado! N&#227;o se trata de fazer bugigangas, mas um bom pr&#233;-fabricado, n&#227;o &#233;? E que eles fa&#231;am isso em s&#233;rie, se tiverem seis igrejas para fazer, &#233; evidente que isso vai baixar os pre&#231;os, est&#225; claro.</p><p>Mas sim, digo isso na Su&#237;&#231;a tamb&#233;m. Na Su&#237;&#231;a, teriam tr&#234;s ou quatro capelas para construir assim. J&#225; h&#225; porcelanato, por exemplo, depois amigos su&#237;&#231;os que est&#227;o na ind&#250;stria da madeira, que dizem que isso, de fato, &#233; poss&#237;vel.</p><p><mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Se houver v&#225;rias igrejas para fazer, fica claro que sai bem mais barato fazer tudo em s&#233;rie.</mark> Eles fazem tudo em s&#233;rie, pain&#233;is em s&#233;rie. &#201; constru&#237;do muito rapidamente, e depois, se for bem feito, bem planejado, ainda assim &#233; uma igrejinha, claro.</p><p>Mas penso, de qualquer modo, que <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">&#233; preciso se organizar para um futuro duradouro, isso n&#227;o vai acabar cedo.</mark> Bem, talvez n&#227;o haja mais padres, mas ainda haver&#225; alguns bispos. Ent&#227;o, haver&#225; um padre em uma diocese, mas eles ter&#227;o bispos. Ent&#227;o, eles v&#227;o olhar tudo isso, n&#227;o haver&#225; mais ningu&#233;m nas igrejas, n&#227;o importa. &#201; igreja supostamente oficial, a igreja p&#250;blica. N&#227;o &#233; a verdadeira igreja.</p><h1>As voca&#231;&#245;es</h1><p>Ent&#227;o, eu penso em tudo, nos semin&#225;rios, nas voca&#231;&#245;es, na prepara&#231;&#227;o das voca&#231;&#245;es. &#201; preciso, eu penso, e voc&#234;s pensam nisso, claro: gra&#231;as a Deus, agradecemos por tudo o que fazem para tentar <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">descobrir as voca&#231;&#245;es.</mark></p><p>Vejam, acabo de passar oito dias em Flavigny, vi todos os jovens. Eu orientava um pouco todos os jovens. &#201; evidente que, entre esses jovens, h&#225; duas categorias. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">H&#225; aqueles que v&#234;m de nossas escolas e h&#225; aqueles que n&#227;o v&#234;m de nossas escolas.</mark> &#201; quase como a noite e o dia, &#233; lament&#225;vel dizer.</p><p>Eles todos t&#234;m muita boa vontade, eles s&#227;o muito bons, realmente muito bons jovens, em geral. Bem, este ano &#233; particularmente bom, eu creio. Bem, o diretor do semin&#225;rio, o Padre Andr&#233;, e os professores est&#227;o particularmente contentes. Mas &#233; tudo diferente.</p><p>Bem, &#233; bom que <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">jovens que venham de nossas escolas</mark> e que tenham passado tr&#234;s, quatro anos nas escolas, ou na Perraudi&#232;re ou em escolas verdadeiramente crist&#227;s. Bem, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">para eles, o semin&#225;rio continua.</mark> Eles tinham a voca&#231;&#227;o. Eles v&#234;m, n&#227;o t&#234;m dificuldade alguma. Os cantos, a liturgia, tudo isso, eles j&#225; conhecem o latim. Eles entram l&#225; sem dificuldade e sem problema.</p><p>Enquanto aqueles, h&#225; alguns, que v&#234;m de boas fam&#237;lias, mas, frequentemente, muito frequentemente, a fam&#237;lia &#233; contra eles. Daqueles que v&#234;m de fora de nossas escolas, h&#225; primeiro uma boa parte cuja fam&#237;lia &#233; contra eles.</p><p>E admira-se como essas voca&#231;&#245;es puderam germinar e como <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">esses jovens, apesar de sua fam&#237;lia, decidiram entrar em semin&#225;rios como o de Flavigny.</mark> &#201; muito edificante, realmente. S&#227;o jovens que t&#234;m, obviamente, certa vontade. Frequentemente, jovens que j&#225; fizeram alguns estudos universit&#225;rios, que s&#227;o um pouco mais independentes, obviamente, e um pouco mais formados. Mas ent&#227;o, que t&#234;m muito pouca forma&#231;&#227;o religiosa.</p><p>E depois, ent&#227;o, h&#225; tamb&#233;m, todo um grupo, pode-se dizer, entre eles, do que se chama, eu poderia chamar de convertidos. Ent&#227;o, a&#237; s&#227;o problemas ainda mais graves. Porque s&#227;o <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">jovens que, em geral, se converteram aqui</mark>, em Saint-Nicolas-du-Chardonnet. Descobriram a Tradi&#231;&#227;o vindo a uma missa aqui, assim. E ent&#227;o, ficaram t&#227;o impactados. E, ent&#227;o, entraram em contato com os padres, tudo isso. Depois, eles acreditaram que tinham uma voca&#231;&#227;o. Eles se entregaram. E ent&#227;o eles v&#234;m.</p><p>Ent&#227;o, &#233; preciso reconhecer que &#233; bastante fr&#225;gil. Porque, bem, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">eles precisam criar um novo meio, uma nova mentalidade, um novo esp&#237;rito.</mark> Enfim, eles t&#234;m muita boa vontade, tamb&#233;m. Mas a&#237; &#233; preciso reconhecer que &#233; perigoso para aqueles que orientam as voca&#231;&#245;es.</p><p>Seja aqui ou em outro lugar. N&#227;o h&#225; apenas Saint-Nicolas, claro. Mas h&#225;, por exemplo, um de Nantes. H&#225; um de Brest, que eu vejo, enfim, que &#233; apresentado assim. Que foram a missas tradicionais e depois foram convertidos pela liturgia tradicional e pelos contatos com os tradicionalistas, com os amigos, com os padres.</p><p>A&#237;, acho que &#233; preciso ter muito cuidado, obviamente, para que esses jovens, que seriam muito fr&#225;geis, entrem em Flavigny e depois n&#227;o saiam seis meses depois, vejam. Seria necess&#225;rio poder, talvez, confort&#225;-los um pouco. N&#227;o sei, encontrar, talvez, o meio de faz&#234;-los passar um ano em um priorado ou numa casa de retiros. Seja em Pointet, seja em Courtalin, ou n&#227;o sei, ou talvez, enfim, em contato. Um contato mais &#237;ntimo com os outros.</p><p>De qualquer modo, que tenham tempo de refletir um pouco, de aprofundar um pouquinho as suas voca&#231;&#245;es, de se fortalecerem um pouco. Sen&#227;o, esses s&#227;o frequentemente os primeiros a partir,. Eles chegam, bem, cheios de boa vontade, mas <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">este ambiente &#233; t&#227;o diferente da vida que levavam, em que eram muito livres antes de se converterem.</mark></p><p>Como podem imaginar, frequentemente, esses jovens nem sempre viveram de maneira muito honrosa. Ent&#227;o, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">encontrar-se dois anos depois num ambiente como o de um semin&#225;rio? Eles n&#227;o aguentam e s&#227;o obrigados a partir.</mark> Creio que no ano passado foi esse o caso. Para muitos, foram obrigados a partir.</p><p>&#201; at&#233; o caso entre as nossas irm&#227;s. A irm&#227; Marie-Jude escreveu-me a respeito das dez irm&#227;s que voltaram. Pois bem, quando lhes fizeram um pequeno interrogat&#243;rio sobre a vida passada, etc., <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">foi preciso colocar tr&#234;s para fora.</mark> Est&#227;o cheias de boa vontade, vindo para serem religiosas. Mas sem suspeitar que a vida que levaram n&#227;o era concili&#225;vel com a vida que tinham. N&#227;o &#233; poss&#237;vel.</p><p>H&#225;, no entanto, certas coisas que s&#227;o inadmiss&#237;veis. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Uma jovem que tenha abortado, por exemplo, ela fica marcada.</mark> Fica marcada para a vida. Permanecer&#225; por sua vida. Ent&#227;o, n&#227;o &#233; poss&#237;vel. No melhor dos casos, que ela se case. No melhor dos casos, que n&#227;o tivesse ficado. N&#227;o &#233; poss&#237;vel.</p><p>Ou uma jovem m&#227;e, bem, que n&#227;o matou seu filho, mas que tem um filho. E que deixa a crian&#231;a aos cuidados de outros. E que quer entrar como religiosa. Isso tamb&#233;m n&#227;o &#233; poss&#237;vel. O filho continua na cabe&#231;a dela. Ela &#233; perseguida por isso. N&#227;o &#233; poss&#237;vel. </p><h1>Os priorados</h1><p>Depois, ent&#227;o, a igreja, voca&#231;&#227;o, priorados. No geral, os priorados s&#227;o bons, s&#227;o adequados. Pessoalmente, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">sempre fui bastante favor&#225;vel aos priorados sendo um pouco afastados das cidades.</mark> Veja bem, sei bem que me criticavam por isso, mas por qu&#234;? Porque concebo o priorado, ainda assim, como um grupo de sacerdotes. Um grupo de sacerdotes auxiliados por religiosas, com um ou dois irm&#227;os, se poss&#237;vel, um irm&#227;o.</p><p>E um pequeno mosteiro, um pouco, de certa maneira, onde se possa rezar, onde se possa recolher, onde se possa trabalhar no sil&#234;ncio, onde se possa estar em fam&#237;lia e reagrupar-se, sentir-se apoiado. Ent&#227;o, tamb&#233;m &#233; um pouco para n&#227;o ser prisioneiro da cidade, com todos esses miasmas, esse ambiente da cidade que &#233; realmente asfixiante f&#237;sica e espiritualmente.</p><p>Ent&#227;o, por que sou mais favor&#225;vel a priorados um pouco afastados, &#224;s vezes, da igreja em si (a menos que haja circunst&#226;ncias especiais, como por exemplo, &#233; o caso em Marselha)? Bem, eis aqui, os priorados, ainda assim, um pouco afastados da igreja, mas enfim, &#233; na cidade, ainda assim. L&#225;, eles t&#234;m uma instala&#231;&#227;o muito bonita, eles est&#227;o muito bem instalados, h&#225; um jardim ao redor, tudo isso &#233; muito bom, com a pequena escola deles.</p><p>Ou ent&#227;o em Nice, agora, com o jardim que fica atr&#225;s, tudo isso. H&#225; um pouco de ventila&#231;&#227;o, &#233; um pouquinho afastado da cidade, porque &#233; na cidade velha, ent&#227;o talvez haja um pouco menos de ru&#237;do por l&#225; do que na cidade. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">&#201; tamb&#233;m conceb&#237;vel, enfim, que, portanto, um priorado possa permanecer assim, na cidade.</mark></p><p>Mas, por outro lado, ent&#227;o, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">aqui em Paris nossos pobres padres est&#227;o sobrecarregados.</mark> Penso nos senhores todos os dias. Eu lhes digo que os pobres est&#227;o em um apartamento, nesta cidade de Paris. Usam os transportes em Paris, todos os dias, ir e voltar neste mundo.</p><p>Enfim, voc&#234;s certamente precisam de coragem e de boa vontade, tudo isso. Mas enfim, se pudessem encontrar algo, eu diria, em Saint-Mand&#233; ou aqui, na zona leste de Paris, em bairros um pouco mais tranquilos, eu diria, encontrar uma casa com, uma casa com um pedacinho de jardim, mas enfim, algo, um pouco de ar. E depois, reunirem-se um pouco em fam&#237;lia, tudo isso.</p><p>Enfim, poder receber tamb&#233;m, &#224;s vezes, um jovem que tenha uma voca&#231;&#227;o, justamente. &#201; o caso dos priorados. O priorado &#233; interessante por isso. At&#233; Bruxelas, por exemplo. Na regi&#227;o de Bruxelas, ainda h&#225; um pequeno jardim. &#201; no centro da cidade, &#233; verdade. E al&#233;m disso, &#233; grande. Ent&#227;o, pode-se receber tamb&#233;m alguns jovens. Isso &#233; suport&#225;vel.</p><p>Mas realmente penso em Dijon. Dijon e agora Lyon, que &#233; uma solu&#231;&#227;o provis&#243;ria. Ela &#233; talvez melhor que a de antes, porque a Rua de Marselha em Lyon, bem... Para viver l&#225;, &#233; preciso ter realmente uma voca&#231;&#227;o especial. Oh, que assustador!</p><p>Ent&#227;o, vejam, &#233; o caso do Padre Lafargue, por exemplo. Foi o Padre Aulagnier que lhe ofereceu um priorado ao sul de Lyon, a certa dist&#226;ncia, com um jardim. Maison Bourgeois, &#233; grande. Ele poderia, obviamente, estar um pouco mais &#224; vontade. Claro que isso provocaria necessariamente um certo n&#250;mero de viagens, uma pequena viagem para ir &#224; par&#243;quia.</p><p>Enfim, n&#227;o era aquele inferno da Rua de Marselha. Mas n&#227;o, ele preferiu ficar na Rua de Marselha. Por qu&#234;? Na Rua de Marselha &#233; imposs&#237;vel fazer um priorado. Dois quartos pequenos, uma pequena sala de jantar, uma pequena cozinha? N&#227;o &#233; um priorado, n&#227;o &#233; poss&#237;vel.</p><p>E agora eles s&#227;o tr&#234;s. Tr&#234;s e, eventualmente, algu&#233;m de passagem: seria preciso ter quatro quartos. &#201; imposs&#237;vel, eles n&#227;o t&#234;m. Ent&#227;o, bem, eles est&#227;o agora no Fideliter. L&#225;, &#233; um apartamento mais luxuoso, obviamente. Esses senhores est&#227;o bem instalados. Mas, enfim, ainda assim <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">n&#227;o &#233; o ideal do priorado. Porque eles est&#227;o, ainda assim, num pr&#233;dio com vizinhos</mark>, com tudo o que pode ter um pr&#233;dio numa cidade grande.</p><p>&#201; importante. Eu sei bem que h&#225; situa&#231;&#245;es em n&#227;o se sabe o que fazer. &#201; dif&#237;cil. Mas &#233; muito importante para, eu diria, a vida espiritual dos nossos padres. E depois, os nossos priores devem organizar bem o minist&#233;rio. Meus queridos amigos, os senhores t&#234;m uma grande responsabilidade em rela&#231;&#227;o aos seus vig&#225;rios.</p><p>Porque eu penso que &#233; preciso saber organizar o minist&#233;rio de tal maneira que tanto os paroquianos compreendam, os fi&#233;is compreendam, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">que voc&#234;s diminuam a frequ&#234;ncia das suas visitas, mas que prolonguem a visita que fazem.</mark> Penso que isso compensaria, &#233; aplic&#225;vel.</p><p>Por exemplo, n&#227;o sei de que lugar, me deram apenas exemplos, mas no lugar onde o padre vai, chega na sexta &#224; noite, passa o s&#225;bado, domingo, e parte na segunda de manh&#227;. Celebra quatro missas para este centro. Pode visitar os enfermos, fazer um pouco de catequese, confessar tranquilamente, receber os fi&#233;is que desejam falar-lhe sobre problemas particulares.</p><p><mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">E ent&#227;o os fi&#233;is sentem-se evangelizados, sentem-se realmente um pouco acompanhados. E depois, durante tr&#234;s semanas, o padre j&#225; n&#227;o vem.</mark> &#8220;Oh, mas isso n&#227;o &#233; poss&#237;vel. T&#237;nhamos a missa todos os domingos. Mas n&#227;o, vamos t&#234;-la apenas uma vez por m&#234;s.&#8221; &#8220;Mas n&#227;o, Monsenhor, n&#227;o damos conta.&#8221;</p><p>&#8220;N&#227;o nos damos conta!&#8221; O que fazia o padre que chegava? Ele tinha tr&#234;s missas para celebrar ao domingo, ou quatro. Pelo menos tr&#234;s. Ent&#227;o, ele chega, h&#225; uma missa &#224;s 8 horas. Ele chega &#224;s 7h45, 7h40.</p><p>J&#225; tinha disparado de carro por 50 km, 60 km, 100 km, a toda a velocidade, naquela &#233;poca. Ele estava um pouco ofegante, 7h45, a quinze minutos da Missa, algumas confiss&#245;es. Ele entra no confession&#225;rio. R&#225;pido, r&#225;pido, r&#225;pido, r&#225;pido, r&#225;pido.</p><p>Chega a hora, 8h. Ele diz: &#8220;Senhores, sinto muito, mas h&#225; a Missa. Sou obrigado a rezar a Missa. N&#227;o posso continuar a confessar.&#8221; &#8220;Mas n&#227;o nos confessamos!&#8221; &#8220;Mas, ent&#227;o, eu n&#227;o posso. N&#227;o tem jeito. Devo rezar a missa porque tenho outra para rezar depois. N&#227;o posso atrasar a minha Missa.&#8221;</p><p>Ent&#227;o, ele come&#231;a a sua Missa. As pessoas n&#227;o ficam contentes. Algumas pessoas n&#227;o ficam contentes porque n&#227;o puderam se confessar. Depois da missa, os fi&#233;is lhe dizem: &#8220;Padre, tenho algo a lhe dizer. Sabe, minha filha quer se casar, etc., ent&#227;o, seria preciso planejar um pouco.&#8221;</p><p>&#8220;N&#227;o tenho tempo, senhora! Pe&#231;o desculpas, mas tenho missa para rezar &#224;s 11h! &#192;s 11h, tenho missa a 50 km daqui, me esperam l&#225;, etc. Lamento muito. Escreva-me, ligue-me. Mas n&#227;o posso.&#8221; Vupt! ele parte.</p><p>As pessoas n&#227;o entendem. Elas n&#227;o conseguem ver. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">N&#227;o se pode nem falar com ele.</mark> Isso n&#227;o &#233; poss&#237;vel. E depois, &#224;s 11h, &#233; a repeti&#231;&#227;o. A missa &#224;s 6 da tarde &#233; uma terceira repeti&#231;&#227;o. Ele chega exausto. E, no dia seguinte, tem que retomar o trabalho. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Isso n&#227;o &#233; minist&#233;rio. N&#227;o &#233; bom para os fi&#233;is. N&#227;o &#233; bom para o padre.</mark></p><p>&#201; por isso eu acredito que muitos de voc&#234;s e muitos de nossos confrades est&#227;o dormindo ao volante. E ent&#227;o, bem, eles n&#227;o partiram para o c&#233;u, mas partiram para a natureza. Mas o resultado para o carro, de qualquer modo, foi o mesmo. Pelo menos <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">5 ou 6 acidentes nos &#250;ltimos 2 anos de padres dormindo ao volante.</mark> Bastante significativo. N&#227;o &#233; poss&#237;vel!</p><p>Os priores t&#234;m um grave dever a esse respeito. Vejam, como fazer os paroquianos entenderem isso? Bem, eles precisam entender. Digam: &#8220;Vejam os resultados. Vejam os 3 padres morrerem. Voc&#234;s querem que continue assim, que um jovem padre morra nas estradas? E ent&#227;o, voc&#234;s ficar&#227;o descontentes porque n&#227;o tiveram tempo de v&#234;-lo, etc.?&#8221; A&#237;, teremos tempo ao menos de conversar, de falar.</p><p>E ent&#227;o, por que a essas pessoas (j&#225; que, por exemplo, suponho que aqueles que fazem Courtalin fazem Chartres, Orl&#233;ans e Blois), mesmo que estejam em Orl&#233;ans, por exemplo, damos a elas s&#243; uma missa por m&#234;s? Oh, mas como uma missa por m&#234;s em Orl&#233;ans, a grande cidade de Orl&#233;ans? Bem, sim, s&#243; lhes damos uma missa por m&#234;s. Mas voc&#234;s ter&#227;o o padre que dir&#225; quatro missas. Quatro missas seguidas.</p><p>E, depois, n&#227;o &#233; t&#227;o longe assim ir de Orl&#233;ans a Blois. Eles podem bem pegar o carro e fazer 35 minutos de estrada ou 40 minutos de estrada para ir &#224; Missa, afinal. O padre faz uma hora de estrada para vir. Ele pode muito bem fazer isso. Ent&#227;o, eles podem eventualmente ter ao menos duas missas por m&#234;s.</p><p>E depois, a mesma coisa para Chartres. Eles podem ir a Chartres tamb&#233;m. Os de Chartres podem ir eventualmente ou a Courtalin ou a Blois. Aqueles que fazem quest&#227;o de ter absolutamente a missa todos os domingos. Sen&#227;o, que rezem em fam&#237;lia.</p><h1>A expans&#227;o da FSSPX</h1><p>Acho que &#233; muito importante porque isso sempre aumenta. Isso nunca diminui. Aqueles que pedem, os pedidos. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Isso sempre aumenta. </mark>&#8220;H&#225; um pequeno grupo aqui que &#233; muito gentil, muito interessante. Eles s&#227;o gentis. H&#225; algumas fam&#237;lias. Eles insistem muito para que se reze a missa.&#8221; <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Oh, bem, v&#227;o em frente. Adicionamos mais uma vez ao programa.</mark></p><p>Do ponto de vista do resultado, do ponto de vista do cansa&#231;o dos padres, j&#225; come&#231;ou mal. J&#225; citei o exemplo de Ridgefield, n&#227;o foi? E depois, do semin&#225;rio l&#225; tamb&#233;m, onde os padres fazem tr&#234;s centros assim. Ent&#227;o, l&#225; &#233; tudo de avi&#227;o.</p><p>Ent&#227;o, tr&#234;s missas, quatro missas. Eles voltam na segunda de manh&#227;, os professores. E as aulas recome&#231;am na segunda de manh&#227;. Ent&#227;o, o pobre alem&#227;o que t&#237;nhamos nomeado l&#225;, ao fim de tr&#234;s meses, ele ficou tr&#234;s meses.</p><p>Depois, foi preciso envi&#225;-lo para convalescen&#231;a durante n&#227;o sei quanto tempo. Ele estava completamente morto. N&#227;o &#233; poss&#237;vel de outra forma. N&#227;o, &#233; um tanto dif&#237;cil. &#201; delicado. Parece dif&#237;cil. Parece um programa um tanto exigente. Mas eu creio que o apostolado tem esse pre&#231;o da sa&#250;de dos nossos padres. N&#227;o &#233; poss&#237;vel de outra forma.</p><p>Ent&#227;o, penso tamb&#233;m em evitar a extens&#227;o. &#201; aos superiores distritais e ao Superior-Geral que me dirijo. Evitar a extens&#227;o, evitar a extens&#227;o! Eu j&#225; dei o sinal de alarme na reuni&#227;o de 4 de julho, n&#227;o &#233;? De todos os superiores distritais e do Superior-Geral.</p><p>Ent&#227;o, o Superior-Geral me disse: o senhor me puxou a orelha! Eu disse: &#8220;Sim, eu lhe dei um pux&#227;o de orelha, mas n&#227;o serve de nada! Basta ler o &#250;ltimo boletim. O senhor viu o &#250;ltimo boletim.&#8221;</p><p>N&#227;o se pode, no entanto, permanecer insens&#237;vel ao apelo destes da Coreia do Sul, Filipinas, etc. Entretanto, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">&#233; absolutamente como se quis&#233;ssemos fazer um jovem arbusto, que tem dois anos, produzir o m&#225;ximo de frutos poss&#237;vel. </mark>Ent&#227;o, n&#243;s o for&#231;amos, n&#243;s o for&#231;amos, n&#243;s o for&#231;amos! Oh, ele d&#225; flores, frutos, &#233; formid&#225;vel! Que frutos &#233; que vou criar l&#225;? &#201; assim, mas &#233; a verdade!</p><p>N&#227;o &#233; poss&#237;vel. Isso exigiu um arboricultor, exigiu o Padre Lauren&#231;on que tem dicas especiais sobre isso. Bem, n&#227;o se pode for&#231;ar a natureza, se preferirem assim. Da&#237;, for&#231;a-se, for&#231;a-se. A &#193;rvore da Fraternidade sente-se em plena sa&#250;de, tudo isso. Vamos, vamos, vamos, vamos, vamos, ocupemos o mundo, o mundo, o mundo. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Mas isso &#233; &#224;s custas da seiva, &#224;s custas da raiz. E, ent&#227;o, definha na base.</mark></p><p>E, depois, teremos consequ&#234;ncias. Vamos esgotar a Fraternidade, eu asseguro-vos. J&#225; tivemos, ainda assim, problemas &#224; direita, &#224; esquerda, tudo isso. N&#243;s mesmos temos de ter cuidado. &#201; preciso, portanto, reunir. N&#227;o estamos em tempos normais.</p><p>Em tempos normais, um bispo enviava um mission&#225;rio ao Jap&#227;o, ou &#224; China, ou ao Vietn&#227;, ou sei l&#225; onde. Ele entrava numa diocese. O bispo vinha receb&#234;-lo, em princ&#237;pio. Enfim, eu n&#227;o falo de todos os primeir&#237;ssimos mission&#225;rios.</p><p>Mas, enfim, ainda assim os primeiros mission&#225;rios partiam em certo grupo. N&#227;o estavam totalmente sozinhos. Ent&#227;o, encontravam l&#225; uma estrutura. Bem, depois, ele era enviado para o mato. Se morresse no mato, se fosse massacrado no mato, isso era poss&#237;vel, claro. Havia m&#225;rtires. Mas encontrava l&#225; uma estrutura, ainda assim.</p><p>Enquanto nossos pobres mission&#225;rios, por exemplo: se enviarmos amanh&#227; um padre para a Coreia do Sul, onde &#233; que ele vai se confessar?</p><p>Quem &#233; o primeiro padre da Fraternidade? Onde ele se encontra? No m&#237;nimo a 5000 quil&#244;metros de l&#225;. Enfim, bem, n&#227;o &#233; poss&#237;vel. &#201; assim.</p><p>Ent&#227;o, foi o que aconteceu um pouco na &#193;frica do Sul. Mandamos aquele pobre padre sozinho. N&#227;o &#233; poss&#237;vel. N&#227;o d&#225; para aguentar. A gente se estende a um pa&#237;s do terceiro mundo, onde a moral &#233; muito relaxada, n&#227;o &#233;? Onde frequentemente, as pessoas est&#227;o muito mal vestidas e tudo mais. Enfim, h&#225; toda uma atmosfera que n&#227;o &#233; boa.</p><p>Depois o calor, o clima, a comida, as mudan&#231;as, como nas &#205;ndias. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Eu, temo, confesso, que a obra das &#205;ndias n&#227;o possa continuar como est&#225; agora.</mark> Que se v&#225; visit&#225;-los de vez em quando, uma vez a cada tr&#234;s meses, por exemplo, celebrar a missa para eles, etc. Mas temo que nossos padres n&#227;o consigam aguentar.</p><p>Porque essa comida deixa nossos padres doentes. Basta perguntar ao Padre Simonot e depois ao pobre Padre Welsh, que esteve l&#225;. Ele voltou como um cad&#225;ver. O Padre Welsh, o americano que esteve l&#225;, disse: &#8220;N&#227;o consigo comer esta comida. N&#227;o h&#225; nada a fazer.&#8221; &#201; compreens&#237;vel! E ent&#227;o, como l&#225; era longe de tudo, n&#227;o h&#225; comida europeia, nada poss&#237;vel. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">O pobre n&#227;o comia. Ele n&#227;o se alimentava.</mark> N&#227;o &#233; poss&#237;vel. N&#227;o se pode for&#231;ar as coisas na natureza.</p><p>Se eu digo isso, n&#227;o &#233; por um esp&#237;rito cr&#237;tico, mas &#233; porque temo. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Eu temo pela Fraternidade. Eu estou chegando ao fim.</mark> Em breve, n&#227;o ouvir&#227;o mais a minha voz. Vou me juntar ao Padre Barielle e ao Padre Le Boulch.</p><p>Ent&#227;o, eu dou o sinal de alerta. Digo: Aten&#231;&#227;o, aten&#231;&#227;o, aten&#231;&#227;o! A Fraternidade milita em condi&#231;&#245;es de guerra. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">As condi&#231;&#245;es de guerra e de combate, como estamos agora, exigem uma organiza&#231;&#227;o e estrutura forte.</mark> Robusta. Com elementos que resistam.</p><p><mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">E n&#227;o uma dispers&#227;o de for&#231;as, de modo que os elementos se esgotem e caiam </mark>e depois seja preciso substitu&#237;-los, &#233; preciso refazer. Isso desorganiza aqui e ali. &#8220;&#201; preciso tirar daqui, porque aquele est&#225; doente, porque aquele partiu. Porque aquele...&#8221; Ah, n&#227;o vai dar.</p><p>O Padre Babinet, que est&#225; l&#225;, poderia nos falar do M&#233;xico, n&#227;o &#233;? &#201; uma miss&#227;o que devora seus padres. Felizmente! Magn&#237;fico! &#201; um dos pa&#237;ses que melhor responde aos nossos esfor&#231;os.</p><p>Ent&#227;o, se tirarmos mais um padre do M&#233;xico para coloc&#225;-lo na Guatemala, ou sei l&#225; onde, isso significa mais um padre a menos l&#225;. Mas, com um padre a menos, &#233; preciso distribuir o trabalho desse padre entre os demais. E esses v&#227;o cair.</p><p>Ora, pensem que <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">a Universidade de Guadalajara colocou &#224; disposi&#231;&#227;o da Fraternidade</mark>... Coisa extraordin&#225;ria, enfim, nunca se viu isso em lugar algum: v&#227;o colocar <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">uma casa de retiros &#224; nossa disposi&#231;&#227;o e comprometem-se a nos dar 2.000 estudantes para os retiros.</mark> E eu lhes asseguro que h&#225; nessa universidade homens de elite. Realmente, realmente!</p><p>Perguntem ao Padre Morello, que tem alguns que foram l&#225;, e, n&#243;s tamb&#233;m temos um em &#201;c&#244;ne. Eu lhes asseguro: s&#227;o sujeitos realmente admir&#225;veis do ponto de vista da piedade, do ponto de vista da forma&#231;&#227;o, do ponto de vista da seriedade, do ponto de vista da forma&#231;&#227;o intelectual. Magn&#237;fico.</p><p>Ent&#227;o, s&#227;o jovens que fazem assim retiros, uns 2.000, mas podemos talvez ter n&#227;o sei quantas voca&#231;&#245;es, poder&#237;amos certamente fazer um semin&#225;rio no M&#233;xico, sem d&#250;vida. Come&#231;armos um semin&#225;rio no M&#233;xico. Ent&#227;o, &#233; isso que &#233; importante, n&#227;o &#233;? Ent&#227;o, n&#227;o devemos diminuir as for&#231;as desta luta que podemos travar assim tentando uma extens&#227;o demasiado grande.</p><p>Ent&#227;o, penso no fato de todos os distritos, e de toda a pol&#237;tica, eu poderia dizer, do apostolado na Fraternidade refor&#231;arem os centros. E, para isso, &#233; preciso ter casas, obviamente, um pouco grandes. &#201; importante poder receber algumas pessoas, poder receber padres de passagem, poder receber um pouco de gente.</p><h1>Considera&#231;&#245;es finais</h1><p>Eis o que eu queria lhes dizer. E depois, enfim, Deus, claro, est&#225; l&#225; com a Sua gra&#231;a que nos aben&#231;oa. Est&#225; claro, est&#225; claro, est&#225; claro! Em todo o lado, vemos circunst&#226;ncias providenciais que s&#227;o muito claras. Enfim, quando h&#225; dificuldades, bem, <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Deus encarrega-se de nos dar os meios de as resolver, os meios de conseguir suprir essas dificuldades.</mark></p><p>Ent&#227;o, vamos rezar por isso durante a Santa Missa que vou celebrar dentro de alguns instantes. E, depois, agrade&#231;o a vossa aten&#231;&#227;o, e asseguro-vos, em todo o caso, das minhas ora&#231;&#245;es. J&#225; n&#227;o posso fazer mais do que isso agora, em breve vou me retirar. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Sinto as for&#231;as diminu&#237;rem.</mark></p><p>Sinto bem, asseguro-vos, creio sinceramente que a data de 30 de junho era a &#250;ltima. A &#250;ltima data. J&#225; n&#227;o se podia fazer mais tarde. J&#225; n&#227;o se podia continuar. <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">Era o momento absolutamente querido pela Provid&#234;ncia</mark>, com certeza, para fazer esta continua&#231;&#227;o da Igreja, esta continua&#231;&#227;o da Tradi&#231;&#227;o. Eu n&#227;o podia continuar.</p><p>J&#225; n&#227;o posso agora! N&#227;o tenho a for&#231;a agora de fazer um d&#233;cimo do que fazia ainda h&#225; dois ou tr&#234;s anos. Ent&#227;o, Deus previu tudo muito bem. A Provid&#234;ncia &#233; boa, que tudo preparou e tudo realizou. E depois, claro, que <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">a Sant&#237;ssima Virgem, Nossa Senhora de F&#225;tima, est&#225; conosco.</mark> Fizemos novamente aquela bela cerim&#244;nia de 8 de dezembro, com a consagra&#231;&#227;o da R&#250;ssia. Tudo isso, eu penso, atrai para a Tradi&#231;&#227;o, para a Fraternidade, b&#234;n&#231;&#227;os.</p><p>Ent&#227;o, agrade&#231;o a todos os nossos amigos que vieram aqui unir-se aos membros da Fraternidade. Digo-lhes o quanto estamos ligados a eles, o quanto n&#243;s, na medida em que podemos ser-lhes &#250;teis, sempre os queremos bem. E ent&#227;o, agradecemos a eles por sua ajuda e compreens&#227;o, por seu apoio. &#201; um grande apoio para n&#243;s.</p><p>&#201; certo que a presen&#231;a de todos aqueles que lutam pela Tradi&#231;&#227;o mostra que <mark data-color="#eab357" style="background-color: rgb(234, 179, 87); color: rgb(0, 0, 0);">n&#227;o somos os &#250;nicos</mark>. Que muitos compreenderam o problema. E se levantaram tamb&#233;m para se oporem a esta onda de liberalismo e modernismo e impedir que a Igreja desapare&#231;a.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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J&#225; fizeram propostas aos Dominicanos. Disseram: &#8220;Monsenhor, n&#243;s lhes ofereceremos novamente o protocolo e os benef&#237;cios, etc.&#8221; O Bispo de Angers, ontem&#8230; Liguei um pouco para os Dominicanos, mas o Bispo de Angers foi v&#234;-los. Bem, havia mensageiros para avis&#225;-los: &#8220;Se Sua Excel&#234;ncia n&#227;o chegar a um acordo com Roma, chegaremos a um acordo com voc&#234;s&#8221;. Eles j&#225; est&#227;o tentando nos dividir, entende?</p><blockquote><p>Mas o senhor n&#227;o acha que eles s&#227;o da sua mesma linha?</p></blockquote><p>Eles os realinhar&#227;o como fizeram com Dom Augustin e os outros. &#201; imposs&#237;vel. Certamente n&#227;o conceder&#227;o &#224;queles que foram, eu diria, os mais opositores, vantagens que n&#227;o concederam aos que lhes foram obedientes.</p><blockquote><p>O que o senhor pensa do fato de que provavelmente a excomunh&#227;o tamb&#233;m abranger&#225; os membros da Fraternidade e os novos bispos?</p></blockquote><p>N&#227;o, n&#227;o, parece-me que sim, mas n&#227;o sei ao certo. Veremos quando for publicado no Osservatore Romano. Mas creio que apenas o bispo sagrante e bispos sagrados que ser&#227;o excomungados.</p><blockquote><p>N&#227;o os participantes da cerim&#244;nia?</p></blockquote><p>N&#227;o, n&#227;o, n&#227;o.</p><blockquote><p>A Santa S&#233; encontra-se, portanto, em estado de <em>sede vacante</em>, de s&#233; vazia. N&#227;o h&#225; um verdadeiro papa. Ent&#227;o, o senhor ser&#225; o novo papa na Igreja?</p></blockquote><p>N&#227;o, n&#227;o, eu nunca disse isso. Eu n&#227;o sou sedevacantista. N&#227;o, n&#227;o, eu n&#227;o sou sedevacantista. Eu nunca disse que n&#227;o havia um papa na S&#233; de S&#227;o Pedro. N&#227;o. Mas estou dizendo que este papa &#233; modernista. E que n&#227;o podemos segui-lo porque ele &#233; modernista.</p><blockquote><p>Mas qual &#233; o objetivo desta comiss&#227;o romana? Qual era a fun&#231;&#227;o dela?</p></blockquote><p>Era de prosseguir para a reconcilia&#231;&#227;o, implementar todos os regulamentos can&#244;nicos para os religiosos, para os dominicanos, os franciscanos, para n&#243;s, colocar tudo em ordem segundo o Direito Can&#244;nico.</p><blockquote><p>E todas as novidades que a Igreja vai criando, por exemplo, um documento de uma Congrega&#231;&#227;o Romana, precisam ser submetidas &#224;quela Congrega&#231;&#227;o?</p></blockquote><p>Sim, sim.</p><blockquote><p>Todas essas novidades precisam ser supervisionadas por essa [comiss&#227;o]?</p></blockquote><p>Sim, sim.</p><blockquote><p>O senhor diz que ser&#225; como a cabe&#231;a da Igreja, como uma organiza&#231;&#227;o.</p></blockquote><p>Ser&#225; o Papa quem tomar&#225; as decis&#245;es. Mas o Cardeal Ratzinger ser&#225; o presidente dessa comiss&#227;o.</p><blockquote><p>Retorno a esta passagem da sua carta ao Papa. O senhor explicou anteriormente que, de fato, um bispo havia sido admitido &#8212; ou melhor, um candidato &#8212; para o dia 15 de agosto, uma proposta que o senhor n&#227;o considerou. Mas em que ponto, se entendi corretamente a carta, o senhor afirmou que a sagra&#231;&#227;o episcopal n&#227;o &#233; contr&#225;ria &#224; vontade da Santa S&#233;? Em que ponto, em que documento, isso foi declarado? Em qual conversa?</p></blockquote><p>Est&#225; no protocolo de acordo.</p><blockquote><p>De 4 de maio?</p></blockquote><p>Sim.</p><blockquote><p>Ent&#227;o Roma disse: o senhor pode sagrar bispos, mas...</p></blockquote><p>Um bispo, aten&#231;&#227;o.</p><blockquote><p>... respeitando as datas. Foi basicamente isso que o senhor prop&#244;s.</p></blockquote><p>Justamente, n&#227;o mencionaram nenhuma data. Ent&#227;o eu perguntei qual era a data. A partir da&#237;, eles foram me levando dessa forma.</p><blockquote><p>Mas, Monsenhor, se Roma lhe disser amanh&#227; ou depois de amanh&#227; que haver&#225; um bispo que poder&#225; ordenar no dia 15 de agosto, o senhor estaria preparado para reconsiderar a sua decis&#227;o relativa ao dia 30 de junho?</p></blockquote><p>N&#227;o. porque, por causa (eu diria) do contexto geral dos nossos col&#243;quios, veja bem, que eu penso que agora, at&#233; mesmo o bispo, ele quer, al&#233;m disso &#8212; j&#225; que ele ainda est&#225; me pedindo nomes &#8212;, quantos nomes eu devo dar. Eu mesmo n&#227;o sei, eu ainda preciso aumentar a lista, e ele me diz: este bispo deve ter o perfil desejado pela Santa S&#233;. Que perfil? N&#227;o sei nada sobre isso. &#201; tudo muito preocupante, entende? N&#227;o me d&#227;o confian&#231;a.</p><blockquote><p>E se amanh&#227; lhe disserem: &#8220;15 de agosto, Monsenhor, certamente sagrar&#225; um bispo&#8221;? Se amanh&#227; Roma lhe disser: &#8220;Monsenhor, no dia 15 de agosto, certamente ter&#225; um bispo para sagrar&#8221;, ainda poderemos esperar que nada aconte&#231;a entre agora e 30 de junho?</p></blockquote><p>Ora, isso quer dizer que eu teria que renunciar ao dia 30 de junho e escrever imediatamente uma carta ao Cardeal Ratzinger dizendo que aceito a sagra&#231;&#227;o no dia 15 de agosto, que renuncio &#224; sagra&#231;&#227;o de 30 de junho, que pe&#231;o perd&#227;o por todos os erros que cometi nos anos anteriores, etc.</p><p>Ent&#227;o, mas n&#227;o &#233; certo, como eu estava dizendo, j&#225; que ele est&#225; nos pedindo outros arquivos para os bispos, ent&#227;o ainda n&#227;o h&#225; nenhum bispo planejado, certo? H&#225; um bispo planejado, mas sem nome. Ainda n&#227;o foi designado.</p><blockquote><p>Esse seria um dos quatro que o senhor havia proposto para o dia 15 de agosto?</p></blockquote><p>N&#227;o, s&#227;o tr&#234;s. N&#227;o, dois dentre os que eu tinha proposto para 15 de agosto. Dois e depois mais um.</p><blockquote><p>Monsenhor: sua luta, se bem entendi, nos &#250;ltimos dez anos, tem sido a defesa do que o senhor chama de Tradi&#231;&#227;o. Ora, &#233; evidente que a decis&#227;o que o senhor acaba de tomar, se concretizada em 30 de junho, endurecer&#225; as posi&#231;&#245;es, permitir&#225; que seus advers&#225;rios mais determinados se vangloriem e acentuar&#225;, no seio da Igreja, a divis&#227;o entre aqueles que, como o senhor, s&#227;o apegados &#224; Tradi&#231;&#227;o em diferentes graus, e todos os demais. O senhor n&#227;o acha que est&#225; correndo um risco enorme?</p></blockquote><blockquote><p>Um erro estrat&#233;gico.</p></blockquote><blockquote><p>O senhor n&#227;o se marginaliza ao deixar de ter poder na Igreja?</p></blockquote><p>Bem, n&#227;o, porque acredito que, se tiv&#233;ssemos aceitado o protocolo, ter&#237;amos tido consider&#225;veis &#8203;&#8203;dificuldades em chegar a um acordo com os bispos locais, porque eles j&#225; n&#227;o partilham das nossas ideias e pensamentos, porque temos lutado contra o que eles fazem. H&#225; 15 anos que lutamos contra o que os bispos fazem. Como &#233; que vamos trabalhar com os bispos, colaborar com esses bispos? Parece-me absolutamente imposs&#237;vel. Absolutamente imposs&#237;vel.</p><p>Portanto, estou convencido de que, dentro um ano, ser&#237;amos reduzidos a nada. Em um ano, n&#227;o haveria mais Fraternidade, tudo teria acabado. Porque estar&#237;amos todos divididos entre n&#243;s sobre o que fazer em rela&#231;&#227;o a esta proposta de um bispo, em rela&#231;&#227;o &#224;quela proposta de outro bispo. N&#227;o saber&#237;amos mais qual &#233; a nossa posi&#231;&#227;o; estar&#237;amos completamente perdidos.</p><p>&#201; claro que podemos perder algumas tropas, podemos encolher um pouco, mas a luta ser&#225; firme e continuar&#225; como temos feito nos &#250;ltimos 15 anos. E acho que continuaremos a ter seminaristas; isso &#233; o que importa, ter muitos padres, entende? Acho que Roma &#233; sens&#237;vel &#224;s a&#231;&#245;es, n&#227;o tanto &#224;s palavras.</p><p>E se, somos levados em considera&#231;&#227;o&#8230; Eu n&#227;o me levo em considera&#231;&#227;o, assim como n&#227;o levo Dom Castro Mayer em considera&#231;&#227;o, porque Dom Castro Mayer, l&#225;, representa pouco. Mas eu fui levado em considera&#231;&#227;o, n&#227;o por causa da minha pessoa, mas por causa do trabalho que fiz, e todos esses seminaristas, e todos esses padres, e todos esses priores.</p><blockquote><p>Porque &#233; dentro da Igreja! J&#225; que o senhor est&#225; partindo, eu n&#227;o li o artigo, mas me disseram por telefone esta manh&#227; que o Sr. Madiran escreveu que agora o considera um bispo ortodoxo. Se o senhor realizar essas ordena&#231;&#245;es em 30 de junho, ent&#227;o, mesmo que seja apenas por uma palavra assim...</p></blockquote><p>Ah, bem, n&#227;o sei o que o Sr. Madiran pensa agora, e n&#227;o me interessa. Mas o importante &#233; saber quem eu realmente sou, n&#227;o &#233;?</p><p>Ora, como continuo a tradi&#231;&#227;o como tenho feito, e vejam, fui suspenso, fui chamado de todos os nomes imagin&#225;veis, em todos os jornais do mundo, cada vez que eu fazia uma confirma&#231;&#227;o, eu fazia qualquer coisa, assim que eu chegava a uma diocese, uma grande mat&#233;ria: &#8220;ele &#233; um bispo rebelde, dissidente, suspenso, etc., etc.&#8221;</p><p>Quinze anos depois, veio a visita de Roma. Essa visita de Roma declarou explicitamente: &#8220;Certamente, o que o senhor est&#225; fazendo reconstruir&#225; a Igreja.&#8221; E ent&#227;o? Bem, eu estava certo em resistir, eu estava certo em agir, e a pr&#243;pria Roma, o Cardeal, compareceu aqui, a uma missa celebrada pelo bispo suspenso que sou, uma grande missa pontifical; ele pr&#243;prio compareceu solenemente a esta missa.</p><p>Ent&#227;o, isso mostrou claramente que eu venci; depois de treze anos, finalmente convenci Roma de que o que eu estava fazendo n&#227;o era t&#227;o ruim assim. Bem, acho que podemos continuar por mais dez anos, n&#227;o sei, mas ent&#227;o, vamos acabar... Basicamente, os padres s&#233;rios que restam no mundo, e que s&#227;o pontos de refer&#234;ncia para a Igreja Cat&#243;lica, s&#227;o os padres da Fraternidade Sacerdotal S&#227;o Pio X.</p><p>Todos os outros... Mas veja as conclus&#245;es do Papa ao retornar dos Estados Unidos; &#233; uma cat&#225;strofe. Nos Estados Unidos, a homossexualidade reina em todos os semin&#225;rios e &#233; at&#233; incentivada pelos professores. Ah, sim, absolutamente, garanto-lhes, n&#227;o &#233; inven&#231;&#227;o minha. Ent&#227;o, quando chegarmos a esse ponto, veja bem, n&#227;o sobrar&#225; absolutamente nada; esses semin&#225;rios n&#227;o valem nada.</p><p>E agora, os semin&#225;rios, bem, tudo isso, at&#233; os melhores semin&#225;rios est&#227;o se tornando semin&#225;rios carism&#225;ticos, tudo &#233; carism&#225;tico, e carism&#225;tico significa que &#233; o leigo que comanda, &#233; a base que comanda, se h&#225; algu&#233;m que tem impulsos, como se diz, pelo Esp&#237;rito Santo, &#233; ele quem comanda tudo isso, o bispo n&#227;o &#233; nada perto dele, nem o padre, ele &#233; quem conduz a dan&#231;a, n&#227;o &#233;? Quem conduz o baile. Ent&#227;o, n&#227;o &#233; poss&#237;vel!</p><blockquote><p>Monsenhor, podemos afirmar que o princ&#237;pio de que o senhor poderia nomear um bispo foi aceito naquela comunica&#231;&#227;o de 4 ou 5 de maio? Se assim for, podemos entender que, a partir de agora, a partir de hoje, qualquer compromisso est&#225; exclu&#237;do e que o senhor seguir&#225; seu caminho, ponto final? N&#227;o h&#225; mais d&#250;vidas, &#233; assim mesmo, ponto final? Nenhuma a&#231;&#227;o de Roma, nem qualquer interven&#231;&#227;o, nem marca&#231;&#227;o de data final, etc., ponto final?</p></blockquote><p>O apoio vem de Dom Castro Mayer, que vir&#225; no dia 26 de junho e realizar&#225; as sagra&#231;&#245;es comigo. Seremos dois para realizar as sagra&#231;&#245;es.</p><blockquote><p>Gostaria de saber se algum bispo cat&#243;lico manifestar&#225; solidariedade e, se poss&#237;vel, quais s&#227;o seus nomes. Segunda pergunta: qual a sua opini&#227;o sobre o recente encontro do Cardeal Casaroli com o Sr. Gorbatchov em Moscou?</p></blockquote><p>Ent&#227;o, esta &#233; uma quest&#227;o que n&#227;o diz respeito diretamente &#224; sagra&#231;&#227;o dos bispos em 30 de junho, mas, bem, enfim, n&#227;o sei, mas pelo que ouvi, tenho certeza que gostaria de perguntar aos patriarcas ucranianos o que eles pensam sobre isso. Gostaria de perguntar aos bispos da Litu&#226;nia o que eles pensam sobre isso. S&#227;o eles a quem devemos perguntar, porque s&#227;o eles que est&#227;o envolvidos nisso.</p><p>Est&#227;o formando uma alian&#231;a com a hierarquia ortodoxa sovi&#233;tica, que &#233; nomeada pelos sovi&#233;ticos. &#201; com eles que estamos lidando, certo? E, atrav&#233;s desses bispos, com Gorbatchov. E os verdadeiros cat&#243;licos, aqueles que morreram, m&#225;rtires, perseguidos por essa hierarquia ortodoxa? Foram eles que perseguiram os ucranianos. Ent&#227;o, voc&#234; pode imaginar, para os ucranianos, &#233; um insulto, uma afronta. Eles est&#227;o furiosos.</p><p>Al&#233;m disso, havia cartas escritas por ucranianos. Muito insatisfeitos. &#8220;N&#227;o valemos nada. N&#243;s, os m&#225;rtires da Igreja Cat&#243;lica, n&#243;s que perdemos nossa na&#231;&#227;o cat&#243;lica por causa desses bispos ortodoxos, e ainda assim &#233; com esses bispos ortodoxos que eles d&#227;o a impress&#227;o de serem pessoas muito boas, com quem n&#227;o temos nada a criticar, porque eles nos permitir&#227;o ir at&#233; Gorbatchov&#8221;. &#201; abomin&#225;vel!</p><p>Enfim, na minha opini&#227;o, acho realmente triste para esses ucranianos pobres e para os lituanos que ainda est&#227;o presos e sendo perseguidos.</p><blockquote><p>Uma pergunta, Monsenhor. Resta saber se, desta vez, o senhor assumir&#225; a responsabilidade pelo impasse, visto que se trata de negocia&#231;&#245;es que o pr&#243;prio senhor concordou em iniciar. Assim, a &#250;nica quest&#227;o que se apresenta &#233; se o senhor est&#225; sendo pressionado por sua equipe. H&#225; quem diga que o senhor est&#225; sendo pressionado pela esquerda.</p></blockquote><p>N&#227;o, acho que o senhor pode perguntar a todos os seminaristas aqui presentes, e a todos os meus colegas aqui presentes, se sou influenciado pela direita ou pela esquerda; infelizmente, sou muito independente. E pe&#231;o conselhos, sim, mas ajo de forma completamente independente.</p><p>E, quando o senhor diz que serei respons&#225;vel pela ruptura, sim e n&#227;o. Porque, veja bem, o motivo da ruptura foi justamente eu ter assinado aquele protocolo, mesmo assim. E foi imediatamente depois disso que come&#231;aram as dificuldades com o escrit&#243;rio de Roma. O fato de eles se recusarem a me dar uma data.</p><p>Ent&#227;o, precisou que eu os amea&#231;asse com uma carta, dizendo: &#8220;Se voc&#234;s n&#227;o me derem uma data, sagrarei meus bispos&#8221;. Eles finalmente concordaram. Mas isso foi o suficiente para mim. Estou dizendo que, mesmo que me deem uma data, acabou. Perdi toda a confian&#231;a porque, sinto que agora teremos que lutar a cada instante, dizendo que vamos desistir de Roma se n&#227;o conseguirmos o que queremos.</p><p>N&#227;o podemos viver assim. Isso n&#227;o &#233; colabora&#231;&#227;o. Isso n&#227;o &#233; uma situa&#231;&#227;o. Prefiro ir embora agora e ser livre a ficar lutando constantemente e depois, ap&#243;s dois, tr&#234;s, quatro meses, ser for&#231;ado a partir. Isso seria ainda pior. &#201; melhor pararmos agora e continuarmos como estamos. No tempo de Deus.</p><blockquote><p>Para retomar uma pergunta feita pelo meu colega h&#225; 2 ou 3 minutos: entendi corretamente que n&#227;o haver&#225; mais negocia&#231;&#245;es entre agora e 30 de junho?</p></blockquote><p>N&#227;o.</p><blockquote><p>Ent&#227;o as negocia&#231;&#245;es continuam? E existe a possibilidade de uma reconcilia&#231;&#227;o com Roma antes de 30 de junho, antes de o senhor tomar essa decis&#227;o?</p></blockquote><p>N&#227;o. N&#227;o h&#225; mais nada, nenhuma possibilidade. Eu recebi telefonemas, suplicaram-me: &#8220;O senhor n&#227;o deve fazer isso, n&#227;o deve fazer aquilo, n&#227;o deve fazer isso no dia 30 de junho, n&#227;o deve fazer a sagra&#231;&#227;o!&#8221; Mas a situa&#231;&#227;o chegou a tal ponto que at&#233; um cardeal est&#225; rezando para que eu morra antes de 30 de junho! Se essas ora&#231;&#245;es forem atendidas, a solu&#231;&#227;o estar&#225; completa.</p><blockquote><p>Monsenhor, duas perguntas. A primeira, pe&#231;o desculpas por insistirmos neste assunto indefinidamente, mas creio que, para diversas confer&#234;ncias, &#233; essencial para a continuidade da nossa cobertura desta coletiva de imprensa. Permita-me reformular a pergunta: Existem, ou quais seriam, as condi&#231;&#245;es que o senhor ainda estabeleceria hoje para que haja possibilidade de um acordo at&#233; 30 de junho?</p></blockquote><p>Eu j&#225; n&#227;o coloco mais condi&#231;&#245;es, quaisquer que sejam. Acabou.</p><blockquote><p>Segunda pergunta, Monsenhor. Aguarde at&#233; que o compreendamos, at&#233; que o entendamos. Temos a impress&#227;o de que, al&#233;m do caso dos quatro bispos que o senhor desejava sagrar, h&#225; tamb&#233;m a sua falta de confian&#231;a em todos os bispos da Igreja de Roma, do Vaticano II, em todos os bispos deste planeta: Sua impress&#227;o &#233; tal que, seja como for, o senhor j&#225; tinha sua decis&#227;o tomada, na medida em que estava convencido de que, em qualquer caso, mesmo com seus quatro bispos, simplesmente n&#227;o conseguiria trabalhar com aquela igreja em particular e com aquela Igreja em todo o planeta. Ent&#227;o, at&#233; que ponto sua decis&#227;o n&#227;o estava tomada antes mesmo de todo esse assunto come&#231;ar? E, ent&#227;o, que ideia ter dos bispos?</p></blockquote><p>A ideia que temos dos bispos j&#225; existia antes, claro. Temos essas ideias h&#225; muito tempo. Porque mesmo que existam alguns bons bispos &#8212; veja que o Papa, por exemplo, nomeou alguns: h&#225; o de Viena, e agora h&#225; o de Chur. H&#225; o Bispo Dubigeon de S&#233;es, h&#225; o Bispo Bagnard de Belley, que s&#227;o todos muito bons, mas eles aceitam o Conc&#237;lio, aceitam as reformas p&#243;s-conciliares, aceitam o ecumenismo, aceitam o carismatismo, n&#227;o d&#225;.</p><p>Isso &#233; completamente diferente do que fazemos. N&#227;o h&#225; meio de nos entendermos. &#201; imposs&#237;vel.</p><blockquote><p>O senhor nos explicou que tudo vem se deteriorando, e j&#225; h&#225; muito tempo, com seus interlocutores romanos. Nesse caso, se o senhor n&#227;o tinha a menor confian&#231;a neles, por que insistiu tanto na negocia&#231;&#227;o, correndo o risco de desestabilizar parte de sua base hoje, apenas para manter a esperan&#231;a de um final feliz?</p></blockquote><p>O que se pode querer? Acho que era leg&#237;timo sondar um pouco Roma, na medida do poss&#237;vel. Por exemplo, se tivesse havido apenas algumas palavras, do Cardeal ou de seus secret&#225;rios: &#8220;Monsenhor, sabemos muito bem, ap&#243;s a visita que foi feita, que o trabalho que o senhor realiza para a Igreja &#233; certamente satisfat&#243;rio, precisamos da sua presen&#231;a na Igreja, precisamos colaborar juntos&#8221;, algo que nos diga que eles querem colaborar, &#8220;mas com o seu car&#225;ter e com o que o senhor faz&#8221;, n&#227;o &#233;?</p><p>Mas nada, nada, nada, nada! Nem uma palavra, nem uma palavra, nem uma palavra! Ent&#227;o, eu esperava que tiv&#233;ssemos conseguido algo com toda a nossa discuss&#227;o, mas nada, ent&#227;o n&#227;o vale a pena. Claro, eu sei que isso decepciona muitos que rezaram, rezaram e rezaram, que disseram: &#8220;Vai acontecer, vai acontecer, a Sant&#237;ssima Virgem far&#225; um milagre.&#8221;</p><p>Mas acredito que a Sant&#237;ssima Virgem nos protegeu de nos colocarmos nas m&#227;os do Cardeal Ratzinger, porque o Cardeal Ratzinger, presidente da Comiss&#227;o Romana, com outras quatro pessoas de Roma, contra duas da Tradi&#231;&#227;o, bem, n&#243;s obviamente estar&#237;amos sujeitos a eles, eles teriam sido nossos chefes.</p><blockquote><p>Se o Papa lhe convocar imediatamente a Roma, o senhor ir&#225; ou n&#227;o?</p></blockquote><p>N&#227;o.</p><blockquote><p>Mesmo para um encontro pessoal?</p></blockquote><p>N&#227;o, ele mesmo escreveu pessoalmente.</p><blockquote><p>Uma coisa que eu n&#227;o entendi exatamente &#233; por que, imediatamente ap&#243;s assinar este protocolo de acordo, o senhor mudou de opini&#227;o sobre a data do bispo? O senhor n&#227;o poderia ter feito essa pergunta em 4 de maio? Por que a fez em 6 de maio?</p></blockquote><p>N&#227;o, fizemos no dia 4 de maio.</p><blockquote><p>&#201; mesmo? E por que o senhor colocou sua assinatura ali, se era um ponto fundamental?</p></blockquote><p>Ou seja, se preferir, foi uma aplica&#231;&#227;o do protocolo, entende? Bem, assinamos o protocolo, temos que implement&#225;-lo. A primeira solicita&#231;&#227;o, a mais importante para n&#243;s, era ao bispo. Ent&#227;o pensamos, fizemos o primeiro pedido ao Cardeal: &#8220;E quando haver&#225; o bispo?&#8221; E eis a&#237;. Nenhuma resposta. Nenhuma data. Ent&#227;o n&#227;o, n&#227;o est&#225; certo. Dissemos &#8220;n&#227;o&#8221;, perdemos a confian&#231;a, acabou. N&#227;o &#233; poss&#237;vel.</p><blockquote><p>O senhor pensa que a Igreja oficial perdeu sua autoridade, ou seja, que de fato n&#227;o h&#225; mais a assist&#234;ncia do Esp&#237;rito Santo?</p></blockquote><p>Bem, de fato, eu me pergunto como o Esp&#237;rito Santo est&#225; agindo neste momento. &#201; um pouco como no Conc&#237;lio; acho que estava de f&#233;rias. Mas... acho que n&#227;o quero discutir, veja bem, a pessoa do Papa. Discutimos suas a&#231;&#245;es. Porque, em rela&#231;&#227;o &#224; pessoa, quem ele &#233;, o que ele representa em rela&#231;&#227;o a Deus, em rela&#231;&#227;o &#224; Igreja, em rela&#231;&#227;o &#224; Hist&#243;ria, o que as pessoas dir&#227;o? Quem foi esse Papa Jo&#227;o Paulo II que reinou durante seu...</p><p>N&#227;o vou dar uma resposta. Deixo a resposta para Deus, deixo a resposta para a Hist&#243;ria. Mas as a&#231;&#245;es dele, bem, isso nos diz respeito diretamente, n&#227;o &#233;? Sobre Assis, seus escritos e tudo mais. Ent&#227;o, n&#227;o concordamos em nada, n&#227;o &#233;? A n&#227;o ser alguns pequenos pontos.</p><p>Mas, afinal, esses s&#227;o atos realizados, por exemplo, pelo Padre Duroux. O Padre Duroux cuida da maior parte da comunica&#231;&#227;o do Santo Padre com padres, freiras e outros fi&#233;is. Portanto, o Padre Duroux &#233; um homem da Tradi&#231;&#227;o, com um esp&#237;rito tradicional, e capaz de escrever cartas bel&#237;ssimas, coisas muito boas. O Papa simplesmente as l&#234;.</p><p>Ent&#227;o as pessoas dizem: &#8220;Mas o Papa n&#227;o &#233; t&#227;o moderno assim, n&#227;o &#233;?&#8221; Foi o Padre Duroux. Foi ele quem escreveu o Credo do Papa Paulo VI. O Padre Duroux foi quem redigiu o Credo do Papa Paulo VI.</p><p>Ent&#227;o, ele era ainda membro da nossa comiss&#227;o. Bem, ele era o presidente da nossa comiss&#227;o. Ele &#233; um homem muito astuto, muito, muito, muito inteligente. Ele &#233; daqui, de Sion.</p><blockquote><p>Justamente, Monsenhor, foi dito que havia uma lista de candidatos a bispos e pode-se afirmar que ela foi elaborada por Monsenhor Pell, colaborador do Cardeal Gagnon.</p></blockquote><p>Bem, n&#227;o fa&#231;o a m&#237;nima ideia. Pelo menos n&#227;o tenho conhecimento disso.</p><blockquote><p>Monsenhor: o nome dos dois bispos que sagrar&#227;o junto com o senhor.</p></blockquote><p>Dois bispos?</p><blockquote><p>Sim, que vir&#227;o aqui em 30 de junho.</p></blockquote><p>N&#227;o, &#233; um bispo que vem aqui. Dom Ant&#244;nio de Castro Mayer.</p><blockquote><p>&#201; brasileiro?</p></blockquote><p>&#201; brasileiro, sim.</p><blockquote><p>Ele tamb&#233;m sagrar&#225;?</p></blockquote><p>Sim, sim, sim.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/dom-lefebvre-responde-a-imprensa?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" 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isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/dom-marcel-lefebvre-conferencia-aos</guid><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 14:13:37 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!PB49!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F0c3fc0e7-b5d8-4ffe-88be-d7a0e16f48ca_1280x720.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!PB49!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F0c3fc0e7-b5d8-4ffe-88be-d7a0e16f48ca_1280x720.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!PB49!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, 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E posso dizer que a hist&#243;ria da Fraternidade foi marcada por isso em certos momentos, por situa&#231;&#245;es particulares e dif&#237;ceis, em que decis&#245;es s&#233;rias tiveram que ser tomadas.</p><p>Ent&#227;o, bem, seria para mim uma oportunidade de falar mais de uma maneira mais particular aos seminaristas, para encoraj&#225;-los e fortalec&#234;-los. E lembrem-se de que esse combate n&#227;o come&#231;a hoje, que <strong>as dificuldades que enfrentamos hoje n&#227;o s&#227;o novas.</strong></p><h1>O problema come&#231;a no Conc&#237;lio</h1><p>Seria um grave equ&#237;voco sobre nossa hist&#243;ria e nosso combate acreditar que de repente nos encontramos diante de uma situa&#231;&#227;o extraordin&#225;ria e totalmente nova. Isso n&#227;o &#233; verdade. &#201; absolutamente falso. Poder&#237;amos dizer que essa situa&#231;&#227;o come&#231;ou j&#225; no Conc&#237;lio. Poder&#237;amos recontar a hist&#243;ria do Conc&#237;lio para mostrar que, de fato, houve resist&#234;ncia nele. A invas&#227;o de ideias liberais e modernistas no Conc&#237;lio n&#227;o deixou de provocar uma rea&#231;&#227;o.</p><p>Felizmente, ainda havia um certo grupo de padres no Conc&#237;lio que dizia: &#8220;Isto n&#227;o est&#225; certo, isto n&#227;o est&#225; certo, n&#227;o podemos continuar assim. N&#227;o podemos aceitar estes princ&#237;pios de 1789. N&#227;o podemos aceitar esta colegialidade. N&#227;o podemos aceitar este ecumenismo. N&#227;o podemos aceitar esta liberdade religiosa.&#8221;</p><p>Ent&#227;o eles combateram. Eram cerca de 250. Infelizmente, na segunda fase, tamb&#233;m havia cerca de 250 padres reunidos para promover essas ideias liberais. <strong>E a trag&#233;dia foi que os papas apoiaram mais os liberais do que os conservadores.</strong> Essa &#233; toda a trag&#233;dia que aconteceu no Conc&#237;lio Vaticano II, e agora nos encontramos dominados por um papa, uma C&#250;ria Romana e bispos que defendem vis&#245;es liberais, que adotaram as ideias de 1789. Simples assim. N&#227;o podemos esconder que as coisas s&#227;o do jeito que s&#227;o.</p><p>Mas como Deus p&#244;de permitir isso? Escutem, perguntem a Ele. Eu n&#227;o sou Deus. Ele sabe de tudo, Ele conhece tudo, Ele &#233; todo-poderoso. J&#225; que Deus permite isso&#8230; Ele n&#227;o o quer, porque Ele n&#227;o pode querer o mal. Mas se Ele o permite, &#233; porque sem d&#250;vida Ele tem um plano que n&#227;o conhecemos perfeitamente, mas que, no entanto, conhecemos um pouco em suas linhas gerais.</p><p>Sabemos muito bem, pelo livro do Apocalipse e ao longo da hist&#243;ria da Igreja, que esta hist&#243;ria da Igreja &#233; uma gigantesca batalha entre Satan&#225;s e Nosso Senhor Jesus Cristo. Sabemos disso muito bem. <strong>H&#225; duas cidades lutando uma contra a outra</strong>.</p><p>Ent&#227;o, bem, atrav&#233;s dessa hist&#243;ria, estamos agora na &#233;poca em que <strong>parece que Satan&#225;s est&#225; triunfando</strong>. Isso &#233; precisamente o que tamb&#233;m foi predito nas cartas de S&#227;o Paulo, no Livro do Apocalipse e nas apari&#231;&#245;es da Virgem Maria em tempos recentes, que foram aprovadas pela Igreja &#8212; La Salette em particular, F&#225;tima, certo? Tempos terr&#237;veis foram previstos.</p><p>Os pr&#243;prios papas previram e profetizaram isso em suas enc&#237;clicas &#8212; em suma, todos os papas recentes &#8212; se n&#227;o os ouvirmos, se n&#227;o lutarmos contra os erros do modernismo e do liberalismo, <strong>tempos terr&#237;veis vir&#227;o e a Igreja corre o risco de quase desaparecer.</strong> Essas s&#227;o as pr&#243;prias palavras desses papas.</p><h2>Modus operandi socialista</h2><p>Ent&#227;o, nos encontramos neste per&#237;odo, neste per&#237;odo inacredit&#225;vel do quase desaparecimento da Igreja e do desaparecimento da f&#233; na Igreja. Houve uma luta no Conc&#237;lio. Depois do Conc&#237;lio, <strong>os liberais, tendo assumido suas posi&#231;&#245;es, bem, eles fazem o que os socialistas fazem quando chegam ao poder: expulsam as pessoas da direita</strong>, aqueles que s&#227;o chamados de direitistas.</p><p>Bem, eles controlam os minist&#233;rios, ent&#227;o assumem os cargos nos minist&#233;rios, assumem o controle de todas as organiza&#231;&#245;es estatais, <strong>expulsam todas as pessoas decentes e as substituem por socialistas.</strong> Isso &#233; normal. Bem, em Roma, eles fizeram a mesma coisa. Assumiram o poder, expulsaram todos. Expulsaram todos os conservadores, colocaram seus pr&#243;prios aliados no poder. Expulsaram tamb&#233;m os bispos, deixando claro que eles tinham que renunciar. E eles renunciaram.</p><h3>Expuls&#227;o dos conservadores</h3><p>Dos 250 que resistiram durante o Conc&#237;lio, muitos renunciaram, muitos se retiraram por vontade pr&#243;pria. E dos poucos que permaneceram, bem, devo dizer, havia Dom Castro Mayer e eu que resistimos publicamente. &#201; inacredit&#225;vel. &#201; assim que as coisas s&#227;o, o que posso fazer a respeito? Nada. N&#227;o &#233; minha culpa, nem de Dom Castro Mayer, mas &#233; assim que as coisas s&#227;o. Deus permitiu que nos encontr&#225;ssemos em situa&#231;&#245;es que nos levaram a <strong>resistir publicamente</strong>.</p><p>E depois h&#225; outros, bem, infelizmente, h&#225; alguns, como o exemplo que mencionei de Dom Adam, Bispo de Sion, que deixou o Conc&#237;lio por um ano, que se recusou a participar das sess&#245;es do Conc&#237;lio porque estava muito exasperado com a situa&#231;&#227;o. V&#237;amos as ideias liberais tomando o lugar da f&#233; cat&#243;lica!</p><p>Ent&#227;o ele me disse: &#8220;N&#227;o vou ficar mais, vou embora.&#8221; Eu o conhecia bem e lhe disse: &#8220;Mas o senhor n&#227;o pode ir embora, o senhor tem que lutar. O senhor n&#227;o vai vencer a causa indo embora, vamos l&#225;. &#201; preciso ficar.&#8221; &#8220;Oh, n&#227;o, n&#227;o, n&#227;o, eu n&#227;o aguento mais, isso est&#225; ficando insuport&#225;vel.&#8221; <strong>Ele ficou, depois saiu por um ano. E depois voltou para sua diocese e foi ele quem instaurou todas as reformas do Conc&#237;lio Vaticano II.</strong> Ah, sim, &#233; assim mesmo. Inacredit&#225;vel!</p><p><strong>O Cardeal Siri foi a mesma coisa</strong>. Um grande cardeal conservador. Bem, foi ele quem <strong>praticamente instaurou todas as reformas em sua diocese</strong>. Voc&#234;s podem perguntar: como isso &#233; poss&#237;vel? Bem, n&#227;o &#233; nada de mais, eu n&#227;o sinto isso mais do que voc&#234;s. &#201; assim que as coisas s&#227;o, os fatos s&#227;o o que s&#227;o. Ent&#227;o, isso &#233; motivo para desistirmos e dizermos: &#8220;Ent&#227;o n&#227;o h&#225; nada a ser feito? Podemos simplesmente deixar tudo para l&#225;?&#8221;</p><h1>A verdadeira rea&#231;&#227;o</h1><p>Bem, n&#227;o. N&#227;o podemos deixar tudo pra l&#225;; pelo contr&#225;rio, devemos lutar. E lutamos, e o problema continua o mesmo: <strong>devemos restaurar a f&#233; cat&#243;lica, os princ&#237;pios cat&#243;licos, onde os princ&#237;pios liberais se enraizaram</strong>. Onde os princ&#237;pios modernistas se enraizaram, os princ&#237;pios cat&#243;licos devem ser restaurados. Os princ&#237;pios liberais s&#227;o contr&#225;rios ao reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo.</p><p>Eles defendem uma religi&#227;o universal, a liberdade de todas as religi&#245;es, a igualdade de todas as religi&#245;es. E, portanto, o desaparecimento do que &#233; a Igreja: porque <strong>a Igreja, sendo a &#250;nica religi&#227;o verdadeira, desaparece pelo simples fato de ser colocada no mesmo patamar que as falsas religi&#245;es.</strong> Ela deixa de ser a &#250;nica verdadeira. E, se deixa de ser a &#250;nica verdadeira, a Igreja Cat&#243;lica desaparece.</p><p>Foi isso que Le&#227;o XIII afirmou explicitamente. Ent&#227;o lutamos. Lutamos mantendo o v&#237;nculo, um v&#237;nculo oficial com Roma. <strong>N&#227;o se tratava de nos separarmos de Roma.</strong> E voc&#234;s sabem muito bem que, quando ocorreu a primeira visita, e depois que o semin&#225;rio foi fundado, o semin&#225;rio foi reconhecido por Roma.</p><p>Mas, guardando as ideias tradicionais, guardando a f&#233; cat&#243;lica. E, para guardar a f&#233; cat&#243;lica, guardar a tradi&#231;&#227;o cat&#243;lica, particularmente na liturgia, na missa antiga e nos sacramentos, e no catecismo e tudo mais, todos os bons estudos do semin&#225;rio tradicional. <strong>N&#243;s vimos, obviamente, que era inevit&#225;vel, que haveria um conflito.</strong> N&#227;o &#233; poss&#237;vel.</p><h2>Conflito no semin&#225;rio</h2><p>Era imposs&#237;vel para n&#243;s continuarmos exatamente na linha conservadora e tradicional com l&#237;deres que eram todos modernistas e liberais, e que queriam instaurar o modernismo e o liberalismo em todos os lugares. <strong>Um conflito era inevit&#225;vel. E surgiu um conflito.</strong> Aconteceu. Ent&#227;o veio a visita. Uma visita que foi favor&#225;vel. Conclus&#245;es que foram desfavor&#225;veis. E ent&#227;o nos disseram: &#8220;Agora n&#227;o temos outra escolha a n&#227;o ser fechar o seu semin&#225;rio.&#8221;</p><p>Se, em maio de 1975, eu tivesse recebido uma carta do Monsenhor Mamie dizendo: &#8220;Voc&#234; deve fechar seu semin&#225;rio. Deve demitir todos os seus professores e mandar todos os seus seminaristas para casa&#8221;, o que voc&#234;s teriam feito? Digam-me. O que voc&#234;s teriam feito? Estaria tudo bem?</p><p>Bem, &#233; f&#225;cil dizer: &#8220;Monsenhor, ter&#237;amos que nos virar&#8221;. Mas eu digo que n&#227;o, isso n&#227;o &#233; poss&#237;vel. N&#227;o podemos abandonar a luta. Lutamos pelo reinado de Nosso Senhor. Os outros lutam contra o reinado de Nosso Senhor. <strong>Aqueles que lutam contra o reinado de Nosso Senhor s&#243; podem desejar a nossa morte, o nosso desaparecimento</strong>. E n&#227;o, n&#243;s continuamos. Que assim seja.</p><h3>Suspens&#227;o</h3><p>Ent&#227;o, bem, suspenso. Suspenso<em> a divinis</em>. Num s&#243; golpe. Ent&#227;o, acabou. &#8220;Monsenhor Lefebvre separou-se de Roma.&#8221;</p><p>J&#225; ouvimos isso h&#225; muito tempo, desde 1975 at&#233; agora, ou seja, nos &#250;ltimos 13 anos, nos jornais, em todo lugar. Sempre que viajo, dando confirma&#231;&#245;es, palestras, realizando uma b&#234;n&#231;&#227;o na igreja, etc.: &#8220;Esse bispo suspenso, esse bispo cism&#225;tico, esse bispo rebelde, esse bispo dissidente, esse bispo...&#8221;</p><p>Ent&#227;o, diante disso, o que dever&#237;amos fazer? Depor as armas, baix&#225;-las e nos alinhar com Roma? Bem, n&#227;o. Ent&#227;o, vejam, era a mesma luta. A reflex&#227;o que est&#225; sendo feita, precisamente, diz respeito &#224;s discuss&#245;es que j&#225; estavam ocorrendo em 76, 77, porque eu sempre mantive a liga&#231;&#227;o com Roma, afinal, com a esperan&#231;a de abalar as ideias modernistas e liberais de Roma e implantar ali as ideias da Tradi&#231;&#227;o.</p><p>Porque n&#227;o h&#225; como a Igreja Cat&#243;lica continuar sem a sua Tradi&#231;&#227;o, separada dela. Simplesmente n&#227;o &#233; poss&#237;vel. &#8220;Monsenhor Lefebvre&#8221;, nesta fase das discuss&#245;es, &#8220;observa que todos se mant&#234;m firmes em suas posi&#231;&#245;es&#8221;. Isso foi em 1977. Uma resolu&#231;&#227;o para o conflito atrav&#233;s do di&#225;logo doutrin&#225;rio parecia imposs&#237;vel. Bem, ainda estamos nessa situa&#231;&#227;o. Exatamente a mesma coisa.</p><h1>N&#227;o h&#225; di&#225;logo: &#233; outra teologia</h1><p>Eu poderia repetir uma coisa. <strong>Uma solu&#231;&#227;o para o conflito atrav&#233;s de discuss&#245;es doutrin&#225;rias parece imposs&#237;vel. Por qu&#234;? Porque eles s&#227;o liberais e n&#243;s somos conservadores, &#233; isso. N&#227;o nos entendemos. N&#227;o h&#225; nada a fazer.</strong> Eles s&#227;o a favor da liberdade religiosa e n&#243;s somos contra. Eles s&#227;o a favor do modernismo, n&#243;s somos contra. Eles s&#227;o a favor de uma f&#233; modernista, uma f&#233; sentimental, uma f&#233; que vem das profundezas do subconsciente. Como o pr&#243;prio Papa diz: &#8220;Minha f&#233; vem das profundezas do meu subconsciente.&#8221;</p><p>Ele escreveu isso. Est&#225; escrito l&#225; no livro de Frossard sobre o Papa. O Papa responde dessa forma, e o Papa considerou todas as respostas. Ent&#227;o, foi sem pensar duas vezes. Essa &#233; a f&#233; dele. N&#227;o podemos aceitar isso. &#201; contr&#225;rio &#224; defini&#231;&#227;o de f&#233; do juramento antimodernista. N&#227;o &#233; poss&#237;vel. N&#227;o podemos aceitar isso.</p><p>Ent&#227;o, a &#250;nica solu&#231;&#227;o foi encaminhar as discuss&#245;es te&#243;ricas para uma comiss&#227;o. &#201; poss&#237;vel enviar discuss&#245;es. E ter um <em>modus vivendi</em> para n&#243;s. Um <em>modus vivendi</em> pr&#225;tico. &#201; isso que sempre buscamos desde 1977, ou seja, h&#225; onze anos. Onze anos de discuss&#245;es. <strong>Eles sempre quiseram nos for&#231;ar a assinar uma f&#243;rmula dogm&#225;tica.</strong> Ou seja, uma f&#243;rmula doutrin&#225;ria pela qual aceit&#225;ssemos o Conc&#237;lio, etc.</p><p>Chega este novo Papa e fala do &#8220;Conc&#237;lio interpretado &#224; luz da tradi&#231;&#227;o&#8221;. Bem, isso ainda &#233; amb&#237;guo. Ent&#227;o, eu j&#225; achava que a formula&#231;&#227;o era bastante boa. Eu disse: &#8220;Bem, se podemos fazer isso sem sequer mencionar a tradi&#231;&#227;o, ent&#227;o isso mina a liberdade religiosa, j&#225; que &#233; contr&#225;ria &#224; tradi&#231;&#227;o.&#8221; Mas n&#227;o &#233;... mas eles n&#227;o entenderam dessa forma. N&#227;o est&#225; na cabe&#231;a deles. <strong>Para eles, o Conc&#237;lio Vaticano II deve ser integrado &#224; tradi&#231;&#227;o.</strong></p><p>E, em &#250;ltima an&#225;lise, no esp&#237;rito do Cardeal Ratzinger, por exemplo, o Vaticano II &#233; tradi&#231;&#227;o. O Vaticano II &#233; tradi&#231;&#227;o hoje. Entendem? Ent&#227;o, a tradi&#231;&#227;o &#233; a Igreja hoje. Portanto, n&#227;o olhem para o passado, n&#227;o se refiram sempre ao passado. Por que sempre voltar ao passado? A tradi&#231;&#227;o est&#225; bem diante de voc&#234;s. Ela &#233; a Igreja hoje. Isso &#233; tradi&#231;&#227;o.</p><p><strong>Esse &#233; o esp&#237;rito em constante evolu&#231;&#227;o daqueles que falam que a verdade muda com o tempo, a verdade se adapta ao tempo.</strong> O tempo influencia a verdade, a f&#233;. Portanto, n&#227;o devemos buscar a f&#233; professada h&#225; cem ou duzentos anos, ou, ainda mais importante, h&#225; mil anos. A f&#233; &#233; o que &#233; professado hoje na Igreja. Pronto. Sem mais men&#231;&#245;es ao passado. A Igreja carrega esse passado dentro de si, de certa forma, n&#227;o &#233;? E, se voc&#234; disser isso, acabou.</p><p>N&#227;o &#233; poss&#237;vel. A Igreja, justamente, quando define algo, sempre se refere ao passado. Sempre, sempre. Porque o dep&#243;sito da f&#233; terminou ap&#243;s a morte do &#250;ltimo Ap&#243;stolo. O dep&#243;sito da revela&#231;&#227;o e da f&#233; foi selado com a morte do &#250;ltimo Ap&#243;stolo. Portanto, o que a Igreja define, define apenas o que est&#225; contido no dep&#243;sito da f&#233; que existia, o qual terminou ap&#243;s a morte do &#250;ltimo Ap&#243;stolo.</p><p>Ent&#227;o, ela sempre se refere a isso. Sempre, sempre, sempre. &#201; um erro profundo da parte deles. Mas &#233; assim que &#233;. &#201; assim que eles s&#227;o. <strong>Ent&#227;o, estamos realmente lutando contra uma teologia que n&#227;o &#233; nossa.</strong> Porque n&#227;o &#233; cat&#243;lica. Porque n&#227;o &#233; minha.</p><h1>A declara&#231;&#227;o de 1974</h1><p>E foi por isso que fiz essa declara&#231;&#227;o que voc&#234;s conhecem. Mas vale a pena rel&#234;-la. N&#227;o &#233; muito longa. Porque acho que representa, de certa forma, a luta que teve de ser travada desde o Conc&#237;lio. E que teve de ser travada desde 1974, a data em que escrevi essa declara&#231;&#227;o, ap&#243;s a visita dos dois belgas que vieram a &#201;c&#244;ne e disseram coisas inacredit&#225;veis. N&#227;o podiam afirmar que Nosso Senhor havia ressuscitado com o mesmo corpo.</p><p>N&#227;o era algo que pudesse ser afirmado com certeza. Ent&#227;o me contaram em particular. Mas... n&#227;o me lembro da ocasi&#227;o. Est&#225;vamos conversando sobre celibato sacerdotal. Disseram-me: &#8220;Mas o celibato sacerdotal, Monsenhor, o senhor sabe muito bem que n&#227;o vai durar. &#201; s&#243; uma quest&#227;o de mais alguns anos. Depois, tudo acaba. Nada dura para sempre.&#8221; Eu disse: &#8220;Como assim? Voc&#234;s v&#234;m de Roma. E est&#227;o dizendo isso aqui em &#201;c&#244;ne? O celibato vai acabar?&#8221;</p><p>Embora o pr&#243;prio Papa Paulo VI fosse&#8230; Bem, contra o celibato, por assim dizer. Ele concedeu dispensas incr&#237;veis em todo o mundo para in&#250;meros casamentos de padres. S&#227;o incont&#225;veis. Existe uma associa&#231;&#227;o de 70.000 padres casados. Um n&#250;mero enorme. E muitos deles ligados &#224; miss&#227;o da Santa S&#233;.</p><p>Ent&#227;o... E depois disseram outras coisas. N&#227;o me lembro muito bem. Coisas absolutamente espantosas. Ent&#227;o eu disse: &#8220;n&#227;o&#8221;. Ent&#227;o &#233; Roma que vem, com ideias dessas, nos visitar aqui em &#201;c&#244;ne, que mantemos a f&#233; cat&#243;lica. Bem, n&#227;o, isso n&#227;o &#233; permitido.</p><p>Assim, fiz esta declara&#231;&#227;o:</p><div class="callout-block" data-callout="true"><p>&#8220;Aderimos de todo o cora&#231;&#227;o, com toda a nossa alma, &#224; Roma Cat&#243;lica, guardi&#227; da f&#233; cat&#243;lica e das tradi&#231;&#245;es necess&#225;rias &#224; manuten&#231;&#227;o desta f&#233;; &#224; Roma eterna, senhora da sabedoria e da verdade. Por outro lado, recusamos e sempre recusamos seguir a Roma das tend&#234;ncias neomodernistas e neoprotestantes, que se manifestaram claramente no Conc&#237;lio Vaticano II e, posteriormente, em todas as reformas que dele decorreram.</p><p>Todas essas reformas, de fato, contribu&#237;ram e ainda contribuem para a demoli&#231;&#227;o da Igreja, para a ru&#237;na do sacerd&#243;cio, para a aniquila&#231;&#227;o do sacrif&#237;cio e dos sacramentos, para o desaparecimento da vida religiosa, para um ensino naturalista e teilhardiano nas universidades, semin&#225;rios e catequese, um ensino derivado do liberalismo e do protestantismo, condenado muitas vezes pelo magist&#233;rio solene da Igreja.</p><p>Nenhuma autoridade, nem mesmo a mais alta na hierarquia, pode nos obrigar a abandonar ou diminuir nossa f&#233; cat&#243;lica, claramente expressa e professada pelo Magist&#233;rio da Igreja h&#225; dezenove s&#233;culos.</p><p>&#8216;Se porventura&#8217;, diz S&#227;o Paulo, &#8216;N&#211;S MESMOS ou um anjo do c&#233;u vos ensinar algo diferente do que eu vos ensinei, seja an&#225;tema&#8217;.</p><p>N&#227;o &#233; isto que o Santo Padre nos diz hoje? E se alguma contradi&#231;&#227;o aparecer entre as suas palavras e a&#231;&#245;es, bem como nas a&#231;&#245;es dos dicast&#233;rios, ent&#227;o escolhemos o que sempre foi ensinado e fechamos os ouvidos &#224;s inova&#231;&#245;es destrutivas da Igreja.</p><p>A <em>Lex Orandi</em> n&#227;o pode ser profundamente modificada sem modificar a <em>Lex Credendi.</em> Uma nova Missa corresponde a um novo catecismo, um novo sacerd&#243;cio, novos semin&#225;rios, novas universidades, uma igreja carism&#225;tica, uma igreja pentecostal &#8212; tudo o que se op&#245;e &#224; ortodoxia e ao magist&#233;rio de sempre.</p><p>Esta Reforma, oriunda do liberalismo e do modernismo, &#233; inteiramente perniciosa; surge da heresia e culmina na heresia, mesmo que nem todas as suas a&#231;&#245;es sejam formalmente her&#233;ticas. &#201;, portanto, imposs&#237;vel para qualquer cat&#243;lico consciente e fiel adotar esta Reforma e submeter-se a ela de qualquer forma. A &#250;nica postura de fidelidade &#224; Igreja e &#224; doutrina cat&#243;lica, para a nossa salva&#231;&#227;o, &#233; a recusa categ&#243;rica em aceitar a Reforma.</p><p>Por isso, sem rebeldia, amargura ou ressentimento, continuamos nosso trabalho de forma&#231;&#227;o sacerdotal sob a estrela do magist&#233;rio de sempre, convictos de que n&#227;o podemos prestar maior servi&#231;o &#224; Santa Igreja Cat&#243;lica, ao Sumo Pont&#237;fice e &#224;s gera&#231;&#245;es futuras.</p><p>Por isso, nos apegamos a tudo o que foi crido e praticado na f&#233;, na moral, no culto, no ensino do catecismo, na forma&#231;&#227;o sacerdotal e na institui&#231;&#227;o da Igreja, pela Igreja de sempre e codificado em livros publicados antes da influ&#234;ncia modernista do Conc&#237;lio, enquanto aguardamos que a verdadeira luz da Tradi&#231;&#227;o dissipe as trevas que obscurecem o c&#233;u da Roma eterna.</p><p>Fazendo isso, com a gra&#231;a de Deus, a ajuda da Virgem Maria, de S&#227;o Jos&#233;, de S&#227;o Pio X, estamos convencidos de que permanecemos fi&#233;is &#224; Igreja Cat&#243;lica Romana, a todos os sucessores de Pedro, e de sermos fi&#233;is administradores dos mist&#233;rios de Nosso Senhor Jesus Cristo no Esp&#237;rito Santo. Am&#233;m.&#8221;</p></div><p>Bem, aguardamos que a verdadeira luz da Tradi&#231;&#227;o dissipe as trevas que obscurecem o c&#233;u da Roma eterna. &#201; isso que ainda estamos fazendo. Estamos aguardando.</p><h1>Necessidade de continuar lutando</h1><p>Enquanto a Tradi&#231;&#227;o n&#227;o substituir o modernismo, n&#227;o podemos, &#233; imposs&#237;vel, chegar a um acordo. Por isso, tentamos, fizemos uma tentativa sincera. Portanto, diante da necessidade de continuarmos o que fazemos para o bem da Igreja, para a honra de Nosso Senhor Jesus Cristo, para o Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo, para a continuidade da Igreja:</p><p>Bem, <strong>precisamos de bispos</strong>. N&#227;o h&#225; outra alternativa. N&#227;o podemos continuar, com coragem, firmeza e organiza&#231;&#227;o, a proteger a f&#233; e a dispor de todos os recursos necess&#225;rios &#8212; isto &#233;, a formar sacerdotes, que &#233; a miss&#227;o essencial da Fraternidade. N&#227;o podemos fazer isso sem bispos. Portanto, em 29 de junho (anunciei), dada a impossibilidade de encontrar uma solu&#231;&#227;o satisfat&#243;ria com Roma a respeito da sagra&#231;&#227;o de bispos, pretendo sagrar bispos eu mesmo.</p><h2>Roma abre uma oportunidade</h2><p>Ent&#227;o Roma, um tanto comovida, abriu um pouco as suas portas e disse: &#8220;Bem, chegaremos a um acordo, chegaremos a um acordo, chegaremos a um acordo.&#8221; Chegaremos a um acordo! <strong>Assim, retomamos as conversas com mais frequ&#234;ncia</strong>. Dissemos: &#8220;Est&#225; bem, voc&#234;s podem manter a liturgia do Papa Jo&#227;o XXIII, podem manter os seus semin&#225;rios com o seu carisma especial. Tamb&#233;m podem receber um visitante.&#8221;</p><p>Bem, era <strong>uma pequena abertura</strong>. Ent&#227;o tentamos ver se realmente havia um caminho. Mas, ao adotarmos esse princ&#237;pio em nossas confer&#234;ncias, aceitaremos uma solu&#231;&#227;o somente sob a condi&#231;&#227;o formal e absolutamente radical de que sejamos absolutamente protegidos de qualquer influ&#234;ncia modernista e liberal de quem quer que seja, sob nenhuma circunst&#226;ncia!</p><p><strong>Ent&#227;o precisamos ser protegidos.</strong> N&#227;o se trata de ir a Roma e dizer &#224;s autoridades romanas, que s&#227;o modernistas e liberais: &#8220;Aqui estamos, estamos &#224; sua disposi&#231;&#227;o, fa&#231;am conosco o que quiserem&#8221;. N&#227;o &#233; isso. Lutamos por vinte e cinco anos contra essas ideias, e de repente nos colocamos nas m&#227;os desses modernistas e dizemos: &#8220;Aqui estamos, estamos &#224; sua disposi&#231;&#227;o&#8221;?!</p><h3>Os di&#225;logos</h3><p>Ora, isso &#233; imposs&#237;vel. &#201; o fim de todo o nosso trabalho e da nossa f&#233;. Trata-se de colocar nossa f&#233; &#224; disposi&#231;&#227;o deles. Portanto, precis&#225;vamos absolutamente disso. <strong>Realizamos essas confer&#234;ncias, essas discuss&#245;es.</strong> <strong>Naquele momento, pareceu que eles n&#227;o queriam mais nos perguntar nada sobre doutrina.</strong> Eles n&#227;o queriam nos perguntar absolutamente nada sobre doutrina.</p><p>Mas, na &#233;poca dos col&#243;quios, bem, eles ainda nos entregaram uma folha sobre doutrina. Bem, foi um pouco mais f&#225;cil de assinar, porque tinha aquele famoso n&#250;mero tr&#234;s. Havia cinco par&#225;grafos, incluindo o n&#250;mero tr&#234;s, que dizia:</p><blockquote><p>&#8220;Em certos pontos referentes ao Conc&#237;lio, &#224; liturgia e ao direito can&#244;nico, devemos reconhecer que h&#225; pontos dif&#237;ceis de conciliar com a tradi&#231;&#227;o&#8221;</p></blockquote><p>Isso foi um eufemismo. Est&#225;vamos sendo muito gentis. Dever&#237;amos ter dito que s&#227;o contr&#225;rios &#224; tradi&#231;&#227;o.</p><p>Bem, finalmente, eles deixaram passar. Mas para n&#243;s, claro, era contr&#225;rio &#224; tradi&#231;&#227;o. Ent&#227;o, dado esse ponto, que eles, portanto, reservaram para n&#243;s, eu diria, o direito de criticar e at&#233; rejeitar esses pontos, que n&#227;o s&#227;o compat&#237;veis com a tradi&#231;&#227;o, sobre o que eles nunca haviam aceitado at&#233; ent&#227;o, porque sempre disseram: &#8220;Oh, n&#227;o, voc&#234;s n&#227;o podem dizer isso, n&#227;o podem dizer que existem coisas contr&#225;rias ou irreconcili&#225;veis &#8203;&#8203;com a tradi&#231;&#227;o no Conc&#237;lio e no Direito Can&#244;nico, isso n&#227;o &#233; poss&#237;vel.&#8221;</p><p>&#8220;Ent&#227;o, voc&#234;s est&#227;o se opondo a Roma, isso n&#227;o &#233; poss&#237;vel.&#8221; &#201; por isso que tamb&#233;m aceitamos as f&#243;rmulas que vieram depois, a n&#250;mero 4 referente &#224; liturgia e a n&#250;mero 5 referente ao Direito Can&#244;nico, que ter&#237;amos formulado de maneira diferente se as tiv&#233;ssemos formulado n&#243;s mesmos, mas, enfim, foram eles que as formularam.</p><p>Ent&#227;o, ah, eu os tenho aqui. Bem, voc&#234;s ver&#227;o. N&#250;mero 4.</p><blockquote><p>&#8220;Declaramos que reconhecemos a validade do sacrif&#237;cio da Missa e dos sacramentos celebrados com a inten&#231;&#227;o de fazer o que a Igreja faz e de acordo com os ritos indicados nas edi&#231;&#245;es t&#237;picas do Missal Romano e dos rituais e sacramentos promulgados pelos Papas Paulo VI e Jo&#227;o Paulo II.&#8221;</p></blockquote><p>Mas ent&#227;o, validade feita com a inten&#231;&#227;o de fazer o que a Igreja faz, porque, cada vez mais, eles n&#227;o pretendem mais fazer o que a Igreja faz, e depois: de acordo com os ritos que sa&#237;ram das imprensas romanas, n&#227;o &#233;? N&#227;o as tradu&#231;&#245;es.</p><p>Mas agora s&#243; existem tradu&#231;&#245;es, n&#227;o h&#225; mais missa em latim. Ent&#227;o, essas tradu&#231;&#245;es valem o que valem. E a validade, a&#237; &#233; que entra a quest&#227;o: &#233; uma palavra um pouco complicada, quer dizer, um pouquinho, porque para muitas pessoas que obviamente n&#227;o est&#227;o acostumadas com termos teol&#243;gicos e termos can&#244;nicos, ent&#227;o, como fica?</p><p>Validade quer dizer valioso. Significa reconhecer o valor do sacrif&#237;cio da Missa, mas isso n&#227;o &#233; verdade. N&#227;o &#233; assim. Validade significa a presen&#231;a, a efic&#225;cia, por assim dizer, da gra&#231;a encontrada no Sacramento, que &#233; a efic&#225;cia do rito. Mas pode muito bem ser sacr&#237;lega. Uma Missa v&#225;lida pode muito bem ser uma Missa sacr&#237;lega.</p><p>E n&#243;s, justamente, dizemos: &#233; por isso que rejeitamos esta Missa, apesar de sua validade, porque acreditamos que, tendo sido feita com protestantes, tendo essas mudan&#231;as no rito sido feitas por protestantes, h&#225; uma influ&#234;ncia ecumenista em jogo nesta reforma da Missa, de modo que a Missa tem um sabor protestante e que, pouco a pouco, a no&#231;&#227;o de sacrif&#237;cio desapareceu em grande parte. E ent&#227;o a no&#231;&#227;o de sacrif&#237;cio propiciat&#243;rio, em particular, diminuiu muito na Missa.</p><p>Ent&#227;o, eles removeram essa parte, mas queriam inclu&#237;-la no texto. Precisamos ter cuidado com isso, porque quando as pessoas ouvem que acreditamos que a Missa ainda pode ser v&#225;lida, elas podem pensar que tem valor. V&#225;lida e valiosa n&#227;o s&#227;o a mesma coisa, certo? N&#227;o, pode ser v&#225;lida, mas m&#225;. &#201; por isso que estamos afastando os fi&#233;is dessas Missas que, pouco a pouco, destroem a f&#233; tanto do celebrante quanto da congrega&#231;&#227;o. Isso &#233; claro, isso &#233; absolutamente certo.</p><p>Ent&#227;o, eles removeram essa parte, mas queriam inclu&#237;-la no texto. Precisamos ter cuidado com isso, porque quando as pessoas ouvem que acreditamos que a Missa ainda pode ser v&#225;lida, elas pensam que v&#225;lida e valiosa n&#227;o s&#227;o a mesma coisa, certo? N&#227;o, pode ser v&#225;lida, mas m&#225;. &#201; por isso que estamos afastando os fi&#233;is dessas Missas que, pouco a pouco, destroem a f&#233; tanto do celebrante quanto da congrega&#231;&#227;o. Isso &#233; claro, isso &#233; absolutamente certo.</p><p>Ent&#227;o, bem, assinamos isto:</p><blockquote><p>&#8220;Finalmente, prometemos respeitar a disciplina comum da Igreja e as leis eclesi&#225;sticas, especialmente as contidas no Direito Can&#244;nico promulgado pelo Papa Jo&#227;o Paulo II, exceto a disciplina especial concedida &#224; Fraternidade por lei particular.&#8221; </p></blockquote><p>Mas, claro, tamb&#233;m assinamos isto. Quer&#237;amos colocar antes, perguntamos se n&#227;o poder&#237;amos colocar: &#8220;tendo em vista o que foi dito no ponto 3, prometemos, etc.&#8221;, para deixar claro que temos reservas, que existem reservas neste ponto. Estamos dizendo isso, mas com reservas.</p><p>Nessas reservas, a&#237; nos disseram: &#8220;N&#227;o &#233; necess&#225;rio, j&#225; foi feito, &#233; o n&#250;mero 3. Ainda n&#227;o t&#237;nhamos repetido, teria sido mais claro.&#8221; Ent&#227;o, discutimos assim. &#201; deplor&#225;vel. Normalmente, ele n&#227;o deveria ter nos apresentado essa p&#225;gina. Mas eles sempre voltam, voltam, voltam, n&#227;o &#233;? Bem, como est&#225;, acho que poder&#237;amos ter assinado, a rigor, n&#227;o &#233;?</p><p>Mas essas discuss&#245;es que ocorreram, e todas as discuss&#245;es que ocorreram sobre este assunto durante o col&#243;quio, e todas as observa&#231;&#245;es que foram feitas, mostram que <strong>a ideia deles &#233; ganhar autoridade sobre n&#243;s para nos for&#231;ar a aceitar o Conc&#237;lio e as reformas conciliares.</strong> Eles n&#227;o mudaram nada. N&#227;o mudaram um iota sequer desde o Conc&#237;lio. Pelo contr&#225;rio, est&#227;o ainda mais fortes porque agora t&#234;m uma certa tradi&#231;&#227;o em Roma, etc. Est&#227;o ainda mais fortes por causa disso. Portanto, eles querem, a todo custo, nos alinhar com o Conc&#237;lio.</p><p>Vejam bem, eles nos pediram para apresentar obje&#231;&#245;es relativas &#224; liberdade religiosa. Por exemplo, enviamos 50 p&#225;ginas de obje&#231;&#245;es sobre liberdade religiosa. Eles responderam com cerca de 30 p&#225;ginas refutando nossas obje&#231;&#245;es. <strong>N&#243;s respondemos com cerca de 10 p&#225;ginas refutando as contradi&#231;&#245;es que eles haviam levantado. E &#233; isso. Nada muda! Eles n&#227;o mudam.</strong> N&#243;s n&#227;o mudamos. Isso &#233; tudo.</p><p>Eles reafirmaram seus erros. Em sua resposta, reafirmaram seus erros de forma ainda mais expl&#237;cita. Inacredit&#225;vel! Recusam-se a mudar suas ideias liberais. Para ser t&#227;o expl&#237;cito, &#233; de se perguntar como &#233; poss&#237;vel que pessoas que se autodenominam liberais, que alegam ter alguma forma&#231;&#227;o teol&#243;gica, possam dizer que o estado, a sociedade civil, &#233; incapaz de compreender a verdadeira religi&#227;o. Seriam bestas os que lideram a sociedade civil? Ou seriam homens?</p><p>Se s&#227;o homens, e se os homens s&#227;o capazes de conhecer a verdadeira religi&#227;o, ent&#227;o o estado, a sociedade civil, certamente &#233; capaz de conhecer a verdadeira religi&#227;o. Que absurdo! Est&#225; escrito preto no branco. &#201; como dizer aos estados: &#8220;Voc&#234;s n&#227;o t&#234;m nada a ver com a quest&#227;o religiosa. Nada. N&#227;o &#233; da conta de voc&#234;s porque voc&#234;s s&#227;o incapazes de conhecer a verdadeira religi&#227;o ou as falsas religi&#245;es.&#8221; N&#227;o h&#225; como discutir isso com as pessoas. Isso &#233; absolutamente imposs&#237;vel.</p><h3>Resultado dos di&#225;logos</h3><p>Ent&#227;o, podemos sentir isso muito claramente. Por exemplo, um exemplo muito pequeno, mas significativo o suficiente para que eu reunisse meus dois colegas, o Padre Tissier de Mallerais e o Padre Patrice, ap&#243;s as discuss&#245;es. O Cardeal simplesmente nos disse, assim, durante as conversas, precisamente durante as quest&#245;es pr&#225;ticas, sobre as condi&#231;&#245;es relacionadas, as pessoas ligadas &#224; Fraternidade, a comiss&#227;o romana, tudo isso, enfim, coisas mais pr&#225;ticas.</p><p>Ele nos disse, por exemplo, veja bem: &#8220;Se houver um acordo, bem, &#233; &#243;bvio que, para par&#243;quias como a de Saint Nicolas du Chardonnet, onde voc&#234;s est&#227;o ilegitimamente, e que pertencem &#224; diocese (&#233; &#243;bvio, pertence ao Cardeal Lustiger), &#233; claro que voc&#234;s ter&#227;o que celebrar uma missa nova nesta igreja.&#8221;</p><p>Ent&#227;o, voc&#234;s percebem? Ah, bem, eu poderia falar: vejam como o homem vai voltar. Se ele sair da igreja vivo, j&#225; &#233; uma sorte! Ent&#227;o, de forma simples e ing&#234;nua, ele diz isso, claro! Ele diz que, como h&#225; paroquianos, &#233; uma igreja paroquial. Os paroquianos que querem a missa nova t&#234;m o direito de t&#234;-la em sua par&#243;quia. Portanto, voc&#234; ser&#225; obrigado, se quiser manter esta igreja, a celebrar uma missa nova para os paroquianos que a desejam nesta par&#243;quia.</p><p>Todos achar&#227;o isso perfeitamente natural, sem problema algum. Sempre, porque para eles, missa nova, missa antiga, tudo isso, temos que entender que s&#227;o apenas detalhes; alguns preferem esta, outros preferem aquela, mas n&#227;o importa. Temos que aceitar. Eles n&#227;o conseguem conceber que n&#243;s... O an&#225;tema, eu diria, &#233; tudo o que eles fazem.</p><p>&#8220;Bem, essa &#233; a missa que eu celebro todos os dias&#8221;, disse o Cardeal. E ent&#227;o: &#8220;Essa &#233; a missa que o Papa tamb&#233;m celebra. Ent&#227;o, o senhor vai desencorajar os fi&#233;is de irem a essas missas?&#8221; Bem, essa n&#227;o foi a minha resposta, foi o Padre Laroche quem disse: &#8220;Sim, esta missa &#233; protestante&#8221;. Ele disse: &#8220;Ah, ent&#227;o &#233; assim que o senhor v&#234; as coisas? A comiss&#227;o vai ter muito trabalho pela frente!&#8221;</p><p>Porque, para eles, o trabalho da comiss&#227;o ser&#225; precisamente o de alcan&#231;ar a reconcilia&#231;&#227;o. Eles definem claramente o papel da comiss&#227;o:</p><blockquote><p>&#8220;Ela tamb&#233;m ter&#225; a fun&#231;&#227;o de vigiar e apoiar os esfor&#231;os para consolidar o trabalho de reconcilia&#231;&#227;o e resolver quest&#245;es relativas &#224;s comunidades religiosas que tenham um v&#237;nculo legal ou moral com a Fraternidade.&#8221;</p></blockquote><p>Assim, para as freiras, os padres, os sacerdotes, e, portanto, para todos aqueles que est&#227;o moralmente ligados &#224; Fraternidade, todos eles deveriam, normalmente:</p><blockquote><p>&#8220;As congrega&#231;&#245;es religiosas deveriam se reconectar com suas congrega&#231;&#245;es religiosas. Franciscanos, dominicanos, capuchinhos, beneditinos, deveriam se reconectar com suas congrega&#231;&#245;es religiosas, mantendo, ao mesmo tempo, um status um tanto especial.&#8221;</p></blockquote><p>Ent&#227;o, obviamente, aqui tamb&#233;m nos deparamos com problemas pr&#225;ticos imposs&#237;veis. Por isso, quando disse isso aos padres e freiras ali reunidos, quis uni-los porque senti um forte desejo de poder dizer a mim mesmo: &#8220;Isso &#233; &#243;timo, vamos assinar um acordo como este.&#8221;</p><p>E ent&#227;o, esta comiss&#227;o composta por sete membros, incluindo o presidente, o vice-presidente e tr&#234;s membros romanos e apenas dois da Tradi&#231;&#227;o &#8212; ent&#227;o vejam, cinco contra dois, incluindo o presidente e o vice-presidente contra os pobres homens &#8212; seremos completamente enganados, e todas as decis&#245;es que ser&#227;o tomadas ser&#227;o sempre a favor de um acordo com as novidades, tudo isso, um acordo com os bispos. Nem sempre s&#227;o os bispos que est&#227;o certos. &#201; o que eles sempre fizeram desde o Conc&#237;lio!</p><h3>O resultado de Fontgombault</h3><p>Desde o Conc&#237;lio, todas as queixas apresentadas pelos padres tradicionalistas que apelavam a Roma eram sempre encaminhadas aos seus bispos. &#8220;Obede&#231;am aos seus bispos, obede&#231;am aos seus bispos.&#8221; At&#233; mesmo Fontgombault, vejam bem, que teria todo o direito de celebrar a missa antiga, visto que haviam adotado a missa nova por quinze anos, certamente teria o direito de celebrar a missa antiga, de acordo com o indulto. Pois bem, eles foram parados. Eram sempre encaminhados de volta ao bispo. O Papa foi falar com o Prefeito, Monsenhor Mayer, Prefeito da Congrega&#231;&#227;o do Culto. Todos s&#227;o encaminhados de volta ao Arcebispo.</p><p>O Arcebispo disse-lhes: &#8220;Sem d&#250;vida, a missa comunit&#225;ria, a missa conventual, ser&#225; a missa nova.&#8221; Sem d&#250;vida. Nada a fazer, nada a fazer. Absolutamente, &#233; um rolo compressor. N&#227;o h&#225; esperan&#231;a. &#201; assustador. A primeira coisa que o Padre Augustin teve de fazer foi celebrar uma missa nova como missa conventual. Nada a fazer!</p><p>Ent&#227;o, &#233; para isso que eles querem nos levar. Congrega&#231;&#245;es religiosas ligadas &#224;s suas congrega&#231;&#245;es, com um status especial, sendo esse status especial muito provis&#243;rio, por alguns anos, e ent&#227;o lhes dizem: &#8220;Voc&#234;s dois, agora acabou, voltem para suas congrega&#231;&#245;es. Acabou. N&#227;o falaremos mais sobre isso.&#8221;</p><p>Como fizeram com os nossos seminaristas, com todos os seminaristas que nos deixaram e foram para Roma, foi-lhes prometido: &#8220;A missa antiga, a Tradi&#231;&#227;o, voc&#234;s ter&#227;o tudo o que desejam, etc. N&#227;o tenham medo, n&#243;s os manteremos bem dentro da Tradi&#231;&#227;o.&#8221;</p><p>Ap&#243;s 4 ou 5 meses, j&#225; come&#231;avam a dizer-lhes: &#8220;Mas vamos l&#225;, voc&#234;s n&#227;o podem ficar completamente presos &#224; Tradi&#231;&#227;o.&#8221; E ent&#227;o come&#231;am, depois de um tempo, e depois de um ano&#8230; desta vez, nem durou um ano: &#8220;V&#227;o em frente, voltem aos seus respectivos semin&#225;rios, acabou.&#8221;</p><p>E foi isso que o Cardeal disse na embaixada francesa, onde o embaixador nos enviou um breve bilhete dizendo: &#8220;Aqui est&#225; a conversa que tive com o Cardeal. A comiss&#227;o romana ser&#225; muito provis&#243;ria. Ent&#227;o, as congrega&#231;&#245;es religiosas...&#8221; Aqui, creio eu, est&#225; o breve bilhete; poderei l&#234;-lo para voc&#234;s. Estou me perdendo nesses pap&#233;is; s&#227;o tantas cartas.</p><div class="callout-block" data-callout="true"><p>&#8220;Um acordo est&#225; pronto para ser submetido ao Papa para aprova&#231;&#227;o, e aguardamos as rea&#231;&#245;es dos presidentes das confer&#234;ncias episcopais. A aceita&#231;&#227;o p&#250;blica do Conc&#237;lio Vaticano II pelo Arcebispo Lefebvre &#233; necess&#225;ria.&#8221;</p></div><p>Mas podem esperar!</p><h1>(In)Disposi&#231;&#245;es de Roma quanto ao novo bispo</h1><p>N&#227;o &#233; para hoje. Como n&#227;o tenho muito tempo de vida, pode demorar um pouco at&#233; que aconte&#231;a. &#8220;Estatuto da Fraternidade: uma associa&#231;&#227;o de vida sacerdotal sem bispos &#224; frente.&#8221; Eles n&#227;o queriam um bispo, n&#227;o queriam mesmo, mas finalmente concordaram, sob press&#227;o: &#8220;N&#227;o assinaremos se n&#227;o tivermos o bispo, etc.&#8221;, ent&#227;o, eles repetiam para n&#243;s: &#8220;Mas voc&#234;s n&#227;o precisam de bispos! Assim que forem oficialmente reconhecidos por Roma como uma sociedade sacerdotal de direito pontif&#237;cio, poder&#227;o pedir a todos os bispos do mundo que realizem ordena&#231;&#245;es e confirma&#231;&#245;es. Sem problema! Todos os bispos do mundo est&#227;o &#224; sua disposi&#231;&#227;o!&#8221;Bem, que serm&#245;es eles vir&#227;o proferir?</p><p>Ent&#227;o, eles n&#227;o querem um bispo, n&#227;o &#233;? E, embora tenham dito 15 de agosto, finalmente concordaram que seria em 15 de agosto que este bispo possivelmente seria sagrado. N&#227;o &#233; certo que o ter&#237;amos em 15 de agosto novamente; est&#225; tudo no papel, mas &#233; outra coisa ver na realidade, porque nas &#250;ltimas cartas eles ainda me pediam para enviar mais nomes. Eu j&#225; havia enviado candidatos no in&#237;cio de maio, ent&#227;o, dois meses antes de 30 de junho, eles tinham todo o tempo do mundo para escolher um desses tr&#234;s para me dar o mandato para fazer a sagra&#231;&#227;o episcopal.</p><p>N&#227;o, ent&#227;o agora eu teria que ter enviado n&#227;o sei quantos nomes a mais, para poder (diz isso na carta) escolher, para que Roma possa escolher um bispo que tenha o perfil de n&#227;o sei o qu&#234;, o n&#250;mero, o tempo, o protocolo. Eu olhei no protocolo, n&#227;o vi o perfil do bispo! N&#227;o sei o que eles querem dizer com isso, mas entendo perfeitamente bem!</p><p>Eles querem que eu lhes d&#234; uns vinte nomes, para que possam tentar encontrar alguma informa&#231;&#227;o entre eles e ver se n&#227;o h&#225; algu&#233;m que seja mais conciliador, etc., que possivelmente tenha influ&#234;ncia sobre os seus colegas, tudo isso para facilitar o chamado aos seus colegas para o Conc&#237;lio em Roma. &#201; claro.</p><p>Depois:</p><blockquote><p>&#8220;em Roma, a cria&#231;&#227;o de um &#243;rg&#227;o provis&#243;rio, encarregado, em conjunto com os episcopados nacionais, de planejar a reintegra&#231;&#227;o dos padres de &#201;c&#244;ne&#8221;.</p></blockquote><p>Vejam, est&#225; claro. A reintegra&#231;&#227;o dos padres de &#201;c&#244;ne &#224;s dioceses. N&#227;o. Suas inten&#231;&#245;es n&#227;o mudaram porque seus princ&#237;pios n&#227;o mudaram. Eles n&#227;o querem mudar. Enquanto seus princ&#237;pios n&#227;o mudarem, eles sempre far&#227;o, obviamente, como disse o Cardeal, o que bem entenderem.</p><h1>A igreja paralela, na vis&#227;o de quem acredita em outra igreja</h1><p>Eles sempre repetiam a mesma coisa: &#8220;Mas, Monsenhor, s&#243; existe uma Igreja. S&#243; existe uma Igreja. S&#243; existe uma Igreja. N&#227;o devemos criar uma igreja paralela. N&#227;o devemos criar uma igreja paralela.&#8221; <strong>Sabem quem est&#225; criando uma igreja paralela? N&#227;o somos n&#243;s.</strong> Continuamos o que a Igreja sempre fez durante 19 s&#233;culos. Continuamos. N&#227;o somos n&#243;s que criamos uma igreja paralela. Quem cria outra igreja &#233; que cria uma igreja paralela. N&#227;o n&#243;s. Nada de paralela!</p><p>Mas, <strong>para eles, o significado de &#8220;S&#243; existe uma Igreja&#8221; &#233; a Igreja do Vaticano II</strong>. Portanto, todos devem se unir &#224; Igreja do Vaticano II. Como ele tamb&#233;m disse em uma entrevista a um jornal alem&#227;o. A tradu&#231;&#227;o foi enviada pelo Sr. de Savantem h&#225; alguns dias. No Der Welt, algo assim. N&#227;o &#233; um jornal. &#201; su&#237;&#231;o-alem&#227;o? N&#227;o sei ao certo. De qualquer forma, n&#227;o importa.</p><p>Ent&#227;o, ele disse isso, n&#227;o &#233;? Ele estava dando uma breve descri&#231;&#227;o das consequ&#234;ncias do Conc&#237;lio.</p><div class="callout-block" data-callout="true"><p>&#8220;Depois de cada Conc&#237;lio, sempre houve dificuldades na Igreja. Claro, h&#225; aqueles que fazem mau uso dos textos do Conc&#237;lio. Essas pessoas precisam ser moderadas. E h&#225; outros que n&#227;o querem se adaptar ao Conc&#237;lio. Recusam-se a se adaptar. Permanecem presos ao passado. Entre eles, est&#227;o atualmente os aparicionistas. Quanto a eles, bem, n&#227;o lhes damos muita aten&#231;&#227;o. N&#227;o s&#227;o numerosos. N&#227;o s&#227;o perigosos.</p><p>Depois, h&#225; os sedevacantistas. S&#227;o grupos pequenos e insignificantes. Bem, eu tamb&#233;m n&#227;o acho que sejam muito importantes. Mas h&#225; o grupo do Arcebispo Lefebvre, que n&#227;o &#233; nem aparicionista, nem sedevacantista. E &#233; preciso reconhecer que eles t&#234;m uma organiza&#231;&#227;o bastante grande, com 200 padres, 500 locais de culto em todo o mundo. E, al&#233;m disso, congrega&#231;&#245;es religiosas ao seu redor e tudo mais. Resumindo, certamente h&#225; algo s&#233;rio a&#237;.</p><p>Mas a falha deles reside em estarem presos ao passado de uma forma absolutamente inaceit&#225;vel. Pois &#233; inconceb&#237;vel e inaceit&#225;vel que existam grupos p&#243;s-conciliares que n&#227;o se integrem ao episcopado e &#224;s ideias do Conc&#237;lio, que atualmente prevalecem no mundo, naquilo em que hoje se acredita em todo o mundo.&#8221;</p></div><p>E continua sendo a mesma coisa hoje, n&#227;o &#233;? Ent&#227;o, eles nos consideram presos ao passado, e por isso &#233; inaceit&#225;vel que n&#227;o nos integremos, eu diria, com o que a Igreja &#233; hoje. &#201; sempre o mesmo princ&#237;pio. Porque para eles, s&#243; existe uma Igreja, e essa &#233; a Igreja do Vaticano II. Agora, o Pentecostes j&#225; aconteceu, o grande Pentecostes do Vaticano II.</p><p>Ent&#227;o, quando lhe dizemos: &#8220;Mas veja os resultados, veja os frutos, o senhor n&#227;o v&#234; a destrui&#231;&#227;o da Igreja, da qual o pr&#243;prio Papa Paulo VI falou?&#8221;, ele responde: &#8220;Ah, sim, mas s&#227;o os abusos, concordamos, claro, h&#225; abusos, &#233; simples, n&#227;o &#233; o Conc&#237;lio, n&#227;o s&#227;o as reformas, n&#227;o, n&#227;o, n&#227;o &#233; isso.&#8221; Sempre h&#225; respostas para tudo, n&#227;o h&#225; como chegar a um acordo.</p><h1>O &#250;ltimo contato antes das sagra&#231;&#245;es</h1><p>Ent&#227;o, escrevi ao Papa e tamb&#233;m ao Cardeal Ratzinger, para dizer que estava realmente um pouco preocupado, porque o princ&#237;pio que eu havia seguido no in&#237;cio dos col&#243;quios n&#227;o estava sendo observado, na minha opini&#227;o. N&#227;o estava sendo posto em pr&#225;tica.</p><p>Eis o que escrevi ao Santo Padre em 20 de maio:</p><div class="callout-block" data-callout="true"><p>&#8220;Santo Padre, embora crescesse a esperan&#231;a de uma poss&#237;vel solu&#231;&#227;o para o problema da Fraternidade, ap&#243;s a assinatura do protocolo, surgiu uma s&#233;ria dificuldade relativa ao episcopado concedido &#224; Fraternidade para me suceder no meu of&#237;cio episcopal. &#201; evidente que este episcopado &#233; motivo de apreens&#227;o e preocupa&#231;&#227;o para a Santa S&#233;, pelas seguintes raz&#245;es:</p><p>Em primeiro lugar, este episcopado &#233; sup&#233;rfluo. Ap&#243;s o reconhecimento legal da Fraternidade como sociedade de direito pontif&#237;cio, o Superior-Geral pode conceder cartas dimiss&#243;rias a um bispo de sua escolha. Na melhor das hip&#243;teses, este episcopado pode parecer uma forma de desaprova&#231;&#227;o dos bispos atualmente em exerc&#237;cio e afast&#225;-los da Santa S&#233;.</p><p>Por fim, este episcopado poder&#225; criar dificuldades nas dioceses no que diz respeito ao apostolado junto aos fi&#233;is. S&#227;o, sem d&#250;vida, essas apreens&#245;es que causaram atrasos e respostas evasivas da Santa S&#233; durante mais de um ano, e que me obrigam moralmente a p&#244;r fim a este per&#237;odo de espera, depois de ter reiteradamente enfatizado a necessidade urgente de v&#225;rios bispos para a continuidade e o desenvolvimento da obra.</p><p>Agora me parece que o dia 30 de junho &#233; a data final para esta sucess&#227;o. A Provid&#234;ncia parece ter preparado esta data; os acordos est&#227;o assinados, os nomes dos candidatos foram propostos. Se a agenda do Cardeal Ratzinger estiver muito cheia para que ele n&#227;o consiga preparar os mandatos, o Cardeal Gagnon talvez possa assumir essa tarefa.</p><p>Santo Padre, pe&#231;o-vos que ponhais fim a este doloroso problema que afeta os sacerdotes, os fi&#233;is e o vosso servo, que, embora respeitando a Tradi&#231;&#227;o, n&#227;o tiveram outro desejo sen&#227;o o de servir a Igreja, o Papa e salvar as suas almas. Permiti-me acrescentar algumas considera&#231;&#245;es sobre a renova&#231;&#227;o da Igreja que se alcan&#231;aria atrav&#233;s da Fraternidade e do episcopado que lhe seria concedido. A imprensa, ao noticiar os incidentes em Viena, na &#193;ustria, e Chur, na Su&#237;&#231;a, relativos &#224;s nomea&#231;&#245;es episcopais, alude a uma mudan&#231;a de rumo por parte da Santa S&#233; na escolha dos bispos.</p><p>Este &#233; um sinal promissor, mas as rea&#231;&#245;es indicam que esses bispos enfrentar&#227;o enormes dificuldades no exerc&#237;cio de seu apostolado e ser&#227;o obrigados a demonstrar sua ades&#227;o ao esp&#237;rito moderno por meio do ecumenismo e do carismatismo, a fim de apaziguar a opini&#227;o p&#250;blica. Seus semin&#225;rios, mesmo que mantenham certa disciplina e maior piedade, ser&#227;o imbu&#237;dos desse esp&#237;rito moderno e ter&#227;o dificuldades para contribuir para a verdadeira renova&#231;&#227;o da Igreja.</p><p>Essa renova&#231;&#227;o s&#243; pode ser alcan&#231;ada por meio de bispos livres para reavivar a f&#233; e a virtude crist&#227;s pelos meios que Nosso Senhor confiou &#224; Sua Igreja para a santifica&#231;&#227;o dos sacerdotes e dos fi&#233;is. Somente um ambiente totalmente livre de erros e costumes modernos pode permitir tal renova&#231;&#227;o.</p><p>Este &#233; o ambiente que o Cardeal Gagnon e Monsenhor Pell visitaram. Um ambiente composto por fam&#237;lias profundamente crist&#227;s com muitos filhos, e do qual emergem muitas voca&#231;&#245;es excelentes.</p><p>O desenvolvimento deste ambiente renovado, incentivado por suas decis&#245;es, Santo Padre, permanecer&#225; dentro da diocese por meio de seus contatos com os bispos e o clero. Alguns bispos nos confiar&#227;o a forma&#231;&#227;o de seus seminaristas e, assim, com a gra&#231;a de Deus, a Igreja experimentar&#225; uma vitalidade renovada e transformar&#225; a sociedade pag&#227; em uma sociedade crist&#227;. V&#243;s compreendereis facilmente por que um &#250;nico bispo n&#227;o pode ser suficiente em um campo t&#227;o vasto de apostolados.&#8221;</p></div><p>Ent&#227;o, em 24 de maio, escrevi ao Cardeal:</p><div class="callout-block" data-callout="true"><p>&#8220;Parece necess&#225;rio esclarecer o que lhe escrevi em 6 de maio. Ap&#243;s reflex&#227;o, ficou claro para n&#243;s que o objetivo dos col&#243;quios e da reconcilia&#231;&#227;o &#233; nos reintegrar &#224; Igreja conciliar, a &#250;nica Igreja &#224; qual o senhor se referiu em suas conversas. Pens&#225;vamos que o senhor nos daria os meios para continuar e desenvolver as obras da Tradi&#231;&#227;o, especialmente concedendo-nos alguns coadjutores, pelo menos tr&#234;s, e tamb&#233;m garantindo-nos uma maioria para a Tradi&#231;&#227;o dentro do corpo romano. Contudo, nestes dois pontos, que nos parecem necess&#225;rios para manter as nossas obras livres de qualquer influ&#234;ncia progressista e conciliar, n&#227;o estamos satisfeitos.</p><p>Portanto, com grande pesar, somos obrigados a solicitar que nos informem claramente, antes de 1&#186; de junho, sobre as inten&#231;&#245;es da Santa S&#233; a respeito destes dois pontos: A sagra&#231;&#227;o de tr&#234;s bispos, prevista para 30 de junho, e a maioria dos membros da Tradi&#231;&#227;o na Comiss&#227;o Romana.</p><p>Caso n&#227;o receba resposta a esses pedidos, procederei com a publica&#231;&#227;o dos nomes dos candidatos ao episcopado, que sagrarei no dia 30 de junho com a assist&#234;ncia de Sua Excel&#234;ncia, Monsenhor de Castro Mayer. Minha sa&#250;de e as necessidades apost&#243;licas para o desenvolvimento de nossas obras n&#227;o me permitem mais atrasos.</p></div><p>Ent&#227;o, a resposta do Cardeal:</p><div class="callout-block" data-callout="true"><p>&#8220;Ap&#243;s ser recebido em audi&#234;ncia pelo Santo Padre, como eu havia indicado, em rela&#231;&#227;o ao primeiro ponto, o Santo Padre julgou apropriado aderir ao princ&#237;pio estabelecido no ponto 11.2 do protocolo, ou seja, nenhuma altera&#231;&#227;o para os membros da Comiss&#227;o.</p><p>Quanto ao segundo ponto, o Santo Padre confirma o que eu lhe disse em seu nome, ou seja, que est&#225; disposto a nomear um bispo como membro da Fraternidade, conforme definido no ponto 11, etc.&#8221;</p></div><p>N&#227;o sei o que est&#227;o tentando dizer; ele sempre encontra um significado no protocolo que eu n&#227;o entendo!</p><div class="callout-block" data-callout="true"><p>&#8220;E para agilizar o processo de nomea&#231;&#227;o habitual, de modo que a sagra&#231;&#227;o possa ocorrer para o encerramento do Ano Mariano, em 15 de agosto.&#8221;</p></div><h2>Consequ&#234;ncias catastr&#243;ficas de aceitar o plano de Roma</h2><p>Ent&#227;o, eles concordaram em marcar uma data, mas apenas uma, e sem maioria no Conselho de Roma. Ou seja, na pr&#225;tica, estavam apenas mudando a data. Mas a resposta foi negativa em rela&#231;&#227;o aos dois pontos que eu havia questionado: os tr&#234;s bispos e a maioria dos membros do Conc&#237;lio.</p><p>O que ainda me parece ser uma condi&#231;&#227;o indispens&#225;vel para a manuten&#231;&#227;o da tradi&#231;&#227;o em nossas comunidades. Especialmente se houvesse um acordo. Ou ainda mais. Porque seremos invadidos por uma multid&#227;o de pessoas que vir&#227;o: &#8220;Ah, agora voc&#234;s t&#234;m tradi&#231;&#227;o, voc&#234;s t&#234;m tradi&#231;&#227;o...&#8221; &#8220;E reconhecida por Roma, ent&#227;o iremos at&#233; voc&#234;s, iremos at&#233; voc&#234;s...&#8221;</p><p>Muitas pessoas manter&#227;o sua mentalidade moderna e liberal e vir&#227;o a n&#243;s porque gostam de participar de cerim&#244;nias tradicionais de vez em quando, de ter contato com tradicionalistas, etc., e isso ser&#225; muito perigoso para nossas comunidades.</p><p>Se formos invadidos por este mundo, vejam, o que acontecer&#225; com a Tradi&#231;&#227;o? Aos poucos, ocorrer&#225; uma esp&#233;cie de osmose, um consenso do tipo: &#8220;Ah, afinal, a missa nova n&#227;o &#233; t&#227;o ruim assim, n&#227;o devemos exagerar...&#8221; Gradualmente, deixaremos de distinguir entre liberalismo e Tradi&#231;&#227;o, e tudo isso se tornar&#225; muito, muito perigoso.</p><p>Voc&#234;s sabem que, quando voc&#234; &#233; contaminado por ideias liberais, voc&#234; contamina os outros. &#201; como uma doen&#231;a realmente contagiosa. &#201; muito perigoso. Enquanto isso, por enquanto, estamos firmemente dentro da Tradi&#231;&#227;o, dentro da Fraternidade, nos agarrando a ela com todas as nossas for&#231;as.</p><p>Mas, se n&#227;o tivermos os meios, mais uma vez, para nos defendermos, seja em Roma, seja atrav&#233;s dos bispos que devemos ter para nos proteger, de modo que sejam bispos que tenham os mesmos pensamentos que n&#243;s, que preguem como n&#243;s, que tenham as mesmas ideias que n&#243;s e que, consequentemente, mantenham a f&#233; cat&#243;lica em nossos c&#237;rculos, bem, estaremos perdidos.</p><p>Estaremos perdidos. N&#227;o podemos aguentar mais. N&#227;o &#233; poss&#237;vel. &#201; por isso que tamb&#233;m aqui, meus caros amigos, se houver entre voc&#234;s algu&#233;m que realmente discorde, por exemplo, da sagra&#231;&#227;o episcopal, ou quem discorde de certas quest&#245;es, como, por exemplo, a recusa absoluta da missa nova, ou... sei l&#225;.</p><p>Por exemplo, em rela&#231;&#227;o &#224; liberdade religiosa, se houver quem discorde, quem acredite que a liberdade religiosa n&#227;o &#233; errada e que lutar contra ela &#233; um erro, etc., ent&#227;o essas pessoas n&#227;o deveriam permanecer entre n&#243;s. &#201; uma forma de contamina&#231;&#227;o, o que voc&#234;s esperam?</p><p>&#201; como ter indiv&#237;duos contaminados. Se os indiv&#237;duos come&#231;arem a ser contaminados em nosso meio, muito lentamente, um, dois, tr&#234;s, quatro, cinco, e ent&#227;o, muito lentamente, come&#231;amos a morrer em combate.</p><p>Ent&#227;o, observem os outros, a influ&#234;ncia que isso tem sobre os outros, &#233; certo, temos a impress&#227;o de que sempre h&#225; alguns que ficam para tr&#225;s, que n&#227;o querem lutar, n&#227;o &#233;? Ent&#227;o isso desmoraliza os combatentes, sim, com certeza.</p><h1>O combate &#233; por Cristo-Rei</h1><p>Mas a nossa luta, meus caros amigos, n&#227;o &#233; dif&#237;cil. Queremos o reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi isso que eu disse ao Cardeal no dia 14 de julho. Depois, precisamente, de ele me ter pedido para vir, de eu lhe ter pedido permiss&#227;o para nomear bispos, depois de ele ter dito que o far&#237;amos, n&#227;o &#233;?</p><p>Eu lhe disse: &#8220;Emin&#234;ncia, como espera que cheguemos a um acordo? O senhor &#233; contra o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo, e n&#243;s somos a favor. O senhor est&#225; fazendo de tudo para impedir o reinado de nosso Senhor Jesus Cristo, e n&#243;s, ao contr&#225;rio, estamos fazendo de tudo para que Nosso Senhor Jesus Cristo reine.&#8221;</p><p>Nas sociedades, nas almas, nas fam&#237;lias, nos semin&#225;rios, em todas as nossas obras, queremos que Nosso Senhor Jesus Cristo reine. Ele &#233; o nosso Rei e n&#227;o h&#225; outro pensamento nem outra ideia. &#201; s&#243; isso. &#201; isso. Foi isso que os Ap&#243;stolos fizeram. Foi isso que a Igreja sempre fez. Foi isso que Nosso Senhor nos pediu para fazer. &#201; isso.</p><p>Ora, se tivermos que come&#231;ar a dizer: &#8220;Ah, Nosso Senhor pode reinar um pouco ali, nas fam&#237;lias, na esfera privada, mas na sociedade, n&#227;o, n&#227;o, n&#227;o, n&#227;o, isso n&#227;o &#233; poss&#237;vel. N&#227;o, Ele n&#227;o tem o dever de reinar na sociedade. N&#227;o. E em organismos internacionais, n&#227;o, n&#227;o, n&#227;o.&#8221; N&#227;o h&#225; espa&#231;o para Nosso Senhor, n&#227;o &#233;? Em Assis, n&#227;o h&#225; espa&#231;o para Nosso Senhor. N&#227;o h&#225; espa&#231;o para a Virgem Sant&#237;ssima.</p><p>Voc&#234;s sabiam que havia um pequeno grupo de peregrinos que queria levar uma est&#225;tua de F&#225;tima para Assis? Eles foram impedidos. Acredito que foram sem m&#225;s inten&#231;&#245;es, pensando: &#8220;Ah, j&#225; que estamos reunindo todo mundo, podemos levar tamb&#233;m uma est&#225;tua da Virgem Maria&#8221;. E foram impedidos.</p><p>Nenhuma est&#225;tua da Santa Virgem de F&#225;tima em meio a toda essa confus&#227;o religiosa. &#201; abomin&#225;vel. Portanto, precisamos saber o que queremos. E esse &#233; o ponto crucial da quest&#227;o, meus caros amigos. Voc&#234;s est&#227;o buscando uma solu&#231;&#227;o.</p><p>&#8220;Sabe, h&#225; aqueles que buscam uma solu&#231;&#227;o do ponto de vista can&#244;nico, mas, Monsenhor, cuidado, voc&#234;s ser&#227;o considerados cism&#225;ticos; mas, Monsenhor, cuidado, voc&#234;s ser&#227;o excomungados; mas, Monsenhor, cuidado, excomunh&#227;o, isso, aquilo, mas Monsenhor...&#8221; Sim ou n&#227;o? Voc&#234; &#233; a favor do reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo ou n&#227;o?</p><p>&#201; isso que justifica nossa luta. Os outros n&#227;o o querem. Eles nos atacam. Eles t&#234;m a autoridade. Usam toda a muni&#231;&#227;o que t&#234;m para atirar em n&#243;s. Bem, que usem muni&#231;&#227;o para atirar em n&#243;s! Mas essa muni&#231;&#227;o vem daqueles que s&#227;o contra o Reino de Nosso Senhor. &#201; para impedir que o Reino de Nosso Senhor se espalhe que eles querem nosso desaparecimento.</p><p>Sim, com certeza! Esse &#233; o princ&#237;pio do liberalismo, n&#227;o &#233;? Precisamos saber o que queremos. Todas as solu&#231;&#245;es derivam disso. E se &#233; v&#225;lida (na minha opini&#227;o, claro, porque n&#227;o h&#225; quest&#227;o de invalidade), n&#227;o se pode haver invalidade da sagra&#231;&#227;o episcopal, visto que &#233; um sacramento.</p><h1>Resposta &#224;s obje&#231;&#245;es: n&#227;o se trata de usurpar a autoridade do Papa!</h1><p>N&#227;o h&#225;... Assim como eu sagrei tr&#234;s bispos antes, bem, quando os sagrei, eu tamb&#233;m n&#227;o lhes conferi jurisdi&#231;&#227;o. N&#227;o sou eu quem confere jurisdi&#231;&#227;o aos bispos. &#201; o Papa. Veja bem, quando lhes administrei o sacramento, com o poder em pot&#234;ncia e n&#227;o em ato de jurisdi&#231;&#227;o, foi o Papa quem conferiu a jurisdi&#231;&#227;o em ato.</p><p>Mas quando esses bispos... &#233; a mesma coisa. Vou nome&#225;-los exatamente como nomeei os tr&#234;s bispos anteriores, da mesma maneira. Ent&#227;o, eles tamb&#233;m ter&#227;o jurisdi&#231;&#227;o em pot&#234;ncia. Mas talvez n&#227;o em ato, porque eu n&#227;o sou o Papa. <strong>N&#227;o quero substituir o Papa.</strong> Isso &#233; tudo.</p><p>Mas eles manter&#227;o a jurisdi&#231;&#227;o que possuem como sacerdotes. Onde quer que estejam, em suas fun&#231;&#245;es como sacerdotes que exercem atualmente, eles t&#234;m jurisdi&#231;&#227;o, como todos os sacerdotes da Fraternidade, pelas leis excepcionais do direito. Eles tamb&#233;m manter&#227;o essas jurisdi&#231;&#245;es, n&#227;o &#233; mesmo?</p><p>Em seguida, a segunda obje&#231;&#227;o: &#8220;Mas &#233; o Papa quem nomeia os bispos.&#8221; N&#227;o, n&#227;o se pode dizer isso. O Papa tem poder sobre os bispos, isso &#233; certo, &#233; &#243;bvio. &#8220;Apascenta meus cordeiros, apascenta minhas ovelhas.&#8221; &#8220;Apascenta minhas ovelhas&#8221; quer dizer os bispos. &#201; claro que o Papa tem autoridade total sobre os bispos. E, consequentemente, os bispos n&#227;o podem ser nomeados contra a vontade da Santa S&#233;.</p><div class="pullquote"><p>Para n&#243;s, n&#227;o se trata de eleger bispos contra a Santa S&#233;. Trata-se de eleger bispos contra a vontade de um Papa modernista.</p></div><p>Ele &#233; um modernista. Ent&#227;o, mesmo agora, dado o protocolo que assinaram, bem, eles est&#227;o nos concedendo um bispo. Portanto, eles n&#227;o s&#227;o contra o fato de ter um bispo na Fraternidade. Que sejam dois, sejam tr&#234;s &#8212; n&#227;o &#233; o n&#250;mero que importa. Mas o princ&#237;pio em si j&#225; &#233; aceito por Roma.</p><p>De certa maneira, para aqueles que t&#234;m algumas reservas quanto a isso, eu diria que eles est&#227;o satisfeitos com o Papa ter aceitado o princ&#237;pio de nos dar um bispo. E, portanto, n&#227;o veem grandes desvantagens na Fraternidade ter bispos.</p><p>Mas se o poder, obviamente, se o direito que o Papa possui &#233; um direito divino... Claro, foi-lhe dado por Nosso Senhor na Bas&#237;lica de S&#227;o Pedro. Mas a aplica&#231;&#227;o desse direito, historicamente, &#233; o direito eclesi&#225;stico. E isso era muito diferente. Os Papas aplicaram esse poder divino que receberam de maneiras muito diferentes, de acordo com os s&#233;culos, de acordo com os lugares. E mesmo agora, esse poder de Pedro &#233; exercido de maneiras muito diferentes. As Igrejas Orientais, por exemplo, os patriarcas orientais, t&#234;m direitos quase absolutos para escolher bispos, para nome&#225;-los. Roma apenas ratifica aqueles nomeados pelos patriarcas orientais.</p><p>Eles nem sequer sabem os nomes. Os nomes s&#227;o enviados a Roma posteriormente, mas Roma os aprova previamente. Portanto, tratava-se de uma quest&#227;o de direito eclesi&#225;stico, que variava conforme a regi&#227;o. Assim, quando se trata de direito eclesi&#225;stico, sempre podem existir circunst&#226;ncias excepcionais que tornariam sua aplica&#231;&#227;o contr&#225;ria ao bem da Igreja, at&#233; mesmo &#224; pr&#243;pria lei divina.</p><p>&#201; poss&#237;vel, j&#225; que se trata de um direito que est&#225; nas m&#227;os de homens (e respiramos um pouco mais aliviados quando dizemos homens) da Igreja, isso &#233; compreens&#237;vel, mas, afinal, quem pode usar esse direito eclesi&#225;stico para um fim contr&#225;rio &#224;quele para o qual o direito lhes foi concedido?</p><p>&#201; o caso de todas as leis ruins presentes no novo Direito Can&#244;nico. O Papa est&#225; usando seu poder para estabelecer leis no novo Direito Can&#244;nico que s&#227;o contr&#225;rias ao bem da Igreja. &#201; at&#233; mesmo contr&#225;rias &#224; f&#233; da Igreja: a defini&#231;&#227;o de casamento, que est&#225; errada; os dois poderes supremos na Igreja, que s&#227;o contr&#225;rios &#224; f&#233; cat&#243;lica; a pr&#243;pria defini&#231;&#227;o de Igreja, que &#233; contr&#225;ria &#224; f&#233; cat&#243;lica &#8212; tudo isso est&#225; no Direito Can&#244;nico.</p><p>Ent&#227;o, ele usa seu poder para criar leis na Igreja que v&#227;o contra o bem da Igreja. Ora, s&#243; porque ele usa esse poder, temos que nos submeter? N&#227;o vamos nos submeter ao mal. Esses s&#227;o princ&#237;pios b&#225;sicos. &#201; como um pai dando maus conselhos ou ordens erradas aos filhos. Os filhos n&#227;o devem obedecer, isso &#233; claro. Devem obedecer quando &#233; certo, mas n&#227;o quando &#233; errado.</p><h1>Considera&#231;&#245;es finais</h1><p>Portanto, creio que todas essas obje&#231;&#245;es s&#227;o facilmente resolvidas quando nos concentramos verdadeiramente nos objetivos pelos quais o pr&#243;prio Papa deve trabalhar. Ele est&#225; a servi&#231;o da F&#233;. A F&#233; vem antes da autoridade. A obedi&#234;ncia &#224; F&#233; tem preced&#234;ncia sobre a obedi&#234;ncia &#224; autoridade. Por qu&#234;? Porque a autoridade est&#225; a servi&#231;o da F&#233;.</p><p>Primeiro, &#233; preciso crer e fazer tudo para manter e preservar a f&#233;. Foi isso que os m&#225;rtires fizeram. Esse &#233; o exemplo de todos os m&#225;rtires. &#201; isso. Eles agiram por Deus, porque a f&#233; &#233; uma virtude teologal que nos conecta diretamente a Deus. Eles preferiram estar diretamente conectados a Deus e manter essa conex&#227;o com Ele a manter sua conex&#227;o com uma autoridade que queria faz&#234;-los abandonar essa f&#233;, essa conex&#227;o com Deus.</p><p>E, mesmo quando se tratava de autoridade eclesi&#225;stica, Santa Joana d&#8217;Arc desobedeceu aos bispos para manter sua conex&#227;o com Deus. &#201; o mesmo princ&#237;pio. A autoridade &#233; sempre usada para apoiar a f&#233;, e n&#227;o o contr&#225;rio. Se Roma fosse como era antigamente, n&#227;o haveria problema. Claro, isso foi durante o tempo do querido Papa Pio XII, a quem eu conhecia t&#227;o bem, e de todos os outros papas.</p><p>Quando penso naqueles tempos, garanto-vos, eu me pergunto: &#8220;Meu Deus, como &#233; que chegamos a este ponto?&#8221;. Nunca tivemos problemas nesse sentido. Nunca problemas de f&#233;. Podem ter existido quest&#245;es menores e insignificantes, certo? Mas nunca problemas de f&#233;.</p><p>Desde aquele Conc&#237;lio, desde os anos 60, vivemos uma situa&#231;&#227;o inimagin&#225;vel, mas que somos obrigados a reconhecer, a encarar. N&#227;o devemos minimiz&#225;-la. N&#227;o devemos dizer: &#8220;Mas o Papa, o Papa, mas o Papa, o que voc&#234; quer?&#8221;. O Papa &#233; quem ele &#233;. Ele &#233; uma criatura de Deus que deve servir a Deus, que deve servir &#224; f&#233; da Igreja. E n&#227;o ir contra ela.</p><p>Ent&#227;o, meus queridos amigos, fico feliz por ter vindo falar com voc&#234;s, para encoraj&#225;-los e para esperar que compreendam e abracem esta perspectiva. &#201; t&#227;o belo, a meu ver, trabalhar para o reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo, viver somente para isso, n&#227;o ter outras preocupa&#231;&#245;es, fazer com que Nosso Senhor reine nas almas, na sociedade, nas fam&#237;lias, em todos os lugares &#8212; Nosso Senhor Jesus Cristo. A cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.</p><p>E, de fato, a Missa n&#227;o &#233; apenas o s&#237;mbolo disso, mas tamb&#233;m a causa das gra&#231;as do reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tudo converge para o reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo na Missa antiga, na verdadeira Missa, n&#227;o &#233;? Tudo converge para Ele, para o reinado atrav&#233;s de Sua Cruz. <em>Regnavit a ligno Deus,</em> Deus reina atrav&#233;s de Sua Cruz. E reina atrav&#233;s do Santo Sacrif&#237;cio da Missa. Todos n&#243;s somos atra&#237;dos para Nosso Senhor.</p><p>A Missa nos conduz &#224; cruz. &#8220;Quando eu for subido na cruz&#8221;, diz Nosso Senhor, &#8220;atrairei tudo para mim&#8221;. &#8220;Tudo para mim&#8221;, por meio do Seu reinado. Eis a quest&#227;o. Assim, a missa nova, como se v&#234;, destr&#243;i esse sentido de Nosso Senhor, da cruz de Nosso Senhor. Ela &#233; horizontal.</p><p>Torna-se um encontro entre homens, entre pessoas, entre fi&#233;is. N&#227;o &#233; mais essa orienta&#231;&#227;o para o c&#233;u, para Deus, para Nosso Senhor, para o Caminho, para a Vida, para a Verdade.</p><p>E de toda a sociedade, ali&#225;s, de todos, do mundo inteiro. O Sacrif&#237;cio da Missa &#233; magn&#237;fico; &#233; algo insubstitu&#237;vel. &#201; verdadeiramente o nosso estandarte. Mas eles est&#227;o fazendo da missa nova o seu estandarte. Um verdadeiro estandarte revolucion&#225;rio. &#201; por isso que querem nos imp&#244;-la a todo custo, n&#227;o &#233;? Eles n&#227;o querem que nos oponhamos a ela.</p><p>Agora, voc&#234;s podem me perguntar: &#8220;Mas, Monsenhor, ent&#227;o poder&#237;amos saber quem s&#227;o os bispos?</p><p>Se voc&#234;s n&#227;o ligarem para a imprensa imediatamente, eu conto para voc&#234;s! Mas assim que eu contar, vai ter um telefone ali, na hora, &#8220;al&#244;, al&#244;&#8221;, e a&#237; amanh&#227;, a imprensa vai estar me ligando.</p><p>Eis a&#237;, meu Deus! Agora, um pouco de calma, mas eu disse aos seminaristas que estavam em outro lugar em &#201;c&#244;ne: &#8220;N&#227;o vou dizer quem s&#227;o, mas voc&#234;s logo os ver&#227;o, porque eles chegam em &#201;c&#244;ne no domingo. Ent&#227;o, voc&#234;s ver&#227;o os quatro, eles estar&#227;o l&#225;. Voc&#234;s os reconhecer&#227;o num instante.&#8221;</p><p>J&#225; que voc&#234;s n&#227;o estar&#227;o em &#201;c&#244;ne, seus colegas de l&#225; certamente poder&#227;o entrar em contato em breve. De qualquer forma, espero que sim. Bem, o que voc&#234;s querem? Eles est&#227;o se esfor&#231;ando ao m&#225;ximo. &#201; muita gentileza da parte deles terem aceitado, apesar da situa&#231;&#227;o dif&#237;cil em que se encontrar&#227;o.</p><p>&#201; verdade, &#233; doloroso parecer estar contra Roma, aparentemente contra o Papa. N&#227;o h&#225; nada t&#227;o doloroso quanto isso. Voc&#234; pensa que &#233; 100% cat&#243;lico e que n&#227;o &#233; mais do que o pr&#243;prio Papa, eu diria. Bem, &#233; doloroso, &#233; de partir o cora&#231;&#227;o. Voc&#234;s t&#234;m que aceitar isso. Para um verdadeiro m&#225;rtir, &#233; preciso aceitar esse mart&#237;rio, pela defesa da nossa F&#233;, que assim seja, porque certamente ser&#227;o insultados, certamente ser&#227;o desprezados, ser&#227;o como se fossem rejeitados, etc.</p><p>Mais uma vez, para que Nosso Senhor Jesus Cristo reine, precisamos aprender a aceitar. Ainda n&#227;o derramamos nosso sangue, como tantos outros j&#225; fizeram. Ao menos, demos nossas vidas.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/dom-marcel-lefebvre-conferencia-aos?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/dom-marcel-lefebvre-conferencia-aos?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/dom-marcel-lefebvre-conferencia-aos/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/dom-marcel-lefebvre-conferencia-aos/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Por que sagrar bispos? Conferência de D. Lefebvre antes das sagrações]]></title><description><![CDATA[Concedida &#224; imprensa em &#201;c&#244;ne, 15/06/1988]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/por-que-sagrar-bispos-conferencia</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/por-que-sagrar-bispos-conferencia</guid><pubDate>Sat, 30 May 2026 15:47:55 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!WFSa!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa1599279-de39-4032-92bc-ea7efe0babad_1280x720.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!WFSa!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa1599279-de39-4032-92bc-ea7efe0babad_1280x720.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!WFSa!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa1599279-de39-4032-92bc-ea7efe0babad_1280x720.png 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!WFSa!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa1599279-de39-4032-92bc-ea7efe0babad_1280x720.png 848w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!WFSa!, /__u/tradtalk.substack.com/w_1272, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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class="youtube-inner"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/tx2eTWa-SaQ?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><p>Tomamos a liberdade de convid&#225;-los hoje, como fizemos h&#225; treze anos, em 1975, durante os dif&#237;ceis acontecimentos entre Roma e &#201;c&#244;ne que nos afetaram. Mais uma vez, podemos dizer que estamos vivenciando um ver&#227;o escaldante. Ainda n&#227;o &#233; ver&#227;o, mas, enfim, j&#225; &#233; um ver&#227;o escaldante.</p><p>Antes de abordar diretamente os eventos dos &#250;ltimos dias e os que est&#227;o por vir, gostaria de apresentar uma breve exposi&#231;&#227;o para que voc&#234;s possam compreender melhor a situa&#231;&#227;o e para que, nas reportagens que escreverem para os jornais, possam apresentar, tanto quanto poss&#237;vel, relatos objetivos sobre a situa&#231;&#227;o.</p><p>&#201; necess&#225;rio situar os eventos que est&#227;o ocorrendo hoje e os que ocorrer&#227;o amanh&#227; &#8212; em particular a sagra&#231;&#227;o episcopal de quatro jovens bispos em 30 de junho &#8212; no contexto de nossas dificuldades com Roma, n&#227;o apenas desde 1970, desde a funda&#231;&#227;o de &#201;c&#244;ne, mas tamb&#233;m desde o Conc&#237;lio.</p><p>No Conc&#237;lio, eu mesmo e v&#225;rios bispos lutamos contra o modernismo e contra os erros que consideramos inadmiss&#237;veis e incompat&#237;veis com a f&#233; cat&#243;lica. Esse &#233; o problema fundamental. Trata-se de uma oposi&#231;&#227;o formal, profunda e radical &#224;s ideias modernas e modernistas que passaram pelo Conc&#237;lio.</p><p>Voc&#234;s podem perguntar: o que o senhor quer dizer com isso? Bem, citarei alguns exemplos desse modernismo. Entre eles, a aceita&#231;&#227;o da Declara&#231;&#227;o dos Direitos do Homem de 1789.<br> &#201; o direito consuetudin&#225;rio na sociedade civil para todas as religi&#245;es, ou seja, o princ&#237;pio da laicidade do estado.</p><p>&#201; o ecumenismo, ou a associa&#231;&#227;o de todas as religi&#245;es. &#201; Assis, &#233; Kyoto, s&#227;o as visitas &#224; sinagoga, ao templo protestante; e na Igreja, &#233; a colegialidade, com s&#237;nodos, confer&#234;ncias episcopais, mudan&#231;as na liturgia, mudan&#231;as na catequese e maior participa&#231;&#227;o de leigos e mulheres em assuntos religiosos.</p><p>Enfim, voc&#234;s conhecem, voc&#234;s j&#225; falaram sobre isso em seus jornais; voc&#234;s conhecem bem essas coisas, pois tudo isso aconteceu durante os S&#237;nodos de Roma. &#201; uma nega&#231;&#227;o do passado da Igreja. H&#225; um combate sendo travado dentro da Igreja para apagar o passado, a Tradi&#231;&#227;o da Igreja.</p><p>Essa persegui&#231;&#227;o cont&#237;nua contra aqueles que querem permanecer cat&#243;licos, como eram os papas antes do Vaticano II. Essa &#233; a nossa posi&#231;&#227;o. <strong>N&#243;s continuamos o que os papas ensinaram e fizeram antes do Vaticano II. E n&#243;s nos opomos ao que os Papas Jo&#227;o XXIII, Paulo VI e Jo&#227;o Paulo II fizeram, porque romperam com seus predecessores. </strong>N&#243;s preferimos a tradi&#231;&#227;o da Igreja &#224;s obras de alguns papas que se op&#245;em a seus predecessores.</p><p>No entanto, desejamos manter contato com Roma ao longo desses anos, desde 1976, quando recebemos a suspens&#227;o <em>a divinis</em>, por continuarmos a realizar ordena&#231;&#245;es sacerdotais. Quer&#237;amos manter contato com Roma, na esperan&#231;a de que a Tradi&#231;&#227;o um dia recuperasse o seu devido lugar. Mas foi tudo em v&#227;o.</p><p>Ent&#227;o, dada a recusa de Roma em considerar nossos protestos e nossos pedidos de retorno &#224; Tradi&#231;&#227;o, e dada a minha idade &#8212; pois tenho agora 82 anos, estou no meu 83&#186; ano &#8212; &#233; claro que sinto o fim se aproximando; preciso de um sucessor. N&#227;o posso deixar cinco semin&#225;rios ao redor do mundo sem um bispo para ordenar esses seminaristas, j&#225; que n&#227;o se pode fazer sacerdotes sem um bispo.</p><p>E, enquanto n&#227;o houver acordo com Roma, n&#227;o haver&#225; bispos dispostos a realizar ordena&#231;&#245;es. Portanto, encontro-me em um impasse absoluto e tenho uma escolha a fazer: ou morrer e deixar meus seminaristas abandonados assim, &#243;rf&#227;os, ou ordenar bispos. N&#227;o tenho escolha.</p><p>Por isso, pedi a Roma v&#225;rias vezes: deixem-me ordenar bispos, permitam-me ter sucessores. &#201; por isso que, no 29 de junho passado (1987), fiz uma clara alus&#227;o em meu serm&#227;o aqui em &#201;c&#244;ne, por ocasi&#227;o da ordena&#231;&#227;o dos seminaristas. Eu disse: &#8220;Vou fazer sagra&#231;&#245;es episcopais, j&#225; que Roma n&#227;o quer me ouvir, n&#227;o quer me dar ouvidos, e est&#225; nos abandonando. Vejo-me obrigado a nomear sucessores. Portanto, em 25 de outubro, sagrarei bispos para minha sucess&#227;o.&#8221; Grande consterna&#231;&#227;o em Roma!</p><p>Foi a partir dessa declara&#231;&#227;o que Roma se consternou profundamente, e que recebi uma carta em 28 de julho, ap&#243;s um encontro com o Cardeal Ratzinger em 14 de julho [...] a quem eu disse:</p><blockquote><p>&#8220;Ou Roma me concede permiss&#227;o para sagrar bispos, ou eu mesmo os sagrarei&#8221;.</p></blockquote><p>Em sua carta de 28 de julho, o Cardeal Ratzinger me respondeu:</p><blockquote><p>&#8220;Quanto aos bispos, devemos esperar at&#233; que sua Fraternidade seja reconhecida. Quanto ao resto, talvez possamos fazer algumas concess&#245;es a voc&#234;s, sobre a liturgia, sobre a exist&#234;ncia de seus semin&#225;rios e, se necess&#225;rio, enviar-lhes um visitante.&#8221;</p></blockquote><p>Eu havia, de fato, solicitado uma visita para que nos torn&#225;ssemos conhecidos, pois, como &#233;ramos desconhecidos, ningu&#233;m vinha nos ver. Ent&#227;o, surgiu uma oportunidade por parte de Roma naquele momento. Confesso que hesitei bastante. Deveria aceitar essa oportunidade ou recus&#225;-la? Fiquei muito tentado a recus&#225;-la, pois n&#227;o tenho absolutamente nenhuma confian&#231;a nessas autoridades romanas, devo dizer, porque suas ideias s&#227;o completamente opostas &#224;s nossas. N&#227;o estamos em sintonia, ent&#227;o eu n&#227;o tinha confian&#231;a nelas.</p><p>Sempre fomos perseguidos; ainda era a &#233;poca de Port-Marly, da persegui&#231;&#227;o ao Padre Lecareux pelas suas par&#243;quias, aprovada por Roma, ali&#225;s, j&#225; que os bispos eram aprovados por Roma. Tudo isso n&#227;o nos inspirava nenhuma confian&#231;a para nos colocarmos nas m&#227;os de Roma, de uma Roma que combatia a Tradi&#231;&#227;o.</p><p>No entanto, quer&#237;amos fazer um esfor&#231;o: vamos tentar, vamos sondar quais seriam as disposi&#231;&#245;es de Roma a nosso respeito. Foi nesse esp&#237;rito que fui a Roma e que depois recebemos a visita do Cardeal Gagnon. Parece que essa visita foi favor&#225;vel. Confesso que n&#227;o sei nada a respeito, pois n&#227;o ouvi uma &#250;nica palavra sobre o resultado dessa visita, que ocorreu h&#225; sete meses.</p><p>Eu disse ao Cardeal Ratzinger: &#233; inadmiss&#237;vel. Eles fazem uma visita para ver se estamos indo bem, se estamos indo mal, se h&#225; cr&#237;ticas a serem feitas, se h&#225; elogios a serem feitos, e n&#227;o nos dizem nada. Eu n&#227;o soube de nada sobre a visita de 1974 dos dois prelados belgas que vieram visitar o semin&#225;rio h&#225; quatorze anos. Nunca recebi uma &#250;nica linha me dizendo qual foi o resultado daquela visita.</p><p>Ent&#227;o veio a visita, e depois nos ofereceram col&#243;quios para elaborar um protocolo que preparasse um acordo destinado a estabelecer as institui&#231;&#245;es que governariam a tradi&#231;&#227;o. Ent&#227;o tivemos esses col&#243;quios. Confesso que gostaria de ter participado do primeiro col&#243;quio, mas preferiram que eu n&#227;o estivesse presente e que indicasse um te&#243;logo e um canonista para o m&#234;s de abril. Foi o que fiz. Indiquei o Padre Tissier de Mallerais e o Padre Laroche para irem a Roma encontrar-se com representantes do Cardeal Ratzinger. Eram tr&#234;s: um te&#243;logo, um canonista e o Padre Duroux, que presidiu a reuni&#227;o.</p><p>Uma primeira vers&#227;o foi finalizada ap&#243;s quarenta e oito horas, abordando as quest&#245;es doutrin&#225;rias e as quest&#245;es disciplinares. Ficamos surpresos ao ver que queriam que assin&#225;ssemos um texto doutrin&#225;rio. Dada a abertura demonstrada pelo Cardeal Ratzinger em sua carta de 28 de julho de 1987, no ano passado, n&#227;o havia mais qualquer quest&#227;o de problemas doutrin&#225;rios. Ficamos, portanto, um tanto surpresos ao ver algo trazido de volta aos nossos olhos, algo que havia sido motivo de incompreens&#227;o por quinze anos.</p><p>Nossas diverg&#234;ncias se davam precisamente em quest&#245;es doutrinais. Mas, como o Artigo 3 da se&#231;&#227;o doutrinal do protocolo nos assegurava que poder&#237;amos reconhecer que havia pontos no Conc&#237;lio, na liturgia e no Direito Can&#244;nico que n&#227;o eram perfeitamente compat&#237;veis com a Tradi&#231;&#227;o, isso nos satisfez. De certa forma, est&#225;vamos sendo atendidos nesses pontos. Isso nos permitiu discutir os pontos do Conc&#237;lio, da liturgia e do Direito Can&#244;nico. Foi isso que nos permitiu assinar este protocolo doutrin&#225;rio; sem isso, n&#227;o o ter&#237;amos assinado.</p><p>Depois, surgiram as quest&#245;es disciplinares. Acima de tudo, havia a quest&#227;o do bispo, a de um of&#237;cio em Roma, um of&#237;cio no qual Roma teria cinco membros e n&#243;s apenas dois. N&#227;o gostamos muito disso. Discutimos o assunto porque sent&#237;amos que est&#225;vamos realmente em minoria nesse of&#237;cio em Roma. Mas, por outro lado, ent&#227;o, at&#233; certo ponto, est&#225;vamos isentos da jurisdi&#231;&#227;o dos bispos.</p><p>Durante uma segunda reuni&#227;o, desta vez com o Cardeal Ratzinger e eu, e com os diversos te&#243;logos e canonistas que j&#225; haviam discutido o assunto entre si, chegamos a uma conclus&#227;o aceit&#225;vel no papel. O Cardeal Ratzinger assinou primeiro; eu assinei em 5 de maio em Albano. E o protocolo foi, portanto, assinado.</p><p>Disseram: &#8220;est&#225; bem&#8221;. A imprensa anunciou: acordo entre Monsenhor Lefebvre e o Vaticano. Parece que as coisas est&#227;o se resolvendo, que tudo ser&#225; resolvido. Pessoalmente, como j&#225; lhes disse, encarei isso com suspeita. Sempre senti uma certa desconfian&#231;a e devo admitir que sempre pensei que tudo o que faziam visava nos enfraquecer, nos fazer aceitar o Conc&#237;lio e as reformas p&#243;s-conciliares.</p><p>Eles n&#227;o podem aceitar, e al&#233;m disso, o Cardeal disse isso recentemente em uma entrevista a um jornal alem&#227;o:</p><blockquote><p>&#8220;N&#227;o podemos aceitar que existam grupos, depois do Conc&#237;lio, que n&#227;o aceitem o Conc&#237;lio e as reformas que foram feitas depois do Conc&#237;lio. N&#227;o podemos aceitar isso.&#8221;</p></blockquote><p>Ent&#227;o, o Cardeal repetiu isso v&#225;rias vezes:</p><blockquote><p>&#8220;Monsenhor, s&#243; existe uma Igreja; n&#227;o se pode haver uma Igreja paralela.&#8221;</p></blockquote><p>Eu lhe disse:</p><blockquote><p>&#8220;Emin&#234;ncia, n&#227;o estamos criando uma Igreja paralela, pois estamos dando continuidade &#224; Igreja de sempre. S&#227;o voc&#234;s que est&#227;o criando a Igreja paralela ao ter inventado a Igreja do Conc&#237;lio, aquela que o Cardeal Benelli chamou de Igreja Conciliar. Foram voc&#234;s que inventaram uma nova Igreja, n&#227;o n&#243;s. Foram voc&#234;s que criaram novos catecismos, novos sacramentos, uma nova missa, uma nova liturgia. N&#227;o n&#243;s. Estamos dando continuidade ao que j&#225; existia. N&#227;o estamos criando uma nova Igreja.&#8221;</p></blockquote><p>Ent&#227;o, ao longo dessas confer&#234;ncias, percebemos um desejo, uma vontade de nos dirigir ao Conc&#237;lio.</p><p>Bem. Apesar de tudo, assinei, tentei demonstrar boa vontade, mas, desde o dia em que decidimos assinar, em rela&#231;&#227;o ao bispo, perguntei ao Cardeal Ratzinger:</p><blockquote><p>&#8220;Ent&#227;o, agora que vamos assinar o protocolo, o senhor poderia j&#225; nos informar a data da sagra&#231;&#227;o do bispo?&#8221; (era 4 de maio). &#8220;O senhor tem tempo daqui at&#233; 30 de junho para me dar o mandato para o bispo. Eu mesmo participei da apresenta&#231;&#227;o de bispos quando era Delegado Apost&#243;lico, para trinta e sete bispos, sei como se faz.&#8221;</p></blockquote><p>Eu havia apresentado os nomes. Os nomes j&#225; estavam na mesa do Vaticano, tr&#234;s nomes, &#233; o que se chama de terna. &#201; um termo cl&#225;ssico em Roma para se referir aos tr&#234;s bispos propostos, e a Santa S&#233; escolhe dentre esses tr&#234;s nomes. Ent&#227;o, apresentei tr&#234;s nomes. &#8220;Daqui at&#233; 30 de junho voc&#234;s t&#234;m tempo de se preparar, de conduzir uma investiga&#231;&#227;o e me dar o mandato.&#8221;</p><div class="callout-block" data-callout="true"><p>&#8212; Oh! N&#227;o, n&#227;o, n&#227;o, isso &#233; imposs&#237;vel; 30 de junho &#233; imposs&#237;vel.<br>&#8212; Ent&#227;o, quando? 15 de agosto? No final do ano mariano?<br>&#8212; Oh! N&#227;o, n&#227;o, n&#227;o, Monsenhor. O senhor sabe muito bem que, em 15 de agosto, n&#227;o h&#225; mais ningu&#233;m em Roma. De 15 de julho a 15 de setembro s&#227;o as f&#233;rias, n&#227;o se pode pensar em 15 de agosto, n&#227;o &#233; poss&#237;vel.<br>&#8212; Ent&#227;o, digamos 1&#186; de novembro, Dia de Todos os Santos?<br>&#8212; Oh! N&#227;o sei, n&#227;o posso lhe dizer.<br>&#8212; Para o Natal?<br>&#8212; N&#227;o posso lhe dizer.</p></div><p>Eu disse: &#8220;Acabou, j&#225; entendi. Est&#227;o tentando nos enrolar, est&#225; terminado, acabou, perdi toda a confian&#231;a.&#8221; Eu estava certo em n&#227;o confiar neles; est&#227;o nos fazendo de bobos. Perdi completamente a confian&#231;a. E naquele mesmo dia, 5 de maio, escrevi uma carta ao Papa e outra ao Cardeal Ratzinger, dizendo: &#8220;Eu esperava alcan&#231;ar um resultado, mas acho que acabou. Podemos ver isso muito bem. H&#225; um desejo por parte da Santa S&#233; de nos submeter &#224; sua vontade e &#224;s suas orienta&#231;&#245;es. &#201; in&#250;til continuar. Estamos em completo desacordo.&#8221;</p><p>Houve, &#233; claro, grande consterna&#231;&#227;o em Roma naquele momento em rela&#231;&#227;o a esta carta que escrevi: &#8220;O qu&#234;, voc&#234; est&#225; denunciando o protocolo? Isso n&#227;o &#233; permitido, &#233; lament&#225;vel.&#8221;</p><p>Posso ler rapidamente alguns trechos desta carta que escrevi: era 6 de maio.</p><p>Eis a carta ao cardeal Ratzinger:</p><div class="pullquote"><p>&#8220;Ontem, foi com verdadeira satisfa&#231;&#227;o que assinei o protocolo elaborado nos dias anteriores, mas o senhor mesmo p&#244;de constatar minha profunda decep&#231;&#227;o ao ler a carta que me entregou, trazendo a resposta do Santo Padre a respeito da sagra&#231;&#227;o episcopal. Praticamente me pedem para adiar a consagra&#231;&#227;o para uma data posterior ainda n&#227;o definida.</p><p>Esta seria a quarta vez que adio a data da sagra&#231;&#227;o. A data de 30 de junho estava claramente marcada nas minhas cartas anteriores como prazo final; j&#225; vos entreguei um primeiro dossi&#234; sobre os candidatos. Restam cerca de dois meses para elaborar o mandato. Dadas as circunst&#226;ncias particulares dessas propostas, o Santo Padre pode facilmente simplificar o procedimento para que o mandato seja comunicado em meados de junho.</p><p>Se a resposta fosse negativa, sentir-me-ia, em consci&#234;ncia, obrigado a proceder &#224; sagra&#231;&#227;o, com base na aprova&#231;&#227;o concedida pela Santa S&#233; no protocolo para a sagra&#231;&#227;o de um bispo membro da Fraternidade. As retic&#234;ncias expressas a respeito da sagra&#231;&#227;o episcopal de um membro da Fraternidade, seja por escrito, seja verbalmente, me fazem temer, com raz&#227;o, que haja atrasos.</p><p>Tudo j&#225; est&#225; preparado, etc. Todos desejam que essa sagra&#231;&#227;o se realize com o consentimento da Santa S&#233;, mas, decepcionados com os atrasos anteriores, n&#227;o compreenderiam que eu aceitasse um novo adiamento. Os fi&#233;is est&#227;o conscientes e preocupados, acima de tudo, em ter verdadeiros bispos cat&#243;licos que lhes transmitam a verdadeira f&#233; e lhes comuniquem de maneira segura as gra&#231;as da salva&#231;&#227;o &#224;s quais aspiram para si mesmos e para seus filhos.&#8221;</p></div><p>Ent&#227;o, ficou claro. No dia seguinte, &#233; claro, tamb&#233;m no dia 6 de maio, o Cardeal me respondeu:</p><div class="pullquote"><p>&#8220;Excel&#234;ncia, tomei conhecimento com aten&#231;&#227;o da carta que o senhor acaba de me enviar, na qual me comunica suas inten&#231;&#245;es a respeito da sagra&#231;&#227;o episcopal de um membro da Fraternidade S&#227;o Pio X no pr&#243;ximo dia 30 de junho. Dado que essas inten&#231;&#245;es est&#227;o em clara contradi&#231;&#227;o com o que foi aceito por Vossa Excel&#234;ncia durante nosso col&#243;quio de 4 de maio, consignado no protocolo que Vossa Excel&#234;ncia assinou, desejo afirmar-lhe sem demora que a publica&#231;&#227;o do comunicado &#224; imprensa, prevista para o momento, deve ser adiada por enquanto. Desejo vivamente que Vossa Excel&#234;ncia reconsidere sua posi&#231;&#227;o de acordo com o resultado do col&#243;quio, etc.&#8221;</p></div><p>Em seguida, anexado &#224; carta do Cardeal havia um rascunho de uma carta a ser enviada ao Papa, na qual eu deveria pedir perd&#227;o n&#227;o por isso, mas por tudo o que havia sido feito durante esses &#250;ltimos treze anos, por quaisquer erros que eu possa ter cometido, mesmo de boa f&#233;. S&#227;o eles que est&#227;o escrevendo isso para eu assinar; n&#227;o sou eu.</p><div class="pullquote"><p>&#8220;De boa f&#233;, podemos cometer erros. Portanto, humildemente pe&#231;o que perdoe tudo em minha conduta ou na da Fraternidade que possa ter ferido o Vig&#225;rio de Cristo e a Igreja.&#8221;</p></div><p>Todas essas coisas que hav&#237;amos abandonado estavam agora sendo trazidas &#224; nossa aten&#231;&#227;o novamente. Os pequenos aborrecimentos que nos eram apresentados demonstravam que n&#227;o havia boa vontade para conosco e que o &#250;nico desejo da Santa S&#233; era nos levar ao Conc&#237;lio e &#224;s reformas.</p><p>Foi por isso que voc&#234;s receberam a carta que finalmente escrevi ao Papa em 2 de junho.</p><div class="pullquote"><p>&#8220;Santo Padre, as discuss&#245;es e entrevistas com o Cardeal Ratzinger e seus colaboradores, embora tenham ocorrido em uma atmosfera de cortesia e caridade, nos convenceram de que o momento de uma colabora&#231;&#227;o franca e eficaz ainda n&#227;o chegou&#8221;, dado que o objetivo dessa reconcilia&#231;&#227;o n&#227;o &#233; o mesmo para a Santa S&#233; como &#233; para n&#243;s. Acrescentei: &#8220;Cremos ser prefer&#237;vel esperar pelo tempo prop&#237;cio para o retorno de Roma &#224; Tradi&#231;&#227;o. &#201; por isso que nos daremos os meios para continuar a obra que a Provid&#234;ncia nos confiou.&#8221;</p></div><p>Obviamente, p&#226;nico em Roma! Posteriormente, recebi uma carta do Santo Padre, assinada por ele mesmo, implorando-me que mantivesse a unidade, a unidade da Igreja, que n&#227;o a dividisse, que permanecesse fiel &#224; Igreja.</p><p>Mas, precisamente, n&#227;o estamos em sintonia quanto &#224; verdade. Para eles, a verdade est&#225; em constante evolu&#231;&#227;o, a verdade muda com o tempo, e a Tradi&#231;&#227;o &#233; o Vaticano II hoje. Para n&#243;s, a Tradi&#231;&#227;o &#233; o que a Igreja ensinou desde os ap&#243;stolos at&#233; os dias de hoje.</p><p>Para eles, n&#227;o, a Tradi&#231;&#227;o &#233; o Vaticano II, que resume em si tudo o que foi dito anteriormente. As circunst&#226;ncias hist&#243;ricas s&#227;o tais que agora devemos acreditar no que o Vaticano II fez. O que aconteceu antes n&#227;o existe mais. Pertence ao passado. &#201; por isso que o cardeal n&#227;o hesita em dizer: &#8220;O Conc&#237;lio Vaticano II &#233; um anti-<em>Syllabus</em>&#8221;. &#201; de se perguntar como um cardeal da Santa Igreja pode dizer que o Conc&#237;lio Vaticano II &#233; um anti-<em>Syllabus</em>, o pr&#243;prio ato oficial do Papa Pio IX na enc&#237;clica <em>Quanta Cura</em>. &#201; inimagin&#225;vel.</p><p>Certa vez, eu lhe disse: &#8220;Emin&#234;ncia, precisamos escolher: ou a liberdade religiosa tal como est&#225; no Conc&#237;lio, ou o Syllabus de Pio IX. Precisamos escolher, s&#227;o contradit&#243;rios!&#8221; Ent&#227;o ele me disse: &#8220;Mas, Monsenhor, n&#227;o estamos mais no tempo do Syllabus.&#8221;</p><p>&#8220;Ah!&#8221;, eu disse, &#8220;ent&#227;o a verdade muda com o tempo. O que o senhor me diz hoje n&#227;o ser&#225; mais verdade amanh&#227;. N&#227;o h&#225; mais como chegar a um acordo; estamos em constante evolu&#231;&#227;o. Est&#225; se tornando imposs&#237;vel falar.&#8221;</p><p>Eles t&#234;m isso em mente. Ele repetiu para mim: &#8220;S&#243; existe uma Igreja agora, e essa &#233; a Igreja do Vaticano II. O Vaticano II representa a Tradi&#231;&#227;o.&#8221; Infelizmente, a Igreja do Vaticano II se op&#245;e &#224; Tradi&#231;&#227;o. N&#227;o s&#227;o a mesma coisa.</p><p>Ent&#227;o o Papa me implora para n&#227;o romper a unidade da Igreja. Ele me amea&#231;a com penas can&#244;nicas se eu realizar essas sagra&#231;&#245;es no pr&#243;ximo 30 de junho.</p><p>Devo confessar que o ambiente que envolveu as confer&#234;ncias que antecederam a elabora&#231;&#227;o do protocolo, e posteriormente os acontecimentos que se abateram sobre aqueles que se reuniram em Roma, nos fazem refletir.</p><p>Tomarei o exemplo de Dom Augustin, que tem um mosteiro em Flavigny no qual h&#225; vinte e quatro sacerdotes que eu mesmo ordenei, beneditinos, e que est&#225; me deixando e dizendo: &#8220;Monsenhor, n&#227;o posso mais ficar convosco, estou voltando para Roma; estou voltando &#224; obedi&#234;ncia a Roma; n&#227;o posso ficar convosco.&#8221;</p><p>Bem, ele voltou para Roma com a esperan&#231;a de que preservassem a Tradi&#231;&#227;o para ele, que ele a mantivesse em seu mosteiro, isto &#233;, a Missa tradicional para seus monges, a missa conventual. Bem, Roma exigiu que a missa conventual fosse a missa do Conc&#237;lio e n&#227;o a missa antiga. Em vez de nos dizerem que podemos manter a Tradi&#231;&#227;o, est&#227;o mudando a Tradi&#231;&#227;o.</p><p>Vejamos um segundo exemplo; outro mosteiro: Fontgombault. Eles aceitaram, por obedi&#234;ncia, manter a nova missa por quinze anos; como os bispos disseram que a missa nova deveria ser adotada, eles o fizeram. Ent&#227;o veio o indulto de Roma; todos aqueles que haviam aceito a missa nova poderiam, dali em diante, celebrar a missa antiga. Isso se aplicava perfeitamente a Fontgombault.</p><p>O Arcebispo de Bourges recusou: &#8220;N&#227;o se pode celebrar a missa antiga como missa conventual. &#201; preciso manter a nova missa.&#8221; &#8220;Mas como? E o indulto de Roma?&#8221; &#8220;Bem, &#233; assim&#8221;. Ele [o Abade de Fontgombault] foi &#224; Congrega&#231;&#227;o para Assuntos Religiosos em Roma, a Monsenhor Mayer, que lhe disse: &#8220;O senhor sabe que &#233; dif&#237;cil, tente falar com o Papa&#8221;. O Papa o encaminhou ao Cardeal Mayer, dizendo: &#8220;Fa&#231;a um esfor&#231;o, talvez possamos resolver isso&#8230;&#8221; O Cardeal Mayer finalmente o encaminhou de volta ao Bispo de Bourges, e eles ainda usam a missa nova como missa conventual.</p><p>E, no entanto, eles cumpriram perfeitamente as condi&#231;&#245;es para um indulto! N&#227;o podemos ter confian&#231;a, &#233; imposs&#237;vel. E vou dar-lhes um &#250;ltimo exemplo: um exemplo extraordin&#225;rio.</p><p>Voc&#234;s sem d&#250;vida j&#225; ouviram falar disso e escreveu alguns artigos nos jornais, h&#225; dois anos, sobre os desertores de &#201;c&#244;ne, os famosos desertores de &#201;c&#244;ne! Partiram daqui, de &#201;c&#244;ne, nove seminaristas. Aquele que era, de certa forma, o l&#237;der dessa pequena rebeli&#227;o, o Padre Carlot, permaneceu no semin&#225;rio por algum tempo, manteve suas cartas na manga e conseguiu persuadir outros oito seminaristas a deixarem &#201;c&#244;ne.</p><p>Ele contatou o Padre Gr&#233;goire Billot, que est&#225; aqui na Su&#237;&#231;a, em Baden; este Padre Billot est&#225; em contato com o Cardeal Ratzinger; ele fala alem&#227;o. Ele telefonou para o Cardeal Ratzinger: &#8220;Veja, h&#225; nove seminaristas em &#201;c&#244;ne que est&#227;o prontos para sair. O que o senhor promete a eles? O que o senhor far&#225; com eles?&#8221;</p><p>&#8220;Oh! Isso &#233; formid&#225;vel; &#233; uma oportunidade &#250;nica; se lhes prometerem maravilhas, outros vir&#227;o. O Cardeal Ratzinger disse explicitamente: &#8220;Fico feliz que alguns tenham deixado &#201;c&#244;ne e certamente espero que outros os sigam&#8221;.</p><p>Voc&#234;s sabem muito bem que o famoso semin&#225;rio <em>Mater Ecclesi&#230;</em>, dirigido por um cardeal, o Cardeal Innocenti, com o Cardeal Garrone e um terceiro cardeal, o Cardeal Ratzinger, foi criado e oficialmente aprovado pelo Papa no Osservatore Romano. Um assunto de repercuss&#227;o mundial. Todos os jornais do mundo falaram desse tradicional semin&#225;rio realizado com os desertores de &#201;c&#244;ne, que reunia seminaristas que compartilhavam &#8220;as mesmas sensibilidades&#8221;, como se diz agora.</p><p>Eles foram para l&#225; e se viram com talvez uns vinte seminaristas.</p><p>Garanto-lhes que vale a pena ler esta carta que o Padre Carlot, que instigou a sa&#237;da desses seminaristas, nos enviou nestes &#250;ltimos dias. Ele escreve: &#8220;LAMENTO&#8221;, em letras garrafais.</p><div class="pullquote"><p>&#8220;Lamento, perdemos tudo, n&#227;o cumpriram nenhuma promessa. Estamos miser&#225;veis, j&#225; nem sabemos para onde ir.</p><p>Dizem-nos: voltem agora para as vossas dioceses, voltem para os vossos semin&#225;rios, v&#227;o para onde quiserem. Tiraram-nos a nossa liturgia, tiraram-nos tudo, tudo. Lamento profundamente. A resposta aos nossos pedidos, pedidos esses reiterados v&#225;rias vezes, tem sido o sil&#234;ncio e, sobretudo, o alinhamento gradual e agora completo de cada casa de seminaristas. Toda esta empreitada &#233;, at&#233; hoje, motivo de chacota para os progressistas, sobretudo para os bispos franceses, e para os tradicionalistas.</p><p>Dia ap&#243;s dia, v&#237;amos a situa&#231;&#227;o deteriorar-se, os seminaristas despindo-se, exigidos a largar a batina, tentando obter a aceita&#231;&#227;o dos bispos renunciando a tudo, dispostos a tudo. Ent&#227;o chegou a &#233;poca das san&#231;&#245;es. Todos aqueles que deveriam nos ajudar, por ordem das autoridades, j&#225; n&#227;o se importavam conosco. Agora, para quem n&#227;o quer lidar com os bispos da Fran&#231;a ou de qualquer outro lugar, n&#227;o h&#225; absolutamente nenhuma solu&#231;&#227;o.&#8221;</p></div><p>E o Papa n&#227;o fez nada. E sem d&#250;vida, no pr&#243;ximo ano, a casa <em>Mater Ecclesi&#230; </em>ser&#225; fechada, o que, ali&#225;s, pode ser o melhor.</p><p>Eis a&#237;, para aqueles que queriam se alinhar com Roma!&#8230; Esse ser&#225; o nosso destino. Estamos cada vez mais convencidos disso. Quanto mais refletimos sobre a atmosfera dessas confer&#234;ncias, mais percebemos que estamos sendo colocados em uma armadilha, enredados, e que amanh&#227; nos dir&#227;o que a missa tradicional acabou, que devemos aceitar a missa nova tamb&#233;m. &#201; proibido ser contra a missa nova. Eles nos disseram isso.</p><p>Eis um exemplo dado pelo Cardeal Ratzinger:</p><blockquote><p>&#8220;Por exemplo, em Saint-Nicolas-du-Chardonnet, Monsenhor, quando o protocolo for assinado, quando as quest&#245;es forem resolvidas, &#233; evidente que Saint-Nicolas-du-Chardonnet n&#227;o permanecer&#225; como est&#225; agora. Por qu&#234;? Porque Saint-Nicolas &#233; uma par&#243;quia de Paris e depende do Cardeal Lustiger. Portanto, ser&#225; absolutamente necess&#225;rio que uma missa nova seja celebrada regularmente na par&#243;quia de Saint-Nicolas-du-Chardonnet, todos os domingos. N&#227;o podemos aceitar que os paroquianos que desejam uma missa nova n&#227;o possam ir &#224; sua par&#243;quia para receb&#234;-la.&#8221;</p></blockquote><p>Vejam s&#243;! Este &#233; o in&#237;cio da introdu&#231;&#227;o: aceitar a missa nova, alinhar-se&#8230; N&#227;o &#233; poss&#237;vel! Sentimo-nos presos numa armadilha da qual n&#227;o conseguimos mais escapar.</p><p>Surgir&#227;o dificuldades inextric&#225;veis &#8203;&#8203;com os bispos, com os movimentos das dioceses que v&#227;o querer que colaboremos com elas se formos reconhecidos por Roma. Enfrentaremos todas as dificuldades poss&#237;veis e imagin&#225;veis. Por isso, penso, e pareceu-me em s&#227; consci&#234;ncia, que n&#227;o podia continuar. Decidi&#8230; Da&#237; a minha carta de 2 de junho ao Santo Padre e o an&#250;ncio da sagra&#231;&#227;o dos quatro bispos, que ocorrer&#225; em 30 de junho.<br> Voc&#234;s t&#234;m numa folha de papel que lhes foi entregue a indica&#231;&#227;o desses futuros bispos.</p><p>O Osservatore Romano publicar&#225; publicamente a &#8220;excomunh&#227;o&#8221;, uma &#8220;declara&#231;&#227;o de cisma&#8221;, evidentemente. O que significa tudo isto?<br> Excomunh&#227;o por quem? Por uma Roma modernista, por uma Roma que j&#225; n&#227;o possui perfeitamente a f&#233; cat&#243;lica, que n&#227;o pensa mais como cat&#243;lica, que n&#227;o age mais como cat&#243;lica. N&#227;o podemos dizer que, quando h&#225; uma manifesta&#231;&#227;o como a de Assis, ainda s&#227;o cat&#243;licos. N&#227;o &#233; poss&#237;vel. N&#227;o podemos dizer que, quando h&#225; Kyoto, e as declara&#231;&#245;es feitas aos judeus na sinagoga, e a cerim&#244;nia que ocorreu em Santa Maria de Trastevere no ano passado, em plena Roma, ainda s&#227;o cat&#243;licos. &#201; escandaloso. Isso n&#227;o &#233; mais cat&#243;lico.</p><p>Ent&#227;o, somos excomungados pelos modernistas, por pessoas que foram condenadas por papas anteriores. Como fica, ent&#227;o? Somos condenados por pessoas que j&#225; foram condenadas e que deveriam ser publicamente excomungadas. Isso nos deixa indiferentes. Obviamente, n&#227;o tem valor algum. Declara&#231;&#227;o de cisma; cisma com o qu&#234;? Com o Papa, sucessor de Pedro? N&#227;o, cisma com o Papa modernista. Isso! Cisma com as ideias que o Papa est&#225; difundindo por toda parte, as ideias da Revolu&#231;&#227;o, ideias modernas. Isso! Estamos em cisma com isso. N&#227;o aceitamos, &#233; claro.</p><p>N&#243;s pessoalmente n&#227;o temos nenhuma inten&#231;&#227;o de romper com Roma. Queremos estar unidos &#224; Roma de sempre, e estamos convencidos de que estamos unidos &#224; Roma de sempre, porque em nossos semin&#225;rios, em nossa prega&#231;&#227;o, em toda a nossa vida e na vida dos crist&#227;os que nos seguem, continuamos a vida tradicional como era antes do Conc&#237;lio Vaticano II e como foi vivida por vinte s&#233;culos. Ent&#227;o, n&#227;o vejo por que dever&#237;amos estar em ruptura com Roma, porque estamos fazendo o que a pr&#243;pria Roma nos aconselhou a fazer por vinte s&#233;culos. Isso n&#227;o &#233; poss&#237;vel.</p><p>Essa &#233; a situa&#231;&#227;o atual. Devemos compreend&#234;-la claramente para n&#227;o ficarmos discutindo sobre ela.<br> Ent&#227;o, algu&#233;m poderia pensar: voc&#234;s tinham um bispo, est&#225; bem. Poderiam ter tido mais alguns membros no Conselho Romano. Mas n&#227;o &#233; isso que nos interessa. &#201; o problema fundamental que est&#225; sempre atr&#225;s de n&#243;s e que nos assusta. N&#227;o queremos ser colaboradores na destrui&#231;&#227;o da Igreja. Escrevi em meu livro, Carta Aberta aos Cat&#243;licos Perplexos &#8212; termino com isto: &#8220;N&#227;o quero que Deus, quando me chamar de volta, me diga: &#8216;O que fizeste l&#225; na Terra? Tu tamb&#233;m contribu&#237;ste para demolir a Igreja.&#8217;&#8221;</p><p>N&#227;o, isso n&#227;o &#233; verdade. Eu n&#227;o contribu&#237; para demolir a Igreja. Eu contribu&#237; para constru&#237;-la. Aqueles que a est&#227;o demolindo s&#227;o aqueles que espalham ideias que destroem a Igreja e que foram condenados pelos meus antecessores. Essa &#233; a ess&#234;ncia destes acontecimentos. Estes acontecimentos que estamos prestes a vivenciar ir&#227;o, naturalmente, gerar muita discuss&#227;o, e haver&#225; uma multid&#227;o enorme na cerim&#244;nia de 30 de junho para a sagra&#231;&#227;o destes quatro jovens bispos que estar&#227;o a servi&#231;o da Fraternidade. Bem, estes quatro bispos estar&#227;o a servi&#231;o da Fraternidade, &#233; isso.</p><p>Aquele que, em princ&#237;pio, ser&#225; respons&#225;vel pelas rela&#231;&#245;es com Roma quando eu desaparecer ser&#225; o Superior-Geral da Fraternidade, Padre Schmidberger, que ainda tem seis anos de mandato como Superior Geral para completar. Ele ser&#225; aquele que, possivelmente, a partir de agora ter&#225; contato com Roma para continuar os col&#243;quios, se eles continuarem ou se o contato for mantido, o que &#233; improv&#225;vel por algum tempo, j&#225; que o Osservatore Romano publicar&#225; uma manchete: &#8220;Cisma de Monsenhor Lefebvre, excomunh&#227;o&#8230;&#8221; Por X anos, talvez dois anos, tr&#234;s anos, n&#227;o sei.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/por-que-sagrar-bispos-conferencia?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/por-que-sagrar-bispos-conferencia?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/por-que-sagrar-bispos-conferencia/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/por-que-sagrar-bispos-conferencia/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A FRATERNIDADE SACERDOTAL SÃO PIO X ANUNCIA O NOME DOS NOVOS BISPOS PARA 1º JULHO]]></title><description><![CDATA[A Fraternidade Sacerdotal S&#227;o Pio X anunciou os quatro padres escolhidos para receber a consagra&#231;&#227;o episcopal em 1&#186; de julho, em &#201;c&#244;ne.]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/a-fraternidade-sacerdotal-sao-pio</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/a-fraternidade-sacerdotal-sao-pio</guid><dc:creator><![CDATA[luigifalcon]]></dc:creator><pubDate>Tue, 26 May 2026 14:08:04 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!-o3f!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F72978b17-28f0-4da7-8cb7-570b575c86ee_1244x1264.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!-o3f!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F72978b17-28f0-4da7-8cb7-570b575c86ee_1244x1264.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!-o3f!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F72978b17-28f0-4da7-8cb7-570b575c86ee_1244x1264.jpeg 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!-o3f!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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consagra&#231;&#227;o episcopal no dia 1&#186; de julho em &#201;c&#244;ne.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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Elas n&#227;o constituem de forma alguma uma nega&#231;&#227;o, recusa ou contesta&#231;&#227;o do poder de jurisdi&#231;&#227;o supremo, pleno e imediato do Vig&#225;rio de Cristo sobre a Igreja universal.</p><p>A cerim&#244;nia do dia 1&#186; de julho n&#227;o ter&#225; outro prop&#243;sito sen&#227;o garantir a continuidade da administra&#231;&#227;o dos sacramentos da Ordem e da Confirma&#231;&#227;o, junto com os sacramentais reservados aos bispos, de acordo com o rito tradicional da Santa Igreja Romana e a F&#233; imemorial.</p><p>O episcopado a ser recebido por estes padres &#233;, portanto, concebido unicamente como um servi&#231;o prestado &#224;s almas e &#224; Igreja em meio a esta crise sem precedentes da F&#233;.</p><p>Nossa determina&#231;&#227;o de servir &#224; santa Igreja Cat&#243;lica permanece inabal&#225;vel, na consci&#234;ncia do dever imperativo de transmitir fiel e integralmente o que n&#243;s mesmos recebemos &#8212; a saber, o que a Igreja sempre acreditou, ensinou e praticou.</p><p>Menzingen, 26 de maio de 2026</p><div><hr></div><p><strong>Padre Pascal Schreiber (su&#237;&#231;o, 53 anos, ordenado 1998)</strong></p><p>Nascido no cant&#227;o de Aargau, Su&#237;&#231;a, em 1972, entrou no semin&#225;rio Herz Jesu de Zaitzkofen em 1992 antes de concluir os estudos em &#201;c&#244;ne. Ap&#243;s minist&#233;rio na Alemanha e Su&#237;&#231;a romanda, dirigiu escolas masculinas e femininas por mais de uma d&#233;cada. Foi Superior do Distrito da Su&#237;&#231;a e, desde 15 de agosto de 2020, &#233; Reitor do Semin&#225;rio Herz Jesu de <strong>Zaitzkofen</strong>.</p><div><hr></div><p><strong>Padre Michael Goldade (americano, 45 anos, ordenado 2004)</strong></p><p>Origin&#225;rio do Dakota do Norte e criado em St. Marys, Kansas, filho de fam&#237;lia de dez filhos com tr&#234;s irm&#227;s Irm&#227;s da FSSPX. Ordenado em 2004 em Winona. Ap&#243;s minist&#233;rio em Michigan e Ridgefield, foi Prior em Kansas City de 2014 a 2023. Nomeado em 2023 Reitor do Semin&#225;rio Saint Thomas Aquinas, em Virginia, onde supervisiona a forma&#231;&#227;o de seminaristas. </p><div><hr></div><p><strong>Padre Michel Poinsinet de Sivry (franc&#234;s, 42 anos, ordenado 2008)</strong></p><p>Formado em Flavigny e &#201;c&#244;ne. Iniciou o minist&#233;rio no sul da Fran&#231;a, depois dirigiu por cinco anos a Escola Saint-Louis em Paris, enquanto servia uma capela em Seine-Saint-Denis e participava do apostolado de Saint-Nicolas-du-Chardonnet. Dirigiu por seis anos o Lyc&#233;e Saint-Jean-Baptiste-de-La-Salle em Camblain-l&#8217;Abb&#233;. Desde 2022 &#233; Superior do Distrito do Benelux. </p><div><hr></div><p><strong>Padre Marc Hanappier (franc&#234;s, 36 anos, ordenado 2013)</strong></p><p>Nascido em 1990, de fam&#237;lia de dez filhos com m&#250;ltiplas voca&#231;&#245;es: um irm&#227;o &#233; sacerdote da Fraternidade, outro &#233; sacerdote entre os Capuchinhos de Morgon, e uma irm&#227; &#233; Dominicana. Formado em Flavigny e &#201;c&#244;ne. Ap&#243;s ensino em escolas na Fran&#231;a, foi nomeado em 2020 professor no semin&#225;rio de Dillwyn, Virginia, onde leciona metaf&#237;sica e teologia dogm&#225;tica. &#201; tamb&#233;m, aos 36 anos, o mais jovem dos quatro futuros bispos.</p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/a-fraternidade-sacerdotal-sao-pio?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/a-fraternidade-sacerdotal-sao-pio?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/a-fraternidade-sacerdotal-sao-pio/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/a-fraternidade-sacerdotal-sao-pio/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><div><hr></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O Pseudotradicionalismo, pelo Rev. Pe. Gregorius Hesse]]></title><description><![CDATA[Tradu&#231;&#227;o da confer&#234;ncia realizada em Traunwalchen, 27/02/1999]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/o-pseudotradicionalismo-pelo-rev</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/o-pseudotradicionalismo-pelo-rev</guid><pubDate>Sat, 23 May 2026 17:01:55 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!zTG7!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa52508b8-6e61-47c7-a113-1c8ff0ae5ec1_1280x720.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!zTG7!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa52508b8-6e61-47c7-a113-1c8ff0ae5ec1_1280x720.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div 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href="/__u/tradtalk.substack.com/p/o-pseudotradicionalismo-pelo-rev/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><p><a href="https://youtu.be/KA8wrN1cSXI?si=-sq2Lf7drxY2sBAw">V&#237;deo</a></p><p>Como o grande poeta popular alem&#227;o Wilhelm Busch j&#225; dizia, para os rapazes mais velhos, o vinho &#233; um presente dos bons.</p><p>Hoje falaremos sobre o pseudotradicionalismo e a sua incompatibilidade com a f&#233; cat&#243;lica. Bem, todos voc&#234;s sabem que hoje, entre aqueles... Podemos resumir como o grupo daqueles que &#8220;realmente se apegam &#224; missa antiga&#8221;. Usaremos essa express&#227;o para eles, a discuss&#227;o sobre o sentimento de pertencimento ser&#225; mais tarde: Existem, na verdade, tr&#234;s grupos. A saber: os tradicais, como poder&#237;amos cham&#225;-los, que s&#227;o principalmente sedevacantistas. Isso significa que, ap&#243;s o atual Papa ter escrito e proclamado tantas heresias, ele n&#227;o pode mais ser Papa, portanto, n&#227;o &#233;. Esse &#233; o primeiro grupo. Os radicais que acreditam que n&#227;o temos Papa, mas, em geral, devo dizer, em nenhum lugar se desviam da pr&#243;pria f&#233;. Posso tratar desse grupo bem rapidamente, j&#225; o fizemos em outras ocasi&#245;es, n&#227;o &#233; o tema da noite de hoje. Eles n&#227;o s&#227;o pseudotradicionalistas, os sedevacantistas s&#227;o verdadeiros tradicionalistas, que est&#227;o em um erro factual sobre a posse do cargo papal. &#201; um erro factual. Isso n&#227;o &#233; heresia, &#233; um erro teol&#243;gico factual, que discutimos em outra ocasi&#227;o e que est&#225; encerrado por hoje. Depois, h&#225; a FSSPX e todos os padres e fi&#233;is que est&#227;o pr&#243;ximos a ela, que, portanto, dizem que o Conc&#237;lio Vaticano II &#233; inaceit&#225;vel, a nova missa &#233; intrinsecamente inaceit&#225;vel, porque &#233; inerentemente ruim, mas o Papa &#233; Papa, porque, enquanto n&#227;o pudermos provar que ele n&#227;o &#233; Papa, devemos tamb&#233;m presumir que ele o &#233;.</p><p>E depois h&#225; um terceiro grupo, e esses, como voc&#234;s ver&#227;o hoje, s&#227;o os verdadeiros pseudotradicionalistas. S&#227;o aqueles que dizem: &#8220;Eu n&#227;o posso ser desobediente ao Papa, mas eu gostaria de celebrar a missa antiga.&#8221; Essa &#233; principalmente a Fraternidade de S&#227;o Pedro e o Instituto Cristo Rei em Gricigliano, respectivamente representados aqui na Baviera, em Bayerisch Gmain, pelo Superior local, Monsenhor (que tem o t&#237;tulo de Monsenhor porque &#233; Capel&#227;o da Ordem de Malta) Michael Schmitz. E depois h&#225; tamb&#233;m padres independentes e pequenos grupos, que tamb&#233;m s&#227;o da opini&#227;o de que devemos obedecer a este Papa em tudo, devemos aceitar o Vaticano II, n&#227;o devemos afirmar que a nova liturgia &#233; intrinsecamente m&#225;, mas queremos a antiga liturgia, porque ela &#233; simplesmente melhor. Como um dos padres da FSSP me disse, quando eu lhe perguntei, dizendo: &#8220;Reverend&#237;ssimo, se o senhor considera o novo rito como aceit&#225;vel, por que ent&#227;o l&#234; o antigo?&#8221;, ele respondeu: &#8220;por raz&#245;es teol&#243;gicas&#8221;. Voltaremos a isso. Bem, eu vou mostrar a voc&#234;s que, ao contr&#225;rio dos sedevacantistas mencionados hoje e ao contr&#225;rio da FSSPX, a FSSP e o Instituto Cristo Rei em Gricigliano de fato merecem o t&#237;tulo (que n&#227;o &#233; meu) de Pseudotradicionalismo. E eu vou mostrar a voc&#234;s por qu&#234;.</p><p>Primeiramente, recordo que tanto a FSSP quanto o Instituto Cristo Rei em Gricigliano devem sua funda&#231;&#227;o n&#227;o apenas indiretamente &#224;s sagra&#231;&#245;es episcopais pelo Arcebispo Lefebvre, mas principalmente ao Motu Proprio Ecclesia Dei, publicado pelo Santo Padre em 2 de julho de 1988. E eles devem sua exist&#234;ncia &#224; comiss&#227;o que, com o t&#237;tulo deste Motu Proprio, foi fundada: a Comiss&#227;o Ecclesia Dei. E &#233; bem aqui que reside a prova de que estes senhores n&#227;o s&#227;o tradicionalistas, mas pseudotradicionalistas. Aquele que inventou a palavra Tradicionalismo foi o pr&#243;prio S&#227;o Pio X. Ele, depois de, em sua enc&#237;clica Pascendi Dominici Gregis, de 1907, denunciar o Modernismo como um reservat&#243;rio de todas as heresias, depois disse, em outra ocasi&#227;o, que aqueles que realmente querem permanecer fi&#233;is &#224; f&#233; inevitavelmente ser&#227;o tradicionalistas. Eu nunca amei a palavra em si, mas, como foi cunhada por S&#227;o Pio X, talvez possamos us&#225;-la com humildade. A FSSPX... Perd&#227;o. A FSSP e o Instituto Cristo Rei, de Gricigliano e Bayerisch Gmain, baseiam-se num decreto papal que cont&#233;m tanto erros de direito can&#244;nico, erros de teologia moral, heresia dogm&#225;tica, ambiguidade, engano e fraude, o que demonstrarei em breve. O documento Ecclesia Dei, neste documento, o Papa assinou. Jo&#227;o Paulo II deu a sua pr&#243;pria assinatura a este decreto e n&#227;o me interessa absolutamente nem um pouco se algu&#233;m vier dizer: &#8220;este decreto foi escrito &#224;s costas do Papa&#8221;, isso n&#227;o me interessa. Um Papa que, sob qualquer decreto, n&#227;o importa se o leu ou n&#227;o, p&#245;e sua assinatura, responsabiliza-se com seu nome. o Decreto Ecclesia Dei (vamos come&#231;ar pelo mais inofensivo) est&#225; em contradi&#231;&#227;o com o C&#243;digo de Direito Can&#244;nico publicado pelo mesmo Papa Jo&#227;o Paulo II em 1983.</p><p>Neste C&#243;digo de Direito Can&#244;nico est&#225;, C&#226;non 1024, 1025... Um momento: 1524, 1525, que algu&#233;m que comete um crime na ignor&#226;ncia... E mesmo que seja ignor&#226;ncia culp&#225;vel. ... que comete este crime na ignor&#226;ncia: (evitar a ignor&#226;ncia e o erro &#233; necess&#225;rio, isso &#233; mais importante para a salva&#231;&#227;o das almas do que a obedi&#234;ncia ao Direito Can&#244;nico em si), quer ele seja culpado por esse erro agora ou n&#227;o, a pena, que foi proferida em outro c&#226;none para esta transgress&#227;o, n&#227;o pode ser aplicada em toda a sua severidade. No C&#226;none 1683&#8230; Um momento, n&#227;o tenho o c&#226;none todo de cor agora, acho que &#233; 1283, est&#225; l&#225; que a consagra&#231;&#227;o episcopal il&#237;cita &#233; punida com a excomunh&#227;o. De acordo com o pr&#243;prio direito can&#244;nico aprovado por Jo&#227;o Paulo II e o c&#226;none citado anteriormente, que eu n&#227;o tenha me enganado com a cita&#231;&#227;o, espero que n&#227;o, esta pena de excomunh&#227;o n&#227;o pode ser aplicada se for comprovado que aquele que cometeu o crime, mesmo em erro culp&#225;vel, visando o melhor, para o bem da Igreja, cometeu isto. Nesse caso, a pena n&#227;o pode ser aplicada.</p><p>Neste decreto aqui est&#225; escrito que ele incorreu na excomunh&#227;o. Isso n&#227;o foi resultado de uma senten&#231;a judicial, num caso que teria validade puramente legal, mas como uma simples constata&#231;&#227;o incidental de que a pena amea&#231;ada ocorreu. Aqui, o Papa demonstra desconhecimento do seu pr&#243;prio direito can&#244;nico. Al&#233;m disso, ele diz, que este ato, que este ato de desobedi&#234;ncia implica uma rejei&#231;&#227;o real do primado romano. Isso quer dizer, em outras palavras: O Papa afirma que, no momento em que o Arcebispo Lefebvre sagrou os [quatro] bispos, com isso por este ato ele pr&#243;prio rejeitou o primado romano, deixando de lado o fato de que, em toda a tradi&#231;&#227;o do direito can&#244;nico, e em toda a tradi&#231;&#227;o da teologia moral, isso nunca foi visto assim. Isso tamb&#233;m &#233; difama&#231;&#227;o p&#250;blica grave por parte do Santo Padre contra um irm&#227;o no episcopado. O Arcebispo Lefebvre deixou mais do que claro... E agora &#233; irrelevante se ele foi honesto ou n&#227;o, todos n&#243;s sabemos que ele foi honesto, mas isso &#233; irrelevante para nossa considera&#231;&#227;o aqui. Ele enfatizou repetidamente que n&#227;o deseja se separar de Roma, que ele n&#227;o nega a autoridade de Roma de nenhuma forma.</p><p>O Papa afirma que este ato em si representa uma rejei&#231;&#227;o do primado papal. Isso &#233; cal&#250;nia, isso &#233; mentira. E a afirma&#231;&#227;o de que (na parte seguinte) &#233; um ato cism&#225;tico, ou seja, que a sagra&#231;&#227;o episcopal il&#237;cita, apesar da proibi&#231;&#227;o existente, &#233; um ato cism&#225;tico, vai contra 1900 anos de tradi&#231;&#227;o da teologia moral. E voc&#234;s mesmos ver&#227;o, n&#227;o pela minha autoridade, voc&#234;s mesmos ver&#227;o que isso nem sequer &#233; conceb&#237;vel de outra forma, pois se a desobedi&#234;ncia fosse (ou seja, a sagra&#231;&#227;o episcopal il&#237;cita) de fato, um ato cism&#225;tico, ent&#227;o essa a&#231;&#227;o j&#225; deveria ter sempre, desde o in&#237;cio da Igreja, estado sob excomunh&#227;o. Porque &#233; assim: quando algu&#233;m cai em cisma, ou seja, na separa&#231;&#227;o da Igreja Cat&#243;lica, ent&#227;o ele j&#225; n&#227;o est&#225; mais na Igreja Cat&#243;lica e, portanto, n&#227;o importa quais puni&#231;&#245;es s&#227;o decretadas, n&#227;o importa o que o direito can&#244;nico diga, est&#225; automaticamente excomungado. Qualquer um que esteja em cisma est&#225; excomungado. Nunca houve uma exce&#231;&#227;o, n&#227;o pode haver nenhuma exce&#231;&#227;o aqui. Ent&#227;o, por que at&#233; 1949, comprovadamente, a sagra&#231;&#227;o episcopal il&#237;cita esteve sujeita apenas &#224; pena de deposi&#231;&#227;o? Obviamente, porque a Igreja sempre entendeu que isso n&#227;o era um ato cism&#225;tico, era apenas um ato de desobedi&#234;ncia. E devemos considerar mais dois fatos. Em 1949, Pio XII introduziu a excomunh&#227;o para a sagra&#231;&#227;o episcopal. A raz&#227;o foi que um cisma ocorreu na China naquela &#233;poca, que levou a sagra&#231;&#245;es episcopais il&#237;citas. Pio XII, ent&#227;o, (o porqu&#234; eu n&#227;o sei at&#233; hoje) decretou a excomunh&#227;o para a sagra&#231;&#227;o episcopal il&#237;cita.</p><p>Mas: No novo C&#243;digo de Direito Can&#244;nico de Jo&#227;o Paulo II de 1983 o crime da sagra&#231;&#227;o episcopal il&#237;cita n&#227;o &#233; contado entre os crimes contra a unidade da Igreja, mas sim entre outros crimes. Isso significa que, em seu pr&#243;prio C&#243;digo de Direito Can&#244;nico, o Papa, visivelmente, quanto &#224; consagra&#231;&#227;o episcopal il&#237;cita n&#227;o a coloca entre os crimes contra a unidade da Igreja. Acredito que o Santo Padre n&#227;o leu seu pr&#243;prio C&#243;digo de Direito Can&#244;nico, sen&#227;o n&#227;o seria explic&#225;vel que algo assim seja designado como um ato cism&#225;tico aqui.</p><p>No n&#250;mero 4, este documento proclama heresia. O Conc&#237;lio Vaticano I definiu o conceito cat&#243;lico de Tradi&#231;&#227;o dogmaticamente, v&#225;lido e imut&#225;vel para todos os tempos. Inclu&#237;da nesta defini&#231;&#227;o est&#225;, entre outras coisas, uma cita&#231;&#227;o de um Padre da Igreja, de S&#227;o Vicente de L&#233;rins, a saber: A Tradi&#231;&#227;o n&#227;o pode ser mut&#225;vel, conhece apenas um aprofundamento. Um aprofundamento, atrav&#233;s, por exemplo, da defini&#231;&#227;o de um dogma: as express&#245;es com as quais este dogma &#233; definido s&#227;o precisadas. E, como se sabe, precisar significa estreitar. Estreitar a possibilidade de interpreta&#231;&#227;o e n&#227;o expandi-la. E S&#227;o Vicente de L&#233;rins diz: mas quando isso acontece, &#233; sempre eodem sensu, eademque sententia. Sempre no mesmo sentido, sempre na mesma senten&#231;a. Isso significa que nem o sentido nem a afirma&#231;&#227;o do dogma podem mudar jamais. E esse aprofundamento ocorre, naturalmente, (o que tamb&#233;m &#233; claro da determina&#231;&#227;o dogm&#225;tica) pela Tradi&#231;&#227;o se encerrar com a morte do &#250;ltimo Ap&#243;stolo. E por essa Tradi&#231;&#227;o consistir na escrita da Sagrada Escritura e na oral, no que os Ap&#243;stolos ouviram da boca do pr&#243;prio Cristo. Essa Tradi&#231;&#227;o, naturalmente, &#233; aprofundada pelos Conc&#237;lios e pelos Papas.</p><p>Mas o Vaticano II diz em Dei Verbum, n&#250;mero 8: &#8220;Progride a percep&#231;&#227;o tanto das coisas como das palavras transmitidas, quer merc&#234; da contempla&#231;&#227;o e estudo dos crentes, que as meditam no seu cora&#231;&#227;o, quer merc&#234; da &#237;ntima intelig&#234;ncia que experimentam das coisas espirituais, quer merc&#234; da prega&#231;&#227;o daqueles&#8221; e assim por diante. Isto &#233;, o estudo dos fi&#233;is aprofunda a Tradi&#231;&#227;o. Este &#233; um erro j&#225; condenado por Pio XII na Enc&#237;clica Humani Generis, entre outros, do te&#243;logo franc&#234;s, que iremos revisitar mais tarde, Henri de Lubac. Henri de Lubac &#233; o pai espiritual e intelectual do atual Papa. Se algu&#233;m l&#234; as Enc&#237;clicas do atual Papa, pode encontrar as cita&#231;&#245;es literais das obras de Henri de Lubac, que o Papa tamb&#233;m nomeou cardeal. E, ali&#225;s, num sentido que tamb&#233;m Pio XII, na Humani Generis, j&#225; condenou explicitamente.</p><p>O Ecclesia Dei n&#227;o &#233; her&#233;tico aqui tamb&#233;m, o Ecclesia Dei ainda afirma no n&#250;mero 5, B: &#8220;A amplitude e profundidade dos ensinamentos do Conc&#237;lio Vaticano II requerem um renovado empenho de aprofundamento, no qual se ponha em relevo a continuidade do Concilio com a Tradi&#231;&#227;o, do modo especial nos pontos de doutrina que, talvez pela sua novidade...&#8221; Novas doutrinas, portanto! O pr&#243;prio Santo Padre confirma neste decreto Ecclesia Dei que no Conc&#237;lio Vaticano II ocorrem novas doutrinas.</p><p>No dogma da infalibilidade, a Constitutio Dogmatica Prima Pastor Eternus de Ecclesia Christi, de 18 de julho de 1870, em Denzinger-Sch&#246;nmetzer, no quarto cap&#237;tulo, n&#250;mero 3070, estabelece: &#8220;O Esp&#237;rito Santo n&#227;o foi dado aos sucessores de Pedro para que, sob a sua inspira&#231;&#227;o, proclamem novas doutrinas, mas para que, com a sua ajuda, o dep&#243;sito da f&#233;, transmitido aos Ap&#243;stolos, seja preservado santamente e exposto fielmente.&#8221; &#8220;Sancte custodirent et fideliter exponerent&#8221; em latim. Isto &#233;, portanto, um dogma e este dogma diz que o Papa n&#227;o pode proclamar novas doutrinas! Jo&#227;o Paulo II, por&#233;m, diz aqui&#8230; Aten&#231;&#227;o! Ele n&#227;o diz que h&#225; aspectos, ou seja, pontos de vista da doutrina que s&#227;o novos, ele diz: &#8220;do modo especial nos pontos de doutrina que, talvez pela sua novidade&#8221;, portanto, novos pontos da doutrina, mas ele n&#227;o pode encerrar isso por defini&#231;&#227;o dogm&#225;tica. No momento em que o Papa diz aqui que esses pontos da doutrina s&#227;o novos, ele est&#225;, objetivamente falando, em an&#225;tema. Devemos presumir que o Papa n&#227;o sabia o que estava dizendo aqui, e por isso, que ele ainda &#233; Papa e est&#225; na Igreja. Mas isso &#233; uma contradi&#231;&#227;o grave e uma contradi&#231;&#227;o direta ao dogma da infalibilidade. &#8220;Pontos da doutrina que s&#227;o novos.&#8221; N&#227;o pode haver nenhum ponto da doutrina que seja novo. Imposs&#237;vel! Pode haver pontos de vista que sejam novos. Nunca pontos da doutrina. Isso significa uma nova doutrina. No Ecclesia Dei, portanto, vemos heresias, erros, rupturas com a Tradi&#231;&#227;o e clara ignor&#226;ncia do Direito Can&#244;nico.</p><p>E hoje falamos sobre Pseudotradicionalismo. Portanto, usaremos a palavra Tradi&#231;&#227;o sempre que for necess&#225;rio. O Ecclesia Dei est&#225;, no in&#237;cio do documento, contra a Tradi&#231;&#227;o da teologia moral cat&#243;lica, contra a Tradi&#231;&#227;o do Direito Can&#244;nico cat&#243;lico, contra a Tradi&#231;&#227;o da compreens&#227;o cat&#243;lica da pr&#243;pria palavra Tradi&#231;&#227;o. Ou seja, o documento Ecclesia Dei n&#227;o &#233; apenas N&#227;o-Tradi&#231;&#227;o, mas perverte o conceito de Tradi&#231;&#227;o, acusando o Arcebispo Lefebvre de um falso conceito de Tradi&#231;&#227;o, e ent&#227;o cita o falso conceito de Tradi&#231;&#227;o do Vaticano II em Dei Verbum 8. Meus caros, do que estou dizendo aqui a voc&#234;s, n&#227;o precisam acreditar em mim pela minha autoridade. Voc&#234;s podem verificar tudo o que estou dizendo aqui por conta pr&#243;pria. E quem quiser, receber&#225; de mim a lista completa da literatura necess&#225;ria para isso. Cada um de voc&#234;s pode verificar tudo o que estou dizendo aqui nos textos do Conc&#237;lio Vaticano II, nos textos do Conc&#237;lio Vaticano I, nos textos do Conc&#237;lio de Trento, no C&#243;digo de Direito Can&#244;nico, no antigo C&#243;digo de Direito Can&#244;nico, no Corpus Juris Canonici preexistente, e em qualquer considera&#231;&#227;o hist&#243;rica s&#233;ria da teologia moral e do direito can&#244;nico. E em qualquer teologia moral cat&#243;lica ordin&#225;ria. Tudo o que estou dizendo aqui est&#225; nos textos da Igreja, no Magist&#233;rio. N&#227;o apenas o Ecclesia Dei &#233; contr&#225;rio &#224; Tradi&#231;&#227;o no Direito Can&#244;nico, est&#225; contra a Tradi&#231;&#227;o na teologia moral, ao afirmar que existem novos pontos da doutrina, est&#225; contra a Tradi&#231;&#227;o do Pontificado, contra a Tradi&#231;&#227;o do Primado Petrino. Curioso que a FSSP &#233; fundada sobre um decreto que na verdade zomba do Primado Petrino, ao falar que podem existir novos pontos da doutrina, o que, no entanto, &#233; contra um dogma! Ele, em quarto lugar, n&#227;o apenas n&#227;o aceita a tradi&#231;&#227;o do conceito de Tradi&#231;&#227;o, mas perverte-o. E sobre este decreto baseia-se toda a exist&#234;ncia da Fraternidade de S&#227;o Pedro e do Instituto em Gricigliano.</p><p>E isso tamb&#233;m explica a voc&#234;s (com isso, conclu&#237;mos sobre o Ecclesia Dei) por que essas pessoas aceitam o Vaticano II. Elas aceitam ou n&#227;o aceitam? Bem, eu n&#227;o responderei a isso, deixarei que a Una Voce Korrespondenz responda, mas nem mesmo ela, mas sim uma cita&#231;&#227;o das disposi&#231;&#245;es da Comiss&#227;o Ecclesia Dei sobre o documento publicado com base no decreto Ecclesia Dei, ou seja, o documento que foi publicado com base neste decreto. Antes de retornar a este documento, de que tenho aqui uma fotoc&#243;pia, s&#243; para lembrar: em outra ocasi&#227;o, em uma palestra aqui eu falei sobre o Vaticano II. Voc&#234;s se lembram que recentemente o rei jordaniano Hussein foi enterrado. Uma amiga minha na Su&#237;&#231;a se deu ao trabalho de assistir a este funeral inteiro na televis&#227;o. De in&#237;cio eu pensei: &#8220;N&#227;o &#233; para se preocupar&#8221;, mas depois fui convencido do contr&#225;rio. Ela me relatou detalhadamente o sepultamento real do rei, que ocorre segundo o rito isl&#226;mico. &#201; uma cerim&#244;nia muito simples, onde s&#227;o disparadas salvas e um cl&#233;rigo do Isl&#227;, um muezim ou im&#227; ou algo assim gritou l&#225; fora, seis vezes seguidas em &#225;rabe, a seguinte frase, que eu reproduzo aproximadamente: &#8220;N&#227;o h&#225; deus al&#233;m de Allah, n&#227;o h&#225; deus al&#233;m de Allah, o &#250;nico Deus, e Maom&#233; &#233; seu profeta, e Allah n&#227;o se tornou homem, e Allah n&#227;o &#233; tr&#234;s deuses. E Allah &#233; o &#250;nico Deus, e Maom&#233; &#233; seu profeta, e Allah n&#227;o se tornou homem, e Allah n&#227;o &#233; tr&#234;s deuses.&#8221; Isso &#233; o Isl&#227;. N&#243;s sabemos disso. Ora, voc&#234;s ficam felizes por ele dizer isso? No decreto conciliar, a constitui&#231;&#227;o dogm&#225;tica Lumen Gentium, n&#250;mero 16, est&#225; escrito: &#8220;os mu&#231;ulmanos adoram conosco o Deus &#250;nico&#8221;. Se o Conc&#237;lio tivesse escrito &#8220;os mu&#231;ulmanos adoram de forma semelhante a n&#243;s um Deus &#250;nico&#8221;, eu diria: &#8220;Insol&#234;ncia, mas correto&#8221;. O decreto conciliar diz literalmente: &#8220;musulmani nobiscum adorant unum misericordiosum Deum&#8221;. Os mu&#231;ulmanos adoram conosco o Deus &#250;nico. Mas onde est&#225; agora a encarna&#231;&#227;o da segunda pessoa de Deus na pessoa de Jesus Cristo? Mas onde est&#227;o agora Pai, Filho e Esp&#237;rito Santo? Embora o Alcor&#227;o tenha incompreendido a ideia da Trindade, e a rejeite por causa disso, o Alcor&#227;o &#233;, em sua totalidade, um livro sobre uma &#250;nica pessoa. Allah, que n&#227;o &#233; outra coisa sen&#227;o Deus, &#233; uma pessoa. E n&#227;o &#233; relevante aqui se o Alcor&#227;o compreendeu ou n&#227;o Pai, Filho e Esp&#237;rito Santo, o dogma dos cat&#243;licos.</p><p>O livro inteiro &#233; um livro sobre uma &#250;nica pessoa. Allah n&#227;o &#233; o Deus amoroso a quem rezamos aqui nesta capela. Allah &#233; outro deus. Exatamente como disse S&#227;o Paulo em uma de suas cartas: &#8220;Os &#237;dolos dos gentios, por&#233;m, s&#227;o dem&#244;nios.&#8221; E os judeus n&#227;o rezam ao mesmo Deus que n&#243;s h&#225; 2000 anos, porque h&#225; 2000 anos, assim como no Isl&#227;, rejeitam, recusam a encarna&#231;&#227;o da segunda pessoa de Deus na pessoa de Jesus Cristo. E a&#237; S&#227;o Paulo, a quem certamente &#233; dada autoridade para falar aqui, a&#237; S&#227;o Paulo diz: &#8220;Os pr&#243;prios judeus s&#243; veem as verdades do Antigo Testamento como apenas atrav&#233;s de um v&#233;u, atrav&#233;s de uma cortina.&#8221; Ao rejeitarem Cristo e ao continuarem em sua religi&#227;o hoje rejeitando o Filho e o Esp&#237;rito Santo, rejeitam o Pai, pois Cristo n&#227;o &#233; um mentiroso. Cristo n&#227;o era um tolo. Cristo disse: &#8220;Ningu&#233;m vem ao Pai sen&#227;o por mim&#8221;! &#8220;Ningu&#233;m vem ao Pai sen&#227;o por mim.&#8221; E &#233; uma blasf&#234;mia imensa, uma heresia e uma insol&#234;ncia, dizer que os mu&#231;ulmanos e os judeus adoram o mesmo Deus que n&#243;s. Ambos rejeitam o Filho, por meio do qual &#233; poss&#237;vel chegar ao Pai. Portanto, n&#227;o podem chegar ao Pai, tamb&#233;m n&#227;o adoram o Pai. E o que o indiv&#237;duo faz agora, que n&#227;o devemos julgar aqui, n&#227;o me interessa, isso simplesmente n&#227;o &#233; o tema aqui. Estamos falando dos mu&#231;ulmanos coletivamente, estamos falando dos judeus coletivamente, n&#227;o sobre o tuaregue no deserto e os judeus no Muro das Lamenta&#231;&#245;es em Jerusal&#233;m, eles n&#227;o nos interessam. O Isl&#227; rejeita a Trindade, por qualquer que seja a raz&#227;o, e a encarna&#231;&#227;o de Deus. E o juda&#237;smo tamb&#233;m rejeita a Trindade, a encarna&#231;&#227;o de Deus. E a afirma&#231;&#227;o do Conc&#237;lio Vaticano II de que adoramos o mesmo Deus, &#233; uma concep&#231;&#227;o puramente ma&#231;&#244;nica de religi&#227;o, conforme pode ser lido em Lessing na Par&#225;bola do Anel, pela sua maneira.</p><p>No mesmo Conc&#237;lio, em outros trechos que n&#227;o quero repetir todos agora, pois minha palestra est&#225; dispon&#237;vel aqui em fita cassete, para fortalecer a mem&#243;ria de que o Conc&#237;lio Vaticano II n&#227;o &#233; aceit&#225;vel para um cat&#243;lico, menciono apenas o pior: &#8220;O Esp&#237;rito de Cristo n&#227;o se nega a usar as igrejas protestantes como meios de salva&#231;&#227;o.&#8221; Isso est&#225; no decreto do ecumenismo, Unitatis Redintegratio n&#186; 3. Isso tamb&#233;m &#233; heresia. Cristo n&#227;o pode santificar os esfor&#231;os de uma igreja her&#233;tica e cism&#225;tica. Ele n&#227;o pode. Isso n&#227;o tem a ver com a onipot&#234;ncia de Deus. A onipot&#234;ncia de Deus n&#227;o significa que Deus pode fazer algo absurdo. Cristo n&#227;o pode dizer: &#8220;Quem quer que altere um iota do que eu disse, jamais ver&#225; o Reino de meu Pai.&#8221;, Cristo n&#227;o pode dizer: &#8220;Minhas palavras permanecer&#227;o sempre&#8221;, &#8220;O c&#233;u e a terra passar&#227;o, mas minhas palavras n&#227;o passar&#227;o&#8221;, e depois, a uma igreja que perverte suas palavras, que nega suas palavras, que nega a Real Presen&#231;a do Sant&#237;ssimo, que nega o sacerd&#243;cio, que nega in&#250;meras outras doutrinas&#8230; N&#227;o opini&#245;es teol&#243;gicas! &#8230;nega doutrinas: a tal comunidade Cristo n&#227;o pode trazer salva&#231;&#227;o em virtude de seus esfor&#231;os. Essa afirma&#231;&#227;o &#233; um absurdo. Tamb&#233;m isso, novamente, n&#227;o tem a ver com a quest&#227;o do que acontece com o indiv&#237;duo protestante na hora da morte. N&#227;o respondo aqui, n&#227;o nos interessa. Deus n&#227;o pode santificar os esfor&#231;os das igrejas protestantes. A Unitatis Redintegratio n&#186; 3 diz o contr&#225;rio. A Lumen Gentium n&#186; 8 diz que, mesmo nas igrejas n&#227;o-crist&#227;s, elementos da verdade e do Esp&#237;rito Santo podem ser encontrados. O Evangelho de Jo&#227;o diz que o Esp&#237;rito Santo est&#225; somente com aqueles que vivem plena e completamente no Esp&#237;rito de Cristo e no Esp&#237;rito da f&#233;. N&#227;o com outros. A Lumen Gentium n&#186; 8 diz o contr&#225;rio. E a Gaudium et Spes n&#186; 12 diz que crentes e n&#227;o crentes concordam que todos os esfor&#231;os da humanidade t&#234;m o homem como seu centro e seu termo. Ah n&#227;o, meus queridos! No Catecismo, antigamente, quando ainda havia um Catecismo decente, lia-se, ou como pergunta 1 ou pergunta 3: &#8220;Por que Deus nos criou?&#8221; &#8220;Para que Lhe prest&#225;ssemos a maior gl&#243;ria e, por meio disso, nos salv&#225;ssemos e f&#244;ssemos para o C&#233;u.&#8221; O bom Deus criou toda a cria&#231;&#227;o para Sua maior gl&#243;ria. Ele n&#227;o criou a cria&#231;&#227;o para que o homem estivesse no seu centro e no seu termo. Isso &#233; blasf&#234;mia. Em Gaudium et Spes n&#186; 22, o Conc&#237;lio diz que Cristo, atrav&#233;s de Sua encarna&#231;&#227;o, revelou o homem (objeto direto) ao homem (objeto indireto). Mas Cristo disse o contr&#225;rio no Novo Testamento. Ele disse: &#8220;Eu vim para vos trazer o Pai&#8221;. &#8220;Eu vim para glorificar o Pai em mim.&#8221; E Ele diz, antes de partir: &#8220;Se eu n&#227;o subir ao C&#233;u, n&#227;o poderei enviar o Consolador, o Esp&#237;rito Santo, a v&#243;s.&#8221; E ele disse: &#8220;Ide por todo o mundo e batizai em nome do Pai, do Filho e do Esp&#237;rito Santo.&#8221; Ele, em todo o Novo Testamento, &#233; nada mais do que a revela&#231;&#227;o do Pai, do Filho e do Esp&#237;rito Santo. N&#227;o &#233; a revela&#231;&#227;o do homem ao homem! Isso tamb&#233;m &#233; loucura. &#201; heresia, &#233; blasf&#234;mia. E aceitar este Conc&#237;lio significa deixar de ser cat&#243;lico.</p><p>E agora chegamos a este decreto aqui. A Comiss&#227;o Ecclesia Dei exige de todos aqueles que, atrav&#233;s de seu decreto Ecclesia Dei, &#8220;retornam&#8221; &#224; Igreja, entre aspas, no n&#250;mero 3, o seguinte: &#8220;Naturalmente, os celebrantes da chamada Missa Tridentina n&#227;o devem deixar, em sua prega&#231;&#227;o e no contato com os fi&#233;is que participam destas missas, a sua pr&#243;pria liga&#231;&#227;o com a legisla&#231;&#227;o da Igreja Universal e o seu reconhecimento do valor dogm&#225;tico e can&#244;nico da liturgia conforme foi revisada ap&#243;s o Conc&#237;lio Vaticano II, deve ser expresso.&#8221; Isso significa que os Padres da FSSP e do Instituto Cristo Rei, devido a este decreto, no p&#250;lpito, devem dizer aos fi&#233;is que n&#227;o t&#234;m nada contra o rito novo e que n&#227;o t&#234;m nada contra o Vaticano II. &#201; exatamente isso que havia 2000 anos antes, quando o incenso era espargido para o Imperador. Nada mais. O Vaticano II n&#243;s j&#225; discutimos.</p><p>O Conc&#237;lio de Trento diz: &#8220;Se algu&#233;m afirmar que qualquer um, quem quer que seja, entre os pastores da Igreja pode transformar os ritos antigos, tradicionalmente transmitidos, em novos, que seja amaldi&#231;oado.&#8221; Se algu&#233;m sequer afirmar isso. E a reda&#231;&#227;o &#233; bem clara, per quemcumque ecclesiarum pastorem. Este &#233; o c&#226;none 13 da 7&#170; sess&#227;o sobre os sacramentos em geral &#8211; Conc&#237;lio de Trento. Voc&#234;s n&#227;o precisam acreditar em mim, podem verificar. Ent&#227;o diz per quemcumque ecclesiarum pastorem. Quem souber latim, sabe que a palavra latina quiscumque n&#227;o significa &#8220;qualquer um&#8221;, mas sim &#8220;quem quer que seja&#8221;. &#8220;Quem quer que seja&#8221; entre os pastores da Igreja inclui o Papa. Quem, portanto, afirma que o Papa pode promulgar um novo rito est&#225; exclu&#237;do da Igreja. Pelo Conc&#237;lio de Trento, ali&#225;s. Esta interpreta&#231;&#227;o &#233; uma interpreta&#231;&#227;o papal? Sim. O Missal Romano, que usamos aqui hoje novamente na Santa Missa, &#233; o &#250;nico livro em toda a hist&#243;ria da Igreja no qual todos os sucessores de Pio V preservaram n&#227;o apenas o decreto de Pio V, mas tamb&#233;m os decretos subsequentes. Isso nunca aconteceu antes na hist&#243;ria da Igreja. Tamb&#233;m nunca aconteceu antes na hist&#243;ria da Igreja que, quando um Papa republicasse um livro existente, ele tenha declarado por que mudou o livro. O Papa n&#227;o precisava necessariamente explicar isso. O Papa tomava o direito can&#244;nico em suas m&#227;os e dizia: &#8220;Isso n&#227;o me agrada, e isso n&#227;o me agrada, e isso n&#227;o me agrada&#8221;, publicava um novo C&#243;digo de Direito Can&#244;nico, descartava o decreto de seu predecessor, colocava o seu pr&#243;prio e dizia: &#8220;assim, n&#243;s determinamos, e quem for contra, que n&#227;o permane&#231;a conosco.&#8221; Era decreto papal. O Papa Inoc&#234;ncio VIII, o Papa Urbano VIII, o Papa Pio X e at&#233; mesmo Jo&#227;o XXIII, no entanto, em suas revis&#245;es do antigo Missal citaram todos os decretos dos predecessores at&#233; Pio V e explicaram por que ousaram faz&#234;-lo. Embora o decreto de Pio V proibisse alterar este missal para sempre, mudaram as pequenas rubricas, coisas min&#250;sculas l&#225; dentro. Tamb&#233;m discuti isso mais detalhadamente em outra ocasi&#227;o. Refiro-me a isso. Mas aqui, agora, estes padres da FSSP e do Instituto do Cristo Rei devem anunciar do p&#250;lpito que concordam plenamente com a nova liturgia e, como se diz aqui, de forma t&#227;o bela, &#8220;como foi revista ap&#243;s o Conc&#237;lio Vaticano II&#8221;. Mais uma mentira. A missa nova de Paulo VI n&#227;o &#233; uma revis&#227;o (vem do latim Revidere), rever. Quando se fala de um livro, segunda edi&#231;&#227;o revista. Segunda edi&#231;&#227;o revisada, como se diz. Segunda edi&#231;&#227;o revista. Ent&#227;o, se Jo&#227;o Paulo II, ou o cardeal que preside a comiss&#227;o e aprovou este decreto, aqui dizem, liturgia revista, liturgia revista ap&#243;s o Conc&#237;lio, ent&#227;o eles mentem. E mentem de forma clara e distinta. Pois Paulo VI n&#227;o disse &#8220;liturgia revisada&#8221;. Paulo VI falou de maneira bem diferente. Paulo VI disse: Novo Ordin&#225;rio da Missa. Ele, e mais ningu&#233;m, ele mesmo inventou a express&#227;o NOM: Novus Ordo Miss&#230; - Novo Ordin&#225;rio da Missa. Ele que inventou isso. Paulo VI disse: &#8220;Isto &#233; uma nova liturgia.&#8221; Ele disse em um discurso: &#8220;Isto &#233; uma nova liturgia.&#8221; Paulo VI mostrou o que pensa da Tradi&#231;&#227;o, dizendo que devemos nos despedir do conceito de que a Tradi&#231;&#227;o &#233; imut&#225;vel. Estas s&#227;o as palavras de Paulo VI. Paulo VI disse, antes que a missa nova fosse lan&#231;ada, que a Igreja latina deveria se preparar para experimentar um choque. Algo completamente novo. E aqui se diz: &#8220;liturgia revisada&#8221;. Sim, senhoras e senhores, quando se constr&#243;i sobre uma mentira, n&#227;o se pode ter o Esp&#237;rito Santo. O Esp&#237;rito Santo &#233; o inimigo mortal da mentira. O Esp&#237;rito Santo &#233; o Esp&#237;rito da Verdade. Esta &#233; uma express&#227;o, uma express&#227;o inspirada. Spiritus Veritatis, isto &#233; Escritura Sagrada. O Esp&#237;rito Santo &#233; um Esp&#237;rito da Verdade. Quando se funda a pr&#243;pria exist&#234;ncia... E eu ainda provarei que isso &#233; verdade. Quando se funda a pr&#243;pria exist&#234;ncia em um decreto que &#233; mentiroso, em um decreto que &#233; her&#233;tico, ent&#227;o n&#227;o se est&#225; mais in Spiritu Veritatis. Ent&#227;o n&#227;o se est&#225; mais no Esp&#237;rito Santo. E ent&#227;o tamb&#233;m n&#227;o se pertence mais &#224; Igreja. Porque a Igreja &#233; o Corpo M&#237;stico de Cristo. E Cristo disse: &#8220;Eu sou a Verdade.&#8221; Ele n&#227;o disse: &#8220;Eu vos dou da Verdade o que vos cabe saber&#8221; ou algo assim. Ele fez isso, sim, mas n&#227;o disse que isso &#233; o ponto crucial. Ele disse que o ponto crucial &#233; o seguinte: &#8220;Eu sou a Verdade.&#8221; Tudo o que, portanto, n&#227;o corresponde &#224; Verdade, n&#227;o corresponde a Cristo. Tudo o que n&#227;o corresponde &#224; Verdade e n&#227;o corresponde a Cristo, n&#227;o corresponde ao Corpo M&#237;stico de Cristo e isso &#233; a Igreja. A FSSP &#233;, em sua totalidade, ex toto genere suo, uma obra que n&#227;o &#233; da Igreja. Ex toto genere suo. Por sua pr&#243;pria natureza. E, se algu&#233;m afirmar que hoje condenei um &#250;nico padre da FSSP, ent&#227;o ele &#233; caluniador e mentiroso e afronta gravemente o Oitavo Mandamento. Digo isso de imediato. Porque voc&#234;s sabem. Foi um caluniador de quem eu me afastei. &#8220;O Doutor Hesse acabou de condenar todos os padres da FSSP!&#8221; Ah, n&#227;o, n&#227;o &#233; assim. Estou falando sobre a Fraternidade como institui&#231;&#227;o e como um instituto reconhecido pela atual Roma. E este instituto &#233;, como eu provarei definitivamente a voc&#234;s agora, in toto genere suo, em sua totalidade, n&#227;o eclesi&#225;stico, n&#227;o fundamentado na Tradi&#231;&#227;o, mas no Conc&#237;lio Vaticano II e seus abusos da nova liturgia.</p><p>Eu tenho aqui em minhas m&#227;os o escrito para o 10&#186; anivers&#225;rio do decreto Ecclesia Dei, publicado pela FSSP no outono passado. E n&#243;s veremos brevemente atrav&#233;s desta publica&#231;&#227;o, que est&#225; escrita no esp&#237;rito da FSSP, com o imprimatur no verso: &#8220;Editor respons&#225;vel: Padre Dr. Patrick du Fa&#255; de Choisinet, da FSSP.&#8221; Ningu&#233;m poder&#225; depois dizer que a FSSP n&#227;o afirma o que est&#225; escrito aqui dentro. E o que eu digo agora &#233; exatamente o que est&#225; aqui. Primeiramente, em conformidade total com o decreto Ecclesia Dei, este escrito repete o erro can&#244;nico e de teologia moral de que a desobedi&#234;ncia em quest&#245;es de sagra&#231;&#227;o episcopal &#233; cism&#225;tica. O escrito diz aqui literalmente: &#8220;N&#227;o pod&#237;amos permanecer em nossa fam&#237;lia sacerdotal&#8221;, a FSSPX, &#8220;visto que ela havia se separado de Roma.&#8221; Se a FSSPX se separou de Roma atrav&#233;s da sagra&#231;&#227;o dos bispos, ent&#227;o essa sagra&#231;&#227;o episcopal foi um ato cism&#225;tico. Isso diz o decreto Ecclesia Dei. Isso tamb&#233;m &#233; citado em outro lugar do escrito. Eu mostrei a voc&#234;s, e voc&#234;s podem verificar por si mesmos, que isso n&#227;o corresponde &#224; tradi&#231;&#227;o da teologia moral e do direito can&#244;nico. Al&#233;m disso, h&#225; uma mentira logo na p&#225;gina 3 deste decreto. E isso &#233; realmente uma mentira, porque ningu&#233;m sabia melhor do que os ex-sacerdotes da FSSPX o que realmente aconteceu.</p><p>E eles escrevem aqui algo que n&#227;o aconteceu. Ent&#227;o, aqui n&#227;o se pode falar em erro, &#233; uma mentira. Eles escrevem aqui que, embora o Arcebispo Lefebvre em Roma, em 5 de maio, tenha assinado o acordo... Eu tenho em casa o texto completo deste acordo, como se diz aqui, que o Arcebispo assinou. Isso n&#227;o foi um acordo, foi o protocolo de um acordo. E um protocolo difere de um acordo pelo fato de que, quando se assina um protocolo, em uma ata, qualquer um pode... Voc&#234;s podem perguntar a qualquer jurista que conhe&#231;am. Perguntem a um advogado. Liguem para o Deutsche Dienstbundsverh&#228;ltnis, onde se pode ligar para advogados, se n&#227;o acreditarem em mim. Assinar um protocolo significa: &#8220;Sim, n&#243;s dissemos isso.&#8221; &#8220;Sim, n&#243;s combinamos isso.&#8221; Protocolo de um acordo. Por que o Arcebispo ent&#227;o, depois de assinar este protocolo de um acordo em 5 de maio, voltou atr&#225;s no dia seguinte? Porque lhe disseram... E o Padre Bisig sabia disso, os padres sabiam, aqueles que escrevem este artigo sabiam disso. Todos na FSSPX sabiam disso. Todos sabiam disso. Isso n&#227;o foi mantido em segredo. O Arcebispo disse isso claramente. No dia seguinte, ele recebeu um papel, e foi-lhe dito que aquilo fazia parte do acordo que ele havia assinado no dia anterior. Prestem aten&#231;&#227;o, sim? O protocolo do acordo. E l&#225; estava escrito: um pedido de desculpas. Ele deveria se desculpar com o Santo Padre por ter criticado o Vaticano II, por ter criticado a nova liturgia, retratar seus erros e se submeter humildemente. Isso lhe foi apresentado em 6 de maio. Depois de assinar o protocolo do acordo, o Arcebispo tamb&#233;m disse: &#8220;Filhos, ontem assinamos um protocolo de um acordo.&#8221; E ent&#227;o veio outra coisa: isso &#233; fraude. &#8220;N&#227;o vou participar disso.&#8221; E ele retirou sua assinatura. Eu tamb&#233;m teria feito. Provavelmente todos voc&#234;s teriam feito, ali&#225;s. Voc&#234;s tamb&#233;m n&#227;o querem, quando ligarem para o encanador, descobrir depois que voc&#234;s tamb&#233;m assinaram que ele vai arrancar todas as tubula&#231;&#245;es da casa para voc&#234;s. N&#227;o, meus queridos. N&#227;o se pode transformar um protocolo em um acordo. E, para ter certeza de que o que estou dizendo aqui &#233; realmente verdade, eu n&#227;o apenas solicitei uma fotoc&#243;pia do protocolo que foi assinado. Protocolo era o nome, provavelmente. A express&#227;o real que define este documento &#233; a express&#227;o Protocolo, n&#227;o a express&#227;o Acordo. Porque, se algu&#233;m assina um acordo, n&#227;o est&#225; escrito ali &#8220;Protocolo&#8221;, est&#225; escrito ali &#8220;Acordo&#8221;. E com isso foi assinado pelas partes &#8212; n&#227;o pelo Arcebispo. Voc&#234;s j&#225; ouviram falar em algum lugar do mundo um acordo sendo assinado por uma parte s&#243;? Sim, com as paredes! Um acordo, ou seja, um contrato, que &#233; assinado por uma parte? N&#227;o, n&#227;o, n&#227;o. Um protocolo pode ser assinado por uma parte, mas n&#227;o um acordo. &#201; assim que se trabalha aqui. Acusam o Arcebispo de ter voltado atr&#225;s em sua palavra e que os padres, que foram ordenados por ele, e que at&#233; 1988 visivelmente n&#227;o deixavam nada a criticar: De repente, a partir de 1988, o Arcebispo vira um quebrador de promessa, o Arcebispo vira um cism&#225;tico e o Arcebispo, como consta na p&#225;gina seguinte, age com excesso. Pouparei a voc&#234;s a descri&#231;&#227;o laboriosa, referindo-se apenas &#224;queles que t&#234;m acesso a esta publica&#231;&#227;o comemorativa do d&#233;cimo anivers&#225;rio. A descri&#231;&#227;o laboriosa de por que, ent&#227;o, tamb&#233;m&#8230; Toda a g&#234;nese, todo o surgimento da FSSP aqui &#233; f&#233;tido e inventado.</p><p>Voltarei a apenas dois detalhes. Outra coisa ainda: voc&#234;s acham justo que um cat&#243;lico, por autoridade, cite um te&#243;logo que &#233; um herege condenado? Mesmo que se cite algo correto agora. Voc&#234;s acham justo, considerariam correto, se, no serm&#227;o... Digamos que eu fa&#231;a um serm&#227;o sobre a abstin&#234;ncia masculina no casamento, o controle de natalidade, e nesse serm&#227;o eu diga (o que deve estar escrito no serm&#227;o): &#8220;e Mahatma Gandhi disse: a &#250;nica forma de controle de natalidade digna de um homem &#233; a abstin&#234;ncia.&#8221; Ent&#227;o voc&#234;s se perguntariam com raz&#227;o: &#8220;Opa! Com licen&#231;a, Reverend&#237;ssimo, mas Mahatma Gandhi foi um Doutor da Igreja? Tamb&#233;m n&#227;o o encontro no calend&#225;rio lit&#250;rgico. A afirma&#231;&#227;o &#233; perfeitamente correta, mas, com licen&#231;a, Reverend&#237;ssimo, o senhor n&#227;o conseguiu encontrar um Papa que tenha dito isso?&#8221; Ora, a FSSP n&#227;o se envergonha disso. Uma afirma&#231;&#227;o perfeitamente correta, mas, citando um mestre que Pio XII condenou na Humani Generis. Aqui, na p&#225;gina 4, consta Henri de Lubac, como se fosse um te&#243;logo perfeitamente normal e uma autoridade perfeitamente normal na Igreja. &#8220;Henri de Lubac j&#225; dizia...&#8221; Sabem o que &#233; isso? Isso se chama esp&#237;rito da &#233;poca. Esp&#237;rito da &#233;poca significa adaptar-se ao anti-esp&#237;rito da &#233;poca. E hoje em dia &#233; esp&#237;rito da &#233;poca, no campo pseudoconservador, no campo pseudotradicionalista, citar esquerdistas com algo que est&#225; absolutamente correto, a cita&#231;&#227;o, para que se possa dizer: &#8220;vejam, eu n&#227;o sou contra Handke, Handke disse o seguinte: bl&#225; bl&#225; bl&#225; bl&#225;. Vejam, eu n&#227;o sou contra Marx, Marx disse o seguinte, e isso estava absolutamente correto.&#8221; Sim, com certeza, Maom&#233; tamb&#233;m disse muitas coisas corretas, e Adolf Hitler... Se eu citar Adolf Hitler de forma convincente hoje, ent&#227;o serei at&#233; mesmo citado em tribunal, n&#227;o &#233;? Mas at&#233; Adolf Hitler disse coisas que estavam corretas. E por qu&#234;? Porque at&#233; o diabo, o pai da mentira, n&#227;o &#233; capaz de dizer 100% de falsidade. Mas se eu estiver diante de fi&#233;is, e esta folha aqui, por favor, isto n&#227;o &#233; uma publica&#231;&#227;o interna, para os padres da FSSP, mas est&#225; l&#225; na livraria, isto &#233; para os fi&#233;is, eu n&#227;o posso citar Henri de Lubac aqui, perante os fi&#233;is, sem ressalvas, como se ele fosse um te&#243;logo da Igreja Cat&#243;lica. Henri de Lubac foi, de fato, nomeado cardeal pelo Papa atual, mas isso n&#227;o lhe confere a ortodoxia. Henri de Lubac foi um herege grave. E Pio XII j&#225; condenou seus ensinamentos. O fato de Pio XII n&#227;o ter excomungado pessoalmente Henri de Lubac &#233; uma quest&#227;o da hist&#243;ria da Igreja. Mas seus ensinamentos foram condenados. E agora ao pr&#243;ximo ponto.</p><p>&#201; assim: o princ&#237;pio lit&#250;rgico mais antigo da Igreja Cat&#243;lica &#233;... E voc&#234;s podem verificar isso com os Papas Pio IX, Pio X, Pio XI e Pio XII: Lex orandi statuit legem credendi. Ou, como &#233; citado corretamente aqui tamb&#233;m, portanto, como ora&#231;&#227;o subordinada... N&#227;o encontramos uma ora&#231;&#227;o principal que possa ser citada, mas isso pode acontecer: Ut legem credendi lex statuat supplicandi. Assim, portanto, a lei daquilo que devemos rezar, ou seja, o brevi&#225;rio e o missal em geral, fundamenta a lei do que devemos crer. Da&#237;, desse princ&#237;pio lit&#250;rgico mais antigo... E que Pio XII explica por fim em seu decreto lit&#250;rgico Mediator Dei. Voc&#234;s tamb&#233;m podem ler isso l&#225;. Isso significa, portanto, que o que cremos se baseia no que rezamos, e n&#227;o o contr&#225;rio. O historiador da Igreja, que, no entanto, n&#227;o tem nada a contribuir para a f&#233;, observem bem, deve ver a hist&#243;ria da Igreja a partir da f&#233;, mas n&#227;o pode adicionar nada &#224; f&#233; com a hist&#243;ria da Igreja, observem bem. O historiador da Igreja naturalmente dir&#225;: &#8220;Sim, enquanto a Imaculada Concei&#231;&#227;o n&#227;o era totalmente compreendida, tamb&#233;m n&#227;o era celebrada como hoje.&#8221; Bom, isso &#233; historicamente correto. Mas voc&#234;s e eu n&#227;o acreditamos na Imaculada Concei&#231;&#227;o apenas porque &#233; um dogma, mas porque a celebramos todo dia 8 de dezembro. Nossa f&#233; na Imaculada Concei&#231;&#227;o se baseia no dia 8 de dezembro. O dia 8 de dezembro, a festa dada pela Igreja, pelo Corpo M&#237;stico, que est&#225; acima de n&#243;s. E &#233; nisso que se baseia a nossa f&#233;. N&#227;o &#233; que a festa de 8 de dezembro se baseie na nossa f&#233; na Imaculada Concei&#231;&#227;o. Isso seria democracia. &#8220;Se a maioria da Igreja acredita em algo, precisamos de uma festa.&#8221; N&#227;o, n&#227;o, n&#227;o &#233; assim. &#201; verdade que uma festa &#233; introduzida, &#224;s vezes, depois que um culto se espalha, mas, se eu pensar no exemplo que me ocorre agora, eu n&#227;o tenho tudo na cabe&#231;a, como exemplo, o culto ao Sagrado Cora&#231;&#227;o de Jesus, ele n&#227;o se tornou a festa do Sagrado Cora&#231;&#227;o de Jesus porque os fi&#233;is todos clamavam pela Imaculada e rezavam ao Sagrado Cora&#231;&#227;o de Jesus, mas os fi&#233;is rezavam ao Sagrado Cora&#231;&#227;o de Jesus porque Santa Margarida Maria Alacoque teve uma vis&#227;o de Jesus Cristo, na qual Ele lhe disse: &#8220;Tu deves propagar este culto.&#8221; Meus queridos, a f&#233; vem do alto e n&#227;o de baixo. Consequentemente, a lei do que se deve rezar determina a lei do que se deve crer. E n&#227;o o contr&#225;rio. A FSSP demonstra sua profunda forma&#231;&#227;o teol&#243;gica ao dizer aqui: &#8220;Assim como eu creio, assim eu rezo.&#8221; N&#227;o. &#8220;E a forma e o conte&#250;do da minha ora&#231;&#227;o, por sua vez, t&#234;m um efeito e uma influ&#234;ncia sobre minha f&#233;.&#8221; Agora se fala de uma intera&#231;&#227;o. At&#233; Pio XII, inclusive, nenhum Papa jamais falou de uma intera&#231;&#227;o entre a lei do que deve ser rezado e a lei do que deve ser acreditado. Mas disse: &#8220;lex orandi statuit legem credendi.&#8221; A lei da ora&#231;&#227;o determina a lei da cren&#231;a. Esta &#233; uma frase que n&#227;o est&#225; submetida &#224; nossa discuss&#227;o. O Reverend&#237;ssimo Padre Zunhammer, como te&#243;logo, e Herr Doktor Dr. Hesse, como te&#243;logo, n&#227;o t&#234;m o direito de discutir esta frase em seu conte&#250;do, pois esta frase pertence &#224; f&#233; da Igreja. Se os Papas, ao longo de 1800 anos, t&#234;m repetido constantemente esta frase, ent&#227;o ela n&#227;o precisa de defini&#231;&#227;o dogm&#225;tica. Ela pertence &#224; autocompreens&#227;o da Igreja, ao que se chama: De fide Ecclesi&#230;, pertencente &#224; f&#233; da Igreja. Isso tem pouca influ&#234;ncia aqui.</p><p>Consequentemente, permanecendo assim devido ao falso entendimento teol&#243;gico do princ&#237;pio original da Liturgia, a FSSP diz aqui: &#8220;Certamente existem muitos cultos que s&#227;o celebrados dignamente segundo o novo rito da Missa.&#8221; Uma missa que &#233; celebrada em um rito que &#233; demonstravelmente contra a vontade de Cristo, que &#233; demonstravelmente contra a Tradi&#231;&#227;o da Igreja, n&#227;o pode ser celebrada dignamente, mesmo que pare&#231;a muito digna. Em outras palavras: para a FSSP, a celebra&#231;&#227;o digna da Missa &#233; uma exterioridade. Preciso tirar essa conclus&#227;o desta frase. Ou eu preciso, mas isso seria ainda pior agora, eu preciso concluir, e veremos o &#250;ltimo passo: a FSSP obviamente s&#243; v&#234; a dignidade da celebra&#231;&#227;o da Missa como algo superficial. &#201; da opini&#227;o dela que a nova liturgia de Paulo VI &#233; um rito oficial da Igreja Cat&#243;lica.</p><p>Da&#237;, s&#243; posso dizer, meus senhores: Ent&#227;o voc&#234;s n&#227;o podem mais celebrar a antiga, porque o Papa me disse claramente em 1989 que n&#227;o gosta do antigo rito da Missa. Ele disse que acha isso muito triste, ele disse literalmente: &#8220;valde dolendum est&#8221;, &#8220;&#233; muito doloroso, que ainda haja tantos fi&#233;is apegados a essas antigas formas de adora&#231;&#227;o.&#8221; Em agosto de 1989, ele disse isso, um ano ap&#243;s o Ecclesia Dei. Segundo os te&#243;logos do Osservatore Romano em alem&#227;o, ele s&#243; citou isso meses depois, mas, enfim, citou. E aparentemente, a princ&#237;pio n&#227;o teria se atrevido. Mas ele disse que n&#227;o gosta disso, ele acha muito doloroso que nem todos (cito o Santo Padre) compreendam o Novo Pentecostes, os novos pontos da doutrina (eu cito o Santo Padre) compreendidos no Vaticano II, e assim por diante. Obviamente, de novo, na mesma p&#225;gina, na segunda coluna da p&#225;gina 5, novamente a mentira, est&#225; escrito um acordo de 5 de maio de 1987: Arcebispo Lefebvre e o Vaticano. Aparentemente, n&#227;o se pode justificar a pr&#243;pria exist&#234;ncia de outra forma, sen&#227;o atrav&#233;s de uma mentira jur&#237;dica e factual. Isso &#233; realmente triste. Na p&#225;gina 6, poupo-vos disso, o Ecclesia Dei &#233; citado duas vezes e logo, do decreto Ecclesia Dei, aqueles pontos que eu mostrei anteriormente, que n&#227;o s&#227;o aceit&#225;veis para um cat&#243;lico. Nas p&#225;ginas seguintes, pelo menos sete vezes &#233; citado o Vaticano II, e tamb&#233;m &#233; dito algo muito interessante: o Conc&#237;lio como voz do Magist&#233;rio ordin&#225;rio. O Conc&#237;lio Vaticano II &#233; Magist&#233;rio ordin&#225;rio? Paulo VI disse: &#8220;Sim, &#233; Magist&#233;rio ordin&#225;rio.&#8221; O Cardeal Felici em seu ap&#234;ndice ao Decreto Lumen Gentium disse que o Vaticano II &#233; Magist&#233;rio ordin&#225;rio.</p><p>Neste excelente artigo da FSSP tamb&#233;m &#233; citado o Cardeal Ratzinger, na p&#225;gina 7, primeira coluna. Ratzinger diz: &#8220;o Conc&#237;lio n&#227;o criou nada de novo para ser crido.&#8221; Interessante, n&#227;o &#233;? Depois de termos constatado quantas contradi&#231;&#245;es o Conc&#237;lio apresenta &#224; doutrina tradicional da Igreja. Cito novamente Ratzinger: &#8220;nem substituiu o antigo.&#8221; Bem, em 1441 o Papa Eug&#234;nio IV definiu como dogma que, fora da Igreja Cat&#243;lica, nenhum cism&#225;tico, nenhum herege pode ser salvo. Mas a Unitatis Redintegratio n&#186; 3 diz que o Esp&#237;rito de Cristo n&#227;o se nega a servir justamente desses hereges e cism&#225;ticos como meios de salva&#231;&#227;o. Ora, eles n&#227;o dizem hereges e cism&#225;ticos, eles dizem igrejas protestantes. Mas as igrejas protestantes s&#227;o notoriamente her&#233;ticas e cism&#225;ticas. Ent&#227;o nada novo foi adicionado. Isso tamb&#233;m &#233; uma mentira. &#8220;&#201; fundamental para os seus pronunciamentos...&#8221; Os do Conc&#237;lio Vaticano II. Cito novamente o Cardeal Ratzinger: &#8220;&#201; fundamental para os seus pronunciamentos que ele se entenda como uma continua&#231;&#227;o e um aprofundamento dos conc&#237;lios anteriores, especialmente os de Trento e o Conc&#237;lio Vaticano I. Trata-se unicamente de manter a mesma f&#233; poss&#237;vel sob condi&#231;&#245;es alteradas e permitir que ela seja revitalizada.&#8221; Isso j&#225; &#233;, em si, uma frase que foi condenada e consta no Syllabus de Pio IX, do s&#233;culo XIX. A alega&#231;&#227;o de que a f&#233; precisa ser reexplicada devido a circunst&#226;ncias temporais alteradas. O Vaticano II cont&#233;m pelo menos 5 pontos que s&#227;o diretamente her&#233;ticos, por estarem em direto conflito com pontos dogm&#225;ticos da doutrina cat&#243;lica do Conc&#237;lio de Trento, e, antes disso, de Floren&#231;a e, depois, do Vaticano I. E, da mesma forma, o Magist&#233;rio supostamente ordin&#225;rio do Vaticano II est&#225;, em pelo menos 20 casos demonstrados por mim em outros lugares, em contradi&#231;&#227;o com o Magist&#233;rio ordin&#225;rio dos Papas Greg&#243;rio XVI, Pio IX, Le&#227;o XIII, Pio X, Bento XV, Pio XI e Pio XII. E outros Papas antes deles. Voltarei ao tema do Magist&#233;rio em breve. E aqui o Cardeal Ratzinger tem o desaforo de dizer que tudo isso &#233; uma coisa s&#243;, que n&#227;o h&#225; contradi&#231;&#227;o aqui, que nada de novo est&#225; sendo ensinado. Aparentemente, o Cardeal Ratzinger n&#227;o &#233; um cardeal muito obediente, porque ele &#233; apenas um cardeal, mas o caro Santo Padre disse que existem novos pontos da doutrina. E ele est&#225; certo. Existem novos pontos da doutrina. S&#243; que eles n&#227;o s&#227;o doutrina. Talvez pontos de latrina, se quisermos aludir ao velho Karl Rahner. Mas existem novos pontos que hoje s&#227;o falsamente apresentados contra a defini&#231;&#227;o da Igreja como doutrina. Ou seja, o Papa disse pelo menos isso, existem novos pontos da doutrina. Voc&#234;s podem ler isso em Ecclesia Dei. E a FSSP cita seu querido Cardeal Ratzinger. J&#225; sabemos por que o semin&#225;rio est&#225; em &#8220;Wigratzinger&#8221;.</p><p>Ela cita seu querido Cardeal Ratzinger, que aqui diz: &#8220;N&#227;o, isso n&#227;o &#233; nada novo. Tudo isso est&#225; em harmonia com a doutrina da Igreja.&#8221; E depois a FSSP diz: &#8220;N&#227;o se deve tamb&#233;m ignorar que o Conc&#237;lio Vaticano II formulou declara&#231;&#245;es extremamente profundas sobre os mist&#233;rios da f&#233;; basta pensar, por exemplo, na Constitui&#231;&#227;o Dogm&#225;tica Lumen Gentium sobre a Igreja.&#8221; Agora, sobre isso, &#233; preciso dizer o seguinte: Caso o destino lhes reserve discutir com um padre da FSSP precisamente sobre minha palestra de hoje, ent&#227;o voc&#234;s perceber&#227;o imediatamente, voc&#234;s perceber&#227;o, entre outras coisas, talvez n&#227;o imediatamente, mas voc&#234;s perceber&#227;o, entre outras coisas, que esses senhores s&#227;o muito habilidosos em citar afirma&#231;&#245;es muito cat&#243;licas e totalmente corretas do Vaticano II. Por exemplo, citar&#227;o Lumen Gentium 22, a descri&#231;&#227;o ali presente da infalibilidade papal, que &#233; grandiosa. &#201; maravilhosa! Nessa Lumen Gentium, a descri&#231;&#227;o da infalibilidade papal &#233; maravilhosa. No mesmo ponto 22, por&#233;m, fala-se da colegialidade dos bispos. E logo de uma maneira que for&#231;ou o Papa, pela primeira vez na hist&#243;ria da Igreja, ap&#243;s a promulga&#231;&#227;o de Lumen Gentium a escrever uma explica&#231;&#227;o sobre como isso deve ser entendido. No mesmo ponto. Este m&#233;todo, de que se acredita refutar a acusa&#231;&#227;o de heresia atrav&#233;s da cita&#231;&#227;o da doutrina cat&#243;lica, quando eu digo que a Lumen Gentium 16 &#233; her&#233;tica e ou&#231;o em resposta: &#8220;N&#227;o se pode condenar por isso o decreto! Lumen Gentium 17, 18, 19, 20 s&#227;o maravilhosamente cat&#243;licas&#8221;: este m&#233;todo n&#227;o corresponde apenas &#224; dial&#233;tica marxista, &#224; dial&#233;tica hegeliana, que, de fato, n&#227;o aborda corretamente o argumento do outro, mas argumenta de um lugar completamente diferente e depois segue da&#237;, &#233; melhor descrita com a express&#227;o que a Actio Spes Unica, que alguns de voc&#234;s j&#225; conhecem, cunhou: a palavra aditismo. Adiciona-se. N&#227;o se v&#234; mais a doutrina da Igreja, embora Cristo tenha dito que tudo &#233; uno. Tudo &#233; uma unidade. E embora os Papas tenham repetidamente dito que, quem afirma que n&#227;o &#233; uma unidade, mas que tudo s&#227;o coisas amontoadas, est&#225; exclu&#237;do da Igreja, ainda assim, n&#227;o hesitam em ver o todo como uma cole&#231;&#227;o de verdades individuais. Aditismo. Adiciona-se uma coisa &#224; outra. E isso funciona mais ou menos assim, como uma fiel aluna do Opus Dei em resposta &#224; minha acusa&#231;&#227;o de que o atual Santo Padre &#233; um pregador da Nova Era por causa da Tertio Millenio Adveniente (que trata justamente disso) e &#233; um milenarista: o atual Papa n&#227;o &#233; apenas um pregador da Nova Era, ele &#233; um milenarista. &#201; uma heresia condenada que afirma que os mil&#234;nios t&#234;m algum significado teol&#243;gico. Joaquim de Fiore tamb&#233;m j&#225; figurou na hist&#243;ria da Igreja e foi condenado por essa doutrina. O atual Papa a est&#225; repetindo, e afirma, no mesmo f&#244;lego: &#8220;eu n&#227;o sou milenarista&#8221;, e depois descreve tudo o que ele entende sobre o ano 2000, o que &#233; puro milenarismo. E foi a&#237; que essa fiel aluna do Opus Dei pegou o Tertio Millenio Adveniente nas m&#227;os, abriu uma p&#225;gina espec&#237;fica no par&#225;grafo e me disse: &#8220;Dom Gregor, leia isto! &#201; maravilhosamente cat&#243;lico!&#8221; E da&#237;? E da&#237;? No s&#233;culo XIX, a tradu&#231;&#227;o b&#237;blica de primeira classe de Van Ess, (E-S-S, n&#227;o Hesse) foi colocada no Index, na lista de livros proibidos. Uma tradu&#231;&#227;o b&#237;blica de primeira classe. Por qu&#234;? Porque continha tr&#234;s ou quatro erros. &#201; poss&#237;vel que, dos fi&#233;is... Voc&#234;s estudaram teologia muito claramente. N&#227;o se pode esperar que usem uma tradu&#231;&#227;o b&#237;blica que contenha tr&#234;s ou quatro erros graves. Isso n&#227;o pode acontecer. N&#227;o pode ser assim. A Igreja Cat&#243;lica sempre condenou um livro, n&#227;o porque estivesse errado de A a Z, mas porque continha erros. Tudo isso n&#227;o se aplica mais.</p><p>Gostaria de encerrar. Na FSSP, no instituto de Gricigliano, especialmente na &#225;rea de l&#237;ngua alem&#227;, fala-se quase sempre apenas da &#8220;liturgia cl&#225;ssica&#8221;. Por qu&#234;? Sim, se voc&#234; conhece a missa nova, ent&#227;o, claro, n&#227;o pode dizer que &#233; a liturgia cat&#243;lica do rito latino, mas deve simplesmente dizer que &#233; a cl&#225;ssica. Normalmente, eu ando com as charretes de pl&#225;stico pelo centro da cidade de Nuremberg, mas aos domingos fa&#231;o uma viagem especial no trem do museu, que ainda &#233; mais ou menos de madeira. Quando algu&#233;m aceita o Vaticano II, quando algu&#233;m diz que o rito novo &#233; um rito da Igreja Cat&#243;lica, ent&#227;o qualquer celebra&#231;&#227;o da missa antiga &#233; pura opera&#231;&#227;o de museu. Opera&#231;&#227;o de museu &#233; algo bom, opera&#231;&#227;o de museu &#233; algo muito t&#237;pico do s&#233;culo XIX e XX, que n&#227;o puderam mais produzir sua pr&#243;pria cultura, e, portanto, tiveram que preservar a antiga. Mas opera&#231;&#227;o de museu &#233; algo que a Igreja Cat&#243;lica n&#227;o conhece. Sobretudo, n&#227;o na Lex Orandi, da qual a Lex Credendi emana, sobretudo, n&#227;o na lei da f&#233;, na lei da ora&#231;&#227;o, da qual nossa f&#233; prov&#233;m. Conduzir uma opera&#231;&#227;o de museu na lei da ora&#231;&#227;o significa que essa lei da ora&#231;&#227;o n&#227;o &#233; mais lei. Eu, padre da FSSP, rezo a liturgia antiga. O padre ao lado n&#227;o o faz. Ele reza a liturgia atual da Igreja Cat&#243;lica. O que eu reconhe&#231;o ent&#227;o como Lex Orandi? Se o que eu fa&#231;o &#233; a exce&#231;&#227;o aprovada por Roma, ent&#227;o essa n&#227;o &#233; a Lex Orandi que fundamenta a f&#233;. Ent&#227;o n&#227;o &#233;. Isso significa que os padres da FSSP t&#234;m como sua Lex Orandi, como lei da f&#233;, a nova liturgia. Eles celebram, com exce&#231;&#227;o aprovada, a Antiga. Mas, para eles, e isso tamb&#233;m est&#225; claro nessas normas que li antes, mas para eles a Lex Orandi, ou seja, a lei v&#225;lida, est&#225; expressamente aqui, sua pr&#243;pria conex&#227;o com a legisla&#231;&#227;o da Igreja Universal e seu reconhecimento do valor dogm&#225;tico e can&#244;nico da liturgia, que eles devem proclamar do p&#250;lpito. Voc&#234;s veem que os Padres da FSSP est&#227;o enganando seus fi&#233;is. Os fi&#233;is l&#225;, por que os fi&#233;is v&#227;o l&#225;? Por que os fi&#233;is v&#227;o &#224; FSSP? Caro, n&#227;o porque querem a missa nova, mas porque querem a missa antiga. Por que eles querem a missa antiga? Ah! Isso &#233; descrito aqui e agora vemos imediatamente como isso &#233; poss&#237;vel. &#8220;A FSSP busca auxiliar os fi&#233;is que encontraram seu lar espiritual na liturgia cl&#225;ssica, que veem nela a express&#227;o adequada de sua f&#233;.&#8221; Por que n&#227;o est&#225; escrito &#8220;da f&#233;&#8221; aqui? Posso dizer a voc&#234;s. A FSSP, se tivesse escrito aqui, &#8220;que veem nela a express&#227;o adequada que desejam da f&#233;&#8221;, ent&#227;o a autoridade em Roma teria dito imediatamente: &#8220;Opa, opa! Mas veja bem, Padre Bisig, a liturgia antiga n&#227;o &#233; a express&#227;o adequada da f&#233;. Voc&#234;s concordaram com isso, em pregar do p&#250;lpito que voc&#234;s concordam com as leis dos p&#243;s-conciliares. A lei da f&#233;, Reverend&#237;ssimo Sr. Padre Bisig, &#233; o novo rito. E fiquem felizes por terem a permiss&#227;o excepcional que n&#243;s tamb&#233;m podemos retirar a qualquer momento.&#8221; Portanto, o puro subjetivismo, em outras palavras. Vamos dar uma olhada nisso. &#8220;N&#243;s, saudosistas, em nossa f&#233; precisamos hoje de uma liturgia. Mas, na f&#233; cat&#243;lica, n&#227;o se precisa disso.&#8221; Onde est&#225; ent&#227;o a interpreta&#231;&#227;o? Bem, apresente a frase por completo. Voc&#234;s sabem alem&#227;o. Conhecem. E voc&#234;s sabem que conhecem alem&#227;o. Os serm&#245;es dos padres da FSSP s&#227;o geralmente em alem&#227;o de primeira qualidade. E, a menos que esses temas sejam abordados, voc&#234;s precisam de boa teologia. &#8220;A FSSP busca auxiliar os fi&#233;is que encontraram seu lar espiritual na liturgia cl&#225;ssica, que veem nela a express&#227;o adequada de sua f&#233;.&#8221; A liturgia &#233; uma express&#227;o da f&#233;, n&#227;o o fundamento da f&#233;. &#8220;E que esperam um cuidado pastoral que (como posso ler agora?) respire o esp&#237;rito desta f&#233;&#8221; &#8220;Que respire o esp&#237;rito desta f&#233;.&#8221; De qual f&#233;? Do saudosismo ou da f&#233; cat&#243;lica? Voc&#234;s percebem que, s&#243; nesta frase, existem tr&#234;s graves erros sobre a f&#233; e sobre a liturgia? Nossa f&#233;? Esta f&#233;? Ah, n&#227;o! Existe apenas uma f&#233;. Uma f&#233;! Isso est&#225; no Credo. Uma f&#233;! Existe somente esta &#250;nica f&#233;. N&#227;o existe &#8220;nossa f&#233;&#8221;. Os tr&#234;s t&#234;m uma f&#233;: Voc&#234;s t&#234;m sua f&#233;, voc&#234;s t&#234;m sua f&#233; e voc&#234;s t&#234;m uma f&#233;. N&#227;o! Ou todos n&#243;s temos a mesma, ou n&#227;o a temos. &#201; isso. A &#8220;f&#233; de voc&#234;s&#8221;, a &#8220;sua f&#233;&#8221; e a &#8220;express&#227;o da f&#233;&#8221; &#233;, portanto, a cl&#225;ssica, ou seja, a liturgia de museu. Eu gostaria ainda (passando rapidamente por aqui agora, o tempo est&#225; curto) de mencionar dois aspectos.</p><p>Na &#250;ltima vez, levantei a quest&#227;o da validade da Missa e assim por diante. Eu n&#227;o estou falando sobre isso agora, n&#227;o &#233; o tema da noite. Eu s&#243; quero dizer o seguinte: N&#243;s todos discutimos sobre a validade dos novos sacramentos. Eu n&#227;o tomo partido nem para um lado nem para o outro agora. Eu n&#227;o digo que os novos sacramentos n&#227;o s&#227;o v&#225;lidos, nem que s&#227;o v&#225;lidos. Isso n&#227;o &#233; interessante. Eu quero chegar a outro ponto, entendem? O fato &#233; que eminentes te&#243;logos e incont&#225;veis fi&#233;is est&#227;o em d&#250;vida sobre os novos sacramentos. Quem ordena os padres da FSSP? Cardeal Ratzinger, Gagnon, Gro&#235;r, Stickler, Arcebispos e Bispos Stimpfle, Pereira, Jacqueline, Krenn, Lagrange, Haas, Defoe, Pestana, Braskewitz, Schmidt, Ziegelbauer, Bonas. Quantos desses nomes voc&#234;s conhecem? Quantos desses bispos voc&#234;s sabem quem foi que ordenou, sob quais circunst&#226;ncias, sob quais ritos? Eu nem me refiro ao fato de algum cardeal mau e moderno n&#227;o querer sequer ordenar. Refiro-me a que livros eles usam. Nos EUA, um novo rito de ordena&#231;&#227;o surgiu que comprovadamente deve ser inv&#225;lido. Cuidado, ele acabou de surgir. N&#227;o estou dizendo que ele j&#225; est&#225; sendo usado, n&#227;o estou dizendo que ele foi usado antes. Estou apenas falando de um rito foi impresso agora nos EUA que comprovadamente &#233; inv&#225;lido. Igualmente comprov&#225;vel &#233; que in&#250;meras vezes, em ritos de ordena&#231;&#227;o, os textos que o Vaticano aprovou n&#227;o foram utilizados, mas ritos pr&#243;prios. Um exemplo &#233; que o Bispo Spital, de Trier, ordenou um jovem seminarista como sacerdote. Este padre ent&#227;o foi para a FSSPX e Dom Fellay disse que ele precisava ser reordenado, depois de ouvir sob quais circunst&#226;ncias essa ordena&#231;&#227;o em Trier aconteceu. Voc&#234;s veem o que eu quero dizer? Isso significa que... Eu n&#227;o quero agora afirmar, e quem disser que eu afirmei, est&#225; mentindo. Eu n&#227;o quero agora afirmar que os padres da FSSP, em parte, n&#227;o foram ordenados validamente. Tudo o que eu afirmo &#233; o seguinte: Eu preciso, j&#225; que s&#227;o ordenados por bispos conciliares, que me s&#227;o em parte completamente desconhecidos, e eu conhe&#231;o um pouco mais de pessoas na Igreja do que voc&#234;s, que me s&#227;o em parte completamente desconhecidos, me colocar agora a quest&#227;o: se Deus quiser, se este bispo de qualquer forma da tal diocese americana l&#225; ordena o jovem di&#225;cono em Wigratzinger (desculpem, Wigratzbad) como sacerdote. Sim, bom, est&#225; tudo em ordem. Mas onde este bispo foi ordenado, e como era a f&#243;rmula da ordena&#231;&#227;o nesta sagra&#231;&#227;o episcopal? Claro, um bispo &#233; ordenado por tr&#234;s bispos, a seguran&#231;a &#233; portanto muito alta. Mas se a f&#243;rmula da ordena&#231;&#227;o, a f&#243;rmula que &#233; usada para a ordena&#231;&#227;o, o texto, as letras que s&#227;o usadas para a ordena&#231;&#227;o, exclu&#237;rem a validade, ou a tornarem duvidosa, logo o bispo tamb&#233;m foi ordenado invalidamente, ou nem foi ordenado, ou ordenado duvidosamente. Devo lhes dizer o seguinte. Em 1976... &#201; um segredo do Santo Of&#237;cio que estou revelando aqui, mas eu nunca jurei guardar segredo, ent&#227;o: Em 1976, o Cardeal Alfrink de Utrecht, na Holanda, realizou uma sagra&#231;&#227;o episcopal, que foi repetida secretamente, por instru&#231;&#227;o da Congrega&#231;&#227;o para a Doutrina da F&#233; do Santo Of&#237;cio, porque o Cardeal Alfrink, nessa ordena&#231;&#227;o episcopal, omitiu qualquer refer&#234;ncia &#224; obedi&#234;ncia ao Papa e &#224; obedi&#234;ncia ao Evangelho e assim por diante. E ent&#227;o... Isso na Igreja Conciliar, em 1976, por favor! E ent&#227;o a Congrega&#231;&#227;o da F&#233; disse: &#8220;Opa! Esta &#233; uma ordena&#231;&#227;o episcopal duvidosa&#8221;. Foi repetida secretamente. Isso era, claro, um segredo, mas em Roma ningu&#233;m consegue guardar a boca, ent&#227;o eu soube. Sim, agora preciso me perguntar: se tudo em 1976 na Holanda j&#225; estava t&#227;o avan&#231;ado, como estar&#225; agora nos outros pa&#237;ses europeus, ou at&#233; mesmo nos EUA? Nos EUA, h&#225; mais cat&#243;licos verdadeiros per capita do que na Europa, mas tamb&#233;m h&#225; mais exc&#234;ntricos verdadeiros per capita do que na Europa. E h&#225; mais hereges per capita do que na Europa. Tudo &#233; junto e misturado por l&#225;. &#201; o outro lado da moeda, n&#233;? Mais cat&#243;licos, mais hereges. &#201; o outro lado da moeda. Sim, n&#227;o &#233; audacioso que algu&#233;m, quanto a sua pr&#243;pria ordena&#231;&#227;o sacerdotal, desde o in&#237;cio, quanto a sua pr&#243;pria ordena&#231;&#227;o sacerdotal, duvide dela na medida em que n&#227;o se pode ter certeza absoluta de que o bispo que ordena seja, de fato, bispo? Vejam, h&#225; o ratzingerismo, o groerismo, o sticklerismo, mas l&#225; est&#227;o nomes episcopais que eu nunca ouvi, e eu nem sei de qual diocese v&#234;m. O que aconteceu na &#233;poca, como foram ordenados? Quem os ordenou? Como foram ordenados? A Congrega&#231;&#227;o da F&#233;, sob Ratzinger, ainda verifica essas coisas hoje? A resposta que posso dar a voc&#234;s &#233;: n&#227;o. Tamb&#233;m n&#227;o garantimos isso. Em 1976, isso ainda era controlado. Agora n&#227;o, isso eu sei com certeza. N&#227;o digo nada sobre isso.</p><p>E depois... A prop&#243;sito, de passagem, para a sua surpresa, mais uma mentira. Aqui diz que o Padre Klaus Gorges, foi o &#250;nico entre os padres, que j&#225; antes, antes de 30 de junho, havia deixado a FSSPX. O Padre Klaus Gorges n&#227;o deixou a FSSPX. Ele foi expulso publicamente. Voc&#234;s podem verificar isso no boletim da &#233;poca. Est&#225; l&#225;, exclu&#237;do. Eu sei o porqu&#234;, mas n&#227;o vou lhes dizer. Ele foi, ap&#243;s a FSSPX, expulso, e de forma p&#250;blica. Houve em toda essa hist&#243;ria da FSSPX at&#233; hoje apenas quatro expuls&#245;es p&#250;blicas. Os tr&#234;s sedevacantistas americanos, Kelly, Sanborn e Cekada, e Gorges. Naturalmente, isso n&#227;o pode ser dito aqui. Aqui est&#225; escrito que ele os deixou. Provavelmente dito no esp&#237;rito da caridade.</p><p>O boletim continua com Ratzinger, Conc&#237;lio, Comiss&#227;o Ecclesia Dei, Ratzinger. Sim! E ainda nos fazem de bobos: &#8220;Uma missa solene em latim segundo o missal antigo e o novo &#233; dificilmente distingu&#237;vel para o crist&#227;o menos instru&#237;do liturgicamente. N&#243;s ainda pegamos o missal &#224;s cegas! N&#243;s n&#227;o vemos a supersti&#231;&#227;o popular, n&#233;? N&#243;s n&#227;o vemos as coroinhas. N&#243;s vemos o c&#226;none da missa distorcido. N&#227;o &#233; necess&#225;rio que eu entenda alguma coisa de liturgia. Isso &#233; feio demais. Ver a supersti&#231;&#227;o popular, ver as coroinhas, ver a comunh&#227;o na m&#227;o e ver o c&#226;none da missa distorcido. Ent&#227;o, somos tamb&#233;m est&#250;pidos, tolos. Est&#225; na p&#225;gina 22 desta bela publica&#231;&#227;o. &#8220;Uma missa solene em latim segundo o missal novo e antigo &#233; dificilmente distingu&#237;vel para o crist&#227;o menos instru&#237;do liturgicamente.&#8221; Em outras palavras: Voc&#234;s permitir&#227;o que eu afirme que um ou outro entre voc&#234;s seja menos instru&#237;do liturgicamente. Acho que voc&#234;s me conceder&#227;o que eu diga isso a voc&#234;s. Eu sou um especialista em liturgia. E voc&#234;s me conceder&#227;o que eu os considere menos instru&#237;dos liturgicamente. H&#225; algu&#233;m aqui entre voc&#234;s que n&#227;o consegue ver uma missa solene em latim e distinguir entre o rito novo e o antigo? Sim, eu pensei que sim. Eu s&#243; queria perguntar para ter certeza! E assim continua. Esse &#233; o esp&#237;rito desta publica&#231;&#227;o. Esse &#233; o esp&#237;rito desta fraternidade. Vou pular algumas inconsist&#234;ncias que me chamaram a aten&#231;&#227;o na leitura desta publica&#231;&#227;o.</p><p>Recomendo &#224;quele que, quanto ao que eu disse hoje, n&#227;o consegue compreender totalmente, como se diz t&#227;o belamente hoje em dia, ou seja, se estiver de acordo que os alem&#227;es n&#227;o conseguem compreender na &#237;ntegra. Quem me contradiz hoje, sobre o que eu disse: que o que eu disse seja verificado, primeiramente, encomendando este livro comemorativo de 10 anos. Os padres da FSSP ficar&#227;o radiantes por lhes enviar isto. Com a luz da aurora. E ao comprar o comp&#234;ndio do Conc&#237;lio de Rahner-Vorgrimmler, com os textos do Conc&#237;lio Vaticano II em alem&#227;o, Na fita, o Reverend&#237;ssimo Senhor Padre Zunahmmer gravou minha palestra aqui sobre o Conc&#237;lio. L&#225; se encontram todas as cita&#231;&#245;es necess&#225;rias. E voc&#234;s podem, de tudo o que eu disse, tamb&#233;m no novo C&#243;digo de Direito Can&#244;nico (CIC), o Livro do Direito Can&#244;nico, consultar. E voc&#234;s podem tamb&#233;m comprar as maravilhosas tradu&#231;&#245;es dos decretos papais da Haselb&#246;ck, tamb&#233;m com o Senhor Padre: Os decretos do Conc&#237;lio Vaticano I, os decretos do Conc&#237;lio de Trento, e a maravilhosa enc&#237;clica de Pio XII, Humani Generis, e sua enc&#237;clica da liturgia, Mediator Dei. E l&#225; voc&#234;s podem... Ah, e voc&#234;s podem ainda, com o Senhor Padre, se quiserem, conseguir uma fotoc&#243;pia do decreto Ecclesia Dei, que eu hoje dissequei. E ent&#227;o voc&#234;s podem ler voc&#234;s mesmos o que eu disse. Ent&#227;o voc&#234;s podem co&#231;ar a cabe&#231;a e perguntar: Ora, ser&#225; Herr Doktor Dr. Hesse quem diz isso, ou ser&#225; realmente a Tradi&#231;&#227;o? Bem, eu lhes garanto, pois no Ju&#237;zo Final, sobre tudo isso que eu lhes disse, serei questionado. E o Bom Deus me dir&#225;: &#8220;Disseste isso aos fi&#233;is, cujas almas s&#227;o e foram confiadas a ti?&#8221; &#8220;Verificaste com aten&#231;&#227;o e verificaste com precis&#227;o antes de dizer?&#8221; E uma coisa &#233; certa. At&#233; o Ju&#237;zo Final, terei que confessar muitos pecados terr&#237;veis, mas n&#227;o este. Sempre verifico antes.</p><p>E al&#233;m disso, gostaria a pedido do Reverend&#237;ssimo Sr. Padre, de atender a um pedido tocante, onde &#233; claramente demonstrado como uma pessoa piedosa, amorosa e &#237;ntegra pode se tornar um herege sem saber. O que estou lendo aqui... Que aquele que escreveu isso n&#227;o entenda isso como uma acusa&#231;&#227;o pessoal, mas como uma corre&#231;&#227;o teol&#243;gica e como um esclarecimento na f&#233;. Algu&#233;m escreveu no cora&#231;&#227;o de Santa Filomena: &#8220;Minhas preocupa&#231;&#245;es s&#227;o, em primeiro, em segundo e terceiro lugar: o inferno deve ser dissolvido, e que Santa Filomena, com o Sagrado Cora&#231;&#227;o de Jesus e Maria, ajudem nesta grande alegria.&#8221; Por favor, n&#227;o riam de quem escreveu isso. Voc&#234;s mesmos ser&#227;o ridicularizados de maneiras muito piores em outros lugares. N&#227;o riam de quem escreveu isso. E, acima de tudo, n&#227;o o condenem, pois pode muito bem ser o caso de que voc&#234;s mesmos se condenem. Mas devo esclarecer a voc&#234;s sobre isso: &#201; dogma da Igreja Cat&#243;lica que o inferno &#233; eterno e n&#227;o pode ser dissolvido, portanto. Isso &#233; um equ&#237;voco na caridade em rela&#231;&#227;o ao amor &#224; verdade. N&#227;o que a pessoa sens&#237;vel que escreveu isso n&#227;o ame a verdade, mas por erro de um lado, por ignor&#226;ncia do outro lado, essa pessoa n&#227;o entendeu que a caridade n&#227;o pode ser &#224; custa da verdade. Pensem bem. Suponhamos... Aten&#231;&#227;o: n&#227;o &#233; assim, mas suponhamos que o Bom Deus fizesse todos os erros, toda queda, ou seja, todo pecado que acontece por fraqueza, ser perdoado e absolvido completamente e que nenhuma pessoa fosse para o inferno s&#243; por ser fraca. O que o Bom Deus faria ent&#227;o com as pessoas que O rejeitam, que O negam, que O amaldi&#231;oam? Voc&#234;s acham que isso n&#227;o existe? Ah, mas existe! Karl Marx foi um adorador do diabo at&#233; a sua morte. Moses Hess (N&#227;o Dr. Hesse) foi um adorador do diabo at&#233; sua morte. Friedrich Engels foi um adorador do diabo at&#233; sua morte. Lenin era satanista. E &#233; razo&#225;vel supor o mesmo de Stalin. Existem pessoas... Karl Marx escreveu poemas maravilhosos em honra a Satan&#225;s. Quando digo maravilhosos, quero dizer, claro, maravilhosos em termos de linguagem! Existem pessoas que odeiam a Deus. O que Deus deve fazer com elas? Deus nos deu o livre-arb&#237;trio. Pergunta para voc&#234;s: Deus pode nos tirar o livre arb&#237;trio? N&#227;o. Deus &#233; eterno. Deus &#233; perfeito. A ess&#234;ncia eterna, perfeita e infinitamente simples nunca pode revisar uma decis&#227;o, ou retir&#225;-la. Isso seria uma falta de perfei&#231;&#227;o. Isso significaria que Deus precisaria de uma melhoria. Isso significaria que Ele se enganou. Isso significaria que Ele fez algo errado e retira isso. Mas, depois que o bom Deus nos deu, porque Ele queria que n&#227;o cheg&#225;ssemos no c&#233;u como escravos, mas como seres humanos, como seres independentes, Ele nos deu o livre-arb&#237;trio, Ele n&#227;o pode nos tirar este livre-arb&#237;trio. Se o Bom Deus dissolvesse o inferno, ent&#227;o todos que est&#227;o no inferno teriam que ir para o c&#233;u contra a sua vontade. Eu sei o que estou dizendo. Contra a sua vontade. Por qu&#234;? In&#250;meros santos, tamb&#233;m neste ponto, grandes s&#225;bios confirmaram repetidamente que aquele que vai para o inferno, est&#225; endurecido em seu &#243;dio. Voc&#234;s sabem o que significa estar endurecido em um pecado. Pode-se saber muito que &#233; pecado. N&#227;o se sai dele porque se ama demais esse pecado. Portanto, fica-se endurecido nele. E esse endurecimento se torna eterno e perfeito no inferno. Se agora&#8230; O que nunca acontecer&#225;, podem confiar. Se agora Cristo mostrasse &#224;queles no inferno sua vis&#227;o e olhasse para baixo e dissesse: &#8220;Queres subir a Mim, mas para o c&#233;u?&#8221; Teria a resposta: &#8220;N&#227;o!&#8221; Ent&#227;o, no &#243;dio. No &#243;dio insano, indel&#233;vel e perfeito. Que isso seja na inferno, meus caros, tamb&#233;m &#233; dogma. E disso voc&#234;s podem ver que o desejo de dissolver o inferno &#233; muito gentil e terrivelmente errado. N&#227;o &#233; assim. Nem mesmo a M&#227;e de Deus pode dissolver o inferno. Nem mesmo Deus pode dissolver o inferno. Ele decidiu criar o inferno como uma montanha-russa de cordialidade para aqueles que l&#225; chegam. Pois os tormentos infinitos do inferno seriam, para quem odeia a Deus, mil vezes piores diante da face de Deus. Voc&#234;s precisam entender o que isso significa: se algum de voc&#234;s j&#225; amou um ser humano, ent&#227;o ele sabe que o amor aquece e floresce. E que, quando esse amor &#233; desiludido, se transforma em um fogo consumidor, abissal. Imaginem agora, aqueles entre voc&#234;s que tiveram o privil&#233;gio da experi&#234;ncia do amor infeliz, imaginem, em compara&#231;&#227;o, essas ang&#250;stias que voc&#234;s sofreram, seja porque o amor do marido se extinguiu, ou porque o casamento n&#227;o se concretizou, pois esse amor se desfez, ou porque um pai entre voc&#234;s v&#234; seu pr&#243;prio filho se voltar contra ele. Este fogo, no entanto, n&#227;o &#233; nada, sen&#227;o este min&#250;sculo, pequeno amor humano por outro ser humano. Agora imaginem o infinito, eterno e absoluto amor de Deus queimando diretamente assim, por aqueles que o rejeitam. Isso seria, como o matem&#225;tico diria, 10 elevado a 99 vezes maior do que as torturas do inferno. Depois que Deus decidiu conceder ao menos esta miseric&#243;rdia ainda ao condenado, Ele n&#227;o a retirar&#225; tamb&#233;m. Acredito que com isso respondi &#224; pergunta. Gostaria de encerrar por hoje. Dou ainda a oportunidade, se uma pergunta for importante, sobre o tema do Pseudotradicionalismo, de ser feita agora. N&#227;o se acanhem se n&#227;o for importante, conversaremos sobre isso mais tarde.</p><p>H&#225; mais alguma coisa importante a perguntar?</p><p>- O que significa &#8220;Pseudo&#8221;?</p><p>- Essa, no entanto, &#233; uma pergunta importante. A palavra &#8220;Pseudo&#8221; em grego significa apar&#234;ncia. Tradicionalismo de apar&#234;ncia. Um que n&#227;o &#233; real. Pseudotradicionalismo significa tradicionalismo apresentado como tal, mas n&#227;o na realidade. &#8220;Pseuden&#8221; vem do grego e significa enganar. Enganar algu&#233;m. &#8220;Pseuden&#8221;. Essa &#233; uma boa pergunta. Mais alguma?</p><p>- Por que foi realizado o Conc&#237;lio Vaticano II? Gra&#231;as a Deus.</p><p>- Esqueci de um ponto importante. Embora eu o tenha anunciado. O Magist&#233;rio do Conc&#237;lio Vaticano II. O porqu&#234; de ter sido feito saberemos no Ju&#237;zo Final. Jo&#227;o XXIII alegou ter tido uma inspira&#231;&#227;o. E ent&#227;o ele faz este Conc&#237;lio. At&#233; hoje, apenas Jo&#227;o Paulo II acreditou nele, no m&#225;ximo. Eu n&#227;o. Ele tamb&#233;m precisava de tempo? N&#227;o. Jo&#227;o XXIII imaginou que era necess&#225;rio e alegou que era uma inspira&#231;&#227;o. Claro, n&#227;o precisava ser. Mas ele chegou naquela &#233;poca e sempre... N&#227;o, foi um ato arbitr&#225;rio atual. Porque, pela primeira vez na hist&#243;ria da Igreja, um Conc&#237;lio foi convocado sem que houvesse uma necessidade urgente vis&#237;vel. A pergunta &#233; excelente. Agrade&#231;o sinceramente por ela. E, nesse contexto, esqueci de mencionar a quest&#227;o da autoridade do Magist&#233;rio. Bem, voc&#234;s, e digo isso agora para que saibam antecipadamente sobre o que estou falando, voc&#234;s poder&#227;o entender perfeitamente o que quero dizer, sem estudos teol&#243;gicos especiais. Voc&#234;s entendem o significado&#8230; E eu preciso do presente dos velhos garotos. Sim, posso falar disso. O milagre de Can&#225; ainda &#233; meu milagre favorito. &#201; tamb&#233;m o primeiro que a M&#227;e de Deus fez ser realizado. O primeiro entre milh&#245;es de outros. E o primeiro que Cristo realizou. A prop&#243;sito. Certo. Voc&#234;s entendem muito bem, a partir da l&#237;ngua alem&#227;, a distin&#231;&#227;o entre ordin&#225;rio e extraordin&#225;rio. Sim? Se um... a Alemanha &#233; o pa&#237;s das e.V&#8217;s. O pa&#237;s das associa&#231;&#245;es registradas. E nelas existem a reuni&#227;o ordin&#225;ria e a reuni&#227;o extraordin&#225;ria. Ent&#227;o, a associa&#231;&#227;o... Por exemplo, nos estatutos da associa&#231;&#227;o est&#225;: todo primeiro dia do m&#234;s &#233; reuni&#227;o da associa&#231;&#227;o. Todo primeiro domingo do m&#234;s, por exemplo, &#233; reuni&#227;o da associa&#231;&#227;o. Se no primeiro domingo do m&#234;s uma reuni&#227;o da associa&#231;&#227;o acontece, isso &#233; uma reuni&#227;o ordin&#225;ria. Voc&#234;s entendem, n&#227;o &#233;? Mas se agora o fundador da associa&#231;&#227;o bate as botas, e se convoca uma assembleia em sua homenagem, que n&#227;o seja no primeiro domingo do m&#234;s, ent&#227;o se chama isso de assembleia extraordin&#225;ria. Ou seja, assembleia geral extraordin&#225;ria da Associa&#231;&#227;o de Apicultores Pumpelkirchen e.V. Ent&#227;o, ordin&#225;rio e extraordin&#225;rio. Bem, nesse mesmo contexto, voc&#234;s certamente entender&#227;o muito bem o que &#233; magist&#233;rio ordin&#225;rio e magist&#233;rio extraordin&#225;rio. O Papa &#233; Papa por sua elei&#231;&#227;o. N&#227;o &#233;? Quer dizer, ele &#233; ent&#227;o coroado, ou era, mas, enfim, ent&#227;o era coroado, sim? Mas ele &#233;, por sua elei&#231;&#227;o, mais uma vez, eleito Papa. Por esta elei&#231;&#227;o ele &#233; Papa. Como Papa, ele tem isso automaticamente, ningu&#233;m lhe confere isso, ele tem isso. Isso &#233;, como os latinos dizem, ex officio, do seu cargo, sim? Ele tem a autoridade m&#225;xima de ensino na Igreja na Terra. Aten&#231;&#227;o! O Papa n&#227;o &#233; o chefe da Igreja. Ele &#233; o Vice-Presidente. O Papa &#233; o Vig&#225;rio de Cristo. Mas, como Vig&#225;rio de Cristo, ele tem a mais alta autoridade aqui na Terra. Enquanto n&#227;o agir comprovadamente contra Cristo, ele a tem. Tamb&#233;m se poderia dizer: (assim como o primeiro domingo do m&#234;s reunia a associa&#231;&#227;o de apicultores locais, n&#233;?) Quando o Papa escreve uma enc&#237;clica, quando o Papa escreve um decreto, uma bula, quando o Papa lhes proclama algo, normalmente, ele, digamos, fica entediado, ent&#227;o escreve algo novo, certo? Ent&#227;o ele assina isso, ent&#227;o &#233; impresso e publicado e enviado a todos os bispos. Ent&#227;o, voc&#234;s ver&#227;o imediatamente: &#233; um magist&#233;rio ordin&#225;rio. Ordin&#225;rio, como no primeiro domingo do m&#234;s da associa&#231;&#227;o de apicultores locais. Ordin&#225;rio. Isto &#233;, &#233; por ele ser o Papa que ele faz isso. Ele n&#227;o faz isso porque algu&#233;m foi at&#233; ele e disse: &#8220;Oh, Santo Padre, escreva algo assim&#8221; ou porque ele fez algum ato especial aqui, mas ele &#233; Papa e &#233; assim. O bispo tamb&#233;m tem o magist&#233;rio ordin&#225;rio: no m&#234;s, escreve a carta pastoral, a carta quaresmal. O bispo senta-se e diz: &#8220;Bem, exceto eu, todos jejuar&#227;o&#8221; e escreve a carta quaresmal. Sim, a maioria dos bispos tem o meu tamanho, ou seja... Ele senta-se, diz aquilo, ent&#227;o, isto &#233;, portanto, o magist&#233;rio ordin&#225;rio do bispo. Agora &#233; assim. Mas se o Papa agora disser: &#8220;Aaaah! Herr Doktor Martinho Lutero l&#225; na Alemanha nos causou enormes dificuldades, est&#225; na hora de que haja um esclarecimento aqui.&#8221; E ele escreve agora cartas a todos os bispos, que est&#227;o em unidade com a Igreja Cat&#243;lica, para o Egito, no L&#237;bano, Espanha... Os EUA ainda n&#227;o existiam no Conc&#237;lio de Trento, o clero comum a alta hierarquia, ou seja, todos os bispos do mundo que lhe eram conhecidos, ou seja, menos os EUA e a China, mais ou menos, certo? Em Roma... Ah, em Trento, porque Roma n&#227;o estava dispon&#237;vel no momento. Em Trento, eles se re&#250;nem l&#225;, e o Papa anuncia um conc&#237;lio ecum&#234;nico. Ecum&#234;nico significa relativo ao patrim&#244;nio. Ecum&#234;nico n&#227;o significa apertar a m&#227;o aos protestantes, mas ecum&#234;nico significa tudo o que pertence &#224; Igreja Cat&#243;lica, certo? Podemos detalhar a ecumene em outras ocasi&#245;es. Ent&#227;o isso n&#227;o &#233; o normal, ou &#233;? Voc&#234;s diriam que &#233; normal um evento que ocorreu na primeira metade do s&#233;culo XVI, e da outra vez s&#243; na segunda metade do s&#233;culo XIX? Ou seja, 350 anos depois? Quem em s&#227; consci&#234;ncia pode afirmar que isso &#233; um processo normal? Voc&#234;s veem disso que um conc&#237;lio ecum&#234;nico, visivelmente algo na Igreja, que em 2000 anos s&#243; ocorreu 19 vezes, &#233; algo extraordin&#225;rio na Igreja. E &#233; exatamente isso. O magist&#233;rio extraordin&#225;rio significa: o que um conc&#237;lio ecum&#234;nico proclama como a ser mantido firmemente na f&#233;, ou o que, ap&#243;s consulta com todos os bispos da prov&#237;ncia, o Santo Padre proclama como dogma. 1854: a Imaculada Concei&#231;&#227;o, 1870: a Infallibilidade, 1950: a Assun&#231;&#227;o corporal de Maria ao C&#233;u. Veem, isso n&#227;o &#233; algo normal. Porque certamente n&#227;o &#233; normal que o Santo Padre proclame um dogma a cada momento. Voc&#234;s veem disso. Neste s&#233;culo, um s&#243; dogma foi proclamado. E eu acredito que n&#227;o chegaremos a um segundo nos pr&#243;ximos meses. Ent&#227;o, digo, no s&#233;culo XX (que tem apenas alguns meses restantes, certo?) um &#250;nico dogma foi proclamado. Em todo o s&#233;culo. Voc&#234;s veem, logicamente, que n&#227;o precisam ter estudado teologia para ver que isso &#233; algo extraordin&#225;rio. &#201; ent&#227;o poss&#237;vel que um suposto conc&#237;lio ecum&#234;nico tenha magist&#233;rio ordin&#225;rio? Paulo VI disse que o Vaticano II tem magist&#233;rio ordin&#225;rio. Meu bom e velho amigo, j&#225; falecido, o Cardeal Felici, ent&#227;o Arcebispo Secret&#225;rio do Conc&#237;lio, em seu decreto anexo &#224; Lumen Gentium, afirmou que seria magist&#233;rio ordin&#225;rio. Meu bom e querido amigo h&#225; 25 anos, o Cardeal Stickler, respondeu tamb&#233;m a minha pergunta sobre isso: sim, &#233; magist&#233;rio ordin&#225;rio. Ora, todos eles s&#227;o tolos? Eu acho que sim. S&#227;o tolos, nesse ponto, sim? &#201; poss&#237;vel que uma pessoa seja tola em um determinado ponto. Posso garantir a voc&#234;s que aqui nesta sala n&#227;o h&#225; exce&#231;&#227;o a essa regra. Cada um aqui nesta sala, inclusive o Reverend&#237;ssimo Senhor Padre e eu, somos tolos em determinados pontos ou pelo menos em um ponto. Bem, se eu naturalmente cresci em uma igreja com obedi&#234;ncia de escravo, sob Pio XI, onde se diz: &#8220;Assim se faz! E eu estou mandando!&#8221; Pio XII da mesma forma. Pio XII, que receberia com maior probabilidade um time de futebol em audi&#234;ncia do que um cardeal romano. E todos eles quase se borravam de medo antes de ir ver o Papa. Por ser assim, acabavam se enganando. E ent&#227;o o assunto estava resolvido, certo? Quando, nesse esp&#237;rito de obedi&#234;ncia escrava, que &#233; errado... Pio XI e Pio XII tamb&#233;m n&#227;o eram perfeitos, &#243;bvio. Crescendo nesse esp&#237;rito de obedi&#234;ncia escrava, ent&#227;o se mente a si mesmo a respeito da autoridade. Se engana a si mesmo. O Cardeal Stickler, que &#233; uma pessoa t&#227;o piedosa em profundidade, e, de fato, t&#227;o normal, simplesmente compensou isso na autoridade doutrin&#225;ria e ele pr&#243;prio se op&#244;s a todo o bom senso. Como um Conc&#237;lio, um Conc&#237;lio Ecum&#234;nico, pode ser algo diferente de um magist&#233;rio extraordin&#225;rio? Veem? E ent&#227;o voc&#234;s v&#227;o me dizer agora: &#8220;Mas, Herr Doktor Dr. Hesse, tudo o que o senhor nos disse, de tudo o que o Conc&#237;lio ensinou de errado, quer dizer agora que isso ainda em rela&#231;&#227;o ao magist&#233;rio ordin&#225;rio, seria tamb&#233;m magist&#233;rio extraordin&#225;rio?&#8221; Mal-entendido. O magist&#233;rio extraordin&#225;rio n&#227;o pode errar. Mas o magist&#233;rio ordin&#225;rio tamb&#233;m n&#227;o pode errar, a menos que esteja em contradi&#231;&#227;o, em contradi&#231;&#227;o comprov&#225;vel. N&#243;s, o Padre e eu, devemos provar, e provar a voc&#234;s: &#201; o magist&#233;rio ordin&#225;rio do Papa? &#201; incapaz de erro, se n&#227;o estiver em contradi&#231;&#227;o comprov&#225;vel com a Igreja. Ent&#227;o, o Papa Pio XII em uma enc&#237;clica completamente normal escreve algo que est&#225; totalmente em concord&#226;ncia com seus predecessores Pio XI, Bento XV, Pio X, Le&#227;o XIII, Pio IX, Greg&#243;rio XVI, Le&#227;o XII etc., ent&#227;o &#233; infal&#237;vel. Isso tamb&#233;m diz o Papa Pio XII na Humani Generis. Portanto, o Vaticano II, se &#233; magist&#233;rio ordin&#225;rio ou extraordin&#225;rio, neste caso &#233; irrelevante. O que quero mostrar a voc&#234;s &#233; que n&#227;o &#233; magist&#233;rio coisa nenhuma. Ser&#225; que posso... A Lumen Gentium afirma coisas nos pontos 1, 8, 15, 16 e 22 que jamais teriam, no s&#233;culo XX, antes do Conc&#237;lio, no s&#233;culo XIX, por nenhum bispo, em lugar algum da Terra, obtido permiss&#227;o para publica&#231;&#227;o. O chamado Imprimatur, o famigerado. Voc&#234;s realmente querem afirmar que um decreto que nunca teria sido publicado por nenhum bispo cat&#243;lico pode ser Magist&#233;rio? No s&#233;culo XIX, nenhum bispo jamais o teria publicado. E dado permiss&#227;o para isso. Mas &#233; Magist&#233;rio? N&#227;o. E com isso a resposta est&#225; dada. Este Conc&#237;lio n&#227;o &#233; apenas arbitr&#225;rio, desnecess&#225;rio, como novum na hist&#243;ria da Igreja, como uma completa novidade na hist&#243;ria da Igreja, arbitr&#225;rio por um total irrespons&#225;vel, traidor, pactuante com os comunistas, e, na Pacem in Terris, um Papa her&#233;tico, convocado de forma irrespons&#225;vel, sob a falsa premissa de que foi convocado pela primeira vez na hist&#243;ria da Igreja com a inten&#231;&#227;o de n&#227;o esclarecer quest&#245;es de f&#233;. Foi convocado com a inten&#231;&#227;o de n&#227;o fazer um magist&#233;rio extraordin&#225;rio, mas sim um Magist&#233;rio ordin&#225;rio, o que &#233; imposs&#237;vel em um Conc&#237;lio, o que vai contra todo o senso comum. E disso, concluo solenemente agora, a grande conclus&#227;o: N&#243;s aqui n&#227;o temos problema com o Vaticano II. Na verdade, n&#227;o &#233; nem Conc&#237;lio, nem Magist&#233;rio.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[DECLARAÇÃO DE FÉ CATÓLICA - PADRE DAVIDE PAGLIARANI, FSSPX]]></title><description><![CDATA[Dirigida &#224; Sua Santidade o papa Le&#227;o XIV pelo padre Davide Pagliarani Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal S&#227;o Pio X.]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/declaracao-de-fe-catolica-padre-davide</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/declaracao-de-fe-catolica-padre-davide</guid><dc:creator><![CDATA[TradTalk]]></dc:creator><pubDate>Thu, 14 May 2026 14:02:05 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!ivb6!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F150e58e6-43b1-4337-b363-93d7a051c425_1920x1080.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!ivb6!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F150e58e6-43b1-4337-b363-93d7a051c425_1920x1080.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!ivb6!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F150e58e6-43b1-4337-b363-93d7a051c425_1920x1080.jpeg 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!ivb6!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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XIV<br>pelo padre Davide Pagliarani<br>Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal S&#227;o Pio X</p><div><hr></div><p>Sant&#237;ssimo Padre,</p><p>H&#225; mais de cinquenta anos, a Fraternidade S&#227;o Pio X se esfor&#231;a para expor &#224; Santa S&#233; seu caso de consci&#234;ncia diante dos erros que destroem a f&#233; e a moral cat&#243;licas. Infelizmente, todas as discuss&#245;es iniciadas permaneceram sem resultado, e todas as preocupa&#231;&#245;es expressas n&#227;o receberam nenhuma resposta verdadeiramente satisfat&#243;ria.</p><p>H&#225; mais de cinquenta anos, a &#250;nica solu&#231;&#227;o realmente considerada pela Santa S&#233; parece ser a das san&#231;&#245;es can&#244;nicas. Para nosso grande pesar, parece-nos, portanto, que o direito can&#244;nico esteja sendo utilizado n&#227;o para confirmar na f&#233;, mas para dela afastar.</p><p>Por meio do texto que segue, a Fraternidade S&#227;o Pio X tem a alegria de Vos expressar filial e sinceramente, nas circunst&#226;ncias presentes, seu apego &#224; f&#233; cat&#243;lica, sem nada ocultar nem de Vossa Santidade nem da Igreja universal.</p><p>A Fraternidade entrega esta simples Declara&#231;&#227;o de F&#233; em Vossas m&#227;os. Ela nos parece corresponder ao m&#237;nimo indispens&#225;vel para podermos estar em comunh&#227;o com a Igreja, dizer-nos verdadeiramente cat&#243;licos e, por conseguinte, Vossos filhos.</p><p>N&#227;o temos outro desejo sen&#227;o o de viver e ser confirmados na f&#233;:</p><p>&#8220;Assim, permanecendo firmemente enraizados e estabelecidos na verdadeira f&#233; cat&#243;lica, esfor&#231;ai-vos por ser sempre dignos ministros do sacrif&#237;cio divino e da Igreja de Deus, que &#233; o Corpo de Cristo. Pois, como diz o Ap&#243;stolo: &#8216;Tudo o que n&#227;o procede da f&#233; &#233; pecado&#8217;, cism&#225;tico e fora da unidade da Igreja.&#8221;&#185;</p><div><hr></div><h1>DECLARA&#199;&#195;O DE F&#201; CAT&#211;LICA</h1><p>Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sabedoria divina, Verbo encarnado,</p><p>que quis uma &#250;nica religi&#227;o, que tornou a Antiga Alian&#231;a definitivamente caduca, que fundou uma &#250;nica Igreja, que triunfou sobre Satan&#225;s, que venceu o mundo, que permanece conosco at&#233; o fim dos tempos e que voltar&#225; para julgar os vivos e os mortos.</p><p>Ele, Imagem perfeita do Pai, Filho de Deus feito homem, foi constitu&#237;do &#250;nico Redentor e Salvador do mundo pela Encarna&#231;&#227;o e pela oferta volunt&#225;ria do sacrif&#237;cio da Cruz. Nosso Senhor satisfaz a justi&#231;a divina derramando seu precios&#237;ssimo Sangue, e &#233; nesse Sangue que estabelece a Nova e Eterna Alian&#231;a, abolindo a Antiga. Ele &#233;, por conseguinte, o &#250;nico Mediador entre Deus e os homens e o &#250;nico caminho para chegar ao Pai. Somente aquele que O conhece conhece o Pai.</p><p>Por um decreto divino, a Sant&#237;ssima Virgem Maria foi associada direta e intimamente a toda a obra da Reden&#231;&#227;o; desde ent&#227;o, negar essa associa&#231;&#227;o &#8212; nos termos recebidos da Tradi&#231;&#227;o &#8212; equivale a alterar a pr&#243;pria no&#231;&#227;o de Reden&#231;&#227;o tal como a Provid&#234;ncia divina a quis.</p><p>Existe uma s&#243; f&#233; e uma s&#243; Igreja pelas quais podemos ser salvos. Fora da Igreja Cat&#243;lica Romana, e sem a profiss&#227;o da f&#233; que ela sempre ensinou, n&#227;o h&#225; salva&#231;&#227;o nem remiss&#227;o dos pecados.</p><p>Por conseguinte, todo homem deve ser membro da Igreja Cat&#243;lica para salvar sua alma, e existe um s&#243; batismo como meio de nela ser incorporado. Essa necessidade diz respeito &#224; humanidade inteira sem exce&#231;&#227;o e inclui indistintamente crist&#227;os, judeus, mu&#231;ulmanos, pag&#227;os e ateus.</p><p>O mandato recebido pelos Ap&#243;stolos de pregar o Evangelho a todo homem e converter todo homem &#224; f&#233; cat&#243;lica permanece v&#225;lido at&#233; o fim dos tempos e corresponde &#224; necessidade mais absoluta e mais imperiosa que existe no mundo. &#8220;Quem crer e for batizado ser&#225; salvo; quem n&#227;o crer ser&#225; condenado.&#8221;&#178; Desde ent&#227;o, renunciar ao cumprimento desse mandato constitui o mais grave dos crimes contra a humanidade.</p><p>A Igreja Romana &#233; a &#250;nica a possuir simultaneamente as quatro notas que caracterizam a Igreja fundada por Jesus Cristo: Unidade, Santidade, Catolicidade e Apostolicidade.</p><p>Sua unidade decorre essencialmente da ades&#227;o de todos os seus membros &#224; &#250;nica verdadeira f&#233;, fielmente conservada, ensinada e transmitida pela hierarquia cat&#243;lica ao longo dos s&#233;culos.</p><p>A nega&#231;&#227;o de uma &#250;nica verdade de f&#233; destr&#243;i a pr&#243;pria f&#233; e torna radicalmente imposs&#237;vel toda comunh&#227;o com a Igreja Cat&#243;lica.</p><p>O &#250;nico caminho poss&#237;vel para restabelecer a unidade entre crist&#227;os de confiss&#245;es diferentes consiste no apelo insistente e caridoso dirigido aos n&#227;o cat&#243;licos para professarem a &#250;nica verdadeira f&#233; no seio da &#250;nica verdadeira Igreja.</p><p>De maneira alguma a Igreja Cat&#243;lica pode ser considerada ou tratada em p&#233; de igualdade com um falso culto ou uma falsa igreja.</p><p>O Pont&#237;fice Romano, Vig&#225;rio de Cristo, &#233; o &#250;nico sujeito detentor da autoridade suprema sobre toda a Igreja. &#201; ele somente quem confere diretamente aos demais membros da hierarquia cat&#243;lica a jurisdi&#231;&#227;o sobre as almas.</p><p>&#8220;O Esp&#237;rito Santo n&#227;o foi prometido aos sucessores de Pedro para que, sob sua revela&#231;&#227;o, fa&#231;am conhecer uma nova doutrina, mas para que, com sua assist&#234;ncia, guardem santamente e exponham fielmente a revela&#231;&#227;o transmitida pelos Ap&#243;stolos, isto &#233;, o dep&#243;sito da f&#233;.&#8221;&#179;</p><p>A uma f&#233; &#250;nica corresponde um culto &#250;nico, express&#227;o suprema, aut&#234;ntica e perfeita dessa mesma f&#233;.</p><p>A Santa Missa &#233; a perpetua&#231;&#227;o no tempo do sacrif&#237;cio da Cruz, oferecido por muitos e renovado sobre o altar. Embora oferecido de maneira incruenta, o santo sacrif&#237;cio da Missa &#233; essencialmente expiat&#243;rio e propiciat&#243;rio. Nenhum outro culto proporciona a adora&#231;&#227;o perfeita. Nenhum outro culto que n&#227;o esteja em rela&#231;&#227;o com ele &#233; agrad&#225;vel a Deus. Nenhum outro meio &#233; suficiente para a santifica&#231;&#227;o das almas.</p><p>Por conseguinte, o santo sacrif&#237;cio da Missa n&#227;o pode, de maneira alguma, ser reduzido a uma simples comemora&#231;&#227;o, a uma refei&#231;&#227;o espiritual, a uma assembleia sagrada celebrada pelo povo, &#224; celebra&#231;&#227;o do mist&#233;rio pascal sem sacrif&#237;cio, sem satisfa&#231;&#227;o da justi&#231;a divina, sem expia&#231;&#227;o dos pecados, sem propicia&#231;&#227;o e sem Cruz.</p><p>A ajuda trazida &#224;s almas pelos sacramentos da Igreja Cat&#243;lica &#233; suficiente em toda circunst&#226;ncia e em toda &#233;poca para permitir aos fi&#233;is viverem em estado de gra&#231;a.</p><p>A lei moral contida no Dec&#225;logo e aperfei&#231;oada no Serm&#227;o da Montanha &#233; a &#250;nica pratic&#225;vel para obter a salva&#231;&#227;o das almas. Todo outro c&#243;digo moral &#8212; por exemplo, fundado no respeito &#224; cria&#231;&#227;o ou nos direitos da pessoa humana &#8212; &#233; radicalmente insuficiente para santificar e salvar uma alma. De maneira alguma ele pode substituir a &#250;nica verdadeira lei moral.</p><p>A exemplo de S&#227;o Jo&#227;o Batista, a verdadeira caridade nos obriga a advertir os pecadores e jamais renunciar aos meios necess&#225;rios para salvar suas almas.</p><p>Aquele que come o Corpo de Nosso Senhor e bebe seu Sangue em estado de pecado come e bebe sua pr&#243;pria condena&#231;&#227;o, e nenhuma autoridade pode modificar essa lei contida no ensinamento de S&#227;o Paulo e na Tradi&#231;&#227;o.</p><p>O pecado impuro contra a natureza &#233; de tal gravidade que clama sempre e em toda circunst&#226;ncia por vingan&#231;a diante de Deus, e &#233; radicalmente incompat&#237;vel com toda forma de amor aut&#234;ntico e crist&#227;o. Desde ent&#227;o, tal &#8220;modo de vida&#8221; n&#227;o pode, de maneira alguma, ser reconhecido como um dom de Deus. Um casal que pratique esse v&#237;cio deve ser ajudado a libertar-se dele e n&#227;o pode, de maneira alguma, ser aben&#231;oado &#8212; formal ou informalmente &#8212; pelos ministros da Igreja.</p><p>A submiss&#227;o das institui&#231;&#245;es e das na&#231;&#245;es, enquanto tais, &#224; autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo decorre diretamente da Encarna&#231;&#227;o e da Reden&#231;&#227;o. Desde ent&#227;o, a laicidade das institui&#231;&#245;es e das na&#231;&#245;es constitui uma nega&#231;&#227;o impl&#237;cita da divindade e da realeza universal de Nosso Senhor.</p><p>A cristandade n&#227;o &#233; um simples fen&#244;meno hist&#243;rico, mas a &#250;nica ordem querida por Deus entre os homens.</p><p>N&#227;o &#233; a Igreja que deve conformar-se ao mundo, mas o mundo que deve ser transformado pela Igreja.</p><p>&#201; nesta f&#233; e nestes princ&#237;pios que pedimos ser instru&#237;dos e confirmados por Aquele que recebeu o carisma para faz&#234;-lo.</p><p>Com a ajuda de Nosso Senhor, preferimos a morte a renunciar a eles.</p><p>&#201; nesta f&#233; imut&#225;vel que desejamos viver e morrer, na espera de que ela ceda lugar &#224; vis&#227;o direta da imut&#225;vel Verdade eterna.</p><p>Menzingen, 14 de maio de 2026,<br>na festa da Ascens&#227;o de Nosso Senhor</p><p>Padre Davide Pagliarani</p><div><hr></div><h4><em><strong>Notas de rodap&#233;</strong></em></h4><div><hr></div><p>&#185; Rm 14, 23. Pontifical Romano, Admoesta&#231;&#227;o aos ordinandos do subdiaconato.<br>&#178; Mc 16, 16.<br>&#179; <em>Pastor Aeternus</em>, cap. 4.</p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/declaracao-de-fe-catolica-padre-davide?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/declaracao-de-fe-catolica-padre-davide?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/declaracao-de-fe-catolica-padre-davide/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/declaracao-de-fe-catolica-padre-davide/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><div><hr></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O Papalismo, pelo Rev. Pe. Gregorius Hesse]]></title><description><![CDATA[Tradu&#231;&#227;o da confer&#234;ncia dada em Traunwalchen, 13/09/1998]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/o-papalismo-pelo-rev-pe-gregorius</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/o-papalismo-pelo-rev-pe-gregorius</guid><pubDate>Sat, 09 May 2026 16:48:15 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!gBQx!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fda9a28d9-a6f5-445a-9043-337f169687c7_1280x720.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!gBQx!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fda9a28d9-a6f5-445a-9043-337f169687c7_1280x720.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!gBQx!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fda9a28d9-a6f5-445a-9043-337f169687c7_1280x720.png 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!gBQx!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fda9a28d9-a6f5-445a-9043-337f169687c7_1280x720.png 848w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!gBQx!, /__u/tradtalk.substack.com/w_1272, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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Ele disse o seguinte... e, na verdade, quem foi esse Abb&#233; Roche n&#227;o importa, ele estava certo sobre o que disse. Ele afirmou que: &#8220;Agora que S&#227;o Pio X denunciou o Modernismo, e, de certa forma, o superou&#8221; &#8211; ou seja, o criticou, desmascarou e, com isso, o derrotou: &#8220;agora nos deparamos com a mais terr&#237;vel de todas as heresias que vir&#227;o, a saber, a heresia de que o Papa pode fazer tudo o que quiser.&#8221;</p><p>Eu tenho ouvido sobre este tema em diversas express&#245;es, mas acredito que talvez o melhor termo seja Papalismo. Ao notar essa heresia, a heresia de que o Papa pode fazer tudo, ela se chama Papalismo. Por isso, o rev. Padre Zunhammer recusou o convite para definir um t&#237;tulo para hoje, pois originalmente eu lhe havia dito ao telefone que discutir&#237;amos o Papalismo, e ele considerou bem que ningu&#233;m entenderia o que isso significa. Portanto, &#233; sob o termo Papalismo que devemos entender isso. O erro de acreditar que o Papa pode fazer qualquer coisa, que o Papa, de certa forma, como um soberano absoluto, como Lu&#237;s XIV gostava de ser, ou gostaria de ter sido, que o Papa, como um soberano absoluto, pode permitir-se tudo. E hoje veremos que isso &#233; um erro terr&#237;vel e tamb&#233;m uma heresia.</p><p>&#201; importante considerar o seguinte: estamos diante de uma, gostaria de dizer, uma crise &#250;nica na hist&#243;ria da Igreja, uma crise eclesi&#225;stica singular. E esta &#233; uma crise que muitas pessoas n&#227;o conseguem suportar. N&#227;o conseguem suportar psicologicamente. Desmoronam diante desta crise da Igreja. E perdem a raz&#227;o diante desta crise eclesi&#225;stica. Agora, precisamos, no que diz respeito aos lament&#225;veis resultados desta perda de raz&#227;o, abordar a distin&#231;&#227;o usual. Aqui, naturalmente, existe um erro intelectual e tamb&#233;m um erro teol&#243;gico. Um erro filos&#243;fico e um erro teol&#243;gico. O erro filos&#243;fico &#233; de dois tipos. Aqueles que n&#227;o conseguem entender como &#233; poss&#237;vel esta Igreja ter chegado a uma crise t&#227;o profunda, o Papa se comportar da maneira como se comporta, acabam caindo, quando n&#227;o compreendem, seja no que &#233; chamado de Sedevacantismo, ou se tornam Papalistas. Vou explicar isso. Ou n&#227;o entendem isso e, a partir da&#237;, tiram as seguintes conclus&#245;es (ambas falsas): Um Papa que escreve tanta heresia em seus escritos, como o atual&#8230; O Papa atual &#233; o Papa mais her&#233;tico de toda a hist&#243;ria da Igreja.</p><p>J&#225; provei isso em outros lugares, para fins de cita&#231;&#227;o, mas estou sempre disposto a fornecer essas cita&#231;&#245;es novamente. Ele &#233;, ao mesmo tempo, um indiv&#237;duo cujo comportamento n&#227;o &#233; cat&#243;lico, mas sim cism&#225;tico. E eles agora dizem: &#8220;algu&#233;m assim n&#227;o pode ser Papa. Isso &#233; imposs&#237;vel, isso n&#227;o existe, ele n&#227;o &#233; Papa, n&#243;s n&#227;o temos mais um Papa.&#8221; A esses chamamos de Sedevacantistas. Certamente erram, como veremos em breve e por qu&#234;. E os outros dizem: &#8220;Ele &#233; o Papa, ele deve decidir para onde a f&#233; se move, ele deve decidir qual liturgia ser&#225; celebrada, ele deve decidir o que deve acontecer na Igreja. Ponto final. Somente ele.&#8221; E estes s&#227;o os Papalistas. Porque eles n&#227;o entenderam que a autoridade extraordin&#225;ria do Santo Padre, pela doutrina da Igreja, tem limites dogm&#225;ticos estabelecidos.</p><p>E aqui precisamos primeiro entender algo. Quais s&#227;o os t&#237;tulos do Santo Padre? Ele &#233; Bispo de Roma. Bom. Ele &#233; Arcebispo da Prov&#237;ncia do L&#225;cio. Bom. Ele &#233; o Primaz da It&#225;lia. Ele &#233; o Patriarca do Ocidente. Ele &#233; o Servo dos Servos de Deus e o Vig&#225;rio de Cristo. E esses s&#227;o os dois pontos cruciais. Um dos maiores Papas da hist&#243;ria da Igreja, meu onom&#225;stico, S&#227;o Greg&#243;rio Magno, adotou para si o t&#237;tulo de Servus Servorum Dei, Servo dos Servos de Deus. O Papa, nesse sentido, &#233; nosso servo, o de voc&#234;s e o meu, ou deveria ser, na medida em que cabe ao Papa dizer a voc&#234;s e a mim como devemos salvar a nossa alma e como provavelmente a nossa alma ser&#225; salva.</p><p>Por exemplo, o Papa serve-nos, n&#227;o apenas dizendo-nos o que a Igreja ensina, mas tamb&#233;m nos informando como obter uma indulg&#234;ncia. &#201; assim que ele nos serve. Ele &#233;, portanto, servo dos servos de Deus. Mas o essencial, agora, &#233; que o Papa n&#227;o &#233; um soberano, mas sim um representante. Ele &#233; o representante de Cristo. Ele n&#227;o &#233; o chefe. Ele &#233; a mais alta autoridade na Igreja Cat&#243;lica na Terra. Contudo, a Igreja Cat&#243;lica &#233; o corpo m&#237;stico de Cristo. E a Igreja Cat&#243;lica &#233; a noiva de Cristo. E o chefe e a cabe&#231;a da Igreja Cat&#243;lica, como diz S&#227;o Paulo, de forma semelhante ao casamento, onde o homem &#233; a cabe&#231;a e deve amar sua esposa como Cristo ama a Igreja, e onde a Igreja deve se submeter a Cristo, assim como a esposa se submete ao marido; assim ele &#233; o representante. Ele &#233; a pessoa mais alta na Igreja, mas o &#233; dentro da Igreja. Ele n&#227;o &#233; Cristo. Assim como a esposa se submete ao marido, a Igreja deve se submeter a Cristo. E isso come&#231;a com o Papa.</p><p>O Papa Inoc&#234;ncio III, que foi um Papa grande e not&#225;vel... Mesmo que n&#227;o haja um culto &#224; sua santifica&#231;&#227;o, e isso, ent&#227;o, nem sempre diz algo definitivo, pois santidade e exerc&#237;cio do cargo nem sempre s&#227;o a mesma coisa. O Papa Inoc&#234;ncio III afirmou que o representante de Cristo deve se submeter sob a cabe&#231;a da Igreja, a Cristo. E ele faz isso, entre outras coisas, preservando a f&#233; e aderindo ao ensinamento de seus predecessores. E este mesmo Inoc&#234;ncio III, em outra ocasi&#227;o, disse: &#8220;&#201; perfeitamente imagin&#225;vel que um Papa possa um dia se enganar, que um Papa cometa erros, que um Papa at&#233; mesmo profira heresia. Simplesmente n&#227;o se deve segui-lo.&#8221; E ele disse: &#8220;o fato de que o Papa seja a mais alta pessoa na Terra e n&#227;o possa ser julgado por ningu&#233;m na Terra, n&#227;o deve ser apropriado por nenhum Papa com a mesma convic&#231;&#227;o. Pois quem n&#227;o &#233; julgado pelos homens, ser&#225; julgado por Deus.&#8221; Assim falou Inoc&#234;ncio III. Isso significa que o Papa deve se submeter a certas coisas.</p><p>Agora vamos ver, de forma bem met&#243;dica, o que s&#227;o. Primeiramente, isso &#233; &#243;bvio para todos, n&#227;o &#233; preciso ter estudado teologia para entender, o Papa n&#227;o pode mudar o Evangelho. O Papa n&#227;o pode dizer &#8220;Cristo nunca disse a Pedro: Tu es Petrus, et super hanc petram &#230;dificabo Ecclesiam meam, Tu &#233;s Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja.&#8221; Ele n&#227;o pode dizer isso. O Papa n&#227;o pode alterar o Evangelho. Ele n&#227;o pode falar contra o Evangelho. Se o Papa disser algo que comprovadamente se op&#245;e ao Evangelho, ent&#227;o ele &#233; um herege. O Papa n&#227;o pode mudar a f&#233;. O Papa, como representante de Cristo, est&#225; subordinado &#224; verdade. Cristo n&#227;o disse: &#8220;dou-vos algo da verdade&#8221;. Ele tamb&#233;m n&#227;o disse: &#8220;trago-vos a verdade&#8221;. Ele simplesmente disse: &#8220;Ego Sum Veritas: Eu Sou a Verdade&#8221;. Visto que Cristo &#233; o chefe do Papa, que &#233; apenas seu representante, o Papa deve, em tudo, (em tudo!) estar subordinado &#224; verdade. Assim como n&#243;s. Ou seja, o que isso significa na pr&#225;tica? Isso significa que um Papa vincula seu sucessor em quest&#245;es de f&#233; e moral.</p><p>&#201; comum que se argumente, com aqueles que s&#227;o papalistas, ou seja, que sempre defendem o Papa at&#233; o fim, e at&#233; mesmo contra a verdade: Sempre me escrevem o argumento do direito romano: &#8220;par in parem potestatem non habet&#8221;. um igual n&#227;o tem poder, n&#227;o tem autoridade sobre outro igual. Ora, dizem: &#8220;O Papa Jo&#227;o Paulo II &#233; Papa, assim como o Papa Pio IX foi. Isso quer dizer, Pio IX n&#227;o est&#225; acima de Jo&#227;o Paulo II, nem vice-versa.&#8221; &#8220;Par in parem potestatem non habet&#8221;, um igual n&#227;o tem poder sobre outro igual. Bem, tudo bem, significa isso que Jo&#227;o Paulo II poderia fazer o dogma da Imaculada Concei&#231;&#227;o, proclamado em 1854 por Pio IX, ser revogado? De forma alguma. Voc&#234;s todos sabem que n&#227;o d&#225;. Voc&#234;s veem, portanto, que essa afirma&#231;&#227;o de que um igual n&#227;o tem poder sobre outro igual n&#227;o se aplica de forma absoluta ao Papa, mas apenas de forma muito limitada.</p><p>O Papa pode fazer o Direito Can&#244;nico que em 1917 foi publicado por Papa Bento XV (Pio X iniciou o trabalho) ser alterado? Sim, ele tamb&#233;m o fez. Ele pode. &#201; assim: Encontramos a resposta indiretamente&#8230; Indiretamente, devo dizer, pois o problema, na &#233;poca, sequer existia, &#8230;indiretamente no dogma sobre a infalibilidade do Papa, considerando que tudo o que digo hoje, em ess&#234;ncia, n&#227;o &#233; sen&#227;o uma explica&#231;&#227;o desse dogma da infalibilidade, que Pio IX, em 18 de julho de 1870, publicou como uma Constitutio Dogmatica, como constitui&#231;&#227;o dogm&#225;tica, com o t&#237;tulo, precisamente, Pastor Aeternus: a Constitutio Dogm&#225;tica Prima Pastor Aeternus de Ecclesia Christi, de 18 de julho de 1870.</p><p>Para aqueles&#8230; Isso &#233; muito &#250;til, e, para quem tamb&#233;m assistir &#224; minha fita, para aqueles que tiverem um Denzinger-Sch&#246;nmetzer em casa, ou uma vers&#227;o mais moderna do Denzinger, indicarei o n&#250;mero de tudo o que citar deste livro hoje, para que seja encontrado da forma mais r&#225;pida poss&#237;vel, independentemente da edi&#231;&#227;o, desde que n&#227;o seja muito antigo. E aqui, no terceiro cap&#237;tulo, o Papa faz uma distin&#231;&#227;o muito interessante. Ele fala sobre o primado papal, que, vale ressaltar, n&#227;o &#233; um privil&#233;gio honor&#237;fico, mas uma autoridade real, imediata, dada diretamente por Deus ao cardeal que acaba de ser eleito Papa. Isso &#233; chamado de poder de decis&#227;o ordin&#225;rio, imediato. Ou seja, onde o Papa tem permiss&#227;o para decidir, ele recebe essa autoridade diretamente de Cristo, de forma imediata, ordin&#225;ria e por conta de sua posi&#231;&#227;o, e n&#227;o por qualquer acordo entre pessoas.</p><p>E nesse primado, nessa abordagem do primado papal, faz-se uma distin&#231;&#227;o muito importante. L&#225; se afirma que ele possui essa autoridade, n&#227;o apenas em quest&#245;es de f&#233; e de moral, mas tamb&#233;m em assuntos de disciplina e de governo da Igreja. Pelo que me lembro, j&#225; tenho uma dificuldade enorme em ler, inclusive, em Denzinger-Sch&#246;nmetzer&#8230; A raz&#227;o pela qual evito trabalhar com livros e documentos &#233; que nunca encontro o que procuro. Aqui est&#225;. 3060. E agora, essa decis&#227;o &#233; fundamental. Por que o Papa faz ela? Por que ele afirma explicitamente que essa autoridade decis&#243;ria imediata do Santo Padre n&#227;o se limita a quest&#245;es de f&#233; e moral, ou seja, &#224; moral teol&#243;gica, &#224; doutrina dos costumes, mas se estende tamb&#233;m a assuntos de disciplina e governo da Igreja? Essa distin&#231;&#227;o &#233; necess&#225;ria, pois aqui se estabelece que o Papa possui esse primado tamb&#233;m em quest&#245;es disciplinares e de governo da Igreja, porque na Igreja Cat&#243;lica, desde o in&#237;cio, sem nenhuma exce&#231;&#227;o, ininterruptamente, sempre se entendeu com naturalidade que o Papa possui esse primado em quest&#245;es de f&#233; e moral.</p><p>E por que essa distin&#231;&#227;o? Por que essa, n&#227;o apenas distin&#231;&#227;o, mas separa&#231;&#227;o entre as quest&#245;es de f&#233; e moral, e as quest&#245;es de disciplina e governo da Igreja? Isso tem uma raz&#227;o muito importante. Em qualquer quest&#227;o de f&#233;, por mais diversa que seja, quando o Papa toma uma decis&#227;o definitiva, em qualquer quest&#227;o de doutrina moral, por mais diversa que seja, quando o Papa toma uma decis&#227;o definitiva, isso vincula seus sucessores de forma absoluta e completa. Nenhum Papa poderia jamais ter a aud&#225;cia e efetivamente fazer um dogma que um conc&#237;lio com a assinatura do Papa, ou um Papa, tenha proclamado, ser revogado. E &#233; por isso que existe essa diferen&#231;a. Pois, em quest&#245;es de disciplina e de governo da Igreja, o Papa pode naturalmente faz&#234;-lo. N&#227;o de forma ilimitada, mas, evidentemente, o Papa pode, por exemplo, alterar os regulamentos de vestimenta do clero. Seria rid&#237;culo se ele n&#227;o pudesse. Evidentemente, o Papa pode regular a administra&#231;&#227;o da C&#250;ria. Seria uma cat&#225;strofe se ele n&#227;o pudesse. E, naturalmente, devemos aceitar, se o Papa atual, no que diz respeito &#224; regra da elei&#231;&#227;o papal, na vers&#227;o reescrita, nas novas normas do conclave, incluir algumas coisas que podem n&#227;o agradar a um ou outro.</p><p>Isso precisa ser aceito, isso precisa ser suportado. Porque a regra de como um Papa &#233; eleito foi alterada pelo menos 70 vezes nos &#250;ltimos 800 anos. Pio X alterou as normas do conclave. Pio XII as alterou. Paulo VI as alterou. E o atual as alterou novamente. Isso n&#227;o &#233; dogma. Isso n&#227;o &#233; uma quest&#227;o de teologia moral. Isso &#233; uma quest&#227;o administrativa. A elei&#231;&#227;o papal n&#227;o funciona, atrav&#233;s do Esp&#237;rito Santo em forma de pomba entrando na Capela Sistina e sussurrando ao ouvido dos cardeais quem eles devem escolher. De jeito nenhum! A elei&#231;&#227;o papal funciona da seguinte maneira: os cardeais se sentam e escolhem quem eles querem escolher. E aquele que sai do conclave como Papa, de forma alguma &#233; quem Deus tinha como preferido. De maneira alguma. O Papa Alexandre VI e o Papa Paulo VI s&#227;o provas flagrantes dessa verdade. Embora Alexandre VI ainda seja muito prefer&#237;vel a Paulo VI, porque ele s&#243; se comportou mal nos 5&#186; e 6&#186; Mandamentos e Paulo VI no 1&#186; Mandamento, mas esse n&#227;o &#233; o ponto crucial. Certamente, nenhum dos dois era o que Deus teria preferido. Embora Deus claramente soubesse quem seria.</p><p>A ideia da inspira&#231;&#227;o do Esp&#237;rito Santo durante o conclave pode ser explicada de forma simples, observando o seguinte: Se, (hehe, se) se apenas, ah, como se diz em latim, utinam, se apenas, um cardeal no conclave se ajoelhasse humildemente diante do altar e dissesse: &#8220;Por favor, Esp&#237;rito Santo, diga-me quem devo escolher.&#8221; Ent&#227;o, certamente, o Esp&#237;rito Santo lhe revelaria, de qualquer forma, por meio de um sonho, por acaso, como queiram chamar isso, por meio de aconselhamento, o nome de quem ele deve escolher. N&#227;o posso julgar quantos cardeais fazem isso. Mas Deus se vinculou &#224; livre vontade humana. E, se um cardeal teima em escolher um candidato ruim, Deus, por mais amoroso que seja, n&#227;o pode fazer nada a respeito. Caso contr&#225;rio, o livre arb&#237;trio humano n&#227;o seria realmente livre, e ser&#237;amos meras marionetes.</p><p>E &#233; isso que se deve entender quando falamos da inspira&#231;&#227;o do Esp&#237;rito Santo: Deus a oferece, mas ela n&#227;o &#233; garantida a nenhum cardeal, a nenhum membro do conclave que ali escolhe. S&#243; se ele assim o desejar. Mas, enfim, ele pode simplesmente recus&#225;-la. Veremos, ao avaliarmos a posi&#231;&#227;o doutrin&#225;ria do Vaticano II, que exatamente isso aconteceu, ali&#225;s. Isso significa, ent&#227;o, que, se o Papa puder vincular seus sucessores em quest&#245;es de f&#233; e em quest&#245;es de moral, e em quest&#245;es de disciplina, que tamb&#233;m est&#227;o relacionadas &#224; moral, e em quest&#245;es de governo da Igreja, que por vezes se estendem a &#225;reas teol&#243;gicas, onde estaria, ent&#227;o, o limite se ele n&#227;o puder vincular seus sucessores?</p><p>Bem, a quest&#227;o &#233; a seguinte: quando, por exemplo, Jo&#227;o Paulo II... Caso ele tenha sido infal&#237;vel nessa quest&#227;o, este &#233; um tema para outra ocasi&#227;o, talvez. Se Jo&#227;o Paulo II escolhe a seguinte formula&#231;&#227;o para excluir a ordena&#231;&#227;o sacerdotal da mulher, dizendo: &#8220;pelo presente, com a for&#231;a da minha autoridade apost&#243;lica&#8221;: A. B) &#8220;Para todos os tempos e para sempre decido que uma mulher n&#227;o pode ser ordenada sacerdotisa, e isso deve ser crido por todos os fi&#233;is.&#8221; Todos os fi&#233;is devem aceitar isso. E quem n&#227;o o fizer, n&#227;o &#233; cat&#243;lico. Se formulado dessa maneira, ent&#227;o vincula todos os papas que vierem depois. L&#243;gico! Porque a verdade n&#227;o pode mudar. Deus &#233; imut&#225;vel. Cristo disse: &#8220;Eu Sou a Verdade&#8221;. Cristo &#233; imut&#225;vel. Consequentemente, a verdade &#233; imut&#225;vel. Se o Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854 afirmou que a M&#227;e de Deus foi concebida sem pecado original, isso significa uma verdade que n&#227;o pode ser alterada. Ent&#227;o, nenhum papa futuro pode dizer: &#8220;n&#227;o, ela n&#227;o foi concebida sem pecado original&#8221;, mas no momento em que Ela recebeu Cristo, foi purificada. O que outrora foi uma teoria, n&#227;o pode mais ser! Ponto final! A quest&#227;o est&#225; resolvida de uma vez por todas e para sempre. Logo, em quest&#245;es de f&#233; definidas, o Santo Padre vincula todos os seus sucessores para sempre.</p><p>E ent&#227;o, mais uma coisa tamb&#233;m vincula o Santo Padre, A saber: n&#227;o um Papa ou um Conc&#237;lio que tenha decidido algo com o Papa, naturalmente de forma definitiva, mas aquilo que se chama Status Ecclesi&#230;, o estado da Igreja. N&#227;o se refere a uma interpreta&#231;&#227;o banal, como o estado atual da Igreja, em que condi&#231;&#227;o ela se encontra hoje. N&#227;o preciso explicar que a Igreja se encontra hoje em um estado catastr&#243;fico. N&#227;o &#233; isso que se quer dizer. O que se pretende &#233; o estado da Igreja infal&#237;vel. E aqui &#233; preciso fazer uma ressalva. A Igreja &#233; divina e ela &#233; humana. O Corpo M&#237;stico de Cristo e a Noiva de Cristo s&#227;o divinos. Infal&#237;veis, invulner&#225;veis, sempre e eternamente. A cole&#231;&#227;o de pessoas, come&#231;ando pelo Papa at&#233; o &#250;ltimo e menor capel&#227;o e os fi&#233;is, &#233;, no entanto, uma cole&#231;&#227;o de pecadores. Porque, desde Ad&#227;o e Eva, apenas duas pessoas n&#227;o pecaram. Cristo e sua M&#227;e. Cada Papa peca, cada Santo peca, cada Bispo peca, cada Padre peca, cada fiel peca. Eles podem, portanto, cometer erros. E cometer erros terr&#237;veis, inclusive. A raz&#227;o pela qual o Esp&#237;rito Santo prometeu ao Papa a infalibilidade &#233; precisamente para que, ao menos nas quest&#245;es de f&#233; mais importantes, quando o Papa invoca o Esp&#237;rito Santo, quando o Papa chama o Esp&#237;rito Santo para esse fim, o erro seja exclu&#237;do. Mas quando o Papa, aos domingos, durante o Angelus Domini, prega da segunda janela do Pal&#225;cio Apost&#243;lico, ele pode at&#233; dizer as maiores bobagens. O Esp&#237;rito Santo n&#227;o est&#225; presente ali. Quando o Papa escreve uma enc&#237;clica, o Esp&#237;rito Santo n&#227;o est&#225; presente. N&#227;o &#233; garantido.</p><p>Onde est&#225;, ent&#227;o, o limite aqui? O Papa Pio XII oferece a resposta em Humani Generis, ao afirmar que aquilo que a Igreja proclama de forma dogm&#225;tica e definitiva, onde a Igreja declara: &#8220;isto deve ser mantido pelos fi&#233;is por todos os tempos&#8221;, todos n&#243;s devemos aceitar com f&#233;. &#201; preciso, portanto, dar a nossa ades&#227;o no nosso credo. N&#227;o basta a nossa raz&#227;o, isso n&#227;o &#233; suficiente. Devemos dar a ades&#227;o com f&#233;. Precisamos compreender que o que &#233; proclamado como dogma est&#225; inclu&#237;do no Credo que rezamos na Missa de Domingo. Quanto ao que o Papa diz em outras ocasi&#245;es, isso devemos aceitar com submiss&#227;o da raz&#227;o.</p><p>Como &#233; poss&#237;vel, ent&#227;o, que o Dr. Hesse venha dizer que a enc&#237;clica de in&#237;cio de pontificado, a primeira enc&#237;clica de Jo&#227;o Paulo II, j&#225; &#233; her&#233;tica? N&#227;o seria este o Magist&#233;rio ordin&#225;rio, que eu devo aceitar com intelig&#234;ncia e obedi&#234;ncia? &#201;, a princ&#237;pio, sim. Mas, se agora constato que ali est&#225; algo que contradiz a doutrina definida, que contradiz o Status Ecclesiae, ao qual retornarei mais tarde, que contradiz o que a Igreja sempre acreditou, e eu posso comprovar isso, ent&#227;o devo recusar a obedi&#234;ncia aqui, porque, nesse caso, terei a escolha de obedecer ou ao Papa ou a Cristo. Pois, nesse caso, o Papa estaria sendo desobediente a Cristo, porque estaria sendo desobediente &#224; verdade.</p><p>E isso agora precisa ser distinguido da seguinte forma. O Status Ecclesi&#230; inclui tudo aquilo que, embora de um lado n&#227;o tenha sido definido dogmaticamente, o que nenhum Conc&#237;lio e nenhum Papa j&#225; estabeleceram para sempre, que deve ser crido, por outro lado, inclui tudo aquilo que a Igreja sempre acreditou ao longo da hist&#243;ria. Isso &#233; chamado de Sententia communis, ou seja, um julgamento sobre uma quest&#227;o de f&#233; que &#233; amplamente aceito. E aqui, o Papa deve concordar. Darei um exemplo onde um Papa n&#227;o o fez, e, por isso, justificadamente enfrentou dificuldades. Vou lhes dar um exemplo.</p><p>Em 11 de janeiro de 1989, Jo&#227;o Paulo II realizou um feito not&#225;vel: proferiu tr&#234;s heresias em um &#250;nico discurso. Tr&#234;s, exatamente tr&#234;s. Voc&#234;s conhecem do Credo, ou seja, o que se chama de Credo menor, a express&#227;o &#8220;desceu aos infernos&#8221;, onde se afirma que Jesus morreu na cruz e desceu aos infernos. Bem, a quest&#227;o do inferno n&#227;o &#233; um problema aqui. O Papa atual e n&#243;s todos concordamos que n&#227;o se trata do inferno dos condenados, mas era, sim, o ante-inferno. Era a sala de espera de primeira classe para os santos do Antigo Testamento, que j&#225; eram santos, mas n&#227;o podiam ir para o c&#233;u, pois Cristo, com essa chave, ainda n&#227;o havia aberto o c&#233;u. Ou seja, com a cruz. Ent&#227;o, n&#227;o h&#225; problema nisso. Agora, o Papa diz o seguinte&#8230; voc&#234;s podem verificar no Osservatore Romano, se n&#227;o acreditarem. &#201; inacredit&#225;vel que ele diga algo assim, mas ele afirmou o seguinte: &#8220;A frase &#8216;desceu aos infernos&#8217; deve ser entendida metaforicamente, pois o corpo de Cristo foi colocado no t&#250;mulo&#8221;, ou seja, no Sheol, no submundo, &#8220;enquanto sua alma, no momento da morte na cruz, alcan&#231;ou a vis&#227;o beat&#237;fica.&#8221; Tr&#234;s heresias em uma frase, isso &#233; uma obra-prima, provavelmente um recorde na hist&#243;ria da Igreja. Assim, o Papa, a respeito de uma declara&#231;&#227;o de f&#233; no Credo, diz que deve ser entendida metaforicamente, ou seja, como uma analogia. Como uma compara&#231;&#227;o, como uma analogia, como uma par&#225;bola, assim como Cristo sempre fala em par&#225;bolas no Evangelho, a par&#225;bola do Samaritano, a par&#225;bola do administrador injusto, a par&#225;bola dos talentos que s&#227;o dados. Porque, na l&#237;ngua aramaica, era muito dif&#237;cil expressar o pensamento abstrato e o povo n&#227;o teria entendido muitas das coisas que ele queria dizer, de qualquer forma. Ele est&#225; dizendo, portanto, que uma declara&#231;&#227;o de f&#233; do Credo deve ser entendida como uma par&#225;bola, como metaf&#243;rica. Isso &#233; uma heresia.</p><p>O Conc&#237;lio de Trento e, principalmente, o Conc&#237;lio Vaticano I definiram explicitamente que as declara&#231;&#245;es de f&#233; devem ser entendidas como est&#227;o escritas. Elas devem ser entendidas como est&#227;o escritas. N&#227;o de maneira diferente. N&#227;o de qualquer forma com todas as poss&#237;veis interpreta&#231;&#245;es. Um dos primeiros c&#226;nones no direito can&#244;nico diz que o direito can&#244;nico deve ser interpretado como est&#225; escrito. E n&#227;o como algu&#233;m cr&#234; que deva ser entendido em um contexto amplo ou, ainda, como par&#225;bola.</p><p>Ent&#227;o ele diz, em suma, que, se deve ser entendido metaforicamente, porque o corpo de Cristo foi sepultado, ent&#227;o essa frase, &#8220;desceu aos infernos&#8221;, deve ser entendida nesse sentido. Sim, claro, afinal, Cristo foi colocado no submundo. Em hebraico, em aramaico, a express&#227;o &#233; a mesma: Sheol, para submundo, inferno, sepulcro, etc. J&#225; sabemos por que o bom Deus, na plenitude dos tempos, criou o latim, ou fez com que os italianos o produzissem. A declara&#231;&#227;o de f&#233; &#8220;desceu aos infernos&#8221;, foi, no entanto, definida dogmaticamente pelo IV Conc&#237;lio de Latr&#227;o. L&#225; est&#225; escrito, como dogma: &#8220;Cristo, no momento de sua morte, com sua alma desceu ao inferno, com sua alma, enquanto seu corpo foi colocado no t&#250;mulo.&#8221; Isso &#233; exatamente o oposto. Cristo, com sua alma, desceu ao inferno, j&#225; que seu corpo foi colocado no t&#250;mulo. Essa &#233; a segunda heresia. E a terceira heresia, e &#233; por isso que trouxe este exemplo, n&#227;o &#233; contra um dogma definido, mas sim contra algo que a Igreja sempre acreditou.</p><p>O Santo Padre diz, ent&#227;o, cito novamente: &#8220;A frase &#8216;desceu aos infernos&#8217; &#233; metaf&#243;rica&#8221;, ou seja, deve ser entendida como uma par&#225;bola, &#8220;j&#225; que o corpo de Cristo foi colocado no t&#250;mulo&#8221;, no submundo, &#8220;e j&#225; que sua alma, no momento da morte na cruz, recebeu a vis&#227;o divina.&#8221; A Igreja sempre acreditou, e nunca considerou necess&#225;rio definir isso tamb&#233;m, que Cristo, obviamente, desde o primeiro momento de sua concep&#231;&#227;o, possu&#237;a a contempla&#231;&#227;o divina, a vis&#227;o beat&#237;fica. Isso &#233; o que o senso comum nos diz. Se a segunda pessoa divina e a pessoa de Jesus Cristo s&#227;o a mesma pessoa, ent&#227;o n&#227;o poderia ser de outra forma sen&#227;o que Ele tivesse a vis&#227;o beat&#237;fica. A condi&#231;&#227;o humana de Cristo era o estado normal de Cristo, n&#227;o um espet&#225;culo que Ele encenou. A Igreja sempre acreditou nisso. Os Padres da Igreja afirmam que Ele teve a vis&#227;o beat&#237;fica, a contempla&#231;&#227;o divina, desde sua concep&#231;&#227;o. Isso &#233; o que diz S&#227;o Tom&#225;s de Aquino e nenhum Papa jamais o contradisse nesse ponto. Agora que o Papa disse o contr&#225;rio, talvez se torne necess&#225;rio que um futuro Conc&#237;lio ou um futuro Papa tamb&#233;m definam isso.</p><p>Voc&#234;s nunca devem esquecer que todas as defini&#231;&#245;es dogm&#225;ticas na hist&#243;ria da Igreja surgiram precisamente para p&#244;r fim a uma quest&#227;o controversa. N&#227;o &#233; necess&#225;rio definir dogmaticamente tudo o que pertence &#224; f&#233; cat&#243;lica. N&#227;o h&#225; s&#243; isso, mas tamb&#233;m outras coisas que a Igreja sempre acreditou que nunca foram objeto de controv&#233;rsia e que at&#233; hoje n&#227;o foram definidas. E depois h&#225; outras coisas que durante s&#233;culos, mil&#234;nios, um mil&#234;nio e meio, n&#227;o foram motivo de disputa. Ent&#227;o, surge algum herege mesquinho e vil que afirma o oposto. Diante disso, a Igreja diz: agora precisamos definir exatamente qual &#233; a verdade. Esse &#233; o sentido do dogma.</p><p>Isso, portanto, implica automaticamente, pelo que acabei de dizer, que existem coisas que n&#227;o s&#227;o definidas dogmaticamente &#224;s quais um Papa (N&#227;o um Papa, mas o Papa daquele momento) est&#225; vinculado. Vinculado pelo estado da Igreja. E isso pode at&#233; levar a quest&#245;es disciplinares. A quest&#227;o de se o subdiaconato (at&#233; onde) &#233; quest&#227;o disciplinar ou &#233; de teologia moral: isso &#233; algo que pode ser debatido. N&#227;o se pode debater, no entanto, o fato de que o subdiaconato remonta &#224; &#233;poca dos Ap&#243;stolos e que, portanto, nenhum Papa pode se atrever a simplesmente abolir o subdiaconato. E observem como o Esp&#237;rito Santo age. Paulo VI, que supostamente &#8220;aboliu&#8221; o subdiaconato entre aspas, na verdade n&#227;o o aboliu, ele essencialmente o jogou no lixo, mas n&#227;o o determinou formalmente. O decreto Ministeria Quedam, que estabelece que o subdiaconato n&#227;o &#233; mais moderno, por assim dizer, afirma explicitamente que, se um bispo desejar, ainda poder&#225; conced&#234;-lo. E, como n&#227;o haveria um novo rito para isso, s&#243; se pode recorrer ao antigo.</p><p>Portanto, Paulo VI praticamente suprimiu o subdiaconato, mas n&#227;o emitiu nenhuma declara&#231;&#227;o proibindo sua exist&#234;ncia. E ele n&#227;o poderia ter feito isso. Caso o fizesse, tornar-se-ia um cism&#225;tico. Como tamb&#233;m veremos na quest&#227;o da Missa. No Status Ecclesi&#230;... Ali&#225;s, conversei uma vez sobre essa quest&#227;o com um Cardeal que me deu uma resposta maravilhosa a respeito. Ele pr&#243;prio n&#227;o compreende, como o bom Cardeal Stickler afirmou, que o Papa n&#227;o pode alterar os Evangelhos. Os Conc&#237;lios tamb&#233;m est&#227;o fora do alcance, especialmente os quatro primeiros, nos quais as quest&#245;es mais importantes foram definidas. Da mesma forma, ele n&#227;o pode se opor aos Padres da Igreja em geral. E o Status Ecclesi&#230; &#233; algo que ele n&#227;o pode modificar. O subdiaconato, por exemplo, &#233; um caso de algo que n&#227;o &#233; uma quest&#227;o de f&#233;, mas que pertence ao Status, &#224; condi&#231;&#227;o da Igreja. As ordens menores, que o Conc&#237;lio de Trento confirmou, embora n&#227;o de forma dogm&#225;tica, tamb&#233;m fazem parte do Status Ecclesi&#230;.</p><p>E agora, darei exemplos da hist&#243;ria da Igreja para ilustrar como isso deve ser entendido, onde est&#227;o os limites. Por exemplo, Assim, os exemplos mais famosos s&#227;o, ao mesmo tempo, evid&#234;ncias de que um Papa pode se enganar. A quest&#227;o mais famosa &#233; da &#233;poca dos Arianos do terceiro s&#233;culo, quando o Papa Lib&#233;rio se aliou a esses hereges que afirmavam que Cristo n&#227;o &#233; Deus, mas apenas homem. Um homem escolhido, um profeta, tudo o mais, mas n&#227;o Deus. O Papa Lib&#233;rio, que &#233; o primeiro no anu&#225;rio papal antes do qual a letra S de santo, Sanctus, n&#227;o aparece, aliou-se aos Arianos. Ele n&#227;o tentou proclamar o Arianismo como doutrina ou algo parecido, mas tomou o partido deles. Ele fez Santo Atan&#225;sio, que escreveu perfeitamente sobre a Trindade, e perfeitamente sobre a divindade de Cristo, e tamb&#233;m formulou sua profiss&#227;o de f&#233; sobre o assunto, ele fez esse posteriormente reabilitado e canonizado Atan&#225;sio ser excomungado. Santo Atan&#225;sio comportou-se de forma t&#227;o correta e sensata quanto o Arcebispo Lefebvre, e, enquanto isso, continuou a consagrar bispos.</p><p>O segundo exemplo &#233; o Papa Nicolau I. O Papa Nicolau I afirmou em uma carta, portanto, n&#227;o em uma enc&#237;clica, ou seja, em uma circular papal ou em qualquer documento de doutrina, mas, ainda assim, declarou que &#233; poss&#237;vel batizar uma pessoa dizendo: &#8220;Eu te batizo em nome de Cristo&#8221;. Sim, sabemos que isso n&#227;o &#233; correto. Ele escreveu isso em uma carta, no entanto, para algu&#233;m, onde a quest&#227;o em discuss&#227;o era como lidar com os pag&#227;os e com os hereges que se convertem e cuja seita de origem n&#227;o os batizou usando a f&#243;rmula &#8220;Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Esp&#237;rito Santo&#8221;. mas precisamente com a f&#243;rmula &#8220;eu te batizo em nome de Cristo&#8221;. Esse erro&#8230; Esse erro remonta a um equ&#237;voco de Santo Ambr&#243;sio, que em um determinado ponto&#8230; At&#233; mesmo os Padres da Igreja n&#227;o s&#227;o infal&#237;veis. Um momento. J&#225; sei por que preciso dessa subst&#226;ncia nobre, da qual Cristo fez de si mesmo. Ambr&#243;sio, Padre da Igreja, cometeu um erro nesse ponto: ele disse que, portanto, a aceita&#231;&#227;o do batismo em nome de Cristo pode ser considerada v&#225;lida.</p><p>&#201;, at&#233; onde meu conhecimento alcan&#231;a, o Padre da Igreja simplesmente errou. Ora, at&#233; um Padre da Igreja pode falar bobagem. Santo Agostinho tamb&#233;m, por vezes, dizia bobagens. O grande Santo Agostinho. O maior de todos os doutores da Igreja, Santo Tom&#225;s de Aquino, escreve, apenas em sua maior obra, a Summa Theologi&#230;, (que n&#227;o se chama Suma Teol&#243;gica, mas Summa Theologi&#230;) nesta Suma da Teologia, ele descreve tr&#234;s erros. Lembro-me de dois deles agora. Um dos erros &#233; que ele afirma que a M&#227;e de Deus n&#227;o foi concebida sem pecado original, o que ainda n&#227;o era considerado heresia. Era teoria na &#233;poca, mas era um absurdo. Ent&#227;o, Tom&#225;s de Aquino disse um absurdo. Depois, Tom&#225;s de Aquino diz que, em caso de necessidade, para a missa, pode-se usar uvas esmagadas no carpete, e ent&#227;o celebrar a missa. Esse &#233; o erro dele. Do suco de uva fresco n&#227;o se pode obter mat&#233;ria v&#225;lida para a missa, pois n&#227;o &#233; vinho.</p><p>Porque o mesmo Santo Tom&#225;s, que, a prop&#243;sito, cita aqui um Papa J&#250;lio incorretamente, J&#250;lio I, se &#233; que fosse, que nunca disse isso, foi algum decreto idiota das Decretais, que Tom&#225;s cita aqui erroneamente, deixando de lado o fato de que um Papa tamb&#233;m pode proferir absurdos, como veremos. Isso n&#227;o se sustenta, pois o pr&#243;prio Santo Tom&#225;s de Aquino afirma que, ao longo de todos os tempos&#8230; (claro que n&#227;o se trata de uma vota&#231;&#227;o majorit&#225;ria no Bundestag), mas que o povo, ao longo de todos os tempos, determina qual &#233; a mat&#233;ria de um sacramento. Suco de uva, suco de uva puro, suco de uva fresco, nunca foi designado como vinho na hist&#243;ria da humanidade. A premissa dogm&#225;tica para a missa &#233;, no entanto, o vinho feito de uvas. Existe tamb&#233;m o vinho de ma&#231;&#227;. Mas falo vinho de uvas, precisamente. Vinho de verdade. Isso significa que, pelo menos, a fermenta&#231;&#227;o deve ter ocorrido. No m&#237;nimo. Eu diria, portanto, falando com cautela, que certamente um vinho com um teor alco&#243;lico inferior ao da cerveja n&#227;o pode sequer ser chamado de vinho propriamente dito. &#201; um suco de uva fermentado, mas nem sequer um vinho. Ningu&#233;m chama isso de vinho. Se algu&#233;m quiser ter certeza, &#233; claro que escolher&#225; um vinho que todos reconheceriam como vinho.</p><p>E o terceiro erro de S&#227;o Tom&#225;s, que infelizmente n&#227;o me recordo agora, &#233; correto, mas importante de outra forma. Os Padres da Igreja enganaram-se, e, como se v&#234;, tamb&#233;m os Papas. Nicolau I disse uma grande bobagem. Chegou mesmo a escrev&#234;-la, a registr&#225;-la por escrito. Ele escreveu algo que no Conc&#237;lio de Trento foi definitivamente refutado como dogma. N&#227;o encontro isso agora. N&#227;o sei, coloquei um marcador ali. Queria tamb&#233;m passar o n&#250;mero do Denzinger de Nicolau I, mas n&#227;o me lembro. Parece que j&#225; aconteceu outra vez, mas n&#227;o importa. O pr&#243;ximo Papa que se enganou foi o Papa Hon&#243;rio. A situa&#231;&#227;o foi a seguinte: Existia uma heresia que se originou dos Monofisitas, a qual foi chamada Monotelismo. Vou explicar isso. Origin&#225;ria do grego monophysis. Physis &#233; a forma, a natureza. F&#237;sica &#233; o estudo da natureza, n&#233;? Monofisita significa que Cristo &#233; Deus, sim, absolutamente, mas Ele tem apenas uma natureza. Isso quer dizer que Seu corpo humano era uma ilus&#227;o. Uma imagem ilus&#243;ria. E dessa forma surgiu a heresia do Monotelismo, ao se afirmar que Cristo tem apenas uma vontade. Todos sabemos, e podemos refutar essa tolice, essa heresia, mesmo sem termos estudado teologia, pois nos lembramos da liturgia da Semana Santa, onde se afirma que Cristo foi obediente ao seu Pai, &#8220;obediente at&#233; a morte, e morte na cruz.&#8221; Mortem autem crucis. Ora, a pessoa divina, ou seja, a segunda pessoa da Trindade, n&#227;o pode se submeter &#224; Primeira, pois os tr&#234;s s&#227;o iguais: Pai, Filho e Esp&#237;rito Santo, portanto, deve-se falar de uma vontade, de uma vontade humana. E sabemos que Cristo era, naturalmente, plenamente, totalmente homem, exceto no pecado. &#201; o que est&#225; escrito no Evangelho. E isso &#233; tamb&#233;m dogma da Igreja. A vontade humana de Cristo se submeteu &#224; vontade divina, e da&#237; prov&#233;m a obedi&#234;ncia de Cristo. Esses hereges disseram: &#8220;N&#227;o, n&#227;o est&#225; correto, pois, tendo ele apenas um corpo aparente, tamb&#233;m teve apenas uma vontade.&#8221; Hon&#243;rio defendeu isso. O Papa Hon&#243;rio defendeu essa ideia.</p><p>A Igreja Oriental ainda o considera um herege, hoje em dia, e a Igreja Latina o v&#234; com menos severidade, mas um de seus sucessores o condenou de forma extremamente cruel e brutal, e, na minha opini&#227;o, com raz&#227;o. Pois, como veremos mais tarde, o Papa n&#227;o tem o direito, n&#227;o apenas n&#227;o tem o direito de proclamar uma heresia, como o atual faz, mas ele nem sequer tem o direito de permitir uma heresia. No caso de Hon&#243;rio, &#233; preciso ao menos dizer que ele admitiu essa heresia. E agora, como pr&#243;ximo exemplo &#8211; com licen&#231;a &#8211; Jo&#227;o XXII. Aten&#231;&#227;o, agora finalmente encontrei o n&#250;mero de Denzinger, 990 para anotar. Papa Jo&#227;o XXII, que era franc&#234;s, afirmou que as almas dos falecidos n&#227;o podem ter a vis&#227;o beat&#237;fica ap&#243;s a morte, mas somente ap&#243;s o Ju&#237;zo Final. Ou seja, se isso fosse verdade, ent&#227;o S&#227;o Pio X ainda n&#227;o teria a vis&#227;o beat&#237;fica. Bem, voc&#234;s sabem, e eu sei, que ele a tem. Jo&#227;o XXII, portanto, n&#227;o se tornou um herege diretamente, pois, naquela &#233;poca, ainda n&#227;o era dogma. No entanto, ele fez algo aqui, e este &#233; agora o exemplo, esta &#233; a ilustra&#231;&#227;o do que eu disse antes, o que um Papa n&#227;o deve fazer. Ele falou contra uma sententia communis. Ele falou contra algo que a Igreja sempre aceitou. Com os Padres da Igreja, a Igreja, com a grande maioria dos Padres da Igreja, com quase todos os escritos patr&#237;sticos sobre este tema, a Igreja sempre acreditou que no momento em que uma alma morre, ela passa, atrav&#233;s do ju&#237;zo particular de Nosso Senhor, imediatamente para o purgat&#243;rio, para o c&#233;u ou para o inferno.</p><p>Se agora, como no caso de S&#227;o Pio X, for preciso presumir que ele j&#225; est&#225; no c&#233;u, ent&#227;o a Igreja sempre acreditou que, se ele est&#225; agora no c&#233;u, ele j&#225; possui a vis&#227;o beat&#237;fica. Isso n&#227;o era dogma, era algo que a Igreja sempre acreditou. Jo&#227;o XXII n&#227;o apenas pregou isso, pelo contr&#225;rio, mas ele chegou a escrever um livro sobre o assunto. Nunca &#233; bom quando Papas escrevem livros. Ele escreveu um livro a respeito. Ele enviou este livro &#224; Universidade de Paris, onde os professores gritaram &#8220;C&#8217;est un morgue!&#8221;, e com raz&#227;o. A forma como ele pregava essa heresia, de que as almas s&#243; recebem o c&#233;u e o inferno verdadeiramente ap&#243;s o Ju&#237;zo Final, fez com que os cardeais em Avignon o olhassem como se ele tivesse enlouquecido. E protestaram, dizendo: &#8220;Santo Padre, com todo o respeito, isso n&#227;o est&#225; certo, o que o senhor diz n&#227;o &#233; verdade. A Igreja nunca acreditou nisso, a Igreja sempre acreditou em outra coisa.&#8221; Bah! Jo&#227;o XXII teimou nisso. Gra&#231;as a Deus que n&#227;o foi at&#233; a morte, mas apenas at&#233; o dia antes de sua morte.</p><p>E Denzinger-Sch&#246;nmetzer 1990 registra a retrata&#231;&#227;o de sua pr&#243;pria... Eu gostaria de chamar de heresia. A retrata&#231;&#227;o de pr&#243;pria heresia de Jo&#227;o XXII. Gra&#231;as a Deus, pelo menos ele pr&#243;prio consertou isso. E ele ent&#227;o entregou isso a seu sucessor, para que este emitisse o julgamento final sobre o assunto. E isso ent&#227;o... Onde isso foi parar, de novo? Bento XII tamb&#233;m fez o mesmo. Denzinger-Sch&#246;nmetzer 1000. Aqui temos agora o exemplo de como &#233; quando um Papa... Quando um Papa tem que se submeter. Ele deve, portanto... Repito isso, por ser t&#227;o importante: submeter-se em todas as quest&#245;es de f&#233; e moral definidas e definitivamente declaradas. Ele deve se submeter em tudo que a Igreja acredita. Onde n&#227;o se diz, ent&#227;o, que alguns te&#243;logos acreditam nisso. Ou que essa tem sido a opini&#227;o pessoal de v&#225;rios Papas. Nesses casos, n&#227;o &#233; preciso se submeter. Ele deve se submeter onde se pode afirmar com raz&#227;o: &#8220;a Igreja sempre acreditou nisso&#8221;.</p><p>&#201; preciso, por exemplo, fazer uma distin&#231;&#227;o aqui. Se Pio IX, pessoalmente, tivesse a opini&#227;o de que a M&#227;e de Deus n&#227;o havia sido concebida sem pecado original, ent&#227;o ele teria agido de forma muito ousada, muito ousada, mas n&#227;o seria considerado herege no sentido estrito. Se, por&#233;m, Pio XII tivesse a opini&#227;o de que a M&#227;e de Deus n&#227;o foi assunta ao c&#233;u de corpo e alma, ele seria um herege. Antes da proclama&#231;&#227;o do dogma. Por qu&#234;? Porque, no caso da Imaculada Concei&#231;&#227;o, houve, na Igreja, ou seja, na Igreja, entre os grandes doutores da Igreja, uma disputa. Houve discuss&#245;es a respeito. E S&#227;o Tom&#225;s de Aquino, o maior de todos os doutores da Igreja, o doutor ang&#233;lico, teria dito algo sem sentido aqui. Pois ele, em sua submiss&#227;o &#224; autoridade, op&#244;s-se aos franciscanos, que estavam certos, seguindo os dominicanos, que estavam errados. Mas a M&#227;e de Deus ter sido assunta ao c&#233;u de corpo e alma sempre foi cren&#231;a da Igreja. Isso, portanto, j&#225; deveria ter sido aceito antes de 1950. &#201; um dogma esclarecido desde 1950. Mas tamb&#233;m antes de 1950 era absolutamente necess&#225;rio que todos, come&#231;ando pelo Papa at&#233; o &#250;ltimo fiel, o aceitassem. Os Ap&#243;stolos, de fato, viram que o t&#250;mulo estava vazio. E os Ap&#243;stolos contaram isso.</p><p>E o Conc&#237;lio Vaticano I define a Tradi&#231;&#227;o como aquilo que foi registrado nas Sagradas Escrituras e aquilo que os Ap&#243;stolos ouviram diretamente da boca de Cristo. Com isso, a Tradi&#231;&#227;o, como o Vaticano I corretamente afirma, citando o Conc&#237;lio de Trento e S&#227;o Vicente de L&#233;rins: esta Tradi&#231;&#227;o &#233; conclu&#237;da com a morte do &#250;ltimo Ap&#243;stolo. O que, por&#233;m, emana desta Tradi&#231;&#227;o, e aqui chegamos ao ponto crucial, o Papa n&#227;o pode alterar. Se algo na Igreja &#233; Tradi&#231;&#227;o, com letra mai&#250;scula em latim, ent&#227;o o Papa n&#227;o pode modific&#225;-lo. Assim &#233; o Subdiaconato e assim &#233; a Santa Liturgia.</p><p>Em 1570, o Papa S&#227;o Pio V canonizou a Santa Liturgia para todos os tempos, ou seja, dogmatizou, ao fazer o Missal Romano com o Quo Primum, que est&#225; aqui sobre o altar e onde se encontra o decreto de Pio V, ser publicado. Mas ele n&#227;o alterou nada com isso, n&#227;o criou nada de novo, antes seguiu a determina&#231;&#227;o teol&#243;gica do Conc&#237;lio de Trento, que em sua s&#233;tima sess&#227;o, sobre os Sacramentos em geral, no c&#226;non 13, afirma o seguinte: &#8220;Se algu&#233;m disser que os ritos que nos foram transmitidos podem ser desdenhados, ou omitidos, ou que algo lhes pode ser acrescentado, ou que novos ritos podem ser feitos a partir destes antigos, por qualquer um dos pastores da Igreja, seja amaldi&#231;oado&#8221;. Aquele que disser tal coisa. E no latim, est&#225; escrito &#8220;per quemcunque ecclesiarum pastorem&#8221;. Quem souber latim, entender&#225; imediatamente o que isso significa. &#8220;Quiscumque&#8221; em latim n&#227;o significa &#8220;cada um&#8221;, como se encontra at&#233; mesmo em boas tradu&#231;&#245;es. N&#227;o &#8220;cada um&#8221; ou &#8220;qualquer um&#8221;, mas &#8220;quem quer que seja&#8221;, ou seja, sem exce&#231;&#227;o, absolutamente sem exce&#231;&#227;o. E isso inclui o Papa, pois o Papa &#233;, naturalmente, um pastor da Igreja. &#211;bvio, ele &#233; at&#233; o primeiro pastor da Igreja. &#201; o pastor-mor de Roma, o pastor-mor do L&#225;cio, o pastor-mor da It&#225;lia, o pastor-mor do Ocidente, o pastor-mor do mundo. Ele tamb&#233;m n&#227;o pode fazer isso. Ele n&#227;o pode escrever novos ritos, ou seja, uma liturgia totalmente (pois &#233;, totalmente) nova.</p><p>Quando Pio XII, na Mediator Dei, sua enc&#237;clica sobre a liturgia, afirma que apenas ao Papa compete escrever um novo rito, ele n&#227;o quer dizer escrever uma nova missa, escrever um novo missal, mas sim refere-se ao que os Papas sempre fizeram. Em 1854, com a proclama&#231;&#227;o do dogma da Imaculada Concei&#231;&#227;o, Pio IX alterou toda a missa. A partir daquele dia, naquele dia, para aquele dia. Em 1950, com a proclama&#231;&#227;o do dogma da Assun&#231;&#227;o de Maria aos c&#233;us, Pio XII modificou completamente a missa j&#225; existente. E em 1954, Pio XII, durante a canoniza&#231;&#227;o de Pio X, mandou redigir um texto de missa totalmente novo. N&#227;o a partir do texto existente, o texto comum aos Ap&#243;stolos e aos Papas, mas sim criou um formul&#225;rio de missa pr&#243;prio para Pio X. &#201; isso que Pio XII quis dizer em Mediator Dei. Pio XII jamais ousaria afirmar que o Papa pode escrever um novo Ordo Miss&#230;, como Paulo VI criou o Novus Ordo Miss&#230;. Isso n&#227;o &#233; poss&#237;vel, pois &#233; dogma que isso n&#227;o pode acontecer. Essa &#233; agora a interpreta&#231;&#227;o do Dr. Hesse ou s&#227;o os Papas que dizem isso?</p><p>Bem, gostaria de mostrar algo a voc&#234;s. Em toda a hist&#243;ria da Igreja, era costume que, quando um livro era reformado, qualquer livro que precise de aprova&#231;&#227;o papal na Igreja, ou seja, ser publicado por um decreto papal, em toda a hist&#243;ria da Igreja, era costume que o Papa revogasse o decreto de seu predecessor. &#201; perfeitamente natural e correto em si que, no novo C&#243;digo de Direito Can&#244;nico, o decreto de Bento XV n&#227;o esteja mais inclu&#237;do. Isso &#233; normal. L&#225; est&#225; inclu&#237;do o documento de Jo&#227;o Paulo. Embora ele tamb&#233;m seja her&#233;tico, esse n&#227;o &#233; o ponto crucial agora. L&#225; est&#225; o decreto do Papa atual, que o publicou em 1983. Em toda a hist&#243;ria da Igreja, existe uma &#250;nica exce&#231;&#227;o a essa regra, e eu a tenho em m&#227;os. S&#227;o Pio V publicou este missal em 1570 e declara aqui neste decreto: &#8220;Pius Episcopus Servus Servorum Dei&#8221; que n&#227;o apenas o missal nunca deve ser alterado... Substancialmente alterado, claro. Quando um novo santo &#233; adicionado, ele tamb&#233;m &#233; alterado, n&#227;o &#233;? Portanto, n&#227;o deve ser alterado no seu significado. Pois o sacramento &#233; definido como um sinal. Ou seja, na signific&#226;ncia, na simboliza&#231;&#227;o, este missal n&#227;o deve ser alterado. &#201; assim que deve ser entendido, est&#225; claro, sim? S&#227;o Pio V n&#227;o apenas escreve que esta missa nunca deve ser alterada, que ningu&#233;m, absolutamente ningu&#233;m, quem quer que seja, ou seja, tamb&#233;m seus sucessores, deve escrever uma nova missa, e pior ainda, ou, diria eu, at&#233; mesmo melhor, que este decreto, que est&#225; aqui, &#233; em si mesmo imut&#225;vel. &#8220;Irreformabilis est.&#8221; Este decreto nunca deve ser reformado e nunca deve ser alterado.</p><p>E agora a Fraternidade Sacerdotal S&#227;o Pedro diz: &#8220;Opa, opa! A dissolu&#231;&#227;o da Companhia de Jesus ocorreu com a mesma f&#243;rmula!&#8221; Sim, e da&#237;? Estou me lixando pra isso. A dissolu&#231;&#227;o da Companhia de Jesus &#233; uma quest&#227;o disciplinar. Portanto, o Papa n&#227;o pode vincular seus sucessores. E assim como Clemente XIV dissolveu a Companhia de Jesus, Pio VII, subsequentemente, a restabeleceu alegremente. Sim, a exist&#234;ncia ou n&#227;o de qualquer ordem religiosa &#233; uma quest&#227;o disciplinar. A Missa, no entanto, n&#227;o &#233; apenas uma quest&#227;o de f&#233;, mas sim o fundamento da f&#233;. Esta tamb&#233;m &#233; doutrina dogm&#225;tica da Igreja, que a lei da ora&#231;&#227;o determina a lei da cren&#231;a e n&#227;o o contr&#225;rio. &#8220;Lex orandi statuit legem credendi.&#8221; Pio XII citou isso pela &#250;ltima vez. Antes dele, Pio XI, antes dele, Pio X. Os Papas n&#227;o se cansaram de citar esta frase sempre na mesma ordem. Consequentemente, o que tenho aqui na m&#227;o &#233; o fundamento da nossa f&#233;. Portanto, n&#227;o se trata apenas de uma quest&#227;o de cren&#231;a, mas sim de que tenho em m&#227;os o fundamento da nossa f&#233;.</p><p>E, como j&#225; lhes disse, este decreto jamais poder&#225; ser revogado por qualquer Papa, n&#227;o &#233; o Doutor Hesse quem afirma isso, quem afirma &#233; o Papa Clemente VIII, cujo decreto foi o primeiro na hist&#243;ria da Igreja anexado ao decreto de um predecessor, e que, neste decreto, declara que n&#227;o altera nada no Missal, mas, pelo contr&#225;rio, pelos abusos, erros de escrita e mal-entendidos que haviam causado altera&#231;&#245;es na Missa, ela &#233; restaurada ao seu estado original. E ent&#227;o vem o meu querido Papa Urbano VIII. Digo &#8220;meu querido Papa Urbano VIII&#8221; porque lhe devo o meu privil&#233;gio, a viol&#225;cea, meu querido porque ele foi um grande Papa, ent&#227;o surge o grande Papa Urbano VIII e adiciona o seu decreto como o terceiro no Missal, e explica novamente, que, na verdade, ele n&#227;o est&#225; fazendo mais do que abolir abusos e erros, para que o Missal volte a 1570. E ent&#227;o, depois dele&#8230; Oh, este &#233; um Missal antigo, ele ainda n&#227;o est&#225; inclu&#237;do nele. Depois dele vem S&#227;o Pio X... Na verdade, est&#225; aqui: &#8220;Pius Episcopus, Servus Servorum Dei&#8221;, Servo dos Servos de Deus, Depois dele, vem S&#227;o Pio X, que alterou o Brevi&#225;rio e modificou algumas regras na Missa, e ele afirma novamente, que n&#227;o tem a inten&#231;&#227;o de mudar nada, pois isso n&#227;o &#233; permitido, mas sim de restaurar a missa ao que ela havia sido. E agora, neste missal que temos aqui, encontramos o decreto de Pio V, de Clemente VIII, de Urbano VIII, de Pio X, e em 1962, at&#233; mesmo o Papa herege Jo&#227;o XXIII fez seu pr&#243;prio decreto estar aqui tamb&#233;m. Jo&#227;o XXIII sabia, portanto, que n&#227;o tinha o direito de alterar a liturgia.</p><p>Depois, entendemos o que aconteceu, ent&#227;o surgiu o mais sacr&#237;lego de todos os papas da hist&#243;ria da Igreja, que escreveu uma nova liturgia, e criou um novo missal, e, corretamente, neste missal, o decreto de Pio V, Clemente VIII, Urbano VIII, Pio X e Jo&#227;o XXIII j&#225; n&#227;o se encontra. E com isso Paulo VI quase iniciou um cisma formal. Por que &#8220;quase&#8221;? Escrever um novo rito da missa &#233; um ato cism&#225;tico. &#201; um ato contra a unidade da Igreja. Em que consiste a unidade da Igreja? Bem, a unidade da Igreja n&#227;o consiste, como o papa atual afirma, em se voltar aos protestantes, em apertar a m&#227;o dos ortodoxos, que s&#227;o hereges e cism&#225;ticos, mas a unidade da Igreja consiste na lideran&#231;a comum sob o Santo Padre, na f&#233; e na liturgia.</p><p>&#201; a&#237; que reside a unidade da Igreja. E essa unidade, como o Papa Pio XI afirma em Mortalium Animos, nunca foi comprometida. Sempre existiu. Porque, se Herr Doktor Martinho Lutero proclama heresia, ent&#227;o ele abandona a Igreja, ele n&#227;o a divide. Ele a abandona. A comunidade humana &#233; que &#233; dividida, mas n&#227;o a Igreja divina. Retornarei a esta distin&#231;&#227;o entre o divino e o humano ao final da palestra. Paulo VI quase provocou um cisma. Se o Conc&#237;lio de Trento afirma que ningu&#233;m, quem quer que seja, dentre os pastores da Igreja, pode escrever uma nova liturgia, ent&#227;o isso &#233; uma determina&#231;&#227;o que vale para sempre, e que agora &#233; essencial para a unidade da Igreja, que, entre outras coisas, consiste na liturgia e na f&#233;. N&#227;o poderia ser de outra forma, porque, se a lei da ora&#231;&#227;o, ou seja, a liturgia, &#233; o fundamento da f&#233;, ent&#227;o a Igreja, a unidade da Igreja, naturalmente tamb&#233;m deve existir na liturgia. Com isto quero dizer agora&#8230; Aten&#231;&#227;o! Com isto n&#227;o quero dizer que s&#243; pode haver um rito na Igreja.</p><p>Aten&#231;&#227;o, t&#225;? O que n&#227;o quero dizer com isto? N&#243;s temos, s&#243; na Igreja latina, o rito romano, que &#233; o que utilizo aqui, que &#233; o que devemos usar. Temos o rito ambrosiano em Mil&#227;o, que segue um calend&#225;rio totalmente diferente. L&#225;, o Advento dura seis semanas. Depois, temos o rito de Braga em Portugal. Em seguida, temos o rito mo&#231;arabe-visig&#243;tico na Espanha. Temos tamb&#233;m o rito dos Dominicanos. E o rito dos Premonstratenses. E, claro, temos os ritos orientais, quero dizer, das uniatas. N&#227;o os ritos cism&#225;ticos e her&#233;ticos, mas os das Igrejas uniatas. O rito siro-malabar, o rito copta, que remonta a Santo Atan&#225;sio e assim por diante. Porque em 1570 Pio V publicou seu decreto, afirmando que todos os ritos com mais de 200 anos poderiam continuar a ser praticados. Menos aqueles que, na &#233;poca, ainda n&#227;o tinham 200 anos de idade, como o rito galicano na Fran&#231;a, que, portanto, tamb&#233;m foi proibido. O que os franceses, como era de se esperar, inicialmente n&#227;o respeitaram por 200 anos, n&#233;? Foi muito tempo, n&#233;? Entende-se por unidade na liturgia que, na Igreja Cat&#243;lica, ou seja, na &#250;nica Igreja salvadora e santificadora, n&#227;o pode e n&#227;o deve haver liturgia que n&#227;o represente plenamente a f&#233;. Pois, se a liturgia n&#227;o representa plenamente a f&#233;, ent&#227;o tamb&#233;m n&#227;o podemos acreditar corretamente.</p><p>Por favor, observem, n&#227;o celebramos a Imaculada Concei&#231;&#227;o em 8 de dezembro porque acreditamos nela. Mas acreditamos na Imaculada Concei&#231;&#227;o porque ela &#233; celebrada em 8 de dezembro. &#201; assim que as coisas realmente s&#227;o. O inverso &#233; apenas hist&#243;rico. Isso interessa ao historiador, mas n&#227;o ao te&#243;logo. E ainda menos &#224;quele que fala sobre a vida interior da f&#233;. Minha f&#233;, em que realmente acredito na Imaculada Concei&#231;&#227;o, depende do fato de que isso tamb&#233;m seja celebrado. &#201; assim que deve ser entendido. Como fundamento da f&#233;. E tamb&#233;m estes textos da missa estabelecem a doutrina, pois, sobre o que o sacerdote no altar tem para ler do missal, est&#225; escrito como isso deve ser compreendido. E no que se deve acreditar. E o que aqui se pode ver. Essa unidade na f&#233; depende, portanto, disso. Paulo VI, ent&#227;o, escreveu uma nova liturgia.</p><p>Ah, mas o Esp&#237;rito Santo, afinal, n&#227;o est&#225; adormecido. Ele nunca tornou obrigat&#243;ria essa nova liturgia por meio de sua pr&#243;pria assinatura. E ele nunca declarou como se fosse agora um mestre da Igreja, o mestre supremo da Igreja, que tinha permiss&#227;o para escrever um novo rito. Ele escreveu esse novo rito e ent&#227;o publicou esse missal, esse documento ultrajante, com a Constitutio Apostolica Missale Romanum. E agora existem dois decretos dentro dele. L&#225; est&#225; escrito que agora existem quatro Ora&#231;&#245;es Eucar&#237;sticas na missa, em vez do c&#226;none romano. Quatro. E que, no entanto, as palavras da consagra&#231;&#227;o devem ser id&#234;nticas em todos os lugares. A prop&#243;sito, um decreto que j&#225; est&#225; sendo desrespeitado. Pois as palavras da consagra&#231;&#227;o, menos no polon&#234;s, est&#227;o traduzidas errado por toda parte. Isso &#233; tudo. Mas neste decreto, nesta Constitui&#231;&#227;o Apost&#243;lica Missale Romanum, Paulo VI n&#227;o afirma em momento algum que esta missa deve ser utilizada agora. Paulo VI n&#227;o teria&#8230; O Esp&#237;rito Santo o impediu disso. Se Paulo VI tivesse publicado um decreto no qual estivesse escrito que &#8220;o Papa tem o direito de escrever um novo rito a qualquer momento, e estamos fazendo isso&#8221;, &#8220;fazendo isso&#8221;, portanto, &#8220;e a partir de agora, todo sacerdote na Igreja Latina deve usar este missal&#8221;, ent&#227;o os sedevacantistas provavelmente estariam certos, pois ent&#227;o Paulo VI teria entrado em um cisma formal contra a unidade da Igreja. O Esp&#237;rito Santo o impediu disso. Isso, portanto, &#233; algo que o Papa, por exemplo, n&#227;o pode fazer.</p><p>Agora &#233; assim: muitas pessoas, justamente os papalistas, se assustam com a simples ideia de que exista algo que o Papa n&#227;o possa fazer. Afinal, &#233; a coisa mais simples do mundo, qualquer crian&#231;a de cinco anos diria que logicamente existem coisas que o Papa n&#227;o pode fazer. Por exemplo, se o Papa, como pessoa, Karol Wojtyla, Jo&#227;o Paulo II, dissesse a uma crian&#231;a de cinco anos durante uma audi&#234;ncia: &#8220;Tu, gurizinho, vem aqui. Pega esta cadeira e d&#225;-lhe na cabe&#231;a do teu pai.&#8221; Ele pode, teoricamente, fazer isso, o Esp&#237;rito Santo n&#227;o impede um ser humano de fazer algo assim, certo? A crian&#231;a de cinco anos sabe que n&#227;o far&#225; isso, mesmo que o grande homem de branco tenha lhe mandado fazer. Uma crian&#231;a de cinco anos entende que existem coisas que o Papa n&#227;o pode fazer.</p><p>Se eu estivesse em um ex&#233;rcito&#8230; E eu sou um oficial em um ex&#233;rcito. Ou seja, na Igreja, certo? Se eu fosse um oficial em um ex&#233;rcito e meu superior, o general, me ordenasse que eu tivesse que matar a Sra. Fulana, eu diria: &#8220;N&#227;o, eu n&#227;o fa&#231;o isso&#8221;. &#201; uma ordem que n&#227;o &#233; v&#225;lida. A autoridade para dar ordens e a obedi&#234;ncia est&#227;o intimamente ligadas &#224; legitimidade da ordem. Por exemplo, nenhuma pessoa no mundo, em lugar nenhum, pode dar a ningu&#233;m, independentemente de seu status ou posi&#231;&#227;o, uma ordem que, no esp&#237;rito e na doutrina da Igreja, seja claramente contr&#225;ria aos Dez Mandamentos. Isso &#233; perfeitamente claro. Se o m&#233;dico-chefe disser ao m&#233;dico assistente: &#8220;Voc&#234; deve fazer um aborto, voc&#234; deve fazer isso&#8221;, ent&#227;o ele n&#227;o pode obedecer. Ele vai obedecer, como sabemos, mas n&#227;o deve. N&#227;o &#233; poss&#237;vel. &#201; pecado mortal contra o Quinto Mandamento. Ele n&#227;o pode fazer isso. Essa ordem &#233; inv&#225;lida.</p><p>Porque, para que uma ordem seja v&#225;lida, ela deve ser uma ordem leg&#237;tima e vir de uma autoridade leg&#237;tima. Essas s&#227;o duas condi&#231;&#245;es essenciais para a obedi&#234;ncia. O que, hoje em dia, na igreja da imita&#231;&#227;o, na igreja conciliar, ou como o amado Santo Padre chama, na Igreja do Novo Advento, se pratica &#233; obedi&#234;ncia servil. Isso n&#227;o &#233; obedi&#234;ncia no sentido da doutrina cat&#243;lica. No sentido da doutrina cat&#243;lica, eu s&#243; obede&#231;o quando o comandante leg&#237;timo, que &#233; o Papa, me d&#225; uma ordem leg&#237;tima. Ele n&#227;o o faz. Se ele me disser que tenho que rezer a missa nova, ele me dar&#225; uma ordem ileg&#237;tima. O Papa n&#227;o pode decidir sobre isso. N&#227;o mais. Como vimos. Este missal &#233; de uma interpreta&#231;&#227;o que n&#227;o &#233; do Dr. Hesse. &#201; do missal. &#201; o missal que afirma isso, n&#227;o eu.</p><p>E, como j&#225; conversamos sobre este Status Ecclesi&#230;, o Papa, portanto, repito, em quest&#245;es de f&#233; e moral, n&#227;o pode contradizer seus predecessores, quando estes j&#225; tiverem decidido de forma definitiva. Se seus predecessores ainda n&#227;o tiverem decidido nada definitivamente a respeito disso, mas todos estivessem de acordo, desde que tenham discutido o assunto, tamb&#233;m n&#227;o pode. Porque, nesse caso, devo afirmar que &#233; a cren&#231;a da Igreja. N&#227;o existe dogma na Igreja Cat&#243;lica que declare que a separa&#231;&#227;o entre Igreja e estado &#233; algo ruim. Mas Greg&#243;rio XVI disse isso, Pio IX disse isso, Le&#227;o XIII disse isso, Pio X disse isso, Bento XV disse isso, Pio XI disse isso e Pio XII tamb&#233;m afirmou o mesmo. N&#227;o se pode, de repente, ter um Papa atual chegando e dizendo que a separa&#231;&#227;o entre Igreja e estado &#233; boa e deve ser mantida. N&#227;o! Se os papas anteriores discutiram sobre isso, tudo bem. J&#225; vimos isso, afinal, um &#250;nico Papa&#8230; Temos exemplos recentes, um &#250;nico Papa pode cometer erros terr&#237;veis. Eu havia anunciado previamente que abordaria a quest&#227;o dos sacramentos. Agora n&#227;o sei bem, porque est&#225; registrado no Denzinger tamb&#233;m, mas algum Papa, na Idade M&#233;dia, concedeu a um abade na Fran&#231;a, que n&#227;o havia recebido a sagra&#231;&#227;o episcopal, a permiss&#227;o para ordenar sacerdotes.</p><p>E a partir disso, um monsenhor conhecido, que prefere n&#227;o revelar seu nome, Michael Schmitt, conclui que um sacerdote, teoricamente, se obtiver a permiss&#227;o do Papa, pode ordenar sacerdotes. Isso &#233; um absurdo. Ent&#227;o n&#227;o haveria, entre o sacerd&#243;cio e o episcopado, sendo que Pio XII afirmou que a sagra&#231;&#227;o episcopal &#233; um sacramento, mais nenhuma diferen&#231;a sacramental, porque um sacerdote pode assinar com permiss&#227;o. S&#243; o bispo pode ordenar, pois, ao longo de toda a hist&#243;ria da Igreja, sempre foi o bispo quem ordenava sacerdotes. E se agora um Papa, ou dois Papas, na hist&#243;ria da Igreja, concederem, excepcionalmente, essa permiss&#227;o a um abade na Fran&#231;a, n&#227;o quer dizer que seja v&#225;lido.</p><p>Portanto, o Papa tamb&#233;m pode cometer erros. Voc&#234;s realmente acreditam que &#233; imposs&#237;vel para o Papa fazer algo inv&#225;lido? Sim, evidentemente. O Papa tamb&#233;m pode, por engano, celebrar a missa com cerveja em vez de vinho. Da&#237;, n&#227;o &#233; missa. Isso pode acontecer, &#233; claro. E o Papa pode, como vimos, expressar opini&#245;es incorretas a respeito disso tamb&#233;m. &#201; importante entender, o que tamb&#233;m &#233; doutrina da Igreja e est&#225; contido aqui, que se deve distinguir entre o Papa como o mais alto mestre da Igreja e o Papa como pessoa, com sua opini&#227;o pessoal. O Papa tem direito a uma opini&#227;o pessoal. E um dos Papas... Tenho dificuldade de enxergar, realmente n&#227;o posso achar agora, voc&#234;s tamb&#233;m tenham a gentileza de ler depois. Um dos Papas escreveu em uma carta: &#8220;Voc&#234;s devem distinguir entre o que eu digo como o mais alto mestre e o que eu digo como te&#243;logo. E certamente n&#227;o os condenarei, se, nesse ponto, onde voc&#234;s discordam de mim em uma opini&#227;o teol&#243;gica, disserem algo diferente. E n&#227;o enfatizarei particularmente um ou outro ponto, nem condenarei nenhum deles.&#8221; Pois aqui temos opini&#245;es teol&#243;gicas, existem quest&#245;es na Igreja, inclusive sobre os Sacramentos, que at&#233; hoje n&#227;o foram esclarecidas.</p><p>Existem, sim, maiorias de opini&#227;o, poder&#237;amos dizer, mas a quest&#227;o n&#227;o est&#225; definitivamente resolvida. Posso, por exemplo, de forma sacr&#237;lega, levantar esta ta&#231;a de vinho com o vinho dentro, proferir as palavras da consagra&#231;&#227;o e transformar isso no Sangue de Cristo? Eu digo que n&#227;o, n&#227;o &#233; poss&#237;vel, porque o contexto da Santa Missa n&#227;o est&#225; presente. E a Igreja n&#227;o faz isso. Contudo, posso demonstrar que existem raz&#245;es para isso, mas n&#227;o posso provar de forma definitiva que seja assim. Existem te&#243;logos s&#233;rios, em minoria, mas ainda assim, que afirmam que, sim, eu posso muito bem transformar isto aqui no Sangue de Cristo, apenas pronunciando as palavras da consagra&#231;&#227;o. Na minha opini&#227;o, isso &#233; absurdo, mas, como n&#227;o &#233; dogma, n&#227;o posso condenar aqueles que dizem o contr&#225;rio. Posso, no m&#225;ximo, tentar discutir com eles sobre isso, dentro de um contexto razo&#225;vel. Considero um disparate pensar que eu possa simplesmente fazer isso, pois n&#227;o sou uma m&#225;quina de sacramentos.</p><p>Isso precisa ser claro: a Igreja nunca consagrou fora da Missa e, portanto, n&#227;o o faz. Logo, n&#227;o posso ter a inten&#231;&#227;o de fazer o que a Igreja faz, se quero fazer algo que a Igreja n&#227;o faz. A Igreja n&#227;o faz isso. Consagrar fora da Missa. No Direito Can&#244;nico est&#225; escrito que &#233; il&#237;cito, uma ilicitude divina, portanto, um sacril&#233;gio. Contudo, o Direito Can&#244;nico n&#227;o oferece uma defini&#231;&#227;o para isso. Vejam, existem quest&#245;es que s&#227;o controversas e, nesse caso, o Papa pode ter uma opini&#227;o pessoal. Mas n&#227;o nas quest&#245;es j&#225; mencionadas. E agora, finalmente, retornamos ao dogma da infalibilidade em si, que pode ser encontrado na 35&#170; edi&#231;&#227;o de Denzinger-Sch&#246;nmetzer, p&#225;gina 595.</p><p>E eu gostaria de me deter especificamente no artigo de f&#233; 3070 nesse dogma onde se afirma... Aqui est&#225; falando&#8230; Ela possui quatro cap&#237;tulos. Essa constitui&#231;&#227;o dogm&#225;tica, que define para sempre o que o Papa pode e o que ele n&#227;o pode fazer. E, portanto, no primeiro cap&#237;tulo, descreve-se em que consiste o poder do Papa, afirmando que o Primado Apost&#243;lico j&#225; pertencia a Pedro. No segundo cap&#237;tulo, explica-se como esse Primado sempre se manteve cont&#237;nuo. O terceiro cap&#237;tulo detalha como &#233; o Primado Papal atualmente. E, finalmente, no quarto cap&#237;tulo, aborda-se a infalibilidade. E aqui est&#225; escrito: &#8220;Neque enim Petri successoribus Spiritus Sanctus promissus est, ut eo revelante novam doctrinam patefacerent, sed ut, eo assistente, traditam per Apostolos revelationem seu fidei depositum sancte custodirent et fideliter exponerent.&#8221; Traduzindo: &#8220;Pois o Esp&#237;rito Santo n&#227;o foi prometido aos sucessores de Pedro para que, por revela&#231;&#227;o sua, manifestassem uma nova doutrina, mas para que, com sua assist&#234;ncia, a revela&#231;&#227;o transmitida pelos Ap&#243;stolos&#8221;, ou seja, o dep&#243;sito da f&#233;, o depositum fidei, &#8220;fosse conservada santamente e exposta fielmente.&#8221;</p><p>Portanto, o Papa, conforme est&#225; no dogma, n&#227;o pode anunciar uma nova doutrina, mas deve preservar santamente o que pertence ao dep&#243;sito da f&#233; da Igreja, ou seja, preservar com seriedade, e interpretar fielmente. Isso &#233; dogma. E o que est&#225; fazendo o Papa atual? Ele escreve no quinto par&#225;grafo de Ecclesia Dei, o documento mais vergonhoso da hist&#243;ria da Igreja, no quinto par&#225;grafo deste documento Ecclesia Dei, de 2 de julho de 1988, ele escreve sobre as dificuldades dos fi&#233;is... Escutem! Sobre as dificuldades dos fi&#233;is que t&#234;m dificuldades com o Conc&#237;lio Vaticano II &#8220;porque alguns pontos desta doutrina podem ser novos.&#8221; Ele tem a aud&#225;cia de ainda dizer isso, afirmando que existem pontos novos a serem considerados. Ele n&#227;o diz aspectos novos, ou seja, novos pontos de vista na doutrina: ele diz que s&#227;o pontos novos na doutrina.</p><p>E isso &#233; contr&#225;rio &#224; doutrina definida da Dei Filius no Conc&#237;lio Vaticano I, Denzinger-Sch&#246;nmetzer 3020, onde &#233; citado S&#227;o Vicente de L&#233;rins, que na interpreta&#231;&#227;o de como lidar com um dogma &#233; claro, que ao longo do tempo aprendemos muito na Igreja, mas como devemos entender isso? Isso se entende por meio da redu&#231;&#227;o. Onde antes duas solu&#231;&#245;es eram poss&#237;veis, ap&#243;s o an&#250;ncio dogm&#225;tico, resta apenas uma. A redu&#231;&#227;o aprofunda o ensinamento da Igreja. Ao estreitar o foco, ela se aprofunda. Ou seja, ao deixar mais preciso, ela se aprofunda. A diferen&#231;a entre o esbo&#231;o no papel, onde se tra&#231;a uma linha de uma forma, e o plano linear precisamente desenhado com um r&#233;gua. Um dogma &#233; exatamente isso. A precis&#227;o do que se sabia antes, mas n&#227;o com tanta exatid&#227;o.</p><p>E &#233; nesse ponto que S&#227;o Vicente de L&#233;rins afirma, que, naturalmente, esse entendimento da tradi&#231;&#227;o cresce, mas sempre &#8220;eodem sensu, eademque sententia&#8221;. sempre no mesmo sentido, e sempre na mesma senten&#231;a. Esse &#233; o 3020. Sempre no mesmo sentido, sempre na mesma senten&#231;a. E ent&#227;o vem o atual Santo Padre e diz que a Tradi&#231;&#227;o conhece um progresso, que progride pelo estudo dos fi&#233;is e a medita&#231;&#227;o interior das pr&#243;prias experi&#234;ncias de f&#233;. Isso soa mal &#224; luz dessa defini&#231;&#227;o. Essa &#233; a Dei Verbum 8, que remete ao Conc&#237;lio Vaticano II. E o Santo Padre cita isso na Ecclesia Dei de 1988 contra o que ele chama de conceito falso de Tradi&#231;&#227;o de Monsenhor Lefebvre. Monsenhor Lefebvre citou o Conc&#237;lio Vaticano I e isso &#233; um dogma.</p><p>Monsenhor Lefebvre era, com exce&#231;&#227;o de uma &#250;nica inst&#226;ncia que apresentarei ao final da palestra, normalmente um te&#243;logo pouco original. Ele, com raz&#227;o, citou S&#227;o Paulo: Tradidi vobis quod et accepi. Eu vos transmiti o que tamb&#233;m recebi. A miss&#227;o de Monsenhor Lefebvre, que a Provid&#234;ncia lhe confiou para salvar a Igreja, era, fielmente, como est&#225; escrito aqui para o Papa, conservar fielmente e expor santamente. Nada de novo! Nenhum novo ponto na doutrina, como o atual Papa afirma. Nenhuma Tradi&#231;&#227;o que seja agora repentinamente complementada pelos fi&#233;is e n&#227;o mais pelo Papa, com a assist&#234;ncia do Esp&#237;rito Santo. E esse dogma &#233; ent&#227;o interpretado, e &#233; a&#237; que voc&#234;s veem que o Papa est&#225; sujeito a regras e que o pr&#243;prio Papa afirmou, Pio IX, que disse o mesmo: sim, o Santo Padre est&#225; sujeito a regras. Primeiramente, ele foi questionado pelo bispo de Brixen na &#233;poca, o santo Pio IX, que inclusive est&#225; pronto para ser canonizado, mas com o Papa atual, pode-se apostar que acontecer&#225; algo diferente. Ele foi questionado: &#8220;O que acontecer&#225;, Santo Padre? Voc&#234;s desejam tornar a infalibilidade um dogma. Mas o que acontecer&#225;, ent&#227;o, se um futuro Papa proclamar uma heresia?&#8221; Pio IX responde: &#8220;&#201; muito simples, ent&#227;o n&#227;o o siga.&#8221; Essa cita&#231;&#227;o pode ser encontrada na famosa cole&#231;&#227;o de cita&#231;&#245;es Mansi. M-A-N-S-I. Mansi, anotem. Mansi. Mansi 52, 1212-1214. L&#225; se encontra esta cita&#231;&#227;o de Pio IX ao bispo de Brixen, que a leu ent&#227;o no Conc&#237;lio Vaticano I, e tamb&#233;m durante a proclama&#231;&#227;o do dogma. Antes do Conc&#237;lio.</p><p>E ent&#227;o acrescenta que, ali, certos grupos &#8211; n&#227;o o pr&#243;prio Bismarck, que n&#227;o era t&#227;o ing&#234;nuo &#8211; mas grupos ao redor de Bismarck, perguntaram: &#8220;O qu&#234;? Agora o Santo Padre &#233;, de repente, o bispo de Breslau, o bispo de Berlim e o bispo de Col&#244;nia?&#8221; Ele simplesmente n&#227;o compreendeu, embora o dogma fale precisamente sobre isso. O dogma diz claramente que essa autoridade imediata do Papa n&#227;o significa que ele agora &#233; bispo das dioceses individuais. Por exemplo, se o Arcebispo de Munique decidir acolher o Reverend&#237;ssimo Padre Fulano em sua diocese, ent&#227;o o Santo Padre s&#243; pode intervir em circunst&#226;ncias extraordin&#225;rias, em situa&#231;&#245;es particularmente pontuais e graves. Ele n&#227;o tem o direito de dizer ao arcebispo de Munique: &#8220;voc&#234; n&#227;o pode acolher este sacerdote em sua diocese.&#8221; Ele nunca fez isso. Isso est&#225; tamb&#233;m expresso no dogma. E &#233; interessante notar que, naquela &#233;poca, os bispos alem&#227;es publicaram uma Circular, como era chamada na &#233;poca, escrita com C mai&#250;sculo. Inicialmente, apenas os bispos alem&#227;es. Isso n&#227;o nos interessaria aqui, pois precisamos entender uma coisa. Ai daqueles que se op&#245;em ao Santo Padre. e, ao mesmo tempo, sem que um Conc&#237;lio, a doutrina da Igreja ou os Papas sejam citados.</p><p>N&#227;o posso refutar o Santo Padre com um te&#243;logo. Nem mesmo com 300 bispos simultaneamente. Cuidado! S&#243; posso refutar o Santo Padre se provar que aquilo &#233; doutrina da Igreja, e, com isso, citar seus predecessores e o Conc&#237;lio. Portanto, &#233; necess&#225;rio que esta carta da Confer&#234;ncia Episcopal Alem&#227; de... Quando foi isso? Sim, logo ap&#243;s a uni&#227;o dogm&#225;tica de 1870, certo? Foi em 1875. E esta carta da Confer&#234;ncia Episcopal Alem&#227; foi ent&#227;o pessoalmente confirmada pelo Santo Padre, Pio IX. E isso &#233; agora, assim, a doutrina da Igreja. E aqui encontramos uma formula&#231;&#227;o bastante interessante. Normalmente, era de se esperar que os bispos dissessem: &#8220;Se isto e aquilo acontecer, ent&#227;o o Santo Padre, se quiser, naturalmente poder&#225; tomar alguma atitude.&#8221; N&#227;o est&#225; escrito dessa forma. Aqui est&#225; escrito... Ou seja, quanto &#224; pergunta sobre como fica, se ele &#233; agora bispo em todos os lugares. Segundo esta doutrina da Igreja Cat&#243;lica, o Papa &#233; bispo de Roma, n&#227;o bispo de nenhuma outra cidade ou diocese, n&#227;o bispo de Col&#244;nia ou Breslau, etc., mas, como bispo de Roma, &#233; ao mesmo tempo Papa, isto &#233;, pastor e chefe de toda a Igreja, chefe de todos os bispos e de todos os fi&#233;is, e o seu poder papal n&#227;o se manifesta apenas em casos excepcionais, mas ele tem sempre, em todos os tempos e em todos os lugares, validade e for&#231;a. Nesta sua posi&#231;&#227;o, o Papa deve zelar para que cada bispo cumpra integralmente os seus deveres no &#226;mbito do seu cargo, e, quando um bispo &#233; impedido ou outra necessidade o exigir, o Papa tem o direito e o dever, n&#227;o como bispo daquela diocese, mas como Papa, de ordenar todo o necess&#225;rio em tudo o que diz respeito &#224; sua gest&#227;o. Estes bispos n&#227;o dizem que fica ao crit&#233;rio do Papa agir. Eles afirmam que o Papa deve faz&#234;-lo. Ele deve zelar por isso. Ele tem aqui o direito e o dever de agir. E Pio IX aceitou isso.</p><p>Vemos, portanto, que o Vig&#225;rio de Cristo, est&#225;, sem d&#250;vida, sujeito &#224;s regras de um vig&#225;rio. E quando o Santo Padre, portanto, presume que pode (o atual, por exemplo) afirmar algo que v&#225; contra a doutrina da Igreja, creio que lhes dei um exemplo not&#225;vel, apresentando tr&#234;s heresias em um discurso. Dei-lhes outro exemplo com a Ecclesia Dei, em um documento que &#233; o mais curto que ele j&#225; redigiu. Nele reside a heresia, a concep&#231;&#227;o err&#244;nea de tradi&#231;&#227;o proveniente do Conc&#237;lio Vaticano II. Nele reside a heresia contra o dogma da infalibilidade, porque introduz novos pontos na doutrina, o que &#233; imposs&#237;vel. E nele se encontra, por exemplo, um erro em uma quest&#227;o de teologia moral, que contradiz 2000 anos de tradi&#231;&#227;o.</p><p>Onde, por exemplo, o Santo Padre afirma que a sagra&#231;&#227;o episcopal ileg&#237;tima, a sagra&#231;&#227;o episcopal il&#237;cita, &#233; um ato inerentemente cism&#225;tico. A Igreja disse o contr&#225;rio por 2000 anos. A Igreja sempre disse que isso &#233; proibido, mas n&#227;o cism&#225;tico. Porque, se fosse cism&#225;tico, a excomunh&#227;o sempre teria sido a puni&#231;&#227;o correspondente. No entanto, at&#233; 1946, a sagra&#231;&#227;o episcopal n&#227;o autorizada era pun&#237;vel com a deposi&#231;&#227;o do cargo. N&#227;o com a excomunh&#227;o. Ent&#227;o, tamb&#233;m n&#227;o pode ser considerada um crime contra a unidade da Igreja. E, no novo C&#243;digo de Direito Can&#244;nico de 1983, que o atual Papa publicou, a sagra&#231;&#227;o episcopal n&#227;o autorizada &#233; mencionada de forma secund&#225;ria, n&#227;o entre os crimes contra a unidade da Igreja. Apesar disso, ele teve a aud&#225;cia incomum, no decreto Ecclesia Dei, de afirmar que isso &#233; um ato intrinsecamente cism&#225;tico. Chamo de aud&#225;cia, uma verdadeira aud&#225;cia. Porque os fi&#233;is est&#227;o sendo enganados aqui.</p><p>Se o Santo Padre engana os fi&#233;is, em quem mais posso confiar? Em seus predecessores. N&#243;s tamb&#233;m fazemos isso. Confiamos em seus predecessores. At&#233; Pio XII, digo, em teoria. Ent&#227;o voc&#234;s viram que para o Papa n&#227;o &#233; poss&#237;vel alterar certas coisas na Igreja, determinar certas quest&#245;es e ignorar certas coisas de seus predecessores. Seja agora a quest&#227;o da Santa Missa, seja agora o dogma, ou seja algo que a Igreja sempre acreditou. Mencionei o exemplo de Jo&#227;o XXII, com essa quest&#227;o, se as almas, imediatamente ap&#243;s a morte, alcan&#231;am a vis&#227;o divina, ao entrarem no c&#233;u, ou somente ap&#243;s o Ju&#237;zo Final.</p><p>E mostrei a voc&#234;s que, em determinado momento, um Papa foi amea&#231;ado. Que lhe disseram, diretamente, que ele n&#227;o podia afirmar aquilo. Que n&#227;o tinha o direito de proferir absurdos. Embora ele n&#227;o tenha falado contra um dogma, mas &#8220;apenas&#8221;, entre aspas, contra uma sententia communis, ou seja, uma senten&#231;a teol&#243;gica geralmente aceita na Igreja. E, ent&#227;o, voc&#234;s podem ver que, no momento em que o Santo Padre faz algo assim, ele perde sua autoridade. Contudo, o papado s&#243; &#233; perdido de acordo com as regras da Igreja Cat&#243;lica, que estabelecem que um herege n&#227;o pode exercer um cargo. Isso significa, e &#233; sempre assim expresso, e voc&#234;s encontrar&#227;o isso em todos os livros sobre direito can&#244;nico j&#225; escritos, como herege nesse sentido, no sentido do direito can&#244;nico, n&#227;o no teol&#243;gico, s&#243; pode ser considerado herege aquele que, de cabe&#231;a dura, apesar das advert&#234;ncias pertinentes, segundo tudo o que podemos saber sobre um ser humano, persiste conscientemente nessa heresia e a contrap&#245;e &#224; doutrina da Igreja.</p><p>Se, portanto, o Papa dissesse, o atual: &#8220;Embora o Conc&#237;lio de Trento tenha afirmado a voc&#234;s que nem todo homem possui a semelhan&#231;a divina, que s&#243; &#233; alcan&#231;ada no estado de gra&#231;a, eu lhes digo que, no entanto, &#233; assim.&#8221; Se ele fizer isso, ent&#227;o perder&#225; seu cargo. Sobre isso, todos os canonistas concordam. Se ele fizer isso, perder&#225; o seu cargo. S&#227;o Roberto Belarmino disse que, quando um Papa proclama heresia, ou seja, at&#233; mesmo tenta defini-la formalmente, perder&#225; o seu cargo. No caso do Papa atual, por&#233;m, acontece que ele afirma: &#8220;Em conson&#226;ncia com a Tradi&#231;&#227;o&#8230;&#8221; O seu conceito falso de Tradi&#231;&#227;o. &#8220;Em conson&#226;ncia com a Tradi&#231;&#227;o, digo-vos&#8221;, e ent&#227;o apresenta algo que contradiz diretamente o Conc&#237;lio de Trento. O que &#233; isso agora? Bem, j&#225; apresentei isso antes, a distin&#231;&#227;o entre a heresia material e a heresia formal. Enquanto um Papa proferir erros, enquanto um Papa escrever uma heresia e depois a publicar, N&#227;o posso provar-lhe o pecado da heresia. Posso dizer que ele est&#225; no erro, que se enganou, que o que ele escreve ent&#227;o &#233; um absurdo, n&#227;o posso provar-lhe que ele pretende tornar-se herege aqui. N&#227;o posso provar-lhe que ele pretende dizer algo diferente da doutrina da Igreja.</p><p>E o atual Papa certamente n&#227;o faz isso. Ele enfatiza repetidamente que se deve manter-se fiel &#224; doutrina da Igreja. S&#243; porque o seu conceito de tradi&#231;&#227;o &#233; completamente falso, ele acredita que pode anunciar coisas aqui que, como ele diria, est&#227;o em aparente contradi&#231;&#227;o com o que &#233; a f&#233; da Igreja. Sabemos que n&#227;o existe uma contradi&#231;&#227;o aparente, mas sim uma demonstr&#225;vel, demonstr&#225;vel por escrito. Mas n&#227;o posso provar-lhe esse pecado de heresia formalmente. A Herr Doktor Lutero, isso podia ser provado. Ele disse: &#8220;Estou me lixando para o que a Igreja ensina, digo-vos isto.&#8221; Isso &#233; inequ&#237;voco. O Drewermann diz: &#8220;Estou me lixando para o que a Igreja diz (usando outras palavras, mas provavelmente &#233; isso), Digo-vos algo diferente.&#8221; Isso &#233; claro, &#233; um herege formal. O Drewermann n&#227;o seria capaz de exercer um cargo na Igreja. Mesmo que lhe fosse concedido, ele n&#227;o o teria. Mas com o Santo Padre &#233; diferente. Bem, n&#227;o estou aqui hoje para falar sobre o sedevacantismo. Eu apenas adicionei isso brevemente, para que voc&#234;s vejam que, de um lado, pode-se cair no papalismo, ao dizer: &#8220;Sim, se o Santo Padre diz, ent&#227;o deve ser verdade.&#8221;</p><p>Os tempos em que pod&#237;amos nos dar ao luxo de dizer isso j&#225; passaram. Isso ocorreu a partir de 1958. At&#233; 1958, pod&#237;amos viver em uma pregui&#231;a confort&#225;vel e afirmar: &#8220;Acredito que, pelo que o Santo Padre disse, t&#225; tudo sussa.&#8221; Desde 1958, isso certamente n&#227;o &#233; mais poss&#237;vel, pois Jo&#227;o XXIII, com sua concep&#231;&#227;o de Igreja e seu ecumenismo, j&#225; havia ca&#237;do na heresia. Embora n&#227;o de forma t&#227;o direta e clara como Paulo VI depois. E tamb&#233;m n&#227;o t&#227;o direta e clara como o atual Papa, que afirma que &#233; poss&#237;vel ser salvo em outras religi&#245;es, o que &#233; blasfemo e her&#233;tico. Enquanto opini&#227;o.</p><p>Esse papalismo e o sedevacantismo s&#227;o, agora, aquilo que causa tanta confus&#227;o na cristandade. Alguns n&#227;o conseguem lidar com isso, com o fato de que o Papa profere erros e dizem que ele n&#227;o pode ser Papa. &#8220;Imposs&#237;vel! Ele n&#227;o &#233; mais Papa!&#8221; Os outros n&#227;o conseguem lidar com isso, com a possibilidade de um Papa cometer erros. Eles n&#227;o estudaram este livro. E dizem: &#8220;Bem, ent&#227;o de alguma forma &#233; como se o Papa estivesse certo, mesmo que algo possa ter sido formulado de maneira infeliz.&#8221; N&#227;o quero mencionar a FSSP novamente. Eles ficam repetindo isso para a gente o tempo todo. H&#225; o papalismo de um lado e o sedevacantismo do outro. Vou repetir. Sedevacantismo: pessoas que acreditam que o Papa atual n&#227;o &#233; Papa. O papalismo s&#227;o aqueles que pensam, como o Opus Dei, e a FSSP e o Instituto Cristo Rei em Bayerisch Gmain, que o Papa atual n&#227;o &#233; herege, n&#227;o cometeu erros e que o Conc&#237;lio Vaticano II n&#227;o &#233; her&#233;tico e est&#225; correto.</p><p>Bem, para afirmar que o Vaticano II &#233; her&#233;tico, basta citar o decreto sobre o Ecumenismo, no qual est&#225; escrito que o homem tem o direito natural &#224; liberdade religiosa. Basta&#8230; Perd&#227;o, o decreto da Liberdade Religiosa, Dignitatis Humanae, onde est&#225; escrito nos cap&#237;tulos 2 e 3, que o homem tem o direito de escolher sua religi&#227;o. E o decreto sobre o Ecumenismo, onde est&#225; escrito que o Senhor Jesus Cristo n&#227;o hesita em conceder a salva&#231;&#227;o aos esfor&#231;os de outras igrejas tamb&#233;m. O que o Papa ent&#227;o cita na Catechesi Tradend&#230; n&#250;mero 32, onde ele diz literalmente: &#8220;quarum ope Christi Spiritus non abnuit salutem afferre&#8221;. Cristo n&#227;o hesita em santificar os esfor&#231;os das igrejas protestantes. Isso &#233; heresia direta, clara e irrefut&#225;vel, contra o Conc&#237;lio de Floren&#231;a, contra o Conc&#237;lio de Trento, contra o Conc&#237;lio Vaticano I e contra todo o ensinamento da Igreja ao longo de 2000 anos. Contra a f&#233; da Igreja, o que ele afirma aqui. Cristo n&#227;o &#233; capaz... Eu sei o que estou dizendo, a onipot&#234;ncia de Deus n&#227;o &#233; absurda. A onipot&#234;ncia de Deus n&#227;o &#233; absurda. Deus s&#243; pode decidir uma vez. E Cristo a Si mesmo se limitou. Naturalmente, n&#227;o somos n&#243;s que o limitamos. Cristo n&#227;o &#233; capaz de santificar os esfor&#231;os das igrejas protestantes. Se algum protestante chegou ao c&#233;u, s&#243; Deus sabe. No c&#233;u certamente s&#243; h&#225; cat&#243;licos, isso &#233; certo. Mas se ele se converteu depois, a tempo e da maneira correta, isso n&#243;s n&#227;o sabemos. Mas aos esfor&#231;os das igrejas protestantes, que s&#227;o seitas her&#233;ticas e cism&#225;ticas, Cristo n&#227;o pode conceder a santidade. Isso &#233; contra o &#250;nico dogma na Igreja Cat&#243;lica que foi definido mais de cinco vezes.</p><p>No entanto, o Papa escreve isso literalmente. Mas ele n&#227;o diz que deseja se opor &#224; tradi&#231;&#227;o aqui. Ele n&#227;o diz que deseja se opor ao Conc&#237;lio de Floren&#231;a aqui. Viram? E, com essa confus&#227;o, voc&#234;s notaram que minha palestra, apesar da capacidade que o bom Deus me deu de explicar bem, n&#227;o foi f&#225;cil de entender em todos os lugares.</p><p>E com isso, agora, uma grande parte dos fi&#233;is n&#227;o consegue lidar com isso intelectualmente, porque, naturalmente, ao fiel comum n&#227;o se pode esperar e nem exigir que tenha estudado este livro. Por outro lado, o fiel comum muitas vezes n&#227;o consegue lidar com isso teologicamente. E eu, ao longo de anos, com com todos os doutorados e t&#237;tulos acad&#234;micos que possuo, e os quatro mil e quinhentos livros que li em minha vida, por uma d&#233;cada, eu me perguntava: como seria poss&#237;vel que o Esp&#237;rito Santo permitisse uma igreja t&#227;o terr&#237;vel?</p><p>E a resposta surge, e isso at&#233; mesmo para mim, que o venero profundamente, essa resposta me surpreendeu, vindo do Arcebispo Lefebvre em seu serm&#227;o de 29 de junho de 1982 em &#201;c&#244;ne, por ocasi&#227;o da ordena&#231;&#227;o de sacerdotes, onde o Arcebispo teve uma percep&#231;&#227;o que, na minha humilde opini&#227;o, somente um santo poderia ter tido. Ele, com a cordialidade que o caracterizava, havia at&#233; mesmo sido solicitado por um assistente, que dizia: &#8220;Excel&#234;ncia, seria poss&#237;vel pregar sobre isso?&#8221; Ele pr&#243;prio, portanto, ficou de alguma forma chocado com o que viu aqui.</p><p>E ele disse: &#233;, os fi&#233;is nunca superaram o sofrimento de Cristo. Assim como na &#233;poca, tantos fi&#233;is n&#227;o conseguiram lidar com o sofrimento de Cristo e disseram: &#8220;algu&#233;m que sofreu tanto n&#227;o pode ser Deus.&#8221; Eram os arianos, a heresia ariana, que o santo Atan&#225;sio combateu. E assim como mais tarde outros fi&#233;is n&#227;o conseguiram lidar com esse sofrimento de Cristo, os monotelistas e os monofisitas disseram: &#8220;Sim, algu&#233;m que sofreu tanto n&#227;o pode ser Deus. Cristo, no entanto, &#233; Deus, logo, ele n&#227;o era verdadeiramente homem e seu sofrimento n&#227;o foi real.&#8221; Aqueles foram os hereges monotelistas e monofisitas, contra os quais o Papa Hon&#243;rio se mostrou culp&#225;vel. E, de fato, n&#227;o me ocorre nenhum santo que, atualmente, lutasse contra isso. A quest&#227;o se resolveu sozinha, gra&#231;as a Deus, e foi resolvida por meio de conc&#237;lios e papas.</p><p>E assim, diz o Arcebispo Lefebvre, os fi&#233;is de hoje n&#227;o conseguem lidar com o sofrimento de Cristo. Eles n&#227;o conseguem compreend&#234;-lo, n&#227;o conseguem aceitar que o Corpo M&#237;stico de Cristo, que a Esposa de Cristo, a Igreja Cat&#243;lica hoje, esteja sujeita a um sofrimento t&#227;o terr&#237;vel e, portanto, eles negam ou o aspecto humano da Igreja, como os papalistas, como a FSSP, como o Instituto em Bayerisch Gmain e outros semelhantes, afirmam ao exaltar a divindade do Papa, e afirmar: &#8220;O Papa n&#227;o pode se enganar, isso &#233; contra a indefectibilidade da Igreja.&#8221; E se esquecem do lado humano da Igreja. Esquecem o lado humano. Esquecem que o Papa garantiu o Esp&#237;rito Santo apenas sob certas condi&#231;&#245;es. Exaltam, ent&#227;o, como se a Igreja n&#227;o fosse tanto divina quanto humana, essa dimens&#227;o divina. E ent&#227;o surgem os sedevacantistas, que agora exaltam o lado humano, dizendo: &#8220;Algu&#233;m que se engana n&#227;o pode ser Papa.&#8221; Esquecem, portanto, que esse equil&#237;brio na Igreja entre divindade e humanidade, tal como em Cristo, &#233; um equil&#237;brio existente. Ou seja, quando esse lado humano falha, a divindade n&#227;o se perde. A divindade n&#227;o cessa.</p><p>E &#233; precisamente isso que &#233; a resposta para compreendermos como encarar esta crise na Igreja. E &#233; preciso que eu explique isto a voc&#234;s, j&#225; que todos aqui veneramos o saudoso Arcebispo. Quando digo que isso me surpreendeu, &#233; porque ele normalmente sempre (quero dizer isso com respeito, mas ainda assim), sempre e de forma quase tediosa repetia tudo o que a Igreja diz. Aqui, por&#233;m, ele teve uma percep&#231;&#227;o que considero uma das mais profundas que algu&#233;m teve nos &#250;ltimos 50 anos. E &#233; a resposta para isso.</p><p>&#201; a resposta para entender como &#233; poss&#237;vel que o Papa seja papa e herege. Como &#233; poss&#237;vel que o Papa seja Papa e aja de forma cism&#225;tica, ou seja, contra a unidade da Igreja. A quest&#227;o de como &#233; poss&#237;vel que o Papa seja, ao mesmo tempo, chefe da Igreja Cat&#243;lica... Opa,opa,opa,opa! Vig&#225;rio do chefe da Igreja Cat&#243;lica e, simultaneamente, l&#237;der de uma seita gn&#243;stica. J&#225; expliquei em outra ocasi&#227;o por que a Igreja Conciliar, como t&#227;o bem disse o Bispo Tissier de Mallerais: &#8220;&#233; uma seita gn&#243;stica&#8221;. O porqu&#234; de ser uma seita gn&#243;stica &#233; tema de outra palestra que apresentei em outra oportunidade. Portanto, voltando &#224; quest&#227;o de como &#233; poss&#237;vel que o Papa seja, ao mesmo tempo, vig&#225;rio de Cristo, l&#237;der da Igreja Cat&#243;lica na Terra e, simultaneamente, chefe de uma seita gn&#243;stica, agora, retrospectivamente, digo: hum, claro, mas confesso a voc&#234;s que, antes de ouvir esta prega&#231;&#227;o do Arcebispo, que guardei recentemente em Dombach, porque o reverend&#237;ssimo e querido Padre Schmidberger me pediu para faz&#234;-lo, devo dizer honestamente que, quando peguei pela primeira vez o livro A Vida Espiritual segundo S&#227;o Tom&#225;s de Aquino, e o li, isso passou despercebido. Simplesmente passei isso despercebido. &#8220;Que serm&#227;o agrad&#225;vel&#8221;, pensei depois. Era um pouco profundo demais para uma leitura superficial. E como precisei l&#234;-lo com a m&#225;xima aten&#231;&#227;o, j&#225; que estava lendo diretamente no microfone, para cometer o m&#237;nimo de erros poss&#237;vel, para que o pobre Sr. Pitsche, que o transcreve, n&#227;o tenha muito trabalho no computador, naturalmente li tudo com a maior aten&#231;&#227;o.</p><p>&#8220;Sim, essa &#233; a resposta! Claro!&#8221; Assim como Cristo realmente sofreu na cruz, sem que a divindade fosse afetada de alguma forma, assim a Igreja Cat&#243;lica est&#225; realmente sofrendo agora, sem que algo toque em sua infal&#237;vel e intoc&#225;vel divindade. Assim como Cristo foi pregado na cruz, com isso, a natureza humana de Cristo sofreu um duro golpe. A divina, esta n&#227;o pode ser tocada por nada. A natureza divina &#233;, logicamente, e nem preciso da revela&#231;&#227;o para saber disso, a natureza divina &#233; absolutamente imut&#225;vel. Absoluta e completamente imut&#225;vel. Porque ela &#233; infinita, absoluta e perfeitamente simples. O que &#233; perfeitamente simples, tamb&#233;m n&#227;o pode mudar.</p><p>E com isso, espero ter fornecido a voc&#234;s uma resposta suficiente. Ou seja, eu a obtive da hist&#243;ria da Igreja e da teologia; o Arcebispo Lefebvre, da percep&#231;&#227;o, se me permitem dizer, da percep&#231;&#227;o de um santo, deu a resposta para como &#233; poss&#237;vel que esta Igreja sofra tanto, como &#233; poss&#237;vel que ela sofra tanto e, no entanto, seja perfeita. A Igreja &#233; a Societas Perfecta na Terra. A sociedade perfeita na Terra. Ela n&#227;o &#233; o povo de Deus, como &#233; definido hereticamente hoje, constando no Direito Can&#244;nico. Ela &#233; uma Societas Perfecta, a sociedade perfeita. Mas este &#233; o lado divino. No lado humano, ela pode sofrer. E se, de 3000 bispos, 2994 bispos forem hereges, isso n&#227;o altera a divindade da Igreja, nem a visibilidade da Igreja, nem a infalibilidade da Igreja. Muito obrigado.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/o-papalismo-pelo-rev-pe-gregorius?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/o-papalismo-pelo-rev-pe-gregorius?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/o-papalismo-pelo-rev-pe-gregorius/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/o-papalismo-pelo-rev-pe-gregorius/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Leão XIV se encontrará com a “arcebispa” de Cantuária, Sarah Mullally, em Roma.]]></title><description><![CDATA[A odisseia de Cantu&#225;ria continua. A prop&#243;sito: de onde vem tamanha proximidade? Novos ventos j&#225; perpassam a c&#250;pula da Bas&#237;lica de S&#227;o Pedro, em Roma.]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/leao-xiv-se-encontrara-com-a-arcebispa</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/leao-xiv-se-encontrara-com-a-arcebispa</guid><dc:creator><![CDATA[luigifalcon]]></dc:creator><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 21:03:14 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!b6Zd!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F26c100b1-1c78-44b6-ba6c-297a3793f150_1184x728.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!b6Zd!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F26c100b1-1c78-44b6-ba6c-297a3793f150_1184x728.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!b6Zd!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F26c100b1-1c78-44b6-ba6c-297a3793f150_1184x728.jpeg 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!b6Zd!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F26c100b1-1c78-44b6-ba6c-297a3793f150_1184x728.jpeg 848w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!b6Zd!, /__u/tradtalk.substack.com/w_1272, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, 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&#8212; confrontados com novos sinais dessa mesma aproxima&#231;&#227;o; n&#227;o mais epis&#243;dios dispersos, mas uma sequ&#234;ncia que, ao repetir-se, come&#231;a a adquirir a forma de um m&#233;todo. Na esteira j&#225; turva dessas aproxima&#231;&#245;es que, sob o nome de di&#225;logo, mais se assemelham a um processo de dissolu&#231;&#227;o, apresenta-se agora um novo gesto &#8212; n&#227;o isolado, mas rigorosamente coerente com uma l&#243;gica que j&#225; n&#227;o se oculta, apenas se confirma na sua pr&#243;pria repeti&#231;&#227;o.</p><p>Hoje, 25 de abril de 2026, a dita &#8220;arcebispa&#8221; de Cantu&#225;ria, Sarah Mullally, encontra-se em Roma; e o que se segue n&#227;o &#233; apenas um itiner&#225;rio diplom&#225;tico, mas uma esp&#233;cie de coreografia cuidadosamente encadeada, cuja l&#243;gica interna j&#225; n&#227;o se esfor&#231;a por disfar&#231;ar-se. Vejamos as fotos e a mensagem deixada pela mesma em seu <a href="https://x.com/ArchbishopSarah/status/2048107097108181029/photo/4">X (antigo Twitter)</a>: </p><div><hr></div><div class="twitter-embed" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://x.com/ArchbishopSarah/status/2048107097108181029&quot;,&quot;full_text&quot;:&quot;Today I began my ecumenical pilgrimage here in Rome, praying at the tombs of St Peter and St Paul. We walk in the footsteps of the apostles as God&#8217;s pilgrim people - with Christ as our cornerstone. \n\nOver the coming days, I invite you to journey with me in prayer - especially in &quot;,&quot;username&quot;:&quot;ArchbishopSarah&quot;,&quot;name&quot;:&quot;Archbishop of Canterbury&quot;,&quot;profile_image_url&quot;:&quot;https://pbs.substack.com/profile_images/2037470933275856896/qdJwoelI_normal.jpg&quot;,&quot;date&quot;:&quot;2026-04-25T18:29:18.000Z&quot;,&quot;photos&quot;:[{&quot;img_url&quot;:&quot;https://pbs.substack.com/media/HGxWejEWoAAZ13z.jpg&quot;,&quot;link_url&quot;:&quot;https://t.co/RWDhrNfPsI&quot;},{&quot;img_url&quot;:&quot;https://pbs.substack.com/media/HGxWfxcWYAAGpdK.jpg&quot;,&quot;link_url&quot;:&quot;https://t.co/RWDhrNfPsI&quot;},{&quot;img_url&quot;:&quot;https://pbs.substack.com/media/HGxWg-ZWgAAzFZq.jpg&quot;,&quot;link_url&quot;:&quot;https://t.co/RWDhrNfPsI&quot;},{&quot;img_url&quot;:&quot;https://pbs.substack.com/media/HGxWiM_XQAE-e1K.jpg&quot;,&quot;link_url&quot;:&quot;https://t.co/RWDhrNfPsI&quot;}],&quot;quoted_tweet&quot;:{},&quot;reply_count&quot;:54,&quot;retweet_count&quot;:52,&quot;like_count&quot;:344,&quot;impression_count&quot;:20964,&quot;expanded_url&quot;:null,&quot;video_url&quot;:null,&quot;video_preview_media_key&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:false}" data-component-name="Twitter2ToDOM"></div><div><hr></div><p style="text-align: center;"><strong>Tradu&#231;&#227;o:</strong></p><div class="callout-block" data-callout="true"><p>Hoje iniciei minha peregrina&#231;&#227;o ecum&#234;nica aqui em Roma, rezando junto aos t&#250;mulos de S&#227;o Pedro e S&#227;o Paulo. Caminhamos nas pegadas dos ap&#243;stolos como povo peregrino de Deus &#8212; tendo Jesus Cristo como nossa pedra angular.</p><p></p><p>Nos pr&#243;ximos dias, convido voc&#234; a caminhar comigo em ora&#231;&#227;o &#8212; especialmente na ora&#231;&#227;o de Jesus pela unidade de seus disc&#237;pulos e de todo o povo de Deus.</p><p></p><p>O nosso mundo encontra-se profundamente ferido pela guerra, pela divis&#227;o e pelo medo, e anseia pela paz, pela justi&#231;a, pela reconcilia&#231;&#227;o e pela esperan&#231;a que se encontram unicamente em Jesus Cristo. Somos chamados a proclamar e a viver este Evangelho juntos, pelo bem da vida do mundo que Deus tanto ama.</p><p></p><p>&#8220;Que todos sejam um. Como tu, Pai, est&#225;s em mim e eu em ti, que eles tamb&#233;m estejam em n&#243;s, para que o mundo creia que tu me enviaste.&#8221; (Jo&#227;o 17:21).</p></div><div><hr></div><p>Est&#225; previsto que ela se encontrar&#225;, na manh&#227; de segunda-feira (27/04/26), com o Papa Le&#227;o XIV. Em seguida, unir-se-&#225; a ele na ora&#231;&#227;o do meio-dia, na Capela de Urbano VIII, no interior do Pal&#225;cio Apost&#243;lico. Mais tarde, presidir&#225; o Of&#237;cio Coral Vespertino anglicano dentro de uma igreja cat&#243;lica, Sant&#8217;Ignazio di Loyola, e dar&#225; posse ao novo diretor do <em>Anglican Centre</em> <em>in Rome</em> em seu cargo. Como selo final desta sequ&#234;ncia, o cardeal Luis Antonio Tagle (O Francisco asi&#225;tico) far&#225; a homilia durante o pr&#243;prio Of&#237;cio Vespertino anglicano &#8212; gesto que, por sua pr&#243;pria natureza, dispensa coment&#225;rio.</p><p>Todo este <em>mise-en-sc&#232;ne</em> simula uma proximidade ritual que pretende fazer crer que, por si mesma, poderia atenuar aquilo que, no fundo, permanece inconcili&#225;vel. S&#227;o rela&#231;&#245;es prom&#237;scuas que, em nome de um respeito humano, relegam as diferen&#231;as doutrinais &#8212; e, portanto, essenciais &#8212; para debaixo do tapete, empurrando a doutrina de Jesus Cristo para fora do campo vis&#237;vel das rela&#231;&#245;es diplom&#225;ticas. Mais uma vez, Le&#227;o XIV se apresenta como um perfeito continuador do Papa Francisco, que sempre pareceu querer sugerir-se mais como um ministro ou l&#237;der mundial, um chefe de estado entre tantos, do que como o Chefe da Igreja Cat&#243;lica e Sucessor de S&#227;o Pedro.</p><p>E, no entanto, o contraste imp&#245;e-se com uma evid&#234;ncia que j&#225; n&#227;o admite ser suavizada. O Papa recusou-se a receber o Pe. Pagliarani, superior da Fraternidade Sacerdotal S&#227;o Pio X &#8212; e receber&#225; ela. Interessante, n&#227;o? Permanece, para muitos, a contradi&#231;&#227;o n&#227;o apenas como acidente, mas como princ&#237;pio operativo de uma nova doutrina em Roma, j&#225; em curso e a pleno vapor. Provavelmente estes s&#227;o passos dados em favor da sinodalidade; passos que preparam, com a naturalidade dos processos irrevers&#237;veis, a ordena&#231;&#227;o de homens casados, de diaconisas, de &#8220;padras&#8221;, de &#8220;bispas&#8221; e at&#233; a nomea&#231;&#227;o de &#8220;cardealas&#8221;. Por que n&#227;o? Nestas circunst&#226;ncias, nada impede.</p><p>Veremos at&#233; quando os cad&#225;veres &#8212; isto &#233;, os corpos sem f&#233;, j&#225; interiormente decompostos e entregues aos vermes &#8212; continuar&#227;o a ofender a Igreja de Jesus Cristo, at&#233; que Ele, em sua paci&#234;ncia, que n&#227;o se confunde com coniv&#234;ncia, determine um fim para tal puni&#231;&#227;o &#224; nossa infidelidade &#224; sua gra&#231;a.</p><p>Rezemos pela Igreja.</p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><div><hr></div><p>Autor: <a href="https://www.instagram.com/luigifalcon/">Luigi Falcon</a></p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/leao-xiv-se-encontrara-com-a-arcebispa?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/leao-xiv-se-encontrara-com-a-arcebispa?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/leao-xiv-se-encontrara-com-a-arcebispa/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/leao-xiv-se-encontrara-com-a-arcebispa/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><div><hr></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Padre Hesse #30 - Noite de Perguntas e Respostas]]></title><description><![CDATA[Transcri&#231;&#227;o da confer&#234;ncia de Traunwalchen, 21/3/1998]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/padre-hesse-30-noite-de-perguntas</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/padre-hesse-30-noite-de-perguntas</guid><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 16:31:17 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!mf4g!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fc2688337-8bff-44af-8cdb-b14ebdfcdd56_1280x720.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!mf4g!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fc2688337-8bff-44af-8cdb-b14ebdfcdd56_1280x720.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!mf4g!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fc2688337-8bff-44af-8cdb-b14ebdfcdd56_1280x720.png 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!mf4g!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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J&#225; me perguntaram por que Herr Doktor Hesse bebe vinho tinto em toda palestra. O primeiro milagre que Cristo realizou foi fazer vinho, e especificamente para uma festa enorme em um casamento, ou seja, Can&#225;. E quem causou isso? A M&#227;e de Deus, que n&#227;o queria que esses senhores ficassem sem vinho, a quem eu ergo esta ta&#231;a. Eu vou, para me livrar dos pap&#233;is, responder primeiro &#224;s perguntas que chegaram por &#250;ltimo. No Evangelho tamb&#233;m est&#225; escrito que os primeiros ser&#227;o os &#250;ltimos, os &#250;ltimos ser&#227;o os primeiros.</p><h1>Crise</h1><p>Como a crise de f&#233; pode ser superada? Pergunta 1. Por n&#243;s, somente atrav&#233;s da ora&#231;&#227;o, auto-santifica&#231;&#227;o... isto &#233;, confiss&#227;o, comunh&#227;o. Regularmente e frequentemente confiss&#227;o e comunh&#227;o. E, em terceiro lugar, ao esclarecer os outros. N&#227;o h&#225; realmente mais nada a dizer sobre isso, porque j&#225; &#233; dif&#237;cil o suficiente fazer com que entre nas cabe&#231;as duras das pessoas que, mesmo que n&#227;o vivam em pecado mortal, devem frequentemente se confessar para se santificar. Segunda: considerando o poder da m&#237;dia, existe alguma sa&#237;da para a crise? J&#225; respondida. Terceira: o que algu&#233;m pode fazer a respeito? J&#225; respondida.</p><h1>Missa Tridentina</h1><p>Pergunta: em que ano a antiga Santa Missa, a chamada Missa Tridentina, foi confirmada por dogma papal e por qual Papa? Isso nunca se tornou um dogma. Isso tamb&#233;m nunca foi confirmado por um dogma. Mas o Santo Papa Pio V, com seu decreto Quo Primum, tornou imposs&#237;vel para todos os seus sucessores alterarem a liturgia. Esta n&#227;o &#233; apenas a minha interpreta&#231;&#227;o desta hist&#243;ria, mas isso se mostra pelo fato de que, pela primeira vez na hist&#243;ria da Igreja, todos os Papas que, ap&#243;s Pio V, mexeram no missal anexaram ao decreto de Pio V o seu pr&#243;prio decreto antes. Eles n&#227;o fizeram, como era costume em toda a hist&#243;ria da Igreja antes de 1570, eles n&#227;o simplesmente substitu&#237;ram o decreto do predecessor pelo seu pr&#243;prio decreto, mas sim, por obedi&#234;ncia a Pio V, e, especificamente, s&#227;o os Papas Urbano VIII, Inoc&#234;ncio VIII, Pio X e Jo&#227;o XXIII tamb&#233;m, por favor, que anexaram seus respectivos decretos ao do predecessor. E isso &#233; interpretado, bem, como estou fazendo, como fato de que a Quo Primum torna imposs&#237;vel para um futuro Papa mudar a liturgia.</p><h1>Ordena&#231;&#227;o</h1><p>Ent&#227;o, eu tenho aqui ainda algo que foi apresentado como uma pergunta, mas na verdade n&#227;o &#233; uma pergunta, nem um pedido, mas uma insol&#234;ncia: &#8220;Prezado Herr Doktor Dr. Hesse, j&#225; que voc&#234; deseja que eu, para a palestra, etc., bl&#225;-bl&#225;, Jesus soprou sobre os Ap&#243;stolos e disse: recebei o Esp&#237;rito Santo, A quem perdoardes os pecados, eles lhes ser&#227;o perdoados; a quem n&#227;o os perdoardes, eles lhes ser&#227;o retidos&#8221;. Isso foi, no novo rito da ordena&#231;&#227;o sacerdotal, escandalosamente riscado por Paulo VI, mas disso n&#227;o se pode, como veremos mais tarde, tirar a conclus&#227;o que est&#225; aqui. &#8220;Portanto, um padre que foi ordenado ap&#243;s o novo rito n&#227;o pode perdoar pecados. Isto &#233; uma fraude contra o chamado povo de Deus.&#8221; Eu n&#227;o quero mencionar o nome daquele que me escreveu isso, mas &#233; uma insol&#234;ncia, porque isso significa, ent&#227;o, chamar o Arcebispo Lefebvre de completo idiota, pois ele, especificamente, fez padres ordenados no novo rito, incluindo eu mesmo, atrav&#233;s de seu sucessor, sempre terem lugar em suas capelas. S&#227;o verificadas apenas as circunst&#226;ncias da ordena&#231;&#227;o, observem bem. O contexto da ordena&#231;&#227;o &#233; verificado, porque algumas tradu&#231;&#245;es do novo rito de ordena&#231;&#227;o, pessoalmente, considero inv&#225;lidas. S&#243; que eu n&#227;o sou o Papa e n&#227;o posso decidir definitivamente sobre isso. Isso &#233; t&#227;o certo que, desde a antiga ordena&#231;&#227;o sacerdotal, sempre esteve l&#225; a adi&#231;&#227;o das palavras de Cristo: &#8220;recebei o Esp&#237;rito Santo para remiss&#227;o dos pecados&#8221;, n&#227;o constitui em si mesma a possibilidade do sacerdote de perdoar pecados, mas isso acontece com a ordena&#231;&#227;o sacerdotal em si, com o sacerd&#243;cio em si. Por mais estranho que soe, o excomungado Hans K&#252;ng pode, se algu&#233;m estiver morrendo, naturalmente ouvir sua confiss&#227;o. Que ele talvez n&#227;o fa&#231;a isso e que eu tamb&#233;m n&#227;o exigiria isso dele, &#233; outra hist&#243;ria. Mas todo sacerdote, mesmo que ele esteja excomungado, se ele for um cism&#225;tico, contanto que ele tenha sido ordenado apenas como sacerdote, j&#225; possui com a ordena&#231;&#227;o em si a autoridade para perdoar pecados. Apenas a Igreja se reserva o direito de, atrav&#233;s de seus bispos, decidir sobre a qual sacerdote, ent&#227;o, tamb&#233;m se d&#225; a permiss&#227;o formalmente para isso. Pelo simples motivo que, uma vez, pra come&#231;ar, s&#227;o rapazes imaturos que ainda n&#227;o aprenderam sua teologia corretamente e, portanto, tamb&#233;m n&#227;o deveriam ser lan&#231;ados sobre quem est&#225; atr&#225;s de confiss&#227;o. Mas, em si, &#233; assim que mesmo um sacerdote que foi ordenado ontem ou um sacerdote que foi ordenado h&#225; 30 anos e est&#225; excomungado, se algu&#233;m est&#225; morrendo, pode receber sua confiss&#227;o sem precisar perguntar a ningu&#233;m. De onde voc&#234;s acham que eu obtive a faculdade para ouvir confiss&#245;es? Mais ou menos do Arcebispo de Viena? De maneira alguma. Eu tenho ela de acordo com a antiga Lei de Necessidade da Igreja, que se algu&#233;m for confessar-se ao Dr. Hesse, ent&#227;o ele n&#227;o vem a mim s&#243; porque eu estou l&#225;, mas ele vem a mim porque eu represento a antiga teologia moral, a cat&#243;lica. E porque eu lhe darei uma resposta cat&#243;lica no confession&#225;rio e porque ele receber&#225; o rito cat&#243;lico de mim no confession&#225;rio. E n&#227;o as coisas modernas que n&#243;s todos n&#227;o queremos. Mas essa faculdade, eu n&#227;o a tenho, porque o Arcebispo de Viena, Sch&#246;nborn, gentilmente me teria dado uma faculdade ou algo assim, j&#225; que os fi&#233;is t&#234;m um direito divino de receber os sacramentos em seu rito. E exceto o Padre Zunhammer e os padres da FSSPX, n&#227;o h&#225; mais ningu&#233;m por perto aqui. Isso constitui a situa&#231;&#227;o de emerg&#234;ncia, da qual a faculdade prov&#233;m. Sobre a ordena&#231;&#227;o, isso n&#227;o tem nada a ver, na medida em que a ordena&#231;&#227;o em si deu a faculdade, a possibilidade de ouvir confiss&#245;es, mas n&#227;o a permiss&#227;o. Apenas a possibilidade. E essa vem com a ordena&#231;&#227;o sacerdotal em si,mesmo que seja um rito t&#227;o horripilante como o novo. Contanto que ele ainda tenha preservado a forma, como no Latim. Eu fui ordenado em Latim. Isso tamb&#233;m constitui o Sacramento? Com o sacramento, a possibilidade de ouvir confiss&#245;es &#233; constitu&#237;da.</p><h1>Aborto</h1><p>Pergunta: No novo Direito Can&#244;nico, o aborto tamb&#233;m est&#225; sujeito &#224; excomunh&#227;o como no direito antigo? Resposta: Sim. Uma das poucas que permaneceram.</p><h1>Provando a religi&#227;o verdadeira</h1><p>Ent&#227;o podemos abordar as perguntas sistematicamente listadas. Como se pode provar qual religi&#227;o &#233; a &#250;nica verdadeira? Ent&#227;o, eu diria, principalmente de tr&#234;s maneiras. Primeiramente, pelo fato de que... Por favor, n&#227;o me confundam agora, dizendo: Sim, desde 1958 existe uma crise na Igreja. Ent&#227;o: at&#233; 1958, a Igreja em sua doutrina nunca se contradisse. Isso &#233; uma prova. Nenhuma outra religi&#227;o fez isso at&#233; agora. Unicamente a Igreja, na medida em que operou sob o t&#237;tulo leg&#237;timo de Igreja Cat&#243;lica, n&#227;o Igreja Conciliar e Igreja do Novo Advento, mas Igreja Cat&#243;lica, desde o Evangelho, desde os Padres da Igreja, nunca se contradisse na doutrina. Portanto, j&#225; pode ser lido como verdade que a Cat&#243;lica &#233; a &#250;nica religi&#227;o verdadeira. Exatamente porque ela &#233; verdadeira. Depois: a Igreja Cat&#243;lica &#233; aquela comunidade religiosa que no mundo &#233; a mais perseguida. Por favor, n&#227;o &#233; a comunidade religiosa judaica que &#233; perseguida h&#225; 2000 anos, mas sim judeus que s&#227;o perseguidos, de uma forma ou de outra, porque eles s&#227;o judeus, mas n&#227;o porque eles praticam na sinagoga ou algo assim. A religi&#227;o cat&#243;lica, no entanto, &#233; perseguida como religi&#227;o h&#225; 2000 anos, e isso, mais do que qualquer outra. Com isso sabemos quem &#233; o primeiro alvo do diabo. O primeiro alvo do diabo s&#243; pode ser a verdadeira religi&#227;o. Terceiro lugar: Milagres como em Lourdes. Ora, n&#227;o a cura milagrosa, onde algu&#233;m p&#245;e a m&#227;o sobre algu&#233;m e ele est&#225; curado de sua gripe ou algo assim, mas milagres como em Lourdes, onde, ent&#227;o, se cura c&#226;ncer &#243;sseo, o que &#233; quimicamente imposs&#237;vel. Isso existe, de fato, apenas em Lourdes, onde a M&#227;e de Deus apareceu. E n&#227;o na mesquita de Meca ou Medina. Um milagre eucar&#237;stico de Lanciano, no sul da It&#225;lia, onde h&#225; 1300 anos, ou h&#225; 1100 anos, durante a missa uma h&#243;stia sagrada se tornou carne e sangue. E ainda se pode ver hoje, e ainda est&#225; fresca hoje, e foi o Vaticano, intencionalmente, que escolheu tr&#234;s cientistas ateus para investigar, dos quais dois se converteram imediatamente. Isso simplesmente s&#243; acontece conosco e com nenhum guru na &#205;ndia.</p><p>E, al&#233;m disso, devo adicionar algo &#224; pergunta: Se fosse poss&#237;vel provar a cada pessoa, com a pura raz&#227;o, que a religi&#227;o cat&#243;lica &#233; a verdadeira, ent&#227;o a f&#233; teria se tornado desnecess&#225;ria. Portanto, estes s&#227;o apenas motivos para isso, mas n&#227;o provas.</p><h1>Autoridade</h1><p>Pr&#243;xima: Qual institui&#231;&#227;o ou qual pessoa garante a atitude absolutamente correta? Bem, os Papas at&#233; 1958. Fim. Se um anjo do c&#233;u lhes trouxer algo diferente, ent&#227;o mandem ele se catar. S&#227;o Paulo n&#227;o disse isso t&#227;o literalmente como eu digo agora.</p><h1>FSSPX</h1><p>Por que se reconhece que a Fraternidade Sacerdotal S&#227;o Pio X &#233; cat&#243;lica? Porque eles n&#227;o falam nada que a Igreja j&#225; n&#227;o tenha ensinado. O bom Arcebispo Lefebvre, gra&#231;as a Deus, foi o te&#243;logo menos original deste s&#233;culo. Esse tamb&#233;m &#233; o seu lema: Tradidi vobis quod et accepi. Eu lhes transmiti o que eu recebi. E por isso voc&#234;s reconhecem a quem podem se dirigir. Se o Dr. Hesse lhes contar algo, o Dr. Hesse se esfor&#231;ar&#225; para sempre adicionar uma nota de rodap&#233;, dizendo: voc&#234;s podem ler isso ali, voc&#234;s podem ler isso aqui. E tamb&#233;m voc&#234;s n&#227;o precisam acreditar em nada do que eu digo, quando eu n&#227;o cito o Papa. Mas, se eu lhes disser que est&#225; em Mortalium Animos, e voc&#234;s n&#227;o leram a Mortalium Animos de Pio XI e n&#227;o provaram que eu estou errado, ent&#227;o voc&#234;s j&#225; deveriam acreditar. Mas cada um de voc&#234;s pode duvidar do que eu digo, contanto que eu n&#227;o cite o ensinamento papal. Da&#237; eu ficaria realmente bravo. E s&#243; assim se pode confiar em algu&#233;m. Enquanto eu estiver citando Papas, voc&#234;s podem confiar em mim. Enquanto eu der minhas opini&#245;es, voc&#234;s podem dizer, bem, que foi apenas uma opini&#227;o. Essa &#233; a dica. E a FSSPX infelizmente &#233;, notem bem, quase o &#250;nico grupo, Gra&#231;as a Deus n&#227;o os &#250;nicos padres, mas &#233; quase o &#250;nico grupo, ali e acol&#225;, que sempre citar&#225; o que os Papas dizem. E, sobre o tema da liberdade religiosa n&#227;o vai, como o Instituto Cristo Rei de Gricigliano, que est&#225; representado em algum lugar na Baviera tamb&#233;m, (eu esqueci agora onde, me ajudem) Bayerisch Gmain, e a Fraternidade de S&#227;o Pedro, eles lhes contar&#227;o o m&#225;ximo poss&#237;vel de coisas sobre o tema da liberdade religiosa, mas eles n&#227;o citar&#227;o a voc&#234;s Pio XI, quanto &#224; Mortalium Animos dizer o contr&#225;rio do que o Papa atual diz. Agora voc&#234;s sabem onde est&#227;o. </p><h1>Plano de destrui&#231;&#227;o</h1><p>Pr&#243;xima: S&#227;o contos de fadas, rumores ou piadas quando se diz que a transforma&#231;&#227;o, ou seja, a destrui&#231;&#227;o da Igreja, foi planejada h&#225; muito tempo? N&#227;o. O grande pensador da Revolu&#231;&#227;o Francesa, Voltaire, disse que o lema de um homem civilizado deve ser &#233;craser l&#8217;inf&#226;me, apagar a Infame. Referindo-se &#224; Igreja Cat&#243;lica. Apag&#225;-la. Disso temos a indica&#231;&#227;o de que os ma&#231;ons planejam destruir a Igreja Cat&#243;lica h&#225; muito tempo. O fato &#233; que, na d&#233;cada de 20, no Canad&#225;, j&#225; havia aparecido um panfleto dos ma&#231;ons, em que o Grande Oriente ali do Canad&#225; faz certas exig&#234;ncias &#224; Igreja Cat&#243;lica. E essas exig&#234;ncias, com exce&#231;&#227;o do fim do celibato e da ordena&#231;&#227;o de mulheres, j&#225; est&#227;o todas cumpridas na Igreja Conciliar. Sem exce&#231;&#227;o. Ent&#227;o, isso j&#225; estava planejado h&#225; muito tempo. E embora eu deva dizer que se deve ter cuidado com livros como os da Mary Paul Martinez, porque ela tamb&#233;m entra em quest&#245;es doutrin&#225;rias, em quest&#245;es da doutrina cat&#243;lica, e demonstra ali uma imensa ignor&#226;ncia, ela tem, de qualquer forma, raz&#227;o quando diz que toda essa confus&#227;o na Igreja, por infiltra&#231;&#227;o, come&#231;ou no fim do s&#233;culo passado. Isso est&#225; certo. O livro, em geral, n&#227;o se deve ler, porque metade dele &#233; um absurdo. Mas a outra metade &#233; muito interessante. E ali, portanto, existem ind&#237;cios interessantes sobre h&#225; quanto tempo isso remonta. E que o Cardeal Rampolla del Tindaro, que em 1903 quase se tornou Papa, e era Secret&#225;rio de Estado de Le&#227;o XIII, do qual devemos presumir que ele n&#227;o sabia disso, claro, que ele mesmo era Gr&#227;o-Mestre de sua pr&#243;pria loja ma&#231;&#244;nica, isso &#233; comprovado documentalmente. Isso basta para responder &#224; pergunta agora. A conspira&#231;&#227;o remonta a muito tempo. Isso tamb&#233;m &#233; l&#243;gico. A isso, na verdade, deve-se dizer: &#211;bvio, os inimigos n&#227;o s&#227;o todos tolos! Que Stalin, nos anos 30, com a maior naturalidade, fez jovens seminaristas, que eram comunistas, se infiltrarem em semin&#225;rios ocidentais. Em 1976, a OTAN, que na &#233;poca ainda era um tanto ocidental e de direita, mais ou menos, a OTAN constatou em seu relat&#243;rio estrat&#233;gico anual que, em sua estimativa, estavam diante de uma infiltra&#231;&#227;o da Igreja Cat&#243;lica de pelo menos 3000 agentes da KGB na hierarquia da Igreja Cat&#243;lica. Depois de eu mesmo ter conhecido um caso de um agente da KGB na Igreja Cat&#243;lica no Ocidente, eu tamb&#233;m acredito nisso. Se foram 3000 ent&#227;o ou n&#227;o, isso &#233; de menos. Com isso, a pergunta est&#225; basicamente respondida. A prop&#243;sito, por eu fazer gestos: Eu vivi 15 anos em Roma e sou um gesticulador. Se algum de voc&#234;s acredita que eu sou ma&#231;om porque eu uma vez fa&#231;o assim ou assim, ent&#227;o &#233; um idiota. Desculpe, mas... Meu tio uma vez disse que algu&#233;m que voc&#234;s todos conhecem, mas que mesmo assim n&#227;o vou mencionar, disse que ele seria um ma&#231;om, porque ele uma vez disse, cheio de como&#231;&#227;o, que em uma determinada diocese s&#243; h&#225; mais duas ordena&#231;&#245;es sacerdotais anualmente. &#8220;Hesse tamb&#233;m j&#225; &#233; um ma&#231;om!&#8221; Sim, o riso &#233; a &#250;nica rea&#231;&#227;o sensata a esse tema.</p><h1>New Age</h1><p>Ent&#227;o, algo mais s&#233;rio: A invas&#227;o... vou ler agora tr&#234;s, quatro perguntas ao mesmo tempo, porque isso &#233; mais produtivo, porque elas podem ser respondidas de uma vez. Algu&#233;m pode me dar algo para escrever, por favor? A invas&#227;o da... Obrigado. A invas&#227;o da New Age sobre a nossa gera&#231;&#227;o atual, contexto e perigos: o que podemos fazer a respeito? Pr&#243;xima pergunta. Movimento carism&#225;tico, muito difundido, principalmente entre conservadores: origem e objetivo. Igreja da Cientologia. Esoterismo. Ent&#227;o, que eu comece logo com isto: Ent&#227;o vamos incluir logo a Vassula Ryden, ent&#227;o fica mais divertido. A pseudo-loira do Egito, ou Gr&#233;cia. Antigamente, chamavam de loira de farm&#225;cia. Ent&#227;o, a New Age, pra come&#231;ar, n&#227;o s&#227;o necessariamente novas religi&#245;es. Ent&#227;o, queremos come&#231;ar com as express&#245;es originais, para que fique claro o que se entende. New Age n&#227;o significa nada al&#233;m de nova era. Essa idiotice remonta, fundamentalmente, a um certo Joaquim de Fiore, que &#233; chamado assim porque morreu em Fiore em 1205. Um italiano, herege. No come&#231;o, por&#233;m, um homem muito legal e simp&#225;tico, que fundou uma ordem pr&#243;pria, a Trinit&#225;ria. Depois, ele fundou mais algumas outras comunidades religiosas. E ele disse que o tempo do mundo, a hist&#243;ria do mundo, se divide em tr&#234;s eras. Ou seja, a era do Pai, a era do Filho, a era do Esp&#237;rito Santo. Joaquim de Fiore quis dizer algo mais ou menos assim, que ent&#227;o, mais ou menos na sua &#233;poca (claro, para que ele se tornasse importante), o per&#237;odo do Esp&#237;rito Santo come&#231;aria. A ideia &#233; a seguinte... E eu a repito agora como ela pode ser ouvida hoje em dia, inclusive no Opus Dei. De Abra&#227;o a Cristo, o per&#237;odo do Pai. De Cristo ao Vaticano II, o per&#237;odo do Filho. E com o Vaticano II, que &#233; um novo Pentecostes, como Paulo VI disse, que talvez seja mais importante que Niceia, como Paulo VI disse, e em que o atual Santo Padre unicamente se baseia em seus escritos, deve ent&#227;o ser o in&#237;cio da nova era do Esp&#237;rito Santo, que come&#231;a agora em 2000. Por isso agora a prepara&#231;&#227;o de tr&#234;s anos para um ano completamente irrelevante e insignificante para um cat&#243;lico no calend&#225;rio. O que me interessa o ano 2000 como cat&#243;lico, por favor? O que me interessa isso? O que aconteceu no ano 1900? Nada. O que aconteceu no ano 1000? Eu procurei especialmente ainda em Viena, na hist&#243;ria da Igreja, se exatamente no ano 1000 algo importante na hist&#243;ria da Igreja aconteceu. Ora, que besteira, balela: nada! O ano 2000 tem para um cat&#243;lico unicamente o significado de que ele a partir de agora deve prestar aten&#231;&#227;o se 19 ou 20 est&#225; na frente, antes dos outros dois d&#237;gitos. Mas isso j&#225; era preciso fazer desde 1900. Poxa vida! O ano 2000 n&#227;o tem a menor import&#226;ncia para um cat&#243;lico. Digo isso com alguma autoridade. Ele ent&#227;o obter&#225; uma import&#226;ncia hist&#243;rica com toda a casa da M&#227;e Joana que acontecer&#225; no ano 2000. Mas, deixando isso de lado, n&#227;o tem import&#226;ncia para um cat&#243;lico. Jo&#227;o Paulo II, no entanto, faz disso uma grande import&#226;ncia. Bem, isso n&#227;o &#233; outra coisa sen&#227;o New Age. Com esta New Age, e agora vou responder &#224;s outras perguntas, vem o esot&#233;rico. Esot&#233;rico, do grego, significa na verdade apenas algo escondido. Algo secreto. Ent&#227;o, quando algu&#233;m se depara com a palavra Esoterismo, n&#227;o &#233; automaticamente satanista, mas &#233;, primeiramente, simplesmente uma doutrina escondida, uma doutrina secreta. Assim como os estatutos do Opus Dei s&#227;o secretos, como as decis&#245;es internas do Opus Dei s&#227;o secretas, como todas as importantes diretrizes do Opus Dei s&#227;o interpretadas de maneira secreta pelos l&#237;deres desta obra, isso n&#227;o significa automaticamente que todo o Opus Dei &#233; diab&#243;lico. Eu estou convencido disso, mas n&#227;o se pode concluir isso automaticamente. Esoterismo significa simplesmente algo secreto. E com isso, agora vem algo que a Igreja Cat&#243;lica n&#227;o conhece. Primeiramente. A Igreja Cat&#243;lica em 2000 anos sempre proibiu sociedades secretas dentro da Igreja. Isso est&#225; at&#233; mesmo no novo Direito Can&#244;nico. Sociedades secretas? &#1053;&#1077;&#1090;! N&#227;o existem. Com este segredo, porque agora sou eu quem sabe, e ningu&#233;m vai se meter, ent&#227;o eu sou exclusivo. Entendem? Ent&#227;o, com a doutrina secreta vem a exclusividade. O iniciado. E isso n&#243;s notamos, incidentalmente, cem por cento no Opus Dei. O iniciado. O iniciado n&#243;s temos na Igreja da Cientologia. O iniciado n&#243;s temos nessas seitas inteiras, que existem para exercer poder sobre as pessoas e, ao mesmo tempo, tirar o dinheiro delas. Com toda essa doutrina secreta, vem um conceito completamente falso de mist&#233;rios. E agora chegamos aos pentecostais, ao movimento carism&#225;tico, e, precisamente, &#224; Igreja da Cientologia. E sobre a Igreja da Cientologia eu n&#227;o vou entedi&#225;-los com detalhes quaisquer, mas posso dizer-lhes o seguinte. Primeiro. &#201; uma seita sat&#226;nica? O fundador, Ron Hubbard, era membro de uma seita sat&#226;nica nos EUA. Primeiro lugar. Em segundo lugar. Se uma igreja moderna, que se baseia no pensamento e no esp&#237;rito e na ci&#234;ncia, ainda assim tem dificuldades com o estado alem&#227;o, deve ser muito grave. Isso basta como prova. Deve ser muito grave. Muito grave. Ou deve ser cat&#243;lica, muito cat&#243;lica, ou muito grave no sentido contr&#225;rio, para que tenha dificuldades com o estado alem&#227;o. Tudo o mais corre aqui com alegria: crime ocorre, nada acontece, feijoada! Todas essas seitas, quer sejam quaisquer neo-indianas, movimentos New Age, ou Jo&#227;o Paulo II, ou o Movimento Carism&#225;tico, ou a Igreja da Cientologia, todas t&#234;m em comum ter compreendido o falso Mist&#233;rio. Na Igreja Cat&#243;lica existem tr&#234;s compreens&#245;es da palavra Mist&#233;rio, e todas se baseiam numa s&#243;. Mist&#233;rio &#233;, simplesmente do grego, mist&#233;rio &#233; algo que n&#243;s n&#227;o sabemos. Que n&#243;s n&#227;o entendemos. Do oculto. E a Igreja Cat&#243;lica reconhece tr&#234;s tipos de mist&#233;rios, embora n&#227;o oficialmente. Aten&#231;&#227;o, agora fala o Dr. Hesse. N&#227;o existe uma classifica&#231;&#227;o papal, precisa, sobre isso. Eu digo isso a voc&#234;s apenas por raz&#245;es pr&#225;ticas, mas voc&#234;s mesmos ver&#227;o que isso se encaixa com o senso comum. Existe o mist&#233;rio que o homem jamais entender&#225;. A Sant&#237;ssima Trindade. Todos os Santos concordam no ponto que, mesmo que se chegue uma vez ao c&#233;u, n&#227;o entender&#225;, Tom&#225;s de Aquino diz isso muito claramente, a Sant&#237;ssima Trindade, embora a ver&#225; com a alma, com o olho interior, chegando cada vez mais perto dela, por toda a eternidade, chegando cada vez mais perto. Como a famosa ass&#237;ntota matem&#225;tica. Mas nunca a entender&#227;o. Nunca. Esse &#233; o maior mist&#233;rio. Claro. Depois, existe o mist&#233;rio que simplesmente n&#227;o entendemos porque estamos presos no tempo e no espa&#231;o. Como &#233; poss&#237;vel que h&#225; alguns minutos, aqui o Sacrif&#237;cio da Cruz, que ocorreu h&#225; 2000 anos no Monte Calv&#225;rio, j&#225; tenha ocorrido novamente? Bem, voc&#234;s precisam imaginar isso, de certa forma, tirado do tempo, atrav&#233;s da eternidade, de volta para dentro do tempo. Entenderemos isso apenas ap&#243;s o Ju&#237;zo Final, espero que no c&#233;u. N&#227;o antes. Isso &#233; um mist&#233;rio, Deus n&#227;o quis simplesmente reserv&#225;-lo para n&#243;s, mas isso resulta do fato de que, com tempo e espa&#231;o, n&#243;s temos uma consci&#234;ncia limitada e sucessiva, ou seja, o seguinte: temos uma consci&#234;ncia n&#227;o como a do anjo, que v&#234; tudo instantaneamente por completo. Intuitivamente, como se diz. O homem precisa constantemente tirar conclus&#245;es. Desde a inf&#226;ncia. O anjo n&#227;o. Ele nunca tira uma conclus&#227;o. Ele entende tudo instantaneamente. Porque ele est&#225; em si na eternidade, embora n&#227;o completamente. Mas isso &#233; um outro tema. Coisas muito complicadas de se ouvir. Esse &#233; o segundo mist&#233;rio. N&#227;o podemos mesmo entender por estarmos presos no espa&#231;o e no tempo. E depois existe uma esp&#233;cie de mist&#233;rio que n&#243;s entender&#237;amos instantaneamente. S&#243; que Deus n&#227;o quer que n&#243;s saibamos isso. Por exemplo, qual pessoa est&#225; no inferno. Deus nos diz atrav&#233;s da Igreja Cat&#243;lica, como doutrina objetiva, que algu&#233;m que n&#227;o est&#225; na Igreja Cat&#243;lica e n&#227;o est&#225; em estado de gra&#231;a, vai para o inferno. Acabou. Ponto. Fim. Tudo o mais, as famosas perguntas que eu j&#225; tratei aqui uma vez, o que aconteceria com os pobres japoneses... &#201; interessante sempre se interessar pelo outro quando se est&#225; longe das pessoas por tr&#234;s meses. N&#243;s n&#227;o sabemos isso, porque Deus quer que n&#243;s n&#227;o saibamos isso. Ent&#227;o tamb&#233;m tem isso agora. N&#227;o existem outros mist&#233;rios. E aqui se deve ser introduzido no oculto, o que n&#227;o nos foi comunicado na Revela&#231;&#227;o. E que a Igreja n&#227;o ensinou. E isso, na verdade, n&#227;o &#233; outra coisa, sen&#227;o a tentativa refinada pelo Diabo de que os Sacramentos, os Sete Sacramentos, nossa absolutamente &#250;nica liga&#231;&#227;o com Deus, com a natureza de Deus, sejam evitados atrav&#233;s do conhecimento, atrav&#233;s do conhecimento secreto, atrav&#233;s da inicia&#231;&#227;o, atrav&#233;s da ascens&#227;o na hierarquia, nos c&#237;rculos internos, que tamb&#233;m s&#227;o secretos... Os ma&#231;ons, n&#233;, onde aquele no terceiro grau n&#227;o sabe que no quarto, quinto, sexto, s&#233;timo... Existem at&#233; o trig&#233;simo terceiro. Ele descobre isso quando &#233; chamado para o quarto. Eu tenho um conhecido que estava na Loja. Ele disse que lhe diziam, a cada promo&#231;&#227;o: &#8220;Sim, isso n&#243;s ainda n&#227;o te dissemos, mas isso existe.&#8221; E toda vez que ele dizia: &#8220;Eu li em algum lugar que existem trinta e tr&#234;s graus&#8221;, eles lhe diziam, &#8220;sim, talvez l&#225;, mas conosco n&#227;o&#8221;. Ent&#227;o, a substitui&#231;&#227;o dos Sete Sacramentos, que s&#227;o, para o homem que &#233; comodista e jovial, desconfort&#225;veis, pelo aprendizado secreto. Nada al&#233;m disso. Voc&#234;s podem acreditar em mim que, como padre, eu sou aqui aquele, que junto com o reverend&#237;ssimo Senhor Padre Zunhammer, somos aqueles que t&#234;m as maiores dificuldades na confiss&#227;o, porque n&#243;s, padres, pecamos sim muito mais fortemente do que voc&#234;s, simples leigos. Mais por conta do motivo bem simples: se agora dois de n&#243;s, um de voc&#234;s e eu, caluniarmos algu&#233;m simultaneamente, tenho 10 vezes mais culpa do que o que est&#225; sentado aqui, porque sou padre e certamente n&#227;o deveria fazer isso. Ent&#227;o eu posso assegurar a voc&#234;s que eu mesmo, em meu pr&#243;prio corpo, sempre experimento como desconfort&#225;vel, no sentido humano, como &#233; desconfort&#225;vel seguir os Dez Mandamentos e a pr&#225;tica sacramental. E exatamente por esse desconforto que se deve escrever nos chamados pa&#237;ses civilizados, entre par&#234;nteses, digo, dois pontos: &#8220;Nada de sexo&#8221;. Dois pontos, fim. Fecha aspas. Exatamente esse desconforto na pr&#225;tica sacramental &#233; o que leva as pessoas &#224;s m&#227;os dessas sociedades secretas, que te dizem: &#8220;Voc&#234; n&#227;o precisa de sacramentos, seu idiota, conosco voc&#234; chega a Deus com conhecimento e atrav&#233;s do constante progresso nos mist&#233;rios.&#8221; Os &#250;nicos mist&#233;rios que existem na Igreja Cat&#243;lica s&#227;o os Sete Sacramentos e pronto. Outros n&#227;o existem, nesse sentido. E o mais alto de todos os mist&#233;rios &#233; o Sant&#237;ssimo Sacramento do Altar. E ao Sant&#237;ssimo Sacramento do Altar, agora, infelizmente, s&#243; se pode chegar de forma desconfort&#225;vel, quando se foi batizado antes e se estava na confiss&#227;o. E isso &#233;, enfim, desconfort&#225;vel. E por isso as pessoas querem ent&#227;o substituir os Sacramentos pela inicia&#231;&#227;o em quaisquer leis naturais ainda ocultas, pela inicia&#231;&#227;o no &#8220;fato&#8221;, entre aspas, de que agora uma nova era est&#225; come&#231;ando. Mas isso sabem apenas aqueles que entenderam tudo isso, como Jo&#227;o Paulo II e seus sucessores e seguidores. Isso as pessoas completamente normais da rua n&#227;o sabem. &#201; preciso ser iniciado nisso. Da mesma forma funciona a Cientologia. O caminho para encontrar a paz interior. O caminho para lidar com problemas. O caminho com outros, com os inimigos. Eles dizem abertamente: o caminho para lidar com os inimigos. Tantas dicas pr&#225;ticas, por&#233;m secretas, que, ap&#243;s ver com calma, tornam-se repentinamente incompreens&#237;veis, onde se precisa de algu&#233;m que explique isso a voc&#234;. Pimba: voc&#234; j&#225; tem seu professor a quem se deve doar constantemente. Essas s&#227;o as sociedades secretas. Essa &#233; a substitui&#231;&#227;o dos Sacramentos, pois hoje, em vez de boas novas, temos m&#225;s not&#237;cias. O lema da Igreja do Novo Advento &#233; que os bispos n&#227;o apontam mais para o fato de que se deve ir confessar, mas eles apontam para o fato de que agora o grande mist&#233;rio do terceiro mil&#234;nio vai come&#231;ar. Mas isso n&#227;o nos interessa, este mist&#233;rio do terceiro mil&#234;nio. E, al&#233;m disso, isso n&#227;o se tornar&#225; um mist&#233;rio, mas apenas o cumprimento da Apocalipse. Isso posso garantir. O movimento carism&#225;tico tem agora uma forma espec&#237;fica, uma forma totalmente pr&#243;pria de praticar essa besteira, ao, na verdade, querer contornar os Sacramentos ao conceder a todos o Esp&#237;rito Santo. Posso garantir a voc&#234;s que, se algu&#233;m estiver sentado aqui nesta sala, e n&#227;o foi batizado, ele tamb&#233;m nunca teve o Esp&#237;rito Santo e, enquanto n&#227;o for batizado, n&#227;o o ter&#225;. E se algu&#233;m estiver sentado agora na sala que est&#225; em pecado mortal, ent&#227;o ele j&#225; recebeu o Esp&#237;rito Santo, ent&#227;o este Esp&#237;rito Santo j&#225; atuou uma vez nele, mas ent&#227;o o Esp&#237;rito Santo agora n&#227;o tem o menor efeito nele, porque ele est&#225;, na verdade, em pecado mortal. E somente no estado da gra&#231;a santificante, ap&#243;s a confiss&#227;o e depois ap&#243;s a comunh&#227;o, somente no estado da gra&#231;a santificante temos os sete dons do Esp&#237;rito Santo, que tamb&#233;m s&#227;o, de uma maneira especial no sacramento da Confirma&#231;&#227;o, dados a n&#243;s. Indel&#233;veis. Indel&#233;veis, mas bloque&#225;veis. O pecado mortal naturalmente n&#227;o remove os sete dons do Esp&#237;rito Santo que foram dados na Confirma&#231;&#227;o e ficam na alma para sempre, mas apenas bloqueia. E se algu&#233;m confirmado for para o inferno, ent&#227;o ele tamb&#233;m ter&#225; os sete dons do Esp&#237;rito Santo crepitando no fogo. Deve ser especialmente pitoresco. E se algu&#233;m for ainda padre, como eu, ent&#227;o &#233; melhor nem pensar nisso. Quer dizer, &#224;s vezes &#233; bom pensar nisso. O movimento carism&#225;tico tenta exatamente isso, superar o medo do inferno, o medo do pecado, com o Esp&#237;rito Santo e depois fazer isso tamb&#233;m na missa para terminar de garantir. Isso n&#227;o &#233; outra coisa sen&#227;o um empreendimento megaloman&#237;aco e blasfemo de pintar quaisquer ritos pag&#227;os, indianos, esot&#233;ricos e est&#250;pidos com o verniz do Cristianismo. E isso, como se p&#244;de ent&#227;o experimentar, j&#225; nos anos 70, sob Paulo VI, de infelic&#237;ssima mem&#243;ria, na Bas&#237;lica de S&#227;o Pedro, em Roma, o Papa... N&#227;o, n&#227;o era o Papa, o Cardeal Leo Suenens de Bruxelas-Malinas, em uma &#8220;santa missa&#8221; entre aspas... Eu nem sei se isso era uma santa missa, com incont&#225;veis bispos e padres ao redor do altar concelebrando tendo deixado aquilo acontecer. E l&#225; eles, durante a consagra&#231;&#227;o, fizeram assim: u&#237;, u&#237;, u&#237;, u&#237;, u&#237;! Parecia que estavam acionando a sirene da pol&#237;cia do Kojak. Uivando, pois &#233;. E algo assim, sabe-se, acontece com os Dervixes curandeiros e dan&#231;antes, que... Vejam em casa no dicion&#225;rio a palavra Dervixe, um monge mendicante indiano. Eles, de fato, se tornaram famosos por estes ru&#237;dos. O que &#233; isso? Isso &#233; uma aberra&#231;&#227;o teol&#243;gica, religiosa, psicol&#243;gica, que, na verdade, pra come&#231;ar, n&#227;o deve ser tratada por um padre, mas por um psiquiatra. Psiquiatra no sentido do m&#233;dico, quero dizer. Essas pessoas s&#227;o doentes mentais. E &#233; exatamente a isso que, de fato, se leva o c&#233;rebro humano quando se evita os Sacramentos, quando se quer chegar a Deus se esquivando dos Sacramentos. Ent&#227;o se fica, no sentido mais verdadeiro da palavra, maluco. E isso acontecer&#225; tamb&#233;m. No geral, todas essas coisas modernas, New Age, Cientologia, Movimento Carism&#225;tico e Esoterismo, etc., s&#227;o apenas lavagem cerebral at&#233; a verdadeira loucura espiritual.</p><h1>Pai da mentira</h1><p>Ent&#227;o, adiante: Associada a isso est&#225; a pergunta inserida aqui, logicamente, bastante logicamente. Nega&#231;&#227;o do diabo e dos dem&#244;nios entre os crist&#227;os. Tend&#234;ncia ao Satanismo. Isso &#233; a mesma coisa. A princ&#237;pio, pode-se n&#227;o acreditar nisso, mas d&#225; na mesma. O diabo tem uma hierarquia de mentiras. Uma ordem de classifica&#231;&#227;o das mentiras. Primeiro ele diz: &#8220;eu n&#227;o existo&#8221;. Esta &#233; a primeira mentira de todas. &#201; nela que todas as pessoas modernas caem. &#201; coisa dos te&#243;logos modernos dizer do diabo que ele &#233; uma inven&#231;&#227;o da Idade M&#233;dia, que alguns papas muito maus inventaram, para espremer at&#233; o &#250;ltimo centavo das pessoas. A pr&#243;xima mentira do diabo &#233; que ele existe, sim, mas que ele, na verdade, &#233; inofensivo. E que depende exclusivamente de n&#243;s evit&#225;-lo, ent&#227;o, suas tenta&#231;&#245;es. Este &#233; o ind&#237;cio de que n&#227;o precisamos dos Sacramentos, porque o homem sozinho precisa, se ele n&#227;o gosta do diabo, apenas desviar-se dele. O pr&#243;ximo passo, para aquele que n&#227;o cai nisto, o pr&#243;ximo passo da mentira &#233; tentar deixar claro para ele que h&#225; nele mais a se ganhar do que em Deus. Isso acontece, naturalmente, atrav&#233;s daquilo que atrai os humanos. Dinheiro, poder, conhecimento, t&#233;dio, ex&#237;lio, sexo e outras coisas engra&#231;adas do g&#234;nero, todas muito divertidas. E &#233; exatamente com isso que o diabo ent&#227;o se apresenta como o portador da luz, L&#250;cifer. E agora acontece o seguinte: aqueles que primeiro negaram o diabo j&#225; est&#227;o t&#227;o insensibilizados agora que n&#227;o conseguem mais ver sob qual disfarce ele vem. Como S&#227;o Greg&#243;rio Magno, meu onom&#225;stico, disse, a mulher &#233; a porta do c&#233;u pela qual o homem se dirige ao inferno. Ele n&#227;o fez uma declara&#231;&#227;o assim para ofender todas as mulheres da hist&#243;ria mundial, mas s&#243; mostrou, t&#227;o simplesmente, o pecado contra o 6&#186; mandamento, por exemplo, da forma como ele se apresenta. De longe, n&#227;o &#233; o pior pecado, e &#233; exatamente por isso o mais perigoso. &#201; uma droga sem ressaca. A ressaca vem ap&#243;s o Ju&#237;zo Final. Quando algu&#233;m bebe demais, tem uma ressaca e pensa: &#8220;Bem, isso eu n&#227;o vou fazer de novo t&#227;o cedo.&#8221; Quando algu&#233;m usa drogas, depois tem algo contra isso, mas toda ressaca ap&#243;s o consumo de &#225;lcool &#233; um deleite. Eu n&#227;o experimentei, mas conhe&#231;o pessoas que o fizeram. Todas essas coisas t&#234;m uma ressaca depois, onde se pode pensar sobre o que h&#225; de ruim nisso. O sexo n&#227;o. &#201; exatamente a&#237; que come&#231;a. V&#237;cio em prazer ap&#243;s a puberdade. A partir da&#237;, uma dist&#226;ncia da Igreja Cat&#243;lica e uma nega&#231;&#227;o do Diabo, porque o medo de ir para o inferno &#233;, afinal, inc&#244;modo a longo prazo. E s&#243; quando se chega a um ponto em que se deixa de acreditar no Diabo, &#233; que se fica t&#227;o insensibilizado que agora essa, por Greg&#243;rio Magno como a mulher que representa todas as tenta&#231;&#245;es, (nada contra as mulheres!) como a tenta&#231;&#227;o que Greg&#243;rio Magno representou para todas as tenta&#231;&#245;es, n&#227;o &#233; mais reconhecida como tal. E isso leva ou apenas &#224; corrup&#231;&#227;o moral daquele sobre quem o diabo n&#227;o precisa mais se preocupar muito, porque ele de qualquer forma est&#225; destinado &#224; ru&#237;na, ou atrav&#233;s do fato de que se entrega a outra tenta&#231;&#227;o, ou seja, por exemplo, conhecimento e poder, at&#233; o satanismo. Porque uma coisa eu posso garantir: o diabo tem uma grande quantidade de conhecimento para nos dar que n&#243;s ainda n&#227;o temos. Os &#250;ltimos humanos que haviam compreendido completamente as leis da natureza foram Ad&#227;o e Eva. Devemos assentir, naturalmente, que Cristo na sabedoria divina n&#227;o precisa ser discutido, devemos assentir que a M&#227;e de Deus, que foi concebida sem pecado e, portanto, uma pessoa perfeita, quanto ao que sabia, o quanto ela pensou sobre isso em sua vida, isso &#233; um mist&#233;rio. Mas o homem atual, que sempre desesperadamente busca por novas coisas, para ele, o diabo ainda tem muita coisa para entregar. Porque, como todo anjo, sem que ele tivesse a divina inspira&#231;&#227;o, ele reconhece as leis da natureza como ningu&#233;m. E exatamente essas ele agora pode dar a algu&#233;m que o sirva fielmente o suficiente e tenha feito um contrato com ele. As antigas sagas e contos de fadas &#224;s vezes s&#227;o formuladas de uma maneira onde se diz: &#8220;Bem, isso &#233; simplesmente a representa&#231;&#227;o ing&#234;nua de um humano.&#8221; Mas eu tamb&#233;m posso assegurar que nenhuma delas &#233; completamente inventada. Nenhuma saga e nenhum conto de fadas. Absolutamente nada disso &#233; inventado. O diabo pode dar conhecimento e esse &#233; um de seus melhores m&#233;todos de tentar as pessoas. Por isso, n&#227;o adianta de nada ao cat&#243;lico falar o m&#237;nimo poss&#237;vel sobre o diabo. Nada de boas novas em vez de m&#225;s not&#237;cias. Posso garantir a voc&#234;s uma coisa: se entre os cat&#243;licos, entre os de hoje, houver um entre mil que n&#227;o peca apenas por amor a Deus e n&#227;o por medo do inferno, ent&#227;o isso &#233; incrivelmente muito. Onde nosso amor a Deus (Deus nos livre) n&#227;o &#233; suficiente, precisamos da amea&#231;a. &#201; ali que precisamos do medo do inferno. Ao bom Deus, ainda &#233; prefer&#237;vel que entremos no c&#233;u apenas por medo do inferno, do que n&#227;o entrarmos de jeito nenhum. E justamente agora, durante a Quaresma, posso dizer a voc&#234;s: cada um de n&#243;s tem seus pecados favoritos. E quem tem esses pecados favoritos e pensa sobre o que eles s&#227;o, deveria uma vez ter em mente, atrav&#233;s de recorda&#231;&#227;o pl&#225;stica... Atrav&#233;s da leitura, por exemplo. Existe na editora Pro Fide um livro excelente: 30 hist&#243;rias do inferno. Ele ainda n&#227;o est&#225; dispon&#237;vel, mas estar&#225;. Eu s&#243; li um trecho. O trecho me agradou. Os Exerc&#237;cios Inacianos, os de 30 dias, de S&#227;o In&#225;cio de Loyola, come&#231;am com uma contempla&#231;&#227;o do inferno. Em vez de neg&#225;-lo, eu o meditaria em seu lugar. Se algu&#233;m realmente sente medo do inferno, ent&#227;o isso j&#225; &#233; um grande motivo a mais para n&#227;o pecar. E, quanto menos se peca, mais aumenta o amor de Deus, porque ele nos &#233; constantemente infundido. E n&#243;s, de fato, n&#227;o podemos t&#234;-lo em n&#243;s mesmos, n&#227;o realmente.</p><h1>Evolu&#231;&#227;o na Igreja</h1><p>Pr&#243;xima pergunta: A evolu&#231;&#227;o na Igreja. H&#225; muito pouco a dizer sobre isso. Na verdade, n&#227;o h&#225; evolu&#231;&#227;o na Igreja, exceto em coisas totalmente externas e puramente disciplinares. H&#225; apenas um aprofundamento da doutrina, nenhuma expans&#227;o e nenhuma mudan&#231;a. A doutrina da Igreja, a Revela&#231;&#227;o, a Tradi&#231;&#227;o, que, portanto, est&#227;o fixadas por escrito nos Evangelhos, como Trento e o Vaticano I dizem, respectivamente, o que os Ap&#243;stolos ouviram da pr&#243;pria boca de Cristo e transmitiram adiante, como, por exemplo, o Evangelista Jo&#227;o a S&#227;o Policarpo e este ao Pai da Igreja Irineu. Todas estas doutrinas s&#227;o aprofundadas e precisadas, como, por exemplo, a Imaculada Concei&#231;&#227;o, que s&#243; foi definida em 1854, mas nada novo foi adicionado. Evolu&#231;&#227;o existe na Igreja apenas em coisas como estas, como o desenvolvimento do direito do conclave, direito de elei&#231;&#227;o papal e no desenvolvimento da vestimenta clerical. No ano 300, o bispo n&#227;o vestia, como deveria faz&#234;-lo hoje, belos paramentos e mitra, mas estava vestido de forma relativamente simples. Isso &#233; uma evolu&#231;&#227;o, mas quem se importa com isso, basicamente? Quando normalmente se fala de evolu&#231;&#227;o da Igreja, se quer falar de um progresso doutrin&#225;rio na Igreja. N&#227;o! Apenas o aprofundamento daquilo, o aprofundamento constante, a compreens&#227;o sempre melhor, sem qualquer altera&#231;&#227;o, daquilo que os Ap&#243;stolos j&#225; sabiam h&#225; muito tempo. Como S&#227;o Vicente de L&#233;rins, citado pelo Conc&#237;lio Vaticano I, disse: aprofundamento da compreens&#227;o, mas eodem sensu, eadem sententia: no mesmo sentido e na mesma senten&#231;a. Exatamente da mesma forma.</p><h1>Isl&#227;</h1><p>Ent&#227;o, o Isl&#227;. Hoje temos aproximadamente 1500 salas de ora&#231;&#227;o semelhantes a mesquitas. Que perigo surge disso para n&#243;s? Ou seja, a pergunta citada: o grande perigo do Isl&#227; para o mundo e a Igreja. Primeiro come&#231;amos com a boa not&#237;cia, depois vem a m&#225; not&#237;cia. Boa not&#237;cia: o Isl&#227; n&#227;o &#233; aquilo pelo qual devemos temer mais, pois a M&#227;e de Deus falou em F&#225;tima que a R&#250;ssia espalhar&#225; seus erros e a R&#250;ssia ser&#225; o instrumento do castigo de Deus. Ela n&#227;o falou nada sobre o Isl&#227;. Boa not&#237;cia. M&#225; not&#237;cia: quer dizer, n&#243;s basicamente n&#227;o precisamos ter noites sem dormir por causa do Isl&#227;. N&#243;s precisamos ter noites sem dormir porque ainda nem todos os aqui presentes fizeram os cinco s&#225;bados de repara&#231;&#227;o, isso para que talvez se chegue ao ponto que at&#233; mesmo essa cabe&#231;a-dura do Santo Padre, agora, consagre de uma vez a R&#250;ssia ao Imaculado Cora&#231;&#227;o, juntamente com os bispos. O que n&#227;o aconteceu. &#201; disso que devemos ter medo. Na vida cotidiana existe o perigo de que a juventude seja tentada pelo Isl&#227;, porque o Isl&#227;, como basicamente todas essas religi&#245;es estranhas, tem uma tenta&#231;&#227;o similar &#224; do esoterismo, da Cientologia, etc., atrav&#233;s da vida relativamente confort&#225;vel. L&#225; n&#227;o &#233; preciso conhecer o Catecismo. L&#225; s&#243; &#233; preciso balbuciar alguma sandice, ou seja, &#8220;Allah &#233; o &#250;nico Deus, Maom&#233; &#233; seu Profeta&#8221;. Com isso, o assunto est&#225; resolvido. N&#227;o h&#225; men&#231;&#227;o de um casamento &#250;nico, que s&#243; possa ser dissolvido pela morte. Isso tamb&#233;m &#233; pr&#225;tico. A&#237;, o Sexto Mandamento n&#227;o &#233; levado a s&#233;rio desde o in&#237;cio. O Isl&#227; tolera oficialmente a homossexualidade desde sempre. Isso tamb&#233;m &#233; pr&#225;tico. Ent&#227;o, no Ramad&#227;, na verdade, s&#243; &#233; preciso jejuar &#224; luz do dia. Isso tamb&#233;m &#233; pr&#225;tico. Isso, por exemplo, n&#227;o me custa nada. Ent&#227;o, no Ramad&#227;, s&#243; &#233; preciso manter um pouco de dist&#226;ncia da pr&#243;pria esposa, Gemali. Por outro lado, &#233; assim: quando dois n&#227;o s&#227;o casados, ent&#227;o eles podem rapidamente se casar pessoalmente em casa. E isso pode ser divorciado novamente diante do Imam. E dessa maneira, pode-se, na verdade, diante de Allah, justificar todas as amantes e todas as aventuras. Tudo isso &#233; incrivelmente conveniente e nem de longe mentalmente exaustivo quanto a doutrina cat&#243;lica. Como Hilaire Belloc disse muito corretamente, um dos melhores historiadores deste s&#233;culo: um dos segredos do sucesso do Isl&#227; era que &#233; uma doutrina de idiotas para idiotas e as contribui&#231;&#245;es fiscais todas iam para o grande (como ele se chama?) Sult&#227;o no Cairo. E isso &#233; verdade. O Isl&#227; &#233; uma doutrina idiota. Eu li o Alcor&#227;o como uma das poucas pessoas de l&#237;ngua alem&#227;, provavelmente, todo o Alcor&#227;o. &#201; de dar enjoo. O Alcor&#227;o, o Mein Kampf de Hitler e o Vaticano II foram escritos pela mesma pessoa, garanto a voc&#234;s. Em contradi&#231;&#227;o, na mesma frase h&#225; uma profunda verdade e um absurdo horroroso. E, na mesma passagem, uma verdade grandiosa, profunda e maravilhosa, e depois alguma loucura delirante. Na mesma passagem. E &#233; assim frase por frase, cap&#237;tulo por cap&#237;tulo. E no estilo desconexo, florido, impreciso, incompreens&#237;vel. Exatamente como o Vaticano II e Mein Kampf. Assim o Alcor&#227;o deve ser lido. E assim as tr&#234;s religi&#245;es tamb&#233;m s&#227;o discutidas simultaneamente.</p><h1>Novas indulg&#234;ncias</h1><p>A obten&#231;&#227;o de indulg&#234;ncias na igreja conciliar: progresso ou empobrecimento? Sim, &#243;bvio, empobrecimento, claro. Mas aqui &#233; preciso ser um pouco cauteloso em um ponto. Enquanto devemos constatar que Paulo VI, embora fosse o pior Papa da hist&#243;ria da Igreja, era Papa, ent&#227;o ele tamb&#233;m tem a chave do poder sobre as indulg&#234;ncias. Ele n&#227;o pode mudar a liturgia, isso n&#227;o d&#225; nada. Ele tentou, mas n&#227;o nos preocupamos com isso. Ele tentou modificar todos os Sacramentos, isso tamb&#233;m n&#227;o d&#225; nada. Na verdade, n&#243;s tamb&#233;m n&#227;o nos preocupamos mais com isso. Mas ele pode, claro, quanto a coisas que, embora sejam administra&#231;&#245;es puramente espirituais, mas ainda assim administra&#231;&#245;es, mudar at&#233; um certo grau. Se Paulo VI tivesse dito: &#8220;a partir de agora n&#227;o existem mais indulg&#234;ncias&#8221;, ent&#227;o duvido que isso tivesse validade. Porque isso &#233; algo a que o poder das chaves, na minha opini&#227;o (aten&#231;&#227;o, na minha), n&#227;o est&#225; sujeito. N&#227;o temos nenhuma declara&#231;&#227;o papal sobre isso. Mas voc&#234;s podem ficar tranquilos. Cada um de n&#243;s ainda pode, todos os dias, pelo regulamento de indulg&#234;ncias de Paulo VI, ganhar todos os dias uma indulg&#234;ncia plen&#225;ria, seja atrav&#233;s da ora&#231;&#227;o comunit&#225;ria do Ros&#225;rio em fam&#237;lia, Ros&#225;rio sozinho ou em grupo diante do Sant&#237;ssimo, ou esta bela ora&#231;&#227;o, que infelizmente eu n&#227;o vi, por favor me ajudem em alem&#227;o: &#8220;En ego, o bone et dulcissime Iesu&#8221;. A que est&#225; no missal com a imagem da cruz ao lado. A medita&#231;&#227;o das cinco chagas de Cristo. A essa ora&#231;&#227;o, o Papa Pio IX, por toda a eternidade, pronunciou uma indulg&#234;ncia plen&#225;ria, se for rezada ap&#243;s a Missa. Se voc&#234;s puderem, por favor, procurem, ent&#227;o leio o come&#231;o. Sim, queria ver uma tradu&#231;&#227;o e tamb&#233;m uma recomenda&#231;&#227;o de usabilidade. Eu nunca rezei em alem&#227;o, eu n&#227;o conhe&#231;o. Mas h&#225; em todo o missal apenas uma &#250;nica ora&#231;&#227;o onde uma cruz min&#250;scula se curva ao lado. E &#233; essa a&#237;. E l&#225; tamb&#233;m est&#225; indulg&#234;ncia plen&#225;ria. Ela foi preservada, em outras palavras. Em ess&#234;ncia, se n&#227;o houvesse nada de pior de Paulo VI do que o regulamento das indulg&#234;ncias, ent&#227;o tudo estaria em ordem. Existe, em Paulo VI, no regulamento das indulg&#234;ncias, um problema. Mas isso, na minha opini&#227;o, resolve-se teologicamente por si s&#243;. Paulo VI disse... E ele publicou este livro de indulg&#234;ncias. Disse que as ora&#231;&#245;es contidas aqui dentro concedem as indulg&#234;ncias registradas de tal e tal forma. Ele ent&#227;o aboliu a designa&#231;&#227;o de indulg&#234;ncia de 300 dias, indulg&#234;ncia de 200 dias, etc. E deixou tudo isso como indulg&#234;ncia parcial. Isso n&#227;o nos incomoda, na medida em que, na verdade, todos deveriam se envergonhar, se, depois de conhecerem esta ora&#231;&#227;o hoje, n&#227;o tentarem a partir de agora obter uma indulg&#234;ncia plen&#225;ria todos os dias ap&#243;s a Missa. De vez em quando para si mesmos, mas principalmente para os outros. E vou ler agora, brevemente, essa ora&#231;&#227;o: &#8220;Eis-me aqui, &#243; bom e dulc&#237;ssimo Jesus! De joelhos me prostro em vossa presen&#231;a e vos suplico com todo o fervor de minha alma que vos digneis gravar no meu cora&#231;&#227;o os mais vivos sentimentos de f&#233;, esperan&#231;a e caridade, verdadeiro arrependimento de meus pecados e firme prop&#243;sito de emenda, enquanto vou considerando com vivo afeto e dor as vossas cinco chagas, tendo diante dos olhos aquilo que o profeta Davi dizia de v&#243;s, &#211; bom Jesus: Transpassaram minhas m&#227;os e meus p&#233;s e contaram todos os meus ossos&#8221;. Para isso h&#225; uma indulg&#234;ncia plen&#225;ria, quando se reza uma ora&#231;&#227;o pelo Santo Padre, Pai Nosso, Ave Maria, uma confiss&#227;o relativamente um pouco antes e, claro, comunh&#227;o no mesmo dia. A comunh&#227;o &#233; sempre o pr&#233;-requisito para a indulg&#234;ncia plen&#225;ria. E com esta ora&#231;&#227;o, basicamente, mostra-se a imensa generosidade de Cristo, pois em poucas linhas se obt&#233;m a indulg&#234;ncia plen&#225;ria. Bem, isso realmente n&#227;o d&#225; mais motivo para reclama&#231;&#227;o. O problema teol&#243;gico &#233; que Paulo VI disse que o pr&#233;-requisito para a indulg&#234;ncia &#233; quem confessa, comunga e n&#227;o se apega a nenhum pecado favorito. Isso agora &#224;s vezes &#233; interpretado como se diz: &#8220;Bem, todo mundo tem um pecado favorito, absolutamente todo mundo tem um pecado favorito, ningu&#233;m mais mesmo pode ganhar indulg&#234;ncia&#8221;. Claro, uma bobagem. Essa tamb&#233;m n&#227;o era a inten&#231;&#227;o de Paulo VI. Paulo VI, por mais que tenha sido um papa miser&#225;vel, se ele tivesse tido a inten&#231;&#227;o de acabar com as indulg&#234;ncias, ele poderia ter feito isso com um simples caneta&#231;o, como ele fez com a nova liturgia. Ent&#227;o, se Paulo VI se deu ao trabalho de codificar essas indulg&#234;ncias ainda mais, ent&#227;o isso n&#227;o significa que &#233; imposs&#237;vel, mas que justamente o que se deve fazer &#233; o que eu sempre dizia repetidamente no serm&#227;o: Ou seja, pedir a Deus especialmente para finalmente se livrar daquele pecado favorito que se deve confessar repetidamente. E, se algu&#233;m tem essa atitude, ent&#227;o recebe a indulg&#234;ncia. Pergunta sobre a indulg&#234;ncia. Obrigado pelo coment&#225;rio, isso &#233; importante. Com o regulamento de indulg&#234;ncias de Paulo VI, h&#225; uma indulg&#234;ncia plen&#225;ria apenas uma vez por dia. Mas as indulg&#234;ncias parciais, ou seja, o que costumava ser, tipo tr&#234;s anos, 300 dias e assim por diante, que n&#227;o s&#227;o indulg&#234;ncias plen&#225;rias, voc&#234; pode ainda obter o m&#225;ximo poss&#237;vel. Com isso, acredito que esta pergunta foi respondida. Empobrecimento? Como eu disse, vou responder com a palavra empobrecimento, mas n&#227;o algo por que devemos realmente ter indigna&#231;&#227;o. Louvado seja Deus. O bom Deus simplesmente n&#227;o permite que aqui, por meio de quaisquer pessoas &#237;mpias, nos seja retirada qualquer possibilidade.</p><h1>Igreja oficial e sigilo confessional</h1><p>O que fez ou far&#225; a Igreja Cat&#243;lica, a Igreja oficial ou os tradicionalistas, contra a grande escuta do governo alem&#227;o, para proteger o sigilo da confiss&#227;o? Primeiro, algo que n&#227;o responde diretamente &#224; pergunta. Eu, quanto ao termo &#8220;Igreja oficial&#8221;, mesmo que meus queridos amigos na FSSPX o usem t&#227;o frequentemente, n&#227;o consigo usar. Isso &#233; um absurdo. N&#243;s n&#227;o somos contra a Igreja oficial. Os cargos foram institu&#237;dos por Cristo. Se o Arcebispo de Munique, enquanto ele for Arcebispo de Munique, &#233; Arcebispo de Munique, ent&#227;o n&#227;o nos afastamos dele por ele ser o Arcebispo de Munique, mas porque ele, como Arcebispo de Munique, profere absurdos e n&#227;o &#233; cat&#243;lico. N&#243;s n&#227;o somos contra a Igreja Oficial, n&#243;s somos contra a Igreja Conciliar. N&#243;s somos contra o que Bispo Tissier de Mallerais chamou de uma seita gn&#243;stica. &#201; contra isso que estamos. N&#243;s n&#227;o somos contra a Igreja Oficial. &#201; importante que pelo menos n&#243;s, chamados Tradicionalistas... O que n&#243;s de fato tamb&#233;m n&#227;o somos, mas n&#243;s somos Cat&#243;licos. &#201; importante que n&#243;s poucos uma vez mantenhamos as express&#245;es exatas e precisas, por favor. Porque da&#237; surge sempre toda a confus&#227;o. &#8220;Eles s&#227;o contra a Igreja Oficial.&#8221; Isso pode ser interpretado como cism&#225;tico. Se os chamados lefebvristas constantemente discutem com a Igreja Oficial, n&#227;o se deve surpreender que algu&#233;m que n&#227;o entendeu essa distin&#231;&#227;o exatamente diga: eles est&#227;o em cisma. Isso n&#227;o somos, eles sabem disso eu sei disso, mas devemos ser cuidadosos. Que usemos as express&#245;es do Santo Padre! Ser&#225; que devemos sempre inventar algo novo com Igreja oficial e assim repetir todo o discurso da esquerda do movimento popular, que tamb&#233;m fala da Igreja oficial e tamb&#233;m condena a Igreja oficial? Sigamos o querido Santo Padre e chamemos ela de Igreja do Novo Advento. Em sua primeira enc&#237;clica ele chama assim. V&#225;rias vezes. A palavra &#8220;cat&#243;lica&#8221; n&#227;o aparece. E at&#233; est&#225; certo. Ent&#227;o, de volta &#224; pergunta. Intercepta&#231;&#227;o telef&#244;nica da Alemanha. Voc&#234;s se dirigiram &#224; pessoa errada. Eu n&#227;o conhe&#231;o as leis. Primeiro, &#233; preciso que isso seja feito por um advogado amigo. Em algum lugar deve haver um advogado aqui, ou algu&#233;m aqui deve ter um advogado de confian&#231;a. Vamos investigar. Com as novas leis de escuta telef&#244;nica, &#233; poss&#237;vel colocar um microfone no confession&#225;rio? Se isso for imposs&#237;vel por lei, pela nova, ent&#227;o a quest&#227;o est&#225; resolvida positivamente. Se for poss&#237;vel, ent&#227;o &#233; preciso ter cuidado onde se confessa. &#201; preciso de qualquer maneira. E como! Mas n&#227;o por causa da escuta telef&#244;nica.</p><h1>Sacramentos</h1><p>Ent&#227;o, a pr&#243;xima. Quando e por quem os Sacramentos foram institu&#237;dos? Isso &#233; bem r&#225;pido de responder. Todos por Cristo, nem todos diretamente no Evangelho. No Evangelho, diretamente institu&#237;do est&#225;: ide por todo o mundo e batizai todas as na&#231;&#245;es em nome do Pai, do Filho e do Esp&#237;rito Santo. Diretamente institu&#237;da na &#218;ltima Ceia: a Santa Missa. Diretamente institu&#237;do: Se perdoardes os pecados, eles s&#227;o perdoados. Se n&#227;o perdoardes, eles s&#227;o retidos. Ent&#227;o: Confirma&#231;&#227;o. Sim, a imposi&#231;&#227;o de m&#227;os, mas essa tamb&#233;m est&#225; na ordena&#231;&#227;o sacerdotal. Extrema-Un&#231;&#227;o. Ep&#237;stola de Tiago: refer&#234;ncia &#224; un&#231;&#227;o dos enfermos, mas como sacramento. Sacramento do Matrim&#244;nio. Bem, Can&#225; n&#227;o. Can&#225; foi a bebedeira, mas n&#227;o o matrim&#244;nio. Ser convidado para um casamento n&#227;o faz isso ser sacramento. Cristo foi convidado, estava l&#225;, celebrou com eles, bebeu com eles o vinho que Ele mesmo produziu. Altamente prov&#225;vel, porque ele certamente n&#227;o seria expl&#237;cito. Isso teria chamado a aten&#231;&#227;o. E isso foi tudo. Mas isso n&#227;o &#233; a institui&#231;&#227;o. Esse &#233; justamente o motivo pelo qual a Igreja sempre condenou dizer &#8220;somente a Sagrada Escritura&#8221;. De Herr Doktor Lutero, a Sola Scriptura. Somente a Sagrada Escritura. Claro, n&#227;o se chega a lugar nenhum com isso. Por isso a Igreja, no Vaticano I, citando o Tridentino, repetiu: &#8220;O que &#233; Tradi&#231;&#227;o? Tradi&#231;&#227;o &#233; o que est&#225; nos Livros Sagrados...&#8221; E deu uma lista do que pertence a ela. &#8220;... E o que os Ap&#243;stolos ouviram da boca do pr&#243;prio Cristo&#8221;. Ent&#227;o, em outras palavras, at&#233; a morte do &#250;ltimo Ap&#243;stolo. Isso &#233; tudo. E os Ap&#243;stolos, voc&#234;s podem ter certeza, receberam pessoalmente de Cristo como administrar os Sacramentos. Por isso, pode-se com raz&#227;o dizer que os sacramentos que hoje em dia s&#227;o administrados pela Igreja Cat&#243;lica e pela Igreja Oriental, todos podem ser diretamente rastreados at&#233; Cristo. E se houver diferen&#231;as na f&#243;rmula, ent&#227;o isso surgiu ao longo dos s&#233;culos. Mas n&#227;o &#233; por isso que n&#227;o foram fundados por Cristo.</p><h1>Celibato</h1><p>Depois: O celibato foi institu&#237;do pela Igreja? Quem gostaria de anotar, ou seja, para a grava&#231;&#227;o. Mateus 19,12 e 29. 1 Cor&#237;ntios 7,7. Atos dos Ap&#243;stolos 14,4. Depois, ainda h&#225; o famoso trecho da carta a Tim&#243;teo, que eu explicarei, onde diz que o bispo deve ser marido de uma s&#243; mulher. &#8220;Seja o homem marido de uma s&#243; mulher.&#8221; A&#237; v&#234;m os oponentes do celibato e dizem: &#8220;Ah, voc&#234; est&#225; vendo? Os bispos eram casados!&#8221; No livro dos Atos dos Ap&#243;stolos est&#225; escrito que at&#233; mesmo os Ap&#243;stolos abandonaram tudo ao chamado de Cristo. Abandonaram tudo, deixaram tudo para tr&#225;s. E renunciaram. Tamb&#233;m &#233; certo. E a tradi&#231;&#227;o das igrejas Oriental e Ocidental, embora na Igreja Oriental seja diferente, mostra como isso deve ser interpretado. A &#250;nica diferen&#231;a entre a Igreja Oriental e a Ocidental &#233; que na Igreja Oriental um sacerdote casado pode ser ordenado. Mas isso tamb&#233;m n&#227;o &#233; o ideal na igreja Oriental. Portanto, a Igreja Oriental tamb&#233;m defende que isso n&#227;o corresponde totalmente &#224; vontade de Cristo. N&#227;o d&#225; pra ficar sem vinho. A voz precisa. Isso prova o fato de que na Igreja Oriental o monge deve ser solteiro, em primeiro lugar. Em segundo lugar, o bispo deve ser solteiro, assim, somente monges se tornam bispos. Em terceiro lugar, s&#243; o padre j&#225; casado pode ser ordenado, mas n&#227;o o padre pode se casar. Uma vez ordenado, acabou. Ele j&#225; deve estar casado antes. Por isso eles se apressam muito rapidamente para encontrar algu&#233;m, antes de serem ordenados. O que leva a estilos de vida terr&#237;veis depois. Bem, vamos deixar isso de lado. Tamb&#233;m na Igreja Oriental &#233; prescrito para o padre, antes da celebra&#231;&#227;o dos Sagrados Mist&#233;rios, ou seja, a Santa Missa, se abster. Da mulher. Apenas estes fatos provam que desde o in&#237;cio aquele era o ideal. Tanto &#233; assim que algu&#233;m escreveu isso, um s&#237;nodo... Foi apenas um s&#237;nodo, n&#227;o um conc&#237;lio ecum&#234;nico de Elvira, que eu acredito que foi no s&#233;culo III, j&#225; dizendo que os padres n&#227;o devem ser casados. Isso ent&#227;o chegou ao ponto de que Greg&#243;rio VII em 1074 e o Conc&#237;lio de Latr&#227;o em 1139 ent&#227;o determinarem que um padre n&#227;o pode contrair um casamento v&#225;lido. O celibato, como lei, &#233;, portanto, enquanto lei, isto &#233;, no sentido de que na Igreja latina algu&#233;m que &#233; casado, de forma alguma pode se tornar di&#225;cono, padre e bispo. Portanto, em si &#233; assim, entre aspas, h&#225; &#8220;apenas&#8221; quase 1000 anos. Mas nos 1000 anos antes disso, o que &#233; historicamente comprov&#225;vel de forma impec&#225;vel, isso nunca foi visto de outra maneira que n&#227;o fosse um abuso tolerado. Mais ou menos assim, n&#227;o podemos fazer nada a respeito. Mas observem bem: para o bispo, sempre valeu, desde o in&#237;cio. Tamb&#233;m emerge da tradi&#231;&#227;o da Igreja Latina que os Ap&#243;stolos nunca mais tocaram suas esposas depois de terem seguido Cristo e que isso, em si e por si s&#243;, era desejado para todos os bispos da Igreja Latina, e depois foi exigido como lei pelos sinodos, na Igreja Oriental, infelizmente, permaneceu s&#243; neles. Na Igreja Latina, tamb&#233;m, aconteceu que o padre n&#227;o pode mais faz&#234;-lo. Agora &#233; assim, a quest&#227;o que nos interessa n&#227;o &#233; qu&#227;o antigo &#233; o celibato, mas sim se um Papa, observem bem, pode aboli-lo. Eu n&#227;o acredito nisso, e n&#227;o acredito por este motivo, porque se uma lei &#233; t&#227;o antiga e sempre foi confirmada na Igreja, at&#233; hoje, ent&#227;o, a partir disso, pode-se ler a vontade de Cristo. O Papa atual, vejam bem, fundamentou ele pr&#243;prio a proibi&#231;&#227;o da ordena&#231;&#227;o de mulheres. Ele disse que isso nunca aconteceu, que sempre foi proibido. A partir disso, l&#234;-se a vontade de Cristo. Isso significa que, portanto, o Papa atual tamb&#233;m n&#227;o poderia se escusar com isso, se ele fosse abolir o celibato. O que ele n&#227;o far&#225;, eu n&#227;o acredito. Da mesma forma &#233; com o juramento de coroa&#231;&#227;o papal, sobre o qual j&#225; falei detalhadamente em outra ocasi&#227;o, e assim &#233; com o celibato, assim &#233; com leis que s&#227;o, simplesmente, antiqu&#237;ssimas. A aboli&#231;&#227;o do subdiaconato por Paulo VI nunca aconteceu por escrito. Ele apenas deixou os bispos livres para conceder ou n&#227;o o subdiaconato. Claro, o que aconteceu &#233; que ele se foi. Mas essa aboli&#231;&#227;o n&#227;o &#233; v&#225;lida. O subdiaconato remonta &#224; Igreja primitiva, nenhum Papa pode abolir isso. No geral, &#233; assim: toda essa discuss&#227;o sobre o celibato, em primeiro lugar, n&#227;o leva a nada, pois nenhum Papa pode abolir validamente um celibato. Em segundo lugar: n&#227;o nos interessa. Nos interessam os problemas internos da Igreja do Novo Advento? N&#243;s tamb&#233;m n&#227;o lemos constantemente o Southern Baptist News para descobrir o que os batistas do sul dos EUA acabaram de decidir. Tamb&#233;m n&#227;o nos interessa. Muitas dessas quest&#245;es s&#227;o, em ess&#234;ncia, apenas curiosidade, porque elas se ocupam com problemas que a Igreja Cat&#243;lica n&#227;o tem. Que apenas a Igreja Conciliar tem. Que apenas os bispos conciliares t&#234;m. Onde o bispo conciliar est&#225; contra bispo conciliar. O Dyba luta contra os outros e todos contra o Dyba. O Krenn luta contra os outros e todos contra o Krenn. O Gr&#246;er.... Perdoem-me que eu use um neologismo Novil&#237;ngua. O Gr&#246;er &#233; exposto, o bispo de qualquer forma &#233; exposto, o bispo de qualquer forma ser&#225; exposto e todos leem alegremente no Der 13. &#8220;Mamma mia, o que j&#225; est&#225; acontecendo de novo?&#8221; Isso n&#227;o nos interessa! Leiam o boletim informativo. Estudem do Dr. Heinz-Lothar Barth seus artigos requintados. L&#225; voc&#234;s aprendem algo. Leiam os serm&#245;es do Arcebispo. Comprem, cada um de voc&#234;s, &#8220;A Vida Espiritual Segundo S&#227;o Tom&#225;s de Aquino&#8221;, que tem os serm&#245;es do Arcebispo. L&#225; voc&#234;s aprendem algo. E n&#227;o se preocupem com essa seita gn&#243;stica, a Igreja do Novo Advento.</p><h1>Excomunh&#227;o</h1><p>Depois. Por favor, explique as circunst&#226;ncias que levam &#224; excomunh&#227;o. Por exemplo, ser membro dos Ma&#231;ons, Lions Club, Rotary, ser c&#250;mplice de um aborto como membro da fam&#237;lia. Por confiss&#227;o, arrependimento, tamb&#233;m se revoga a excomunh&#227;o, segundo o Direito Can&#244;nico. Pertencer a uma associa&#231;&#227;o prejudicial &#224; Igreja. S&#227;o muitas perguntas, ent&#227;o, primeiramente: existem ainda sete excomunh&#245;es no novo Direito Can&#244;nico, que eu n&#227;o vou listar agora, porque isso n&#227;o interessa, mas o aborto tamb&#233;m est&#225; inclu&#237;do ali. Portanto, n&#227;o tem ades&#227;o &#224; Ma&#231;onaria, ela &#233; apenas indiretamente abordada como: se algu&#233;m pertence a uma organiza&#231;&#227;o que &#233; hostil &#224; Igreja, ent&#227;o ele deve ser punido com a justa pena. Ent&#227;o, s&#243; posso dizer uma coisa: mesmo que agora n&#227;o haja uma excomunh&#227;o oficial, talvez, o que voc&#234;s acham que Cristo far&#225; com algu&#233;m que &#233; ma&#231;om e que esteve sob excomunh&#227;o desde a exist&#234;ncia da Ma&#231;onaria e agora n&#227;o est&#225; mais? Sim, o mesmo. E o Rotary Club e o Lions Club: precisamos de todos esses clubes est&#250;pidos? Isso &#233; perda de tempo, perda de dinheiro. Em vez disso, pode-se participar do Clube Filomena do Padre Zunhammer. Isso &#233; decididamente mais salvador, porque Santa Filomena consegue converter at&#233; o pecador mais empedernido, se isso for realmente oferecido. O Lions Club n&#227;o consegue fazer isso, os Rotarianos tamb&#233;m n&#227;o conseguem. E, se algu&#233;m se juntar a eles apenas para ter vantagem profissional, ent&#227;o que se explique com seu Deus. Este talvez tenha algo terr&#237;vel a dizer sobre isso, sobre se unir a um clube que &#233; uma organiza&#231;&#227;o de pr&#243;-atividade da Ma&#231;onaria. E isso &#233; basicamente tudo. &#201; apenas uma distra&#231;&#227;o do fato de que se deve santificar a si mesmo e n&#227;o participar de quaisquer objetivos pseudohumanit&#225;rios. Os objetivos pseudohumanit&#225;rios, a saber, parecem assim: que eu n&#227;o posso atirar no salsichinha est&#250;pido do vizinho que fica constantemente latindo, mas, como m&#233;dico, posso matar seu filho. E se algu&#233;m quiser me provar que o Lions Club e o Rotary Club n&#227;o s&#227;o t&#227;o ruins, ent&#227;o ele deve me mostrar um escrito dos dois clubes que seja contra o aborto. Enquanto ningu&#233;m aqui puder fazer isso, ele n&#227;o pode esperar que eu, como padre, aprove que se junte a alguma associa&#231;&#227;o imunda.</p><h1>Padre Modernista</h1><p>Continuando no texto: Um padre modernista pode administrar uma extrema-un&#231;&#227;o v&#225;lida? Confessar? Essa &#233; a pergunta. Em si e por si s&#243; sim, pelo motivo que eu j&#225; mencionei. A jurisdi&#231;&#227;o &#233; dada pela situa&#231;&#227;o de emerg&#234;ncia. Se algu&#233;m... Ent&#227;o eu n&#227;o deveria, necessariamente... Digamos assim: eu n&#227;o deveria, necessariamente, me sentar no confession&#225;rio da Catedral de Viena, onde qualquer um vem e n&#227;o importa onde ele confessa. A&#237; ent&#227;o a quest&#227;o da situa&#231;&#227;o de emerg&#234;ncia &#233; algo, digamos, que seria discut&#237;vel. Mas se, na Capela Tom&#225;s de Aquino da FSSPX em Graz, ou na capela de Jaidhof, ou com o reverend&#237;ssimo padre Zunhammer em sua Capela Santa Filomena, algu&#233;m ent&#227;o vem confessar ao Dr. Hesse, porque ele sabe que &#233; um &#8220;tradicionalista&#8221; entre aspas e com ele recebe a antiga f&#243;rmula, e a antiga teologia, que, ali&#225;s, &#233; a teologia verdadeira, e em nenhum outro lugar, ent&#227;o &#233; bem claro que aqui a situa&#231;&#227;o de necessidade d&#225; a jurisdi&#231;&#227;o. A Igreja sempre foi generosa nesse aspecto, o que prova o fato de que a Igreja Cat&#243;lica reconhece todos os 7 Sacramentos da Igreja Ortodoxa Russa. E isso baseado na constata&#231;&#227;o de que no erro tamb&#233;m se tem a faculdade. E toda a Igreja Ortodoxa Russa, de hereges e cism&#225;ticos, no erro, tem a faculdade. A Igreja reconheceu isso. E, na universidade modernista Tom&#225;s de Aquino em Roma, onde fiz meu doutorado em Teologia, a faculdade de Direito Can&#244;nico &#233; un&#226;nime em opinar que todos os padres de Lefebvre t&#234;m as faculdades. Universidade Pontif&#237;cia. (Oh, eu n&#227;o posso olhar por cima dos &#243;culos, isso &#233; sinal ma&#231;&#244;nico!) Isso vale tamb&#233;m para a extrema-un&#231;&#227;o. Na extrema-un&#231;&#227;o, agora existe um outro problema. Paulo VI, de infelic&#237;ssima mem&#243;ria, permitiu que os Sacramentos, nos quais o azeite de oliva foi prescrito por 2000 anos, tamb&#233;m fossem conferidos com &#243;leo vegetal. E a&#237; o Arcebispo Lefebvre disse muito corretamente: &#8220;isso n&#227;o pode, isso invalida&#8221;. E eu concordo com ele. Afinal, o Arcebispo Lefebvre n&#227;o era um te&#243;logo idiota qualquer, como a maioria hoje, mas sim um te&#243;logo de alto quilate e, acima de tudo, algu&#233;m que, antes de responder a uma pergunta, consultava o Magist&#233;rio Papal e a Tradi&#231;&#227;o da Igreja. O que &#233; decisivamente mais inteligente do que consultar um Prof. Doktor Dr. Fulano com voc&#234;s. Isso significa, ent&#227;o, que um padre modernista, pressupondo que ele seja validamente ordenado, pressupondo que ele se atenha &#224; f&#243;rmula, pressupondo que ele n&#227;o ministre a extrema-un&#231;&#227;o com &#243;leo de soja, ou qualquer outra besteira do tipo, ou com &#243;leo de cardo, porque isso est&#225; na moda agora, administra o sacramento validamente, mas na confiss&#227;o, de qualquer forma, se ele tiver a faculdade do bispo e estiver ordenado, basta que ele diga assim: &#8220;Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, do Filho, do Esp&#237;rito Santo&#8221;. J&#225; basta. Essa &#233; a teologia antiga, n&#227;o a minha. Isso n&#227;o &#233; teologia nova. Esta &#233; a teologia da moral, livros teol&#243;gicos, que o Arcebispo Lefebvre usava ao estudar. E que em &#201;c&#244;ne e em Zeitzkofen est&#227;o na estante de livros, est&#227;o l&#225;. E tamb&#233;m &#233; assim com a extrema-un&#231;&#227;o. O problema &#233;... Ent&#227;o, na Alemanha, pelo que sei, em todo lugar se usa azeite de oliva, porque, estranhamente, l&#225; essas coisas secund&#225;rias s&#227;o de alguma forma tradicionais. Nesse caso. Notem, secund&#225;rias em outros casos, mas essenciais aqui. Eu acredito que voc&#234;s n&#227;o precisam se preocupar com isso. Se n&#243;s tentarmos... De qualquer forma, todos n&#243;s: Se algu&#233;m que estiver morrendo, para encontrar um padre tradicionalista, eu espero que cada um de voc&#234;s, e que se envergonhe quem ainda n&#227;o o fez, deposite seu testamento espiritual na FSSPX. Ou seja, ser sepultado no rito cat&#243;lico por um padre da Fraternidade ou colaborador. Eu tamb&#233;m j&#225; fiz isso. E a&#237; liguem para a extrema-un&#231;&#227;o. Mas, se for mesmo um caso assim, onde se trata de vida ou morte em alguns minutos, ent&#227;o se liga para a FSSPX e ningu&#233;m atende, porque eles tamb&#233;m nem sempre podem estar l&#225;, ent&#227;o que se tente com um modernista. Quer dizer, s&#243; em caso de emerg&#234;ncia. Em tempo de guerra, urubu &#233; frango. N&#227;o pode ser pior do que n&#227;o ser v&#225;lido. N&#227;o pode acontecer nada pior. Nem sequer tentar n&#227;o vai ser v&#225;lido de qualquer forma. Caso contr&#225;rio, mantenham-se longe da igreja conciliar. Diferen&#231;a entre a un&#231;&#227;o dos enfermos e a extrema-un&#231;&#227;o, isso tamb&#233;m &#233; um problema. Muitos padres modernos j&#225; n&#227;o administram a extrema-un&#231;&#227;o de forma v&#225;lida, porque t&#234;m uma ideia completamente errada do sacramento e na administra&#231;&#227;o omitem tudo o que se refere a... N&#227;o apenas &#224; administra&#231;&#227;o em caso de emerg&#234;ncia, que &#233; uma f&#243;rmula muito curta, mas omitem na administra&#231;&#227;o solene tudo o que leva &#224; confiss&#227;o dos pecados, o que se fala da confiss&#227;o dos pecados. Se ele, antes de distribuir o sacramento, mesmo que o fa&#231;a com azeite e sinal da cruz e a f&#243;rmula moderna seja dita corretamente... A forma moderna &#233; v&#225;lida, observem bem At&#233; o Arcebispo disse isso. Mas se, antes disso, s&#243; enrolar no fato de que o doente deve se recuperar novamente, n&#227;o se apega &#224; f&#243;rmula do Sacramento, a palavra pecado nem sequer &#233; mencionada, ent&#227;o tamb&#233;m &#233; inv&#225;lido. Esse &#233; exatamente o motivo pelo qual eu sempre digo: N&#227;o encostem na Igreja Conciliar. Se n&#227;o der mesmo para conseguir mais nenhum tradicionalista, enquanto ficar estirado no ch&#227;o, dando o &#250;ltimo suspiro, e por acaso o p&#225;roco da aldeia passa por ali, &#233;, eu vou tentar, n&#227;o &#233;? Morrendo de sede, eu tamb&#233;m bebo a pr&#243;xima &#225;gua correndo o risco de que ela esteja envenenada.</p><h1>Purgat&#243;rio</h1><p>Pode-se descrever o sofrimento no Purgat&#243;rio com declara&#231;&#245;es de mensagens de Santos? Sim. Na editora Pro Fide... Eu n&#227;o me lembro dos nomes dos santos, n&#227;o fiquem bravos. Eu n&#227;o tenho mem&#243;ria para tudo. A v&#225;rios santos foi concedido olhar para o Purgat&#243;rio. Os sofrimentos do Purgat&#243;rio s&#227;o como os sofrimentos do Inferno, com duas ressalvas. A ressalva essencial &#233; que todos que est&#227;o no Purgat&#243;rio sabem que est&#227;o salvos. Isso &#233; um enorme consolo. Em segundo lugar: existem no Purgat&#243;rio grada&#231;&#245;es, isso os santos afirmam unanimemente. Ent&#227;o, para aquele que conseguiu chegar raspando no Purgat&#243;rio, h&#225; uma tortura semelhante &#224; do Inferno. L&#225;, a &#250;nica diferen&#231;a real &#233; que ele sabe que n&#227;o durar&#225; para sempre. E depois, para aqueles que morreram com poucos pecados veniais, &#233; principalmente a espera torturante. Voc&#234;s j&#225; esperaram por um trem que atrasou cinco horas por causa de um acidente? Isso multiplicado por 1000, e n&#243;s estamos no come&#231;o do purgat&#243;rio. Algu&#233;m j&#225; se queimou alguma vez? J&#225; esteve alguma vez infelizmente apaixonado? Tudo isso se junta no purgat&#243;rio. O purgat&#243;rio &#233; para ser levado muito a s&#233;rio. Isso dizem todos que de alguma forma tiveram a experi&#234;ncia e tiveram o privil&#233;gio de observar. Eu recomendo a voc&#234;s, por&#233;m, n&#227;o tomarem minhas humildes palavras, mas sim as palavras daqueles pr&#243;prios que o experimentaram.</p><h1>Justifica&#231;&#227;o teol&#243;gica</h1><p>A justifica&#231;&#227;o teol&#243;gica em rela&#231;&#227;o ao sacerd&#243;cio feminino, comunh&#227;o na m&#227;o ou comunh&#227;o distribu&#237;da por leigos. S&#227;o ent&#227;o tr&#234;s perguntas. Sacerd&#243;cio feminino eu j&#225; disse: a Igreja sempre proibiu, portanto n&#227;o &#233; poss&#237;vel. Em segundo lugar: Cristo n&#227;o ordenou Sua pr&#243;pria M&#227;e, que afinal &#233; a Rainha dos Ap&#243;stolos. Terceiro: a mulher &#233; (mas isso s&#243; &#233; demonstr&#225;vel filosoficamente) mat&#233;ria inv&#225;lida, porque a identidade com o homem Cristo n&#227;o pode estar presente. O sacerdote, no entanto, &#233; um segundo Cristo. &#201; rid&#237;culo e absurdo que Cristo, atrav&#233;s da voz de uma mulher, ofere&#231;a ao seu Pai o sacrif&#237;cio que Ele tamb&#233;m ofereceu como homem. A diferen&#231;a entre homem e mulher &#233; filos&#243;fica, embora n&#227;o essencial, mas acidental, isto &#233;, n&#227;o substancial, mas casual. Mas isso pode se tornar substancial quando se trata de ter identidade, concord&#226;ncia. Uma mulher talvez n&#227;o seja substancialmente diferente do homem, mas ela n&#227;o pode se tornar pai. E um homem talvez n&#227;o seja substancialmente diferente da mulher, mas, que eu saiba, nunca houve uma m&#227;e masculina. A comunh&#227;o na m&#227;o, eu realmente preciso disso? Quer dizer, a Sant&#237;ssima Eucaristia n&#227;o deve ser tocada por voc&#234;s. E, se isso aconteceu nos primeiros s&#233;culos, a Igreja aprendeu nessa disciplina. N&#227;o &#233; uma justificativa. Pio XII, na enc&#237;clica Mediator Dei, sobre liturgia, condenou veementemente o arqueologismo, como ele o chamou, esta tentativa de desenterrar a Igreja primitiva e traz&#234;-la para a liturgia. Ali&#225;s, s&#227;o um bando de fariseus miser&#225;veis que querem fazer isso. Porque nenhum deles estaria disposto a replicar os terr&#237;veis preceitos de jejum da Igreja primitiva. Podem ter certeza. Leigo distribuindo comunh&#227;o n&#227;o &#233; outra coisa sen&#227;o um sacril&#233;gio cont&#237;nuo da comunh&#227;o na m&#227;o.</p><h1>Reconhecimento das ordena&#231;&#245;es</h1><p>As ordena&#231;&#245;es sacerdotais da FSSPX s&#227;o reconhecidas pela Igreja oficial? Ou seja, um padre da &#8220;Igreja de Pio&#8221;, entre aspas, seria ordenado novamente pela Igreja oficial se desertasse? Eu nunca ouvi ningu&#233;m na igreja conciliar dizer que essas ordena&#231;&#245;es seriam inv&#225;lidas. N&#227;o. Sim, h&#225; idiotas por a&#237;, mas em Roma, ningu&#233;m. Nenhum cardeal, nenhum Papa, nada. E se um dos da FSSPX entrar na seita da Igreja Conciliar, ele n&#227;o ser&#225; reordenado. Isso j&#225; aconteceu tamb&#233;m. N&#227;o ser&#225; reordenado. Porque uma coisa os cardeais e os bispos em Roma ainda sabem: que a ordena&#231;&#227;o sacerdotal, se a forma e a f&#243;rmula estiverem corretas, por mais il&#237;cita que seja, ainda assim &#233; v&#225;lida. Se a confiss&#227;o n&#227;o for l&#237;cita, n&#227;o &#233; v&#225;lida, mas a ordena&#231;&#227;o sacerdotal sempre. Ela n&#227;o se torna inv&#225;lida por ilicitude. Ela se torna inv&#225;lida por erros de forma, erros de mat&#233;ria, erros de inten&#231;&#227;o. Quando em qualquer um desses ritos em vern&#225;culo onde n&#227;o se fala mais nada de sacerd&#243;cio, mas sim de um assist&#234;ncia social, que ent&#227;o deve coletar p&#227;o para os esquerdistas na Nicar&#225;gua e assim por diante, e n&#227;o se fala nada dos sacramentos, ent&#227;o a consagra&#231;&#227;o &#233; inv&#225;lida. Isso &#233; muito claro, mas j&#225; disse em outra ocasi&#227;o.</p><h1>Fixa&#231;&#227;o</h1><p>Como se desenvolveu a Missa Tridentina at&#233; sua fixa&#231;&#227;o no Conc&#237;lio de Trento? Ao n&#227;o ser, primeiramente, uma Missa Tridentina. Mas a pergunta j&#225; est&#225; respondida na frase: at&#233; sua fixa&#231;&#227;o. Ela s&#243; foi fixada, nada mais. No missal de 1570, que eu acabei de usar antes, n&#227;o h&#225; nada de novo. Este &#233; o rito da C&#250;ria de 1473. Este rito da C&#250;ria de 1473, ele remonta com muito poucos passos &#224; Igreja primitiva. S&#243; alguns poucos passos. Greg&#243;rio Magno inseriu uma frase no c&#226;non, no Hanc Igitur: Diesque nostros in tua pace disponas, e depois disso a popula&#231;&#227;o romana quase o linchou. Porque ele ousou alterar o c&#226;non. Assim era na Igreja. Ent&#227;o, a Missa Tridentina... O Ratzinger tamb&#233;m n&#227;o pode estar sempre errado, mas o Ratzinger disse corretamente: n&#227;o existe Missa Tridentina. Correto. N&#227;o existe. Existe a Missa Cat&#243;lica no rito latino. Existe a Missa Cat&#243;lica no rito grego. Existe a Missa Cat&#243;lica no rito de Braga, Mo&#231;&#225;rabe-Visig&#243;tico, Sarum, Premonstratense, Dominicano e assim por diante. Mas existe apenas uma Missa Cat&#243;lica no rito latino. Essa &#233; a nossa. Chamamos de Missa Tridentina porque &#224;s vezes &#233; muito mais simples, porque, quando se diz &#8220;missa em latim&#8221;, as pessoas dizem que o Novus Ordo tamb&#233;m pode ser rezado em latim. E ent&#227;o isso pode ser pr&#225;tico. Em franc&#234;s, diz-se (maravilhoso) La Messe de Toujours. A Missa de Sempre. E essa express&#227;o &#233; a melhor. S&#243; na l&#237;ngua alem&#227;, que nem sempre &#233; t&#227;o rica como alguns afirmam, n&#227;o funciona &#8220;Die Messe von Immer&#8221;. N&#227;o soa bem. Mas seria bom, por&#233;m: &#8220;La messe de toujours&#8221;. &#201; isso. Depois, como era celebrada a Santa Missa antes do Conc&#237;lio de Trento? Que nem depois. Deveres rituais do sacerdote? Que nem depois.</p><h1>Supostas apari&#231;&#245;es</h1><p>Qual &#233; o cerne da mensagem de Medjugorje, qual &#233; a de Garabandal? &#201; permitido um leigo pregar na Liturgia da Palavra? S&#227;o dois temas completamente diferentes. Ora, Medjugorje e Garabandal, que Winona... N&#227;o Winona Ryder. Essa &#233; uma cantora country s&#233;ria, ... A Vassula Ryden, A Vassula, a loira de farm&#225;cia profetisa de Cristo, ama Medjugorje e Garabandal. Vamos ent&#227;o refutar Garabandal e a Vassula junto com Medjugorje? Medjugorje &#233; fraude financeira comprov&#225;vel documentalmente. Algumas crian&#231;as pregaram uma pe&#231;a. Existe na editora Pro Fide um livro de E. Michael Jones sobre isso, que eu recomendo a leitura para quem quiser detalhes. Embora eu deva dizer que o livro &#233; incompleto, mas correto. Ali, algumas crian&#231;as pregaram uma pe&#231;a, elas entraram em uma &#225;rea proibida para fumar. A&#237; elas foram pegas em flagrante. Tiveram medo e disseram: a M&#227;e de Deus apareceu para n&#243;s. Dois frades franciscanos astutos, que ambos foram suspensos mais tarde, viram isso como a oportunidade de suas vidas e transformaram uma das zonas mais pobres de toda a antiga Iugosl&#225;via em uma &#225;rea incrivelmente rica com hot&#233;is nov&#237;ssimos, lojas de souvenirs, uma igreja nov&#237;ssima e montanhas de dinheiro, cuja origem ningu&#233;m sabe, nem mesmo o bispo local. Isso &#233; suficiente como refuta&#231;&#227;o? N&#227;o. Como refuta&#231;&#227;o, basta o que eu j&#225; disse uma vez: em Medjugorje, a (suposta) M&#227;e de Deus n&#227;o s&#243; diz coisas como todas as religi&#245;es serem valiosas, o que &#233; blasf&#234;mia, mas ela reza com as crian&#231;as o Ros&#225;rio e a Ave Maria. Uma M&#227;e de Deus que reza a Ave Maria, eu cuspo na cara dela. Digo isso de forma clara e aberta. Se a M&#227;e de Deus me aparecer &#224; noite e rezar a Ave Maria, ent&#227;o eu cuspo nela. &#201; imposs&#237;vel que a M&#227;e de Deus diga: &#8220;rogai por n&#243;s, pecadores&#8221;. &#201; imposs&#237;vel que a M&#227;e de Deus diga a si mesma &#8220;Ave Maria&#8221;, Ent&#227;o, ou seja, Ave Maria. Essa era a sauda&#231;&#227;o, n&#227;o &#233;? Como se sabe, para si mesma. F&#252;hrer de si mesma! Ent&#227;o, a M&#227;e de Deus me aparece dizendo, &#8220;Ave Maria&#8221;. &#8220;Heil Hitler a mim mesmo&#8221;, aquele &#8220;Heil myself&#8221; do filme. Ent&#227;o, isso &#233; absurdo, isso &#233; rid&#237;culo. Uma M&#227;e de Deus que reza a Ave Maria, uma apari&#231;&#227;o de Medjugorje com isso, uma conex&#227;o com Garabandal, com a Vassula tamb&#233;m: tivemos todo o tema resolvido de uma s&#243; vez. O resto s&#227;o detalhes que se encontram na editora Pro Fide, para a qual agora, devo dizer, fa&#231;o propaganda involuntariamente, porque &#233; l&#225; que se encontram esses livros. Embora eu tenha dito antes que eu n&#227;o fa&#231;o simplesmente propaganda para a editora, como acabei de dizer: voc&#234;s devem ter cuidado, tamb&#233;m, com a editora Pro fide. A hist&#243;ria de Mary Paul Martinez sobre Pio XII deve ser apreciada com extrema cautela. Mas o que l&#225; se encontra sobre Medjugorje, infelizmente tudo est&#225; absolutamente correto. A prega&#231;&#227;o de leigos em um chamado culto da Palavra de Deus. Ora, a Liturgia da Palavra parte do princ&#237;pio de que no m&#225;ximo um di&#225;cono est&#225; presente, a maioria s&#227;o apenas leigos, e &#233; um problema da Igreja do Novo Advento, ou seja, da Igreja Conciliar. Devem se virar com pregadores leigos. Isso n&#227;o nos interessa, aqui n&#227;o prega nenhum leigo. Querem saber se a Igreja Conciliar permitiu isso? Sim, claro, permitiu tudo. O que o senhor acha da revista Kirche Heute? N&#227;o conhe&#231;o. Da Fels? N&#227;o conhe&#231;o. Leiam o boletim informativo. Para que precisamos da Kirche Heute e da Fels?</p><h1>Prepara&#231;&#227;o para comunh&#227;o</h1><p>&#201; permitida a prepara&#231;&#227;o para a Comunh&#227;o por leigos? Sim! Certamente. Como se deve preparar os pr&#243;prios filhos para a Primeira Comunh&#227;o. Se o pr&#243;ximo priorado da FSSPX est&#225; a duas horas de carro, o Padre Zunhammer est&#225; a uma hora de dist&#226;ncia e assim por diante, em caso de necessidade, sim. Caso contr&#225;rio, deve-se deixar isso para o padre. Mas como devo fazer isso? A FSSPX faz tudo ao seu alcance para assumir a responsabilidade de coisas como a prepara&#231;&#227;o para a Primeira Comunh&#227;o. Ela faz tudo ao alcance de seu poder, podem ter certeza. Somente em estradas congeladas, todas as cat&#225;strofes clim&#225;ticas da primavera passada, de este ano e assim por diante, se deve ficar em casa. Sim, claro, voc&#234;s recebem o material do livro, o que &#233; necess&#225;rio para isso, na banca do Priorado da FSSPX! Peguem o Catecismo de S&#227;o Pio X. L&#225; est&#225; contido um catecismo de Primeira Comunh&#227;o antes. A prepara&#231;&#227;o para a Primeira Comunh&#227;o por leigos &#233; permitida, se n&#227;o houver outra op&#231;&#227;o. Sempre foi assim.</p><h1>Concelebra&#231;&#227;o</h1><p>&#8220;Por favor, fale sobre a concelebra&#231;&#227;o.&#8221; Bem. N&#243;s n&#227;o respondemos a isso agora como um problema interno da Igreja Conciliar e da Igreja do Novo Advento. Eles que se preocupem com a sujeira l&#225;. N&#243;s n&#227;o. Historicamente, &#233; assim que se apresenta. At&#233; o Papa Inoc&#234;ncio III, existia tamb&#233;m a concelebra&#231;&#227;o na Igreja Latina. Na Igreja Oriental ainda existe. Mas l&#225; era impens&#225;vel que os padres ficassem de alguma forma por baixo do altar. E depois, na transubstancia&#231;&#227;o, se levantarem e o assunto estava resolvido. Na concelebra&#231;&#227;o da Igreja Cat&#243;lica e da Igreja Oriental cada participante reza toda a missa junto e no sacramento da ordena&#231;&#227;o sacerdotal, onde at&#233; hoje os novos padres ent&#227;o se ajoelham no banco da comunh&#227;o e concelebram a missa, que fique claro: como o Arcebispo disse, na transmiss&#227;o da missa, primeiro, ele transmite o sacerd&#243;cio atrav&#233;s da ordena&#231;&#227;o. A prop&#243;sito, a imposi&#231;&#227;o de m&#227;os &#233; o que faz o sacerdote. Ent&#227;o, transmite o sacerd&#243;cio atrav&#233;s da ordena&#231;&#227;o. E depois ele traz, por assim dizer, este rec&#233;m-ordenado agora &#224; missa na concelebra&#231;&#227;o. Mas esta &#233; a &#250;nica ocasi&#227;o na Igreja Latina que, ap&#243;s o Papa Inoc&#234;ncio III, que se preocupou muito com a Santa Missa, ainda existe. E, na sagra&#231;&#227;o episcopal &#233;, nesse sentido, a transmiss&#227;o, como ent&#227;o normalmente o altar fica com o bispo que sagra os outros bispos. E depois um altar &#233; montado ao lado, se ele n&#227;o estiver presente, onde os candidatos &#224; sagra&#231;&#227;o, os novos, come&#231;am a missa primeiro. E s&#243; depois, com o c&#226;non, junto com aquele que sagra os bispos, rezam todo o c&#226;non junto. Tamb&#233;m ali, novamente, n&#227;o apenas as palavras da consagra&#231;&#227;o. E ent&#227;o se executa. O que, portanto, existe na igreja conciliar como concelebra&#231;&#227;o &#233; completamente novo na hist&#243;ria da religi&#227;o. A concelebra&#231;&#227;o n&#227;o ser algo imposs&#237;vel comprova a hist&#243;ria da Igreja. Ela nunca mais existir, no entanto, comprova o fato de que, por mais de 900 anos, isso permaneceu reservado ao sacramento da Ordem. Tamb&#233;m aqui, em geral, voc&#234;s nunca devem cometer o erro de acreditar que, por algo n&#227;o ter 2000 anos de idade, pode ser mudado. Isso &#233; um erro. Na Igreja Cat&#243;lica, algo n&#227;o precisa ter 2000 anos de idade para ser imut&#225;vel. Isso comprova o dogma da Assun&#231;&#227;o de corpo e alma de Maria ao c&#233;u, que tem apenas 48 anos de idade.</p><h1>Missa de indulto</h1><p>O que &#233; uma missa de indulto? Bem, essa &#233; a missa... (Como se diz?) Tudo isso &#233; est&#250;pido demais, mas a missa de indulto &#233; a missa que &#233; lida no antigo rito e onde o bispo local diz a algum padre: &#8220;Voc&#234; faz isso hoje, voc&#234; pode fazer isso.&#8221; Como fica ent&#227;o a situa&#231;&#227;o... E essa &#233; a &#250;nica coisa que nos interessa. Como fica ent&#227;o a situa&#231;&#227;o nossa e a de quem vai &#224; missa de indulto? H&#225; o seguinte a se dizer. Primeiramente... E isso tamb&#233;m vale para a FSSP e isso tamb&#233;m vale para Bayerisch Gmain. &#201; preciso prestar aten&#231;&#227;o ao que esses senhores dizem no serm&#227;o. Eu n&#227;o posso em boa consci&#234;ncia participar de outro evento no qual coisas sejam ditas que n&#227;o s&#227;o compat&#237;veis com a f&#233; cat&#243;lica. Se algu&#233;m em um serm&#227;o descrever a liberdade religiosa do Vaticano II como cat&#243;lica, ent&#227;o eu n&#227;o posso ir l&#225;. Primeira coisa. Mas o problema vai muito mais fundo. O segundo &#233;, se algu&#233;m me... Se algu&#233;m me explicar, durante a Santa Missa, no serm&#227;o, que o Conc&#237;lio Vaticano II &#233; cat&#243;lico e que as enc&#237;clicas do atual Papa s&#227;o cat&#243;licas, ent&#227;o eu n&#227;o posso ir l&#225;. Porque isso &#233; heresia. Al&#233;m disso, isso &#233; apostasia da f&#233;. E, quanto apenas &#224; missa de indulto, o bem-aventurado Papa Inoc&#234;ncio XI proibiu para sempre e por todos os tempos eternos, estritamente, que se siga o caminho duvidoso nos sacramentos. S&#243; posso dar exemplos dos EUA, pois n&#227;o estou acostumado com a situa&#231;&#227;o daqui, porque isso tudo de certa forma n&#227;o me interessa. Em Providence, Rhode Island, o sacerdote local que celebra l&#225; a missa de indulto foi proibido pelo bispo de consagrar as h&#243;stias para os fi&#233;is. Ela &#233; feita pelo p&#225;roco local na missa nova. &#8220;O padre que est&#225; designado para a missa antiga, para os paramentos e o que mais se anexa &#224;s antigas formas de venera&#231;&#227;o&#8221;, como Jo&#227;o Paulo II disse, nesse sentido, mas n&#227;o literalmente. Fica claro para mim que, por exemplo, em Providence, Rhode Island, apenas o padre que celebra a missa comunga. As pequenas h&#243;stias s&#227;o todas consagradas pelo p&#225;roco local ou pelo bispo local. E eu tenho a convic&#231;&#227;o inabal&#225;vel de que a tradu&#231;&#227;o inglesa do novo rito &#233; inv&#225;lida. Minha convic&#231;&#227;o, n&#227;o doutrina papal. Embora eu me baseie em doutrina papal. Esse &#233; o problema da missa de indulto. Eu diria, portanto, com extrema cautela, quando se est&#225; muito longe, eu nem sei se isso &#233; pens&#225;vel na situa&#231;&#227;o da Alemanha. At&#233; onde sei, n&#227;o, mas, quando se est&#225; muito longe de um priorado da FSSPX e na esquina tem uma missa de indulto, ent&#227;o pode-se sentar l&#225; atr&#225;s, ouvir, ir para casa, mas n&#227;o comungar. Voc&#234;s nem sequer sabem quem &#233; o padre que celebra ali. Isso n&#227;o se aplica &#224; FSSP, o que eu acabei de dizer. Um fato deve permanecer um fato. Embora eu n&#227;o deseje necessariamente que voc&#234;s v&#227;o l&#225;. Mas s&#227;o v&#225;lidas de qualquer forma. Porque, gra&#231;as a Deus, os cardeais e bispos que at&#233; hoje ordenam l&#225; tamb&#233;m s&#227;o validamente ordenados. Isso pode mudar da noite para o dia. Se uma vez convidarem um cardeal para Wigratzbad que foi ordenado em algum lugar por alguma liturgia Bantu, como ficaria a situa&#231;&#227;o ent&#227;o? Como ficaria a situa&#231;&#227;o, se em Bayerisch Gmain algum bispo do Congo, que l&#225; foi ordenado com uma &#8220;liturgia Umtata&#8221;, entre aspas, ordenar seminaristas? Sim, eles sequer ser&#227;o ordenados? S&#243; se pode dizer em alem&#227;o local: &#8220;Das wei&#223; ich fei nit&#8221;. e isso &#233; suficiente para colocar Inoc&#234;ncio XI no jogo: em caso de d&#250;vida, ficar longe.</p><h1>Padre Toucinho</h1><p>O que o senhor pensa do Padre Werenfried, o Padre Toucinho? Pode-se apoi&#225;-lo em boa consci&#234;ncia? O julgamento deixo com voc&#234;s. As doa&#231;&#245;es do Padre Werenfried, por instru&#231;&#227;o do Vaticano, v&#227;o para a Igreja Ortodoxa Russa, cism&#225;tica e her&#233;tica. Preciso ainda dizer mais alguma coisa? Agora, existem apenas algumas perguntas r&#225;pidas? Essas foram as perguntas em si.</p><h1>F&#225;tima</h1><p>F&#225;tima &#233; aprovada pela Igreja e deve ser levada a s&#233;rio 100%. E eu n&#227;o aconselharia ningu&#233;m dos presentes a deixar escapar a chance dos cinco s&#225;bados. Bem, cada um de voc&#234;s sabe como s&#227;o os cinco... Sejam sinceros: algu&#233;m n&#227;o sabe como s&#227;o os cinco s&#225;bados? Por favor, sejam sinceros. Bom. Tanto quanto for poss&#237;vel, t&#225;? Confessem o m&#225;ximo poss&#237;vel no s&#225;bado, comunguem no s&#225;bado, no mesmo s&#225;bado, um ter&#231;o... (Como se diz aqui, cinco mist&#233;rios, isso?) Rezem um ter&#231;o e depois 15 minutos, se poss&#237;vel, diante do Sant&#237;ssimo, 15 minutos fazendo companhia &#224; M&#227;e de Deus, j&#225; explico, na medita&#231;&#227;o da hist&#243;ria da Reden&#231;&#227;o e seu papel na hist&#243;ria da Reden&#231;&#227;o.</p><p>Medita&#231;&#227;o n&#227;o significa... Ent&#227;o: na doutrina cat&#243;lica, medita&#231;&#227;o significa uma reflex&#227;o piedosa. Sem f&#243;rmulas de ora&#231;&#227;o agora, t&#225;? Uma reflex&#227;o piedosa sobre o que os mist&#233;rios do ter&#231;o realmente significam para mim. Eu dou a voc&#234;s dois exemplos do que pode resultar disso. O ter&#231;o gozoso. (Eu n&#227;o preciso mais traduzir) A Anuncia&#231;&#227;o. Recebemos uma ora&#231;&#227;o: &#8220;Ave Maria, gratia plena.&#8221; A Visita&#231;&#227;o a Santa Isabel: O Magnificat. O Nascimento de Cristo em Bel&#233;m: O Gloria in excelsis Deo. A Apresenta&#231;&#227;o do Menino no Templo. A&#237; temos a ora&#231;&#227;o do velho Sime&#227;o. O Benedictus das Laudes do brevi&#225;rio sacerdotal. E o menino Jesus de doze anos no Templo: A&#237; temos aquele que, pela primeira vez, com plena autoridade, explicou os Salmos aos presentes. O ter&#231;o gozoso &#233; o ter&#231;o da ora&#231;&#227;o. E o segundo exemplo, porque no terceiro n&#227;o consigo pensar em nada agora: Segundo exemplo: o ter&#231;o doloroso. Suor de sangue: Pecados de pensamento. Ser a&#231;oitado: A l&#237;ngua. O pior flagelo que existe. Coroa&#231;&#227;o de espinhos: O orgulho. A coroa do pr&#243;prio eu. A Via Sacra: Os pecados que ainda n&#227;o s&#227;o pecados mortais, com os quais tantos fariseus ainda est&#227;o em estado de gra&#231;a, mas ainda ofendem tantas pessoas. E a morte de Cristo na cruz: os pecados mortais.</p><p>Mais uma vez, confiss&#227;o, comunh&#227;o, ter&#231;o, 15 minutos de medita&#231;&#227;o. Isso no primeiro s&#225;bado do m&#234;s, cinco vezes seguidas. E a M&#227;e de Deus certamente estar&#225; presente na hora da morte. Ela prometeu isso, ela tamb&#233;m far&#225; isso. Ela faz isso cem por cento. Mas se agora algu&#233;m acredita que, depois de cinco vezes nesses s&#225;bados, pode alegremente come&#231;ar a pecar, ent&#227;o a M&#227;e de Deus ainda estar&#225; presente na hora da morte para ele. S&#243; que ela ent&#227;o dir&#225;: n&#227;o me interessa mais. Porque est&#225; endurecido no pecado. Ent&#227;o isso n&#227;o &#233; uma via autom&#225;tica para o c&#233;u. &#201; apenas um enorme al&#237;vio. Isso &#233; F&#225;tima. Ent&#227;o, a resposta a F&#225;tima.</p><p>- Sim, eu queria dizer, a L&#250;cia, pelo que parece, est&#225; em lealdade com o Papa. Por que uma mudan&#231;a de lado assim nessa uni&#227;o? Como come&#231;ou?</p><p>- N&#227;o mudou nem um pouco de lado. Os boatos s&#227;o todos vazios. Foi em 1992 ou algo assim, que foi dada uma entrevista com uma L&#250;cia. Quem olhar as fotos, vai reconhecer imediatamente que &#233; fraude. Porque uma freira que est&#225; 60 anos no convento sabe como colocar o v&#233;u. E, na foto, pode-se ver o v&#233;u ainda escorregando ali. &#201; isso que parece. E ela diz l&#225; que o Papa j&#225; consagrou a R&#250;ssia ao Imaculado Cora&#231;&#227;o. Tudo foi uma fraude de um padre dali, um portugu&#234;s, que admitiu isso antes de ser morto. A verdadeira L&#250;cia n&#227;o aconselha nada h&#225; muitos anos. Porque ela provavelmente tamb&#233;m n&#227;o tem a incumb&#234;ncia. Sim, quando o Papa a visita e o que ela lhe diz ent&#227;o? Onde eles leem isso? Eles leem em algum lugar o que ela disse l&#225;? O que L&#250;cia dir&#225; ao Papa? &#8220;Santo Padre, publique finalmente o terceiro segredo.&#8221; E ent&#227;o ele olha... Eu o conhe&#231;o. Ent&#227;o ele olha para ela gentilmente, faz o sinal da cruz e vai embora. Como minha irm&#227; disse ao atual Papa na audi&#234;ncia: &#8220;Por favor, pro&#237;ba a comunh&#227;o na m&#227;o.&#8221; Ele sorriu estupidamente e fez o sinal da cruz na testa dela. A L&#250;cia diz o que a M&#227;e de Deus lhe diz para dizer. E nada mais. Sempre foi assim. Tamb&#233;m permanecer&#225; assim.</p><p>A L&#250;cia teria gostado de publicar o segredo ela mesma em 1960, mas as autoridades, as eclesi&#225;sticas, a proibiram. E isso &#233; algo que n&#227;o se deve esquecer. Uma apari&#231;&#227;o mariana &#233; reconhecida como falsa, entre outras coisas, pelo fato de a suposta M&#227;e de Deus criticar o Papa. Isso nunca me aconteceu. A &#250;nica coisa que se aproxima disso &#233; que em La Salette, em todas as variantes de impress&#227;o que conhe&#231;o, a M&#227;e de Deus proferiu uma frase censurada. Haver&#225; dois Papas carcomidos por vermes. Em franc&#234;s: Deux papes vermoulus. Mas ela n&#227;o disse quem e ela n&#227;o disse exatamente quando. E n&#227;o h&#225; nenhuma men&#231;&#227;o sobre isso em F&#225;tima. S&#243; se diz que o Santo Padre ter&#225; muito que sofrer. Ela n&#227;o disse que um dia vir&#225; um Papa ao qual n&#227;o devemos obedecer porque ele est&#225; errado nisso e naquilo. Essa n&#227;o &#233; a tarefa da M&#227;e de Deus. Porque at&#233; mesmo a M&#227;e de Deus deve se submeter a Pedro na Terra. Mas Pedro s&#243; ser&#225; julgado por Deus. Isso Inoc&#234;ncio III j&#225; disse. </p><h1>Exorcismo</h1><p>- Bispo Milingo: l&#225; s&#227;o feitos tantos cultos divinos e l&#237;nguas. Tamb&#233;m s&#227;o feitas curas, praticamente, curas acontecem. Em meio a todas essas coisas sobre o exorcismo e...<br>- Eu n&#227;o sei nada sobre isso. Eu s&#243; sei, eu s&#243; posso dizer uma coisa do Bispo Milingo. Como ele falou sobre isso, que dentro do pr&#243;prio Vaticano existe uma conspira&#231;&#227;o sat&#226;nica, ele tinha raz&#227;o, infelizmente. Fora isso, nada posso dizer sobre ele. O que eu n&#227;o sei, eu n&#227;o falo.</p><p>Segundo lugar: o exorcismo. Onde se pode enviar algu&#233;m quando ele precisa de um exorcismo? Ligue para o priorado mais pr&#243;ximo da FSSPX e pergunte ao padre. Eu n&#227;o estou autorizado para isso. Eu n&#227;o estou autorizado para isso. Eu n&#227;o posso responder nada sobre isso. O que devo responder? Eu n&#227;o sou bispo. N&#227;o tenho nenhuma autoridade episcopal. Bom. Mas eu vou manter a pergunta em mente. Prometo. Sim, prometo. Est&#225; prometido.</p><h1>Eucaristia</h1><p>A express&#227;o era uma vez correta, mas hoje recebeu um sabor est&#250;pido e malicioso. A Eucaristia celebra nada mais do que a Santa Missa. Porque a Missa tamb&#233;m &#233; a&#231;&#227;o de gra&#231;as. N&#227;o &#233;, como Lutero disse, apenas a&#231;&#227;o de gra&#231;as e louvor, mas &#233;, sim, sacrif&#237;cio propiciat&#243;rio, de louvor e de a&#231;&#227;o de gra&#231;as. E na forma de a&#231;&#227;o de gra&#231;as, ela &#233; a Eucaristia, de a&#231;&#227;o de gra&#231;as em grego. E cada missa &#233; uma a&#231;&#227;o de gra&#231;as. Pode-se, por exemplo, dar uma esp&#243;rtula a um padre com a ordem de que ele diga &#8220;obrigado&#8221; por tal cura e algo assim. Ent&#227;o, celebrar a Eucaristia &#233; uma express&#227;o correta, que hoje, no entanto, &#233; usada com uma m&#225; inten&#231;&#227;o. Sim, claro, estou dizendo. Usada com uma m&#225; inten&#231;&#227;o, ou seja, desviar do sacrif&#237;cio da cruz. ...Para ser bem-aventurado pessoalmente, at&#233; certo ponto.</p><h1>Bayside</h1><p>Bayside &#233; aquela apari&#231;&#227;o mariana em Long Island, onde a suposta M&#227;e de Deus disse que os OVNIs (Ah sim, essa &#233; uma pergunta que eu recebi, ainda preciso responder) s&#227;o os ve&#237;culos dos dem&#244;nios! Isso &#233;, naturalmente, um absurdo completo, porque os dem&#244;nios existem, sim, mas eles n&#227;o precisam de um OVNI para viajar. Talvez eles paguem pelo tax&#237;metro. Mas, quanto a OVNIs, a pergunta me foi feita... Eu quase esqueci agora, mas ent&#227;o veio. Caso contr&#225;rio, &#233; muita coisa de uma vez em uma noite. Mas eu faria com gosto outra noite de perguntas, se vier mais ou menos tanta gente. Em outra ocasi&#227;o. OVNI significa Objeto Voador N&#227;o Identificado, geralmente equiparado a discos voadores, o que &#233; um erro, porque OVNIs existem. Ou seja, no sentido de objetos voadores n&#227;o explicados. Isso vai desde a esfera luminosa, que ainda &#233; um fen&#244;meno n&#227;o totalmente pesquisado, at&#233; ao prato voador na casa da dona de casa furiosa. Tudo isso s&#227;o objetos voadores desconhecidos. No que diz respeito aos extraterrestres, deixo-vos isto para considerarem. A hist&#243;ria da reden&#231;&#227;o &#233; &#250;nica, mas abrange todo o universo. &#201;! Como &#233; que isso &#233; poss&#237;vel agora? Com o pecado mortal de Ad&#227;o e Eva, ou seja, o pecado original, todo o universo entrou em colapso, por assim dizer, moralmente. Ent&#227;o, Cristo veio &#224; Terra e corrigiu isso. O que Ele fez tamb&#233;m em outros planetas? Eva n&#227;o tem nada a ver com isso, e o Evangelho n&#227;o me contou nada sobre isso. E S&#227;o Jo&#227;o diz no Evangelho: &#8220;voc&#234;s s&#227;o os &#250;nicos seres dentre os mundos.&#8221; Os &#250;nicos. Ele quer dizer os &#250;nicos na Terra e os &#250;nicos no Universo. Por normalmente tudo o que &#233; espiritual incluir toda a cria&#231;&#227;o material, eu ousaria afirmar: os &#250;nicos em todo o Universo. Porque &#233; altamente improv&#225;vel por raz&#245;es f&#237;sicas, se existe algu&#233;m mais, em algum lugar l&#225; fora, que ele venha nos visitar aqui. Eu adoraria lev&#225;-los a uma aula de f&#237;sica e astronomia, mas n&#227;o esta noite. Agrade&#231;o sinceramente.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Bispo de Fresno co-consagra um “bispo” anglicano: simulação de sacramento e cisma]]></title><description><![CDATA[Bispo participa da simula&#231;&#227;o de um sacramento, a saber, a consagra&#231;&#227;o episcopal de um prelado anglicano. O duplo padr&#227;o de Roma: para os tradicionalistas, excomunh&#227;o; para os modernistas, sil&#234;ncio.]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/bispo-de-fresno-co-consagra-um-bispo</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/bispo-de-fresno-co-consagra-um-bispo</guid><dc:creator><![CDATA[luigifalcon]]></dc:creator><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 13:57:12 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!SO33!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F54eba072-9d69-49f5-9b38-12c2cfe50942_800x545.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!SO33!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F54eba072-9d69-49f5-9b38-12c2cfe50942_800x545.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!SO33!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F54eba072-9d69-49f5-9b38-12c2cfe50942_800x545.jpeg 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!SO33!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F54eba072-9d69-49f5-9b38-12c2cfe50942_800x545.jpeg 848w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!SO33!, /__u/tradtalk.substack.com/w_1272, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, 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n&#227;o apenas um fato isolado, mas um sintoma.</p><p>&#201; neste quadro que se insere a recente &#8220;consagra&#231;&#227;o&#8221; de Greg Kimura como bispo da chamada Igreja Episcopal nos Estados Unidos &#8212; ramo americano da Comunh&#227;o Anglicana, ela pr&#243;pria nascida do gesto inaugural de ruptura promovido por Henrique VIII ap&#243;s a recusa do Papa Clemente VII em validar a nulidade de um matrim&#244;nio que n&#227;o era nulo.</p><p>O dado, por si s&#243;, n&#227;o teria maior relev&#226;ncia para al&#233;m dos limites internos de uma estrutura protestante. Afinal, desde Le&#227;o XIII com o seu documento <em><a href="https://www.vatican.va/content/leo-xiii/la/apost_letters/documents/litterae-apostolicae-apostolicae-curae-13-septembris-1896.html">Apostolicae Curae</a></em>, em 1896, a Igreja Cat&#243;lica j&#225; declarou de modo definitivo a invalidade das ordens anglicanas, por defeito de forma, inten&#231;&#227;o e, consequentemente, de sucess&#227;o apost&#243;lica &#8212; isto &#233;, por aus&#234;ncia real do sacramento que afirmam conferir.</p><p>A decis&#227;o do Papa Le&#227;o XIII sobre a nulidade das ordens anglicanas &#233; amplamente considerada infal&#237;vel, e mesmo os prelados do p&#243;s-Vaticano II consideram oficialmente inv&#225;lidas as ordena&#231;&#245;es anglicanas.</p><p>O que desloca o epis&#243;dio de seu lugar ordin&#225;rio, contudo, &#233; outro elemento. E &#233; aqui que o caso se torna digno de an&#225;lise.</p><p>Durante a cerim&#244;nia, realizada em 18 de abril na catedral episcopal de Fresno, esteve presente &#8212; e n&#227;o como mero observador &#8212; o bispo diocesano de Fresno, Joseph Vincent Brennan. Sua participa&#231;&#227;o n&#227;o se limitou &#224; assist&#234;ncia passiva, j&#225; por si problem&#225;tica; ela foi ativa, direta e, em termos sacramentais, espec&#237;fica: Brennan uniu-se aos ministros episcopais na recita&#231;&#227;o da f&#243;rmula de consagra&#231;&#227;o e na imposi&#231;&#227;o das m&#227;os [<em><strong>a raiz mesma do sacramento</strong></em>], integrando-se, de fato, ao gesto ritual que pretendia conferir o episcopado ao ordinando.</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!-OYK!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F8355280f-bc50-4fd9-a36e-a50c5fc14ccf_730x920.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!-OYK!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, 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expressamente proibido. O C&#243;digo de Direito Can&#244;nico de 1917, em seu c&#226;non 1258, estabelece a ilicitude de qualquer participa&#231;&#227;o ativa em ritos de hereges ou cism&#225;ticos; e o c&#226;non 2316 associa a tal comportamento uma suspeita jur&#237;dica de heresia.</p><p>Poder-se-ia objetar que o atual ordenamento can&#244;nico, promulgado em 1983 sob Jo&#227;o Paulo II, introduziu uma disciplina distinta, mais aberta ao ecumenismo contempor&#226;neo. Ainda assim, mesmo neste quadro j&#225; marcado por concess&#245;es, permanece um limite m&#237;nimo, ou seja, que os sacramentos s&#227;o administrados licitamente apenas entre cat&#243;licos, e n&#227;o h&#225; qualquer previs&#227;o que permita a coopera&#231;&#227;o direta na simula&#231;&#227;o sacramental de outra confiss&#227;o [<em><strong>sobretudo uma consagra&#231;&#227;o episcopal!</strong></em>]</p><div class="callout-block" data-callout="true"><p>&#8220;Os ministros cat&#243;licos administram licitamente os sacramentos<strong> apenas aos membros cat&#243;licos dos fi&#233;is crist&#227;os</strong>, que igualmente os recebem licitamente <strong>apenas de ministros cat&#243;licos&#8230;</strong>&#8221; (C&#226;non 844 &#167;1).</p></div><p>Ou seja, ainda que se adote a disciplina mais permissiva dispon&#237;vel, o ato em quest&#227;o permanece sem fundamento.</p><p>Eis algumas imagens que mostram os momentos principais da infra&#231;&#227;o, quando o bispo Brennan  se uniu aos bispos episcopais [<em>muitos deles mulheres - &#8220;bispas&#8221;</em>] na suposta confer&#234;ncia do sacramento da ordem (consagra&#231;&#227;o) ao Rev. Greg Kimura:</p><div><hr></div><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!59Yx!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F07997fe5-cb01-4290-b802-c75541f2fe67_800x517.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!59Yx!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F07997fe5-cb01-4290-b802-c75541f2fe67_800x517.jpeg 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!59Yx!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, 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Al&#233;m disso, Brennan, ainda com as m&#227;os estendidas, pretende unir-se &#224; ora&#231;&#227;o de consagra&#231;&#227;o que, segundo a teologia sacramental anglicana, faz do ordinando um bispo, juntando-se assim aos demais n&#227;o cat&#243;licos enquanto se preparam para ordenar um novo bispo para a seita anglicano-episcopal.</p></div><div><hr></div><p style="text-align: center;"><strong>Bras&#227;o LGBTQI+ da dita &#8220;Igreja&#8221; Episcopal</strong></p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!7rT_!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F5e2a0198-1abd-40ac-aa1a-b00f61545719_1894x1073.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!7rT_!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, 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data-component-name="Youtube2ToDOM"><div class="youtube-inner"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/u-UJCFnTZPU?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><div><hr></div><p>Seguindo, chamamos sempre, impropriamente, os anglicanos de Igreja, sendo mais correto o termo seita, pois deixaram h&#225; muito de ser uma Igreja, uma vez que j&#225; n&#227;o possuem, conforme confirmado por Le&#227;o XIII na bula <em><strong><a href="https://www.vatican.va/content/leo-xiii/la/apost_letters/documents/litterae-apostolicae-apostolicae-curae-13-septembris-1896.html">Apostolicae Curae</a></strong></em>, a sucess&#227;o dos ap&#243;stolos e, assim, n&#227;o possuem verdadeiros sacramentos nem verdadeira hierarquia.</p><p>Ainda assim, tratando-se de um suposto prelado cat&#243;lico presente na cerim&#244;nia, relevando-se a quest&#227;o do novo rito de consagra&#231;&#227;o episcopal e, caso o ordenando fosse receber o sacerd&#243;cio e n&#227;o o episcopado &#8212; isto &#233;, se se tratasse da ordena&#231;&#227;o de um simples presb&#237;tero &#8212;, poder-se-ia, ao menos em tese, levantar a quest&#227;o da validade sob determinados aspectos formais. Contudo, no caso do episcopado, a pr&#243;pria natureza do grau pressup&#245;e a realidade do sacerd&#243;cio [a plenitude do <em><strong>vosso sacerd&#243;cio</strong></em>] como sucess&#227;o sacramental efetiva, embora sempre il&#237;cita dadas as circunst&#226;ncias. Ora, sendo as ordena&#231;&#245;es anglicanas declaradas inv&#225;lidas pela Igreja, como j&#225; dissemos, todo o processo se encontra viciado desde a sua origem e, portanto, permanece inv&#225;lido em sua totalidade, do princ&#237;pio ao fim.</p><p>Alguns te&#243;logos chegaram a admitir, ao menos em hip&#243;tese, a chamada ordena&#231;&#227;o <em>per saltum</em>, isto &#233;, a possibilidade de um leigo receber diretamente o episcopado sem passar previamente pelo sacerd&#243;cio. No Brasil, essa posi&#231;&#227;o foi reiterada em ocasi&#245;es pontuais, como nas interven&#231;&#245;es do Frei Tiago. Ainda assim, trata-se de uma opini&#227;o teol&#243;gica, do mesmo modo que existem posi&#231;&#245;es patr&#237;sticas suscet&#237;veis de interpreta&#231;&#227;o em outros campos, como quando os ortodoxos se valeram da patr&#237;stica para aprovar a quest&#227;o do div&#243;rcio. Precisamos sempre do trip&#233; &#8212; <em><strong>Magist&#233;rio</strong></em>, Tradi&#231;&#227;o e Sagrada Escritura &#8212; para n&#227;o cairmos em aberra&#231;&#245;es como essa, aderindo a um <em>sola traditio</em> sem o Magist&#233;rio.</p><p>Ora, em mat&#233;ria sacramental, n&#227;o se procede por opini&#245;es m&#237;nimas, mas segundo o princ&#237;pio do tuciorismo: deve-se aderir sempre &#224; posi&#231;&#227;o mais rigorosa, n&#227;o &#224; mais branda. Destarte, a menos que se admita aqui a no&#231;&#227;o ampliada de um &#8220;sacerd&#243;cio do povo&#8221;, como proposta no per&#237;odo p&#243;s-conciliar sob Paulo VI, a plenitude do sacerd&#243;cio pr&#243;pria do episcopado pressup&#245;e necessariamente que o ordenando j&#225; tenha recebido validamente o sacerd&#243;cio espec&#237;fico, e n&#227;o o &#8220;sacerd&#243;cio comum dos fi&#233;is&#8221; [cont&#233;m bastante ironia].</p><p>H&#225;, contudo, um segundo n&#237;vel de an&#225;lise, mais delicado, que emerge quando se observa a pr&#243;pria f&#243;rmula utilizada na cerim&#244;nia. O texto de consagra&#231;&#227;o episcopal anglicano &#8212; derivado do <em>Book of Common Prayer</em> &#8212; pede explicitamente que Deus &#8220;fa&#231;a&#8221; do ordinando um bispo, conferindo-lhe o <em><strong>Esp&#237;rito</strong></em> <em><strong>que edifica a Igreja. </strong></em></p><div class="callout-block" data-callout="true"><p>&#8220;<em>Portanto, Pai, <strong>faze de Gregory um bispo na tua Igreja</strong>. Derrama sobre ele o poder do teu Esp&#237;rito r&#233;gio, que concedeste ao teu amado Filho Jesus Cristo, com o qual ele dotou os ap&#243;stolos, e pelo qual a tua Igreja &#233; edificada em todo lugar, para a gl&#243;ria e o louvor incessante do teu Nome. Am&#233;m.</em>&#8221;</p><p>(Fonte: livreto <em>The Ordination and Consecration of The Reverend Doctor Gregory Kimura</em>, Diocese Episcopal de San Joaquin, p. 24.)</p></div><p>Se estas palavras soam de algum modo familiares, &#233; porque s&#227;o muito semelhantes &#224; f&#243;rmula utilizada a partir de 1968, proposta por Paulo VI:</p><div class="callout-block" data-callout="true"><p>&#8220;<em>Assim, agora, derrama sobre este eleito aquele poder que vem de ti, o Esp&#237;rito que governa, que deste ao teu amado Filho Jesus Cristo, o Esp&#237;rito por ele concedido aos santos ap&#243;stolos, que fundaram a Igreja em todo lugar para ser teu templo para a gl&#243;ria e o louvor incessante do teu nome.</em>&#8221;</p><p>(Fonte: Paulo VI, Constitui&#231;&#227;o Apost&#243;lica <em>Pontificalis Romani</em>)</p></div><p>A &#250;nica diferen&#231;a real &#233; que a forma anglicana &#233;, na verdade, menos problem&#225;tica do que a reda&#231;&#227;o do <em>Novus Ordo</em>, pois ao menos explicita claramente aquilo que o &#8220;<em>Esp&#237;rito r&#233;gio</em>&#8221; deve realizar &#8212; isto &#233;, &#8220;<em>fazer dele um bispo na tua Igreja</em>&#8221;. Essa aus&#234;ncia da clareza necess&#225;ria na forma essencial do sacramento torna o rito de ordena&#231;&#227;o de 1968 de Paulo VI, no m&#237;nimo, positivamente duvidoso.</p><p>A ironia consiste no fato de que, sob essa leitura, o rito anglicano, ainda que inv&#225;lido por base, preserva uma clareza formal que o rito moderno obscureceu. A consequ&#234;ncia, levada &#224;s &#250;ltimas implica&#231;&#245;es, &#233; perturbadora, dado que o pr&#243;prio Brennan, participante ativo da cerim&#244;nia, se fizesse um exame de consci&#234;ncia s&#233;rio, ver-se-ia colocado tamb&#233;m sob suspeita quanto &#224; validade de sua pr&#243;pria consagra&#231;&#227;o.</p><p>Mas esse ponto, embora grave, n&#227;o &#233; o centro deste artigo, ao menos, n&#227;o no momento.</p><p>O que se delineia aqui &#233; algo mais amplo: uma dissolu&#231;&#227;o progressiva das fronteiras que, durante s&#233;culos, definiram a identidade sacramental da Igreja. O que antes era considerado mat&#233;ria de esc&#226;ndalo p&#250;blico &#8212; a participa&#231;&#227;o ativa em ritos n&#227;o-cat&#243;licos &#8212; passa a ocorrer sem rea&#231;&#227;o institucional significativa, inserido num contexto em que epis&#243;dios semelhantes j&#225; se multiplicaram: celebra&#231;&#245;es anglicanas em bas&#237;licas romanas, permiss&#245;es t&#225;citas ou expl&#237;citas, gestos simb&#243;licos que, acumulados, desenham um padr&#227;o.</p><p>J&#225; n&#227;o se pode falar em exce&#231;&#227;o. O que se delineia &#233; um m&#233;todo &#8212; progressivo, coerente em sua pr&#243;pria l&#243;gica interna, ainda que dissonante da tradi&#231;&#227;o que afirma representar. E, se essa linha for mantida, n&#227;o ser&#225; surpreendente assistir, em breve, &#224; normaliza&#231;&#227;o de inova&#231;&#245;es outrora impens&#225;veis: a introdu&#231;&#227;o de diaconisas, a pretensa ordena&#231;&#227;o de &#8220;padras&#8221; e &#8220;bispas&#8221;, e, por coer&#234;ncia interna, at&#233; mesmo a cria&#231;&#227;o de figuras equivalentes no cardinalato e demais estruturas correlatas que acompanhem tais rupturas.</p><p>No mesmo movimento, observa-se o avan&#231;o da ordena&#231;&#227;o de homens casados ao presbiterado, j&#225; admitida em certos contextos e cuja amplia&#231;&#227;o tende a ocorrer nos pr&#243;ximos anos, especialmente diante da escassez de voca&#231;&#245;es. </p><div><hr></div><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://www.acidigital.com/noticia/67311/bispo-belga-anuncia-que-vai-ordenar-homens-casados-ate-2028" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!InFj!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb0174429-88dd-4b0d-a269-4920026c7af5_1343x1108.png 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!InFj!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb0174429-88dd-4b0d-a269-4920026c7af5_1343x1108.png 848w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!InFj!, /__u/tradtalk.substack.com/w_1272, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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mecanismo recorrente: a crise &#233; absorvida, reinterpretada e, por fim, utilizada como justificativa para solu&#231;&#245;es que, longe de restaurar o princ&#237;pio perdido, que seria a Tradi&#231;&#227;o da Igreja, o substituem por constru&#231;&#245;es funcionais. Cria-se, assim, um ciclo em que o problema n&#227;o &#233; apenas enfrentado, mas progressivamente integrado como motor de transforma&#231;&#227;o.</p><p>Tal escassez de voca&#231;&#245;es e demais circunst&#226;ncias agravantes da crise, contudo, n&#227;o s&#227;o um dado isolado, mas sintomas de uma realidade mais profunda: a de uma estrutura que conserva a forma vis&#237;vel &#8212; templos, jurisdi&#231;&#245;es, aparato institucional e publicit&#225;rio, como diria o Padre Julio Meinvielle &#8212;, mas que, em muitos casos, perdeu o princ&#237;pio vital que a sustentava, ou seja, <em><strong>a f&#233;</strong></em>.</p><p>Fiquemos com as palavras de Santo Atan&#225;sio a este respeito:</p><div class="callout-block" data-callout="true"><p>&#8220;Que Deus vos conforte. <em><strong>Sei ainda que isso n&#227;o apenas vos entristece, mas tamb&#233;m o fato de que enquanto outras pessoas obtiveram as igrejas atrav&#233;s da viol&#234;ncia, nesse &#237;nterim v&#243;s fostes expulsos de vossos lugares. Eles possuem os edif&#237;cios, mas v&#243;s a F&#233; Apost&#243;lica. &#201; bem verdade que eles est&#227;o nas igrejas, mas fora da verdadeira F&#233;; enquanto v&#243;s estais fora dos edif&#237;cios, sem d&#250;vida, mas a F&#233; est&#225; dentro de v&#243;s. Consideremos o que &#233; maior, o edif&#237;cio ou a F&#233;. Claramente a F&#233; verdadeira.</strong></em> Quem ent&#227;o perdeu mais, ou quem possui mais? Aquele que det&#233;m o edif&#237;cio ou aquele que det&#233;m a F&#233;? Sem d&#250;vida o ll edif&#237;cio &#233; bom, se a F&#233; Apost&#243;lica &#233; pregada l&#225;, ele &#233; santo se o Santo habita l&#225;. </p><p>[&#8230;] Por&#233;m, benditos s&#227;o aqueles que pela f&#233; est&#227;o na Igreja, habitam sobre os fundamentos da F&#233; e t&#234;m plena satisfa&#231;&#227;o, mesmo o grau mais elevado da f&#233;, que entre v&#243;s permanece inabal&#225;vel. Porque ela lhes chegou da tradi&#231;&#227;o Apost&#243;lica, e frequentemente a execr&#225;vel inveja desejou destru&#237;-la, mas n&#227;o foi capaz. Pelo contr&#225;rio, eles &#233; que se alijaram [da F&#233;] ao tentar destru&#237;-la. Por isso &#233; que foi escrito, &#8216;V&#243;s sois o Filho do Deus vivo&#8217;, Pedro confessou isso por revela&#231;&#227;o do Pai, e ouviu, &#8216;Feliz &#233;s, Sim&#227;o, filho de Jonas, porque n&#227;o foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que est&#225; nos c&#233;us&#8217;. Portanto, ningu&#233;m jamais prevalecer&#225; contra a vossa F&#233;, meus querid&#237;ssimos irm&#227;os. <em><strong>Porque se algum dia Deus vos devolver as igrejas (e pensamos que Ele o far&#225;) ainda sem essa restaura&#231;&#227;o das igrejas a F&#233; nos basta.</strong></em></p><p>E, falando sem as Escrituras, devo falar com muita veem&#234;ncia, &#233; bom traz&#234;-los para o testemunho das Escrituras, lembrem-se de que o Templo sem d&#250;vida estava em Jerusal&#233;m; o Templo n&#227;o estava deserto, forasteiros o invadiram, da&#237; tamb&#233;m o Templo estando em Jerusal&#233;m, aqueles exilados desceram para a Babil&#244;nia por decis&#227;o de Deus, que os estava provando, ou melhor, corrigindo; enquanto lhes manifestava em sua ignor&#226;ncia puni&#231;&#227;o [atrav&#233;s] de inimigos sanguin&#225;rios. E os forasteiros sem d&#250;vida tinham a posse do Templo, mas n&#227;o conheciam o senhor do Templo, ao passo que Ele n&#227;o respondeu nem falou; eles foram abandonados pela verdade. Que proveito ent&#227;o eles tiraram do Templo?<br><br>Pois vejam que aqueles que det&#234;m o Templo s&#227;o acusados por os que amam a Deus de torn&#225;-lo um covil de ladr&#245;es, e por transformar loucamente o Lugar Santo em uma casa de com&#233;rcio e uma casa de neg&#243;cios judiciais para si mesmos, a quem era ilegal adentr&#225;-lo. Amados, s&#227;o essas coisas e outras piores ainda que ouvirmos daqueles que vieram de l&#225;. <em><strong>Entretanto, realmente, eles parecem possuir a igreja, mas est&#227;o fora dela. E eles se julgam dentro da verdade, mas est&#227;o exilados e cativos, e n&#227;o obt&#234;m vantagem da igreja somente. Porque a verdade das coisas &#233; julgada&#8230;</strong></em>&#8221;<br><br>Santo Atan&#225;sio de Alexandria<br><br>&#8211; (Coll. Selecta SS.Eccl.Patrum, Caillau and Guillou Vol. 32, pp. 411-412)</p></div><div><hr></div><p style="text-align: center;"><strong>A nova &#8220;arcebispa&#8221; da Cantu&#225;ria, Sarah Mullally, com o prefeito do Dicast&#233;rio para a Promo&#231;&#227;o da Unidade dos Crist&#227;os, cardeal Kurt Koch, </strong><em><strong>enviado do Papa Le&#227;o XIV</strong></em></p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!5qgu!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fc4f02dc7-06ca-44b4-bb9b-b5bc83066d08_750x422.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!5qgu!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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Dificilmente &#8212; pois a realidade pr&#225;tica em Roma n&#227;o &#233; muito diferente:</p><p>&#8211; Le&#227;o XIV reza pelo &#8220;frutuoso minist&#233;rio&#8221; da arcebispa de Canterbury (2026)<br>&#8211; Francisco permite &#8220;Eucaristia&#8221; anglicana inv&#225;lida em bas&#237;lica romana (2024)<br>&#8211; Vaticano permite &#8220;missa&#8221; anglicana em S&#227;o Jo&#227;o de Latr&#227;o (2023)<br>&#8211; &#8220;Cardeal&#8221; que denunciou tradicionalistas participou de liturgia anglicana (2022)<br>&#8211; Duplo padr&#227;o de Francisco: missa tradicional proibida, rito anglicano permitido (2021)<br>&#8211; Profana&#231;&#227;o em Roma: liturgia anglicana em S&#227;o Pedro (2017)<br>&#8211; Francisco manda enterrar bispo anglicano como bispo cat&#243;lico (2014)</p><p>E &#233; precisamente por isso que n&#227;o se deve esperar consequ&#234;ncias disciplinares relevantes. A l&#243;gica interna do sistema j&#225; se reorganizou para absorver tais eventos sem ruptura aparente. O gesto que outrora indicaria desvio agora se integra, silenciosamente, &#224; norma.</p><p>H&#225;, por&#233;m, uma distin&#231;&#227;o que deve ser preservada com rigor. A consagra&#231;&#227;o de bispos sem mandato apost&#243;lico deveria constituir, supostamente, um ato cism&#225;tico, por implicar uma ruptura pr&#225;tica com a autoridade pontif&#237;cia. Entretanto, a participa&#231;&#227;o na consagra&#231;&#227;o de bispos anglicanos &#8212; cuja pr&#243;pria ordem &#233; inexistente do ponto de vista sacramental &#8212; ultrapassa essa categoria, ou seja, n&#227;o se trata apenas de um ato irregular dentro da Igreja, mas de uma ades&#227;o pr&#225;tica a uma seita apartada da Igreja. Em termos objetivos, isso configura uma forma de comunh&#227;o com uma realidade eclesial que a pr&#243;pria Igreja reconhece como inv&#225;lida.</p><p>Diante disso, cabe-nos perceber o duplo padr&#227;o dos infiltrados em Roma. Afinal, permite-se que um bispo ordin&#225;rio participe da co-consagra&#231;&#227;o de um prelado anglicano, mas, por outro lado, a Fraternidade Sacerdotal S&#227;o Pio X n&#227;o pode consagrar seus bispos para manter a perpetuidade intacta dos sacramentos e da verdadeira doutrina? N&#227;o acreditamos que sair&#225; uma suspens&#227;o para este bispo; contudo, n&#227;o sabemos se ser&#225; aplicado o mesmo padr&#227;o &#8220;misericordioso&#8221; &#224; Fraternidade em 1&#186; de julho de 2026, nem o mesmo padr&#227;o que j&#225; foi aplicado diversas vezes, como quando quatro bispos foram consagrados em 1988 ou na consagra&#231;&#227;o de Dom Lic&#237;nio Rangel, Dom Faure, Dom Tom&#225;s, etc. Todos foram punidos por Roma. Porque, nesta igreja sinodal, pode-se tudo &#8212; todos, tudo e todos &#8212;, exceto manter a f&#233; cat&#243;lica.</p><p>&#201; um matadouro! Fuja quem puder.</p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><div><hr></div><p>Autor: <a href="https://www.instagram.com/luigifalcon/">Luigi Falcon</a></p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/bispo-de-fresno-co-consagra-um-bispo?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/bispo-de-fresno-co-consagra-um-bispo?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/bispo-de-fresno-co-consagra-um-bispo/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/bispo-de-fresno-co-consagra-um-bispo/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><div><hr></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O que Há de Ruim na Missa Nova (Padre Gregorius Hesse)]]></title><description><![CDATA[Confer&#234;ncia realizada em Traunwalchen, 21/06/1997]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/o-que-ha-de-ruim-na-missa-nova-padre</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/o-que-ha-de-ruim-na-missa-nova-padre</guid><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 18:37:26 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!pNl2!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F75332f23-8a06-4a72-ae34-a7beafabcbb5_1280x720.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!pNl2!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F75332f23-8a06-4a72-ae34-a7beafabcbb5_1280x720.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!pNl2!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, 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Qual era exatamente o t&#237;tulo no comunicado?</p><p>-O que h&#225; de ruim na missa nova?<br>-Ah, sim. Na verdade, isso poderia ser feito em quatro partes, mas n&#227;o se preocupem. Eu n&#227;o irei t&#227;o longe.</p><p>O pior de tudo na missa nova (ainda n&#227;o foi muito ouvido por aqui e pouco foi discutido) missa nova em si, mas o fato de que ela existe. Eu provarei isso hoje com documentos papais. Vamos falar sobre o conte&#250;do da Missa, da chamada missa nova, em compara&#231;&#227;o com a antiga, e vamos conversar sobre por que a missa nova (e j&#225; adianto o ponto alto da noite) &#233; contra a lei divina, contra a lei eterna e, portanto, n&#227;o tem legitimidade. Toda a nova liturgia &#233;, em si, proibida por Deus. Provarei isso hoje. Ela o &#233; em seu conte&#250;do (ou seja, materialmente) e ela o &#233; em sua forma (ou seja, formalmente).</p><h1>Tr&#234;s distin&#231;&#245;es</h1><p>E aqui eu gostaria, para quem talvez n&#227;o saiba, de ensinar agora tr&#234;s distin&#231;&#245;es importantes. Porque percebi em minhas palestras passadas, que houve, por exemplo, a quest&#227;o da validade da missa nova. E eu disse ent&#227;o que ela pode ser v&#225;lida, mas em todo caso &#233; proibida. Mal sa&#237; do sal&#227;o, e uma senhora j&#225; dizia para a outra: &#8220;Mas em si ela ainda &#233; considerada v&#225;lida!&#8221;. Onde est&#225; o problema? N&#227;o nos interessa se a missa nova &#233; v&#225;lida ou n&#227;o, n&#243;s, assim espero, nem vamos l&#225;. Mas tr&#234;s distin&#231;&#245;es voc&#234;s precisam entender, sen&#227;o n&#227;o entender&#227;o o que estou dizendo. V&#225;lido significa que est&#225; acontecendo. L&#237;cito significa, como o nome diz, que &#233; permitido acontecer. A quest&#227;o da missa nova ser v&#225;lida &#233; uma quest&#227;o completamente diferente da quest&#227;o de a missa nova ser l&#237;cita. Se eu, como padre, posso celebrar a missa nova, isso &#233; uma quest&#227;o. Se a transubstancia&#231;&#227;o acontece quando eu celebro a missa nova &#233; outra quest&#227;o. A Igreja Ortodoxa Russa &#233; her&#233;tica e cism&#225;tica. Jo&#227;o Paulo II n&#227;o queria admitir isso, mas isso n&#227;o muda nada. A Igreja Ortodoxa Russa rejeita o primado do Papa, e por isso &#233; cism&#225;tica, pois n&#227;o quer se submeter ao Papa. E rejeita a infalibilidade do Papa, e por isso &#233; her&#233;tica. Essa igreja her&#233;tica e cism&#225;tica, que tem uma liturgia maravilhosa, celebra validamente todos os sete Sacramentos. Isso a Igreja sempre disse. Ou seja, a Cat&#243;lica. Roma sempre disse que os Sacramentos da Igreja Ortodoxa Russa s&#227;o v&#225;lidos. Mas n&#227;o s&#227;o l&#237;citos. N&#227;o realmente. Um herege e cism&#225;tico n&#227;o deve administrar os sacramentos, exceto em perigo de morte. Essa &#233; a primeira distin&#231;&#227;o que voc&#234;s precisam finalmente memorizar. A quest&#227;o espec&#237;fica de quando a missa nova &#233; v&#225;lida e quando n&#227;o &#233; v&#225;lida &#233; uma quest&#227;o que eu pessoalmente discuti com Dom Fellay e n&#227;o chegamos a nenhuma conclus&#227;o. N&#227;o esperem que eu seja mais perspicaz do que os quatro bispos. Eu n&#227;o sei exatamente quando ela &#233; v&#225;lida e quando n&#227;o &#233;. Eu conhe&#231;o o limite, mas n&#227;o precisamente. E a quest&#227;o n&#227;o nos interessa. O que nos interessa &#233; que a missa nova n&#227;o &#233; l&#237;cita. Ponto. </p><p>A segunda distin&#231;&#227;o que voc&#234;s precisam entender: material e formal. Material significa... &#201; bem an&#225;logo, ou seja, muito similar &#224; quest&#227;o da validade. Material significa que existe. Nosso atual Papa, por exemplo, atrav&#233;s de v&#225;rias passagens escritas e atrav&#233;s de v&#225;rios serm&#245;es, &#233; um herege material. Mas ele n&#227;o &#233; um herege formal. Onde est&#225; a diferen&#231;a? Voc&#234;s certamente j&#225; ouviram a palavra &#8220;mat&#233;ria&#8221; antes. Ou seja, a mat&#233;ria est&#225; l&#225;. Existe algo ali que objetivamente &#233; heresia. Formalmente, isso s&#243; se torna realidade quando a inten&#231;&#227;o do Papa for conhecida. Por exemplo, nosso querido Santo Padre n&#227;o se cansa de dizer que ele fala em conson&#226;ncia com a tradi&#231;&#227;o da Igreja e cinco minutos depois ele profere uma heresia. &#201; triste, mas &#233; verdade. Mas com isso ele demonstra que n&#227;o quer ser herege. Ele diz, sim, que ele fala em conson&#226;ncia com a tradi&#231;&#227;o e ent&#227;o simplesmente n&#227;o faz isso. Isso significa que ele &#233; um herege material. A heresia est&#225; presente, mas n&#227;o &#233; formal. A forma da heresia n&#227;o est&#225; presente. Se, por exemplo, o Papa dissesse: &#8220;O que o Conc&#237;lio de Trento vos disse &#233; um absurdo, eu vos digo algo diferente&#8221;: Sim, ent&#227;o ele seria um herege formal. A&#237; est&#225; a forma da heresia. &#201;, digamos, formal, formalmente. Voc&#234;s precisam entender essa distin&#231;&#227;o: Material, formal.</p><p>E uma terceira distin&#231;&#227;o, onde percebo que at&#233; mesmo professores universit&#225;rios n&#227;o a compreendem: objetivo e subjetivo. Objetivo significa relacionado ao fato, independentemente da pessoa. Subjetivo significa relacionado &#224; pessoa. O Papa &#233; objetivamente herege. Se ele &#233; subjetivamente herege, eu n&#227;o sei. Eu n&#227;o sei se o Papa &#233; um pecador mortal ou n&#227;o. Isso Deus sabe. Objetivamente, ele &#233; um pecador mortal contra o primeiro mandamento. Subjetivamente, em sua consci&#234;ncia, ent&#227;o, como &#233; que eu poderia saber? Isso s&#243; Deus sabe. Nem mesmo os santos no c&#233;u sabem. S&#243; Deus sabe, s&#243; Deus. Somente Deus pode olhar para a alma de um homem. Quando, portanto, digo que o Papa &#233; um herege, e depois um de voc&#234;s diz que o Doutor Hesse disse que o Papa est&#225; em pecado pessoal de heresia, ent&#227;o ele est&#225; mentindo. Eu n&#227;o digo isso. Eu n&#227;o sei disso. Talvez. N&#227;o fa&#231;o ideia. N&#227;o me interessa. Eu n&#227;o sou seu juiz. Isso &#233; subjetivo. De internis ecclesia non judicat. A Igreja n&#227;o julga assuntos internos. E quando o Papa morre, isso tamb&#233;m se aplica. De mortuis ecclesia non judicat. A Igreja n&#227;o julga os mortos. Ela n&#227;o tem jurisdi&#231;&#227;o sobre isso.</p><p>Ent&#227;o, se em algum momento da palestra eu falar de formal ou material, de objetivo ou subjetivo, de material/formal, objetivo/subjetivo e v&#225;lido/l&#237;cito, ent&#227;o, por favor, n&#227;o confundam de novo. E que ningu&#233;m depois saia e diga: &#8220;n&#227;o, ele disse que a missa nova &#233; v&#225;lida.&#8221; Eu n&#227;o disse isso. Eu tamb&#233;m n&#227;o disse que ela &#233; inv&#225;lida. &#192;s vezes ela &#233; v&#225;lida, &#224;s vezes n&#227;o &#233;. Eu rezei a missa nova por um ano. Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Eu tamb&#233;m fui bobo assim. Mas eu sempre rezei em latim. E sempre exatamente segundo o Missal. E ent&#227;o o Arcebispo Lefebvre disse que a&#237; ela &#233; v&#225;lida. Mas se o padre Fulano de Tal, de sei-l&#225;-onde, tem o novo missal alem&#227;o na frente dele e ainda modifica tudo ali dentro, ent&#227;o provavelmente n&#227;o &#233; mais v&#225;lida, porque ele n&#227;o quer mais fazer o que a Igreja faz. Porque a Igreja n&#227;o faz isso. Mas com isso eu citei apenas dois exemplos. Um de missa inv&#225;lida, um de missa v&#225;lida. Ora, voc&#234;s podem dizer depois que o Dr. Hesse disse que a missa nova &#233; v&#225;lida. E voc&#234;s podem dizer depois que o Dr. Hesse disse que a missa nova &#233; inv&#225;lida. Sim, mas eu n&#227;o disse quando, onde e sob quais circunst&#226;ncias. Logo, por favor, n&#227;o tirem conclus&#245;es sobre este tema. Conclus&#245;es que voc&#234;s n&#227;o podem escolher, porque eu tamb&#233;m n&#227;o posso escolh&#234;-las.</p><h1>O conte&#250;do da missa nova</h1><p>Portanto, chegamos agora ao conte&#250;do da Missa. A missa nova &#233; materialmente, definitivamente, ou seja, em sua estrutura e em seu conte&#250;do, n&#227;o cat&#243;lica. Em sua vers&#227;o original latina, no missal latino de 1969, n&#227;o se encontra nenhuma heresia direta. Isso tamb&#233;m foi confirmado pelo Arcebispo Lefebvre na &#233;poca. Mas, como ele disse, uma liturgia que leva &#224; heresia. &#201; uma liturgia que favorece a heresia. E veremos por qu&#234;. Qual &#233; a diferen&#231;a entre a missa antiga e a missa nova? A diferen&#231;a essencial n&#227;o est&#225; no texto da missa, mas no Missal de Paulo VI, de infelic&#237;ssima mem&#243;ria, onde na Institutio Generalis Missalis Romani, no &#167; 7, &#233; dada uma defini&#231;&#227;o de Missa que teria sido inaceit&#225;vel para Herr Doktor Martinho Lutero. Isso &#233; absolutamente s&#233;rio.</p><p>L&#225; est&#225; escrito que a Missa &#233;... &#8220;A Missa ou a Ceia do Senhor.&#8221; Essa &#233; a formula&#231;&#227;o exata do Arcebispo Thomas Cranmer, da Cantu&#225;ria, da &#233;poca de Henrique VIII. Ele foi o fundador da Igreja Anglicana. E Thomas Cranmer, a partir do Missal usado na &#233;poca em Londres, reescreveu com o pr&#243;prio punho o Rito de Sarum como o Common Prayer Book anglicano. E l&#225; ele definiu a Missa como... &#8220;The Lord&#8217;s Supper, or Masse.&#8221; E no missal ingl&#234;s est&#225; escrito literalmente, no atual de Paulo VI, &#8220;The Lord&#8217;s Supper, or Mass.&#8221; A &#250;nica diferen&#231;a est&#225; na grafia. &#8220;A Ceia, ou Missa.&#8221; E na variante latina do missal de Paulo VI est&#225; escrito: &#8220;a Ceia do Senhor, ou Missa, &#233; a assembleia dos fi&#233;is congregados aqui para celebrar o memorial do Senhor, segundo a passagem do Evangelho: onde estiverem dois ou tr&#234;s reunidos em meu nome, a&#237; estou no meio deles.&#8221; Esta &#233; uma descri&#231;&#227;o, uma defini&#231;&#227;o da Santa Missa, que teria sido considerada inadequada por Herr Doktor Martinho Lutero por essa raz&#227;o, porque Lutero, de fato, defendeu o sacrif&#237;cio de louvor e a&#231;&#227;o de gra&#231;as. Ele apenas negou o sacrif&#237;cio propiciat&#243;rio, ou seja, de repara&#231;&#227;o.</p><p>A missa nova de Paulo VI nega qualquer tipo de sacrif&#237;cio, de qualquer natureza. N&#227;o &#233; um sacrif&#237;cio propiciat&#243;rio, nem de a&#231;&#227;o de gra&#231;as, nem de louvor. Isso n&#227;o est&#225; em lugar nenhum na descri&#231;&#227;o da Missa. Nem uma vez em toda a Institutio Generalis em seus 150 pontos, ou seja l&#225; quantos forem, &#233; sequer mencionado o altar em vez de mesa. E a palavra Missa aparece apenas uma vez. Especificamente no ponto 7, que eu mencionei. Em 1970, ent&#227;o, de forma enganosa, anexaram a essa defini&#231;&#227;o a frase do Conc&#237;lio de Trento com o sacrif&#237;cio da cruz, com a repeti&#231;&#227;o incruenta do sacrif&#237;cio da cruz. Isso foi adicionado, mas a primeira n&#227;o foi removida.</p><p>Este &#233;, portanto, um excelente exemplo de duplicidade, o que, por sua vez, &#233; divertido quando se considera que um dos liturgistas ingleses mais famosos, sobre esses motivos j&#225; mencionados da liturgia anglicana, disse que a Missa de Thomas Cranmer &#233; uma obra-prima da duplicidade. Ou seja, na descri&#231;&#227;o da Missa... N&#227;o no que o padre fica rezando no altar. Na descri&#231;&#227;o da Missa, &#233; perfeitamente claro que a Missa de Paulo VI n&#227;o deve ser um sacrif&#237;cio da cruz no altar, mas uma assembleia da congrega&#231;&#227;o no domingo ao redor da mesa de jantar. Foram os mesmos Thomas Cranmer e Martinho Lutero, j&#225; citados, que disseram que um altar &#233; para sacrif&#237;cios. Uma mesa &#233; para comer, para refei&#231;&#227;o, jantar.</p><p>E embora o Conc&#237;lio Vaticano II, por pior que tenha sido, em lugar nenhum tenha exigido o chamado altar do povo, ou seja, a mesa de buffet, com a nova liturgia, ficou assim em todos os lugares. E j&#225; est&#225; devidamente estabelecido por lei. No novo C&#230;remoniale Episcoporum est&#225; escrito que uma catedral de bispo deve ter um altar versus Populum, ou seja, um altar voltado ao povo. A &#250;nica coisa pela qual o Cardeal Wetter de Munique &#233; inocente &#233; se ele derrubar o altar-mor e instalar um altar do povo, porque existe, de fato, uma segunda exig&#234;ncia que diz que no mesmo espa&#231;o de altar s&#243; pode haver um altar. Esperteza: a prescri&#231;&#227;o &#233; de 1965, a outra &#233; de 1991 ou 89. Ent&#227;o, quando o Cardeal Gr&#246;er, de Viena, arruinou o altar-mor na Catedral de Santo Est&#234;v&#227;o, ent&#227;o n&#227;o se pode acus&#225;-lo de nada mesmo, porque ele recebeu a ordem para fazer isso de Roma. Ele teve que fazer isso!</p><p>Ou seja, essas pessoas eternamente apolog&#233;ticas, (espero que nenhuma delas esteja presente) que sempre precisam defender toda bobagem e toda besteira, n&#227;o compreendem que a nova liturgia n&#227;o &#233; ruim por causa de tantos abusos, mas que ela &#233; ruim em si, pelas suas pr&#243;prias normas, por parte de Roma. Aquela mesa de jantar feia ali, com o buqu&#234; de flores e os dois cinzeiros com velas dentro, n&#227;o &#233; um abuso, isso corresponde perfeitamente &#224;s normas. O fato do padre improvisar suas ora&#231;&#245;es a cada momento na liturgia n&#227;o &#233; um abuso, corresponde cem por cento &#224;s normas. Porque, neste caso, este &#233; o novo missal. Neste livro, metade &#233; deixada em aberto. Ad libitum, como diz o ditado. A piada latina &#233; que a nova liturgia consiste apenas em aut, vel e ad libitum. Ou isto, ou aquilo, ou fica &#224; escolha. Metade deste livro est&#225; em it&#225;lico. Tudo o que est&#225; em it&#225;lico o padre pode alterar &#224; vontade, ou at&#233; mesmo deve alterar, dependendo do caso, o Evangelho.</p><p>E essa descri&#231;&#227;o da missa nova, que se encontra na Institutio Generalis, ou seja, nas rubricas da Missa, no Missal de Paulo VI: Essa descri&#231;&#227;o se aplica 100% ao Missal. Agora, como eu disse antes, em conson&#226;ncia com o Arcebispo Lefebvre, que a missa nova em seu texto latino (aten&#231;&#227;o: em seu texto latino) n&#227;o cont&#233;m diretamente heresia, mas sim insinua&#231;&#245;es:</p><p>O problema da missa nova n&#227;o &#233; tanto o que ela diz, mas o que ela n&#227;o diz. Como em 1535, o ano em que o Cardeal Fischer e Thomas More foram executados e, portanto, se tornaram m&#225;rtires da Santa Igreja Romana, da qual nosso atual Papa zomba, surgiu neste ano a liturgia anglicana. Tanto Martinho Lutero com a Missa cat&#243;lica na Alemanha, quanto o Arcebispo Thomas Cranmer com o Rito de Sarum na Inglaterra ou, especificamente, na Cantu&#225;ria, fizeram exatamente a mesma coisa que Paulo VI. Eles deixaram todas as ora&#231;&#245;es que deixam bem claro que a Missa &#233; um sacrif&#237;cio propiciat&#243;rio, e n&#227;o s&#243; de louvor e a&#231;&#227;o de gra&#231;as, de fora. Eles deixaram todas as ora&#231;&#245;es que deixam bem claro que Nosso Senhor Jesus Cristo, em Corpo e Sangue, est&#225; presente substancialmente em pessoa no altar, de fora. Eles deixaram as ora&#231;&#245;es (aquelas que mudam diariamente, do Proprium) que fazem refer&#234;ncia &#224; expia&#231;&#227;o do pecado de fora. As indica&#231;&#245;es de que se pode ir para o inferno, que, como se sabe, est&#225; vazio para os te&#243;logos modernistas, essas foram riscadas.</p><p>Na missa nova n&#227;o se diz em lugar nenhum que a Missa n&#227;o &#233; um sacrif&#237;cio. N&#227;o foram t&#227;o tolos assim os autores da missa nova. A prop&#243;sito, aproveitando a oportunidade, gostaria de lembrar novamente que, na missa nova de Paulo VI, sete te&#243;logos protestantes trabalharam. Por favor, o que um te&#243;logo protestante e ainda por cima sete deles t&#234;m a ver com a reescrita de uma Missa cat&#243;lica? Sim, posso contar: Eles supervisionaram, eles se esfor&#231;aram especialmente para que a missa nova, exceto pelo c&#226;non romano, que tamb&#233;m est&#225; mutilado, seja aceit&#225;vel para todo protestante. Exatamente isso. E o fato &#233; que, ap&#243;s 1969, incont&#225;veis te&#243;logos protestantes disseram abertamente e claramente que esta Missa &#233; aceit&#225;vel para eles, desde que o Papa n&#227;o seja mencionado. Embora os protestantes tamb&#233;m estejam dispostos a orar pelo Papa por amor ao pr&#243;ximo.</p><p>E isso se mostra agora da seguinte forma. Primeiramente, desaparece qualquer refer&#234;ncia ao altar na Missa. Antigamente rezava-se: Introibo ad altare Dei. &#8220;Eu me aproximarei do altar do Senhor.&#8221; Este &#233; o Salmo 42. Precisava cair, porque aqui se fala do altar. Mas Lutero disse claramente: um altar n&#243;s n&#227;o queremos, porque um altar &#233; para sacrif&#237;cio. Isso eles sabiam da Antiguidade. E uma mesa no meio da igreja &#233; uma mesa de refei&#231;&#245;es. Isso tamb&#233;m foi claramente entendido. Se algu&#233;m afirma que a missa nova est&#225; livre de heresia, ent&#227;o ele s&#243; pode se referir ao texto latino original da Missa em si, n&#227;o &#224; liturgia em si. Pois a mesa aqui, a mesa aqui, &#233; uma heresia ostensiva. N&#227;o &#233; inequ&#237;voca. &#201; como tudo na missa nova, amb&#237;gua. Mas &#233; uma heresia ostensiva. Paulo VI, que tamb&#233;m se imortalizou como herege, Paulo VI disse em uma ocasi&#227;o que a Missa tem um car&#225;ter de refei&#231;&#227;o.</p><h1>O car&#225;ter da missa</h1><p>Agora, devo dizer, Voc&#234;s conhecem a diferen&#231;a entre car&#225;ter e aspecto? Bem, car&#225;ter &#233; algo essencial. Diz-se que a pessoa tem um mau car&#225;ter. Isso quer dizer que se afirma que sua ess&#234;ncia &#233; m&#225;. Em sua natureza essencial, ela &#233; m&#225;. S&#243; que existem aspectos nas coisas, ou seja, pontos de vista. Ora, a Sagrada Comunh&#227;o &#233;, inevitavelmente, sob certo aspecto, uma refei&#231;&#227;o, na medida em que eu preciso comer a h&#243;stia. A comunh&#227;o do padre, por&#233;m, &#233;, em sua ess&#234;ncia, ou seja, em sua origem fundamental, n&#227;o uma refei&#231;&#227;o e n&#227;o um alimento. Mas atrav&#233;s da... Soa brutal, mas &#233; assim. Por meio do consumo, por meio da ingest&#227;o, a consuma&#231;&#227;o do sacrif&#237;cio. O verdadeiro sacrif&#237;cio da Santa Missa, que tamb&#233;m &#233; muito pouco claro, consiste no fato de que, na transubstancia&#231;&#227;o, Corpo e Sangue s&#227;o consagrados separados nas esp&#233;cies. Isso quer dizer, aqui a cruz da morte &#233; repetida, onde o corpo e o sangue de Cristo se separaram. O soldado, afinal, perfurou Cristo no lado, pelo qual a quinta chaga se fez presente. E de todas essas cinco chagas o sangue de Cristo fluiu. Ou seja, o sangue, cada vez mais lentamente, foi se separando do seu corpo. E nisso consiste agora uma das causas da morte de Cristo. E na consagra&#231;&#227;o da Santa Missa isso acontece novamente. Pois ent&#227;o o corpo e o sangue de Cristo s&#227;o separados no altar. Bom, a palavra &#8220;separado&#8221; aqui n&#227;o &#233; teologicamente muito boa, mas ent&#227;o eu teria que trabalhar com termos t&#233;cnicos agora, o que me levaria muito tempo.</p><p>Est&#227;o, em certo sentido, separados o corpo e o sangue, at&#233; que, simbolicamente, no Pax Domini Sit Semper Vobiscum, o padre deixa cair uma pequena parte da h&#243;stia de volta no sangue de Cristo, a reunifica&#231;&#227;o do corpo e sangue de Cristo, ent&#227;o, a representa&#231;&#227;o simb&#243;lica e a compreens&#227;o em certo sentido, a compreens&#227;o da ressurrei&#231;&#227;o, onde, naturalmente, corpo, sangue, alma e divindade de Cristo se reuniram novamente. Esta obla&#231;&#227;o: n&#227;o &#233; apenas necess&#225;rio que haja um altar para esta obla&#231;&#227;o, mas esta obla&#231;&#227;o s&#243; se completa quando o sacerdote comunga o Corpo e o Sangue de Cristo. Por qu&#234;? Eu posso muito bem celebrar uma Missa onde ningu&#233;m comunga, exceto eu. Mas eu n&#227;o s&#243; n&#227;o tenho autoriza&#231;&#227;o para celebrar uma Missa, como nem consigo celebrar uma Missa sem comungar.</p><p>Se um sacerdote est&#225; em pecado mortal, ent&#227;o ele n&#227;o deveria celebrar uma Missa, n&#227;o por causa da consagra&#231;&#227;o, (Um padre, mesmo em pecado mortal, pode administrar todos os sacramentos) mas por causa da Comunh&#227;o, porque ele precisa comungar. Por exemplo, digamos que, neste momento, eu estou aqui sozinho, sem nenhum outro padre por perto. Celebro a Santa Missa e, ap&#243;s a consagra&#231;&#227;o, tenho um ataque card&#237;aco e caio morto. O que acontece ent&#227;o? N&#227;o houve missa. O Corpo e o Sangue de Cristo est&#227;o no altar, precisam desaparecer de alguma forma, serem comungados, de alguma maneira, por algu&#233;m. Mas a missa n&#227;o estava l&#225;, n&#227;o havia missa ali. Porque eu, em nome de Cristo, ofere&#231;o o sacrif&#237;cio da Missa na Sua pr&#243;pria pessoa, e eu devo completar o sacrif&#237;cio, no qual eu ofere&#231;o o Corpo e Sangue de Cristo, n&#227;o outro sacerdote. Eu, que ofereci o Corpo e o Sangue de Cristo, devo comungar, ou seja, consumir, ou seja, destruir. A consuma&#231;&#227;o do sacrif&#237;cio, que Cristo se d&#225; a si mesmo a n&#243;s como alimento. E a&#237; temos toda a teologia cat&#243;lica da Missa da 22&#170; sess&#227;o do Conc&#237;lio de Trento. Temos o altar, onde o sacrif&#237;cio acontece, onde o Corpo e o Sangue de Cristo s&#227;o separados, e, portanto, a repeti&#231;&#227;o do sacrif&#237;cio acontece na hora, e ent&#227;o s&#227;o comungados pelo sacerdote, o que conclui a Missa. Se eu morrer dois segundos ap&#243;s a comunh&#227;o do c&#225;lice durante a Missa, ent&#227;o a Missa est&#225; completa. Ent&#227;o, enquanto missa. Faltam algumas ora&#231;&#245;es, claro. Mas a missa em si j&#225; aconteceu. Se eu morrer dois segundos antes da comunh&#227;o, n&#227;o &#233; uma missa. Est&#225; claro? Foi compreendido?</p><h1>A destrui&#231;&#227;o foi deliberada</h1><p>E exatamente isso: se algu&#233;m quiser destruir a Missa... E eu afirmo que aqueles que escreveram a missa nova queriam destruir a Missa. Isso &#233; claramente demonstr&#225;vel. E alguns deles, Annibale Bugnini e Carlo Braga, seu vice, disseram isso mais do que claramente. Eles disseram: &#8220;abaixo essa terr&#237;vel ideia de sacrif&#237;cio&#8221;. Cita&#231;&#227;o literal. E um dos principais colaboradores no Consilium... Consilium significa Conselho. O Consilium foi aquela comiss&#227;o que Paulo VI, de infelic&#237;ssima mem&#243;ria, convocou para escrever uma nova liturgia. E nesse Consilium, um dos principais colaboradores (esqueci o nome dele agora) disse claramente: com esta nova liturgia, finalmente chegamos ao ponto em que essa ideia idiota de sacrif&#237;cio, que o Conc&#237;lio de Trento imp&#244;s &#224; Igreja, desaparece. Ora, se isso n&#227;o &#233; m&#225; inten&#231;&#227;o, ent&#227;o n&#227;o sei o que &#233;. Ent&#227;o n&#227;o h&#225; nenhuma, porque todas as pessoas s&#227;o boas e am&#225;veis.</p><p>Isso significa que o conceito de sacrif&#237;cio deve ser removido da Missa, o conceito da Presen&#231;a Real, ou seja, a presen&#231;a real do Corpo e Sangue de Cristo. E tudo que est&#225; relacionado a isso, ou seja, o perd&#227;o dos pecados, a necessidade do perd&#227;o dos pecados, quer dizer que existe um inferno, para o qual muitas pessoas tamb&#233;m v&#227;o, como a M&#227;e de Deus mostrou em F&#225;tima &#224;s crian&#231;as. E, quanto ao pensamento do sacrif&#237;cio, do altar e da Presen&#231;a Real, quando estes s&#227;o riscados de uma vez, de modo que as pessoas n&#227;o acreditem mais... E estat&#237;sticas recentes mostram que apenas uma minoria diminuta de cat&#243;licos, e ainda padres e bispos, acredita na Presen&#231;a Real do Corpo e Sangue no altar na Santa Missa. E isso aconteceu, na Santa Missa, come&#231;ando por remover o Introibo ad Altare Dei, ou seja, a ideia do altar. Depois a confiss&#227;o foi dilu&#237;da. Em vez do Confiteor ao qual estamos acostumados, onde o padre, que n&#227;o celebra a Missa junto com o povo, mas em representa&#231;&#227;o do povo, mas n&#227;o pelo povo, n&#227;o em nome do povo, celebra a Missa.</p><p>Afinal, quem oferece na Santa Missa? S&#243; Cristo. O sacerdote est&#225; aqui na Sua pr&#243;pria pessoa. Eu empresto minhas cordas vocais a Nosso Senhor Jesus Cristo. Ponto. Basta. &#201; isso. Eu empresto a mim mesmo e minhas cordas vocais a Nosso Senhor. Mas Ele continua a oferecer. E n&#227;o o povo. O povo participa do sacrif&#237;cio. Essa &#233; uma enorme diferen&#231;a. Se eu precisar de um sino para uma nova igreja e eu doar 20 marcos para o sino, ent&#227;o eu participo da coloca&#231;&#227;o do sino. Mas eu n&#227;o coloco o sino. E tamb&#233;m n&#227;o fui eu que o fundi. E essa confiss&#227;o de pecados ficou dilu&#237;da.</p><p>Agora, originalmente, eu preciso de voc&#234;s... Tem algu&#233;m aqui que n&#227;o tenha o missal? Ou que pelo menos n&#227;o saiba o que &#233; rezado na antiga liturgia? Economiza muito tempo, se voc&#234;s souberem. Bom, j&#225; que ningu&#233;m se manifestou: Em vez de tudo isso de eu, indigno, me aproximar do altar do Senhor, Introibo ad Altare Dei; em vez do Confiteor, que eu agora rezo como confiss&#227;o de pecados, que ent&#227;o &#233; repetido pelos fi&#233;is em seu lugar, que agora confessam seus pecados a mim, o sacerdote, na missa nova temos umas variantes maravilhosas, que voc&#234; pode escolher como quiser.</p><p>E, em geral, isso se resume ao padre estando ali em p&#233; e dizendo: &#8220;Deus aben&#231;oe&#8221; em vez de &#8220;o Senhor esteja convosco&#8221;. A melhor variante ainda &#233;: &#8220;A gra&#231;a de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunh&#227;o do Esp&#237;rito Santo estejam convosco&#8221;. Isso &#233; pelo menos um texto de S&#227;o Paulo. E depois v&#234;m &#8220;irm&#227;os e irm&#227;s&#8221;. As irm&#227;s devem ser inclu&#237;das. &#8220;Irm&#227;os e irm&#227;s, para que possamos celebrar os sagrados mist&#233;rios de maneira correta, vamos confessar que pecamos.&#8221; Ent&#227;o vem uma forma abreviada e mutilada da antiga confiss&#227;o de pecados, do Confiteor, que &#233; rezada em conjunto com os fi&#233;is, pois agora todos est&#227;o ofertando e celebrando. Em toda a Institutio Generalis Missalis Romani n&#227;o se encontra em lugar nenhum a men&#231;&#227;o ao sacerdote. N&#227;o, ele agora &#233; o presidente, ele &#233; o l&#237;der, ele &#233; o presidente da assembleia, ou seja, em outras palavras: ele &#233; o presidente do conselho de diretoria ou algo parecido.</p><p>E a ideia do sacerd&#243;cio sacramental &#233; intencionalmente suprimida na nova liturgia ao fazer com que tudo o que o sacerdote faz seja acompanhado pelos fi&#233;is, na medida do poss&#237;vel. Essa &#233; uma ideia horrendamente idiota. Pois, com exce&#231;&#227;o dos tr&#234;s padres presentes, ningu&#233;m aqui pode celebrar a Santa Missa. Absolutamente ningu&#233;m. Mas eu posso muito bem faz&#234;-lo sozinho. Eu n&#227;o preciso de absolutamente ningu&#233;m para celebrar a Missa. Eu at&#233; costumo celebrar sozinho na minha capela particular em Viena. E isso foi dogmaticamente confirmado pelo Conc&#237;lio de Trento. Se algu&#233;m afirmar que um padre n&#227;o pode celebrar a Missa sozinho, anathema sit: que seja exclu&#237;do da Igreja.</p><p>Mas para que o Confiteor, que &#233; algo conservador, algo tradicional, uma confiss&#227;o de pecados, permane&#231;a isolado e suma, foram oferecidas v&#225;rias outras variantes. &#8220;Tende piedade de mim, Senhor Deus, tende piedade. Pois pecamos diante de V&#243;s. Mostrai-nos, Senhor, a Vossa gra&#231;a e concedei-nos a Vossa salva&#231;&#227;o.&#8221; E at&#233; aqui, devo dizer, qualquer judeu pode rezar junto. N&#227;o &#233; preciso ser cat&#243;lico ou crist&#227;o. Isso qualquer mu&#231;ulmano tamb&#233;m pode rezar junto. Mu&#231;ulmanos tamb&#233;m acreditam que se pode pecar e que se precisa de um Senhor misericordioso. &#8220;E a remiss&#227;o, o perd&#227;o e a absolvi&#231;&#227;o dos nossos pecados. Dai-nos, Senhor Todo-Poderoso e misericordioso...&#8221; &#233; aceit&#225;vel para todas as grandes religi&#245;es do mundo. Allah &#233; misericordioso, Allah &#233; todo-poderoso, os mu&#231;ulmanos s&#227;o pecadores e querem perd&#227;o e remiss&#227;o por isso. N&#227;o se fala mais em lugar nenhum que &#224; Sant&#237;ssima Virgem Maria, aos anjos, aos santos, confesso que eu pequei, que o Senhor n&#227;o s&#243; deve ter miseric&#243;rdia de mim, mas me conceder indulg&#234;ncia, absolvi&#231;&#227;o, isso n&#227;o est&#225; mais aqui. Na verdade, sim: remiss&#227;o, perd&#227;o e absolvi&#231;&#227;o, mas no alem&#227;o &#233; amb&#237;guo.</p><p>A indulg&#234;ncia em latim... Vejam a maldi&#231;&#227;o da l&#237;ngua materna. A indulg&#234;ncia em latim n&#227;o &#233; apenas o perd&#227;o dos pecados, mas a absolvi&#231;&#227;o das penas temporais do pecado. No alem&#227;o, este conceito n&#227;o &#233; claro. Uma d&#237;vida &#233; remida, um pecado &#233; perdoado. Onde est&#225; a diferen&#231;a? No alem&#227;o, isso &#233; uma distin&#231;&#227;o, remiss&#227;o e perd&#227;o. No latim, existe uma diferen&#231;a. E depois existem v&#225;rias outras variantes, que se resumem ao fato de que o Kyrie eleison tamb&#233;m &#233; omitido, porque j&#225; se disse antes: &#8220;Senhor, tende piedade&#8221;.</p><h1>Ofert&#243;rio</h1><p>E agora vem o essencial, o ofert&#243;rio. Offertorium em latim. O ofert&#243;rio significa que n&#227;o &#233; como a antiga pol&#237;tica judaica t&#237;pica de &#8220;eu dou e voc&#234; me devolve&#8221;, onde eu dou algo e algo me vem em retorno, mas que se entrega algo sem condi&#231;&#245;es, algo se separa, algo se sacrifica. Sem impor condi&#231;&#245;es &#224;quele a quem se sacrifica. Sen&#227;o, &#233; um neg&#243;cio e n&#227;o um sacrif&#237;cio.</p><p>Quando me sacrifico por outra pessoa, eu n&#227;o exijo pagamento dela por isso. Se ela me paga, por favor, n&#227;o &#233; mais um sacrif&#237;cio, mas sim um neg&#243;cio, ou seja, um com&#233;rcio. Este sacrif&#237;cio, do qual a antiga liturgia fala, de que eu ofere&#231;o ao Senhor esta h&#243;stia imaculada, que fala de que eu ofere&#231;o &#224; Sant&#237;ssima Trindade, acima de tudo, especificamente... Logo voltarei a isso. ... de que eu apresento &#224; Sant&#237;ssima Trindade este sacrif&#237;cio da Missa, foi substitu&#237;do por duas ora&#231;&#245;es judaicas de refei&#231;&#227;o. Que sejam judaicas, n&#227;o importa. Isso j&#225; &#233; claro. Os Salmos tamb&#233;m s&#227;o judaicos e do Antigo Testamento. E eu rezo todos eles como padre uma vez por semana. No brevi&#225;rio. 80% das ora&#231;&#245;es sacerdotais do Brevi&#225;rio s&#227;o do Antigo Testamento e, portanto, judaicas. Essas ora&#231;&#245;es de mesa serem judaicas n&#227;o me interessa. Elas serem ora&#231;&#245;es de refei&#231;&#227;o me irrita.</p><p>E isso significa, de forma muito surpreendente, simplesmente que, em vez de &#224; Trindade, ao Pai todo-poderoso, algo ser oferecido para o perd&#227;o dos pecados, est&#225; escrito aqui: &#8220;Louvado sejas, Senhor&#8230;&#8221; Esta ora&#231;&#227;o &#233; do pai de fam&#237;lia judeu, assim como rezamos antes das refei&#231;&#245;es o &#8220;vem Senhor Jesus, seja nosso h&#243;spede&#8221;, falado &#224; mesa. &#8220;Louvado sejas, Senhor, nosso Deus, Criador do mundo. Tu nos concedes o p&#227;o, o fruto da terra e do trabalho humano. N&#243;s oferecemos este p&#227;o diante da tua face, para que ele se torne para n&#243;s o p&#227;o da vida.&#8221; Duplo sentido de novo. O P&#227;o da Vida? S&#227;o Paulo fala do P&#227;o da Vida. Ent&#227;o ele, naturalmente, quer dizer o Corpo de Cristo. </p><p>Mas na Missa, em lugar nenhum se fala mais do Corpo de Cristo, apenas muito raramente se fala do Corpo de Cristo. Aqui, no momento da obla&#231;&#227;o, onde eu agora, neste exato momento, deveria dizer: &#8220;Eu ofere&#231;o esta h&#243;stia, que ent&#227;o se tornar&#225; o Vosso Corpo, para a remiss&#227;o dos pecados&#8221;, aqui se diz: bem: &#8220;N&#243;s te damos o p&#227;o, o fruto da terra, e tu nos d&#225;s em troca o P&#227;o da Vida&#8221;. Exatamente o que Lutero queria, exatamente o que Thomas Cranmer queria.</p><p>Em vez de uma transmuta&#231;&#227;o, ou uma transubstancia&#231;&#227;o, onde a subst&#226;ncia do p&#227;o se torna a subst&#226;ncia do Corpo de Cristo, agora n&#227;o &#233; uma transubstancia&#231;&#227;o, mas uma transsignifica&#231;&#227;o. O significado muda. Da fatia de p&#227;o, que hoje em dia &#233; para se parecer exatamente com p&#227;o por causa disso, e que, a prop&#243;sito, tem gosto de caf&#233; com leite, essa fatia de p&#227;o, na transsignifica&#231;&#227;o, na mudan&#231;a de significado, torna-se o P&#227;o da Vida.</p><p>O l&#237;der dos coroinhas da Par&#243;quia P&#246;tzleinsdorf em Viena e o l&#237;der do grupo jovem da Par&#243;quia P&#246;tzleinsdorf em Viena me disseram, antes de eu ter celebrado a Missa l&#225; h&#225; 15 anos, antes da Missa, no sacr&#225;rio, que aquilo &#233; apenas simb&#243;lico, por isso neguei a Comunh&#227;o a ambos, e eles ficaram olhando torto. Ora, eu n&#227;o posso dar a Comunh&#227;o a algu&#233;m que n&#227;o acredita na presen&#231;a real de Cristo. Eu, naturalmente, n&#227;o neguei a Comunh&#227;o em p&#250;blico, eu n&#227;o poderia fazer isso, mas eu disse na sacristia: &#8220;&#201; melhor n&#227;o ir &#224; Comunh&#227;o&#8221;. Porque quando eu consagro, &#233; Corpo e Sangue de Cristo e n&#227;o simbolicamente algo que deve significar, representar, o Corpo e Sangue de Cristo.</p><p>Em alem&#227;o, dizemos quando algo &#233; significativo, n&#233;? Isso &#233; revelador em alem&#227;o. E, da Transubstancia&#231;&#227;o da Missa cat&#243;lica, da 22&#170; sess&#227;o do Conc&#237;lio de Trento, surge com Lutero, com Thomas Cranmer e com Giovanni Battista Montini (Paulo VI), a Transsignifica&#231;&#227;o. Se, naturalmente, a h&#243;stia ap&#243;s a consagra&#231;&#227;o apenas mudou seu significado, ent&#227;o a Comunh&#227;o, de fato, &#233; uma ceia. Exatamente como Lutero e Cranmer disseram.</p><p>E a&#237; a Comunh&#227;o, naturalmente, como Paulo VI disse, tem car&#225;ter de ceia. Seu predecessor, Pio XII, ainda disse que &#233; uma ins&#237;dia, um suborno trai&#231;oeiro, atribuir &#224; Missa um car&#225;ter de ceia. Eu cito de Mediator Dei, a enc&#237;clica lit&#250;rgica de Pio XII. Seu segundo sucessor, Paulo VI, fala sobre o fato de que a Missa tem um car&#225;ter de refei&#231;&#227;o e, com isso, ficou em heresia material. O Conc&#237;lio de Trento condenou a teoria de que a Missa &#233; uma refei&#231;&#227;o, sob an&#225;tema. Ou seja, sob condena&#231;&#227;o p&#250;blica. Exatamente que nem na ora&#231;&#227;o eucar&#237;stica, a vers&#227;o judaica... A prop&#243;sito, eu sei que isso &#233; uma ora&#231;&#227;o eucar&#237;stica judaica, porque um dos senhores que escreveram isso aqui na Missa, ele mesmo disse que isso &#233; uma ora&#231;&#227;o eucar&#237;stica judaica. Para o vinho, &#233; exatamente o mesmo.</p><p>Anteriormente, falava-se do vinho que ele, como incenso, deveria subir em seu aroma perante o rosto de Deus, como obla&#231;&#227;o. O incenso est&#225; com a obla&#231;&#227;o, n&#227;o pode ser separado da obla&#231;&#227;o. As primeiras fileiras de m&#225;rtires da Igreja Cat&#243;lica surgiram porque estes bravos crist&#227;os primitivos se recusavam a oferecer incenso &#224; est&#225;tua do Imperador. Jo&#227;o Paulo II teria dado a seus padres a ordem de oferecer incenso ao Imperador. Ele mesmo tamb&#233;m fazia isso. Ele tamb&#233;m orou com animistas em seu santu&#225;rio. E depois se gabou disso.</p><p>Portanto, na missa nova n&#227;o h&#225; mais obla&#231;&#227;o. &#201; uma troca. Eu coloco p&#227;o no altar, ent&#227;o se torna o P&#227;o da Vida. E observem, por favor, o que, em vez do Sangue de Cristo, est&#225; aqui, traduzido em alem&#227;o, C&#225;lice da Salva&#231;&#227;o. Em latim, no entanto, n&#227;o se diz C&#225;lice da Salva&#231;&#227;o. &#201; a &#250;nica exce&#231;&#227;o que eu conhe&#231;o na qual a tradu&#231;&#227;o alem&#227; &#233; melhor que o original latino. Eu leio em voz alta: &#8220;Louvado sejais, Senhor, nosso Deus, Criador do mundo. V&#243;s nos ofereceis o vinho, o fruto da videira e do trabalho humano. N&#243;s apresentamos este c&#225;lice perante a Vossa face, para que ele nos seja o c&#225;lice da salva&#231;&#227;o.&#8221; &#8220;O c&#225;lice da salva&#231;&#227;o&#8221; em alem&#227;o. Em Latim est&#225;... Em Latim est&#225;: potus spiritalis. Bebida espiritual.</p><p>Eu, como &#233; sabido, tamb&#233;m posso mentir atrav&#233;s do sil&#234;ncio, n&#227;o &#233; verdade? Se, por exemplo, na aula de catequese, supondo que eu estivesse residindo aqui agora, e voc&#234;s viessem diligentemente, no domingo &#224; noite, &#224; minha aula de catequese, e eu lhes explicasse o Credo e eu, no entanto, absolutamente nunca falasse no Credo da Virgem Maria. Embora eu lhes explique: &#8220;Creio em Deus uno&#8221;: primeira hora. Segunda hora: o Pai... Eu n&#227;o sei o Credo em alem&#227;o. Ent&#227;o o Criador, o Todo-Poderoso e assim por diante, t&#225;? Segunda hora. Terceira hora: &#8220;E em seu Filho Jesus Cristo, gerado&#8221; e assim por diante, &#8220;Deus de Deus, Luz da Luz&#8221; e assim por diante. E eu passo ent&#227;o, digamos, 20, 30 horas aqui sobre o Credo. E nem uma &#250;nica vez eu menciono, nem mesmo com uma &#250;nica palavra, a Virgem Maria. Ent&#227;o voc&#234;s devem concluir disso que eu n&#227;o acredito na M&#227;e de Deus. O m&#237;nimo absoluto &#233; que eu n&#227;o a amo particularmente, se eu a esque&#231;o assim. Mas voc&#234;s devem mesmo tirar a conclus&#227;o quando eu chegar no final e j&#225; estiver falando da ressurrei&#231;&#227;o da carne, sem ter sido mencionada Maria, a M&#227;e de Deus. Ent&#227;o voc&#234;s n&#227;o podem deixar de concluir que eu n&#227;o acredito na M&#227;e de Deus. Porque n&#227;o posso ser t&#227;o tolo a ponto de, durante 30 horas de aula de catequese, me esquecer de falar da M&#227;e de Deus. N&#227;o pode ser assim!</p><p>E &#233; exatamente assim com esta Missa. N&#227;o se iludam. Os defensores da nova liturgia, a Fraternidade Sacerdotal S&#227;o Pedro e associa&#231;&#245;es similares, que, portanto, afirmam que se pode ainda interpretar a missa nova de forma cat&#243;lica, que afirmam que se pode interpretar o Conc&#237;lio Vaticano II de forma cat&#243;lica... O que at&#233; com os mais terr&#237;veis contorcionismos espirituais n&#227;o &#233; poss&#237;vel. Eu j&#225; tentei isso eu mesmo por tempo suficiente, certo? Eu tamb&#233;m fui tolo assim e achei que o Vaticano II podia ser interpretado de forma cat&#243;lica. Eu simplesmente n&#227;o cheguei a lugar algum com isso. N&#227;o funciona!</p><p>E os defensores do Vaticano II e os defensores desta terr&#237;vel liturgia nova n&#227;o entendem, ou n&#227;o querem entender, que o pior na nova liturgia, materialmente falando, s&#227;o as omiss&#245;es. Eu posso muito bem acusar algu&#233;m de ser incr&#233;dulo se ele constantemente omite, sistematicamente omite e sempre omite o mesmo. Se eu celebrasse uma missa de improviso, ent&#227;o depois algu&#233;m poderia dizer: &#8220;Bem, veja s&#243;, ele esqueceu disso.&#8221; Mas uma comiss&#227;o de 30 te&#243;logos e 60 bispos e sei l&#225; quem mais estava no Consilium, que trabalharam por anos nesse absurdo aqui, esses n&#227;o esqueceram de nada. Que algu&#233;m me prove convincentemente que eles esqueceram alguma coisa. Eles n&#227;o esqueceram de nada. Eles omitiram intencionalmente, conscientemente, ou seja, sabendo e querendo.</p><p>E se voc&#234;s se derem ao trabalho... Voc&#234;s n&#227;o precisam, mas podem muito facilmente ter um devocion&#225;rio novo em m&#227;os e compar&#225;-lo com o tradicional, (Ou seja, o pr&#243;prio Ordin&#225;rio da Missa) ent&#227;o voc&#234;s ver&#227;o que n&#227;o tem mais nada nessa missa nova desse exemplo que acabei de mencionar, a obla&#231;&#227;o.</p><h1>O prop&#243;sito da missa</h1><p>A Sant&#237;ssima Trindade: Os prop&#243;sitos da Santa Missa. Qual &#233; o primeiro prop&#243;sito da Santa Missa? Bem, o primeiro prop&#243;sito da Santa Missa &#233; como o primeiro prop&#243;sito de nossa exist&#234;ncia, o primeiro prop&#243;sito que cada a&#231;&#227;o humana deveria ter, o primeiro prop&#243;sito de cada sacramento: a maior gl&#243;ria de Deus, especificamente a gl&#243;ria da Sant&#237;ssima Trindade. Porque n&#243;s temos, justamente em contraste com o que o Conc&#237;lio Vaticano II afirma em Lumen Gentium e Jo&#227;o Paulo II n&#227;o se cansa de repetir constantemente, n&#243;s n&#227;o temos o mesmo Deus que os judeus e os mu&#231;ulmanos. Os judeus j&#225; n&#227;o t&#234;m o mesmo Deus h&#225; 2000 anos, porque eles, de fato, rejeitam o Pai, o Filho e o Esp&#237;rito Santo. Assim, fabricando seu pr&#243;prio Deus.</p><p>Se algu&#233;m, ap&#243;s a revela&#231;&#227;o do Filho e do Esp&#237;rito Santo, o prop&#243;sito do Novo Testamento, o prop&#243;sito da presen&#231;a de Cristo na Terra: Se algu&#233;m, ap&#243;s a revela&#231;&#227;o do Filho e do Esp&#237;rito Santo ainda diz que Deus &#233; uma s&#243; pessoa, ent&#227;o ele est&#225; construindo seu pr&#243;prio Deus e est&#225; objetivamente em pecado grave contra o Primeiro Mandamento. Ponto final. E eu n&#227;o dou a m&#237;nima, sinceramente, se o Isl&#227; incompreende a ideia da Sant&#237;ssima Trindade ou n&#227;o. Isso n&#227;o me interessa. N&#227;o falo subjetivamente sobre o pobre isl&#226;mico andando de camelo em algum lugar do Saara. Ele n&#227;o me interessa! Estou falando do Isl&#227;. Da religi&#227;o.</p><p>E nessa religi&#227;o &#233; admitido, sem compreender, ou seja, nas cren&#231;as, que a Sant&#237;ssima Trindade n&#227;o s&#227;o tr&#234;s pessoas em uma natureza, mas tr&#234;s deuses. O Alcor&#227;o diz isso. Bem, se eles s&#227;o lerdos para entender a distin&#231;&#227;o entre natureza e pessoa, ent&#227;o eu n&#227;o posso ajud&#225;-los, tamb&#233;m n&#227;o &#233; culpa deles. Mas o ponto crucial &#233; que eles rejeitam a ideia de Pai, Filho e Esp&#237;rito Santo, de qualquer forma. Caso contr&#225;rio, os mu&#231;ulmanos que convenc&#234;ssemos que n&#227;o acreditamos em tr&#234;s deuses, mas em um Deus em tr&#234;s pessoas, se converteriam imediatamente. Mas eles n&#227;o o fazem. Porque, na verdade, o ponto crucial n&#227;o est&#225; a&#237;.</p><p>Isso tamb&#233;m &#233; uma desculpa, que, ali&#225;s, ouvi de... Como se chama a filial de Gricigliano que atua na Alemanha? Bayerisch Gmain, obrigado. Tamb&#233;m &#233; uma desculpa para o Conc&#237;lio, que ouvi em Bayerisch Gmain, que os mu&#231;ulmanos, nesse sentido, adoram o mesmo Deus que n&#243;s, j&#225; que eles buscam o &#250;nico Deus e acreditam que n&#243;s acreditamos em tr&#234;s deuses. Sim, por favor, h&#225; algo mais est&#250;pido que isso? Se isso fosse verdade, os mu&#231;ulmanos, que perceberiam que n&#227;o &#233; assim, se converteriam. Bem, parece que existem outros problemas tamb&#233;m. Especificamente, a pr&#243;pria natureza de Deus.</p><p>E a Santa Trindade, o primeiro prop&#243;sito do sacrif&#237;cio da Santa Missa, desapareceu da nova liturgia. Na antiga liturgia, havia, na obla&#231;&#227;o, a ora&#231;&#227;o mencionada anteriormente, &#8220;Recebei, &#243; Santa Trindade, este sacrif&#237;cio que eu vos ofere&#231;o.&#8221; Depois, havia a cada domingo, ao longo do ciclo lit&#250;rgico, incluindo os domingos do Advento, o pref&#225;cio da Trindade, que agora &#233; lido exclusivamente, na nova liturgia, no Domingo da Trindade. E depois, havia no final da Santa Missa, a ora&#231;&#227;o Placeat tibi Sancta Trinitas. &#8220;Que vos agrade, &#243; Santa Trindade, este sacrif&#237;cio.&#8221; Caiu! Riscada sem substitui&#231;&#227;o! Porque hoje &#233; importante que se pense e trabalhe para a honra do homem, e n&#227;o para a honra de Deus. Paulo VI realmente se exp&#244;s a&#237;, devo dizer, quando ele, por ocasi&#227;o do pouso na Lua, e mais tarde, de outra forma, novamente, em 1975, e por ocasi&#227;o do pouso na Lua, em 21 ou 22 de julho de 1969 disse: &#8220;Honra ao homem nas alturas.&#8221; Isso &#233; blasf&#234;mia. Essa &#233; a pior blasf&#234;mia que existe. Isso &#233; elevar-se a si mesmo a Deus. Exatamente o que o diabo quer de n&#243;s.</p><p>E exatamente esse &#233; o prop&#243;sito da nova liturgia. Na nova liturgia, eu posso me apresentar e animar maravilhosamente na frente como padre. Em semin&#225;rios americanos, aprende-se a sorrir corretamente e de forma amig&#225;vel, para que todos vejam, quando se est&#225; atr&#225;s da mesa, durante a (dita) Missa. &#201; poss&#237;vel fazer grandes espet&#225;culos na nova liturgia, mas todos podem participar, rogar de forma t&#227;o bela, formar uma lista, rogar por qualquer idiota da Nicar&#225;gua e comunistas semelhantes. Em resumo, &#233; muito mais divertido, d&#225; pra fazer muito mais, tudo isso acontece para a gl&#243;ria do homem. E n&#227;o para a gl&#243;ria de Deus. Portanto, a Sant&#237;ssima Trindade como o primeiro prop&#243;sito da Missa, por quem tudo &#233; sacrificado? Caiu. A quem Cristo apresenta o sacrif&#237;cio no altar? Ao Deus Trino, Pai, Filho e Esp&#237;rito Santo. O Filho, em certo sentido, claro que a Si Mesmo, isso n&#243;s, lamento, tamb&#233;m n&#227;o compreenderemos completamente no C&#233;u. Existem coisas que est&#227;o al&#233;m de n&#243;s e sempre estar&#227;o.</p><h1>C&#226;non Romano</h1><p>E ent&#227;o, agora chegamos &#224; parte essencial da Missa. Eu vou abreviar tudo isso aqui, porque eu disse que n&#227;o quero uma palestra em quatro partes. Um dos motivos pelos quais a missa nova ainda pode ser v&#225;lida... Pode, aten&#231;&#227;o! Um dos motivos pelos quais a missa nova ainda pode ser v&#225;lida &#233; que o c&#226;non romano, como &#233; chamado mais recentemente, em si est&#225; dispon&#237;vel como alternativa. Quase ningu&#233;m o usa, claro, mas isso n&#227;o nos interessa aqui. Se algu&#233;m, no esp&#237;rito da Igreja Cat&#243;lica, ou seja, acreditando no sacrif&#237;cio da Missa, acreditando na Presen&#231;a Real, usa o chamado c&#226;none romano, ou seja, a ora&#231;&#227;o eucar&#237;stica da antiga liturgia, na missa nova, ent&#227;o devemos presumir, como o Arcebispo Lefebvre tamb&#233;m disse claramente, devemos aceitar que isso &#233; v&#225;lido.</p><p>Mas agora &#233; assim: 1 a cada 100 padres usa esta Ora&#231;&#227;o Eucar&#237;stica. Como eu n&#227;o era tolo lendo a nova Liturgia, gra&#231;as a Deus, s&#243; por oito meses, claro que eu sempre fazia em latim: &#8220;Te igitur, clementissime Pater, per Iesum Christum, Filium tuum, Dominum nostrum&#8221;, ou seja, usando a Ora&#231;&#227;o Eucar&#237;stica. E eu sei que as minhas missas eram v&#225;lidas. As minhas. Mas aqui estamos em um ponto crucial: as minhas. E se algu&#233;m usar outra? N&#227;o sei. Pois, se formos ver a segunda Ora&#231;&#227;o Eucar&#237;stica, a chamada segunda Ora&#231;&#227;o Eucar&#237;stica, que em latim &#233; muito mais honestamente chamada de prece eucar&#237;stica, prex eucharistica, porque j&#225; n&#227;o &#233; mais um c&#226;none, pois agora existem in&#250;meras variantes. Atualmente, eu acredito que j&#225; s&#227;o 26 permitidas na Confer&#234;ncia Episcopal Alem&#227;, incluindo c&#226;nones de reconcilia&#231;&#227;o e coisas do tipo.</p><p>E agora observem o seguinte. Le&#227;o XIII levantou a quest&#227;o de se os bispos e padres anglicanos foram ordenados validamente. Ordenados validamente. Il&#237;cito de qualquer forma, t&#225;? Se os bispos e padres anglicanos foram ordenados validamente ou n&#227;o. No final do s&#233;culo XIX, n&#227;o me lembro exatamente. Apostolisc&#230; Cur&#230;, 1873. N&#227;o, n&#227;o pode ser. 1893 ou algo assim. Em 1893, ele respondeu dogmaticamente para sempre com &#1085;&#1077;&#1090;! N&#227;o! De jeito nenhum! Devo dizer que a enc&#237;clica papal Apostolisc&#230; Cur&#230; de Le&#227;o XIII &#233; infal&#237;vel. Ela tem todas as formula&#231;&#245;es que s&#227;o necess&#225;rias para tornar um documento papal infal&#237;vel. E na Apostolisc&#230; Cur&#230; est&#225; escrito o seguinte: Se algu&#233;m, na liturgia... Ent&#227;o, liturgia significa agora todos os sacramentos. N&#227;o importa se &#233; batismo, crisma. Tudo. Se algu&#233;m, na administra&#231;&#227;o de um sacramento, na liturgia, remove coisas essenciais do texto desse sacramento, ent&#227;o esse sacramento n&#227;o pode mais ser celebrado validamente, mesmo que ele queira. Se eu, portanto, como um sacerdote cat&#243;lico validamente ordenado, quiser celebrar a Missa com o missal anglicano, nada acontece, a n&#227;o ser eu ficar em pecado mortal. O que &#233; subjetivo. E objetivo se algu&#233;m vir isso.</p><p>Ent&#227;o eu, mesmo como sacerdote cat&#243;lico validamente ordenado, com o missal anglicano n&#227;o posso celebrar a Missa. Porque, em primeiro lugar, a Igreja Anglicana oficialmente nega a Presen&#231;a Real de Cristo no altar; em segundo lugar, nega o sacrif&#237;cio; e, em terceiro lugar, nega o sacerd&#243;cio sacrificial. Agora chegamos &#224; quest&#227;o dif&#237;cil dentro da Igreja Cat&#243;lica. Oficialmente, a Igreja Cat&#243;lica n&#227;o nega isso. Oficialmente n&#227;o. Mas nos novos textos sacramentais isso falta.</p><p>Ent&#227;o, se algu&#233;m agora n&#227;o usar o c&#226;none romano na Missa, mas uma dessas outras ora&#231;&#245;es eucar&#237;sticas est&#250;pidas, ent&#227;o ele usa um texto de Missa no qual em lugar nenhum o sacrif&#237;cio expiat&#243;rio &#233; mencionado, e que &#233; parte essencial da Santa Missa. Ent&#227;o esta Missa ainda &#233; v&#225;lida? E a raz&#227;o pela qual eu n&#227;o sei disso &#233; que eu n&#227;o sei, eu n&#227;o sou Papa, eu n&#227;o posso decidir isso para sempre, e este &#233; o ponto sobre o qual Dom Fellay e eu discutimos. Eu n&#227;o sei se &#233; suficiente para a validade da Missa, nesse caso, deixando de lado o p&#227;o e o vinho e o fato de que o padre realmente quer celebrar a Missa, segundo a Tradi&#231;&#227;o. Eu n&#227;o sei se &#233; suficiente que a Igreja Cat&#243;lica oficialmente, objetivamente, ainda se apegue &#224; antiga teologia da Missa. Na ora&#231;&#227;o eucar&#237;stica romana, a antiga, que agora &#233; a primeira ora&#231;&#227;o eucar&#237;stica da missa nova, o sacrif&#237;cio propiciat&#243;rio &#233; claramente mencionado.</p><p>Aqui, portanto, normalmente n&#227;o pode haver d&#250;vida, embora a Missa n&#227;o tenha um ofert&#243;rio e uma Missa deva ter um ofert&#243;rio. Mas aqui, normalmente n&#227;o h&#225; d&#250;vida de que ela &#233; v&#225;lida. De qualquer forma, o Arcebispo Lefebvre... Que tamb&#233;m n&#227;o era, como se diz em Viena, algu&#233;m que veio nadando em miojo, mas que tinha a teologia na ponta da l&#237;ngua: Como o Arcebispo Lefebvre disse, a missa &#233; v&#225;lida. Mas como fica a segunda Ora&#231;&#227;o Eucar&#237;stica? Como fica, ent&#227;o, a terceira Ora&#231;&#227;o Eucar&#237;stica, que diz: &#8220;n&#227;o cessais de reunir para V&#243;s um povo para que este sacrif&#237;cio da Missa seja celebrado&#8221;? Assim, textualmente, a celebra&#231;&#227;o do sacrif&#237;cio da Missa &#233; feita dependendo da presen&#231;a do povo, o que &#233; her&#233;tico. Isso ainda pode ser v&#225;lido? E minha resposta, eu digo a voc&#234;s mais uma vez: primeiro, eu n&#227;o sei; segundo, eu n&#227;o ligo, eu n&#227;o vou. Pelo contr&#225;rio! Fico feliz com cada missa nova que n&#227;o &#233; v&#225;lida, porque ent&#227;o n&#227;o h&#225; pelo menos comunh&#227;o na m&#227;o, mas apenas distribui&#231;&#227;o de bolachas.</p><p>Como os anglicanos gostavam de dizer antes sobre a liturgia cat&#243;lica: &#8220;Cookie worship&#8221;, adora&#231;&#227;o de bolacha. Agora n&#243;s temos isso na Igreja Cat&#243;lica. A maioria das missas hoje em dia s&#227;o adora&#231;&#227;o de bolacha.</p><p>- Jesus Cracker.<br>- Jesus Cracker! Isso significa que, ent&#227;o, n&#227;o importa qual ora&#231;&#227;o eucar&#237;stica eu use, &#233; completamente irrelevante, na missa nova n&#227;o h&#225; sacrif&#237;cio, nenhuma refer&#234;ncia &#224; Sant&#237;ssima Trindade. Algu&#233;m me disse isso de forma grosseira em Bayerisch Gmain: &#8220;E quanto ao sinal da cruz no in&#237;cio da Missa?&#8221; Eu disse: &#8220;Isso n&#227;o &#233; uma indica&#231;&#227;o de que a Santa Missa &#233; celebrada em honra &#224; Sant&#237;ssima Trindade, mas apenas em nome dela.&#8221; H&#225; uma diferen&#231;a. &#8220;In nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti, amen.&#8221; Em nome do Pai. Mas no Suscipe Sancta Trinitas e no Placeat tibi Sancta Trinitas est&#225; claramente expresso que eu celebro a Santa Missa para a honra da Sant&#237;ssima Trindade. N&#227;o h&#225; mais uma obla&#231;&#227;o, nenhuma indica&#231;&#227;o do primeiro prop&#243;sito da Missa, nenhuma indica&#231;&#227;o do sacrif&#237;cio propiciat&#243;rio, exceto na primeira Ora&#231;&#227;o Can&#244;nica.</p><h1>O fundamento da f&#233;</h1><p>Ent&#227;o tenho (para abreviar, poder&#237;amos realmente nos estender ainda mais aqui) uma Missa diante de mim que, como o Cardeal Ottaviani escreveu em sua carta de 1968 a Paulo VI, de infelic&#237;ssima mem&#243;ria: &#8220;Estamos diante de uma liturgia que se desvia notavelmente da teologia do Conc&#237;lio de Trento. Esta missa, em conte&#250;do, n&#227;o pode ser uma obra de Deus, n&#227;o pode ser, em conte&#250;do, uma obra da Igreja, n&#227;o pode ser, em conte&#250;do, agrad&#225;vel a Deus.&#8221; Isso n&#227;o &#233; poss&#237;vel. Porque o primeiro prop&#243;sito, o comando supremo da liturgia &#233; lex orandi, lex credendi. A lei do que eu devo rezar... Porque na Missa, quando eu leio a antiga liturgia, n&#227;o tenho nada disso de cem mil alternativas. Eu s&#243; posso ler o que est&#225; no texto da Missa e nada mais, e nenhuma conversa pessoal e outras bobagens para adicionar ou omitir. A lei do que eu tenho que rezar determina a lei do que eu tenho que crer. E n&#227;o o contr&#225;rio.</p><p>O contr&#225;rio &#233; apenas hist&#243;rico. Puramente hist&#243;rico, &#233; claro. N&#227;o pode haver Missa para a Imaculada Concei&#231;&#227;o antes que algu&#233;m acredite na Imaculada Concei&#231;&#227;o. &#201; puramente hist&#243;rico. Mas onde o Cat&#243;lico tira sua f&#233;? Da Missa. Muito mais invis&#237;vel do que vis&#237;vel, a prop&#243;sito. Porque a Gra&#231;a &#233; que opera. Mas a Missa &#233; o fundamento da f&#233;. Toda a Missa &#233; o nosso Credo. A nossa profiss&#227;o de f&#233;. A lei desse ordin&#225;rio da Missa: o Missal &#233; o fundamento da f&#233; cat&#243;lica e n&#227;o simplesmente um resultado dela. Isso j&#225; remonta a S&#227;o Cipriano e foi repetido por in&#250;meros Papas, como Le&#227;o XIII, Pio X, Pio XI e Pio XII em suas respectivas enc&#237;clicas lit&#250;rgicas. E ent&#227;o disseram de forma muito clara: lex orandi statuit legem credendi. A lei do que eu devo rezar determina a lei do que eu devo crer. E no que eu devo crer? Isso me dizem os Papas e os Conc&#237;lios em suas declara&#231;&#245;es infal&#237;veis. Quando um Papa ou um Conc&#237;lio fala infalivelmente, ent&#227;o eu devo, com f&#233; divina, (Cito literalmente) aceitar com f&#233; divina. </p><p>Quando uma enc&#237;clica papal n&#227;o &#233; infal&#237;vel, mas sim, entre aspas, &#8220;apenas&#8221; uma enc&#237;clica papal, ou seja, magist&#233;rio ordin&#225;rio e n&#227;o extraordin&#225;rio, incomum ou algo assim: ent&#227;o eu devo aceitar isso com humildade e obedi&#234;ncia, mas n&#227;o na f&#233; divina. Decis&#245;es dogm&#225;ticas, infal&#237;veis, devo aceitar na f&#233; divina. Isso significa, ao mesmo tempo, por&#233;m tamb&#233;m, quando a lei mais antiga da liturgia &#233; que o que eu tenho que rezar &#233; a base para o que eu tenho que crer, ent&#227;o, inversamente, tudo o que eu tenho que acreditar deve ocorrer na Missa. Pelo menos uma vez por ano. E o que pertence &#224;s coisas essenciais da f&#233; cat&#243;lica deve estar contido em toda Missa. Portanto, n&#227;o h&#225; a menor desculpa e nenhuma justificativa para se omitir a constata&#231;&#227;o de que a Santa Missa &#233; celebrada em honra &#224; Sant&#237;ssima Trindade, de se omitir a constata&#231;&#227;o do ofert&#243;rio, de se omitir as refer&#234;ncias ao sacrif&#237;cio propiciat&#243;rio. Para isso n&#227;o h&#225; justificativa. Pelo contr&#225;rio. </p><p>Como Le&#227;o XIII, infalivelmente, disse para sempre de forma definitiva: Omitir intencionalmente... E n&#227;o omitir por engano, certo? Omitir intencionalmente fatores essenciais do sacramento, ou seja, sacrif&#237;cio propiciat&#243;rio, Presen&#231;a Real, sacerdote sacrificial, altar sacrificial: omitir, por si s&#243;, torna esta liturgia inv&#225;lida. E, portanto, permanecer&#225; por muito tempo, at&#233; que um futuro Papa esclare&#231;a isso, um grande ponto de disc&#243;rdia o de, se a nova Missa n&#227;o for rezada em latim, literalmente, o mais tradicionalmente poss&#237;vel, ela pode ainda ser considerada v&#225;lida.</p><p>Eu pessoalmente afirmo, por exemplo: (Ele poderia me citar agora) Eu afirmo que, se um padre que nasceu em 1965, que nunca ouviu nada sobre a doutrina cat&#243;lica em sua vida, (o que j&#225; era sempre claro na escola naquela &#233;poca) entrou no semin&#225;rio 20 anos depois, em 1985, ou entrou no semin&#225;rio em 1983, aos 18 anos, em seus sete anos de semin&#225;rio, ou seja, at&#233; 1990, nunca ouviu nada sobre o sacrif&#237;cio da Missa, nunca ouviu nada disso, da Presen&#231;a Real, ent&#227;o ap&#243;s sete anos &#233; ordenado, e ent&#227;o como capel&#227;o vai para algum lugar, e ent&#227;o muito rapidamente se torna p&#225;roco, se ele reza a Missa validamente, quando ele usa o C&#226;non da Reconcilia&#231;&#227;o, e coisas similares, eu duvido, eu nunca acreditaria nisso: Ele nem sequer pode mais querer o que a Igreja faz. Ele n&#227;o tem a menor ideia do que a Igreja faz, ele nunca expressa isso, porque lhe ensinaram no semin&#225;rio que ele, de jeito nenhum, deve usar o antigo C&#226;non Romano, que ele deve mesmo pegar a segunda ou a terceira Ora&#231;&#227;o Eucar&#237;stica, ou os C&#226;nones da Reconcilia&#231;&#227;o, ou os C&#226;nones das Crian&#231;as, ou os C&#226;nones da Nicar&#225;gua, ou os C&#226;nones da Liberta&#231;&#227;o, e um monte de besteiras assim: sim, exatamente: ele n&#227;o pode mais querer o que a Igreja faz.</p><p>Voc&#234;s devem entender nesse contexto, existe uma inten&#231;&#227;o objetiva e uma inten&#231;&#227;o subjetiva. A inten&#231;&#227;o subjetiva, s&#243; Deus conhece. Se eu pessoalmente, agora, realmente quero rezar a Missa ou n&#227;o, isso voc&#234;s n&#227;o sabem. Isso s&#243; eu e Deus sabemos. Mas voc&#234;s t&#234;m a impress&#227;o que eu quis l&#234;-la, porque eu fiz tudo como deve ser feito. E, a prop&#243;sito, sou um celebrante muito correto, por sinal, de acordo com todas as rubricas e regulamentos. E com base nisso, pode-se muito bem julgar. Existe uma inten&#231;&#227;o objetiva. A Igreja n&#227;o conhece a subjetiva. Mas existe uma objetiva, e voc&#234;s tamb&#233;m podem reconhec&#234;-la. Se eu usar Coca-Cola aqui na consagra&#231;&#227;o e disser: &#8220;Espelho, espelho meu, existe algu&#233;m mais bela do que eu?&#8221;, (Isso n&#227;o &#233; uma piada, aconteceu mesmo) Ent&#227;o voc&#234;s saber&#227;o que eu n&#227;o quero celebrar a Missa. Depois de terem visto o que eu fiz, voc&#234;s ent&#227;o teriam a impress&#227;o inabal&#225;vel de que eu tamb&#233;m quis realmente celebrar a Missa? Exato, eu tamb&#233;m quis, a prop&#243;sito. Isso significa que a inten&#231;&#227;o objetiva do padre deve ser a seguinte: Fazer o que a Igreja faz. Eu devo querer, portanto, o que a Igreja faz. N&#227;o o que a Igreja quer fazer. Mas sim o que a Igreja realmente faz.</p><h1>Fazer o que a Igreja faz</h1><p>Ent&#227;o, est&#225; a&#237; toda a tradi&#231;&#227;o dentro. E com isso chegamos &#224; segunda parte da palestra. A licitude da Missa. O que a Igreja faz! N&#227;o o que Ela quer fazer. Se eu n&#227;o quero o que a Igreja faz, ent&#227;o n&#227;o posso celebrar a minha Missa. E se eu n&#227;o tenho a menor, de qualquer tipo que seja, inten&#231;&#227;o de fazer o que a Igreja faz, porque eu nunca, em lugar nenhum aprendi, n&#227;o tenho a menor ideia do que a Igreja faz, e algo agora... E este &#233; o ponto crucial. O mu&#231;ulmano pode batizar validamente. Mas ele deve dizer: &#8220;Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Esp&#237;rito Santo&#8221;. Mesmo que ele n&#227;o saiba o que isso &#233;. Ele batiza validamente, contanto que use a forma corretamente. Porque, se ele ent&#227;o se presta a tal ponto que usa uma forma t&#227;o precisa, ent&#227;o sabe-se tamb&#233;m que ele quer fazer o que a Igreja faz, sem que ele saiba o que a Igreja faz.</p><p>Se eu, por&#233;m, agora n&#227;o apenas n&#227;o sei o que a Igreja faz, mas tamb&#233;m uso um texto que n&#227;o expressa o que a Igreja faz, ent&#227;o n&#227;o posso mais celebrar validamente. E assim, na l&#237;ngua materna, em par&#243;quias liberais, por jovens padres que nunca conheceram a f&#233; cat&#243;lica, as missas celebradas s&#227;o com um grau de certeza inv&#225;lidas. E com isso, tocamos de alguma forma no tema doloroso da validade e invalidade, embora n&#227;o tenha sido tratado de forma exaustiva e suficiente. Mas para mim j&#225; chega. Isso &#233; s&#243; para mostrar a voc&#234;s do que pode depender e parcialmente depende. Ora, eu disse o que a Igreja faz. Como eu sei o que a Igreja faz? Muito simples. Eu n&#227;o olho para o que Ela faz agora, porque isso d&#225; n&#225;useas, mas eu olho para o que Ela sempre fez. E aqui chegamos agora &#224; segunda parte da noite, para alguns surpreendente, mas muito facilmente compreens&#237;vel. A missa nova &#233;, como vimos, n&#227;o s&#243; materialmente, em conte&#250;do, inaceit&#225;vel, n&#227;o cat&#243;lica, contr&#225;ria ao esp&#237;rito da Igreja e j&#225; por isso, portanto, il&#237;cita. Ela &#233; tamb&#233;m, por raz&#245;es puramente formais e legais, proibida. Il&#237;cita. Por raz&#245;es puramente formais e legais. Ent&#227;o, por qu&#234;? Bem, existe um pequeno e agrad&#225;vel c&#226;non no Conc&#237;lio de Trento que &#233; sempre convenientemente ignorado em Wigratzbad e em Gricigliano. Muito convenientemente.</p><p>Nele, ent&#227;o, diz-se... Esta &#233;, para quem est&#225; anotando, a s&#233;tima sess&#227;o do Conc&#237;lio de Trento. E especificamente a primeira parte dos c&#226;nones (porque existem dois grupos de c&#226;nones na s&#233;tima sess&#227;o), um sobre os sacramentos em geral, o outro sobre o sacramento do batismo. E o c&#226;non sobre os sacramentos em geral, n&#250;mero 13, diz agora o seguinte: (Como &#233; t&#227;o belo, vou ler primeiro em Latim) &#8220;Si quis dixerit, receptos et approbatos Ecclesiae catholicae ritus in sollemni sacramentorum administratione adhiberi consuetos aut contemni, aut sine peccato a ministris pro libito omitti, aut in novos alios per quemcumque ecclesiarum pastorem mutari posse: anathema sit&#8221; Se algu&#233;m afirmar que os ritos recebidos e aprovados pela Igreja Cat&#243;lica, que se costumam empregar na administra&#231;&#227;o solene dos sacramentos podem ser desdenhados&#8221;, ou seja, desprezados. &#8220;... podem ser desdenhados, ou que se pode, sem pecado, como ministro&#8221;, ou seja, como dispensador dos sacramentos, omiti-los, segundo seu arb&#237;trio, ou (agora vem o ponto crucial) que por qualquer pastor da Igreja esses ritos possam ser transformados em um novo rito&#8221;, se algu&#233;m afirmar isso, &#8220;anathema sit&#8221;.</p><p>Mais uma vez. A &#250;ltima frase &#233; o essencial: &#8220;Aut in novos alios per quemcumque ecclesiarum pastorem mutari posse.&#8221; Ou que, portanto, esses ritos, que n&#243;s recebemos, em latim est&#227;o no plural: &#8220;Ritus recepti et approbati&#8221; &#8220;Recebidos&#8221;: o que significa recebidos? Em uma palavra: transmitidos. Receptos. Recepti, nesse caso. Ritus recepti s&#227;o ritos que eu recebi, que n&#227;o fui eu que escrevi. Isso a&#237; foi escrito na escrivaninha de uma comiss&#227;o. E aqui diz: se algu&#233;m afirmar que, portanto, qualquer um dos pastores das Igrejas pode transformar estes ritos em um novo, ent&#227;o ele n&#227;o &#233; mais cat&#243;lico: anathema sit. Como fica agora o Papa? O Papa &#233;... O Papa n&#227;o &#233; um dos pastores? Ele n&#227;o &#233; Bispo de Roma? Arcebispo da prov&#237;ncia do L&#225;cio? Primaz da It&#225;lia? Patriarca do Ocidente? O Papa, nesse respeito, n&#227;o &#233; s&#243; um dos pastores. Ele &#233; o supremo! Mas ele &#233; um Pastor Ecclesiarum! Um pastor da Igreja. E ningu&#233;m &#233; mais pastor da Igreja do que o Papa. Uma vez que o Papa &#233; o &#250;nico que tamb&#233;m est&#225; acima das igrejas uniatas, ent&#227;o at&#233; mesmo literalmente acima das outras igrejas.</p><h1>Papas se vinculando</h1><p>Isto &#233; o que dizem em Wigratzbad e em Bayerisch Gmain: Nenhum Papa pode vincular um futuro Papa. Par in parem potestatem non habet. Um igual n&#227;o tem poder sobre um igual. Esses senhores n&#227;o conhecem nem a tradi&#231;&#227;o da Igreja, nem o juramento de coroa&#231;&#227;o papal, nem aparentemente o fato de que ningu&#233;m pode vincular seu sucessor tanto quanto o Papa neste mundo. Ou ser&#225; que talvez um futuro Papa possa legalizar a p&#237;lula? Um futuro Papa pode permitir a p&#237;lula? Ent&#227;o, em Bayerisch Gmain e Wigratzbad, se algu&#233;m quiser maldosamente colocar na boca deles algo que eles n&#227;o afirmariam, mas que segue a l&#243;gica deles, j&#225; seria o caso. Porque, se par in parem potestatem non habet, um igual n&#227;o tem poder sobre um igual, ent&#227;o um futuro Papa poderia dizer: sim, sim, podem tranquilamente tomar a p&#237;lula. Isso seria uma decis&#227;o disciplinar, pode-se afirmar.</p><p>N&#243;s sabemos que n&#227;o &#233; assim. &#201; uma quest&#227;o de f&#233;. E &#233; lei natural. Uma mulher n&#227;o pode tomar a p&#237;lula por esse motivo e o homem n&#227;o pode usar o preservativo por esse motivo, porque o pecado grave reside no fato de que se destr&#243;i o finis operis, se destr&#243;i o prop&#243;sito da obra. Pelo motivo que aquele que come demais comete um pecado leve, aquele que depois, &#224; maneira romana, se livra da comida com uma pena na garganta, para que possa continuar a comer, comete um pecado grave, porque ele, de fato, destr&#243;i o prop&#243;sito da alimenta&#231;&#227;o, ou seja, a nutri&#231;&#227;o. E &#233; exatamente por isso tamb&#233;m &#233; assim quando uma mulher usa a p&#237;lula ou um homem o preservativo, etc., existem incont&#225;veis outros m&#233;todos: ele destr&#243;i o prop&#243;sito da obra! Quando a natureza faz isso, porque por exemplo, estou me sentindo mal e eu, bem... Ou porque uma mulher, que est&#225; gr&#225;vida, n&#227;o pode conceber novamente enquanto estiver gr&#225;vida e por um tempo depois tamb&#233;m n&#227;o, ent&#227;o a natureza &#233; aquela, ou aquilo, que destr&#243;i o prop&#243;sito da obra. Mas o homem n&#227;o pode. Paulo VI, portanto, estabeleceu explicitamente (e &#233; sobre isso que se trata agora) na Human&#230; Vit&#230;, que a p&#237;lula destr&#243;i este prop&#243;sito da obra e, consequentemente, n&#227;o pode ser usada. Ponto. Isso nenhum Papa futuro jamais poder&#225; reverter.</p><p>Um Papa pode muito bem escrever um documento que vincule todos os seus sucessores. Isso n&#227;o &#233; apenas no dogma. Se Le&#227;o XIII disse que a escravid&#227;o &#233; vergonhosa, ent&#227;o um Papa futuro n&#227;o pode dizer que a escravid&#227;o &#233; um &#243;timo m&#233;todo para restaurar a economia. Na Guerra Civil Americana, os cat&#243;licos que tinham tend&#234;ncia a desprezar outras pessoas e, ent&#227;o, eram geralmente a favor da escravid&#227;o, surpreendentemente e chocantemente, ainda podiam, sem pecar gravemente, dizer que a escravid&#227;o &#233;, na verdade, uma coisa agrad&#225;vel. Ent&#227;o Le&#227;o XIII disse de uma vez por todas, claramente na Rerum Novarum: &#8220;N&#227;o, a escravid&#227;o &#233; uma institui&#231;&#227;o vergonhosa e absolutamente indiscut&#237;vel para um cat&#243;lico.&#8221; Ent&#227;o, agora, n&#227;o d&#225; para Jo&#227;o Paulo III, ou Jo&#227;o Paulo IV, dizer que a escravid&#227;o &#233; uma coisa gloriosa. O que na pervers&#227;o do seu pensamento seria surpreendentemente at&#233; poss&#237;vel, pensando bem. Isso n&#227;o pode acontecer. Isso significa, ent&#227;o, que um Papa pode muito bem vincular seu sucessor. E como!</p><p>Onde o Papa absolutamente n&#227;o pode vincular um sucessor, &#233; em leis puramente positivas. Na elei&#231;&#227;o do Papa, por exemplo. Eu j&#225; expliquei a voc&#234;s, contra os sedevacantistas, que o principal argumento deles &#233; inv&#225;lido, porque o argumento deles depende de um regulamento administrativo, ou seja, um regulamento de elei&#231;&#227;o papal. Muitos Papas mudaram as regras de elei&#231;&#227;o papal. E o atual o fez, Paulo VI o fez, Pio XII o fez, Pio XI mudou, Pio X mudou, Le&#227;o XIII mudou e assim por diante. A maioria dos Papas muda algo na elei&#231;&#227;o papal. E eles podem fazer isso. S&#227;o leis puramente humanas, positivas, que n&#227;o vinculam um Papa sucessor, porque ele est&#225; acima dessas leis. Claro que ele deve segui-las, sim, ele deve obedec&#234;-las, mas ele pode mud&#225;-las. Mas um Papa pode, se ele disser &#8220;isso vale agora para sempre e eternamente&#8221;, vincular o sucessor. E como!</p><p>No juramento de coroa&#231;&#227;o, que eu distribu&#237; aqui, e que a maioria de voc&#234;s deveria ter em fotoc&#243;pia, ou, eu acredito, ele ainda est&#225; dispon&#237;vel aqui como fotoc&#243;pia, ou, de qualquer forma, pode ser disponibilizado. No juramento de coroa&#231;&#227;o os Papas costumavam jurar, outrora, que n&#227;o mudariam nada do que receberam de seus predecessores, e eles at&#233; mesmo se excomungaram para o caso de o fazerem. O Papa ent&#227;o, no final do juramento de coroa&#231;&#227;o, formalmente n&#227;o diz mais &#8220;eu juro&#8221;, mas ele ent&#227;o diz: &#8220;n&#243;s determinamos, portanto&#8221;... Tamb&#233;m agora j&#225; &#233; o Papa como Papa e n&#227;o mais s&#243; como pessoa: &#8220;N&#243;s determinamos, portanto, que, caso algu&#233;m, sejamos n&#243;s ou quem quer que seja, empreenda esta ousadia blasfema de mudar qualquer coisa na tradi&#231;&#227;o estabelecida, ent&#227;o que seja amaldi&#231;oado com excomunh&#227;o e exclu&#237;do da Igreja.&#8221;</p><p>E, a prop&#243;sito, se quisermos dar raz&#227;o a Wigratzbad, ou Gricigliano, ou Bayerisch Gmain, que um Papa n&#227;o pode fazer algo proibido e n&#227;o pode ser um herege, ent&#227;o devo dizer que Inoc&#234;ncio III era um tolo, que Pio IX era um tolo e que Sisto V era um tolo, porque eles disseram muito claramente que um Papa muito bem pode ser um herege.</p><p>Inoc&#234;ncio III disse: caso aconte&#231;a que um Papa vos ensine heresia, ent&#227;o s&#243; posso dizer-vos uma coisa: nenhum homem neste mundo pode julg&#225;-lo, mas ele j&#225; se julgou a si mesmo. E ent&#227;o ele adverte seus sucessores, o bom Inoc&#234;ncio III, que foi Papa na virada do s&#233;culo XII para o s&#233;culo XIII, adverte seus sucessores e diz: &#8220;nenhum dos meus sucessores deve se apoiar no fato de que ele n&#227;o pode ser julgado por ningu&#233;m neste mundo. Pior ainda: quem n&#227;o pode ser julgado pelos homens, esse ser&#225; julgado por Deus ainda mais. Isso foi Inoc&#234;ncio III sobre a possibilidade de um Papa se tornar herege.</p><p>Sob Sixto V... Sob Sixto V, tr&#234;s te&#243;logos espanh&#243;is, a saber, independentemente uns dos outros, Torquemada, Caetano e Su&#225;rez disseram que, se um Papa se atrever &#224; ousadia blasfema de querer mudar todos os sacramentos e ritos, ou seja, querer mudar a liturgia, ent&#227;o ele est&#225; em cisma com a Igreja. E como o Papa Sisto V reagiu a isso? Ele elogiou esses te&#243;logos, publicamente, por escrito.</p><p>E Pio IX... Isso pode ser lido em Mansi, 6000 etc. Isso se encontra no livro Nouvelle Th&#233;ologie: Pio IX, a um bispo de Brixen, por ocasi&#227;o da declara&#231;&#227;o da infalibilidade (1870), disse: &#8220;Sim, como fica, agora, se um Papa ensina heresia?&#8221; Bem, Pio IX disse a isso de forma bem simples: &#8220;Bem, ent&#227;o ningu&#233;m &#233; obrigado a obedec&#234;-lo, simples assim.&#8221; Ent&#227;o, se Jo&#227;o Paulo II... E ele faz isso muito frequentemente. Se Jo&#227;o Paulo II fala uma heresia, bem, ent&#227;o eu simplesmente n&#227;o escuto. Ele n&#227;o &#233; infal&#237;vel nisso. O padre Roche disse nos anos 20 (um padre franc&#234;s chamado Roche) j&#225; como um aviso: &#8220;E agora vem a pior de todas as heresias, a de acreditar que o Papa &#233; sempre infal&#237;vel&#8221;. E, se pegarmos hoje o Opus Dei e organiza&#231;&#245;es similares, e Bayerisch Gmain e Wigratzbad, vendo bem, ent&#227;o logo iremos t&#227;o longe que, se o Papa pintar o cabelo de verde, em breve eles tamb&#233;m o far&#227;o.</p><p>Pelo contr&#225;rio: O Papa est&#225; mais vinculado a seus predecessores do que qualquer outro chefe em qualquer lugar da Terra. Porque isto &#233; sempre esquecido: o Papa n&#227;o &#233; nem um presidente nem um presidente do conselho administrativo, ele &#233; o n&#250;mero 2 do conselho administrativo, ele &#233; n&#250;mero 2 do Presidente, ou seja, o Vice-Presidente. O Papa &#233; o vig&#225;rio de Cristo, o representante de Cristo. E a vontade de Cristo se expressa, entre outras coisas, nesse juramento de coroa&#231;&#227;o que entre o Papa Santo Agat&#227;o, que governou de 678 a 683, e o Papa Inoc&#234;ncio VII, foi assinado por cada Papa individualmente.</p><p>E aos chefes de estado da &#233;poca, tamb&#233;m ao imperador romano e a alguns reis, tinha sido enviado. O que isso significa? Se por s&#233;culos os Papas assinaram este juramento de coroa&#231;&#227;o, ent&#227;o n&#227;o me interessa desde quando ele n&#227;o &#233; mais jurado. Ele &#233; parte integrante da doutrina da Igreja. Este juramento de coroa&#231;&#227;o &#233; parte integrante daquilo que nosso atual Papa mencionou em conex&#227;o com a quest&#227;o da ordena&#231;&#227;o de mulheres, a express&#227;o vis&#237;vel da vontade de Cristo! Jo&#227;o Paulo II, e n&#227;o algum obscuro Papa medieval. Foi Jo&#227;o Paulo II que disse: &#8220;por 2000 anos a Igreja Cat&#243;lica n&#227;o ordenou mulheres ao sacerd&#243;cio, isso mostra que &#233; da vontade de Cristo que isso n&#227;o aconte&#231;a.&#8221; Por s&#233;culos os Papas fizeram este juramento de coroa&#231;&#227;o, isso significa que &#233; da vontade de Cristo que o Papa ainda se atenha a isso hoje.</p><p>Portanto, n&#227;o h&#225; apenas neste Conc&#237;lio de Trento o C&#226;non, que, portanto, aqui diz: &#8220;nenhum dos pastores da Igreja deve transformar estes ritos em novos&#8221;; n&#243;s ainda temos tamb&#233;m no Credo Tridentino, ap&#243;s o decreto Injunctum Nobis, espero que eu encontre isso agora, Onde todo cat&#243;lico observa o Credo Tridentino, &#233; essencialmente algo que todo cat&#243;lico &#233; obrigado a jurar. Isso significa que, ent&#227;o, quando os padrinhos no Batismo assumem a responsabilidade pela criancinha, dizendo: &#8220;Bem, n&#243;s vamos educar esta crian&#231;a catolicamente, ent&#227;o eles assinam... Se eles sabem disso ou n&#227;o, n&#227;o importa. Ent&#227;o eles assinam este Credo Tridentino. No antigo direito can&#244;nico, que vigorou at&#233; 1983, est&#225; no in&#237;cio do livro o Credo Tridentino e em parte o juramento antimodernista de Pio X. E neste Credo tridentino est&#225; escrito... Eu n&#227;o tenho isso de cor agora. &#201; jurado, isso foi at&#233; assinado, e os padres tamb&#233;m tiveram que realmente confirmar isso com suas assinaturas, que a gente novamente... E eu j&#225; citei as palavras antes no c&#226;none: Recepti et Approbati Ritus, ent&#227;o se jura ater-se a todos os ritos recebidos e aprovados da Igreja Cat&#243;lica.</p><p>Paulo VI, quando foi ordenado padre, Giovanni Battista Montini fez este juramento. E ent&#227;o ele nos presenteou com a nova liturgia. Isso quer dizer, ele se tornou, pelo menos aqui, perjuro, ou seja, ele violou a vontade da Igreja Cat&#243;lica. A vontade da Igreja Cat&#243;lica... Aqui est&#225;. A vontade da Igreja Cat&#243;lica fixada na frase &#8220;Receptos Quoque et Approbatos Ecclesi&#230; Catholic&#230; Ritus in supradictorum omnium sacramentorum, sollemni administrationi, recipio et admitto.&#8221; Os ritos transmitidos e aprovados da Igreja Cat&#243;lica na dispensa&#231;&#227;o de todos os sacramentos que foram mencionados acima, recipio et admitto. Eu os recebo e admito. Isso vale para mim, pessoalmente. Eu os recebo e admito. Se eu quiser ser cat&#243;lico, ent&#227;o eu devo aceitar os antigos Sacramentos, como eles foram celebrados por s&#233;culos e mil&#234;nios.</p><p>Recipere et admittere, para aqueles que sabem latim. Receber e admitir. Paulo VI n&#227;o fez nem um nem o outro. Ele est&#225;, com isso, tamb&#233;m violando outra frase do Credo. Apostolicas et ecclesiasticas traditiones reliquiasque et justem Ecclesi&#230; observationes et constitutiones firmissime admito et amplector. Eu abra&#231;o e aceito todas as tradi&#231;&#245;es apost&#243;licas e eclesi&#225;sticas e todas as outras constitui&#231;&#245;es e observ&#226;ncias da Igreja.</p><p>E isso agora, de repente, de acordo com Wigratzbad, n&#227;o se aplicaria ao Papa? O Papa est&#225; acima do Credo Tridentino? Isso &#233; um contorcionismo mental que beira a insensatez. O Papa n&#227;o pode estar acima do Credo Tridentino. O Papa tem... E isso vale tamb&#233;m para Karol Wojtyla. Antes que ele pudesse se tornar padre, pois com isso ele dava sua assinatura e sua alma para abra&#231;ar e receber as tradi&#231;&#245;es e os ritos recebidos pela Igreja e se manter fiel a eles.</p><h1>Quo Primum</h1><p>E assim voc&#234;s veem, e principalmente com o decreto Quo Primum, com o qual o Missal de 1570 de Pio V foi publicado, voc&#234;s veem que a missa nova tamb&#233;m formalmente n&#227;o tem lugar. O Papa n&#227;o tem o direito de escrever uma nova liturgia. Todos os Papas antes dele a proibiram, ao aceitarem as tradi&#231;&#245;es sem obje&#231;&#245;es. E repetidamente... Pois o Conc&#237;lio de Trento n&#227;o &#233; o &#250;nico lugar. Eu poderia citar agora o Conc&#237;lio de Floren&#231;a, o IV Conc&#237;lio de Latr&#227;o, e j&#225; no in&#237;cio, a Carta de Clemente, os Padres da Igreja &#8211; tudo! Repetidamente se diz na Igreja: a Igreja se at&#233;m, porque ela sabe qu&#227;o fracos e insensatos s&#227;o os homens.</p><p>A Igreja n&#227;o se cansa de dizer: voc&#234;s devem aceitar todas as tradi&#231;&#245;es e n&#227;o pode haver uma tradi&#231;&#227;o mais sagrada do que a da distribui&#231;&#227;o dos Sacramentos, porque para n&#243;s, seres humanos, n&#227;o h&#225; nada mais importante no mundo do que a distribui&#231;&#227;o dos Sacramentos. Se a distribui&#231;&#227;o dos Sacramentos n&#227;o fosse algo essencial, n&#227;o fosse o mais importante, ent&#227;o, como nosso atual Papa parece afirmar, todas as religi&#245;es levariam a Deus. E para finalizar: Em Quo Primum, algo mais &#233; adicionado. Infelizmente, eu n&#227;o tenho o texto alem&#227;o da Quo Primum agora, mas isso n&#227;o importa, voc&#234;s podem verificar isso comprando o livro da Haselb&#246;ck.</p><p>Quo Primum &#233; o decreto com o qual S&#227;o Pio V, em 1570, publicou o antigo Missal, com o qual eu acabei de celebrar a Missa anteriormente. Neste decreto Quo Primum, ele diz, primeiramente, que, portanto, a Missa no futuro deve ser lida assim, como est&#225; neste Missal. Ele continua dizendo... Ele continua dizendo que nenhum padre deve ter qualquer medo de usar este Missal. Nenhum prelado, nenhum abade, nenhum superior religioso, absolutamente ningu&#233;m pode proibi-lo de usar este Missal.</p><p>E agora vem o ponto crucial. Agora vem o ponto crucial, porque n&#243;s levantamos a quest&#227;o: um Papa pode vincular seu sucessor? Ele n&#227;o s&#243; pode, ele o fez. E como! Porque aqui diz ent&#227;o... Ele diz, portanto, como eu disse: este missal deve ser usado exatamente como est&#225; escrito aqui. Ele diz ent&#227;o que absolutamente ningu&#233;m pode impedir um padre de usar este missal. Isso significa que, se o Arcebispo Sch&#246;nborn em Viena me disser que n&#227;o posso celebrar a Missa antiga, ent&#227;o eu pego este decreto, mostro a ele e digo: &#8220;Que te importa?&#8221; e assim por diante. Ele n&#227;o pode me proibir. E isso est&#225; escrito aqui neste decreto. A prop&#243;sito, uma comiss&#227;o de nove cardeais deu a mesma resposta a Jo&#227;o Paulo II. 1988, eu acho, foi quando isso aconteceu.</p><p>E agora vem o ponto crucial. Ele diz que este decreto, aqui, absolutamente, nunca pode ser alterado ou revogado no futuro por ningu&#233;m. Ora, este decreto &#233; irreform&#225;vel em si mesmo. O Papa diz ent&#227;o com tudo: &#8220;nostra apostolica autoritate&#8221;: com nossa autoridade apost&#243;lica, isto &#233;, ent&#227;o, o que o Papa deve dizer, quando ele quer ser infal&#237;vel, &#8220;com nossa autoridade apost&#243;lica&#8221; determinamos que este decreto, em todo o futuro, nunca possa ser alterado ou revogado.</p><p>Isso quer dizer... Quer dizer, agora vamos &#224; l&#243;gica de Wigratzbad. Quer dizer que isso valeu at&#233; a morte de Pio V, e seu sucessor poderia ter revogado o decreto? &#201;, voc&#234;s acham que os Papas s&#227;o est&#250;pidos? Ent&#227;o ele n&#227;o precisaria ter escrito isso de jeito nenhum. Para sua vida, ele n&#227;o precisa escrever &#8220;este decreto nunca pode ser revogado&#8221;. Enquanto ele for o chefe, enquanto ele for o Papa, ele n&#227;o precisa justificar nada. Ele diz... Se isso for apenas para sua vida, se ele, ent&#227;o, n&#227;o quisesse ter vinculado claramente seu sucessor, e eu presumo que Pio V n&#227;o era t&#227;o tolo a ponto de acreditar que isso n&#227;o funcionaria, se ele n&#227;o quisesse vincular seus sucessores, nem precisaria ter tomado nenhuma f&#243;rmula. Ele poderia simplesmente ter dito: &#8220;Enquanto eu viver, voc&#234;s devem usar o Missal at&#233; meu sucessor...&#8221; Bobagem.</p><p>S&#243; o fato de ele dizer &#8220;com o poder da minha autoridade apost&#243;lica&#8221;, isso n&#227;o &#233; uma invoca&#231;&#227;o da autoridade apost&#243;lica que &#233; v&#225;lida por alguns anos. S&#227;o Pio V morreu poucos anos ap&#243;s a publica&#231;&#227;o deste Missal. Naturalmente isso vincula seus sucessores, quando ele diz que este decreto, o pr&#243;prio decreto n&#227;o pode ser revogado por ningu&#233;m no futuro. Por ningu&#233;m! Isso significa &#8220;por ningu&#233;m, exceto meu sucessor&#8221;? Isso seria uma bobagem.</p><p>De qualquer forma, isso n&#227;o pode ser alterado por ningu&#233;m al&#233;m de um Papa. Se &#233; que pode. Ele n&#227;o precisa dizer isso, ningu&#233;m pode mudar isso. Ele diz: &#8220;Eu sou o Papa, este &#233; o seu Missal, com ele voc&#234;s celebram agora&#8221;. Ningu&#233;m pode mudar isso de qualquer forma durante sua vida. Porque, como &#233; sabido, de acordo com um dos princ&#237;pios jur&#237;dicos mais antigos de todos, o subordinado n&#227;o pode revogar a lei do superior. Inferior legium superioris tollere non potest. O subordinado n&#227;o pode revogar a lei promulgada pelo superior.</p><p>Ent&#227;o, se o Papa se d&#225; ao trabalho de dizer: &#8220;Com o poder da minha autoridade apost&#243;lica, determino por meio deste que este decreto, em todo o futuro, como quer que seja, seja imut&#225;vel e irrevog&#225;vel&#8221;, ent&#227;o, ora, pode-se dizer ainda mais claramente que um sucessor tamb&#233;m n&#227;o pode mudar e revogar? E o fato &#233; que, quando se olha o Missal, os Papas que depois fizeram pequenas reformas no Missal... Nada do essencial, certo? Eram apenas mudan&#231;as de rubricas ou novas festas de santos. Eles sempre acompanhavam isso de forma solene com um decreto, no qual diziam: &#8220;Eu n&#227;o altero com isso o Quo Primum, eu n&#227;o o revogo com isso, pelo contr&#225;rio, eu o restaurei.&#8221;</p><p>Um exemplo. No ano de 1570, n&#227;o havia nada perto de tantos santos no calend&#225;rio quanto hoje. No &#250;ltimo s&#233;culo, ent&#227;o, ocorria que j&#225; havia muito mais santos, que em julho e agosto, por exemplo, n&#227;o se via mais o paramento verde da Missa aos domingos, porque sempre havia uma festa de santo, que era mais importante, e o padre aos domingos sempre usava o mesmo Evangelho, que j&#225; todos conheciam, no paramento branco ou vermelho da Missa. Celebrava santos e n&#227;o o Domingo. Ap&#243;s isso, Pio X elevou a import&#226;ncia do Domingo. Ele alterou com isso o Missal? N&#227;o, pelo contr&#225;rio. Ele o trouxe de volta ao estado de 1570, ele tamb&#233;m disse isso. Ele disse: agora h&#225; tantos santos que o Domingo n&#227;o &#233; mais celebrado, isso n&#227;o vai, isso originalmente n&#227;o era assim, isso n&#227;o deve ser assim. E como se elimina isso? Eleva-se a classe do Domingo. Assim, eu, por exemplo, amanh&#227;, devo celebrar o Domingo e n&#227;o posso celebrar S&#227;o Paulino, M&#225;rtir dos EUA. E isso n&#227;o &#233; uma reforma do Missal ou do Decreto, n&#227;o &#233; uma revoga&#231;&#227;o, mas &#233; uma reativa&#231;&#227;o, porque as circunst&#226;ncias mudaram algo no efeito original.</p><p>E os Papas explicaram laboriosamente, e com muita paci&#234;ncia e humildade em cada decreto, por que eles fazem isso. Isso quer dizer, em outras palavras: se algu&#233;m ouve Wigratzbad e Gricigliano, ent&#227;o, portanto, Pio V era um idiota que n&#227;o entendeu que n&#227;o pode vincular seus sucessores, ent&#227;o Inoc&#234;ncio VIII era um idiota, porque ele se desculpa no decreto por sequer ousar tocar no Missal. e ent&#227;o Pio X foi um idiota, porque ele se desculpa em seu decreto por estar mudando algo novamente. Sim, por que ele se desculpa por isso? Se o decreto de Pio V n&#227;o vincula Pio X, para que Pio X se d&#225; ao trabalho de mandar reimprimir o decreto de Pio V primeiro, e faz refer&#234;ncia a ele, dizendo: &#8220;eu n&#227;o quero mudar isso, eu n&#227;o quero revogar isso. Pelo contr&#225;rio: o que eu estou fazendo aqui &#233; uma Restauratio, um retorno&#8221;?</p><p>Ser&#225; que eles n&#227;o entenderam que um Papa n&#227;o pode vincular outro Papa? Ou ser&#225; que Wigratzbad errou? Voc&#234;s podem escolher se Pio V e Pio X est&#227;o certos, ou Wigratzbad. N&#227;o se pode defender a nova Liturgia, n&#227;o se pode e n&#227;o se deve afirmar que a nova liturgia &#233; boa ou justificada em algum lugar. E se a FSSPX oficialmente sustenta a opini&#227;o de que a missa nova &#233; intrinsecamente m&#225;, ent&#227;o posso dizer minha opini&#227;o pessoal sobre isso: Sim! A missa nova &#233; algo intrinsecamente mau e ruim. N&#227;o por circunst&#226;ncias, mas intrinsecamente. E com isso, o vento &#233; tirado das velas de todos os defensores que dizem: &#8220;Sim, mas se esta Missa for celebrada de forma piedosa e conservadora, e o padre usar uma vestimenta lit&#250;rgica t&#227;o bonita, e talvez at&#233; celebrar em latim, ent&#227;o n&#227;o se pode ter nada contra a missa nova em latim, pois &#233; bela!&#8221; N&#227;o. O bom Deus n&#227;o gosta dela, Lefebvre n&#227;o gostava dela e eu n&#227;o gosto dela. A missa nova &#233;, em seu conte&#250;do, digna de ser proibida, e ela est&#225; proibida, porque os Papas do passado a proibiram. No mesmo decreto Quo Primum est&#225; escrito que ningu&#233;m no futuro jamais tenha a aud&#225;cia de escrever uma nova liturgia. Ai! Isso est&#225; claramente escrito na Quo Primum. Ningu&#233;m pode jamais escrever uma nova liturgia. Ent&#227;o, era isso. </p><h1>Perguntas e Respostas</h1><p>Alguma pergunta? N&#227;o pode ser que tudo tenha ficado totalmente claro.</p><h2>Pergunta 1</h2><p>Isso &#233;, em parte, at&#233; correto, porque por exemplo... Posso fazer refer&#234;ncia a uma quest&#227;o que deve ser muito levada a s&#233;rio. Vale na hist&#243;ria da Igreja a regra, isso &#233; dogma. O Papa n&#227;o pode mudar a mat&#233;ria e a forma do sacramento. N&#227;o essencialmente. Paulo VI afirmou que se pode administrar a extrema-un&#231;&#227;o com qualquer &#243;leo. A Igreja reconheceu por 2000 anos exclusivamente o azeite de oliva como mat&#233;ria v&#225;lida. Exclusivamente, por 2000 anos. Por isso, o Arcebispo Lefebvre, a qualquer pedido, na Confirma&#231;&#227;o (Tamb&#233;m aqui o &#243;leo), refazia a Confirma&#231;&#227;o, porque primeiro tem a quest&#227;o do &#243;leo, segundo a quest&#227;o da forma. Na nova Confirma&#231;&#227;o se diz: &#8220;Recebei o Esp&#237;rito Santo&#8221;. O que isso deve significar? N&#227;o existe sacramento onde n&#227;o se recebe o Esp&#237;rito Santo. Pelo contr&#225;rio. Isso mostra o qu&#227;o protestantes esses senhores eram e s&#227;o. A primeira reforma da ordena&#231;&#227;o sacerdotal por Thomas Cranmer ap&#243;s 1535 alterou a forma da ordena&#231;&#227;o sacerdotal para um simples, com imposi&#231;&#227;o de m&#227;os, &#8220;Recebei o Esp&#237;rito Santo&#8221;. S&#243; por isso a ordena&#231;&#227;o sacerdotal j&#225; se tornou inv&#225;lida. Porque com isso n&#227;o se diz mais para qu&#234;. Mais tarde, isso foi ruim demais para eles mesmos, os Anglicanos. E eles mais tarde mudaram isso, e agora se diz: &#8220;Recebei o Esp&#237;rito Santo para o Diaconato&#8221; ou &#8220;Recebei o Esp&#237;rito Santo para o sacerd&#243;cio&#8221; ou &#8220;Recebei o Esp&#237;rito Santo para o episcopado&#8221;. Isso seria em si uma forma v&#225;lida. J&#225; conversamos sobre isso antes, a inten&#231;&#227;o n&#227;o est&#225; correta. Paulo VI, portanto, tornou a extrema-un&#231;&#227;o duvidosa e a confirma&#231;&#227;o duvidosa e a Missa duvidosa. No entanto, a Missa &#233; duvidosa por circunst&#226;ncias. Bem, e agora n&#227;o estamos t&#227;o longe de o Batismo ser duvidoso, porque tem padre falando que est&#225; recebendo algu&#233;m em uma comunidade, e o termo &#8220;pecado herdado&#8221; ou &#8220;pecado original&#8221; nem sequer aparece mais. O que &#233; isso, ent&#227;o? Seria a purifica&#231;&#227;o do pecado original ou seria o ingresso em um clube? &#201; a ess&#234;ncia do Batismo o pecado original ser expiado. Se algu&#233;m silencia isso, n&#227;o pode mais batizar validamente. Por que ent&#227;o o mu&#231;ulmano na autoestrada, em um acidente, pode batizar alguma crian&#231;a infeliz? Pois &#233;, porque ele n&#227;o est&#225; excluindo isso! Prestem aten&#231;&#227;o, este &#233; o ponto crucial. Ele n&#227;o est&#225; riscando nada do que era antes. Ele n&#227;o est&#225; riscando nada. Mas a nova igreja, a Igreja do Novo Advento... Que n&#227;o &#233; minha express&#227;o, Jo&#227;o Paulo II a chama assim em sua enc&#237;clica de in&#237;cio de pontificado. A Igreja do Novo Advento remove o que &#224;s vezes &#233; necess&#225;rio para a validade dos Sacramentos. E ali onde o necess&#225;rio &#233; omitido, o Sacramento deixa de ser v&#225;lido. Pr&#243;xima pergunta?</p><h2>Pergunta 2</h2><p>Isso n&#227;o desculpa o Conc&#237;lio Vaticano II, mas contradiz o Conc&#237;lio Vaticano II. Em muitos pontos, embora n&#227;o essencialmente. A Constitui&#231;&#227;o Lit&#250;rgica do Vaticano II &#233; um dos documentos mais mentirosos da hist&#243;ria da Igreja. L&#225; est&#225; escrito, ao mesmo tempo, no mesmo par&#225;grafo: &#8220;O latim deve permanecer a l&#237;ngua da liturgia, mas as confer&#234;ncias episcopais podem decidir at&#233; onde usar a l&#237;ngua materna.&#8221; J&#225; sei, claro, o que acontece. E l&#225; teve um arcebispo fundamentalmente ing&#234;nuo e correto chamado Dwyer que, em uma ocasi&#227;o, disse uma vez: sim, se soub&#233;ssemos na &#233;poca o que isso significava, n&#227;o ter&#237;amos assinado. Tamb&#233;m o Arcebispo Lefebvre assinou a Constitui&#231;&#227;o Lit&#250;rgica. Ele, como um bispo piedoso, leal e obediente, n&#227;o podia imaginar, se arrependeu amargamente disso depois, ele n&#227;o podia imaginar que o Papa assinaria um decreto que &#233; ruim, prejudicial &#224; tradi&#231;&#227;o da Igreja e, portanto, il&#237;cito. O &#250;nico que percebeu tudo isso desde o in&#237;cio foi o bom e velho Castro Mayer. O nome, de fato, n&#227;o &#233; desconhecido aqui. Dom Castro Mayer se recusou, desde o in&#237;cio, a assinar qualquer documento do Conc&#237;lio. Que Deus o tenha! Castro Mayer &#233; certamente o melhor exemplo doutrin&#225;rio de f&#233; cat&#243;lica neste s&#233;culo depois de Pio X. Castro Mayer n&#227;o assinou absolutamente nada no Conc&#237;lio inteiro. Hoje, eu n&#227;o sei qu&#227;o tolo eu teria sido no Conc&#237;lio, n&#227;o vamos falar disso. Hoje, depois que eu estudei, eu tamb&#233;m n&#227;o assinaria um &#250;nico decreto do Vaticano II. Nem um s&#243;. Nem mesmo o decreto nem t&#227;o ruim sobre a forma&#231;&#227;o sacerdotal, pelo qual &#201;c&#244;ne se orientou. Eu ainda assim n&#227;o o assinaria, porque h&#225; como que tent&#225;culos dentro e como que bombas-rel&#243;gio e sabe-se l&#225; o qu&#234;. Pergunta?</p><h2>Pergunta 3</h2><p>Sim, ele tamb&#233;m reza inventadas. Sim, ele tamb&#233;m reza as que foram inventadas. Sim, n&#227;o s&#243; em Viena tamb&#233;m. E assim, o bom Cardeal manteve a f&#233; pessoalmente preservada, mas infelizmente n&#227;o sua raz&#227;o. Eu fui Secret&#225;rio do Cardeal Stickler por dois anos, eu o conheci como ningu&#233;m mais. E ele &#233; inteligente, ele &#233; culto, mas existe um homem que o Cardeal Stickler constantemente engana. Ele o v&#234; enquanto se barbeia. Ele se engana incessantemente. N&#227;o se pode chamar isso de outra forma. Um exemplo de como um Cardeal moderno, e por mais fiel e piedoso que seja, pode ser t&#227;o tolo assim. Um exemplo. Eu sempre... O Cardeal Stickler e eu somos amigos desde 1975, ent&#227;o n&#243;s conversamos entre n&#243;s como dois velhos amigos e n&#227;o o padreco diante da grande Emin&#234;ncia. Al&#233;m disso, n&#227;o &#233; o meu jeito, para quem me conhece melhor. Eu fiz a ele, Cardeal Stickler, acusa&#231;&#245;es grav&#237;ssimas, porque toda vez que ele, em algum lugar, reza essa liturgia proibida, horr&#237;vel, sacr&#237;lega, porcaria, ele d&#225; a comunh&#227;o na m&#227;o. Ent&#227;o eu disse: o que voc&#234; tem a perder? Voc&#234; nem sequer pode dizer que voc&#234; precisa manter seu posto ou manter sua par&#243;quia ou algo assim. Todas as desculpas est&#250;pidas que os diversos padres t&#234;m para isso, os chamados conservadores, aos quais eu nunca pertenci e n&#227;o quero pertencer, que d&#227;o a comunh&#227;o na m&#227;o porque sen&#227;o seriam demitidos pelo bispo. Eu digo: o que voc&#234; tem a perder? Por que voc&#234; faz isso? E em vez de me explicar isso de alguma forma razo&#225;vel, ele disse: &#8220;Sabe, Dom Gregor, voc&#234; precisa aprender a deixar que outros pensem por voc&#234;.&#8221; Eu fiquei t&#227;o sem palavras e chocado com essa resposta est&#250;pida, que a &#250;nica resposta sensata para isso n&#227;o me ocorreu. Eu deveria ter dito: &#8220;Bem, eis a&#237;, velho amigo! Eu deixo 1800 anos pensarem por mim, e voc&#234; 30!&#8221; Que absurdo! Um Cardeal! Um Cardeal piedoso, inteligente, corajoso e pessoalmente profundamente religioso, vem com uma resposta t&#227;o absurda assim. Voc&#234;s sabem o que acontece com eles? Lavagem cerebral. Ningu&#233;m sabe disso melhor do que eu, eu tamb&#233;m era assim. Eu n&#227;o obtive minha ordena&#231;&#227;o sacerdotal de forma desonesta. Fui ordenado com convic&#231;&#227;o no Novus Ordo, contudo em latim, exatamente conforme o livro e assim por diante, inequivocamente v&#225;lido. Eu conversei sobre isso com Dom Fellay e o Arcebispo Lefebvre tamb&#233;m disse isso. A nova ordena&#231;&#227;o &#233; em latim, segundo o rito original, inequivocamente v&#225;lida. Apenas em vers&#245;es na l&#237;ngua materna a FSSPX pede, em um caso como esse, &#224;s vezes a reordena&#231;&#227;o, portanto, sob condi&#231;&#227;o. E eu estava convencido de que a nova liturgia era l&#237;cita. Exatamente isso que eu refutei para voc&#234;s hoje, eu tamb&#233;m acreditei uma vez. E eu sempre fui honesto nisso, voc&#234;s podem acreditar em mim. Lavagem cerebral. Fui submetido &#224; lavagem cerebral por um Arcebispo am&#225;vel por cinco anos. N&#227;o por Lefebvre, mas por Sabattani.</p><h2>Pergunta 4</h2><p>&#201; por pens&#227;o. No domingo, sim. Tr&#234;s cardeais me queriam. Cinco indicaram, tr&#234;s me queriam. O Cardeal Gagnon queria que eu trabalhasse para ele. Ratzinger indicou que eu poderia. Stickler queria me intermediar algo. E dois outros, que eu n&#227;o posso nomear, disseram que seria muito interessante se eu trabalhasse para eles. Eu poderia ter feito uma carreira gloriosa em Roma, ent&#227;o eu seria agora Monsenhor. Em algum momento eu seria ent&#227;o Bispo Auxiliar e ent&#227;o me tornava Arcebispo. E, organizando direitinho, conseguia ainda o chap&#233;u vermelho e me tornava Cardeal. E tudo o que eu teria que fazer... N&#227;o digo isso para me gabar. Voc&#234;s acabaram de ouvir o qu&#227;o idiota eu mesmo era. Tudo o que eu teria que fazer seria, no domingo, em alguma pequena par&#243;quia em Roma, rezar a missa nova em italiano. Eu nem sequer teria que dar a comunh&#227;o na m&#227;o. Em Roma n&#227;o &#233; t&#227;o rigoroso assim. Eu poderia ter dito: &#8220;N&#227;o, isso me repugna. Eu n&#227;o consigo ficar bem se eu dou a comunh&#227;o na m&#227;o.&#8221; &#8220;Ah, claro...!&#8221; L&#225; &#233; simples assim. Na Bas&#237;lica de S&#227;o Pedro n&#227;o se d&#225;, mas (hehe) se designa. Mas em alguma par&#243;quia l&#225; fora, nas favelas de Roma, n&#227;o &#233; nenhum problema. Eu teria convencido as pessoas com minha eloqu&#234;ncia e elas nem sequer iriam querer mais a comunh&#227;o na m&#227;o. Elas ent&#227;o me teriam implorado para celebrar a missa nova at&#233; mesmo em latim. Mas a nova. E n&#227;o d&#225;. Um padre que celebra a nova liturgia est&#225; objetivamente em pecado mortal. Eu repito: Est&#225; objetivamente em pecado mortal. Se algu&#233;m me citar isso errado, ai dele. Eu nunca confessei que celebrei a nova liturgia. Eu era apenas tolo. Eu n&#227;o entendia que n&#227;o se podia fazer isso por ser contra um mandamento divino. Eu n&#227;o sabia! O capel&#227;o X dos cafund&#243;s de Judas tamb&#233;m n&#227;o tem como saber. Ele n&#227;o est&#225; subjetivamente em pecado. N&#227;o simplesmente por isso. Mas quem usa a nova liturgia est&#225; objetivamente em pecado mortal, porque ele objetivamente transgride a Vontade de Deus e, portanto, contraria a Lei Eterna. Lex &#198;terna, como Tom&#225;s de Aquino a chama. E o antigo direito romano. Mais alguma pergunta?</p><h2>Pergunta 5</h2><p>Se, na ordena&#231;&#227;o sacerdotal, o poder de absolvi&#231;&#227;o n&#227;o &#233; transmitido, ent&#227;o a ordena&#231;&#227;o sacerdotal &#233; v&#225;lida? Sim. Porque n&#227;o &#233; negado em lugar nenhum no rito. Ainda est&#225; contido, embora de forma n&#227;o muito evidente e clara. O Arcebispo Lefebvre respondeu a isso e disse: com a Igreja Cat&#243;lica mantendo a doutrina sobre a Confiss&#227;o totalmente em vigor, oficialmente, e isso estando claramente ancorado no novo direito can&#244;nico, assim o novo Direito Can&#244;nico &#233;, de fato, o produto menos ruim do Vaticano II. O menos ruim. O novo Direito Can&#244;nico seria relativamente f&#225;cil de readaptar para o catolicismo. &#201; preciso apenas remover o ponto 2 na maioria dos c&#226;nones. Ou algumas defini&#231;&#245;es que s&#227;o her&#233;ticas. O Arcebispo Lefebvre disse claramente: se o texto latino original for usado para a consagra&#231;&#227;o, ent&#227;o o contexto para a ordena&#231;&#227;o sacerdotal v&#225;lida ainda est&#225; presente. N&#227;o &#233; mais expresso claramente. N&#227;o &#233; mais inequ&#237;voco. Mas n&#227;o &#233; como em diferentes variantes da missa nova, inequivocamente bagun&#231;ada. Est&#225; clara a diferen&#231;a? Na Crisma, acontece que na pr&#243;pria forma reside a defici&#234;ncia. Algo completamente diferente. N&#227;o no contexto, mas na forma. L&#225; se diz &#8220;Recebei o Esp&#237;rito Santo&#8221; e n&#227;o est&#225; escrito para qu&#234;. Completamente diferente. E, mesmo ali o Arcebispo Lefebvre disse que &#233; duvidoso. Ele n&#227;o disse &#8220;isso &#233; definitivamente inv&#225;lido&#8221;. Ele disse &#8220;isso &#233; duvidoso&#8221;. E eu cito o Arcebispo Lefebvre aqui n&#227;o como autoridade, por eu trabalhar para a Fraternidade S&#227;o Pio X. Eu, quanto ao bom e velho Arcebispo, a quem venero como santo, nunca o conheci pessoalmente. Eu n&#227;o estou emocionalmente ligado &#224; Fraternidade. Simplesmente &#233; a &#250;nica resposta l&#243;gica. Porque, enquanto a Igreja n&#227;o ensina algo diferente por si mesma, o contexto para a validade &#233; dado. Porque a Apostolisc&#230; Cur&#230; de Le&#227;o XIII fala sobre uma religi&#227;o que, como tal, nega o sacerdote, o sacrif&#237;cio e a Presen&#231;a Real. No Common Prayer Book anglicano, est&#225;, de fato, no final, sob os artigos de f&#233;, que a &#8220;Popish Mass&#8221;, ou seja, a missa papista, &#233; um sacril&#233;gio, porque afirma ser um sacrif&#237;cio e ter o corpo e o sangue de Cristo presentes. &#201;, portanto, negado por escrito. Isso, at&#233; agora, gra&#231;as a Deus, n&#227;o aconteceu, apesar de Jo&#227;o Paulo II. N&#227;o aconteceu, apesar de Jo&#227;o Paulo II. Assim, o contexto para uma consagra&#231;&#227;o v&#225;lida est&#225; l&#225;. Se, no entanto, naturalmente, em diversas variantes de l&#237;nguas maternas, qualquer indica&#231;&#227;o de qualquer outra fun&#231;&#227;o al&#233;m da de um presidente de comunidade for riscada, ainda mais, ent&#227;o n&#227;o pode mais ser v&#225;lida.</p><h2>Pergunta 6</h2><p>Ent&#227;o, em si, para os padres, a autoridade... Sempre foi! Na ordena&#231;&#227;o sacerdotal ortodoxa, que &#233; v&#225;lida, essa autoridade de perdoar os pecados, de forma alguma, nem mesmo remotamente, &#233; nomeada t&#227;o claramente, como no antigo Rito. Se quisermos saber onde a validade de um sacramento termina, ent&#227;o devemos primeiro estudar todos os ritos v&#225;lidos, ou seja, por exemplo, os ortodoxos. Os ortodoxos gregos, os ortodoxos russos, todos os ritos cism&#225;ticos, dos quais a Igreja afirmou, sempre, que seriam v&#225;lidos. Ent&#227;o devemos olhar: o que eles dizem? Por exemplo, um antigo... Fui absolvido por um padre na confiss&#227;o recentemente que disse: &#8220;eu te absolvo dos teus pecados&#8221;. Algu&#233;m pode dizer: &#8220;ei, opa, n&#227;o est&#225; faltando alguma coisa&#8221;? Isso foi v&#225;lido? Sim? A Igreja diz que sim. &#8220;Em nome do Pai, do Filho e do Esp&#237;rito Santo&#8221;, sim. Mas isso n&#227;o &#233; necess&#225;rio. &#201; proibido que se omita isso. Mas, para a validade da confiss&#227;o, basta &#8220;ego te absolvo a peccatis tuis&#8221;. Eu te absolvo dos teus pecados. Isso &#233; antiga teologia cat&#243;lica, n&#227;o nova. Eu cito de livros que s&#227;o usados em &#201;c&#244;ne e em Zaitzkofen. E que eram usados em 1930. Ent&#227;o, um sacramento n&#227;o se torna inv&#225;lido t&#227;o r&#225;pido, como algu&#233;m gostaria de ver hoje em dia. Eu s&#243; precisei disso porque eu tenho livros da ordena&#231;&#227;o sacerdotal, como ela &#233; dada agora. Sim, novamente ruim. Mas em um livro de Zaitzkofen, da ordena&#231;&#227;o sacerdotal em Zaitzkofen, isso est&#225; l&#225; dentro! Claro, isso sempre esteve l&#225; dentro. Mas isso n&#227;o &#233;, e isso sempre foi dito, isso n&#227;o &#233; ad validitatem, isso n&#227;o &#233; necess&#225;rio para a validade.</p><h2>Pergunta 7</h2><p>- Eu teria mais uma pergunta. A partir de quando a ordena&#231;&#227;o sacerdotal deixa de ser v&#225;lida em ingl&#234;s?<br>- Hum, n&#227;o se pode dizer assim. Em latim, seguindo o livro, ela ainda &#233; v&#225;lida hoje. Com a ordena&#231;&#227;o papal &#233; muito seguramente v&#225;lida, estou convencido disso. Um futuro Papa tomar&#225; a decis&#227;o final. Eu n&#227;o sou Papa. Mas, na minha opini&#227;o, as ordena&#231;&#245;es sacerdotais papais s&#227;o v&#225;lidas. Todas.</p><h2>Pergunta 8</h2><p>Ter coragem de dizer n&#227;o. Dizer n&#227;o. Tentar persuadir a receber a antiga Confirma&#231;&#227;o, mas dizer n&#227;o ao novo rito. N&#227;o devemos ter Communicatio in Sacris com os novos Sacramentos. Nem mesmo da Missa.</p><p>Communicatio in Sacris significa Comunh&#227;o nos Sagrados Mist&#233;rios. N&#227;o devemos ter Communicatio in Sacris com os novos Sacramentos, com o Novus Ordo. Se um dos seus parentes se casa no Novus Ordo, ent&#227;o voc&#234;s podem ir, sentar-se no fundo da igreja, rezar o Ros&#225;rio e nunca dizer am&#233;m. E nunca dizer am&#233;m. N&#227;o participar. Eu uma vez assisti a uma missa nova h&#225; alguns anos, assisti em uma missa nova e depois disso o Padre respons&#225;vel pelas Missas na &#233;poca, ent&#227;o Superior Distrital da &#193;ustria, me deu uma repreens&#227;o severa, justificadamente, e disse: n&#227;o, isso n&#227;o pode acontecer. Communicatio in Sacris. Eu deveria ter me sentado na &#250;ltima fileira, rezado o Ros&#225;rio ou ouvido o que balbuciavam ali. Embora isso fosse extremamente conservador e quase (quase!) no antigo rito. Mas apenas pela metade. E a comunh&#227;o na m&#227;o tamb&#233;m foi dada. Ali eu preferiria ter me escondido 10 metros abaixo da terra. Mas era tarde demais. Foi estupidez por cortesia a um amigo. Amizades, como se sabe, transcendem diferen&#231;as de f&#233; e pol&#237;ticas. E eu fui corretamente, completamente, justamente repreendido. Ent&#227;o, se eu disser em algum lugar algo que pare&#231;a, ent&#227;o, como se eu estivesse me vangloriando, por favor, n&#227;o tirem conclus&#245;es t&#227;o tolas. Voc&#234;s mesmos viram que tipo de bobagem eu costumava falar, e como eu tamb&#233;m estava errado. E com ainda mais autoridade, v&#234;-se aqui muito claramente no rel&#243;gio, posso terminar esta palestra ap&#243;s duas horas. </p><h2>Pergunta 9</h2><p>Eu acabei de receber uma pergunta que pode interessar a todos! Se algum de voc&#234;s tiver em sua fam&#237;lia ou c&#237;rculo de amigos uma crian&#231;a pequena, sobre a qual voc&#234;s tiverem d&#250;vidas justific&#225;veis... D&#250;vidas justific&#225;veis, sim? Quer dizer, o padre ou o di&#225;cono que batizou a crian&#231;a &#233; algum liberal selvagem: ent&#227;o, voc&#234;s devem, secretamente, por favor, para evitar um esc&#226;ndalo, batizar a crian&#231;a sob condi&#231;&#227;o. Isso quer dizer, voc&#234;s n&#227;o devem dizer: &#8220;Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Esp&#237;rito Santo&#8221; e despejar &#225;gua sobre a cabe&#231;a. Isso &#233; um sacril&#233;gio. Voc&#234;s devem dizer: &#8220;se n&#227;o foste batizado, ent&#227;o eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Esp&#237;rito Santo&#8221;, enquanto derrama &#225;gua sobre a cabe&#231;a tr&#234;s vezes. E, por favor, mantenham segredo. Isso &#233; um esc&#226;ndalo enorme se for descoberto. E somente se voc&#234;s tiverem d&#250;vidas justific&#225;veis. Se um padre meio conservador em algum lugar se at&#233;m ao livro e tal, n&#227;o h&#225; d&#250;vidas. T&#225;? Porque a&#237; n&#227;o batizamos.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/o-que-ha-de-ruim-na-missa-nova-padre?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/o-que-ha-de-ruim-na-missa-nova-padre?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/o-que-ha-de-ruim-na-missa-nova-padre/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/o-que-ha-de-ruim-na-missa-nova-padre/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Quem serão os novos bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X? Já sabemos três nomes.]]></title><description><![CDATA[Os nomes come&#231;am a se fixar, e o tempo do an&#250;ncio deixa de ser incerto.]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/quem-serao-os-novos-bispos-da-fraternidade</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/quem-serao-os-novos-bispos-da-fraternidade</guid><dc:creator><![CDATA[luigifalcon]]></dc:creator><pubDate>Sun, 29 Mar 2026 22:01:38 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!JdMt!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7c906722-3b88-4d49-986e-3ddd208be334_1920x1080.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!JdMt!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7c906722-3b88-4d49-986e-3ddd208be334_1920x1080.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!JdMt!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7c906722-3b88-4d49-986e-3ddd208be334_1920x1080.png 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!JdMt!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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&#224; sua miss&#227;o de preserva&#231;&#227;o da Igreja Cat&#243;lica em meio &#224; crise atual &#8212; tanto no plano sacramental quanto no plano doutrin&#225;rio, que sustenta e d&#225; forma &#224; aplica&#231;&#227;o desses mesmos sacramentos.</p><p>Em 22 de fevereiro de 2026, o Pe. Jean-Fran&#231;ois Moroux <a href="/__u/tradtalk.substack.com/p/quatro-bispos-para-a-fsspx-pe-jean">confirmou</a> a possibilidade de ao menos quatro consagra&#231;&#245;es. Entretanto, fontes internas, somadas a an&#225;lises de <a href="https://lanuovabq.it/it/secondo-strappo-saranno-cinque-i-nuovi-vescovi-lefebvriani">observadores vaticanistas</a> em Roma, convergem para um quinto nome. A hip&#243;tese de cinco consagra&#231;&#245;es n&#227;o se apoia apenas em simbolismo &#8212; embora ele exista &#8212;, mas tamb&#233;m em indica&#231;&#245;es concretas. Ainda assim, o paralelo com 1988 se imp&#245;e: se ent&#227;o foram quatro bispos consagrados em 30 de junho, a escolha de 1&#186; de julho e a eleva&#231;&#227;o para cinco sugerem n&#227;o apenas continuidade, mas uma forma discreta de progress&#227;o em rela&#231;&#227;o ao passado.</p><p>Indo ao ponto: tr&#234;s nomes j&#225; circulam com consist&#234;ncia em diferentes fontes e s&#227;o considerados altamente prov&#225;veis.</p><p>Os superiores dos semin&#225;rios de La Reja e de &#201;c&#244;ne figuram entre os mais cotados: respectivamente, o Pe. Jean de Lassus, 44 anos, (La Reja) e o Pe. Bernard de Lacoste, 46 anos, (&#201;c&#244;ne).</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!yZLa!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe1d19553-9ad4-4edf-bdab-8f911491055e_937x909.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!yZLa!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe1d19553-9ad4-4edf-bdab-8f911491055e_937x909.png 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!yZLa!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, 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H&#225; anos &#233; mencionado como poss&#237;vel candidato, e interven&#231;&#245;es p&#250;blicas suas, amplamente difundidas pelos canais oficiais da Fraternidade, apenas refor&#231;am essa percep&#231;&#227;o. </p><div id="youtube2-Y3n6NJ7AazY" class="youtube-wrap" data-attrs="{&quot;videoId&quot;:&quot;Y3n6NJ7AazY&quot;,&quot;startTime&quot;:null,&quot;endTime&quot;:null}" data-component-name="Youtube2ToDOM"><div class="youtube-inner"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/Y3n6NJ7AazY?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><p>Sua linha doutrin&#225;ria &#233; clara, particularmente em rela&#231;&#227;o &#224;s tens&#245;es internas sobre acordos com Roma, o que o posiciona entre os nomes mais consistentes no atual cen&#225;rio e um dos mais duros. O Padre Pagliarani tem plena consci&#234;ncia disso, e acreditamos que ele v&#225; buscar colocar bispos mais longe da posi&#231;&#227;o conciliat&#243;ria de Schmidberger e de Dom Fellay, partindo para uma ruptura mais abrupta com Roma.</p><p>Al&#233;m disso, o que vem &#224; reboque, isto &#233;, o Padre Lassus, gostar&#237;amos de adentrar e cotejar certas coisas r&#225;pidas com base no outro nome que vem a seguir&#8230;</p><p>Imediatamente, surge o terceiro nome: o Pe. Thibaud Favre.</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!VhO0!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fdf863982-7781-4f9a-a29d-7a88297a6f2c_1695x1864.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!VhO0!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fdf863982-7781-4f9a-a29d-7a88297a6f2c_1695x1864.jpeg 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!VhO0!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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2014, festa da C&#225;tedra de S&#227;o Pedro, Dom Alfonso de Galarreta , Bispo Auxiliar da Fraternidade S&#227;o Pio X , elevou ao sacerd&#243;cio o <a href="https://laportelatine.org/activite/seminaires/reportage-photos-de-lordination-sacerdotale-de-labbe-thibaud-favre-le-22-fevrier-2014-a-econe">Padre Thibaud Favre</a>, que havia sido ordenado di&#225;cono em 28 de junho de 2013 no semin&#225;rio argentino de La Reja. Esta foi a primeira ordena&#231;&#227;o sacerdotal na igreja do semin&#225;rio &#8211; <a href="https://laportelatine.org/activite/seminaires/reportage-photos-n-4-des-ordinations-du-29-juin-2012-a-econe-un-photographe-professionnel-nous-regale">as cerim&#244;nias geralmente aconteciam sob uma tenda</a> , no prado em frente aos edif&#237;cios.</strong></p><p>Atualmente h&#225; uma reconfigura&#231;&#227;o interna dentro da FSSPX em cada distrito, motivada pela reuni&#227;o anual dos sacerdotes e pelas consagra&#231;&#245;es previstas para 1&#186; de julho. Como parte de tal reconfigura&#231;&#227;o, o Distrito da Su&#237;&#231;a anunciou que o Padre Reiser &#233; o novo Superior de Distrito para a Su&#237;&#231;a, decis&#227;o tomada pelo Padre Davide Pagliarani, Superior Geral, juntamente com seu conselho.</p><p>Essa mudan&#231;a n&#227;o &#233; neutra. O Pe. Thibaud Favre, que ocupava anteriormente essa fun&#231;&#227;o, aparece em listas internas como poss&#237;vel candidato ao episcopado. E h&#225; um dado recorrente na pr&#225;tica da Fraternidade: bispos auxiliares tendem a n&#227;o exercer simultaneamente a fun&#231;&#227;o de superiores de distrito.</p><p>Essa mudan&#231;a possui certa relev&#226;ncia, pois o Pe. Thibaud Favre, superior da Su&#237;&#231;a antes do Padre Fabian Reiser, tem sido mencionado em listas internas como poss&#237;vel candidato ao episcopado dentro da FSSPX. Ainda que n&#227;o seja um fato definitivo, a FSSPX tende a n&#227;o nomear seus bispos auxiliares como superiores de distrito.</p><p>Neste ponto &#233; que gostar&#237;amos de trabalhar em cima, para explicar a raz&#227;o dos 3 nomes j&#225; citados neste &#237;nterim: a Fraternidade n&#227;o deseja, de modo algum, dar sequer a impress&#227;o de que seus futuros bispos possuir&#227;o jurisdi&#231;&#227;o ordin&#225;ria e, por isso, n&#227;o colocam os superiores de distrito como bispos. Ato, sim, de verdadeira prud&#234;ncia, dado que Mons. Lefebvre jamais desejou passar por cima da autoridade do Papa e nomear bispos para serem ordin&#225;rios e ocupantes de uma s&#233;, tal como fazem os cism&#225;ticos como os anglicanos e ortodoxos, que ocupam invalidamente uma jurisdi&#231;&#227;o morta, dado que desligada do Papa, e nomeiam ao seu pr&#243;prio gosto seus bispos. Mons. Marcel Lefebvre, que jamais pretendeu instituir uma hierarquia paralela ou ocupar sedes diocesanas, em oposi&#231;&#227;o formal &#224; autoridade pontif&#237;cia. Nem Dom Williamson foi nomeado bispo de Londres, nem Dom Tissier bispo de Paris, por exemplo.</p><p>A distin&#231;&#227;o &#233; essencial, dado que enquanto comunidades cism&#225;ticas, como anglicanos ou ortodoxos, mant&#234;m estruturas de jurisdi&#231;&#227;o pr&#243;prias, a FSSPX busca evitar at&#233; mesmo a apar&#234;ncia dessa ruptura formal. </p><p>Na Inglaterra, o acordo dos bispos cat&#243;licos com a &#8220;Igreja&#8221; Anglicana<a class="footnote-anchor" data-component-name="FootnoteAnchorToDOM" id="footnote-anchor-1" href="#footnote-1" target="_self">1</a> proibiu os bispos de serem os ordin&#225;rios das dioceses j&#225; existentes no passado, tendo assim que se reintitularem; ou seja, o Arcebispo de Canterbury permanece apenas como anglicano, enquanto o arcebispo cat&#243;lico &#233; o de Westminster. Na Irlanda, pelo contr&#225;rio, os cat&#243;licos passaram por cima disso e colocaram seus bispos como Bispo de Dublin, apesar da exist&#234;ncia de um bispo de Dublin anglicano, passando por cima disso em nome da realeza da Esposa de Cristo, a Igreja, que reina junto com seu Esposo acima das falsas igrejas e seitas.</p><p>O precedente hist&#243;rico ilustra a sensibilidade do tema: na Inglaterra, por exemplo, a restaura&#231;&#227;o da hierarquia cat&#243;lica levou &#224; ado&#231;&#227;o de t&#237;tulos distintos, evitando sobreposi&#231;&#227;o com as sedes anglicanas (devido a um acordo); j&#225; na Irlanda, o caminho foi diverso, com a retomada direta das antigas dioceses e uma ruptura e confronta&#231;&#227;o frontal com os ocupantes ileg&#237;timos.</p><p>Ainda que os contextos n&#227;o sejam id&#234;nticos, o princ&#237;pio permanece, ou seja, evitar qualquer sinal de usurpa&#231;&#227;o de jurisdi&#231;&#227;o. E &#233; precisamente esse princ&#237;pio que pode servir como chave para identificar os nomes restantes. Mudan&#231;as abruptas na lideran&#231;a de distritos &#8212; especialmente substitui&#231;&#245;es r&#225;pidas &#8212; tendem a indicar uma prepara&#231;&#227;o para consagra&#231;&#227;o episcopal.</p><p>Esta ser&#225; a linha de ouro para descobrir os outros 2 ou 1 bispos faltantes, isto &#233;, se um superior de distrito for trocado rapidamente, do dia para a noite, &#233; porque ser&#225; consagrado bispo. </p><p>Por fim, resta o tempo curto que antecede o an&#250;ncio oficial. Aproveitemos nossa Semana Santa e rezemos por eles! Terminamos aqui para indicar que o fim do mist&#233;rio est&#225; pr&#243;ximo. Foi falado numa confer&#234;ncia que ser&#227;o anunciados os nomes perto da P&#225;scoa. At&#233; l&#225;, a estrutura se reorganiza em sil&#234;ncio, enquanto os sinais se acumulam &#224; superf&#237;cie.</p><p>Conv&#233;m, portanto, observar &#8212; e rezar. O desfecho do mist&#233;rio j&#225; se aproxima.</p><div id="youtube2-tzs46s88PKo" class="youtube-wrap" data-attrs="{&quot;videoId&quot;:&quot;tzs46s88PKo&quot;,&quot;startTime&quot;:null,&quot;endTime&quot;:null}" data-component-name="Youtube2ToDOM"><div class="youtube-inner"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/tzs46s88PKo?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><div><hr></div><p><strong>Autor:</strong> <a href="https://www.instagram.com/">Luigi Falcon</a></p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/quem-serao-os-novos-bispos-da-fraternidade?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/quem-serao-os-novos-bispos-da-fraternidade?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/quem-serao-os-novos-bispos-da-fraternidade/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/quem-serao-os-novos-bispos-da-fraternidade/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><div><hr></div><p><em><strong>Notas de rodap&#233;:</strong></em></p><div class="footnote" data-component-name="FootnoteToDOM"><a id="footnote-1" href="#footnote-anchor-1" class="footnote-number" contenteditable="false" target="_self">1</a><div class="footnote-content"><p><em><strong>Nota</strong></em>: Chamamos sempre, impropriamente, os anglicanos de Igreja, sendo o mais correto o termo seita, pois os mesmos deixaram h&#225; muito de ser uma Igreja, uma vez que n&#227;o possuem mais, conforme confirmado por Le&#227;o XIII na bula<a href="https://www.vatican.va/content/leo-xiii/la/apost_letters/documents/litterae-apostolicae-apostolicae-curae-13-septembris-1896.html"> Apostolicae Curae</a>, a sucess&#227;o dos ap&#243;stolos e, assim, n&#227;o possuem verdadeiros sacramentos nem verdadeira hierarquia.</p></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A Profecia Frustrada de Fátima (e a refutação frustrada de um cético)]]></title><description><![CDATA[Uma resposta a questionamentos ateus sobre F&#225;tima]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/a-profecia-frustrada-de-fatima-e</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/a-profecia-frustrada-de-fatima-e</guid><pubDate>Sat, 21 Mar 2026 14:18:23 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!QSot!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F4627d3e8-3ef0-479c-9509-01c3e72cf70c_1024x512.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!QSot!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F4627d3e8-3ef0-479c-9509-01c3e72cf70c_1024x512.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!QSot!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F4627d3e8-3ef0-479c-9509-01c3e72cf70c_1024x512.png 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!QSot!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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L&#250;cia teria feito uma &#8220;profecia falhada&#8221; ao afirmar, no dia 13 de outubro, que a guerra acabaria naquele dia. Como o conflito se estendeu por mais um ano, conclui-se que isso seria suficiente para fazer a narrativa de F&#225;tima cair por terra, sobrevivendo depois por manipula&#231;&#245;es da Igreja, como algo que Ela quisesse esconder da humanidade.</p><p>Um segundo argumento, baseado em an&#225;lises f&#237;sicas e em registros de &#233;poca, defende que <a href="https://youtu.be/al5cDdAtsbI?si=Xu93f5vQTRJkKRmr">o Milagre do Sol teria sido um evento estritamente meteorol&#243;gico e &#243;ptico</a>, provocado nas retinas e n&#227;o algo estrondosamente sobrenatural. Somando-se isso a um desejo desesperado por fi&#233;is para validar suas cren&#231;as, ter&#237;amos uma lenda se formando a partir de uma explica&#231;&#227;o puramente natural.</p><p>O cora&#231;&#227;o do argumento parece ser que o fen&#244;meno solar ofuscou a profecia frustrada, dando um novo g&#225;s a F&#225;tima e &#224; propaga&#231;&#227;o de tal devo&#231;&#227;o. Voltaremos a esse ponto depois.</p><h1>As apari&#231;&#245;es e a guerra</h1><p>Logo em 13 de maio, vemos a guerra ser mencionada como possivelmente a principal preocupa&#231;&#227;o de L&#250;cia:</p><blockquote><p>&#8211; Que lugar &#233; o de vossemec&#234;?<br>Ela disse:<br>&#8211; O meu lugar &#233; o c&#233;u.<br>&#8211; Para que &#233; que vossemec&#234; c&#225; vem ao mundo?<br>&#8211; Venho c&#225; para te dizer que venhas c&#225; todos os meses at&#233; fazer seis meses e no fim de seis meses te direi o que quero.<br><strong>&#8211; Vossemec&#234; sabe-me dizer se </strong><em><strong>a guerra ainda dura muito tempo</strong></em><strong> ou se acaba breve?</strong><br>&#8211; N&#227;o te posso dizer ainda enquanto te n&#227;o disser tamb&#233;m o que quero.</p></blockquote><p>Antes que Nossa Senhora falasse qualquer coisa, o primeiro impulso da pastorinha &#233; saber da guerra.</p><p>Na terceira apari&#231;&#227;o (13 de julho), &#233; a Virgem que menciona a guerra:</p><blockquote><p>Tornei a joelhar e perguntei-lhe:<br>&#8211; O que &#233; que me quer?<br>&#8211; Quero-te dizer que voltem c&#225; no dia 13.<br>E disse mais:<br>&#8211; <strong>&#8220;Rezem o ter&#231;o a Nossa Senhora do Ros&#225;rio que </strong><em><strong>abrande a guerra</strong></em><strong> que s&#243; ela &#233; que lhe pode valer.&#8221;</strong></p></blockquote><p>Repare-se no verbo abrandar. Ele &#233; repetido na quinta apari&#231;&#227;o (13 de setembro), mas com uma men&#231;&#227;o passageira ao fim da guerra tamb&#233;m:</p><blockquote><p>&#8211; O que &#233; que vossemec&#234; quer?<br>&#8211; Quero dizer-te que continues a rezar sempre o ter&#231;o &#224; Senhora do Ros&#225;rio, <strong>que abrande ela a guerra, que a guerra est&#225; para acabar</strong>; para o &#250;ltimo dia h&#225; de vir S. Jos&#233; dar a paz ao mundo e Nosso Senhor dar a b&#234;n&#231;&#227;o ao povo; que venhas c&#225; para o dia 13 de outubro.</p></blockquote><p>Entre cada v&#237;rgula, um fato:</p><ul><li><p>Nossa Senhora haveria de abrandar a guerra</p></li><li><p>A guerra estava para acabar</p></li><li><p>Para o &#250;ltimo dia, haveria uma b&#234;n&#231;&#227;o especial</p></li><li><p>Esse &#250;ltimo dia seria 13 de outubro</p></li></ul><p>Significa necessariamente que a guerra acabaria dia 13 de outubro? N&#227;o.<br>Uma crian&#231;a poderia entender o fim da guerra naquele dia. Com total certeza, como aconteceu em 13 de outubro. Aqui n&#227;o temos as palavras diretas de Nossa Senhora, mas o relato de L&#250;cia ao Padre Manuel Marques Ferreira:</p><blockquote><p>No dia 16 de outubro chamei &#224; minha presen&#231;a L&#250;cia e interrogada disse que viu primeiro um rel&#226;mpago [&#8230;] A Senhora veio e p&#244;s-se em cima das rosas e fitas de seda que estavam a cobrir os tro&#231;os da carrasqueira. Eu perguntei:<br>&#8211; O que &#233; que vossemec&#234; me quer?<br>&#8211; Quero-te dizer que n&#227;o ofendas mais a Nosso Senhor; que rezem o ter&#231;o a Nossa Senhora; fa&#231;am aqui uma capelinha &#224; Senhora do Ros&#225;rio (L&#250;cia tem d&#250;vida se foi assim se foi: fa&#231;am aqui uma capelinha, eu sou a Senhora do Ros&#225;rio); a guerra acaba ainda hoje; esperem c&#225; pelos seus militares, muito breve. Tudo isto disse a L&#250;cia que a Senhora havia dito em resposta &#224; 1&#170; pergunta.</p></blockquote><p>Ou seja, aqui temos as anota&#231;&#245;es de um padre citando L&#250;cia, citando indiretamente Nossa Senhora, condensando a mensagem geral numa s&#243; frase, com convic&#231;&#227;o de que a guerra acabaria em 13 de outubro.</p><h2>A rea&#231;&#227;o da Igreja</h2><p>Agora podemos averiguar se houve imparcialidade da Igreja na hora de avaliar os fatos, ou se a Igreja teria ocultado tudo a fim de propagar uma farsa para enganar os seus fi&#233;is.</p><p>O <a href="https://www.fatima.pt/pt/pages/narrativa-das-aparicoes">site oficial do Santu&#225;rio de F&#225;tima</a> n&#227;o esconde que o trecho frustrado est&#225; ali, colocando-o entre colchetes por citar o interrogat&#243;rio do p&#225;roco.</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!blFC!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7873db04-1d7b-422e-a4b4-eaf23c958ca6_763x252.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!blFC!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7873db04-1d7b-422e-a4b4-eaf23c958ca6_763x252.png 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!blFC!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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O leigo que escreve estas linhas n&#227;o tem autoridade para dar um parecer. Devemos nos basear em uma autoridade da Igreja para avaliar a posi&#231;&#227;o oficial da Igreja sobre F&#225;tima e a profecia frustrada.</p><p>E temos essa fonte: o mesmo site do Santu&#225;rio disponibiliza gratuitamente a <a href="https://www.fatima.pt/pt/documentacao/f001-documentacao-critica-de-fatima-selecao-de-documentos-1917-1930">Documenta&#231;&#227;o Cr&#237;tica de F&#225;tima</a> para consulta. &#201; ela que vamos ver agora.</p><h2>A Documenta&#231;&#227;o Cr&#237;tica e a profecia frustrada</h2><p>Um Ctrl+F por &#8220;guerra&#8221; no mesmo documento nos permite localizar com mais facilidade a repercuss&#227;o do suposto fim da guerra:</p><blockquote><p>Alguma perplexidade quanto &#224; credibilidade das apari&#231;&#245;es geraria a declara&#231;&#227;o do fim da guerra, pelo facto de os acontecimentos n&#227;o confirmarem no imediato o an&#250;ncio.<br>(p. 12)</p></blockquote><blockquote><p>No envio do relat&#243;rio, o vig&#225;rio de Porto de M&#243;s refere a concord&#226;ncia das testemunhas e o inc&#243;modo por o prometido fim da guerra n&#227;o se ter concretizado.<br>(p.13)</p></blockquote><blockquote><p>A diverg&#234;ncia entre o an&#250;ncio do imediato fim da I Guerra Mundial no conte&#250;do das apari&#231;&#245;es e a demora na sua concretiza&#231;&#227;o &#8211; aspeto que desafiava a credibilidade das apari&#231;&#245;es &#8211; leva o relat&#243;rio a esmerar-se na busca de solu&#231;&#245;es plaus&#237;veis. Para ser aprovado pela comiss&#227;o sofreu, todavia, uma simplifica&#231;&#227;o, prescindindo de algumas delas.<br>(p. 24)</p></blockquote><blockquote><p>O que atualmente tem resfriado um pouco a f&#233; de algumas pessoas &#233; uma das pastoras ter dito que a guerra acabaria naquele dia mesmo, ou na noite seguinte, e ela ainda continuar com todo o incremento.</p></blockquote><p>Aqui vemos a Igreja abertamente falando que a contradi&#231;&#227;o gerou inc&#244;modo e resfriou a f&#233; das pessoas. Isso podemos ceder aos questionamentos ateus. No entanto, o questionador n&#227;o pode acusar a Igreja de esconder e manipular informa&#231;&#227;o abertamente dispon&#237;vel.</p><p>Para encerrar esta se&#231;&#227;o, podemos citar tamb&#233;m o interrogat&#243;rio da pequena L&#250;cia:</p><blockquote><p>Comecei pelo interrogat&#243;rio de L&#250;cia, que &#233; do teor seguinte:</p><p>1&#170; &#8211; No dia treze do corrente Nossa Senhora disse que a guerra acabava nesse mesmo dia? Quais foram as palavras que empregou?<br>&#8211; Disse assim: &#8220;A guerra acaba ainda hoje; esperem c&#225; pelos seus militares muito em breve&#8221;.</p><p>2&#170; &#8211; Ela disse: &#8220;esperem c&#225; pelos seus militares&#8221; ou &#8220;esperem c&#225; pelos vossos soldados&#8221;?<br>&#8211; Disse: &#8220;esperem c&#225; pelos militares&#8221;.</p><p>3&#170; &#8211; Mas olha que a guerra ainda continua!... Os jornais noticiam que tem havido combates depois do dia treze!... Como se explica isto, se Nossa Senhora disse que a guerra acabou nesse dia?</p><p>&#8211; N&#227;o sei. S&#243; sei que lhe ouvi dizer que a guerra acabava no dia 13. N&#227;o sei mais nada.</p><p>[&#8230;]</p><p>6&#170; &#8211; Pois nesse dia disseste-me que Nossa Senhora tinha dito que no dia 13 de outubro vinham tamb&#233;m S. Jos&#233; e o Menino Jesus e que depois disso brevemente acabaria a guerra, n&#227;o nesse dia.</p><p>&#8211; N&#227;o me recordo j&#225; bem como Ela disse. Podia ter dito isso; n&#227;o sei. Talvez n&#227;o entendesse bem a Senhora.</p><p>(p.100)</p></blockquote><p>E ainda o interrogat&#243;rio de Jacinta:</p><blockquote><p>8&#170; &#8211; O que disse a Senhora desta &#250;ltima vez?</p><p>&#8211; Disse: Venho aqui para te dizer que n&#227;o ofendam mais a Nosso Senhor, que estava muito ofendido, que se o povo se emendasse acabava a guerra, se n&#227;o se emendasse acabava o mundo. A L&#250;cia ouviu melhor do que eu o que a Senhora disse.</p><p>9&#170; &#8211; Disse que a guerra acabava nesse dia ou que acabava brevemente?</p><p>&#8211; Nossa Senhora disse que quando chegasse ao C&#233;u acabava a guerra.</p><p>10&#170; &#8211; Mas a guerra ainda n&#227;o acabou!...</p><p>&#8211; Acaba, acaba.</p><p>11&#170; &#8211; Mas ent&#227;o quando acaba?</p><p>&#8211; Cuido que acaba no Domingo.</p><p>(p. 104)</p></blockquote><p>N&#227;o apenas uma profecia frustrada, mas tamb&#233;m as crian&#231;as n&#227;o estavam certas do que havia acontecido.</p><h3>Explica&#231;&#245;es</h3><p>Na p&#225;gina 476, a se&#231;&#227;o <strong>A Grande Guerra</strong> levanta uma lista de poss&#237;veis explica&#231;&#245;es, resumidas aqui:</p><ol><li><p>A palavra &#8220;hoje&#8221; teria um significado amplo, n&#227;o significando o dia 13 de outubro, mas um per&#237;odo maior.</p></li><li><p>O adv&#233;rbio &#8220;hoje&#8221; indicaria o in&#237;cio do fim da guerra.</p></li><li><p>A guerra em quest&#227;o n&#227;o seria a I Guerra Mundial, mas a guerra religiosa em Portugal com a persegui&#231;&#227;o &#224; f&#233;.</p></li><li><p>A profecia do fim imediato da guerra seria condicionada &#224; penit&#234;ncia dos homens, que n&#227;o teria ocorrido. Esse tipo de n&#227;o-concretiza&#231;&#227;o seria o mesmo que se verifica no livro de Jonas.</p></li><li><p>A profecia seria condicionada &#224; disposi&#231;&#227;o sincera das na&#231;&#245;es beligerantes a uma paz justa e honrosa, e por falha humana n&#227;o se concretizou.</p></li></ol><p>Espera-se convencer um c&#233;tico com isso? N&#227;o deve ser um caso. S&#227;o apenas suposi&#231;&#245;es com muitas fraquezas. Detenhamo-nos na palavra fraqueza: a fraqueza de uma crian&#231;a fortemente interrogada n&#227;o seria suficiente para ligar os pontos e explicar a mescla de informa&#231;&#245;es com aquilo que ela n&#227;o se lembra direito? Isso pode ser demonstrado pela preocupa&#231;&#227;o de L&#250;cia na primeira apari&#231;&#227;o, e pela falta de detalhes da apari&#231;&#227;o de setembro.</p><p>Estamos falando de uma crian&#231;a de dez anos traumatizada pela guerra. A pr&#243;pria Documenta&#231;&#227;o Cr&#237;tica de F&#225;tima, de forma transparente, admite que L&#250;cia estava em um estado psicol&#243;gico t&#227;o alterado que sequer se recordava de eventos &#243;bvios do dia do milagre:</p><blockquote><p>55&#170; &#8211; N&#227;o disse que a guerra acabava logo que chegasse ao C&#233;u?</p><p>&#8211; N&#227;o me recordo se disse que era logo que chegasse ao C&#233;u.</p><p>56&#170; &#8211; Nesse dia disseste ao povo que fechasse os chap&#233;us?</p><p>&#8211; N&#227;o me recordo que o dissesse.</p><p>57&#170; &#8211; Soltaste um grito dizendo ao povo que olhasse para o sol?</p><p>&#8211; N&#227;o me recordo que soltasse tal grito.</p><p>58&#170; &#8211; &#201; verdade que a Senhora apontou para o sol?</p><p>&#8211; N&#227;o me recordo que o tivesse feito.</p><p>(p.123)</p></blockquote><p>N&#227;o nos detenhamos, portanto, na precis&#227;o teol&#243;gica e cronol&#243;gica de uma pequena camponesa analfabeta. Vamos olhar para o c&#233;u.</p><h2>Acima da frustra&#231;&#227;o</h2><p>Os questionadores argumentam que o fen&#244;meno solar ofuscou a profecia frustrada. E damos raz&#227;o a este ponto! A partir da p&#225;gina 168, &#233; exatamente isso o que fala o Dr. Almeida Garrett:</p><blockquote><p>H&#225; as declara&#231;&#245;es de L&#250;cia, a mais velha dos pastorinhos, de que a Senhora lhe dissera que a guerra estava terminada. [&#8230;] Se continuam contradi&#231;&#245;es e ataques contra F&#225;tima, tamb&#233;m se manifestam exuberantes provas de sobrenatural das apari&#231;&#245;es, j&#225; pelas ora&#231;&#245;es incessantes dirigidas a Nossa Senhora de F&#225;tima, j&#225; pelas muitas gra&#231;as e curas extraordin&#225;rias.</p></blockquote><p>Ou seja, os milagres certamente minimizam a quest&#227;o do fim da guerra.</p><p>No entanto, os questionadores dir&#227;o que n&#227;o foi milagre, mas algo meramente natural. Uma experi&#234;ncia subjetiva e sensorial, admitindo-se como factual que uma multid&#227;o de 70 mil pessoas presenciou uma mudan&#231;a na luz solar, exatamente na data prevista pelas crian&#231;as.</p><p>Contudo, nega-se qualquer interven&#231;&#227;o divina, alegando que o fen&#244;meno foi uma combina&#231;&#227;o de fadiga retinal (causada por encarar o sol diretamente), refra&#231;&#227;o &#243;ptica em nuvens finas e um surto de histeria coletiva condicionado pelo desespero religioso da &#233;poca.</p><p>Grande &#233; a f&#233; destes ateus nas coincid&#234;ncias! Admitem um fascinante fen&#244;meno solar ocorrido em uma data especial. No entanto, tamb&#233;m vemos o argumento de levantar v&#225;rios testemunhos de pessoas que observaram fen&#244;menos diferentes, outros n&#227;o viram nada. </p><p>Isso &#233; suficiente para minar que houve milagre? N&#227;o. Na vardade, o testemunho de figuras como o agn&#243;stico Ant&#243;nio S&#233;rgio e outros observadores c&#233;ticos que n&#227;o relataram vis&#245;es m&#237;sticas &#233;, ironicamente, a pe&#231;a fundamental que valida o milagre f&#237;sico. Mesmo que relataram n&#227;o ter visto o sol dan&#231;ar, confirmaram que estavam em um cen&#225;rio de chuva torrencial.</p><p>Podemos nos esquecer do que o Sol fez o do que cada retina viu. &#201; essa chuva torrencial a prova do milagre. </p><p>O fato de milhares de pessoas terem sa&#237;do de um "mar de lama" com roupas perfeitamente limpas e secas em poucos minutos exigiria uma energia t&#233;rmica capaz de incinerar a multid&#227;o se fosse de origem natural.</p><p>Esse &#233; o &#8220;elefante na sala&#8221; que sobrepuja qualquer discuss&#227;o sobre ilus&#245;es de &#243;tica, revelando a assinatura de um fen&#244;meno que operou al&#233;m das leis conhecidas da termodin&#226;mica.</p><p>&#201; a&#237; que vemos a a&#231;&#227;o de Deus.</p><h1>Conclus&#227;o: os elefantes na sala</h1><p>Aqui chegamos ao ponto onde o ceticismo &#8220;coa o mosquito, mas engole o camelo&#8221;. Deus parece gostar desse padr&#227;o de milagres nos quais uma contradi&#231;&#227;o humana seria suficiente para um incr&#233;dulo volunt&#225;rio negar o sobrenatural e voltar para casa cantando vit&#243;ria, mas uma an&#225;lise mais profunda e imparcial revela o elefante na sala onde est&#225; a assinatura de Deus.</p><p>F&#225;tima n&#227;o &#233; a primeira ocorr&#234;ncia:</p><ul><li><p>Em <strong>Guadalupe</strong>, &#233; poss&#237;vel focar-se no estudo de 1982, que identificou interven&#231;&#245;es humanas na imagem, ou optar pela an&#225;lise de 1979, que, embora reconhe&#231;a esses restauros em certos pontos, atesta que a base &#233; de origem inexplic&#225;vel. Mas nem isso &#233; o elefante na sala: uma tilma feita de fibra de cacto deveria ter-se desintegrado em poucas d&#233;cadas, e os astecas se convertendo em massa s&#227;o um fato hist&#243;rico. </p></li><li><p>No <strong>Santo Sud&#225;rio</strong>, pode-se dar cr&#233;dito ao teste de Carbono-14 que aponta para o s&#233;culo XIII, ou considerar as contraprovas que indicam amostras muito mais antigas e a exist&#234;ncia de remendos justamente do s&#233;culo XIII (Ora, isso apenas prova se tratar do mesmo Sud&#225;rio!). Contudo, ainda h&#225; o grande elefante na sala: a exist&#234;ncia de um negativo fotogr&#225;fico, impresso no tecido s&#233;culos antes de a pr&#243;pria fotografia ser inventada.</p></li></ul><p>Em todos esses casos, um c&#233;tico pode se perder em min&#250;cias processuais para evitar o confronto com o fato extraordin&#225;rio e &#243;bvio. Ao escolher ignorar o fen&#244;meno f&#237;sico da secagem instant&#226;nea para se deter apenas nos lapsos de mem&#243;ria de uma crian&#231;a, o c&#233;tico deixa de praticar ci&#234;ncia e passa a exercer uma nega&#231;&#227;o seletiva, como se analisar em profundidade o interior de uma mente fr&#225;gil fosse a &#250;nica fonte de an&#225;lise, como se a tromba de um elefante n&#227;o lhe estivesse cutucando o ombro.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/a-profecia-frustrada-de-fatima-e?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/a-profecia-frustrada-de-fatima-e?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/a-profecia-frustrada-de-fatima-e/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/a-profecia-frustrada-de-fatima-e/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><p></p><p></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A Oposição de Sua Majestade - O "Conservadorismo" Católico diante das Consagrações Episcopais da FSSPX]]></title><description><![CDATA[As contradi&#231;&#245;es e a pseudo-oposi&#231;&#227;o dos tr&#234;s cardeais M&#252;ller, Sarah e Burke.]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/a-oposicao-de-sua-majestade-o-conservadorismo</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/a-oposicao-de-sua-majestade-o-conservadorismo</guid><dc:creator><![CDATA[TradTalk]]></dc:creator><pubDate>Thu, 05 Mar 2026 20:09:59 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!rBEc!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa6aeb81e-6c71-421b-a1b5-393f3aa78316_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!rBEc!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa6aeb81e-6c71-421b-a1b5-393f3aa78316_1536x1024.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!rBEc!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa6aeb81e-6c71-421b-a1b5-393f3aa78316_1536x1024.png 424w, /__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!rBEc!, /__u/tradtalk.substack.com/w_848, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, 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discuss&#245;es em torno das poss&#237;veis consagra&#231;&#245;es episcopais da Fraternidade Sacerdotal S&#227;o Pio X (FSSPX). No texto, o arcebispo analisa as interven&#231;&#245;es dos cardeais Gerhard M&#252;ller, Robert Sarah e Raymond Burke e critica aquilo que define como uma &#8220;oposi&#231;&#227;o conservadora&#8221; dentro da Igreja, examinando suas posi&#231;&#245;es diante da crise atual e do Conc&#237;lio Vaticano II.</p><div><hr></div><h3>A interven&#231;&#227;o de M&#252;ller</h3><p>No passado dia 21 de fevereiro, no <em><strong><a href="https://www.kath.net/news/89675">Kath.Net</a></strong></em>, o cardeal <strong>Gerhard Ludwig M&#252;ller</strong> comentou a decis&#227;o da <strong>Fraternidade Sacerdotal S&#227;o Pio X </strong>de proceder a consagra&#231;&#245;es episcopais sem mandato pontif&#237;cio, depois que o Prefeito do <strong>Dicast&#233;rio para a Doutrina da F&#233;</strong> reiterou ao Superior Geral, <strong>Padre Davide Pagliarani</strong>, o veto da Santa S&#233; &#224; concess&#227;o do mandato e a recusa em revisar os textos do <strong>Conc&#237;lio Vaticano II</strong> que a Fraternidade considera, com raz&#227;o, heterodoxos.</p><p>Em seu discurso <em>Die Piusbruderschaft und ihre Einheit mit der Kirche</em>, o cardeal alem&#227;o sustenta que proceder sem mandato pontif&#237;cio constitui uma <strong>&#8220;ferida objetiva na unidade vis&#237;vel da Igreja&#8221;</strong>: n&#227;o uma simples desobedi&#234;ncia administrativa, mas um ato que mina a autoridade papal em seus fundamentos. Ele insiste que <strong>&#8220;nenhum bispo pode consagrar contra o sucessor de Pedro&#8221;</strong>. M&#252;ller sublinha a necessidade de reconhecer a autoridade papal n&#227;o apenas em teoria, mas tamb&#233;m na pr&#225;tica, sem condi&#231;&#245;es, afirmando que a FSSPX deve submeter-se ao magist&#233;rio da Igreja para exercer uma influ&#234;ncia positiva na hist&#243;ria eclesial.</p><p>O antigo Prefeito do antigo <strong>Santo Of&#237;cio</strong> interveio assim:</p><blockquote><p>&#8220;A &#250;nica solu&#231;&#227;o poss&#237;vel diante de Deus consiste em que a Fraternidade S&#227;o Pio X, com seus bispos, sacerdotes e leigos, reconhe&#231;a n&#227;o apenas em teoria, mas tamb&#233;m na pr&#225;tica, o nosso Santo Padre o Papa Le&#227;o XIV como o Papa leg&#237;timo e se submeta, sem condi&#231;&#245;es pr&#233;vias, &#224; sua autoridade doutrinal e &#224; sua primazia de jurisdi&#231;&#227;o. Ent&#227;o tamb&#233;m ser&#225; poss&#237;vel encontrar uma solu&#231;&#227;o justa para o seu estatuto can&#244;nico, por exemplo dotando o seu prelado de uma jurisdi&#231;&#227;o ordin&#225;ria para a Fraternidade, diretamente subordinada ao Papa (talvez sem a media&#231;&#227;o de um escrit&#243;rio da C&#250;ria).&#8221;</p></blockquote><div><hr></div><h3>A interven&#231;&#227;o de Sarah</h3><p>No dia seguinte, <strong>22 de fevereiro</strong>, em um artigo publicado no<em> <strong><a href="https://www.lejdd.fr/Societe/avant-quil-ne-soit-trop-tard-lappel-a-lunite-du-cardinal-robert-sarah-167095">Le Journal du Dimanche</a></strong></em>, o cardeal <strong>Robert Sarah</strong> reiterou o apelo &#224; unidade dentro da Igreja, expressando profunda preocupa&#231;&#227;o diante do poss&#237;vel cisma que poderia fraturar sua unidade. Insistiu que a verdadeira comunh&#227;o eclesial deve estar enraizada na obedi&#234;ncia ao Papa e na ades&#227;o ao Magist&#233;rio.</p><p>Suas palavras n&#227;o deixam margem a equ&#237;vocos:</p><blockquote><p>&#8220;Desejo expressar minha profunda preocupa&#231;&#227;o e tristeza ao saber do an&#250;ncio da Fraternidade Sacerdotal S&#227;o Pio X, fundada por Mons. Lefebvre, de proceder a ordena&#231;&#245;es episcopais sem mandato pontif&#237;cio. Diz-se que essa decis&#227;o de desobedecer &#224; lei da Igreja estaria motivada pela lei suprema da salva&#231;&#227;o das almas: <em>suprema lex, salus animarum</em>. Mas a salva&#231;&#227;o &#233; Cristo, e ela s&#243; se encontra na Igreja. Como podemos pretender conduzir as almas &#224; salva&#231;&#227;o por caminhos diferentes daqueles que Ele pr&#243;prio nos indicou? Querer a salva&#231;&#227;o das almas &#233; rasgar o Corpo M&#237;stico de Cristo de um modo talvez irrevers&#237;vel? Quantas almas poderiam perder-se por essa nova dilacera&#231;&#227;o? [&#8230;] N&#227;o &#233; uma trai&#231;&#227;o &#224; Tradi&#231;&#227;o refugiar-se em meios humanos para sustentar nossas obras, por mais boas que sejam?&#8221;</p></blockquote><div><hr></div><h3>A interven&#231;&#227;o de Burke</h3><p>O cardeal <strong>Raymond Leo Burke</strong>, que parece n&#227;o querer pronunciar-se sobre as consagra&#231;&#245;es anunciadas, j&#225; havia se manifestado em <strong>2017</strong> sobre o estado de cisma no qual, segundo ele, se encontra a <strong>Fraternidade S&#227;o Pio X</strong> desde <strong>1988</strong>:</p><blockquote><p>&#8220;Apesar dos diversos argumentos sobre a quest&#227;o, o fato &#233; que a Fraternidade Sacerdotal S&#227;o Pio X est&#225; em cisma desde que o arcebispo Marcel Lefebvre ordenou quatro bispos sem mandato do Pont&#237;fice romano. Portanto, n&#227;o &#233; l&#237;cito assistir &#224; Missa nem receber os sacramentos em uma igreja sob a dire&#231;&#227;o da Fraternidade. Dito isso, parte dessa confus&#227;o na Igreja tamb&#233;m ocorreu porque o Papa Francisco concedeu aos sacerdotes da Fraternidade a faculdade de celebrar validamente os matrim&#244;nios, l&#237;cita e validamente. Mas n&#227;o h&#225; explica&#231;&#227;o can&#244;nica para isso; trata-se simplesmente de uma anomalia.&#8221;</p></blockquote><div><hr></div><h3>Uma oposi&#231;&#227;o controlada</h3><p>As interven&#231;&#245;es dos cardeais <strong>M&#252;ller, Sarah e Burke</strong> podem ser consideradas um exemplo paradigm&#225;tico da <strong>&#8220;oposi&#231;&#227;o de Sua Majestade&#8221;</strong> no contexto eclesial cat&#243;lico, tomando o conceito do sistema parlamentar brit&#226;nico, no qual a oposi&#231;&#227;o critica as pol&#237;ticas do governo mantendo absoluta lealdade &#224; Coroa e &#224;s suas institui&#231;&#245;es.</p><p>Essa oposi&#231;&#227;o demonstrou sua total inutilidade por ocasi&#227;o das <em><strong>Dubia</strong></em> sobre os erros de<strong> </strong><em><strong>Amoris L&#230;titia</strong></em>, completamente ignoradas por <strong>Bergoglio</strong>, que n&#227;o deixou de zombar e humilhar os cardeais signat&#225;rios.</p><p>Os membros da <strong>&#8220;tr&#237;ade conservadora&#8221;</strong> compartilham elementos que revelam sua incoer&#234;ncia em rela&#231;&#227;o aos princ&#237;pios que se espera que defendam. Os tr&#234;s aceitam sem reservas os atos do <strong>Conc&#237;lio Vaticano II</strong> e do magist&#233;rio p&#243;s-conciliar. Celebram indistintamente segundo o <em><strong>Vetus Ordo </strong></em>e o <em><strong>Novus Ordo,</strong></em> considerando ambos leg&#237;timos. Aceitam o <strong>&#8220;caminho sinodal&#8221;</strong> por obedi&#234;ncia ao Papa. Reconhecem a <em><strong>colegialidade</strong></em><strong> </strong><em><strong>episcopal</strong></em>, o <em><strong>ecumenismo</strong></em>, a <em><strong>liberdade religiosa</strong></em>, a <em><strong>Declara&#231;&#227;o de Abu Dhabi</strong></em> e todos os atos dos dicast&#233;rios romanos, inclusive os mais controversos.</p><p>Criticaram <em><strong>Fiducia Supplicans</strong></em> sem exigir sua <strong>revoga&#231;&#227;o</strong>. Expressaram decep&#231;&#227;o ap&#243;s <em><strong>Traditionis Custodes</strong></em>, mas n&#227;o se comprometeram <strong>a impedir sua aplica&#231;&#227;o</strong>. N&#227;o manifestaram qualquer apoio ao autor antes nem depois do processo can&#244;nico que conduziu &#224; sua <strong>&#8220;excomunh&#227;o&#8221; por cisma</strong>.</p><p>Em s&#237;ntese, s&#227;o <strong>ratzingerianos convictos</strong> e partid&#225;rios de uma variante eclesial do <strong>processo dial&#233;tico hegeliano</strong>, segundo o qual seria poss&#237;vel fazer coexistir a tese da ortodoxia cat&#243;lica e a ant&#237;tese do modernismo em uma s&#237;ntese conciliar.</p><div><hr></div><h3>O erro fundamental</h3><p>Os apelos &#224; unidade de <strong>M&#252;ller, Sarah e Burke</strong> padecem de um erro fundamental que invalida, desde a raiz, suas exorta&#231;&#245;es: reconhecem a crise atual, mas se recusam a ver nela o efeito l&#243;gico e necess&#225;rio do <strong>Conc&#237;lio Vaticano II</strong>, que continuam considerando plenamente ortodoxo.</p><p>A obedi&#234;ncia &#224; Hierarquia torna-se enganosa quando se afasta da Verdade do Dogma e da Tradi&#231;&#227;o. A unidade n&#227;o &#233; antes de tudo institucional, mas doutrinal, enraizada no dep&#243;sito imut&#225;vel da F&#233;.</p><div><hr></div><h3>Conclus&#227;o</h3><p>As interven&#231;&#245;es dos tr&#234;s cardeais, apresentadas como apelos &#224; unidade, revelam profundas lacunas e contradi&#231;&#245;es internas. Essa pseudo-oposi&#231;&#227;o n&#227;o apenas n&#227;o tem possibilidade de obter nada, mas parece instrumental para a consuma&#231;&#227;o da <strong>revolu&#231;&#227;o conciliar</strong> em sua &#250;ltima etapa: o <strong>&#8220;</strong><em><strong>caminho sinodal</strong></em><strong>&#8221;</strong>.</p><p>Como Bispo e Sucessor dos Ap&#243;stolos, exorto meus irm&#227;os no Episcopado &#8212; come&#231;ando pelos cardeais <strong>M&#252;ller, Sarah e Burke</strong> &#8212; a dar um sinal claro de unidade, apoiando a luta da <strong>Fraternidade S&#227;o Pio X</strong> com sinais concretos, por exemplo participando da cerim&#244;nia das <strong>Consagra&#231;&#245;es no dia 1&#186; de julho</strong>.</p><p>Se deve haver combate, que ele nos encontre sob o estandarte de Cristo Rei.<br>E que Nossa Senhora, Rainha das Vit&#243;rias e Medianeira de todas as Gra&#231;as, nos conceda deixar de lado as divis&#245;es contingentes, para a gl&#243;ria de Deus, a honra da Santa Madre Igreja e a salva&#231;&#227;o das almas redimidas pelo precioso Sangue de Cristo.</p><p><em><strong>&#8224;</strong></em><strong> Carlo Maria Vigan&#242;, Arcebispo</strong><br><strong>1&#186; de mar&#231;o de 2026 &#8211; II Domingo da Quaresma</strong></p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><div><hr></div><p><strong>Tradu&#231;&#227;o</strong>: <a href="https://instagram.com/tradtalkpod">TradTalk</a></p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/a-oposicao-de-sua-majestade-o-conservadorismo?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/a-oposicao-de-sua-majestade-o-conservadorismo?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/a-oposicao-de-sua-majestade-o-conservadorismo/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/a-oposicao-de-sua-majestade-o-conservadorismo/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><div><hr></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Uma frase apócrifa de Pio IX? Fim do mistério]]></title><description><![CDATA[Eu j&#225; vi, voc&#234; j&#225; viu e praticamente todos os que j&#225; eram cat&#243;licos na &#233;poca do debate da moralidade do drible no futebol j&#225; viram essa frase pipocar em algum lugar.]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/uma-frase-apocrifa-de-pio-ix-fim</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/uma-frase-apocrifa-de-pio-ix-fim</guid><pubDate>Sat, 28 Feb 2026 18:24:35 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!hbPP!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa1dc0005-f917-4df6-94b6-0885d7c6595d_1024x600.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" 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N&#227;o s&#243; no Brasil, como tamb&#233;m no exterior:</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!J4Vp!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F5294759d-d1a5-483f-bde1-911a6b2c941a_623x179.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!J4Vp!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, 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Outras variantes dessa cita&#231;&#227;o incluem uma certa men&#231;&#227;o ao &#8220;Bispo Brizen&#8221;, a quem Pio IX teria se dirigido ao dar essa instru&#231;&#227;o sobre o papa her&#233;tico. Especulava-se que poderia ser o Bispo de Brixen, que foi um importante relator no Conc&#237;lio Vaticano I acerca do dogma da infalibilidade.</p><p>E com raz&#227;o. Um fato que pode explicar o que aconteceu, de fato, &#233; esta <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LJt6401G3Lo">confer&#234;ncia do Padre Hesse do final dos anos 90</a>. Aos 15min45s, temos a men&#231;&#227;o &#224; carta que conteria a informa&#231;&#227;o. Por&#233;m, uma cita&#231;&#227;o apenas de passagem. Pode ter sido da&#237; que a informa&#231;&#227;o foi passada adiante, sem se saber a fonte prim&#225;ria, e ainda abrindo oportunidade para que algu&#233;m pudesse ouvir &#8220;Brixen&#8221; e entender &#8220;Brizen&#8221; como se fosse o nome de um bispo, e n&#227;o de uma cidade.</p><p>Aos seguidores do TradTalk, que tamb&#233;m aqui nos acompanham, h&#225; algo que lhes pode ser de muito interesse: est&#227;o sendo traduzidas mais confer&#234;ncias do Padre Hesse, a serem publicadas ap&#243;s a P&#225;scoa. E, nelas, temos as informa&#231;&#245;es que faltam para fechar o quebra-cabe&#231;a.</p><div class="pullquote"><p>&#8220;E Pio IX... Isso pode ser lido em Mansi, 6000 etc. Isso se encontra no livro <strong>Nouvelle Th&#233;ologie</strong>: Pio IX disse a um bispo de Brixen, por ocasi&#227;o da declara&#231;&#227;o da infalibilidade (1870): &#8220;Sim, como fica, agora, se um Papa ensinar heresia?&#8221; Bem, Pio IX disse a ele de forma bem simples: &#8220;Bem, ent&#227;o ningu&#233;m &#233; obrigado a obedec&#234;-lo, muito simples.&#8221;</p><p>Traunwalchen, 21/06/97</p></div><div class="pullquote"><p>Em primeiro lugar, o Bispo de Brixen perguntou a S&#227;o Pio IX (que est&#225; pronto para a canoniza&#231;&#227;o, mas, com o Papa atual, d&#225; para apostar tr&#234;s vezes no que pode acontecer). Perguntaram-lhe: &#8220;O que acontecer&#225;, Santo Padre? O senhor quer fazer da infalibilidade um dogma. Mas e se um futuro Papa proclamar heresia?&#8221; Pio IX respondeu: &#8220;&#201; muito simples, ent&#227;o ele simplesmente n&#227;o deve ser seguido.&#8221; Esta cita&#231;&#227;o pode ser encontrada na famosa cole&#231;&#227;o de cita&#231;&#245;es de <strong>Mansi</strong>. <strong>Mansi 52, 1212-1214</strong>. L&#225; voc&#234;s encontrar&#227;o esta cita&#231;&#227;o de Pio IX ao Bispo de Brixen.<br><br>Traunwalchen, 13/09/98</p></div><p>Aqui temos fontes! Aqui temos pistas!</p><p>No entanto, uma consulta ao <a href="https://www.documentacatholicaomnia.eu/20vs/200_Mansi/1692-1769,_Mansi_JD,_Sacrorum_Conciliorum_Nova_Amplissima_Collectio_Vol_052_(Conc_Vat_I_Pars_2_2),_LT.pdf">Mansi 52</a>, nas p&#225;ginas citadas, n&#227;o nos leva a nenhuma carta, nenhuma cita&#231;&#227;o, nenhuma nota de rodap&#233; relevante para este assunto. Qual o motivo de uma cita&#231;&#227;o t&#227;o exata?</p><p>Repare no nome do livro. Repare nos n&#250;meros 1212-1214.</p><p>Trata-se desta cita&#231;&#227;o do livro <strong>A Nova Teologia - Os Que Pensam Que Venceram</strong>, publicado no Brasil pela Editora Perman&#234;ncia:</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!nw_e!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F6f7fd4ab-bbd2-4e9c-876a-949bcd5a49f2_349x477.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!nw_e!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_webp, /__u/tradtalk.substack.com/q_auto:good, /__u/tradtalk.substack.com/fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F6f7fd4ab-bbd2-4e9c-876a-949bcd5a49f2_349x477.jpeg 424w, 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E repare na nota de rodap&#233; apontando os n&#250;meros 1212-1214.</p><p>O que nos leva a concluir:</p><ul><li><p>A carta existiu? Pouco prov&#225;vel. Pio IX pode at&#233; ter sido consultado nessa quest&#227;o e esclarecido verbalmente aos bispos do Conc&#237;lio.</p></li><li><p>O verdadeiro sentido &#233; que a infalibilidade impediria uma declara&#231;&#227;o <em>ex cathedra</em> err&#244;nea da parte de um mau papa.</p></li></ul><p>Se algu&#233;m estava procurando uma frase de um grande papa que refutasse o sedevacantismo de antem&#227;o, isso pode parecer frustrante. </p><p>No entanto, mesmo se essa carta estivesse publicamente dispon&#237;vel, n&#227;o precisar&#237;amos dela para tal.</p><p>Por qu&#234;? Porque as palavras de Pio IX sobre o assunto est&#227;o presentes no livro <a href="https://www.livrariasantacruz.com/a-verdadeira-e-a-falsa-infalibilidade-dom-joseph-fessler/p">A Verdadeira e a Falsa Infalibilidade</a>, de Joseph Fessler, outro bispo estudioso da infalibilidade papal que, entre outros pontos, tamb&#233;m aborda a quest&#227;o da <em>Cum ex Apostolatus Officio</em>. A quem tiver olhos para ver, o pref&#225;cio com aprova&#231;&#227;o do pr&#243;prio Pio IX est&#225; l&#225;, abrindo o livro.</p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/uma-frase-apocrifa-de-pio-ix-fim?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" 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Fraternidade]]></description><link>https://tradtalk.substack.com/p/fraternidade-confirma-sagracoes-episcopais</link><guid isPermaLink="false">https://tradtalk.substack.com/p/fraternidade-confirma-sagracoes-episcopais</guid><dc:creator><![CDATA[TradTalk]]></dc:creator><pubDate>Sat, 28 Feb 2026 14:54:44 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!Wsm1!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fbce1dccf-5923-44d4-a8c7-af2910930378_1109x822.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!Wsm1!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fbce1dccf-5923-44d4-a8c7-af2910930378_1109x822.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source 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data-attrs="{&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/bce1dccf-5923-44d4-a8c7-af2910930378_1109x822.png&quot;,&quot;srcNoWatermark&quot;:null,&quot;fullscreen&quot;:null,&quot;imageSize&quot;:null,&quot;height&quot;:822,&quot;width&quot;:1109,&quot;resizeWidth&quot;:null,&quot;bytes&quot;:636171,&quot;alt&quot;:null,&quot;title&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;image/png&quot;,&quot;href&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:false,&quot;topImage&quot;:true,&quot;internalRedirect&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/i/189467951?img=https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fbce1dccf-5923-44d4-a8c7-af2910930378_1109x822.png&quot;,&quot;isProcessing&quot;:false,&quot;align&quot;:null,&quot;offset&quot;:false}" class="sizing-normal" alt="" srcset="/__u/substackcdn.com/image/fetch/$s_!Wsm1!, /__u/tradtalk.substack.com/w_424, /__u/tradtalk.substack.com/c_limit, /__u/tradtalk.substack.com/f_auto, 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autoridades romanas. </p><p>Segue<a class="footnote-anchor" data-component-name="FootnoteAnchorToDOM" id="footnote-anchor-1" href="#footnote-1" target="_self">1</a>:</p><div class="pullquote"><p>O Rev. Padre Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal S&#227;o Pio X, decidiu confiar aos bispos da Fraternidade o encargo de proceder a novas consagra&#231;&#245;es episcopais, no pr&#243;ximo dia 1&#186; de julho, no Semin&#225;rio S&#227;o Pio X de Ec&#244;ne.</p></div><p><strong>Programa</strong></p><p><strong>Quarta-feira, 1&#186; de julho:</strong></p><p><em><strong>09h00 Missa pontifical de consagra&#231;&#245;es episcopais</strong></em><br>14h00 Refei&#231;&#227;o<br>17h00 II V&#233;speras pontificais do Precios&#237;ssimo Sangue, seguidas de B&#234;n&#231;&#227;o do Sant&#237;ssimo Sacramento</p><p><strong>Quinta-feira, 2 de julho:</strong></p><p>09h00 Primeira Missa pontifical de um dos novos bispos</p><p><strong>Alimenta&#231;&#227;o</strong></p><p>Haver&#225; estandes &#224; disposi&#231;&#227;o para oferecer tudo o que for necess&#225;rio para alimenta&#231;&#227;o no local na quarta-feira, 1&#186; de julho, ao t&#233;rmino da cerim&#244;nia. Informa&#231;&#245;es mais detalhadas estar&#227;o dispon&#237;veis no site reservado &#224;s Consagra&#231;&#245;es episcopais.</p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/subscribe"><span>Assine agora</span></a></p><div><hr></div><p>Tradu&#231;&#227;o: <a href="https://instagram.com/tradtalkpod">TradTalk</a></p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/fraternidade-confirma-sagracoes-episcopais?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/fraternidade-confirma-sagracoes-episcopais?utm_source=substack&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=share&amp;action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://tradtalk.substack.com/p/fraternidade-confirma-sagracoes-episcopais/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="/__u/tradtalk.substack.com/p/fraternidade-confirma-sagracoes-episcopais/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><div><hr></div><h4>Notas de rodap&#233;:</h4><div class="footnote" data-component-name="FootnoteToDOM"><a id="footnote-1" href="#footnote-anchor-1" class="footnote-number" contenteditable="false" target="_self">1</a><div class="footnote-content"><p><a href="https://econe.fsspx.org/fr/events/sacres-episcopaux-57020">https://econe.fsspx.org/fr/events/sacres-episcopaux-57020</a></p></div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>